The Score

18 Capitulo 18- Agridoce parte 2


Notas iniciais
Gente acho que vocês querem me matar... Só acho sabe kkkk vim o mais rápido que pude por isso não respondi os comentários ainda, aproveitem o capítulo e comentem! Beijos! Por ser a escritora mais FDP de todas (demoro séculos para postar e ainda deixo na curiosidade) Postei o MAIOR capítulo da minha vida, é sério nunca vi nimguém fazer essa loucura sete mil palavras e poucas... To ficando maluca! Comentem a opinião de vocês porque depois desse gigante eu irei sumir um tempinho, eu acho. Tudo depende de vocês... Comentem depois de ler esse monstro!

Eu não respondi, apenas fiquei lá, sentindo ele sussurrar no meu ouvido, e subitamente dar um tranco bem forte em mim, colando totalmente seu corpo no meu:

– Você vai ser minha....de novo!

Eu não queria mais escutar aquilo. Era nojento, era deplorável aquela cena. Aquele homem era um cretino, não passava de um imundo:

– Me solta, Christian. – eu disse, o empurrando, mas ele era visivelmente mais forte do que eu, e continuava lá, roçando seu pau em mim, sussurrando no meu ouvido.

– Você não pode negar que também quer Anastásia!
E ele se afastou me olhou fixamente, ainda prendendo minhas mãos na parede. Eu o olhava com ódio, tentando me soltar dele, mas lentamente, e inesperadamente, ele se aproximou de mim e encostou a testa na minha:

– Eu sei que você também quer, Anastásia!

– Vai se foder, Christian.
Mas ele não me escutou, e ao invés de me soltar, ele me beijou, e eu tentei relutar, eu não abria a boca, mas quanto mais eu o recusava, ele apertava meus pulsos ainda colados na parede, e a dor era tanta que eu cedi e também o beijei. E não foi um beijo simples, era como os nossos beijos: Selvagens, quentes e intensos. Ele apertava seu corpo no meu, sentindo prazer em me manter ali, refém. Ele explorava minha boca como um caçador que apreciava sua preza, como se esperasse por esse momento a vida inteira.

E os flashes da nossa lua de mel voltaram a minha mente aquele momento. Todas aquelas coisas bonitas que ele me falara e o modo como ele me tratou, me fazia acreditar que ele sentia alguma coisa sobre mim, e eu não podia negar que ele me excitava, que era bom estar ali...com ele!

– Eu quero você, Christian!
Eu sussurrei, e não precisei falar duas vezes, ele sorriu triunfante e rapidamente soltou meus braços, abaixou suas mãos até minhas coxas e me pegou no colo, encaixando seu corpo entre minhas pernas e me empurrando violentamente na parede novamente. Eu envolvi meus braços no pescoço dele, lhe dando mais um beijo quente e avassalador, como só eu sabia lhe dar. Eu puxava o cabelo dele com força, mordia seus lábios e arranhava suas costas com força, demonstrando o quão eu ficava excitada conforme ele roçava seu pau na minha buceta, por cima das nossas roupas, e ele apertava minhas coxas com força, dando tapas fortes às vezes, também visivelmente excitado:

– Seja minha mais uma vez!

Era desejo, paixão, ódio, repulsa, tesão...tudo misturado. Eu não sabia dizer o que eu sentia naquele exato momento, mas eu tinha a certeza de que não era a Anastásia de sempre, era outra pessoa, uma pessoa que gostava de estar ali.
E quando ele me pôr no chão, eu tratei de parar de beija-lo imediatamente, e trocar de posição com ele, encostando-o na parede. E ele apenas ficou a me observar.
Eu coloquei minhas mãos na camisa dele, a erguendo e ele me ajudou a tira-la rapidamente, me olhando fixo. Rapidamente, eu me curvei e tirei a cueca dele, encontrando seu pau já ereto, extremamente excitado.
Eu encostei minhas mãos no peito dele, observando o corpo definido que ele conservava, e comecei a passar a mão nele, sentindo a pele quente dele deslizando pelas minhas mãos, e então encostei minha boca no peitoral dele, dando selinhos, roçando minha boca nele... Eu podia sentir a respiração dele acelerar, ele gostava daquilo tudo, então eu não parei...
Encostei meu corpo no dele, deslizando minhas mãos até sua bunda e a apertando forte, colando mais ainda meu corpo no dele, e dando beijos mais intensos no seu corpo, sentindo um pouco do gosto dele na minha língua, e fui subindo lentamente, até chegar em seu pescoço, onde comecei a dar chupadas e mordidas mais forte, e ele não se conteve, puxou meu cabelo com força com uma só mão, e me olhou fixamente:
– Você gosta de me provocar, não é?
Ele deu um sorriso ameaçador e antes que eu pudesse falar algo, ele cobriu minha boca com seus lábios, puxando meu cabelo com força e encaixando cada vez mais nossas bocas.
Ele estava muito excitado, seu rosto começava a suar, e ainda não tínhamos nem feito nada ainda, era obvio que ele tinha imaginado esse momento muitas vezes anteriormente.

Em seguida, foi a vez dele de tirar minha roupa. Ele de abaixou e arrancou meu short e minha calcinha, se levantou e tirou minha blusa me deixando completamente desnuda. E num ato impulsivo, ele jogou toda as bebidas que tinha encima da mesa no chão, de uma vez só, causando um tremendo estrondo, me pegou no colo, me sentou em cima da mesa e abriu minhas pernas numa agilidade impressionante, segurou seu pau e o encaixou na minha buceta, penetrando-a lentamente, e quando ele já estava bem posicionado dentro dela, ele segurou minhas pernas, fazendo um movimento de vai e vem lento e me olhando, observando cada expressão minha.
E eu pedia para que ele fizesse devagar, e gemia baixinho, de um jeito que o deixava doido, o fazendo dar umas socadas dentro de mim as vezes, me fazendo gemer mais e mais alto, mas ele não se controlou por muito tempo, e logo começou a me fuder de verdade, enfiando com força seu pau dentro de mim, o socando com força e até o talo, segurando ele lá dentro, e dando pequenas reboladinhas, que me deixavam doida, me fazendo gritar de prazer.

