The Score

16 Capitulo 16- Nostalgia.


Notas iniciais
Quem ai quer me matar?! Acho que todas não é, eu nunca consigo postar rápido :(. Mas prometo que irei tentar, como vou viajar acho que só posto em 2014... No comecinho mesmo, assim que puder, prometo!! Aqui esta o presente de natal! Espero que o natal de vocês seja bom e o ano novo também, beijos e comentem por favor!

Eu tomei um banho caprichado, lavei os cabelos, e após, eu tratei de me vestir rapidamente, afim de dar a Christian uma pequena amostra da mulher que eu me tornara. Fiz os cabelos, maquiagem leve, e preparei a pele, com cremes e perfume.
Em outra ocasião, era como se eu estivesse pronta para um hiper festa. Mas esse não deixava de ser uma super ocasião também.
Quando eu estava completamente pronta, eu olhei para o espelho do meu quarto, o mesmo que anos atrás eu tinha quebrado com um violento soco. Tal soco que deixou minha mão em retalhos. Eu me olhei fixamente, admirada pela pessoa que eu me tornara: Uma mulher vingativa e intolerante. Eu não enxergava mais nenhum vestígio da menina doce e feliz que existiu à 6 anos atrás, essa definitivamente, tinha morrido no mesmo dia que o pai morrera.
Agora só tinha uma coisa que me mantinha viva: O desejo de vingança.

Eu dei uma ultima olhada no espelho, e deixei o quarto, pronta para a guerra!

– Oh! Desculpem-me pelo atraso! – disse ao ver José e Christian, já apostos na mesa de jantar.

– Não foi nada, Annie. Estamos conversando. – Ele sorriu, e logo se levantou para puxar a cadeira para mim.

– Sério? E será que eu posso participar da conversa?
– Obviamente. Falávamos sobre como vocês se conheceram!

E eu travei. Mas que porra!!! Não acredito que Christian falou sobre o meu pai. Tudo o que eu havia contato para o José, era que meu pai havia morrido, mas eu não disse como!
– É mesmo? – perguntei, estática!
– Sim, querida! – ele me olhou, frígido, mas com um ar sedutor, o que não era raro! – Eu lhe contei que estava de passagem pelo Brasil e tive a honra de conhecer seu pai, que Deus o tenha...e assim, ele me apresentou você!

FILHO DA PUTA!!!! O ódio subiu pelas minhas veias de um modo tão devastador, que meus nervosos pularam do corpo, me dando uma sensação de tremedeira, sei lá...Eu senti vontade de dar um soco na boca daquele viado só por falar no meu pai...

– É uma história muito interessante, Annie. Em pensar que você nunca tocou nesse assunto comigo...

– Nunca? – disse,perplexo.- Minha querida esposa nunca lhe disse como nos conhecemos? – ele me olhou.- Que indelicado de sua parte, querida! Porque guardou essa história para si?

Aquele puto estava me provocando, eu podia sentir o olhar ameaçador dele. Ele queria me expor, mas isso não ia ficar assim, eu ia dar a volta por cima e seria agora mesmo.

– Eu não sei querido, mas você tem razão. – meu olhar queimava em cima dele. – Eu realmente deveria ter contado para o José, como nos conhecemos, foi uma falha minha! – Eu sorri, triunfante. – Ele já lhe contou que é agente do FBI?

Eu o encarei. O José era um policial federal, se ele soubesse dos crimes que Christian cometera, seria obrigado a denuncia-lo. Então era melhor o Christian fechar o bico:

– Sim, nos já falamos sobre isso, Annie. Ele me contou que seu sonho era ser policial, não é Christian?

– De fato! Eu era uma criança sonhadora.

– E meu sonho era ser professora. — eu ri.- O mundo dá tantas voltas, não é?

