The Score
28 Capítulo 28- Hurricane
Notas iniciais
Cap. 28
Ele entrou no banheiro, que não se parecia nada com um banheiro de avião, era bem grande e tinha uma pia de mármore bem sofisticada, com um enorme espelho:
– Porque ta fugindo de mim?
Ele continuou calado. Esperou eu entrar e trancou a porta do banheiro.
– Quero te mostrar uma coisa!
Ele segurou uma das minhas mãos e se aproximou mais de mim. Eu o olhei fixamente e pude notar o pequeno corte no canto dos lábios, talvez fosse obra do José.
– Você é minha, sra. Grey. Somente minha!
Ele desenhou um sorriso nos lábios, como se nada tivesse acontecido. Imediatamente ele me virou, me fazendo ficar de costas pra ele e de frente para o espelho do banheiro. E ele me olhou através do mesmo:
– Olá, senhora Grey! – ele sorriu.
Eu não falei nada e não exibi nenhuma reação, ele pareceu não se importar e assim deu um beijo rápido no meu pescoço, e roçando os lábios devagar, sussurrando simultaneamente:
– Eu senti falta da sua pele.
– Christian...
– Senti falta de ter você assim...- Ele deslizou uma das mãos até meu cabelo, o apertando, me fazendo erguer a cabeça. – perto de mim.
– Para...- eu sussurrei.
– Você não quer que eu pare.
E ele estava certo. Ele apertava meu cabelo delicadamente e continuava a roçar os lábios no meu pescoço, dando leves mordidas, até que deslizou a outra mão até minha barriga, encaixando mais ainda seu corpo no meu:
– E hoje, seis anos depois, eu lhe faço a mesma pergunta....- Ele me olhou novamente pelo espelho. – O que você vê?
Ele fez referencia a nossas imagens refletidas no espelho do meu antigo quarto na nossa noite de lua de mel.
– Eu vejo...Nós!
Ele sorriu.
– E eu...Vejo você, somente você!
Aquilo me fez tremer na base, mas eu não quis mostrar nenhuma reação pra ele, então permaneci ereta, apática.
– Anastácia...- Ele disse, me virando novamente para ele, e me encostando na porta, me deixando encurralada. – Eu sei que você tem muitos motivos pra me odiar, e eu não a culpo por isso. Na verdade eu entendo todos eles...E eu seria hipócrita se não aceitasse...Sei que a nossa relação é difícil, e que provavelmente você duvide dos meus sentimentos...
– Eu queria...
– Me deixa terminar, por favor. – Ele me olhou fixamente.- Por isso te dei 6 anos, para que você fizesse o que bem entendesse, e se por um acaso, você voltasse, seria por livre e espontânea vontade. Eu jamais vou forca-la a nada, mas lhe digo uma coisa: Não quero nada pela metade. Eu quero você inteira pra mim. Quero ter a chance de fazer de você a mulher mais feliz do mundo, todos os dias!
– Você diz isso como se fosse fácil, como se tudo fosse perfeito e eu quem tivesse complicando tudo.
– Eu não estou dizendo isso, querida.
– Ta sim, Christian e quando...
– Não estou! O que eu quero que você saiba, é que eu quero você pra mim, porque não quero ter que ver você sumir do mapa com aquele filho de ninguém! Eu tenho ciúmes Anastácia, e quer saber por quê?
– Por quê?
– Porque eu quero sua boca, seu corpo, seu amor....todos pra mim. Porque eu não quero mais perder um dia da minha vida sem você. Porque eu quero pensar em você a cada minuto do dia e planejar alguma surpresa que te faça feliz quando eu voltar do trabalho. Porque eu quero ser a pessoa que vai estar nos seus olhos quando você acordar de manhã e dar ‘bom dia’, Porque eu quero ter a humilde oportunidade de ser seu pra sempre.
Ele se aproximou mais ainda de mim e tomou a liberdade de segurar meu pescoço e beijar meu rosto, roçando os lábios nele, sussurrando:
– Tem algo em você que me atrai, que me faz querer ter você por perto o tempo todo. – ele me beijou, rapidamente e continuou a falar. – Me avise se quiser que eu pare.
