Encarei-o, a fim de ler seu rosto de pele muito branca e traços marcantes e quem sabe ter alguma idéia do que iria me acontecer.

“Como bons cavalheiros porque não apertamos as mãos?” disse o do meio e começou a se aproximar lentamente, suas vestes eram elegantes e finas o manto que usava era bordado com fios de ouro.

Fiquei assustado com sua aproximação e involuntariamente uma “parede” de proteção invisível se criou a poucos centímetros de mim. Assim que ele entrou em contato com a parede invisível, deu um passo para trás. Pareceu não se incomodar por eu ter usado meu “dom” para atingi-lo, alias parecia ter gostado eu eu fizesse aquilo pois abriu um meio sorriso.

“Vejo que não gosta de ter contatos físicos.” Disse ele.

“Aro pegue leve, não vê que ele não está entendendo nada?” Disse o que tinha cabelos iguais ao dele. Aro levantou levemente a mão para trás, sem tirar os olhos de mim. Será que eles eram os “reis dos vampiros”?

“Quer me dizer o seu nome rapaz?” disse Aro.

“Fred Wintterhart.”

“Bom, Fred Wintterhart, meu nome é Aro Volturi aquele – apontou para o de cabelos iguais ao dele – é Marcus Volturi e aquele outro – apontou para o de cabelos brancos – é Caius Volturi.” Aro deu um leve sorriso, mas algo me dizia para não confiar nele.

“Ora Aro, pare de enrolar. Não estou a fim de papear hoje, se vamos matá-lo que seja logo!” Dei um passo para trás. Eles pensavam em me matar? Não queria morrer! Não podia morrer! Que idiota que eu fui de pensar que vampiros mais velhos pensariam em ajudar um recém-criado. Minha barreira de proteção se formava novamente.

“Caius!” bradou Aro, “Não me interrompa!” Ele deu um longo suspiro antes de novamente se voltar para mim e Caius encostou a cabeça no trono em sinal de tédio suas roupas eram tão finas quanto a de Aro, mas o manto era todo preto, sem nenhum detalhe. Eu estava pronto para lutar por minha existência, embora saiba que perderia.

“Já que Caius estragou minha tudo, vou lhe explicar o que está acontecendo. Nós somos os Volturis, somos a família real dos vampiros e cuidamos para que nossa espécie permaneça em segredo. Eu tenho o dom de com um só toque ver tudo o que há em sua mente, então se não se importa.” Ele estendeu a mão para mim, e eu resolvi tocá-lo antes que se aborrecesse. Só precisei dar 3 passos, para apertar sua mão, ia tira-la mas ele segurou, e ficou com o olhar vago. Não demorou um segundo e ele já havia voltado ao normal.

“Fascinante... Você tem o dom de afastar o que te incomodar... FASCINANTE! Disse ele muito alegre. Não entendi o porquê de sua alegria. Ele virou de costas e caminhou até seu trono onde sentou. Só agora reparara na beleza dos tronos, eles eram pretos com detalhes em ouro, simplesmente incriveis.

“Ele faria uma diferença e tanto na nossa guarda, se ele aperfeiçoar esse dom...” disse Caius parecendo agora interessado.

“Guarda?” eles tinham uma guarda? Tipo para protegê-los?

“Sim, a guarda nos ajuda a manter os vampiros em segredo. E você ficaria muito bem lá.” Disse Marcus.

“Na verdade se você não quiser fazer parte da guarda, teremos que matá-lo pois você pode expor nossa espécie e blá-blá-blá, assim evitamos de ter mais trabalho.”

“Na verdade” começou Aro “Vi na mente dele, que ele é muito controlado, ele se alimentou e fez parecer que morreram por causa de briga de gangue e se precaveu para que o sol não tocasse sua pele... Você se viraria bem sozinho, mas passar a eternidade em completa solidão... Acho que você não iria querer isso.” E não queria mesmo, mas não queria ficar ali protegendo a raça dos vampiros, tinha muita coisa que queria fazer, eu só tinha 17 anos...

“Vamos deixar você escolher” disse Marcus, “Você quer ficar conosco, ou passar o resto de sua existência sozinho?” Aro lançou um olhar de raiva ao irmão, sabia que Aro me queria ali e ia tentar me convencer á ficar lá.

Era uma decisão difícil.

Notas finais
Me digam o que estão achando e peço que divulguem se estão gostando