Foram mais de 4 horas de puro sexo, e quando estávamos completamente exaustos, só caímos juntos de sono na cama!

Eu acordei com os passarinhos cantando na janela do quarto. Lá o cheiro de Jasmim era mais forte, porém o sol não entrava com tanta força, quanto no meu quarto. Eu abri os olhos lentamente, e fiquei lá, estática, sem mexer um músculo.
Eu estava deitada no peito do Christian, e eu podia sentir as mãos dele nas minhas costas, sinal de que dormimos abraçados, obviamente. E eu não me mexi, porque queria um tempo comigo mesma.
Será que era correto eu dormir com o cara que matou meu pai? Será que era aceitável? Será que meu pai estava feliz?
Provavelmente a resposta seria Não. Mas então porque eu me sentia bem naquela manhã? Porque eu me senti feliz por estar ali? Eu não sabia o porque!

Eu me movi cuidadosamente, olhando para cima, e ele ainda estava dormindo, como um anjo, puro e inocente. Até esboçava um leve sorriso, talvez estivesse feliz também.
Mas eu ainda tinha meus medos: Será que quando acordasse, ele me expulsaria do seu quarto, como na nossa lua de mel? Eu não sabia. Mas ia querer saber logo...
Eu comecei a me movimentar.

Até que ele finalmente sentiu meus movimentos e acordou:

– Bom dia, Sra. Grey!

Ele me olhou, e sorriu gentilmente, ainda meio grogue. Eu quis levantar dali, e ver que horas tinha porque era segunda e eu tinha que ir trabalhar, mas ele me segurou ali:
– Não, não levanta agora! Fica mais um pouco aqui!

Ele me abraçou forte, e deslizou uma das mãos até meu cabelo, fazendo um carinho suave:

– Eu não via a hora desse dia chegar de uma vez por todas.
Ele me apertava cuidadosamente e suspirava de alegria, eu tentava identificar se era mentira ou verdade tudo aquilo que ele falava:

– É tão bom ter você em casa, Querida!
Isso era algum tipo de palhaçada? Será que era pegadinha? Ou ele realmente estava sendo extremamente carinhoso comigo?
– Essa sim deveria ser nossa lua de mel. Mas não tem problema, teremos muitas e muitos luas de mel para comemorar!

Talvez ele esperasse que eu falasse alguma coisa, mas eu não falei nada. Acho que não tinha nada para ser dito, pelo menos da minha parte:

– Eu vou descer, e trazer nosso café da manhã. Não saia daqui.

Ele levantou da cama, ainda estava nu. Vestiu um roupão preto e saiu do quarto. E eu fiquei lá, com a maior cara de merda sem entender bulhufas. Eu me sentei na cama, encostando na cabeceira, tentando absorver tudo aqui: Christian, estava feliz? E aquela história de muitas luas de mel? Eu queria entender o que se passava na mente dele...Mas eu não conseguia, era muito complexa. Se bem que naquele momento eu não conseguia entender nem a mim mesma.
Afinal de contas, se eu realmente não estava gostando, porque eu ainda não tinha dado o fora daquele quarto?

Pouco tempo depois, ele volta, com uma bandeja cheia de coisas nas mãos. Se senta do meu lado e põe a bandeja nas minhas pernas:

– Gail já tinha preparado a bandeja. E ela ficou surpresa quando eu disse que levaria para você!

Eu o olhei, quase perguntando: Você é maluco? Mas eu não falei nada. Apenas tratei de comer algumas torradas e tomar o suco, porque eu não sabia que horas era, eu podia já estar atrasada para trabalhar.

– Você fica excepcionalmente linda de manhã, sra. Grey!
Ele me olhava fixamente, e seus olhos eram de um azul claro muito bonito, eu gostava.

– Você não disse uma palavra, aconteceu alguma coisa?
Sim, você matou meu pai.

– Não, está tudo bem. – Eu sussurrei.

– Que bom. Você pega às 9 horas no trabalho, não é? – Como ele sabia disso? – Ainda são 7:30.

Confesso que era bem melhor quando ele era insuportável, porque sendo carinhoso era mais estranho ainda estar com ele.

– E vou tomar banho, quer se juntar a mim?

Ele perguntou, sorrindo com os olhos, mas eu só fiz que não com a cabeça, e ele respeitou. Entrou na porta que tinha dentro do quarto dele e sumiu da minha vista.
Mas que porra era essa? A gente ia fingir que éramos marido e mulher felizes? Ta de sacanagem...
Após alguns minutos, ele saiu do banheiro, já vestido socialmente, cabelos penteador, e bem apresentável. Já eu, permanecia intacta, sentada na cama, com a bandeja no colo.
– É algum tipo de palhaçada?

Ele franziu a testa, se fazendo de vítima:
– Não entendi. Do que está falando?

– O que vai acontecer agora?

– Nós vamos sair para trabalhar? – ele perguntou, duvidoso.

– Não é disso que eu to falando Christian...

– Anastásia...- ele me interrompeu.- Eu vou viver cada dia da minha vida, pra tentar fazer você feliz!

E começou bem...matando meu pai!
Eu o olhei, descrente daquelas palavras e tirei a bandeja do meu colo:

– Eu vou tomar banho!
– Você pode tomar banho aqui, se quiser!
– Dispenso. Já fiquei tempo demais nesse quarto por hoje.
E assim, eu me enrolei no lençol e saí do quarto.