Imediatamente, ele deslizou as mãos até os os botões da minha jaqueta, os desabotoando agilmente, com os lábios ainda colados nos meus, os chupando suavemente, provando com gosto o saber da minha boca, e eu correspondia positivamente aos toques dele, sem hesitar.
Ele se livrou da minha jaqueta rapidamente e a jogou no chão. Agindo mais rapidamente, ele me puxou com força pela cintura, fazendo meu corpo colar no dele e sussurrou:
– Eu quero você assim....
Ele abaixou-se um pouco e me pegou no colo, fazendo eu envolver minhas pernas na cintura dele, me encaixando perfeitamente.
– Pronta pra mim!
Ele caminhou comigo até a pia de mármore e me sentou ali. A luz daquela cabine era forte e eu podia ver cada detalhe do rosto dele, ele estava mais inacreditável do que nunca. Seus olhos emitiam desejo, e suas mãos correspondiam exatamente aos seus comandos.
– Xii, não fala nada...só sinta!
Ele me olhava fixamente, e antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele afrouxou a gravata e tirou o paletó, às pressas.
Sem perder tempo, ele tirou minha camiseta, me deixando com o sutiã preto a mostra, e assim, me puxou para a beirada da pia, me encaixando mais ainda nele.
– Christian...
Sem muitos rodeios, ele jogou o corpo sobre mim violentamente, me segurando pelo cabelo, os puxando com força para baixo me fazendo erguer a cabeça, e encostou os lábios no meu colo, os beijando e dando fortes chupadas, que me deixaram completamente louca de tesão.
E ele começava a pressionar mais ainda seu corpo no meu, eu podia sentir seu pau enrijecer, e gostava daquilo tudo. Eu envolvia minhas pernas na cintura dele, o aproximando mais de mim, e ele se movimentava, roçando com força em mim enquanto beijava e mordia levemente meus seios sobre o sutiã.
Era cada vez mais excitante, e ele não parou, continuava a me provocar. Com uma mão, eu puxava o cabelo dele, com força, a fim de sentir mais ainda, aqueles lábios em mim, e ele parecia gostar daquilo tanto quanto eu porque quando mais eu gemia e sussurrava o nome dele, com mais força ele se pressionava em mim, a ponto de sem tirar os lábios de mim, ele tirar rapidamente a camisa social, exibindo aquele corpo definido já pegando fogo.
– Eu quero você, Christian. – Eu sussurrei e dei uma arranhada com força nas costas dele.
E ele ficou louco. Rapidamente ele desabotoou a calça e se livrou dela, junto com sapato e meias, estando somente de cueca, uma Box preta.
– Eu não esperei muito pra escuta-la dizer isso, você não vai se arrepender. – Ele sorriu,maldoso e me desceu na pia.
Se abaixou lentamente até a altura da minha cintura e desabotoou pacientemente minha calça, a retirando lentamente.
– Não sabe como eu sou viciado no seu corpo...- Ele sussurrou, me olhando nos olhos e passando a mão nas minhas pernas.
Ele se ergueu novamente, sem retirar as mãos de mim, e rapidamente me virou de costas pra ele, me fazendo olhar novamente para o espelho.
– Fique assim. Quero ver sua expressão de prazer ao me sentir dentro de você!
Ele me abraçou suavemente por trás, e guiou minhas mãos até a pia, me fazendo apoiar nela, me deixando bem empinada pra ele.
Ele beijava meu ombro carinhosamente, mas já esfregava a cueca na minha bunda, com o pau completamente ereto, e eu gostava daquilo, me fazia empinar ainda mais e me movimentar suavemente.
Lentamente, ele deslizou as mãos até minha calcinha e a retirou. Eu tremi. Eu sabia que ele era meu marido e fazer sexo com ele era a coisa mais natural do mundo, mas por algum motivo, eu sempre estava nervosa.
–Relaxe, senhora. Grey.
Ele sussurrou ao pé do meu ouvido e me abraçou novamente, mas dessa vez uma de suas mãos deslizaram até minha buceta, que já estava completamente lubrificada de tesão. Ele tinha mãos grandes, mas seus dedos me tocavam suavemente, como se tivesse tocando algo precioso, delicado.
Ele fazia um carinho, apenas brincando, dando leves apertadas nela, que me faziam gemer baixinho, e ele adorava.
– Não para! – Eu sussurrei, quase sem voz.
E ele não recusou.
