Aro me encarava com a expressão muito séria a luz que batia em sua mão se refletia como cristais na parede de pedra, Caius bufava com certeza ele também me queria na guarda e Marcus me olhava com uma expressão serena.

Estava muito confuso, mas sentia que não devia ficar ali, iria ter que aprender a me virar sozinho, mas eu tinha certeza que ali não podia ficar.

“Eu vou embora.” Disse, contente por soar tão confiante.

Aro ainda sentado em seu trono disse desanimado, “Muito bem, só fique sabendo que se causar problemas não poderá mais escolher.”

Encaramo-nos por alguns segundos até que Marcus disse “Jane mostre a saída a ele, boa sorte rapaz.” Jane fez um sinal de sim com a cabeça e saiu andando, eu fui logo atrás dela. Quando passei pela porta pude ouvir Aro discutir com Marcus, mas não dei importância, precisava sair daquele lugar. Peguei minha mala e Jane me conduziu até a saída, quando estávamos quase chegando na rua ela me deu um cartão e disse:

“Você precisará de documentos falsos, este homem pode te ajudar, marque um encontro com ele e diga que foi á mando dos Volturi, saia daqui rápido.”

“Obrigada, mas porque esta me ajudando?” disse olhando em seus olhos vermelho ferrugem, ela tinha uma beleza angelical, encantaria qualquer um.

“Você não ia querer voltar aqui, agora vá embora logo”

Disse mais um obrigada e sai para a rua, o sol agora brilhava, então antes de sair do beco coloquei o capuz e os óculos pretos, havia várias pessoas nas ruas, e tantas energias começavam a me atrapalhar.

Não demorei a achar um hotel, peguei o mais barato pois não sabia quando ia conseguir mais dinheiro, precisava economizar. A fachada do hotel era da mesma pedra do beco mas dava certa elegância no lugar, entrei pela porta grande de madeira maciça, a recepção era bem elegante também, um conjunto de sofás de cor clara, uma mesa de centro com algumas revistas e um vaso de girassóis em cima, fui para o balcão da recepção peguei as chaves do quarto que iria ficar e subi, o hotel não devia ter mais de cinco andares, e meu quarto ficava no terceiro, peguei o elevador, havia uma senhora lá, aparentemente tinha uns sessenta e cinco anos, mas era bem cuidada, vestia uma saia florida e uma camiseta branca, seus cabelos brancos estavam presos em uma trança. Entrei no elevador e apertei o botão do terceiro andar, ela do quarto. Quando o elevador abriu a porta sai e fui direto para o quarto que ficava no fim do corredor.

Entrei e joguei a mala no chão, tirei o sobretudo as luvas e os óculos, queria sair de Volterra o mais rápido possível, o quarto era bem organizado, uma cama de solteiro com uma mesinha de madeira ao lado, havia uma televisão, um telefone e um frigobar. Peguei o cartão que Jane me dera e liguei do telefone que havia no quarto, bastaram três toques e um homem atendeu.

“Alô.” Disse o homem.

“Oi, com quem eu falo a respeito de documentos?”

“Só um momento” o homem disse de um jeito sério e quando voltou a falar o tom era bem mais baixo. “Olha isso não é assunto para se tratar ao telefone, acho que tenho uma vaga para semana que vem, ai podemos nos encontrar e resolver isso.”

“Não” eu disse “Preciso disso rápido, é hã a mando dos Volturi”

Mais silencio, o homem pigarreou e disse:

“Ah sim, bom, então podemos nos encontrar daqui meia hora no café que fica em frente á torre do relógio, pode ser?”

“Tudo bem, como saberei quem é você?”

“Eu saberei” disse o homem e eu desliguei.

Quando dera meia hora desde que havia falado com o homem, eu já estava no café, não estava lotado mas boa parte das mesas estavam ocupadas, não demorou muito para o homem chegar. Ele tinha uma postura elegante, vestia um terno preto, era um pouco calvo e o que restava de seus cabelos era grisalho. Quando me viu já se aproximou e pediu para irmos sentar nas mesas reservadas do fundo.

Assim que sentamos, ele já foi direto ao assunto.

“De que documentos você precisa?”

“De todos, mas com nome falso, e também de cartões de crédito falsos, o mais rápido possível.” Disse.

“Tudo bem, os Volturis sempre têm preferência, amanhã tudo já estará pronto, só preciso de uma foto e o nome”

Peguei uma foto que havia dentro da carteira e pedi a ele um papel para anotar o nome. Escrevi Frederick Hosween e entreguei á ele.

“tudo bem, nos vemos aqui amanhã ás 17:15.” Ele se foi e eu pedi uma água para a garçonete não desconfiar de nada, paguei e voltei para o hotel sem pressa.

Notas finais
Opiniões e sugestões aqui ou no meu twitter. ainda peço que divulguem. obrigada =D