The Sealed Esoteric Chronicles 01

4 Phase 01: The Magical Sisters - Chapter 04: The Magician of Light and Healing


Notas iniciais
Olá, galerá! Tudo bem? Demorei, mas estou de volta. Nesse capítulo vamos saber mais sobre a Lumes e seus interesses. Também será apartir daqui que a história realmente começa, além de haver algumas explicações sobre o mundo da história e outros assuntos. Estão liberados para ler e divvirtam-se!^^

— Preciso verificar. Vai levar um minuto. – disse Road quando paramos de andar.

Nós estávamos numa área aberta ás bordas da “Forest of Silence”, uma floresta de beleza peculiar graças aos cristais que brotavam entre as árvores e flores coloridas. O lugar tinha esse nome porque é um dos inúmeros pontos em que existe uma força poderosa capaz de bloquear totalmente a magia, mas habilidades especiais por alguma razão não são afetadas. Ela co-existe com a Floresta Amazônica, mas ao contrário da outra, a nossa floresta é literalmente uma mata virgem e abriga muitos dos animais selvagens que jamais podem conviver conosco porque os mesmos são considerados extintos para os humanos. Então,... já sabe qual é a reação se um deles acabar vendo uma pessoa pelos arredores.

— Só mais um minuto. — pediu Road, concentrada.

A chuva havia diminuído um pouco, se resumindo numa fraca garoa, portanto, fechei o guarda-chuva que carregava.

Nosso plano era verificar todos os locais onde os relatos sobre raios assassinos e monstros de água são mais críticos para que pudéssemos captar a essência com facilidade. Eu e Road sabíamos que é muito perigoso ir para estes tais locais, mas as chances de encontrar o responsável são grandes porque, misteriosamente, os ataques tem frequência maior nestes pontos específicos. Não sei a minha irmã, mas sempre me senti estranha quando estou em lugares onde houve mortes, a sensação é horrível e difícil de explicar. O máximo que posso assimilar é do seu pescoço estar sendo pressionado por mãos invisíveis e você não ser capaz de fazer nada para evitar o sufocamento, isso piora quando vejo... coisas... que não devia ver, mas simplesmente as vejo.

— Também não capto nada por aqui. – disse Road, olhando fixo para a joia em seu pulso esquerdo um pouco decepcionada.

No ano passado, depois que a nossa mamãe retornou da missão em Nihhon, a cidadela que coexiste com o país chamado Japão, receberá do comandante um par de “Discloure of Presence”. O item mágico é um bracelete de tira de couro com um amuleto capaz de detectar qualquer fonte de essência que esteja oculta, quanto mais próximo você estiver daquilo que procura mais forte será o brilho. Na época, mamãe achou muito e por isso dará um para nós, achando que não faríamos nada de perigoso. Se ela souber que a Road vem usando o detector para buscar seres mágicos e aprender mais sobre eles pessoalmente desde então... Sinto arrepios só de imaginar o tipo de castigo que minha irmã vai levar por essa “quebra de regras”.

— Hummm... – murmurou Road, segurando o queixo. – Isso é muito estranho... Esse é o quinto lugar onde os ataques aconteceram e ainda não encontramos nada, nem mesmo um vestígio do feitiço que fora conjurado. Se for mesmo magia antiga como a mamãe falou, devia ter deixado para trás algum tipo de sinal.

— Já que não tem nada por aqui, vamos embora. Talvez no próximo local tenhamos alguma sorte.

— Lumes. Você esta bem? – gelei sob essa pergunta. Não queria revelar o real motivo de querer sair dali o mais depressa possível. Pensei em dar uma desculpa á ela, mas todas em que pensava não iriam convencer. – Pode falar a verdade. Você quer ir embora porque consegue ver, não é? – novamente gelei e desta vez engoli em seco. Minha irmã soltou um suspiro. –Lembra o que nós prometemos sobre segredos?

— Que sempre confiaríamos nossos segredos uma á outra, não importa a situação. – respondi, nostálgica.

— Você sabe de todos os meus segredos e eu sei de todos os seus. Falamos todos uma para a outra,.. exceto os mais recentes. – então ela já sabia. O meu incomodo era tão visível assim? – Lumes. Uma das primeiras coisas que se aprende sobre magia na academia é as consequências que ela poderá trazer no futuro. Magias centradas principalmente nos elementos da natureza sempre terá um fardo em que o arcano deverá carregar pelo resto de sua vida e tudo depende apenas da sua força de vontade para lidar com isso. A magia da luz... faz o conjurador ver as trevas e... ás vezes... interagir com elas. – continuei em silêncio enquanto encarava o chão. – Desde quando consegue vê-los? Desdo principio ou veio depois?