Depois de tomar banho, sentada na cadeira do meu quarto, olhando para o espelho enquanto arrumava meu cabelo, eu tentei entender tudo aquilo.
Será mesmo que ele estava mudando comigo? Eu cheguei a conclusão que: Sim. E eu não podia perder essa chance de ficar mais próxima dele, e assim poder faze-lo falar mais sobre o que ele realmente fazia. Alem de ser um grande empresário.
Eu me arrumei toda, dessa vez, vestindo um termino preto, e um salto alto também preto, com alguns acessórios, como pulseiras e colares. Deixei os cabelos soltos, e uma maquiagem leve, como sempre.
Enquanto eu descia as escadas, eu olhava dentro da minha bolsa, para ver se estava tudo ali, mas a voz dele, no centro, roubou minha atenção:

– Você está divina, Sra. Grey!
E era hora de eu começar a pôr meu plano em prática:
– Muito obrigada, querido! – eu sorri. – Você também esta ótimo !
Ele abriu um sorriso que derreteria uma geleira em Antártida. Quando eu cheguei no meio do hall, frente a frente com ele, ele me perguntou:

– Posso ter a honra de levar minha querida esposa ao trabalho hoje?

– Se isso não fora incômodo, é claro que sim!
Essa situação era nojenta!

– Será um prazer
Ele sorriu, puxou minha cintura para junto dele e imediatamente me deu um beijo, suave e carinhoso.

Ele dispensou o motorista que já estava a posto e abriu a porta do carro para mim. O escritório ficava a uns 20 minutos dali, e nós seguimos sem falar nada. Talvez ele quisesse conversar, mas ainda era tudo muito recente, e eu não queria ficar de papo fiado com ele.
Quando ele estacionou do outro lado da rua, ele me perguntou, antes de eu descer do carro:

– Querida?

– Sim? – eu o olhei.
– Hoje a noite terá uma festa. Gostaria muito que você me acompanhasse.
Hum, estou progredindo...!

– Conte comigo, querido!

Ele sorriu.
– Ótimo! Passo aqui para te apanhar mais tarde?

– Não é necessário, eu chamo um táxi.
Eu sorri e desci do carro, e ele ficou lá, esperando um beijo de despedida, eu acho. Eu não ia ficar paparicando o Christian, eu não era tão fácil assim.
Eu tratei de deixar meus problemas pessoais do lado de fora, e entrei no prédio.

– Bom dia, senhor.

Cumprimentei sorridente, vendo o senhor William na recepção.
– Bom dia, Det. Grey. – Ele apertou minha mão. –Olha, tive com Jake essa semana. E ele me falou muito bem de você!

– É mesmo? Bom, ele também é um ótimo detetive.
– Eu concordo com você. – ele disse, enquanto caminhávamos em direção ao interior do escritório. – Ele é um dos melhores que eu tenho. Enfim, ele me falou que você tem um tiro certeiro que é incrível.

– Modéstia dele, senhor!

– Bom, então está na hora de colocar você pra trabalhar de verdade.
Ele sorriu, e eu não acreditei:

– O se-senhor...vai me dar um caso?

– Já está mais que na hora, não acha? – ele sorriu diante da minha euforia. – Sua mesa será aquela. E já adianto que a internet daqui é muito lenta.

Ele apontou para uma mesa, com um computador perto da recepção. Ficava bem perto da mesa do Jake.

– Então, diante da sua alegria, vou te dar uma bomba: O caso Billy Jones. Peça mais informações ao Jake. Ele te dará todas as coordenadas.
E assim ele saiu, em direção à sala dele. Eu estava completamente feliz com a notícia. Não acreditei que pegaria meu primeiro caso.
– Bom dia, flor do dia! – Jake me cumprimentou, sentado na mesa dele. – Você que vai ser minha vizinha não é?

– É, o chefe me deu essa mesa. — Disse, colocando minha bolsa, e me sentando.
– A internet é uma merda, já lhe adianto!
– Bom, ele já me falou isso! – eu ri. – E ele me deu um caso.

– É mesmo? – ele me olhou, surpreso.- Meus parabéns. Quem é o indivíduo?

– Billy Jones. Já ouviu falar?
Ele se espantou, imediatamente, como se eu tivesse falado um palavrão.

– Uau! É um caso grande pra uma novata. Boa sorte!

Eu passei o dia todo no escritório, entre a sala de arquivos e o computador, pesquisando sobre a vida de Billy Jones, um empresário do mundo da internet, rico e de meia idade. Morreu há duas semanas atrás, deixando um filho de 7 anos, e uma esposa.
Na pasta em que o caso estava arquivado, eu encontrei algumas fotos do crime, tiradas pelos legistas.
Na foto, Billy estava em casa, perto da piscina, com um profundo ferimento na cabeça, já morto. E no laudo na perícia constava que ele foi morto com golpes fatais da cabeça, por um objeto não-pontiagudo!
Bom, o crime já tinha acontecido há duas semanas, e se foi morte por encomenda, era melhor eu correr.
Peguei todos os dados da vítima e fui de táxi até o local do crime, ou seja: Sua casa!
E no trajeto até a casa de Billy Jones, eu não quis pensar na noite passada, muito menos no que aconteceu entre mim e Christian. Eu estava trabalhando e eu não queria que problema da minha pessoal interferisse no meu desempenho.
A casa da vítima era uma mansão, quase tão grande quanto à casa do Christian, e na portaria, o segurança pediu que eu me identificasse e logo em seguida me anunciou através de um interfone:

– A Detetive Grey, está aqui. Posso mandar entrar senhora?
– Sim, por favor!
Respondeu uma voz fina e baixa, talvez fosse à esposa da vítima, supus.
Eu atravessei todo o jardim até finalmente chegar a uma enorme porta branca, e bati duas vezes, dando de cara com uma mulher baixa e ruiva, com os cabelos presos num rabo de cavalo e aparência elegante:
– Boa tarde! Sou detetive. Grey, será que podemos conversar?

Ela me olhou de cima a baixo e pareceu já saber o que me levara até lá.

Ela me deu passagem e eu entrei na casa. Era tudo muito bonito, tudo muito claro, de um bom gosto apreciável. Ela me dirigiu até a sala de estar, e se sentou num sofá a minha frente:

– Senhora Jones, Violet Jones, não é? — eu quis confirmar o nome dela, enquanto abria minha bolsa rapidamente e pegava um bloco de notas e uma caneta, afim de anotar tudo o que ela dizia.

– Sim, esse é meu nome! Você trabalha pra quem?
– Para ninguém, em específico, senhora. Eu sou da Homicídios.

