The Ruin Of The Giants
13 Percy Jackson o garoto que chega nas horas erradas
Notas iniciais
Nico e eu permanecemos por mais alguns minutos encostados na amurada do barco conversando. Havia um infinito de águas escuras, estrelas e um grande reflexo da lua no mar a nossa frente.
- Vou tentar dormir um pouco, você vem? – Nico perguntou.
- Sim.
Descemos para a parte de baixo do barco e Nico me acompanhou até minha cabine, a número seis.
Abri a porta e ele me deu um beijo. Não sei bem o que aconteceu porque aconteceu muito rápido, quando Nico se virou pra ir embora eu segurei o seu braço e o puxei para dentro da cabine. Era como se eu não conseguisse controlar meus movimentos, minha cabeça dizia; o que diabos você está fazendo Sarah?! Fechei a porta atrás dele, e o empurrei contra a porta, Nico arregalou os olhos, eu o beijei.
- Sarah... o que? – ele começou a pergunta, mas não a concluiu apenas me encarou por alguns incontáveis segundos, e antes que eu pudesse responder ou dizer algo, ele me beijou, uma de suas mãos estavam no meu pescoço e a outra na minha cintura. Repetindo, eu não sei como fomos parar nessa situação, nem sei se gostaria de ter parado antes.
Cambaleamos até a cama, sentei na cama e aos pouco Nico foi se deitando sobre mim, ele desceu a boca até meu pescoço e eu comecei a tirar sua blusa, joguei-a em qualquer lugar, meus dedos acompanhavam os contornos das costas de Nico. Girei meu corpo e Nico me acompanhou, acabamos caindo da cama, ele caiu sobre mim, não senti dor, talvez nem tenha percebido que cai. Nico soltou uma risada, de fato a situação era engraçada.
Entre alguns beijos, e minha camisa sendo tirada não percebi que a porta havia sido aberta.
- Pelos deuses do Olimpo! – Percy disse.
Nico se levantou em um salto e eu bem, eu ainda estava raciocinando então demorei uns cinco segundos a mais para saltar do chão também.
- O que vocês estão fazendo?! Santo Poseidon! Não respondam! – ele exclamou.
- Dá pra falar mais baixo?! – Nico disse. Eu peguei minha camisa e a vesti novamente, graças aos deuses eu estava de sutiã.
- Olhe, eu vou fingir que não vi nada, e Nico sai do quarto agora. Sarah eu pensei que você fosse a pessoa com juízo no grupo!
- Eu sou, e não pense que eu não vejo você e Annabeth pelos cantos se agarrando. – eu disse.
Percy corou.
- Isso não vem ao caso. Agora Nico pra fora já. – ele disse. Eu sentei na cama ainda aturdida com tudo que aconteceu, uma risada subiu em minha garganta, mas eu a reprimi com um leve sorriso. Percy passou pela porta e ficou esperando Nico o acompanhar, quando ele saiu do quarto, Percy deu um empurrão de leve em sua cabeça. – A camisa gênio.
Nico voltou pegou a camisa preta que ficara jogada perto da porta e a vestiu.
Depois que os dois se foram, eu tentei dormir, fiquei sem conseguir por um tempo, mas depois adormeci, sorrindo provavelmente.
[...]
Acordei, penteei meus cabelos, prendendo uma mecha fina com a presilha de Zeus, escovei os dentes e fui para o refeitório, todos já estavam sentados á mesa se servindo, peguei um lugar ao lado de Thalia.
- Até que enfim, pensei que você tivesse entrado em coma. – ela disse.
Eu dei um beliscão leve no braço dela e ela voltou a se focar em suas torradas.
- Como foi sua noite Sarah? – Percy perguntou sorrindo. – Nada estranho aconteceu, não é mesmo?
Eu o encarei esperando raios ou chamas o desintegrar, mas nada aconteceu.
- Tive uma noite, ótima e não Percy nada estranho aconteceu.
Peguei um copo de suco e um bolinho.
- E você Nico? Noite tranquila? – Percy perguntou novamente.
Antes que Nico respondesse ou abrisse um buraco não chão ao redor de Percy, Eddie gritou da proa para que fossemos lá.
Quando chegamos ao convés ele estava usando óculos escuros e blusa e bermuda com estampas de praia, estirado no chão aos pés do painel de controle.
- O que você está fazendo? – Annabeth perguntou.
- Não se preocupe Annabel, estou só me bronzeado, você deveria tentar também, está muito pálida. – disse o sátiro.
Annabeth revirou os olhos e foi até o painel de controle, nós a seguimos. Percy abanou as mãos de um lado para o outro e a correnteza mudou.
- Estamos á duas horas de Portland. – ele disse.
Mais algumas horas tediosas se passaram. De repente Percy acenou para nós, que estávamos sentados no chão do barco encostados á amurada conversando.
- Venham ver. – ele gritou.
Todos nós nos levantamos e fomos até ele. A nossa frente surgiu um enorme cais, e mais ao longe o contorno alternado de uma cidade grande com montanhas. Portland.
- Chegamos. – Percy anunciou o óbvio.
- Chegamos?! – Eddie se levantou alarmado, deixando seus óculos de sol caírem. – Graças aos deuses, eu odeio navegar.
Nós o encaramos.
- Sem ofensa menino do mar. – ele disse dando uma tapa nas costas de Percy e se sentando novamente.
- Ótimo, agora só temos que achar os gigantes. E não morrer. – Thalia disse.
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