– Concordo, Annie. A alguns dias atrás, eu estava bêbado, jogado na minha cama, em uma pequena casa em Princeton. Hoje, eu estou na Califórnia, vestido como um Lord, comendo e bebendo de graça em uma mansão. Definitivamente, o mundo dá voltas!
Ele riu, e eu o olhei, admirando o jeito José de ser. Ele não tinha papas na língua, era sincero, doa à quem doesse. E isso era umas das coisas que eu mais amava nele:

– Então, proponho um brinde!
– E o que brindaremos, querido?
– Eu tenho uma sugestão: Brindaremos as reviravoltas da vida.

– Ás reviravoltas e ao amor!
Indagou ele, me olhando suave como se realmente tivesse algum sentimento positivo por mim. Eu sorri por consideração ao José e também brindei!

O jantar correu perfeitamente tranquilo, mas meus sentidos não me traíam e me mantiveram atenta a todos os movimentos de Christian:
– Sabe, você é um homem de sorte, Christian! – exclamou José, entre uma golada e outra do vinho tinto.
– Sério, José? Porque diz isso?
– Você é um homem bem sucedido, rodeado de pessoas influentes, e mulheres interesseiras. Anastásia é umas das mulheres mais incríveis que eu conheço. E uma pessoa espetacular, devo acrescentar!

– De fato. Já fiz muitas escolhas erradas em minha vida, José, mas com certeza, escolhe-la para ser minha esposa, foi umas das mais corretas.
– Tenho certeza que sim. Conheço Annie à seis anos, e o invejo por isso, eu jamais encontrei alguém como ela.

– Não seja tão radical,José.

– Mas ele tem toda razão, querida. Você é uma raridade, e me orgulho muito disso!

– Quer um conselho, Christian: Não a deixe nunca, mas se o fizer, me avise, eu serei o primeiro da fila para ser seu sucessor! – disse José sarcástico.
Eu sabia que era uma brincadeira, mas o Grey não, e rapidamente ele fechou a cara, demonstrando o antigo Christian, vingativo e impaciente.

Eu fiquei observando a feição dele, que logo mudou. Olhava para José de forma agressiva, como se quisesse socá-lo. Mas ele se tranquilizou. Christian não era burro, jamais ousaria bater em um policial, o que me levou a pensar que José tinha se tornado um amuleto da sorte para mim, porque enquanto ele estivesse perto, Christian jamais faria nada contra mim, mas isso logo acabaria, porque no dia seguinte, José se mudaria para a casa dele, me deixando sozinha com o todo poderoso.

O jantar terminou em silêncio total. Christian foi o primeiro a se retirar, e José me perguntou se tinha dito alguma coisa errada. Eu disse que não, que o humor de Christian era muito inconstante, e ele entendeu, terminou o jantar e também se recolheu.
Quando eu terminei o jantar, eu subi e escovei os dentes, dei uma retocada no batom e saí para procurar por Christian. O quarto dele foi o primeiro lugar onde eu procurei, e para minha surpresa, ele não estava lá. Eu desci, e procurei por todos os aposentos da casa, caminhando tranquilamente por aquela mansão vazia, onde o único som era o do meu salto agulha, mas não por muito tempo. Eu escutei um barulho suave vindo do salão de festas, então, me dirigi até lá. E quanto mais eu me aproximava da sala, mais o barulho aumentava.
Curiosa, eu não me contive e abri a porta.
Ele estava lá. Para minha enorme surpresa, estava tocando piano. Eu entrei e fechei a porta lentamente, sem fazer nenhum ruído. Era uma musica suave, calma, de muito bom gosto.
Em cima do piano tinha um copo de uísque, então, eu resolvi me aproximar.
Caminhei silenciosamente até ele, que estava de costas para mim, e quando estive a poucos centímetros dele, eu o abracei por trás, encostando meus lábios no ouvido dele:
– Você não devia ser tão ciumento!

