The Score

25 Capítulo 25- I hate the way you lie


Notas iniciais
Salut!! Gente perdão pela demora mais vocês já me conhecem sou de fases, queria agradecer pela linda recomendação da Fernanda, obrigada por tudo mesmo e vou atender seu pedido! Bjs a todos e desculpa pelas demoras é que aconteceram uns problemas na family aí complicou, começando que tenho mts irmãos, 4, acabou de nascer a mais nova então, correria máxima mas enfim irei tentar melhorar comentem e descupas dnv!

– O que você pensa que está fazendo?

– O que eu ‘penso’ que estou fazendo? Eu to dando o fora! E você, o que ‘pensou’ que estava fazendo ao beijar aquela lá?

– Ela me obrigou!
– UAU! Como ela é perigosa não é, Christian? – eu ri.

Mas ele não achou graça, ao contrário, rapidamente ele começou a tirar as minhas roupas da mala, as jogando em cima da cama, e eu não me segurei e parti pra cima dele:
– SAI DAQUI, CHRISTIAN! SAI DA MINHA VIDA. – Eu gritei.

– NÃO! Você tem que me escutar!
– VAI SE FERRAR. EU QUERO QUE VOCÊ SE DANE.

Eu o empurrava com força e gritava bem alto na cara dele.
Como é que tudo pode ser perfeito em uma noite e um completo desastre na manhã seguinte?
Subitamente, ele me segurou pelos braços, me encarando fixamente:
– Pare! — ele ordenou.

Foi aí que eu comecei a bater no peito dele com mais força:
– ME SOLTA!

– Você vai me escutar!
– Escutar o quê? Mentiras?
– Não. A verdade!

– Eu já vi a verdade, Christian. E sabe o que eu acho? Que você não passa de um cretino, um criminoso que acha que pode ter o mundo no bolso, que pensa que é importante o suficiente para ser aceito por todos, mas adivinha: Você NÃO é importante pra mim, Christian. Foi um erro, VOCÊ foi o meu erro. – eu soltei meus braços das mãos dele com força, mas meus olhos ainda queimavam em cima dele.- Quer saber uma verdade? Eu nunca confiei em você! É impossível. Você me matou uma vez, Christian. No dia em que você matou meu pai, você me matou também. Eu jamais, vou perdoar você e eu juro, aliás, eu prometo que você nunca mais vai me tocar de novo.

O olhar que ele lançava pra mim, denunciava o quão impactante aquelas palavras haviam sido. Ele parecia confuso e atordoado, como se não soubesse o que falar ou fazer naquele momento.
Imediatamente, eu me curvei até o monte de roupas bagunçadas em cima da cama e tornei a guarda-las na mala, sabendo que ele ainda estava lá, perplexo, me observando deixar mais uma vez aquela casa, mas dessa vez eu não voltaria mais:

–Vamos conversar! – Ele pediu, dessa vez mais calmo.

Eu não falei nada, apenas continuei a fazer o que já estava fazendo.
– Ela me forçou a fazer isso! – Ele fez uma pausa. – Ela tem um certo...poder!

– Poder? – Eu me virei e o encarei, falando alto. – Que poder?
– Ela sabe de muitas coisas.
– E para faze-la se calar, você ofereceu um contato mais intimo, é isso? – ironizei.

– Eu não ofereci, ela que propôs. Eu jamais trairia você, jamais Anastácia. – Ele se aproximou. – Quando eu digo que você é a ‘mulher da minha vida’, é porque você foi a única que me fez querer mudar, que me fez querer amar e ser amado, porque você é a única que se importa com quem eu sou e não com o que eu tenho.
Foi aí que as lágrimas vieram aos meus olhos, mas eu as segurei bravamente. Peguei a mala de carrinho e a posicionei no chão:

– Quer saber porque você é o ‘homem da minha vida’? – Eu o encarei firmemente. – Porque você foi o único homem capaz de destruir a minha vida, me tirando absolutamente tudo em apenas uma noite.

Ele soube que aquilo era a última coisa que ouviria de mim, e ficou estático, frio, petrificado...visívelmente apavorado com a idéia de me perder. Que se dane! Eu me entreguei a ele, estive disposta a esquecer o passado e fazer um futuro ao lado dele, e tudo o que ele fez foi dizer que a Elena tinha um ‘poder’ sobre ele...Então ele que se submeta às exigências sexuais dela, porque pra mim, Christian Grey havia acabado de morrer!

Nós não falamos nada por um tempo, apenas nos olhávamos. Talvez em um mundo distante, eu me permitiria gostar dele, mas as lembranças e a minha fidelidade ao meu passado não deixavam esquecer por um segundo sequer, o tipo de homem que ele era.