– Ah, sim!

Ela estava bem disposta, maquiada, vestia uma roupa de seda vermelho, que contrastava bem com a pele extremamente branca e os olhos verdes profundos.
– Sinto muito pela sua perda, Sra. Jones, mas eu estou aqui para solucionar esse caso!
– Não sei se devia dizer isso, mas estou feliz que ele tenha morrido! Billy não valia um dólar furado!

– Porque diz isso, sra. Jones?
Imediatamente, ela abaixou uma das alças da blusa e me mostrou um ferimento profundo, mas já cicatrizado, na parte de trás do ombro direito.

– Ela era um homem...Violento!
– A senhora havia dado queixa dele, alguma vez?

– Não! Nunca. Ele me fazia ameaças.

– Quando tempo a senhora viveu com ele ?
– 10 anos.

– E ele lhe batia freqüentemente?

– Não era sempre. Mas ele era um homem ocupado, de humor inconstante. Era imprevisível.

Ela apanhava dele e nunca deu queixa. Num belo dia, ele morre misteriosamente, e ela fica com toda a fortuna....Acho que alguém matou o próprio marido!

Eu anotava tudo o que ela dizia, e ela não titubeava em responder nada. Parecia muito tranquila:

– Onde a senhora estava no dia do crime?

– Na casa da minha irmã, em Nova Iorque.

– Passou o dia todo lá?
– Sim. Eu saí de manhã, bem cedo e só voltei no dia seguinte. Foi aí que a minha babá me contou o que aconteceu.
– Babá?

– Sim, a Joanne. É uma menina, ainda tem 18 anos. Mas cobra barato pra cuidar do meu filho, Benjamin!

– E essa babá, estava na casa no dia do crime?
– Sim, ela ficou com meu filho.

– Ela comentou alguma coisa com a senhora? Se escutou algum barulho estranho...

– Não, mas ela ainda está muito abalada. Mas olhe, eu dei falta de alguns objetos de valor.

– Objetos? Quais?
– Um vaso indiano, caríssimo e uma estatueta pequena de ouro maciço, que Billy ganhou uma vez.

– Hum...Obrigada, sra. Jones. A sua babá está aqui?
– Não, está de folga.

– Entendo! A senhora pode me passar o número de celular dela?
Ela concordou e me deu o número. Eu me despedi logo em seguida e deixei a casa. Seja lá o que tivesse acontecido naquela casa...Tinha muita gente suspeita!

Eu saí da casa dos Jones e voltei imediatamente para o escritório. Ainda era cedo, 14:00 e meu expediente só terminava as 19:00, mas eu estava tão animada com o caso, que não pensava mais em nada.
Assim que eu voltei para o escritório, eu procurei na internet a veracidade da história da Sra. Jones, pesquisando o paradeiro da tal irmã dela, que mora em Nova Iorque, e após alguns minutos, eu achei o número de telefone dela, que me confirmou tudo, exatamente tudo o que a esposa de Billy havia dito. E me disse também, que Violet sofria muito com o casamento, e pretendia se separar do marido.
Liguei também para a tal babá do filho do casal, Joanne era seu nome, e a convidei para vir até o escritório no dia seguinte de manhã, e ela aceitou imediatamente.
Bom, Violet Jones poderia sim ter alguma participação no caso, mas eu não dispensava a hipótese de um assalto previamente planejado.
Mas seja lá o que tenha acontecido, eu ia descobrir, essa era a minha função!

O resto da minha tarde foi uma correria só. Eu tive que voltar à casa dos Jones, mas dessa vez para perguntar aos vizinhos se notaram algum movimento estranho antes, no dia do assassinato e nos dias seguintes. Eles disseram que acontecia muitos assaltos naquela região, mas que nunca tinha foi assassinado.
Entrei em contato com a empresa que Billy dirigia, e um assessor dele me contou que ele não trabalhou do dia do crime, que tirou uma folga para si mesmo e o dispensou também. Mas que estava agoniado, nervoso e preocupado.
Também liguei para o escritório de Polícia local, e eles me disseram que quem ligou para eles, para avisar do crime, foi uma adolescente chamada Joanne Parker, que estava na casa com o filho do casal quando os policiais chegaram. E eu ficava cada vez mais encurralada no caso, mas só Joanne poderia responder minhas novas perguntas. Então eu esperaria ansiosa para o nosso encontro, na manhã de terça-feira!

Quando meu expediente terminou, eu estava a todo vapor. Como o Jake falou, era um caso pesado, cheio de mistério e suspeitos, mas eu tinha certeza que era capaz de pegar o culpado. Mas agora era hora de lidar com outro criminoso...o meu marido!
Eu peguei um táxi fui pra casa, e demorei por volta de meia hora pra chegar em frente a mansão.
Enquanto eu atravessava o jardim, eu relembrava do pedido que Christian tinha feito naquela manhã, sobre sair com ele. E o bom senso me dizia: Não vá! Mas a sede de vingança dizia: Vá! E eu decidi ir. Já era hora de eu saber mais sobre o Christian, de saber o que ele fazia da vida realmente. Eu entrei na mansão, e para minha surpresa e completo desgosto, tinha uma pessoa vestida socialmente à espera de alguém, no hall:

– O que faz aqui?
Ela se virou ao escutar minha voz, e me lançou um olhar ameaçador, como se detestasse ter me visto ali:
– O que faz aqui, Elena? – repeti.

– Estou a espera do senhor Grey.

– Ele não lhe contou? Nós vamos sair hoje. Então...
– Eu sei. Eu também vou!

Mas será possível? Essa piranha se metia em tudo!

– Como é? – eu ri, sarcástica. – Você vai, com a gente?

– Sim, é um leilão beneficente. É uma festa, mas também se trata de negócios. Minha presença será indispensá...

– Não, Elena! – eu interrompi, cruzando os braços e a olhando fixamente. – Não será necessária sua presença hoje!