Eu abri mais as pernas, para que ele aproveitasse mais daquela situação e ele o fez, penetrou um dedo em mim, devagar, fazendo movimentos graciosos nela, sentindo a pulsação dela, sentindo a excitação e simultaneamente, ele esfregava a cueca com mais força na minha bunda.
Eu começava a gemer mais e mais alto, conforme ele penetrava com mais força e mais rápido. E ele socava o dedo até o talo, fazendo movimentos circulares lá dentro, explorando cada vez mais o meu corpo...
– Agora, Christian...Eu quero você agora...- Eu implorei.
Eu pude ver o sorrisinho triunfante dele através do espelho, mas ele consentiu e em um movimento rápido ele pediu que eu afastasse mais a pernas e olhasse diretamente para o espelho. Foi quando ele puxou meu cabelo com força e penetrou de uma só vez a minha buceta, me fazendo soltar um grito alto e agudo.
Uma vez dentro de mim, ele não parou mais. Penetrava minha buceta com força e agilidade inacreditáveis. As vezes ele socava tudo, até o talo e segurava um pouco lá dentro, fazendo movimentos circulares, sentindo as pulsações no pau dele, e me escutando gritar cada vez mais alto, até o ponto em que suavemente, mas chupando tudo o que eu tinha a lhe oferecer. E ele apertava minha bunda eu finalmente cheguei ao clímax, gozando.
Sem perder tempo, ele sussurrou, complemente suado, já se abaixando:
– Minha vez de sentir seu gosto.
Ele encostou a lingua na minha buceta, a movimentando com força conforme o fazia, a abrindo mais e mais, me chupando com mais tesão.
Não demorou muito até ele finalmente gozar junto comigo, despejando todo seu liquido na minha bunda.
Eu estava ofegante e também muito suada, tinha sido muito tempo de sexo, mas a satisfação era inexplicável, tanto pra mim, quanto pra ele, que me olhava radiante através do espelho:
– Precisamos de um banho.
Eu sorri e ele também, apontando para um chuveiro pequeno que tinha ali dentro mesmo. Mal cabia nós dois juntos, mas ele fez questão de tomar banho comigo.
– Querida? – Ele disse, enquanto passava sabonete nas minhas costas.
– Hum?
– Porque não embarcou com ele?
Eu gelei. Obviamente ele se referia a José.
– Queria que eu tivesse ido?
– Não, mas também me pergunto o que a fez ficar.
– Você.
Ele ficou em silencio por um tempo.
– Acredita em nós?
– Não. – Respondi, sincera.
–Não?
– Não. Mas não queria me arrepender por ter ido embora, e não ter ficado com você mais uma vez.
– ‘Mais uma vez’? Do que ta falando
– Eu vou deixar você, Christian.
Ele me virou para ele, me encarnado fixamente:
– Vai embora?
– Eu tenho duas opções: Ou eu prendo você, ou eu deixo você!
Ele me olhou, perplexo, talvez não esperasse por uma resposta dessas.
– Qual dessas opções fará você ficar comigo?
– Nenhuma. Não podemos ficar juntos, Christian. Não somos compatíveis...
– Não somos compatíveis? –Ele riu.- Como assim?
– Eu nunca vou pertencer ao seu mundo. Eu tenho princípios. Eu tenho uma idéia de futuro completamente diferente da sua.
– Meu futuro é um só, Anastácia. E é com você!
Ele pareceu sincero ao falar aquilo, mas eu não podia me enganar mais ou adiar a partida. Eu sai do chuveiro, recolhendo minhas roupas do chão e vestindo imediatamente.
Ele ainda ficou um tempo lá, tomando banho, e eu não quis encomodá-lo, talvez precisasse daquele tempo pra refletir.
E eu também precisava de um tempo pra mim...Voltei para o meu assento e fiquei lá, quieta, olhando para a janela.
Eu tentava adiar a realidade, mas era inevitável, mais cedo ou mais tarde esse fantasma viria me atazanar, e não deu outra. Mas tentem se por no meu lugar: Ele mata pessoas em troca de coisas banais...bom, pelo menos pra mim eram banais. Christian é um homem bem sucedido, tem dinheiro investido até na Lua...porque ele se meteria com coisas ilegais? .... Bom, talvez pela tradição de família...mas enfim, ele era a ultima geração, então porque não mudar isso? Porque não dar um basta nessa palhaçada de máfia em pleno século XXI ? Issso não era pra mim, eu tinha idéias diferentes das dele, e não me perdoaria se passasse a vida inteira calada, sabendo que ele mata inocentes, eu não seria eu.