Então, no instante em que abri a boca para falar, senti um arrepio horrível percorrer a minha espinha. Olhei para o lado, apavorada com o que já iria ver, e lá estavam eles me encarando. Á poucos passos de distância, seis vultos olhavam fixos para mim. Na verdade, aquelas coisas são as sombras das pessoas com maldade no coração que fica para trás quando morrem subitamente, um vestígio que permaneceu preso neste mundo por culpa de algum desejo latente que tenha generalizado derramamento de sangue, geralmente é a vingança.

Imagine uma pessoa qualquer envolta de escuridão com os olhos brilhando em vermelho, é exatamente isso o que vejo em locais onde o cheiro da morte impregnou o ar de tal forma que á riscos de ficar assombrado depois. Mas, consigo diferenciar qual vulto foi uma pessoa e qual é realmente uma manifestação das trevas.

O segredo esta na névoa que os acompanha e nos ruídos que emitem.

Se a névoa for amena, semelhante ao vapor, e os ruídos forem como alguém respirando fundo, significa que o vulto foi uma pessoa e aos poucos esta sendo consumida pelas trevas, podendo mudar a sua aparência para algo mais primitivo e selvagem. Ele se torna um monstro que nós chamamos de “Darkside”. Mas se a névoa for muito densa, semelhante á fumaça de incêndio, e os ruídos forem uma mistura de respiração com sons metálicos e vidro sendo arranhado, significa que o vulto é um ser vindo das trevas e ataca qualquer coisa que tiver o azar de atravessar o seu caminho. Desse tipo de vulto surgem os monstros chamados de “Spectre”. Eles possuem uma forma especifica no "Pandemonium, The Underworld of Darkness", mas quando ultrapassam o limite entre os dois mundos acabam perdendo-a e assim se resumem numa mera sombra, mas conseguem recuperar a forma verdadeira ao se alimentarem de sentimentos negativos.

Ambos, geralmente, só podem ser eliminados por uma magia especifica: á que eu sou mais talentosa, luz.

Eu estava tão apavorada por vê-los ali tão perto que não conseguia lembrar direito do feitiço para afugentá-los. Foi quando um mundo de ondas em castanho entrou no meu campo de visão, assim bloqueando-o.

— Fiquem longe dela. – de repente, senti a atmosfera ser pressionada e levei alguns segundos para entender a razão disso. Road havia se posto na minha frente e estava expondo a sua força, servindo-se de barreira entre eu e os “Spectre”. – Se ultrapassarem o meu limite, lhes garanto a extinção de suas existências moribundas imediatamente. – os vultos pareceram hesitar quando ela começou á expôr a sua aura de poder, com exceção de um. – Ora! Vejo que um é tolo o suficiente em querer avançar. Acha que é mais forte do que eu? Hmph! Esta amargamente enganado ao me julgar pela minha aura de poder. Ela é incolor, eu sei, mas isso... — e o vulto avança. Entretanto, ele nem teve a chance de encostar nela. — Now, this is the time when you die! — pronunciou minha irmã, a voz soando poderosa, enquanto a aura de poder que contorna o seu corpo mudava para um intenso brilho violeta. Obviamente que os seus olhos ardiam na mesma cor. — [Dimensional Force] "Dimension Distortion: The Hole that Swallows Everything". — então, um vortéx surgiu sob o seu comando e o mesmo engoliu o "Spectre" sem deixar rastros. — Mais alguém quer avançar? — desafiou, erguendo a mão esquerda em garra e assim objetos como pedras entre outras coisas começaram á levitar ao nosso redor. Isso sem contar o ambiente que ressonava sob influência de seu poder que, na minha perspectiva, parecia que tudo estava com cores sobrepostas.

Logo, os vultos retrocederam e desapareceram chiando.

— Devia ter me falado antes, Lumes. Essas coisas surgem do nada e tudo pode acontecer quando pretenderem atacar.

— Você também consegue vê-los? – perguntei, espantada, e Road cruzou os braços parecendo ofendida. Não precisou alguém me disser que havia feito uma pergunta idiota porque, como minha irmã pode enxergar os limites é claro que enxergaria outras coisas também. Não há nenhuma fronteira que os olhos dela não sejam capazes de ver. – Eu comecei á ver essas... coisas... alguns meses atrás. De início achava que era impressão, mas depois que uma sombra me atacou com o que parecia ser uma faca... – fiz uma pausa, sentindo-me do tamanho de uma formiga de tão constrangida que estava. Nesse momento, a chuva voltou á ficar forte de novo e abri o guarda-chuva para nos protegermos. — É igual á você com a visão dos limites. Simplesmente os enxergo por ai e eles tendem á me atacar de qualquer jeito quando me veem. – e rapidamente acrescentei... – Mas, não se preocupe. Isso não acontece com frequência como imagina.

