Notas iniciais
Enjoy, baby!

Gah

Abri os olhos lentamente, a minha volta estava tudo bastante embaçado. Não entendi muita coisa, mas percebi que estava em uma sala bastante suja. Senti que estava deitada confortavelmente em algo macio, mas como estava bastante tonta, não pude dizer no que estava deitada. Fechei os olhos novamente e apaguei.

Quando voltei a abrir meus olhos me encontrei na mesma sala, suja e sem vida. Não consegui entender como tinha parado ali. Minha cabeça latejava, uma dor parecida com a que eu sentia em minhas articulações. Apoiei-me na parede e tentei lembrar o que tinha acontecido. Sabia que tinha levado uma surra e depois uma garrafada ou algo parecido. Senti um desespero quando pensei naquele ser que tinha me batido. Ele estaria para voltar? Ouvi passos ecoando pelo corredor próximo, meu coração acelerou. O suor começou a escorrer pelo meu corpo... Procurei algo que pudesse me defender, mas não havia nada além de um pano molhado. As coisas ainda giravam, então eu decidi que tinha que fugir. Me apoiei na parede para levantar, respirei fundo e me lancei para frente, tomando impulso. O primeiro passo funcionou, mas o segundo não. Quando me apoiei na perna machucada senti um tipo de choque que pareceu percorrer todo meu corpo. Fiquei sem equilíbrio, e depois de dar um gritinho estridente, me esparramei pelo chão. Derrotada.

-Hey, cuidado! – Disse uma voz, quase infantil, atrás de mim. Nesse instante o medo parou, o som de passos se apressando foi ficando mais presente. Senti mãos, não frias, ossadas e malignas, mas quentes, macias e carinhosas me ajudando a levantar. A garota que me ajudou e ficar enconstada na parede da sala, novamente, estava bastante suja. Tinha um olhar cansado, mas preocupado. Sorriu amigavelmente ao olhar para mim – Se machucou?

Ponderei por uns segundos se deveria realmente responder. No final balancei a cabeça negativamente e balbuciei um “estou bem”.

-Fico feliz que você tenha acordado – Falou a garota enquanto sentava ao meu lado, também suspirando fundo.

-Que... quem é você? – Perguntei, encarando-a.

-Me chamo Ruth, mas não tenho certeza de quem sou – Disse a garotinha. Ela parecia estar sendo sincera. Nesse lugar, era realmente difícil ter certeza das coisas. – E você?

-Me chame de Gah... É sempre assim que me chamaram. – Disse ela. – Agora que pensei, foi você que deu os gritos, não foi?

Tudo estava fazendo um pouco mais de sentido.

-Sim. Mas você também gritou. – Disse ela, olhando fixamente para o chão. Ela esfregava um braço com um pano, que parecia molhado. – Encontrou com ele?

Fechei os olhos, com medo. Essa sensação era horrível e ao mesmo tempo anestésica. Ao pensar naquele demônio, só consegui me concentrar no medo. E me esqueci do frio e da fome. Olhei com mais atenção para ela, seu corpo tinha sinais de espancamento.

-Sabe onde estamos? – Perguntei, minha voz estava falhando um pouco. E eu comecei a sentir mais frio. Como se alguém houvesse aberto uma janela próxima. Minha companheira só balançou a cabeça. Parecia distraída.

-Estamos no meu antigo colégio, acho. – Ela falou tão baixo que mal pude ouvir.

-Queria saber o porquê. – Disse. E ela concordou com a cabeça.

Ficamos ali por horas e horas, no frio e no silencio. Não dizer quanto tempo levou até Ruth dormir, acho que foi em poucos minutos. Ela se encostou em meu ombro e com o tempo ela foi ficando mais próxima, talvez por causa do frio. Não resisti ao instinto, ou a gratidão dela ter cuidado de mim, e a abracei.

O tempo foi passando, passando. E nem mesmo o frio, a fome, e o medo de Slender Man me fizeram ficar acordada.

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Ruth

Quando voltei a acordar, depois da rápida conversa, percebi que tinha passado o dia inteira deitada sobre o ombro de Gah. Me senti bastante desconfortável, mas estava feliz por estar com ela. Como se tivesse ganhado uma amiga em meio ao caos.

Me levantei para tentar esticar minhas articulações. E foi ai quando vi no teto, algo que não estava lá antes. E sem ter melhores motivos, foi tomada pelo pânico. Meus joelhos cederam e eu cai quando percebi que ele tinha estado ali. Slender Man tinha nos visitados. Pude saber disso ao ver as marcas de sangue no teto. Formando um desenho estranho:

\\\"\\\"

Uma ventania forte passou pelo local. O desespero me invadiu. Eu tinha que fazer alguma coisa... Eu tinha que fugir! Mas eu sabia que não haveria como... Pelo menos, não sozinha.

Notas finais
Perdoem o capitulo ser curto e possíveis erros de português :)