The Score

20 Capitulo 20- TKO


Notas iniciais
Oi gente, como prometi aqui estou! Quero agradecer a todas que comentaram e a todos que acompanham a fic, espero que gostem do capitulo apesar de ter certeza que vão ficar curiosas, se houver muitos comentários eu volto mais rápido. Fantasminhas apareçam. TKO porque TKO significa nocaute técnico e é uma música do Justin Timberlake que eu adoro e tem a ver com o capítulo. Comentem Beijos!

Uma semana Depois.
Enquanto eu levava o meu suco de manga para a piscina, os acontecimentos da ultima semana rodavam na minha cabeça como um filme de suspense. Eu ainda não tinha achado o assassino de Billy Jones e eu comecei a desconfiar de que realmente fosse um assalto previamente planejado.
O Jake tem se tornado um bom amigo, me ajudando em absolutamente tudo o que eu preciso. Já o todo poderoso...Rá...Esse aí nem fumaça. Desde que foi viajar pra não sei onde, não ligou, muito menos deu sinal de vida. E eu comecei a pensar que ele ficaria um bom tempo fora, meses...sei lá.

–Pensei que ia começar a festa sem mim!
Eu me virei, tentando não deixar o copo de suco cair e logo o vi, vestindo uma calça jeans, tênis e uma camisa de manga, bem casual:

– Até que você não demorou,José.

Eu sorri e coloque meu copo em cima da mesinha do lado da piscina. Era terça à noite e eu estava entediada de ficar naquela mansão sozinha, então, convidei o José pra tomar banho de piscina comigo.

– Você não se importa se eu tomar banho pelado, não é? – ele perguntou sério, enquanto começava a tirar a camisa.

– Sinta-se a vontade. – Eu olhei fixamente pra ele, desenhando um sorriso nos lábios.
Ah, peraí não é? Se ele podia ficar uma semana comendo a secretária, porque eu não podia passar umas horinhas com o meu melhor amigo?
Eu tirei o roupão e o joguei em cima da mesa, e enquanto ajeitava a parte de baixo do meu biquíni, ele rapidamente fez um comentário:
– Uau, Você tem um corpão.
– Não olha muito não ta?! – eu sorri, e rapidamente me joguei na piscina.

Eu dei um bom mergulho, daqueles que lava a alma e quando eu voltei a superfície, ele já estava só de sunga, uma preta, me olhando com um sorrisinho nos lábios:

– Se fosse outra, tentaria me seduzir, dando aquela clássica mergulhada na piscina sabe, em câmera lenta...

– Exatamente...se fosse ‘outra’, eu sou eu! – eu sorri, o observando entrar devagar.
– Você é você... é diferente.
Eu fui me aproximando dele devagarzinho, me perguntando o porque eu era casada, enquanto um homem como ele estava só de sunga na minha frente:

– E como anda seu rolo?
– Rolo? Eu não tenho rolo!

– Qual é,José. Me conta.

– Você sabe que eu não me apego a ninguém, não tem nada pra contar.
– Você nunca cogitou a ideia de arrumar uma namorada?

Perguntei, me encostando na borda da piscina, ao lado dele.

– Não estou na idade de arrumar namoradas! – ele riu.
– Qual é, José. Eu tenho 24 e já sou casada.

– Você é doida. Não sei como pode ser casada desde os 18. Você não aproveitou nada da sua vida, isso é fato.
– Bom, realmente eu me casei muito cedo. Mas você nunca teve numa namorada, pelo menos não desde que eu te conheço. Você não se sente sozinho, as vezes?

– Como assim, ‘sozinho’? Eu tenho você, esqueceu? – ele riu e se virou pra mim, me puxando pra ele, me dando um abraço. – E eu não sabia que você era tão gostosa assim.
– Você é muito sujo sabia?
Eu ri e joguei um jato de água na cara dele, e ele rapidamente revidou jogando em mim também e não demorou muito pra gente começar a fazer aquelas guerrinhas bestas de água.

– Você é um besta!!! – eu ri, tirando o excesso de água do rosto.
– E você me ama, Annie. Só que ainda não percebeu isso.

