The Shadows Reborn
4 Estranhamentos
Notas iniciais
Obrigado!
Uma galeria enorme no centro da caverna dos deuses das trevas servia de salão para a linda e negra deusa Ádria, possuía um vão inacreditavelmente grande, as paredes eram negras e ao fundo havia um portão que ninguém podia abrir. Ao perceber a presença de Hadã no local, ela lançou-se sobre ele e o pegou pelo pescoço com suas mãos frias e brancas.
–Cochichar-te com Maeve sombra maligna? — Perguntou ela fulminante,seus olhos verdes estavam vermelhos e vibrantes.
–Minha rainha, deusa de toda e qualquer malignidade, não queria decepciona-la. — Disse Hadã quase sufocado.
–Não queria Penumbra? Você mais do que ninguém sabe que Maeve não é confiável. — Ela flutuou e o ergueu um pouco mais, sempre pressionando seu pescoço — Enquanto Karsys não cair nós seremos aliadas, mas quando tudo vier abaixo, Maeve levantará mais agressiva e eu terei que revidar! — Ela gritou e seu grito ecoou por todo vale da Melancolia, todas as criaturas que nele vagava pararam e os gritos constantes do vale, deram espaço ao silêncio.
Hadã a observava criteriosamente, ele era o fiel escudeiro de Ádria e agora ela estava furiosa com ele.
–Não me subestime criatura, em todos os milênios que me acompanhastes nunca vira todo o meu poder.
Maeve estava parada em uma das entradas que dava acesso a galeria.
–Não se preocupe Penumbra, ela só late! — Maeve fazia agora o tipo irônica — Quando o grande kalaver voltar ela será apenas pó!
–Como ousas sua insolente? Kalaver nunca voltará! — Gritou Ádria soltando Hadã — E se voltar eu o vencerei!
Maeve soltou mais um das suas gargalhadas sarcásticas e sumiu como poeira, aparecendo de repente deitada no divã.
–Acha mesmo que é mais forte que Kalaver pobre irmã?
–Claro que sou e não te devo satisfações "coração mole", Hadã! — Rosnou Ádria.
–Sim minha senhora.
–Peça a essa semi deusa que se retire!
–Semi deusa? Já estou cansada dos seus chiliques irmã, você não é mais do que eu aqui dentro!
–Eu nasci primeiro, sou a mais velha!
A caverna era sempre assim, as brigas entre os deuses eram constantes, a essência maligna presente neles os faziam agir desse modo, nada estava em seu perfeito estado sem ao menos uma pequena discussão.
A noite passara rápido como o dia que a antecedeu, das camas de Karsys as pessoas levantavam e começavam a fazer os seus deveres, o rei Ozion mal dormira a noite. Ele levantou tomou o seu café na mesinha do quarto, que ficava ao lado da janela, com a vista de toda a cidade, sua mulher Semira ainda dormia, seu dejejum foi composto por: Ovos, pão e leite, apesar de sua importante colocação na sociedade, ele era um homem simples e humilde, porém mandão. Vestiu-se e desceu até o térreo, de lá foi junto com uma comitiva de saldados armados com bastardas, rapieiras e montantes até a escola de magia. Algumas centenas de metros depois eles pararam em frente ao portão, os habitantes que caminhavam pela praça não desviavam o olhar da comitiva.
Rature, a mesma figura estranhamente magra que abriu a porta para Ravaz, foi até o portão. Ao ver que o rei estava na sua frente, Rature o reverenciou.
–O que desejas meu eterno senhor?
O rei fez apenas um sinal com as mãos para Ravaz.
–O grande e poderoso rei Ozion III veio falar pessoalmente com o senhor Pudrê.
–Entre meu amo! — Respondeu Rature olhando para Ozion.
Apenas 2 soldados entraram junto com o rei e Ravaz, eles caminharam um pouco e Pudrê já esperavam-nos na sua sala.
–Pudrê, Já reuniu os alunos como foi lhe dito?
–Sim mestre, todos os alunos estão a sua espera no pátio da luz.
–Só os 5 melhores seguiram comigo a frente do exército, uma parte do restante guardará todos os cantos da cidade e a outra será espalhada pelo reino, para que a proteção seja total.
–Podemos nos dirigir ao pátio meu querido rei.
Todos presentes na sala levantaram e seguiram o caminho guiado por Pudrê até o pátio da luz. Um grande altar construído para acomodar o rei em sua visitas destacava-se no meio da área livre, os alunos estavam posicionados em volta da grande construção de pedra, algumas árvores e adornos completavam o espaço.
–Alunos da Escola de Artes Místicas de Rankrovic's, o rei tem um pronunciado a fazer! — Gritou Pudrê.
–Então o mais novo mandão veio nos falar? — Disse uma voz feminina no meio da multidão.
–Quem teve a insolência de aborrecer o rei? — Perguntou Pudrê em tom enfurecido.
–Não deve ser nada demais. — Disse o rei calmo.
–Vossa soberania pede nossa ajuda? Mas não são os reis que guardam todo o poder? — Voltou a falar a voz.
–Peço que apareça e poderemos conversar! — Disse o rei.
–Meu soberano, juro-te que quem cometeu essas atrocidades será severamente punido.
–Terá que me punir senhor Pudrê! — Nastya Dandelion saiu da multidão e chegou mais perto do altar, onde Ozion pode vê-la melhor.
–Então é você Nastya? Sua peste, por que ofendeste o rei? — Perguntou Pudrê olhando fixamente para a garota de 19 anos.
–Deixe a garota diretor, olha menina, nós estamos passando por tempos difíceis, ontem recebemos uma ameaça de guerra de uma bruxa que acredito ser mais velha que todo o reino, se você puder ajudar, peço que se cale e ouça tudo que venho falar! — O rei não desviou o olhar da garota nem por um segundo.
–Não costumo receber ordens "alteza", mas estou disposta a ouvir tudo que tem a dizer. — Disse a garota irônica.
A rei aproximou-se da multidão e agora preparava-se para declamar seu discurso inspirador.
Notas finais
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Nastya
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