Eu mesma tomei a iniciativa e deixei o quarto, tentando fazer o mínimo de barulho possível, afim de não chamar a atenção de Taylor e Gail.
Atravessei rapidamente o jardim, já pegando as chaves do carro, mas antes que eu pudesse finalmente deixar o território do todo poderoso...:

– Você esta certa do que esta fazendo?

Eu estava prestes a embarcar do carro, mas eu parei e olhei para ele. Parecia calmo, convicto, com as mãos nos bolsos da calça social.

– Mais certa, impossível!

Ele caminhou lentamente até mim e ao invés de ir embora eu continuei lá, como se já não quisesse mais ir embora.
Ele deu a volta no veículo e quando estava diante de mim, puxou meu braço, aproximando meu corpo do dele e fechou a porta do carro.
Eu tremi e não era pra menos. Depois de tudo o que eu lhe disse, ele ainda se achava do direito de me afrontar daquele jeito. Ele me soltou, mas o corpo quente dele estava perto o bastante pra ele me olhar fixamente e dizer:

– Devo esperar pela sua volta?
– Eu não esperaria, se fosse você!

Subitamente, ele abriu a porta do carro novamente pra mim:

– Então eu mesmo irei buscá-la!

Eu pensei, pensei e pensei, mas de fato, só tinha um lugar pra onde eu deveria ir e eu fui.

Quando ele abriu a porta pra mim e viu que eu trazia um mala comigo, ele desenhou um sorriso instantâneo no rosto, já me dando passagem para entrar:

– Bem vinda de volta, Annie!
Eu não falei absolutamente nada. Acredito que só o fato de eu estar ali com uma mala já dizia tudo.
Eu entrei e fui até o banheiro para tomar um banho daqueles que se lava até a alma. Demorei cerca de meia hora embaixo d’agua, lavando bem a cabeça pra ver se refrescava as idéias, e já me preparando para o segundo round, porque com certeza José ainda queria respostas para as perguntas dele.
Eu escolhi uma roupa leve, apesar do friozinho que denunciava o começo do inverno: Uma camisa com as mangas puxadas até os cotovelos e um short jeans.
E foi só eu me sentar no sofá, pra ele vir da cozinha com dois pratos. Estava tão bonitinho, parecia o José de antigamente, vestia uma bermuda jeans e uma camisa de manga longa, com os cabelos loiros caídos sobre os olhos, do jeito que eu amava.
– Pudim para adoçar sua vida!

Ele sorriu e se sentou do lado oposto do mesmo sofá que eu, me entregando o prato:

– Eu não quero pudim.
– Eu não perguntei se você queria.

Eu não falei nada e ele também não. Talvez soubesse o quão difícil era pra mim estar lá naquele momento.

Eu dava umas beliscadas em vontade no doce, enquanto ele não tirava os olhos de mim:

– Como é que você ta?
– To bem! – Exclamei sem olha-lo.

– Sabe que pode me contar tudo, não é? A algumas horas atrás você estava convicta em não denuncia-lo e agora está na minha casa de mala feita e visivelmente derrotada...então porque não deixa de ser cabeça dura e se abre de verdade pra mim?
– Não tem o que dizer. Já ta tudo acabado, José. Não existe mais casamento, não existe mais nada.
– Eu já estou envolvido, Annie. Aliás, nós dois estamos. Somos do mesmo lado, somos um time e você sabe disso. Se a gente se unir de verdade, vamos conseguir pegar esse cara e...

Eu apenas o escutava, de cabeça baixa, mas não por muito tempo:
– ‘Esse cara’... é o meu marido, José. Como você espera que eu aceite coloca-lo na cadeia?

– Aceitar? – ele me olhou fixamente. – Eu não tenho que aceitar nada. Não exerço papel algum nesse seu relacionamento com ele, e isso foi uma opção sua a partir do momento em que você preferiu me deixar de fora de tudo o que diz respeito ao seu casamento.

– E o que você queria que eu fizesse, José? Queria que eu te contasse tudo no primeiro dia que nos conhecemos...Queria que eu falasse: ‘Oi, bom dia, meu marido matou o meu pai e eu estou aqui obrigada!’...Era isso que você queria ouvir?
– Era sim! Bom, eu ia te achar uma louca, mas uma louca sincera. Eu sempre te contei tudo, Anastácia. Você me conhece melhor do que eu mesmo...Porque me privou tanto assim da sua vida?

– Eu não podia te contar, caramba! Era perigoso tanto pra você quanto pra mim. Você não faz idéia do quanto eu sofri, do quanto eu me martirizei por ter que reprimir o odio que eu sentia por ele...
– Sentia? – ele interrompeu. – Ele matou o seu pai, e te deportou pra cá. Como você não sentiria ódio por ele?