— Estou impressionada contigo. Geralmente, arcanos da nossa idade e que já possuem talento para a magia elemental da luz contraem o "Crisis of the Dark", mas você esta normal.

"Crisis of the Dark" é como se chama o ápice do estresse provocado por presenças malignas. Arcanos como eu são mais sensíveis á escuridão se for comparado aos outros e podem sofrer distúrbios emocionais ou, em casos mais graves, mentais com facilidade mesmo estando bem preparado. Para se ter uma vaga idéia de como é o sintoma, imagine alguém sofrendo tremores internos enquanto o seu corpo permanece totalmente paralisado como uma estátua. Um humano, por exemplo, morreria logo nos primeiros minutos do ataque por não suportar a carga que tantas presenças ruins lhe joga nos ombros.

— Você devia falar com a mamãe. Talvez ela consiga um talismã para você até que consiga lidar esses vislumbres.

— Mas, eu nunca sofri nada.

— Mesmo assim, é melhor se precaver.

— Não vou conseguir ser uma "White Mage Guardian" de primeira classe se ficar usando itens de proteção contra qualquer força das trevas. Blake Pegasus não usa. Ela apenas carrega uma medalha com água curativa no pescoço para o caso de sua magia não funcionar. — retruquei, cruzando os braços.

Essa pessoa, Blake Pegasus, é a "Wise" dos "White Mage Guardians" e também a minha ídolo. Uma mulher com alto nível de magia branca e a única que gosta de ficar em meio ao povo arcano, diferente dos outros onze "Wises" que preferem permanecer em "Cocoon" ao lado do "Gran Magister Magus" comandando tudo. Meu sonho é ser tão boa quanto ela e poder viajar mundo afora resolvendo problemas que seriam difíceis de encontrar uma solução.

— Minha força de vontade é maior que as intenções ruins dessas criaturas. Não permitirei que nada me impeça de curar este mundo das suas feridas, nem mesmo sombras que fogem de qualquer fonte de luz. Vou ser a "White Mage Guardian" nº 01 dessa era, depois de Blake Pegasus é claro, e estou treinando para isso á anos.

— Você ainda sonha em ser chamada para ser treinada por ela, não é? — engoli em seco. — Cai na real, Lumes, essa chance já era. Lady Pegasus escolheu o seu sucessor á anos, um tal de Guérison Sanamagus, e ele não pretende abandonar esse cargo.

— Mestres podem ter mais de um discípulo.

— Discípulo sim. Sucessor não. E é exatamente isso o quê você tanto quer.

— De qualquer forma, não vou atormentar a mamãe com esse assunto. Ela já vai ter muito com o quê se preocupar com as buscas pela Flora. — Flora é a melhor amiga e aliada da mamãe, além de nossa babá. Segundo o que lemos nos registros, Flora desapareceu após um ataque dos monstros de água, antes daquele que fez a mamãe voltar em frangalhos para casa. — Espero que ela esteja bem. — disse, cabisbaixa ao relembrar da última vez que vi ela.

— Flora sabe se cuidar melhor do que nós. Afinal, ela é-

E a frase ficou incompleta porque Road me agarrou de repente. Bem na hora que algo investiu contra nós.

Olhamos para onde veio o ataque e na nossa frente havia oito monstros de água, sendo que dois deles tinha algo semelhante á uma pedra marrom com entalhes florescentes de cor verde boiando dentro de suas cabeças e levemente diferentes. Os mesmos ficavam atrás dos outros, na retaguarda.

— [Barrier] “Reflect Quadruple Limit”! – pronunciou Road, quando seis monstros de água avançaram todos ao mesmo tempo. Uma barreira de quatro camadas, cada uma de uma cor: vermelho, amarelo, azul e verde, se materializou diante de nós e repeliu os monstros que foram atirados para trás. – Vamos! – ela agarrou um dos meus pulsos e saímos em disparada, mas os monstros se recompõem muito rápido e logo nós estávamos sendo perseguidas por um grupo de criaturas estranhas.

Notas finais
E então? O que acharam da Lumes e da Road? Espero ler muitos comentários depois desse cap e leitores fantasmas, por favor, se inscrevam no site e comentem porque preciso de suas opiniões para saber se estou indo bem ou não. Eu sei que vocês existem porque o contador é muito alto para ser só duas pessoas (uma comenta e a outra só favoritou). Por favor, galerá, é importante fazerem isso. O motivo é: se eu for bem, vou começar á postar futuramente no Wattpad para ter maior público e... chamar a atenção de uma editora, quem sabe... Além de aumentar o meu nível de magia. XD Bom... É só. Até mais!^^