Notas iniciais
O começo do horror.

Era noite, uma noite em que algo estava errado, pois quando Daniel foi dormir sentia que havia alguma coisa diferente, não sabia explicar o que sentia, só definiria em errado.

Agora ele dormia, junto com quase toda Vancouver, e seu relógio de cabeçeira marcava 3h15, enquanto se mexia na cama com um pesadelo que o atormentava a dias.

Suas aulas haviam acabado a uma semana, era junho e tudo que ele queria era descançar durante as férias. Tinha 15 anos, e muitos sonhos, mas aquela noite estragaria tudo que pretendia para seu futuro.

Mike, o seu pai, sempre teve o projeto de escrever então se formou em literatura, lançou um livro de mistério e agora viajava pelo Canadá em projeto de divulgação.

Daniel achava que estava sozinho em casa com sua mãe Ellen aquela noite, mas será que estava?

O vento estava forte fora da casa, e o pesadelo se encaminhava para a fase final. Mais uma vez o garoto acorda assustado, com o corpo carregado de adrenalina, mas dessa vez sentiu que algo estava simplismente errado.

Quando abriu os olhos tentou respirar fundo, mas sentiu um peso sobre seu peito que comprimia seus pulmões dando uma grande dificuldade para respirar. Tentou mexer os braços, mas por algum motivo não conseguiu, e percebeu que também não conseguia mexer o resto de corpo. Sua respiração estava fraca, a visão um pouco turva, então pensou que estava sonhando. Fechou os olhos e tentou se mexer de novo, dessa vez colocando mais força nos músculos. Seu corpo continuou imóvel.

A visão estava turva por causa das lágrimas que haviam escorrido de seus olhos enquanto ele sonhava, e agora quando acordado o desespero o tomava, rápido como a água que escorria da torneira entreaberta da pia do banheiro. A torneira que estava fechada quando eles foram dormir, não estava?

Mas Dan, como era chamado, não percebeu isso naquele momento pois estava com medo. Tentou se sacudir, gritar. Mas continuava extremamente imóvel, só conseguindo movimentar os olhos. Sua respiração ficou muito abalada, por causa daquele esforço inútil. Tentou se acalmar e fechou os olhos, tentando estabelecer sua respiração. Estava quase conseguindo, mas algo aconteceu. Uma pressão esmagadora caiu sobre seu peito, ele altomaticamente engasgou quando seus pulmões jogaram todo o ar para fora de uma vez.

Abriu os olhos automaticamente e tentou se mexer, mas seus batimentos cardiácos aceleraram e ficou mais desesperado quando viu uma criatura pequena, com forma humana, agachada sobre o seu peito.

Parecia estar mais escuro, mas ele conseguiu perceber que aquela coisa tinha pelos castanhos por todo o pequeno corpo. No rosto carrancudo uma expressão estranha com pequenos olhos e orelhas pontudas que davam um ar animal para aquilo que obrervava-o com olhar negro demôníaco. Um leve um sorriso tomava o rosto deformado.

O garoto tentou gritar, mas cada vez ficava mais difícil respirar, e ele teve a impressão de ver vultos nos cantos do quarto, vultos sem rosto,que emitiam gemidos agudos de lamentação. Gemidos que gelaram a espinha imóvel de um adolescente apavorado.

Imaginou estar perdido em um tipo de mundo dos sonhos, em que presenciava um algo parecido com uma seita. Não conseguia raciocinar direito, então perdeu a linha de pensamento que o jogou de volta ao pânico.

Uivos ecoavam no quarto, uma espécie de transe o dominou, a sua respiração diminua a cada segundo. Em meio aquele som arrepiante, como se estivesse entre um sonho e a realidade, começou a ouvir gritos de uma mulher, no começo passou por sua cabeça que estava delirando, mas depois da voz gritar seu nome, imediatamente pensou em sua mãe.

A coisa que estava sobre seu peito riu, e no momento em que os vultos começaram a desaparecer, pulou para o chão, dando um grande alívio ao corpo de Dan, que percebeu que em apenas segundos conseguia se mexer.

Depois disso, tudo pareceu ser muito rápido.

A sensação de alívio durou só até perceber que os gritos estavam mais fortes, eram gritos de dor.

Ignorando a criatura estranha que escorregou para baixo de sua cama, correu para o corredor, e direto para o quarto do qual vinham os agora gemidos de dor.

Tropeçando e caindo no maldito tapete do corredor gritou.

MÃE.

Levantou-se ignorando a dor no seu quadril, abriu a porta do quarto de sua mãe.

A cena macabra, tingida de sangue em todas as paredes, foi algo que ele nunca mais esqueceu.

Notas finais
Espero que tenham gostado, a próxima parte ja está pronta, posto logo