Eu já tinha um plano arquitetado: Eu ia pedir transferência para outro departamento...Nova Iorque, que é uma cidade grande, ou até mesmo a calmaria de Princeton, onde eu morei por um bom tempo...Qualquer lugar onde eu jamais escutasse o nome de Christian Grey. Assim seria mais fácil para eu me afastar dele, finalmente.
Eu matutava essas idéias comigo, quando me assustei ao vê-lo sentar-se bruscamente ao meu lado:
– Precisamos conversar!
– Christian, eu já estou decidida a ...
– Seja lá o que tenha decido, você vai mudar de idéia ao saber o que eu tenho pra falar!
Ele me olhava fixo:
– Eu tentei adiar isso, porque achei que não fosse necessário te contar.
– O que é?
– Na minha cabeça, te contar isso, só confundiria mais ainda sua cabeça negativamente.
– O que é, Christian? Ta me deixando nervosa.
– A Elena é minha secretária a alguns anos, e eu sempre soube que era tinha uma afeição por mim, mas não ao ponto de investigar minha vida e minhas raízes.
– Hum...
– Mas ao investigar a minha vida, ela acabou descobrindo sobre a sua vida!
Eu comecei a não gostar do rumo da conversa e comecei a falar mais grossa.
– E o que essa intrometida descobriu?
Ele hesitou, mas continuou.
– Quero deixar bem claro que é meu dever manter você bem e vida. E que jamais fiz nada para te prejudicar, e que o amor que eu sinto por você não envolve nenhum tipo de interesse.
– Interesse? – eu estranhei.
– Anastácia, eu não queria ter que falar isso, mas também não vou te impedir de partir, é um direito seu. Mas se pra fazer você ficar aqui, você tem que saber a verdade, eu vou contar, mesmo sabendo que isso pode te afastar de uma vez por todas de mim!
Ah, era óbvio..Ele ia dizer o que eu já sabia, que ele faz parte de uma tradição de filhos únicos e blá blá blá....
– Porque não fala de uma vez?
Ele respirou fundo, engoli seco, mas abriu o bico:
– Eu não ensaiei esse momento...- Ele sorriu, sozinho, nervoso. – Não sei como falar...mas lá vai...A historia que você conhece, não é sua!
Eu franzi a testa.
– Hã?
– A sua história....- Ele explicou.- Você não é quem pensa que é?
Eu fiquei um tempo em silêncio, mas foi inevitável...E eu caí na risada:
– Que doideira é essa, Christian? – Eu gargalhava. – Isso parece aquelas cenas de filme mexicano....
– Eu to falando sério!
– Ah é? Então quem eu sou??? O bozo?
Eu não conseguia parar de rir, mas ele continuou:
– Não. Você é uma Grey. – Ele pausou. – Legítima!
Eu cortei as risadas. Mas o tom cômico ainda não me abandonava:
– Eu sei disso, querido...Eu sou casada com você, esqueceu?
Eu passei a mão no rosto dele, carinhosamente, mas ele segurou minha mão, bravo.
– Porque não presta a atenção no que eu to falando?
– Eu estou prestando, Christian.
– Não, você não está.
– Claro que sim, você está dizendo que somos casados. –Eu prendia o riso.
– Não devia levar isso na brincadeira.
– E porque não? É crime?
– Depende do seu ponto de vista.
– Aff, eu só to brincando!
– Eu não brincaria com isso. – Ele finalizou.- Eu to dizendo que você é filha biológica de Carrick e Grace Grey e você não está dando a minima!
A nuvem escura que pairou sobre mim ao notar o tom de veracidade na voz dele foi instantânea.
– Como é que é?
– É isso que to querendo te falar.
– Que palhaçada é essa Christian?
– Você não é filha de Ray Steel, e sim de Carrick e Grace Grey...As pessoas que me criaram!
– Do que você ta falando, Christian? Eles não são seus pais? Porque ta falando essa besteira?
– Não é besteira, é a verdade.
