The Sealed Esoteric Chronicles 01
5 Phase 01: The Magical Sisters - Chapter 05: Danger in Forest of Silence
Notas iniciais
— “Border Insígnia: Boundary Between 2D and 3D”! – e Road fez quatro fendas dimensionais em linha reta surgirem pelo caminho, delas emergiram ondas cortantes de energia em sentido vertical e horizontal, mas o corredor da morte não foi o suficiente para deter os oito monstros de água que persistiam em nos perseguir. Eles sofriam diretamente os danos, mas logo em seguida se recompunham e continuavam á ir atrás de nós.
— Eles são bem chatinhos, não é?
— Deve haver um meio de parar essas coisas. Se tivéssemos tempo para isso...
— Teríamos tempo de sobra se não tivesse a ideia de adentrar na “Forest of Silence”! – gritei, irritadiça.
— Como é que eu iria saber?! Achei que eles fossem alguma conjuração básica como aquelas que se fazem no instituto como demonstração! – gritou Road de volta, também irritadiça. Não prolonguei a discussão porque entendia ela.
No instituto, se aprende de tudo relacionado á magia e uma das disciplinas é a convocação. No começo ela é simplória, qualquer arcano consegue convocar uma criatura elemental ao realizar o ritual adequado, isso se não acabar descobrindo que possui talento nessa arte. Minha irmã, baseando-se no relatório que a nossa mãe fez sobre a investigação, deve ter concluído que os monstros de água era esse tipo de magia, afinal feitiços básicos ás vezes são mais úteis numa batalha ou em armadilhas por ter a vantagem de serem fortalecidos, e como a “Forest of Silence” bloqueia qualquer tipo de magia, automaticamente a convocação seria cancelada e nós duas estaríamos seguras.
O azar: Road estava errada e agora nós duas não podemos usar os nossos poderes mágicos.
A sorte: a habilidade dela é muito poderosa e é a única coisa que nos protegia.
— É nessas horas que eu queria ter aquelas poções de ataque. Por que não trouxemos nenhuma conosco?
— Achei que não precisaríamos porque tinha a sua magia. Nem sequer imaginei uma situação dessas.
— E você pretende ser uma “Black Mage Slayer” quando se formar?! Com esse pensamento?! A nossa mãe é uma e ela sempre sai preparada para qualquer coisa, independentemente se vai usar ou não o equipamento.
— Nossa! Foi mal. Um erro de cálculo no planejamento.
— Um erro que talvez custe as nossas vidas, sua idiota.
— Argh! Vai plantar mandrágora, Lumina! – gritou Road.
— Vai você plantar mandrágora, Rosemary! – retruquei no mesmo tom de voz.
Ok. Bater boca com sua irmã gêmea enquanto você é perseguida por um grupo de monstros numa região em que é proibido usar magia é muito normal, chega à ser rotineiro. Nós duas somos capazes de discutir nos momentos mais bizarros possíveis e ainda ficar numa paz depois, isso é fato comprovado. Estranho, mas a gente é assim.
— Vamos discutir sobre isso quando ficarmos sãs e salvas, combinado? – eu assenti. – Vou achar uma forma de sairmos vivas dessa encrenca, lhe prometo. – sorri por ver a determinação no olhar de Road. Entretanto, um dos monstros surge diante de nós, era um daqueles com a pedra boiando dentro da cabeça, e desferiu um golpe com o braço esquerdo transmutado em lâmina. — [Vibration] “Dimensional Shield”! – vi algo parecido com as ondas de uma superfície aquática nos proteger do ataque, mas depois fui golpeada pelas costas e cai muito longe da minha irmã que gritou o meu nome conforme me arrastava desenfreadamente na lama.
Levei alguns segundos para me recuperar e vi quatro monstros de água vindos na minha direção.
— [Barrier] “Duplex Wall”!
E uma barreira quadricular de camada dupla me envolveu, protegendo-me do ataque em conjunto.
— Road! – eu sabia que tinha sido ela que conjurou a proteção e por um momento achei que comigo segura, poderia agir com mais liberdade. No mínimo atacar os monstros o suficiente para afugentá-los dali. Mas, á vi tentando se defender de jatos d’água que os demais monstros cuspiam com aquele seu escudo estranho com um dos braços enquanto o outro estava estendido na minha direção. Espantei-me ao descobrir que ainda não conseguia manter escudos ou barreiras sem estar com a palma da mão aberta, sempre achei que minha irmã já fosse capaz de usar os seus poderes apenas com a força de vontade e concentração. Mas, me enganei.
Nisso, os monstros próximos de mim começaram á atacar com mais violência e foi depois daquele segundo monstro com a pedra boiando na cabeça soltar um rugido alto. Imediatamente, formulei uma teoria bizarra, mas era tudo o que eu tinha para explicar a nossa situação. Os monstros diferentes ao que parece sofreram alguma mutação e comandam aqueles que continuavam primitivos. Se for esse o caso, significa que eles são capazes de pensar e assim planejar os seus movimentos, conhecem a definição de ter paciência para esperar e o momento certo para atacar. Que eles sabem encurralar antes de investir contra a vida das suas vítimas.
Não podia acreditar... Nós caímos numa armadilha supostamente planejada por aquelas coisas!
A nossa situação estava muito ruim, mas então Road decidiu fazer algo para nos salvar... Algo que eu sabia ser perigoso e foi tarde demais quando gritei o seu nome para impedí-la ao descobrir as suas intenções.
— “Magic Emblem: Amplification”! – pronunciou ela e um circulo mágico surgiu abaixo de seus pés girando em sentido rotativo. Aquilo era o sinal de que magia estava sendo usada. Nisso, Road cancela o seu escudo, mas nesses milissegundos... – “Magic Emblem: Expulsion”! – e uma onda magica atirou os monstros para longe, tempo o suficiente para ela ficar livre e contra-atacar.
Entretanto, sua expressão mudou de valentia para agonia.
O motivo: minha irmã já devia estar sentido os efeitos de ter violado a regra de não usar magia na “Forest of Silence”. Acontece que quem tentar conjurar qualquer tipo de feitiço, seja ele o mais fraco de seu conhecimento, sentirá uma dor horrível capaz de enlouquecer a mais sã das mentes. Calculei que Road achou que daria tempo para usar sua magia e nos tirar dali, provavelmente pretendia paralisar o tempo e aguentar o máximo que podia, mas não imaginava que o efeito viesse tão depressa. Sinceramente, nem eu imaginava que a punição fosse tão severa.
Conforme ela focou as suas atenções na dor, a barreira que me protegia desapareceu e logo nós duas fomos capturadas pelos monstros de água. Eles nos envolveram com seus corpos, nos prendendo numa gigantesca bolha d’água, e começamos á nos debater enquanto o ar escapava de nossos pulmões. Vi minha irmã perder a consciência primeiro e eu ainda me concentrava em continuar desperta, mas estava sendo difícil ali dentro.
Quando achei que seria o nosso fim, senti a atmosfera do ambiente mudar.
A visão estava embaçada por culpa da água, mas consegui definir uma neblina se aproximando. Era densa e logo engoliu tudo no seu manto cinzento. De repente, escutei o que me pareceram ser gritos de uma fera sob ataque e tive a impressão de ver gelo se formando dentro da bolha d’água antes de perder a consciência.
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