Ele riu, passando a mão por dentro do cabelo.
– Como é? – eu ri dele.

Ele não respondeu, e mergulhou até o lado oposto da piscina. E ficou encostado lá, me observando de longe:

– Bom, talvez você não esteja apaixonada, mas que você sente tesão por mim, ah, você sente sim!
Eu fiquei olhando pra ele também, ele tinha um ar misterioso nos olhos, como se aquilo não fosse uma brincadeira:

– Para de graça, José.
– Quer apostar?

– Apostar?

– Vamos ver se você realmente não sente nem um pouco de tesão por esse corpinho aqui. – ele riu, sarcástico.

Mas que conversa besta era aquela?
– Beleza, eu aposto! – eu ri.

Mas ele se manteve sério, e ainda mais sério. Os cabelos molhados jogados pra trás e os olhos extremamente azuis que ele tinha, fariam qualquer uma se apaixonar e ele sabia disso, ele sabia o quão bonito ele era, e às vezes abusava disso pra conseguir algo, principalmente mulheres.
Ele saiu de onde estava e veio andando bem lentamente até mim, sem parar de me olhar por um segundo e eu temi pelo o que ele fosse fazer, quando chegasse bem perto de mim.

E quando ele finalmente chegou perto de mim, ele ficou lá parado na minha frente por um instante, com um ar mais sério do que os de costume, e eu não fiz nada, só fiquei olhando:

– Pena que eu demorei tanto pra fazer isso, não é?
– Isso, o quê?

Ele levou uma de suas mãos até minha cintura, por debaixo da água, e me aproximou dele, colando nossos corpos, e meu coração acelerou, e eu não soube o que fazer:

– Isso!

Com a outra mão, ele segurou meu rosto suavemente, encostando sua testa na minha e respirando bem perto do meu rosto. Eu até pensei em sair dali, porque por mais que eu quisesse dar o troco no Christian, eu sabia que não podia envolver o José naquele rolo, mas aquilo era...estranho, de um jeito bom. Eu nunca estive assim, tão próxima dele....

Ele encostou os lábios no meu rosto, dando um beijo suave na minha bochecha, um beijo que quase não deu pra sentir, leve e excitante, e continuou lá, roçando os lábios no meu rosto, e quanto mais ele fazia aquilo, mas ele apertava minha cintura, me colando mais ainda no corpo dele.

– Jo-José, o que você ta fazendo? – eu perguntei, já de olhos fechados.

Mas ele não parou, muito pelo o contrário, enfiou os dedos entre meus cabelos e deu mais um beijo no meu rosto, mas não foi um beijo comum, foi um beijo quente, sedutor, um beijo em que ele usava a língua pra me deixar cada vez mais excitada.

Ele foi andando comigo, poucos passos até eu me encostar na borda da piscina, e lá ele subiu a mão que estava na minha cintura até meu rosto, segurando-o com as duas mãos e encostou sua testa na minha novamente, e eu pedi:

–Para com isso,José.
Mas nem eu mesma estava querendo parar. Num ato instantâneo, eu segurei a cintura dele, com as duas mãos, e ele me soltou imediatamente, me deixando participar daquilo também, então rapidamente, eu subi as mãos até o peito dele, passando mão e tocando o homem que até alguns minutos atrás era meu melhor amigo.
Ele era forte, alto, tinha um cheiro natural que me deixava doida, e foi ali na piscina que eu percebi como foi difícil me controlar todos esses anos.
Eu continuei acariciando o corpo dele, desde a barriga até o peitoral, e ele não parava de me olhar, os olhos azuis dele, queimava no meu rosto, tendo a certeza de que eu tava adorando aquilo:

– Não precisa ter medo, Annie!

Era quase impossível resistir a aqueles olhos, aquele corpo e aquela boca, era quase uma tortura pra mim. Eu queria sim, dar um beijo nele, mas o medo controlava minhas ações, e eu travava. E ele também sabia que aquilo era errado, mas parecia não estar dando à mínima.
Mas a realidade era cruel. Eu era casada com um criminoso, um assassino, e o medo fez com que eu temesse pela vida do José, então eu tirei as mãos de cima dele. Mas ele queria mais, e não parou por aí.