Eu tentava racionar mas o nervosismos não deixava e eu comecei a disparar perguntas:
– Você ta dizendo que....Eu sou sua irmã??? Mas que porra é essa, Christian?
– Fica calma...
Ele tentava tocar meu rosto, mas eu me esquivei imediatamente, tentando me manter o mais longe possível dele:
– Para esse avião....
– Anastácia...
–Para essa porra, AGORA!
Eu me levantei e tentei passar por ele sem encosta-lo sentindo nojo daquele cara...
– Me deixa falar, querida...
– QUERIDA? – Eu gritei, já em pé, dando ré, me afastando...- Você mentiu pra mim...
– Eu não menti...porque não me deixa falar...
– O que mais ta escondendo de mim?
–Eu não to escondendo nada, é...
– Como teve coragem de se casar com sua irmã???
– Eu...
– Como teve coragem de ter relações sexuais com a sua irmã, seu imundo? Seu porco, cretino...
– Me deixa...
– PARA ESSE AVIÃO, AGORA! Eu não quero mais olhar na sua cara seu filho da pu..,
– EU SOU ADOTADO! – Ele se exaltou.- Posso terminar de falar agora?
Eu congelei. Eu não tava sabendo mais o que fazer, estava perplexa:
– Na minha família ...Quer dizer, na família Grey existe uma tradição antiga de filhos únicos, e por desventura do destino, Grace Grey deu luz a uma menina.
– E essa menina, quem é ?
– É você!
Eu parei pra pensar... e nada fazia sentido.
– Não, isso ta errado.
– Como na família, não é permitido a existência de uma MULHER como Grey legítima, seus pais tiveram que ‘matar’ você.
– Me matar?
– Bom, para algumas pessoas, você foi executada a 24 anos atrás.
– Que pessoas são essas? Me explica isso direito!
– Para as pessoas que também seguem uma tradição parecida em outras famílias. Ter um bebê feminino é completamente inaceitável, porque mulheres não sabem controlar os negócios da família....As mulheres Grey, só se tornaram membro da família porque se casaram com um Grey legítimo!
Eu tentava processar aquilo lentamente:
– Então, você quer que eu acredite que eu sou uma Grey, e que você é adotado?
– Eu quero que você acredite na verdade!
– Mas isso não faz sentindo nenhum, Christian....
– Claro que faz.
Ele se sentou novamente, e eu tentei me acalmar, mas ainda estava com uma bagagem lotada de perguntas:
– Se eu sou a filha legítima.....Então...Quem é você?
Ele demorou um tempo, mas ele me encarou:
– Eu sou filho de Gail e Taylor!
Putz, meu mundo desmoronou naquela hora. Era como se uma pedra de 50 kilos tivesse acabado de ser jogada na minha cabeça:
– Eles trabalhavam para a família Grey nessa época, e assistiram a crise de perto. Eu tinha tinha uns 6 anos e também morava na mansão, mas não me lembro de muita coisa da época!
– Mas tem uma coisa que não se encaixa...
– Eu explico: Você ‘morreu’ e eu fui escolhi para tomar seu lugar!
Eu estava tão perplexa que tive que me apoiar nas poltronas pra não cair dura no chão.
– Mas temos 6 anos de diferença...Como eles tiveram a coragem de fazer isso?
– Eu já morava na casa, já sabia como funcionava muitas coisas, já sabia como agir e o que devia e não devia falar. Mas...
– Eu não acredito...Gail jamais daria um filho dela...
Ele suspirou:
– Minha mãe sofreu muito naquela época, Anastácia. Quando você teve que ‘morrer’ ela já suspeitava o que estava por vir...Quando Carrick fez essa proposta a ela, ela recusou imediatamente, mas o que ela não esperava, era que ele também ameaçasse minha irmã!
– Irmã? Você tem uma irmã?
– Sim, ela deve ter sua idade hoje em dia!
Ah, eu me lembrava. Sempre que eu usava as roupas da filha de Gail, ela chorava muito.
– Ah, Mia!!!
– Sim, esse é o nome dela. Ela ainda era bebê na época em que teve que partir, estou certo que de deve se parecer muito com você.
– Não...Taylor me disse que era foi embora com 13 anos....
Ele deu um meio sorriso.
– Meu pai é um grande homem, — ele pareceu se orgulhar. – Ele jamais contaria a verdade pra você!