– Como assim? – ela riu. – É meu trabalho...
– Você é apenas a secretária do Christian. Então se comporte como tal. Pode deixar que o papel de esposa, eu faço.
– Mas senhora...
– Sejamos realistas, Elena. Eu e você sabemos o que você realmente quer aqui. Seus interesses não são profissionais, e sim, pessoais.
Ela me olhou, raivosa. Sabia que tinha sido desmascarada.
– O Christian merece alguém que o entenda.
Ela deu um passo à frente, me encarando, ereta.
– Christian? Desde quando você tem essa intimidade com o meu marido?
– Desde quando eu vim trabalhar aqui, e ele estava sozinho, completamente sozinho. Enquanto a querida esposa dele passeava em Princeton.
– Mas agora a esposa dele está aqui. – Eu me aproximei bem dela. – E lhe garanto que faço você ser demitida em dois tempos.

– Ah é? Então vamos deixar que ele escolhesse. Vamos ver quem ele vai chutar pra fora dessa casa!

Essa fedelha já tinha passado dos limites:

– Ah, Elena. – eu ria dela. – Como você é sonhadora. Você não vai com a gente.

– O Christian me convidou, eu vou sim!
– Senhor Grey, pra você! E eu, Anastásia Grey, esposa dele, estou desconvidado você. Vamos, saia imediatamente da minha casa, antes que eu chame os seguranças!
Eu disse grossa. Ela não teve escolha, puta da vida ela saiu pisando forte e bateu a porta com força quando saiu.

Em menos de 10 segundos após a saída dela, o Christian aparece no topo da escada, me olhando:
– Quem era?

– A Elena.
Eu olhei pra cima, avistando-o. Ele vestia um smoking, que caia perfeitamente bem no seu corpo.

– O que aconteceu?
Ele perguntou enquanto descia as escadas.

– Ela disse que não estava se sentindo muito bem, pediu desculpas e disse que não iria mais!

Ele pareceu preocupado por um instante, mas logo tratou de melhorar a expressão ao se aproximar de mim, me puxar pela cintura para junto do corpo dele e me dar um selinho:

– É melhor assim, poderemos aproveitar a nossa noite!

Ele me esperou tomar subir e tomar um banho. E como já era de se esperar, minha consciência tinha a certeza de que aquilo tudo era uma cilada. Porque foi praticamente do dia pra noite que o todo poderoso mudou comigo.
E não devia confronta-lo, não dessa vez. Se ele quisesse algo com aquilo tudo, uma hora eu ia descobrir.
Eu escolhi um lindo vestido de noite, preto com detalhes brilhosos na parte frontal. Era um vestido bonito, longo, de mangas também longas que cultivava um discreto decote. Nós pés, eu escolhi um sapato de salto alto, com bico redondo, que dava um ar ainda mais elegante. Prendi os cabelos num coque baixo, deixando alguns fios soltos próximos ao rosto.
Terminei de me arrumar lentamente, guardei tudo o que queria levar em uma bolsa bege, também muito bonita, e deixei o quarto.

Eu devia ter demorado uns 40 ou 50 minutos para me aprontar. Ele merecia ficar esperando mesmo, depois do que eu passei com a intrusa secretária dele, porém, quando eu apareci no topo da escada, ele não parecia ansioso ou impaciente. Estava com as mãos no bolso, mas quando se virou e me viu, logo caminhou até o pé da escada, e permaneceu ereto, como um cavaleiro, esperando que eu descesse.
Eu o olhava fixamente, afim de não perder nada, nenhum movimento dele. Desci as escadas devagar, graciosamente, como uma miss, ou nesse caso, como uma esposa de milionário.
Ele parecia deslumbrado, seus olhos brilhavam e sua expressão era diferente, era....Feliz, ou sei lá. Quando eu cheguei no ultimo degrau, prontamente ele estendeu a mão para que eu apoiasse e descesse:

– Você está linda, Sra. Grey!

Ele encostou uma das mãos na minha cintura e a aproximou do corpo dele, estando a poucos centímetros de distancia de mim, e me olhava no fundo dos olhos:
– Você não faz ideia de quanto tempo eu esperei para estar exatamente aqui, com você!
Ele desenhou um meio sorriso nos lábios, e com a ponta dos dedos, alisou meu rosto carinhosamente, e sussurrou:

– E eu não menti: – Ele sorriu e encostou os lábios no meu ouvido. — Você é a melhor escolha que eu já fiz!

Eu não falei nada. E porra, eu ia falar o quê? Eu não tinha nada pra falar pra ele, definitivamente. Mas ele não parou aí, logo em seguida, ele segurou meu rosto com as duas mãos, e me deu um beijo.
Eu permaneci parada, petrificada. Como se tivesse beijando uma estátua, e com a boca ainda encostada na minha, ele sussurrou:

– Eu vou fazer você gostar de mim, Anastásia.

Nós atravessamos o jardim juntos, sem falar uma palavra sequer. Talvez, ele esperasse que eu falasse ou ao menor, xingasse...Mas eu ainda não estava por dentro daquela mudança de humor dele, e me perguntava: E se fosse passageiro? E se ele acordasse no dia seguinte e resolvesse matar o José? Ou o Taylor? Ou a Gail? Eu não sabia...Eu não sabia de nada dele, eu não sabia nem quem era Christian Grey na realidade. Por isso, estar lá com ele naquela noite era tão importante, eu ia poder ver um outro lado de Christian que eu ainda não conhecia.

Ele abriu a porta do carro pra mim e eu entrei. Ele deu a volta do veículo e se sentou do meu lado, no banco do motorista e deu partida:

– Vou leva-la a um Leilão Beneficente, é uma festa sofisticada com fins lucrativos. Envolve caridade, mas também envolve negócios. Muitos homens que trabalham comigo estarão lá com suas esposas. Seria uma ótima oportunidade de você fazer....amizades, com elas!
Ele comentou no trajeto até o tal leilão, e eu permaneci ereta, sem dar muita confiança pra ele:

– Dispenso, já tenho amizades suficientes.
– Não seja tão orgulhosa, querida. Você faz parte do meu mundo agora.