– Eu me casei com 17 anos, José. Vivi debaixo das asas do meu pai a vida toda até então. Não sabia nada do mundo ou da vida. Quando meu pai morreu, foi como se o meu mundo tivesse desabado. E depois eu fui obrigada a me casar, mas quando soube que eu mudaria de lugar para estudar, eu vi ali a grande oportunidade de me ver livre dele, de mudar a minha vida e a minha história. E foi isso que eu fiz, eu me formei em...

Ele levantou do sofá revoltado, passando a mão na cabeça e logo voltou a me olhar, falando alto:

– Para de enrolar...essa história eu já sei! O que eu quero saber é como você teve coragem...como você teve a capacidade de se apaixonar por esse homem, Anastácia? Ele matou o seu pai, como você mesmo falou, ele acabou com a sua vida...então me explica porque eu sou burro....Como você teve coragem de se apaixonar por aquele monstro?

Eu o olhava fixamente, sentindo a onda quente invadir meu corpo e o nós atravessar na minha garganta:

– Eu fiquei apenas 1 dia casada com ele e isso tem 6 anos, José. Só agora eu tive a chance de conhece-lo...
–Conhece-lo? – ele riu, irônico.- E o que você conheceu? O dinheiro, o glamour, a fama...Francamente, Annie, eu não sabia que você era tão fácil assim!

Eu franzi a testa, refletindo sobre o rumo em que aquela conversa se encaminhava. Levantei devagar, e apontei com raiva o dedo pra ele:
– Você ta me chamando de interesseira?

– Se a carapuça serviu...

Eu me aproximei mais dele, incrédula do que ele acabara de falar.
– Quem é você pra me julgar, senhor Bom demais pra tomar vergonha na cara e crescer?

– Crescer? Você acha mesmo que eu preciso crescer? E quanto a você? Não percebe o que ta fazendo? Não percebe quantas vidas estão em risco?

– Ah, sim! – eu gargalhei. – É muito fácil apontar os erros de uma pessoa e julgar não é?
– Eu não estou julgado você, Anastácia. Eu to tentando mostrar pra você o meu ponto de vista, to tentando te mostrar o que você não ta vendo!

– Então me fala, José... O que é que eu não estou vendo? – eu gritei.
– EU! – Ele se exaltou. – Você não está me vendo! Eu to aqui, Anastácia, eu sempre estive aqui...

Ele começou a se aproximar de mim, estando perto o bastante a ponto de segurar meu rosto com as duas mãos e sussurrar:
– Você sabe que eu sou o cara certo. Porque não baixa a guarda e me deixa tentar te fazer feliz?

Eu não falei nada e não fiz nada, mas as lágrimas foram inevitáveis. Talvez o Grey mexesse mais comigo do que eu imaginara, talvez todo aquele controle que eu achava que eu tinha não fosse real. Mas a essa altura, eu já não sabia mais o que era real ou imaginação.
Sair daquela casa depois de ver o Christian prestes a me trair, desencadeou lembranças que eu tinha tratado de esquecer durante algum tempo. Mas eu não tinha mentido pra ele, era fato, eu jamais confiaria nele, era realmente impossível. Mas de algum jeito, ele fez com que eu me apaixonasse por ele, fez com que eu quisesse estar com ele custe o que custasse.
Eu chorava tanto que chegava a soluçar e ele não me soltava, me apertava nele cada vez mais forte, e permaneci lá por um bom tempo.
– Vamos ficar dois dias fora.

– Eu preciso contatar o escr...

– Não se preocupe. Eu já liguei para o seu superior e lhe deixei a par de tudo!

Eu me afastei dele subitamente, enxugando as lágrimas e o encarando:

– Como assim ‘tudo’?
– Eu tive que contar. Você faz parte de uma investigação do FBI e...
– Você falou sobre o Christian?
Ele torceu o olho em mim e sussurrou:

– Você não vai desistir dele não é?

Ele passou por mim, deixando a sala arrasado, mas antes de desaparecer, ele se virou e terminou:

– Fica tranquila. Seu príncipe encantando está a salvo!

Era uma verdadeira sinuca de bico. Se meu patrão soubesse do que Christian Grey é suspeito, isso implicaria a vida de muita gente, não só a minha, mas como a do Jake também.
E não restavam duvidas de que a minha situação era extremamente perigosa e delicada. Era como se tudo o que eu fizesse ou falasse, fosse fatal para a vida de alguém. Mas eu teria que escolher um lado imediatamente, porque ia ficar cada vez mais difícil tentar proteger Christian.
José se enfiou no quarto e eu passei o dia e a noite toda sem vê-lo. E não fiz questão de procura-lo. Ele também deveria ter um momento para absorver toda aquela confusão em que se metera. Quando deu a hora, eu dormir num quarto para hospedes que tinha na casa, torcendo para que o dia seguinte fosse menos turbulento.
Como se fosse possível!