The Shadows Reborn
3 Planos de Guerra
Notas iniciais
Maeve... Autora Junkie.
Boa leitura.
A fiquem cientes que seus personagens podem morrer!
A população de Rankrovic's estava apavorada, a notícia de uma suposta guerra havia se espalhado por todos os cantos do reino e a côrte temia por essa explosão de informações.
Karsys já fora tomada por guerras, todavia isso acontecera há séculos, num tempo onde nada se sabia sobre a ilha. Rubírio ao assumir a soberania sobre a pequena faixa de terra ocupada pela antiga tribo, decidiu desbravar a floresta e a vastidão da ilha, depois de muitos dias e noites ele chegou a um local um tanto sombrio. A aquele lugar ele deu o nome de Vale da Melancolia. Esse vale era muito extenso, tinha um desfiladeiro que sumia ao longe, numa paisagem sombria e devastada, pelo vale podia-se ouvir gritos horripilantes e depressíveis, as árvores eram poucas e secas, a lua brilhava vermelha como sangue numa noite tortuosa e estridente... Estridente? Claro que sim, não havia um mísero centésimo de segundo que os gritos cessassem, eles eram constantes e de tão constantes eram desesperadores e aquele que ali passasse não sentiria vontade de voltar. Naquele vale negro algo foi revelado para Rubírio, a deusa bruxa Ádria saiu das sombras com seu sorriso sempre sinistro e naquele momento uma guerra foi declarada. Passaram-se anos e anos de uma batalha sangrenta, e com a ajuda de uma mística pedra vermelha, Rúbírio pode banir Ádria e seus aliados para longe das terras do reino. Ádria jurou vingança:
–Ganhou a batalha pobre mago, mas um dia a força existente nesta pedra medíocre se esvairá e eu voltarei mais forte do que nunca e nada poderá salvar-te!
Para Rubírio ficou claro que aquilo fora apenas uma simples batalha e quando o momento certo chegasse Ádria voltaria sagaz e furiosa.
Pudrê e Ravaz atravessaram toda a extensão da praça e chegaram até o portal do castelo, rubis vermelhos e brilhantes enfeitavam toda a faixada do castelo, eles eram abundantes em Karsys, mas seu valor era apenas sentimental. A cúpula carmesim ficava no último andar da torre mais alta do castelo, Pudrê e Ravaz teriam que subir todo o caminho por corredores sempre iluminados por tochas de prata maciça.
–Senhor? Ravaz e Pudrê pedem autorização para adentrar o cômodo! — Dizia um dos guardas que guardava a porta de entrada da sala.
–Mande-os entrar.
–Senhor de todas as manhãs, estou aqui e a sua disposição! — Disse Pudrê como bom bajulador que era.
–Pudrê, corte os elogios, creio que saiba o que está acontecendo... — Dizia o rei quando Pudrê o interrompeu.
–Desculpe a intromissão alteza, mas eu já estou sabendo de tudo, que audácia daquela bruxa megera. Mas por que me chamas?
–Reúna os melhores alunos da escola de magia, temos que lutar com unhas e dentes para vencer aquela peste negra! — Disse Ozion em um tom forte.
–E os meus soldados majestade? — Perguntou Graud.
–Convoque-os para um treinamento pré-guerra, general Mildres, convoque o exército de bastardas azuis, Ravaz, vá até o salão da magia e chame os anciões, toda a ajuda será necessária. — Finalizou Ozion.
Mildres era o general do exército de bastardas azuis — espada medieval usada em batalhas e confrontos — ele e Graud tinha o dever de proteger o reino de todos os perigos possíveis e nos momentos de aflição os anciões e os poucos magos que ainda existiam na família real interviam com a própria magia.
Um intruso ouvia toda a conversa propagada na cúpula carmesim, seu nome era Hadã, também conhecido como penumbra, sua presença era imperceptível e seus serviços eram prestados aos deuses das trevas. Hadã sobrevoou o reino até o vale negro, entre inúmeras cavernas e grutas ele escolheu uma cuja entrada era gigantesca, entrou e seguiu por um extenso túnel escuro e sujo, alguns ratos passeavam pelos cantos entrando em buracos nas rochas, quando uma figura vestida de branco puxou Hadã para uma das entradas escondidas da caverna.
–Diga-me que tem notícias Hadã! — Disse a mulher com uma voz furiosa.
–Milady, trago notícias vindas da cúpula carmesim. — Respondeu Hadã.
–O que trouxe para mim?
–Ó grande Maeve le fay, os patéticos Karsysianos tramam uma guerra contra nós, suas armas são os tolos estudantes da Escola de Artes Místicas, o podre exército do reino e a ajuda dos anciões.
Maeve soltou uma risada sinistra e volto-se para o outro lado do túnel, projetou alguns passos e sentou-se num trono também branco, algumas vezes ela tinha crises existenciais e questionava sua capacidade de ser má, seu coração levava-a a um mundo puro e sua mente centrava-se no obscuro mundo das trevas.
–Então o patético "ex-rei" Ozion III acha que nos destruirá? Quão tolos eles são!
–Milady, Ádria não gostará de saber sobre nossa conversa particular.
–Ádria acha que ganhará o poder, mas se ela não foi capaz de derrotar uma pedrinha vermelhinha... Ela não é capaz de nada!
–Com vossa licença, devo ir até Ádria ou ela achará estranho minha demora, a essas horas ela já deve ter sentido minha malvada presença.
Hadã caminhou andando pelo túnel, até encontrar uma galeria onde Ádria descansava deitada em uma espécie de divã preto.
Notas finais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Espada_bastarda.jpg
Hadã
http://2.bp.blogspot.com/_0gsVBt14rL8/TKtAZyMVffI/AAAAAAAAAB0/erWu3rE2F5k/s1600/demonio.jpg
Maeve Le Fay
http://images.fashionmodeldirectory.com/model/000000335227-romee_strijd-fullsize.jpg
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