Isso soaria romântico em uma outra ocasião, pensei.

– Então eu sou obrigada a conversar com mulheres fúteis para lhe agradar?
– Elas não são fúteis. São mulheres respeitáveis, que honram os seus maridos.
– São desocupadas, aposto. Provavelmente nenhuma delas tem um emprego, dependem do dinheiro dos maridos para comprar até o próprio absorvente.
– Algumas delas tem a sua idade. Você irá se identificar com elas em alguma coisa! – ele torceu, otimista.

– Os pais delas também foram assassinados pelos maridos? ...Bom, isso seria uma coisa em comum!

Ele fechou a cara, mas respondeu imediatamente:
– Estou lhe dando a oportunidade de entrar e participar da minha vida, Anastásia. Não faça com que eu me arrependa!

Foi ali que eu percebi que o passado, era definitivamente ‘passado’. Se eu quisesse estar ali, era preciso eu enterrar meu pai de uma vez por todas. Era como se eu tivesse que esquecer que foi o Christian que matou meu pai.
Eu não falei mais nada, e ele também não. Demorou quase uma hora pra chegar, mas valeu a pena a espera.
O tal leilão acontecia em uma mansão e assim que Christian estacionou o carro, um segurança abriu a porta pra mim, e logo em seguida levou o carro, para guarda-lo. Christian segurou minha cintura e me acompanhou até o interior da casa, que era quase tão bonita quanto a casa dele.
O leilão acontecia do lado externo, no jardim da casa. Mas eu não me queixei de nada e nem deveria. O lugar estava fantástico, com luzes penduradas e decoradas. Mesas e cadeiras também muito bem postas, exatamente como essas festinhas de ricos.

As mulheres esbanjavam o quanto eram ricas só pelos colares e brincos que usavam. Já os homens conversavam felizes, todos bem vestidos, com um smoking como o de Christian. E era quase inevitável não perceber, mas Christian parecia um dos homens mais jovens ali.
Enquanto caminhávamos pelo jardim, um chamado nos roubou a atenção:

– Christian?
Nós procuramos de onde tinha vindo a tal voz, e lá no meio, bem no centro, tinha um casal sentado em uma mesa. Christian reconheceu imediatamente e me levou até eles, junto com ele:
– Estou muito atrasado?

– Um atraso elegante.
O homem e a mulher se levantaram, sorridente. E eu pensei: ‘Bem vinda ao fantástico mundo de Christian Grey.

A mulher era alta, magra e com cabelos escuros, soltos. Já ele um homem alto, até bonito, de meia idade com uma postura impecável, e eu me perguntava se já o conhecia de algum lugar:

– Bom, deixe-me apresentá-los, minha esposa, Anastásia!

Eu abri um sorriso simpático, estendendo a mão para os dois que imediatamente me cumprimentaram:

– Querida, esse é Felix, meu advogado. E essa é Victoria, a linda esposa dele!

De fato, ela era uma mulher jovem, devia ter uns 30 e poucos anos e muito bonita.
– São seus olhos, Christian. – ela rapidamente me olhou dos pés a cabeça. – Meus parabéns, Chris. Sua esposa é linda.
– Bom, eu lhe digo o mesmo. – eu sorri, delicada. – E a esses maravilhosos brincos que está usando.

Bom, venhamos e convenhamos...Eu precisava estar totalmente ali, eu precisava de informações, então eu decidi sim, cooperar e tentar fazer algumas amizades:

– Eles são lindos mesmo, não são? – ela sorriu radiante. – Felix me deu esta manhã, são pérolas.

– Tem um ótimo gosto para jóias, senhor.
– Eu não diria isso, minha jovem. Mas se minha mulher está feliz, eu também estou. – Ele riu. – Não é assim que funciona, Christian?

– Concordo plenamente, Felix. Tudo pela felicidade delas.

Todos riram, e logo nós nos juntamos à mesa com eles.

Christian fez questão de se sentar perto de mim, e enquanto o leilão não começava, tinha uma banda cantando musicas bem agradáveis:

– Querido?

– Sim? – ele se aproximou, curioso.
– De onde eu conheço esse Felix?

– Do nosso casamento. Ele estava lá.
Ele respondeu tranquilo, como se eu tivesse perguntando o resultado de 2+2. Eu me lembrava agora...Felix foi o homem que levou as alianças para o meu casamento no salão de festas da mansão Grey. Quem diria...

O tempo passava e o tal leilão não começava. Já passava das 22:00 e nada. Eu comecei a me preocupar, porque ainda era segunda feira e eu tinha trabalho na terça, eu não era como aquelas esposas que só eram um rosto bonito ao lado de seus homens, eu tinha um emprego.
Christian notara minha impaciência e logo tratou de me distrair:
– Quadros serão leiloados hoje.
– Somente quadros?
– Algumas esculturas também, mas não tão importantes.

– Em que consiste esse leilão, realmente?
– É uma boa pergunta. O mundo dos negócios muda constantemente...se hoje eu sou rico, amanhã eu posso estar na sarjeta. Geralmente esses eventos são para que a sociedade veja quem são os novos milionários da praça, para fazer proveito disso.

Eu tentei absorver aquilo e perguntei:

– Se aparece um novo milionário, eles...fazem negócio, é isso?

– Basicamente, sim. Por exemplo: Se um novo milionário aparecer hoje, eu vou tentar me aproximar dele, para tentar fazer uma sociedade...tentar atraí-lo para que ele invista muito dinheiro nas minhas empresas...entendeu?

– Uau! Vocês são parasitas!

– São negócios, querida! É muito diferente!

