The Servants of Souls - Os Servos de Almas
5 Natsuki Shinomiya - Parte 1: Um músico bipolar
Notas iniciais
Tinham-se passado alguns dias desde que os sete rapazes tinham chegada à vida de Hanako e ela já se habituara a eles: a alcunha de "Hana-chan" já não a incomodava e o hábito de trazer uma frigideira para o quarto era algo normal, já que Ren e Natsuki gostavam de ir
acordá-la com um "grande abraço".
Estava na hora do almoço e Hanako preparava-se para o cozinhar:
– Eiii, Hana-chaaaann! O que é o almoço? — Era Natsuki que a abraçáva e espreitava por
cima do seu ombro. Lá está ele, pensou a rapariga, o rapaz músico com o seu violino atrás...
– Estou a fazer sopa de legumes. Ainda não fui ao supermercado, por isso não posso
cozinhar muito mais, está bem?
– Por mim tudo bem: a Hana-chan cozinha muito bem! — Ele realmente parece uma criança.
Todos almoçaram e à tarde, os rapazes ofereceram-se para ir ao supermercado:
– Alto lá! Mas não eram vocês que eram invisíveis para as outras pessoas?
– Calma, Hanako-san. Nós dissemos que as outras pessoas não nos conseguiam ver, mas somos de carne e osso. — Esclareceu o criado.
– Sim, vamos a uma daquelas caixas self-service...
– Está bem: tomem lá o dinheiro. — Concluiu a rapariga num suspiro.
Todos saíram e a casa estava de novo silenciosa. Finalmente..., e Hanako começou a
lavar a loiça:
– Queres ajuda, Hana-chan?
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH! — Gritou ela quase deixando cair o prato que tinha nas mãos. — Natsuki, não foste com os outros?
– Não, decidi ficar aqui a fazer-te companhia!
– Como queiras...
Silêncio foi o que se ouviu nos minutos seguintes, enquanto Hanako limpava a loiça. Acabou de o fazer e foi enxugar as mãos:
– Porque é que não gostas da alcunha "Hana-chan"?
– Porque... bem... O nome que os meus pais me deram foi Hanako e não Hana. Eu adoro o meu nome, especialmente porque os meus falecidos pais, que eu amava tanto, o me deram. É por isso...
Natsuki baixou a cabeça e o silêncio voltou a assombrar o apartamento onde estavam:
– Desculpa, Hanako-chan...
– Não é preciso pedir desculp... — Hanako escorregou num bocado de espuma e caiu mesmo em cima do rapaz. — Desculpa, Natsuki... Ah, os teus óculos! Deixaste-os cair.
– Pois deixei. — Ouviu-se uma voz sombria. — Que pena!
– Natsuki?
– Ele já não está mais aqui para te proteger miúda! Que grandessíssimo palerma que ele é! A proteger alguém como tu: que piada.
– Deixa-te de parvoíces!
O rapaz de olhar maligno agarrou Hanako pelo o pulso e fixou-se no seu olhar:
– Eu não sou o Natsuki! — Gritou furioso. Hanako, numa tentativa desesperada, agarrou nos óculos caídos.
– P-Pois, e eu sou a rainha de Inglaterra! — Num movimento rápido, ela colocou-lhe os óculos na cara e o rapaz caiu em sono profundo.
Passado algum tempo, os rapazes voltaram e Natsuki acordou com o barulho da campainha a tocar: ele estava normal, alegre como sempre:
– Eiii, Hanako-chaaaann! Queres ajuda para arrumar as coisas? — Todos estranharam exceto Hanako.
– "Hanako-chan"? Mas não eras tu que lhe gostavas de chamar "Hana-chan"? — Perguntou o "gato" Shio.
– Sim, mas eu estive a pensar e acho que Hanako é um nome mais... bonito..
Fale com o autor