Ele parou de tocar subitamente, tinha um cheiro forte e bom. Apesar de estar morrendo de medo de tocar naquele homem, eu ia cada vez mais alem:

– Ele é só um grande e velho amigo.
Ele não se mexeu, e eu o soltei, e caminhei pela sala. Era enorme, bem clara, com muitas flores, e bem arejada.
Eu fui até o centro da sala, olhando as paredes desenhadas, ainda conversando com ele:

– Você é um bom ator, sabia? Quase me fez acreditar que tudo o que disse era verdade! — Eu me virei de súbito, e o olhei.
Ele ainda estava sentando na cadeira do piano, mas estava virando para mim, me observando.
– Mas eu disse a verdade. Bom, grande parte das coisas que eu disse, eram verdade!

– Ah, é mesmo Christian? Então acredita sinceramente que eu sou uma das melhores escolhas que já fizera? – Eu parei no meio da sala e o encarei.
– Sim.
– Uau! Você é imprevisível, devo dizer. – sorri, sarcástica. – Você tem a ciência de que eu te odeio, não é?

– Absolutamente,sim. Mas já ouviu dizer que o ódio e o amor são sentimentos próximos?

– ah, Sim! E já ouvi que o amor e a morte também são muito próximos. Porque me escolheu, Christian? – eu perguntei, séria.

– Você é uma mulher bonita, inteligente, não vi ninguém melhor para ocupar o cargo de minha senhora.
– Hum, então você só me escolheu para me apresentar as pessoas, é isso que quer dizer?
– Em primeiro ato, sim! Estar acompanhado de uma bela mulher, é fundamental no mundo dos negócios, querida!
E pela primeira vez ele estava começando a responder algumas perguntas, então, era minha hora de começar a perguntar!

Ele se virou, e continuou tocando o piano, desdenhando da minha presença. Eu caminhei lentamente até ele, e quando me aproximei do corpo dele, encostei minhas mãos em seus ombros, fazendo uma leve massagem nele. Subitamente, ele parou de tocar, apenas sentindo meu toque.
– Não me entenda mal, meu senhor. Eu apenas tento te entender. Mas agradeço os elogios!

De repente, ele se virou, fugindo do meu toque, e me olhou. Estávamos mais perto do que eu gostaria: Eu em pé, e ele sentado, na minha frente. E antes que eu pudesse sair dali, ele abriu as pernas e me puxou para mais perto dele, olhando para cima, me encarando. E eu não devia perder essa oportunidade de seduzi-lo.
Eu segurei seu rosto com as duas mãos, deslizando até seu cabelo e puxando de leve. Ele parecia gostar, apertava cada vez mais forte a minha perna, me encaixando mais e mais no seu corpo. Eu não falava nada, só sentia as mãos quentes e leves dele tocar meu corpo. Eu não podia negar que estar ali com ele me trazia algumas lembranças da nossa lua de merda! Apenas de me envergonhar do que eu fiz, eu confesso que foi bom. Por um milésimo de instante eu senti prazer em fazer sexo com aquele homem. Ele tinha um toque sedutor, uma voz hipnotizante e um corpo...Ah! Ele sabia como usar aquele corpo.
Ele continuou me tocando, subindo suas mãos pelas minhas pernas e levantando minha saia até minha cintura, acariciando desde minha coxa até minha bunda, só coberta pela calcinha vermelha que eu usava.

Por mais que eu tentasse negar, aquilo era excitante, toda a raiva transformada em sexo era...excitante! Eu continuei o olhando fixamente, mordendo os lábios levemente, ao sentir o toque ele, e puxava seu cabelo com força.
Ele chegou um pouco mais para frente e logo abriu minhas pernas, pondo uma de cada lado, me sentando no seu colo, de frente para ele, com minha buceta encostada diretamente em seu pau.
Com as mãos, ele continuava a apertar minha bunda, e eu o olhava fixamente, não com raiva ou ódio, mas com desejo, querendo cada vez mais aquilo tudo.
Ele me olhava, era visível que ele também gostava daquilo, ele apertava os olhos em cima de mim, e sua respiração se acelerava a cada segundo.
Eu envolvi o pescoço dele com os braços, e rapidamente, encostei minha boca na dele, dando um beijo simples, e leve, roçando minha boca na dele, sentindo o hálito gelado do uísque, tomando posse do que era meu por lei.
– Porque está fazendo isso,Anastásia? – ele sussurrou com a boca encostada na minha.