Alguns minutos depois e finalmente o leilão começou. Como Christian dissera, as esculturas não era tão importantes então rapidamente foram vendidas por quantias baixas, mas o que deixou impressionada foi o leilão do quadros.
Os lances variavam de 10 mil a 2 milhões de dólares.
Eu quis levantar e gritar, conscientizar aqueles homens que existiam muitas crianças carentes no mundo, que não tinham nem o que comer, e enquanto isso eles estavam comprando quadros por milhões...mas não valeria de nada e eu ainda sairia como a louca da história.
Ao fim de tudo, Felix tinha comprado um quadro por 500 mil dólares e Christian também comprou um, por nada mais, nada menos que 1 milhão de dólares. E o pior era que o quadro nem era tão bonito, parecia mais um arco íris vomitado na tela do que uma obra de arte...mas como ele mesmo disse: Negócios são Negócios!
O leilão acabou por volta das 1 hora da madrugada, mas os convidados ainda permaneceram na festa, comendo, bebendo e conversando. Assim que fecharam todos os lances, Christian pediu licença e se retirou, para ir ‘trabalhar’ como ele disse. Talvez tivesse visto algum ‘novo milionário’ e resolveu tentar fazer negócio.
Eu permaneci na mesa, com Felix e Victoria, que eram muito gentis:
– Christian já tinha me dito como você era bonita, Anastásia, mas eu não fazia idéia do quanto.

– Oh, não é pra tanto, Victoria.

– Ah, é sim! Você é uma moça de sorte, Christian é um homem muito cobiçado.
– Bom, eu prefiro dizer que ele é um homem de sorte por estar comigo.

Eles riram.

– Eu concordo com você, Anastásia. Mulheres como vocês é raro de achar hoje em dia.

– É verdade. Ainda mais nesse mundo doido de negócios, sempre aparece uma ou outra...

– Eu que a diga. – disse me lembrando da Elena.

– Mas não se preocupe, querida. Christian sempre me fala de você, e é obvio que ele a respeita não só como esposa, mas também como mulher. Lhe digo isso com toda a certeza, conheço o pequeno Chris desde que ele tinha 10 anos.

BINGO! Se eu quisesse saber mais sobre Christian o tal advogado dele era a chave. Ele conhece Christian desde criança e esteve no meu casamento. Talvez ele saiba mais da vida de Christian Grey do que ele mesmo!

– Christian sempre foi um garoto disciplinado. Mas também, com a educação que recebera, era previsível que fosse o homem brilhante que é hoje!
– É mesmo?

– Sim. Chris vem de uma família tradicional, ele tem um nome importante a zelar, e não faz feio. Desde que sua mãe falecera, ele tem evoluído significativamente na vida e nos negócios, isso explica a escolha que ele fizera ao escolhe-la como esposa! – ele riu.

Mas eu fiquei mais atenta ainda ao rumo da conversa.

–Eu e Christian passamos por muita coisa no passado, mas eu o admiro como homem e empresário.
– E faz muito bem. Tenho certeza que os pais deles estão muito felizes de que tenha sido você, a escolhida para ser a senhora Grey dessa geração!
Ele sorriu, e deu mais uma golada no vinho tinto, e foi aí que eu percebi que ele poderia já estar um pouco alterado. Mas aquelas informações eram muito importantes, eu queria saber mais coisas, mas uma mão quente encostou em meus ombros, me fazendo virar para ver quem era:

– Então você é a sra.Grey?

Perguntou um homem baixinho e gordo com uma voz engraçada.

Eu me levantei imediatamente para cumprimentar o homem, e logo em seguida Félix também levantou:

– Sim, sou eu mesma. E você é....?
–Clayton Hoffman, sócio importante do Christian. Disse Felix
– E amigo! – ele riu. – É bom finalmente encontrar a tão misteriosa senhora Grey. Eu pensei que você não existisse, — ele dizia me olhando de cima a baixo.- depois de tantos anos, você finalmente aparece para o mundo.
Ele estava visivelmente bêbado.
– Sim, eu estive fora por um tempo, mas já estou de volta. – eu sorri, simpática.
– Bom, então seja bem vinda de voltam, mi lady!

Ele fez reverência como se eu fosse uma rainha e logo saiu, desaparecendo em meio a multidão, e eu e Félix caímos na risada... que sujeito mais, estranho, pensei!
Mas antes que eu me empolgasse mais, Christian aparece novamente, com cara de poucos amigos e já se despedindo :

– Félix e Victória, obrigada por fazerem companhia a minha esposa. Mas já devemos ir.

– Mas, já?

– Sim, você vai trabalhar amanhã cedo, não é....querida?
Ele me olhou frio, afim de que eu confirmasse o que ele acabara de dizer.

– Ér...sim.
– Então. Boa noite pra vocês!
E antes que eles pudessem responder, ele saiu me empurrando discretamente para longe deles. E eu quis saber o que tinha acontecido, mas tratei de ficar calada, e caminhei em silencio até o carro.

O cara que tinha guardado o carro, demorou menos de 5 minutos para traze-lo de volta, e quando o trouxe, embarcamos no veículo e seguimos viagem em silêncio.
A velocidade com que ele dirigia me assustava, e ele estava tenso, nervoso, não falava nada, o que me deixava mais preocupada ainda.
Mas o silencio só durou até ele estacionou no portão frontal da mansão:
– Desça!

– O que aconteceu?

– Eu mandei você descer!
– Eu perguntei o que aconteceu!
– Porque você insiste em me desobedecer ?

Ele me olhou fixamente, fritando seus olhos em cima de mim, ainda apertando o volante com força, mesmo com o carro parado, e eu torci para que ele não se descontrolasse ali dentro!

Mas dessa vez, eu realmente não sabia o que tinha acontecido. Ele estava bem a noite toda, parecia até satisfeito por eu ter aceito o convite e de repente ele volta todo putinho, sem nem ao menos me falar o motivo...Mas ele estava muito enganado se achou mesmo que eu ia dar moral pra ele:

– Eu não sou sua criada. Não lhe devo obediência!

– Então você me deve respeito!
– E eu lhe desrespeitei, por acaso?
– Desça do carro!
– Me fala o que aconteceu! – gritei.

– Desça do meu carro, agora! – ele gritou.
Era um filho da puta mesmo, eu sabia que uma hora aquele amor todo ia sumir, e olha que não demorou muito!
Eu desci do carro e ele também, deu a volta no carro e parou na minha frente, me encarando:
– O que você falou para a Elena?