Antes que ele pensasse demais e visse que aquilo tudo era loucura, ele avançou pra cima de mim rapidamente, se abaixou um pouco e num movimento bem rápido, ele me pegou no colo, me fazendo prender minhas pernas em volta da cintura dele e segurar com força o pescoço dele, e ele me olhou:

– Não precisa falar nada Annie, só.....Sente!

Ele me encostou com força na borda da piscina e imediatamente, começou a beijar meu pescoço ainda molhado, mas não foi um simples beijo, foi cheio de vontade, cheio de tesão. Ele mordia e dava uns chupões bem forte, e eu comecei a sentir prazer naquilo, comecei a reagir aos movimentos dele. Puxando o cabelo dele com força, e o abraçando forte, querendo mais, muito mais daquilo.
E ele também estava tão envolvido quanto eu, ele segurava minha bunda com força, a apertando e apertando seu corpo em mim, me deixando cada vez mais excitada por ele.

Eu puxava o cabelo dele com bastante força e ele não parava, continuava com aqueles malditos beijos. Beijando meu queijo, dando mordidas dele, e roçando aquela boca em mim:

– N-não para, José.

Era inevitável, aquilo era bom demais pra parar assim, eu queria mais, eu queria sexo, eu queria saber se ele era bom de cama mesmo, queria ter o José pra mim, e dessa vez não como amigo.
Ele me ergueu mais um pouco pra cima, encaixando mais ainda o seu pau bem em cima da minha buceta, e ficou o forçando nela, fazendo uma pressão bem rápida, roçando com força, e apertando minha bunda, me deixando mais doida ainda.
– Me fode, vai. Fode comigo aqui,José.

Eu me segurei nele com força, sentindo aqueles movimentos e gemendo por mais. Só faltava uma coisa, uma única coisa que eu sempre sonhei em fazer, sempre desejei, e que era proibido. Mas isso foi antes, hoje, nada mais era proibido...Eu abri os olhos pra dar um beijo quente e excitante nele, mas ao invés disso:

– Christian? – eu gritei, levando um susto.
Ele estava parado, do lado de fora da piscina, com as mãos no bolso, visivelmente puto com aquela cena.

Eu corri imediatamente até o Christian, e encostei as mãos molhadas no paletó dele, suplicando:
– Por favor, Christian. Ele não tem nada a ver com isso, eu que comecei tudo, eu fiquei com ciúmes porque aquela vadia da sua secretária quer tirar você de mim, e ...- eu comecei a chorar, temendo pela vida do José e tudo o que o Christian fez foi lançar um olhar de odeio e:
– Saia de perto de mim!
– Por favor, deixe ele ir, eu te imploro, por favor.

Ele não me olhava, ele queria pegar era o José de porrada, eu podia sentir isso. Foi aí que eu corri até o José, que permanecia parado lá:

– José, vai embora daqui. Por favor, saí dessa casa agora.
– Não, eu meti você nisso, eu vou ficar.

– Deixa de ser burro, José. Vai embora agora.!

Eu gritei com ele, completamente descontrolada e ele viu isso. Ele se manteve firme por um tempo, mas logo me ouviu e aceitou ir embora. Ele pegou as roupas dele lentamente, olhando fixamente para o Christian, e antes de sair dali, ele sussurrou:

– Se ele encostar um dedo em você, eu vou matar esse cara, entendeu?

Foi aí que eu comecei a chorar mesmo. Com certeza alguma coisa aconteceria comigo, mas eu não sabia o que era. Eu acenei positivamente, e ele deixou a casa, sã e salvo, graças a Deus.
Eu não falei nada. Peguei o roupão em cima da mesa, ainda chorando e ele ficou lá, me olhando:
– Vejo que se divertiu bastante na minha ausência!
Falou isso e passou por mim, caminhando para o interior da casa.
Eu não tinha ideia do que fazer, do que falar ... Eu tinha traído e ele tinha me pego no flagra.