The Ruin Of The Giants
11 As coisas não vão tão bem
Notas iniciais
– Não pode ser... quer dizer, deve haver uma cura. – Nico disse.
Annabeth queria responder, mas ela estava tão desolada quanto eu, todos os olhares se voltavam pra ela, como se ela pudesse fazer a cura aparecer bem ali.
– Não há cura, é isso que Annabeth quer dizer Nico. – eu disse, não tive coragem de encará-lo.
– É um veneno muito, muito raro, e incurável... – Annabeth disse.
– Quanto tempo leva até... você sabe. – Jake perguntou.
– Horas, talvez dias. – ela disse.
– Eddie mude o curso de viagem vamos para Malibu. – Jake disse, Eddie que havia parado o carro no acostamento se ajeitou no banco e ligou o carro.
– Malibu? Como isso ajuda? Vamos surfar enquanto ela morre? – Nico perguntou.
– Não, Apolo é o deus da cura, verão passado estive com ele, ele tem essa casa em Malibu ele passa quase todo o verão lá, temos chance de encontrá-lo, ele é nossa única opção. – Jake explicou.
– Então vamos logo! – Percy disse. – Você vai ficar bem Sarah, não morra agora.
– Obrigada, eu acho.
Eddie seguiu para Malibu. Annabeth estava certa o veneno progredia muito rapidamente, meu corpo doía, eu começara a sentir como se minha pele estivesse ardendo e esquentando, mas preferi não dizer em voz alta, todos já tinham muito com o que se preocupar, além de que, se eu dissesse em voz alta, me daria conta de que de fato estava morrendo, e minha ficha não caíra ainda.
– Tudo bem? – Thalia perguntou me olhando com aqueles olhos enormes azulados.
– Sim. – forcei um sorriso, Thalia era minha única família, ela podia ser chata, tipo quase sempre, mas eu a amava.
Ela retribuiu com outro sorriso que pareceu mais forçado que o que eu dera, ela encostou minha cabeça em seu ombro.
Depois de algumas horas de viagem chegamos a Malibu, mais precisamente a praia, paramos em frente a uma mansão de praia, o sol parecia bater com mais intensidade nela do que nas outras. Quando descemos do carro, me segurei á porta para não desabar, minhas pernas pareciam ter sido trituradas e recolocadas no lugar.
Nico se aproximou de mim e não disse nada, apenas passou um braço em volta da minha cintura, me apoiando levemente para chegarmos á porta da mansão.
Quando tocamos a campainha, um homem que parecia ter uns vinte anos abriu a porta, ele era alto e louro como Jake, parecia um galã de serie de televisão, usava bermudas de surf e uma camisa branca colada, o topete louro estava perfeitamente penteado, o homem abriu um sorriso.
– Blake! – ele abraçou Jake. – Espere, você não deveria estar aqui.
– Oi pai... é Jake. – o garoto falou sem graça.
– Sim, claro... onde está sua irmã? Anne. – perguntou Apolo.
– Amber... é sobre isso que temos que conversar.
Entramos e nos acomodamos em um sofá macio e cumprido na sala de estar, o deus tinha bom gosto, apesar de um pouco exagerada a decoração era boa. Jake contou sobre a missão, o sumiço dos semideuses, e o veneno. Apolo me olhou indignado.
– Tão jovem, tão linda... – ele sentou-se ao meu lado e tocou minha testa, uma onda de dor percorreu meu corpo, mas depois relaxou um pouco, uma gota de suor escorreu por meu pescoço, meus olhos pesaram.
– Você a curou? – Thalia perguntou.
– Por favor, diga que minha cupcake número três está bem. – Eddie falou.
– Sinto muito pessoal, não posso curá-la, até mesmo para mim o veneno está fora de alcance. Não há nada que eu possa fazer. – ele disse.
– Não! Isso não é possível, vamos sentar e esperar ela morrer? – Percy perguntou se levantando.
– Chame os outros deuses, talvez eles ajudem! – Nico disse.
Aquilo duraria horas se eu não interferisse, não havia cura e não havia nada a ser feito, eu queria chorar, mas não poderia fazer isso na frente dos meus amigos, não ajudaria a situação.
– Chega! Não há cura e pronto! – falei, senti a dor voltar a crescer nos músculos do meu corpo, tentei parecer firme, sentia meu pescoço suar. – Apolo, já estamos aqui, agora me ofereça um quarto, porque como você deve saber, não consigo lutar, meu corpo todo dói.
– Claro. – ele falou. – Podem subir há doze quartos.
– Ótimo, agora alguém por favor me ajude a subir, e chega de discussão.
Levantei-me tentando não cambalear, olhei pra Nico, mas ele baixou a cabeça e saiu da mansão.
– Nico espera! – Percy gritou e foi atrás dele.
Eu também queria ir atrás dele, mas mal conseguia andar. Thalia passou meu braço em torno do pescoço dela e entramos no primeiro quarto a esquerda, não pude prestar muito atenção em detalhes porque eu estava sentindo muita dor. Deitei-me na cama, meu corpo relaxou um pouco, mas minha pele continuava ardendo e de tempo em tempo uma gota de suor escorria pelo meu pescoço, eu não deveria estar bonita.
– Vou ficar com você. – Thalia disse virando o rosto tentando esconder as lágrimas, que eu preferia fingir não estar vendo, isso provavelmente seria pior para ela do que para mim.
– Não Thalia, você está cansada, tome um banho coma, tente dormir, eu preciso... ficar sozinha um pouco. Está tudo bem, vá.
– Vou estar no quarto ao lado, se precisar...
– Thalia.
– Tudo bem, saindo. – ela beijou minha testa e saiu.
Consegui dormir um pouco, não tive pesadelos, nem sonhos.
Acordei com alguém levantando minha cabeça, a pessoa sentou e apoiou minha cabeça em suas pernas. Olhei para cima, e vi o rosto de Nico, os olhos negros e profundos estavam avermelhados, vi Nico chorar uma vez, seu nariz ficou levemente vermelho na ponta, estava exatamente assim agora.
– Nico... desculpe. – eu disse, meu estado havia piorado, as dores no corpo eram quase insuportáveis, minha pele ardia e eu estava toda suada, gotas escorriam pela minha testa, talvez eu estivesse derretendo?
Nico passou uma toalha pequena branca, levemente sobre minha testa.
– Não fale... eu fui idiota, está tudo bem. Só descanse. – ele falou dando um sorriso forçado.
Meus olhos pesavam, e quando eu olhava para Nico, na maior parte do tempo via dois dele, era confuso ver dois Nicos.
– Está tudo bem. – ele repetiu passando a toalha mais uma vez ao redor do meu rosto, sua voz era distante, como se eu o ouvisse através de várias camadas de plástico. – Sabe, você me fez realmente gostar de você Sarah Stacy, eu amo você, bastante...
Quase não consegui distinguir as palavras de Nico, e depois eu queria responde-lo, mas não consegui.
Ele olhou para frente espantado. Queria perguntar o que estava acontecendo, mas mais uma vez a voz não saiu.
– Zeus? — Nico perguntou.
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