Eu me espantei, confesso. E seu tom era suave, sincero, parecia realmente entregue aquele momento:

– Senti sua falta, Christian. Quero meu marido de volta!

Subitamente, ele me surpreendeu com um beijo intenso, violento e quente. Não foi um beijo comum, foi um beijo de nostalgia, um beijo longo de duradouro, um beijo que ficou guardado por seis anos. Ele apertava minha bunda com força e chupava meus lábios com tanto desejo que eu começava a suar, mas eu também não negava aquilo tudo, explorando cada centímetro de sua boca, me apossando dos lábios que um dia tiraram minha pureza, beijando o homem que era meu marido, e por mais que eu tivesse ódio dele, eu adorava estar ali.

Mas eu devia manter o controle, eu não podia confundir os sentimentos e entregar o controle da situação de mão beijada para ele. Então num ato ágil eu me levantei do colo dele, atordoada, ajeitando minha roupa e abaixando minha saia, me recompondo.
Ele ficou lá, olhando para o chão, desolado também surpreso com a faísca que brotou de repente.
– E-eu, vou subir! – gaguejei, dando alguns passos para trás.
Eu me virei rapidamente e meio atordoada, caminhei em direção até a porta, mas do meio do caminho, ele se levantou brutalmente e correu até mim, puxando meu braço com tanta força e brutalidade que eu quase caí, mas ele me segurou, encostando meu corpo no dele, e minha respiração me traiu, denunciando o quão nervosa eu estava:

– Pensa que vai embora assim? Está muito enganada!
E antes que eu pudesse protestar, ele agarrou meu cabelo com força e me puxou para mais um beijo quente e violento.

Eu juro que eu quis evitar, juro que eu não queria estar tão envolvida. E eu pensei que depois de tanto tempo longe, eu não estaria mais tão ligada a ele, mas aquela situação me mostrava o contrário, me mostrava que ele ainda tinha poder sobre mim, e o pior de tudo era que eu não fazia nenhum esforço para escapar.
Eu segurei o rosto dele com as duas mãos, invadindo aqueles lábios tão macios e quentes, sentindo a língua brincar com a minha, sentindo a mão dele deslizar até minha cintura e me puxar cada vez mais para mais perto dele.
Era como uma espécie de frenesi. O tesão era palavra mais correta que eu podia usar. O sentimento era forte, muito forte.
Ele caminhou comigo ainda grudada nele, retornando onde estávamos, mas dessa vez para a parte de trás do piano, e subitamente, ele me pegou no colo e me sentou em cima da calda do piano, abrindo violentamente minhas pernas e se encaixando ali, me deu um tranco, que me fez ficar bem encostada nele, e eu não negava nada, eu era cúmplice daquela safadeza.

Eu puxei o cabelo dele com força, fazendo ele erguer o rosto para mim e assim eu encostei minha boca na dele, mas não o beijei, apenas fiquei provocando-o roçando meus lábios nos dele, e ele apertava minhas coxas com tanta força que era como se ele estivesse completamente louco de tesão, foi então que eu sussurrei:

– Seu filho da puta.

Mas ao invés de recuar, tudo o que ele fez foi ir mais adiante:

– Eu quero você, Anastásia!

Bingo, ele era meu. Eu prazer de escutar aquilo foi maior do que o tesão que eu sentia naquele momento, o que me trouxe para a realidade dos fatos, me lembrando do verdadeiro motivo pelo qual eu estava lá, então eu resolvi parar com aquilo e o empurrei:

– Me solta, Christian. – Disse, o afastando, mas ele se agarrava ao meu corpo, me puxando para ele.

