The Ruin Of The Giants
12 Presentes
Notas iniciais
Nico se levantou e encarou o homem a nossa frente, não consegui me levantar para ver se de fato era Zeus, ou o que estava acontecendo ali.
- Nos dê licença filho de Hades. – o homem disse.
Nico pareceu hesitar, mas deixou o quarto. O homem se aproximou e sentou-se ao meu lado. Zeus, ele realmente estava ali.
- Olá Sarah. – ele disse. – Sinto muito que isso tenha acontecido a você querida. Os deuses não podem interferir na vida de seus filhos, mas não posso deixá-la morrer, você ainda tem muito o que viver, e coisas importantes a fazer. Enfim...
Meu pai tocou minha testa carinhosamente, meu corpo instantaneamente parou de tremer, o frio e a forte dor que percorriam meu corpo pararam, a sensação de alivio era tão grande que cheguei a pensar, que havia morrido.
Respirei fundo, e me sentei ao lado de Zeus.
- Como...? – perguntei incrédula, todo o suor que escorrera pelo meu corpo sumira. – Eu morri?
Zeus abriu um sorriso leve.
- Não, você vai ficar bem. – ele disse. – Soube que foi seu aniversário, bem eu trouxe algo.
Ele fez um gesto e na palma de sua mão apareceram, um colar com um pingente de um raio prata, e uma presilha de cabelo prata delicada, apesar de simples a presilha era entalhada com minúsculas letras gregas.
Ele estendeu os dois para mim, eu os peguei.
- Obrigado? Desculpe...
- Tudo bem, escute. – ele disse pegando o colar e passando em torno do meu pescoço e fechando-o. – Só poderá usar o pingente uma vez, use-o com sabedoria Sarah, e a presilha, bem... você vai descobrir.
Ele se levantou.
- Espere, o que quer dizer com: só posso usar uma vez? – perguntei, Zeus apenas deu com a mão e desapareceu, do lado de fora da mansão um trovão retumbou no céu.
Levantei-me, no espelho o pingente de raio prata reluzia forte em meu pescoço. Olhei a presilha com mais atenção, o que uma presilha poderia ter de especial? Uma voz ecoou na minha cabeça. Abra a presilha.
Quase caí pra trás com o susto que tomei, ao abrir a presilha, ela magicamente se alongou e rapidamente se transformou em uma enorme espada de bronze celestial, no punho delicadamente talhado, tinha algo escrito em grego, pude distinguir, estava escrito Sarah Stacy, e pequenos raios se entalhavam do cabo da espada até seu meio, era perfeita.
- Uau! – uma voz disse atrás de mim.
Quando me virei, era Thalia, e todos os outros.
- Você está viva! – Percy comemorou me abraçando.
- E curada! – completou Annabeth.
- E ganhou presentes, porque eu também não ganhei uma espada mágica? – Thalia disse.
Eu a abracei.
- Porque você já tem uma! – falei rindo.
Apolo nos ofereceu um jantar de comemoração, aproveitei e contei a todos minha conversa com Zeus, sem a parte de que eu estava constrangida e feliz, claro.
- Amanhã vamos para Portland, ok cupcakes? – Eddie falou.
- Certo. – Jake concordou.
- Espere, não podemos ir de carro. – falei.
- Porque não? – Percy perguntou.
- Porque os gigantes capotaram nosso carro, e farão de novo. – falei.
- E como vamos chegar lá então? – Annabeth perguntou.
- Eu sei como vão chegar lá. – Apolo disse dando um meio sorriso. – Venham jovens.
Jovens? Sério? Enfim, nós o seguimos até o lado de fora da mansão. Ancorado no píer de Malibu havia um navio gigante branco com detalhes dourados.
- Vamos nisso para Portland? – Thalia perguntou.
- Não chame meu navio de isso menina, e sim, ele é perfeito, tem nove cabines individuais, é moderno, rápido, tudo de bom. – Apolo disse sorrindo, o deus estava de pé a nossa frente, mas mesmo a noite emanava um calor incrível dele, dava para sentir mesmo distante.
- Por mim está ótimo, quero distancia de qualquer coisa que capote. – falei.
Por fim todos concordaram, concordamos também que seria melhor partimos pela noite, assim chegaríamos pela tarde em Portland e teríamos mais um dia para descobrir onde estavam os gigantes e o que faríamos.
Pegamos nossas coisas e fomos em direção ao píer.
- Pessoal tem um problema, alguém sabe navegar? – Nico perguntou.
- Ora, eu sei é claro! – Eddie disse indo a frente, com as costas arqueadas e a barriga pendendo para frente, sua camisa colorida, e farelos de donuts espalhados pelo rosto o homem não parecia um capitão.
- Eu dou as coordenadas. – Percy disse enquanto subíamos no navio, Apolo nos assistia da varanda da mansão.
- Por quê? Você por acaso é o capitão garoto? — Eddie bufou.
- Eddie, eu sou filho de Poseidon, acredite o mar é o meu lugar, eu sei as coordenadas exatas. – Percy disse.
- É faz sentido, mas eu sou o capitão! Capitão Eddie!
Percy revirou os olhos e desceu para a parte de baixo do navio. Nós o seguimos.
De fato o navio era luxuoso, o painel de controle perto do leme era de alta tecnologia, na parte de baixo havia um refeitório completo, e várias cabines ao seu redor, cada cabine tinha um numero na porta, eu fiquei com a cabine numero seis.
Acomodei-me na cama, mas ficar deitada em uma cama era o que eu menos queria agora, passara tempo demais assim já, saí da cabine e subi as escadas para o convés.
Eddie cantarolava feliz junto ao leme, enquanto Annabeth e Percy estavam sentados de mãos dadas rindo, me encostei sobre a amurada do navio e observei á costa de Malibu ficando pra trás, era incrível pensar que eu estive a beira da morte, e agora eu estava bem de novo como se nada tivesse acontecido. E o que Zeus quis dizer com, você só poderá usar o pingente uma vez? Tirei a presilha de meus cabelos e abri ao contrario fazendo-a se transformar em uma bela espada de bronze celestial.
Encarei o reflexo de meu rosto na lâmina, de repente outra face surgiu ao lado do reflexo da minha. Os olhos curiosos de Nico percorreram o reflexo na espada.
- Posso ajudar? – perguntei encarando-o.
- Não obrigado. – ele disse se encostando sobre a amurada ao meu lado.
Eu sorri e apertei o punho da espada, ela se encolheu e novamente era uma presilha inofensiva, coloquei-a no cabelo.
- Presente legal. – ele disse olhando a água atentamente como se esperasse que um monstro pulasse dela.
- Verdade. Nico me desculpe por toda essa coisa de morte...
- Você não tem culpa. Esqueça, está tudo bem. – ele disse.
Lembrei-me de quando Nico apoiara minha cabeça em suas pernas e passara a toalha sobre minha testa, seus olhos vermelhos, e depois ele dizendo que me amava. Eu nunca dissera o quanto gostava dele, talvez agora fosse uma boa hora.
Aproxime-me mais dele, ele me olhou, mas eu virei seu rosto e sussurrei em seu ouvido.
- Também amo você, garoto morte.
Ele sorriu e me beijou.
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