Notas iniciais
Oi a personagem de hoje é a Nastya, sua autora é a Evil Queen. Vagas ainda abertas... Boa leitura.
Obrigado!

Uma galeria enorme no centro da caverna dos deuses das trevas servia de salão para a linda e negra deusa Ádria, possuía um vão inacreditavelmente grande, as paredes eram negras e ao fundo havia um portão que ninguém podia abrir. Ao perceber a presença de Hadã no local, ela lançou-se sobre ele e o pegou pelo pescoço com suas mãos frias e brancas.

–Cochichar-te com Maeve sombra maligna? — Perguntou ela fulminante,seus olhos verdes estavam vermelhos e vibrantes.

–Minha rainha, deusa de toda e qualquer malignidade, não queria decepciona-la. — Disse Hadã quase sufocado.

–Não queria Penumbra? Você mais do que ninguém sabe que Maeve não é confiável. — Ela flutuou e o ergueu um pouco mais, sempre pressionando seu pescoço — Enquanto Karsys não cair nós seremos aliadas, mas quando tudo vier abaixo, Maeve levantará mais agressiva e eu terei que revidar! — Ela gritou e seu grito ecoou por todo vale da Melancolia, todas as criaturas que nele vagava pararam e os gritos constantes do vale, deram espaço ao silêncio.

Hadã a observava criteriosamente, ele era o fiel escudeiro de Ádria e agora ela estava furiosa com ele.

–Não me subestime criatura, em todos os milênios que me acompanhastes nunca vira todo o meu poder.

Maeve estava parada em uma das entradas que dava acesso a galeria.

–Não se preocupe Penumbra, ela só late! — Maeve fazia agora o tipo irônica — Quando o grande kalaver voltar ela será apenas pó!

–Como ousas sua insolente? Kalaver nunca voltará! — Gritou Ádria soltando Hadã — E se voltar eu o vencerei!

Maeve soltou mais um das suas gargalhadas sarcásticas e sumiu como poeira, aparecendo de repente deitada no divã.

–Acha mesmo que é mais forte que Kalaver pobre irmã?

–Claro que sou e não te devo satisfações "coração mole", Hadã! — Rosnou Ádria.

–Sim minha senhora.

–Peça a essa semi deusa que se retire!

–Semi deusa? Já estou cansada dos seus chiliques irmã, você não é mais do que eu aqui dentro!

–Eu nasci primeiro, sou a mais velha!

A caverna era sempre assim, as brigas entre os deuses eram constantes, a essência maligna presente neles os faziam agir desse modo, nada estava em seu perfeito estado sem ao menos uma pequena discussão.

A noite passara rápido como o dia que a antecedeu, das camas de Karsys as pessoas levantavam e começavam a fazer os seus deveres, o rei Ozion mal dormira a noite. Ele levantou tomou o seu café na mesinha do quarto, que ficava ao lado da janela, com a vista de toda a cidade, sua mulher Semira ainda dormia, seu dejejum foi composto por: Ovos, pão e leite, apesar de sua importante colocação na sociedade, ele era um homem simples e humilde, porém mandão. Vestiu-se e desceu até o térreo, de lá foi junto com uma comitiva de saldados armados com bastardas, rapieiras e montantes até a escola de magia. Algumas centenas de metros depois eles pararam em frente ao portão, os habitantes que caminhavam pela praça não desviavam o olhar da comitiva.

Rature, a mesma figura estranhamente magra que abriu a porta para Ravaz, foi até o portão. Ao ver que o rei estava na sua frente, Rature o reverenciou.

–O que desejas meu eterno senhor?

O rei fez apenas um sinal com as mãos para Ravaz.

–O grande e poderoso rei Ozion III veio falar pessoalmente com o senhor Pudrê.

–Entre meu amo! — Respondeu Rature olhando para Ozion.

Apenas 2 soldados entraram junto com o rei e Ravaz, eles caminharam um pouco e Pudrê já esperavam-nos na sua sala.

–Pudrê, Já reuniu os alunos como foi lhe dito?

–Sim mestre, todos os alunos estão a sua espera no pátio da luz.

–Só os 5 melhores seguiram comigo a frente do exército, uma parte do restante guardará todos os cantos da cidade e a outra será espalhada pelo reino, para que a proteção seja total.

–Podemos nos dirigir ao pátio meu querido rei.

Todos presentes na sala levantaram e seguiram o caminho guiado por Pudrê até o pátio da luz. Um grande altar construído para acomodar o rei em sua visitas destacava-se no meio da área livre, os alunos estavam posicionados em volta da grande construção de pedra, algumas árvores e adornos completavam o espaço.

–Alunos da Escola de Artes Místicas de Rankrovic's, o rei tem um pronunciado a fazer! — Gritou Pudrê.

–Então o mais novo mandão veio nos falar? — Disse uma voz feminina no meio da multidão.

–Quem teve a insolência de aborrecer o rei? — Perguntou Pudrê em tom enfurecido.

–Não deve ser nada demais. — Disse o rei calmo.

–Vossa soberania pede nossa ajuda? Mas não são os reis que guardam todo o poder? — Voltou a falar a voz.

–Peço que apareça e poderemos conversar! — Disse o rei.

–Meu soberano, juro-te que quem cometeu essas atrocidades será severamente punido.

–Terá que me punir senhor Pudrê! — Nastya Dandelion saiu da multidão e chegou mais perto do altar, onde Ozion pode vê-la melhor.

–Então é você Nastya? Sua peste, por que ofendeste o rei? — Perguntou Pudrê olhando fixamente para a garota de 19 anos.

–Deixe a garota diretor, olha menina, nós estamos passando por tempos difíceis, ontem recebemos uma ameaça de guerra de uma bruxa que acredito ser mais velha que todo o reino, se você puder ajudar, peço que se cale e ouça tudo que venho falar! — O rei não desviou o olhar da garota nem por um segundo.

–Não costumo receber ordens "alteza", mas estou disposta a ouvir tudo que tem a dizer. — Disse a garota irônica.

A rei aproximou-se da multidão e agora preparava-se para declamar seu discurso inspirador.



Notas finais
Semira
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Nastya
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