– Me solta, Christian. Me solta agora! — eu me exaltei, dando um empurrão forte nele.

Eu desci do piano, ajeitei minha roupa, e a expressão dele era inacreditável, como se não tivesse acreditando que eu tinha o dispensado:

– Porque fez isso?

– Eu sabia que tinha sentido minha falta! – eu sorri, triunfante. – Vá se danar Christian!

Eu fechei a cara e deixei a sala, mantendo a mesma pose da qual eu entrei. E eu tinha vencido a batalha, mas a guerra era grande. E depois do que eu fiz hoje, eu tinha a plena certeza de que ele se vingaria!

Ah, aquele cheiro! O cheiro de jasmim invadia meu nariz e todo o quarto. Era exatamente como a seis anos atrás, como se eu jamais tivesse ficado longe daquilo tudo.

Eu ainda não tinha aberto os olhos, estava apenas aproveitando do cheiro das flores do Taylor e dos raios de sol matinal que entrava no meu quarto.
Mas os flashes da noite passada me assombravam.
Era fato que eu ficava vulnerável perto nele, e eu teria que trabalhar nisso, porque era a única chance que eu tinha de me aproximar dele, de saber mais quem ele era, e saber porque ele matou meu pai.
Mas eu teria todo o tempo do mundo parar descobrir coisas dele, e pelo visto, seria mais fácil do que eu pensava.
Me levantei, tomei um banho ligeiro para estar pronta para o café da manhã. Escolhi uma camiseta regata branca com uma jaqueta jeans por cima, e calça jeans, nos pés, escolhi uma sapatilha clara, não queria fazer feio, porque provavelmente, Christian já estaria acordado, me esperando!

E não deu outra, quando eu apareci, ele estava sentado na mesa, sozinho tomando café da manhã. Entre uma golada e outra, ele lia uma reportagem no jornal e nem percebeu que eu entrei e me sentei à mesa, vestia uma camisa mais a vontade, de lã, puxada até a altura do cotovelo, mas o ar de sério não abandonava seu rosto:

– Pode me passar a manteiga? – perguntei, afim de que ele notasse minha presença.
– Já acordada? – ele me olhou surpreso.
– Sim. Onde está José?

– Ele saiu ainda pouco. Falou algo sobre casa e mudança! – disse voltando a olhar o jornal.

– Eu sei. Ele vai sair daqui. O que é uma pena, odeio essa casa, ficar sozinha nela, é lastimável.

Ele não falou nada.
– Então, como foi sua noite? – eu perguntei, sarcástica.
E ele me olhou fixamente.

– Melhor, impossível!
E antes que eu pudesse alfineta-lo mais um pouco, Gail entrou na sala:

– Sr. Grey....Miss. Talbot está aqui, posso mandar entrar?

Aff, mas o que essa garota ali uma hora dessas?

– É claro, Gail. – disse ele, limpando a boca e se recompondo.

Eu desdenhei daquela informação, mas foi impossível não escutar o salto agulha da garota da esquina. E assim que ela entrou na sala, ele logo abriu um sorriso, e eu me dei conta ali que nunca tinha visto o Christian sorrir na vida:

– Bom dia, Sra. Grey.
Eu não respondi, mas ele logo tomou a frente:

– Sinta-se a vontade para juntar-se a nós no café da manhã, Miss. Talbot.

Eu pensei que ela fosse recusar, por educação...mas não, ela puxou uma cadeira e se sentou conosco, com aquela cara de puta santa que ela tinha. Tava escracho na face dela que ela queria tomar meu lugar na mansão e na vida do Christian:

– Na verdade, eu vim aqui para deixa-lo ciente de alguns afazeres pendentes para hoje, Chr...Sr. Grey!
– Confirme tudo, Elena. E não seja tão formal, pode me chamar de Christian minha querida esposa não tem ciúmes da nossa intimidade, afinal você é minha secretária, não é, Anastásia?
Ele sorriu de canto, sabia que aquilo era ridículo. Um homem de 30 anos fazendo ceninha, aff.