Eu estava perdida, como um cego em tiroteio. Mas tinha uma pergunta que estava me matando por dentro:
– Quem é Ray?
– Ele foi escolhi para esconder você do mundo.
– Então a tal divida era mentira?
– Em partes. Ele deveria manter você viva, mas a tempos ele escondia você de mim. – Ele me olhou nos olhos.- Antes de morrer, Carrick pediu que eu protegesse você com a minha vida. Ele ordenou que você jamais sofresse nenhum tipo de atentado.
– Então, na verdade você sempre soube da minha existência? Era você quem me mantinha longe disso aqui tudo?
– Sim.
– Porque você o matou? – Meus olhos encheram d’agua.
– Ele parou de dar informações sobre você, querida. Ele tentou esconder...
– CALA A BOCA! – Eu gritei. – VOCÊ NÃO SABE DE NADA DA MINHA VIDA, SEU DESGRAÇADO. MEU NOME É ANASTÁCIA ROSE STEEL, FILHA DE RAYMOND STEEL E ISSO NUNCA, JAMAIS VAI MUDAR!
– Não minta para você mesmo...
– EU QUERO QUE VOCÊ E SEU MUNDINHO DE MISERÁVEIS SE DANEM, EU JAMAIS ME SUJEITARIA A MATAR PESSOAS COMO VOCÊS FAZEM....
– Anastácia...Veja uma coisa: Eu só fiz o que me foi mandado....
– E QUEM MANDOU VOCÊ MATAR MEU PAI?
– Ninguém, mas ele sabia demais!
As lágrimas desceram:
– Então me mata agora, Christian. Eu também sei demais!
Ele finalizou, baixo:
– Eu jamais ousaria machucar uma Grey!
Eu chorava tanto que chegava a soluçar, mas nenhum momento eu pedi ajudar a ele, essa seria a ultima coisa que eu faria na vida. Depois de tanto criticar as atitudes dele, saber que essas deveriam ser as MINHAS atitudes, eram um banho de água fria em cima de mim:
– Não era minha intenção deixa-la triste, senhora. Grey!
– Não...Não me chama mais assim!
Se antes eu achava fofo ele me chamar assim, agora eu achava um fardo. Eu me recusava com todas as letras, ser filha de um deles...Era o fim.
Ele sentiu meu desespero e se levantou, Caminhando cuidadosamente até mim:
– Eu te chamo de senhora Grey, não porque você é uma legítima, mas sim porque você é a MINHA mulher, porque é a minha senhora, porque o que eu sinto por você é verdadeiro, é sincero. Porque por mais que o destino tenha sido cruel conosco, se não fosse assim eu jamais conheceria você. E eu agradeço com todo o meu coração ao senhor Carrick por ter me permitido proteger o amor da minha vida.
Ele me amparou em seus braços, e eu não lutei contra. Qualquer abraço era bem vindo naquele momento, até mesmo vindo dele. Mas na realidade, eu senti falta do José:
– Eu vou lhe dar um tempo pra por as idéias no lugar, e decidir o que quer fazer daqui pra frente, mas tenha a ciência de que eu...Christian, um homem pobre da Califórnia, não vou descansar enquanto não tiver você comigo.
Eu não falei mais nada durante toda a viajem, mas também, tudo o que eu fiz foi chorar. E Christian esteve já, não falou nada, apenas me abraçou, o tempo todo.
‘QUE MUNDO CÃO! ‘ Essa foi a frase que eu quis gritar para os sete ventos. Ray poderia não ser meu pai biológico, mas foi quem formou quem eu sou, ele foi uma pessoas excepcional pra mim, e eu o tempo como um PAI. Mas saber que eu sou filha de outras pessoas abalou muito as minhas estruturas, me deixando sem chão temporariamente.
E toda aquela raiva que eu sentia do Christian, pareceu se desfazer ao saber que ele é filho de Taylor e Gail, porque eu tinha a certeza dentro de mim, que eles jamais criariam um filho monstro, e se, por desventuras do destino, Christian teve que seguir um caminho diferente, eles teriam uma boa explicação pra isso.
Quando o avião aterrizou, eu já tinha chorado todo o meu estoque de lágrimas, e eu fiz um único pedido ao Christian:
– Me leve até Taylor!
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