Aff, aquela cena toda só por causa da secretária? Me poupe!

– Nossa! Então a santa do pau oco já foi fazer fofoca? – eu ri, sarcástica.

– Ela é minha secretária, Anastásia! Não passa disso. Eu a convidei para ir ao leilão, porque se tratava de um evento de negócios!

– Ah, é Christian? Então porque me convidou ? – me exaltei.

– Porque você é minha esposa. Porque eu quero que você esteja presente na minha vida.

– Corta essa, Christian. – eu olhei em volta. – Já estamos em casa, não precisa mais fingir, não tem ninguém olhando! E eu você sabemos que não é assim que funciona! Ou vai dizer que me ama e que quer ter uma vida feliz comigo?

– E se for assim? Algum problema nisso?
Eu comecei — Você ta de sacanagem com a minha cara, não é?
– Talvez a Elena tenha mesmo razão. Talvez você não se encaixe no meu mundo!
– Nossa! – eu bati palmas. – Sábias palavras da mulher que quer roubar meu marido de mim!

Ele parou de repente, e falou tão baixo que eu quase não ouvi:
– Então você ta com...ciúmes?

Eu também parei e tentei pensar rápido antes de responder, e eu tinha mais uma oportunidade de seduzi-lo e não ia desperdiçar.

– Eu não tenho ciúmes de você, Christian. – disse grossa. – Mas eu não admito que aquela fedelha fique se insinuando pra você dentro da casa em que eu moro.
Ele abriu um sorriso enorme no rosto, parecia até uma criança. Rapidamente se aproximou de mim, mas eu fiz questão de mostrar autoridade:
– Desencosta, Christian.- eu o empurrei pra longe, mas ele continuou insistindo.
– Devo dizer que você fica linda com ciúmes, senhora Grey!
– E eu devo dizer que você é um imbecil.
E assim eu o empurrei novamente e virei as costas, caminhando em direção a casa. Por dentro eu sorria, mas por fora eu era uma completa atriz. Ele achou mesmo que eu tinha me magoado pelo fato da secretária intrometida dele ter feito fofoca, e não descansaria até eu desculpa-lo por estourar a toa.
Eu entrei na mansão, caminhei até o meu quarto, peguei um roupão pra mim e me enfiei no banheiro pra tomar um banho. Mas como já era de se esperar:

– Me deixa falar com você.

Ele pediu, do lado de fora do banheiro.

– Eu estou tomando banho . Vá embora.

– Me deixa conversar com você.

–Eu já disse que estou tomando banho.
– Me deixa entrar.
– NÃO! Vai lá, ver se a Elena abre a porta pra você! – gritei.
– Ela é só minha secretária, querida!

– Querida é o cacete!
– Se você não abrir essa porta, eu vou arrombar. – ele ameaçou num tom mais severo.
– Vai se ferrar!
E o barulho foi estrondoso, como o de um tijolo caindo de uns 10 metros de altura. Eu tomei um susto tão grande que escorreguei dentro do Box, e não pude acreditar no que eu vi:
– VOCÊ QUEBROU MINHA PORTA? – eu gritei, me levantando e cobrindo minhas partes intimas com as mãos .

Ele tinha quebrado a porta do banheiro em duas, e estava lá parado com cara de raiva ainda de smoking me olhando:
– Sai daqui, Christian. – pedi, nervosa.
– Eu quero falar com você!
– FALAR O QUÊ? – gritei.
–Quero conversar. – ele parecia irritado, e se aproximava devagar, entrando no Box lentamente.

– Ah, chama a sua secretária, não me ...
E antes que eu pudesse terminar de falar ele me puxou pelo braço violentamente e me puxou pra perto dele, me calando com um beijo quente, perdendo meu corpo no dele com força, sentindo meu corpo todo molhado, também molhar a roupa dele.
E eu não neguei nada, muito pelo o contrário, eu comecei a tirar a roupa dele violentamente, arrancando gravata, paletó, camisa e ele também me ajudava, tirando a roupa rapidamente, até que ficasse completamente nu, comigo debaixo do chuveiro.
Ele parecia um bicho selvagem, louco por sexo, e eu não podia negar que também gostava daquela situação, era bom...sei lá.
Ele puxava meu cabelo pra baixo, fazendo meu pescoço levantar e assim, beijava meu pescoço, dando chupões e mordidas, deixando a marca dele no meu corpo. E eu também deixava a minha, arranhava com força as costas dele, enquanto gemia pedindo pra ele não parar com aquilo. E foi ali que eu tinha percebido que tinha valido muito a pena esperar 6 anos pra transar de novo.
Nos ficamos um bom tempo lá, nos amassos, mas não chegamos aos finalmentes porque já era bem tarde e eu tinha que ir trabalhar de manhã cedo, quando terminamos o banho, nós fomos sem roupa para o quarto.
Atravessamos o corredor aos beijos e deitamos molhados e sem roupa na cama, até finalmente pegarmos no sono!

Quando eu abri os olhos, o clarão da manhã já invadia o quarto. Eu me virei e Christian ainda estava dormindo, de bruços e no relógio digital marcava 7 e meia da manhã, ou seja, eu só tinha dormido pouco mais de 4 horas.
O lençol branco só o cobria da cintura pra baixo, cobrindo suas partes que ainda estavam nuas.
Eu me virei na cama, e me deitei em cima dele, nas suas costas, e sussurrei no seu ouvido:
– Bom dia, sr. Grey!
Ele começou a reagir, se movimentando lentamente e eu continuei com os carinhos, o abraçando forte e dando beijos no seu rosto:

– Eu poderia ficar o dia inteiro aqui com você, sabia? Ele disse

Eu sorri, abraçando as costas largas e musculosas dele com mais força:

– Mas temos que trabalhar, querido e você sabe disso!

– Não vai não! Fica aqui comigo hoje...

– Eu não posso, preciso ir.
Eu me levantei e vesti o roupão dele. Ele continuou lá deitado na cama, sem mover um músculo:
– Vem tomar banho comigo? – eu perguntei, carinhosa.