– Absolutamente não! – eu sorri, simpática. – Mas você não vai querer falar de negócios no meio do café da manhã, não é Elena?

– Oh, me desculpe a indelicadeza, Sra. Grey.
–Você faz com que eu me sinta com 50 anos, sabia? Me chame de Anastásia, é melhor! – ela sorriu, envergonhada.
Safada!
– Mas diga-me. Quantos anos você tem?

– 24 anos.
– Como eu! E você trabalha a muito tempo com o Christian?

– Sim, a alguns anos.

Eu não titubeava na hora de perguntar, não queria abrir espaço para alguma pergunta insignificante do Christian, era minha hora de mostrar para aquela fedelha, que a mamãe tinha voltado para a casa!

– Interessante. E você tem algum namorado? Você é uma jovem muito bonita, com certeza deve ter algum!
– Ao contrário, eu não tenho!
– Sério? – eu olhei para o Christian, sarcástica. – Christian, como você pode exigir tanto de uma jovem como ela? Aposto que trabalha tanto que não tem nem vida social!

Ela sorriu, desconfortável.
– Não, muito pelo o contrário, eu amo meu trabalho.

– Hum, é mesmo? Bom, eu não a culpo. Christian é um homem e tanto, deve ser uma grande experiência para você, tê-lo como patrão.
– É sim, um dos melhores profissionais do ramo.

– Não duvido disso. Também é um dos melhores maridos, não é querido?

Eu o olhei, sorridente. Eu não ia deixar aquela pilantra posar de diva no meu território, nunca!

A cara dela denunciava descaradamente que ela estava afim dele. Gail tinha total razão quando disse que ela não era confiável, e eu deveria sim, ficar de olhos bem, bem abertos.

– Se você diz, querida. Eu acredito!

Ele desenhou um sorriso no rosto, era quase tão convincente quanto eu. No fundo, eu sabia que era ridículo fingirmos que gostávamos um do outro, quando na verdade era a vingança que nos ligava, era o ódio, mas eu precisava de todo aquele teatro para me manter na casa, então eu não poderia perder o foco.
Após isso, o café da manhã se seguiu tranquilamente. Depois que eu deixei a sala eu não vi Christian pelo resto do dia. Na verdade eu não vi ninguém. Tudo o que eu fiz foi arrumar minhas novas roupas no guarda roupa e organizar os meus documentos para o meu primeiro dia de trabalho no dia seguinte. E senti falta do José. O safado me largou sozinha e sumiu, nem ao menos me avisou que estava indo ver a casa nova. Mas no fundo eu sabia que era melhor assim, manter o José longe daquela casa era essencial para sua segurança. Eu não me perdoaria se algo acontecesse com ele!

Mas não demorou muito para que ele pudesse dar notícias. Quando a noite caiu, pouco tempo antes do jantar, ele apareceu na mansão, mas não entrou, apensas pediu para Gail para que me avisasse que ele estava lá, que eu o encontrasse do lado de fora da casa. E eu o fiz, só que levei uma mochila com roupas e coisas pessoais. Eu não queria dormir naquela casa, pelo menos não na noite em que antecederia meu primeiro dia de trabalho.
– Porque você trouxe mochila?

– Porque eu vou dormir na sua casa, bonitão.

– Hum, se passar de 2 noites na minha casa, eu vou cobrar diária, entendeu?

Nós rimos, e ele imediatamente entrou no carro. E antes que eu pudesse entrar também, eu olhei para a janela do Christian, que estava lá, me observando de longe. E ao invés de dar o dedo pra ele, como eu fiz da ultima vez que parti, eu soltei um beijo pra ele, e sorri.
Mal sabendo que aquele gesto mudaria muita coisa!