The Riddle Called Slender Man

3 Capítulo 3 - Um pouco mais de Sangue e Dor


Notas iniciais
Gostaria de ter mais comentarios "/ é bastante desmotivante escrever sem ter alguém que te critique (tanto boas criticas quanto más/construtivas criticas).
Enfim, se leu, comente por favor!
Enjoy!!!

Rute

Aquele grito foi o mais horrendo que já ouvira. A sensação de perigo, que senti com Slender no meu encalço, havia voltado assim que ouvi o grito! Mais alguém estaria em perigo? Ou seria algum outro ser demoníaco pronto para me matar?

Eu não podia ficar parada... Se fosse alguém em perigo, eu deveria ajudar! Mas, também não estava disposta a morrer ou passar por aqueles momentos de medo novamente. Por isso olhei em volta, não havia nada naquela salinha que pudesse me ajudar! Corri na direção do grito, enquanto procurava por algo que me ajudasse... Eu havia perdido o medo.

Finalmente, achei uma garrafa... Estranhei ela estar ali, no chão do meu colégio (ou o que era meu colégio). Segurei-a com firmeza e comecei a correr para a pessoa necessitada. Mas, não andei muito, logo comecei a escutar passos...

Eram lentos, e faziam ecos horríveis. Eu estava em um corredor largo, mas não muito longo. Estava do lado de um armário que ficava encostado em uma das paredes laterais, bem no meio do corredor. Os passos vinham de um corredor que cruzava com o que eu estava! Me escondi e esperei.

Teck!

Teck!

Teck!

Teck!

O som que os passos faziam eram assustadores. Comecei a suar, segurei a garrafa com mais firmeza. O medo fez meu coração bater mais forte enquanto o som se aproximava. Logo, aquilo cruzou o corredor. No inicio, tive a sensação de que seria o “Homem Magro”, mas vi rapidamente que era uma mulher... Ela mancava, usava roupas curtas e justas. Havia sangue por todo seu corpo, cortes e manchas roxas (de machucados) por todo o rosto. Eu podia ver que ela era jovem, mas parecia bastante acabada... Ela se apoiava nas paredes para se locomover! Senti muito medo, mais medo do que de Slender Man!

O terror que ele provocava vinha da própria mente... o seu rosto vazio, seus passos silenciosos, mas velozes... Isso fazia você correr chorando em desespero! Já essa mulher-zumbi, era visualmente aterrorizadora! Ela parecia uma alma, um morto vivo... Algo horrível pronta para te esfaquear. Paralisei completamente quando vi um objeto brilhante e pontiagudo em sua mão suja de sangue.

Prendi a respiração e me encolhi encostada no armário... Sabia que ela se aproximava. Os passos ficavam ainda mais próximos... O silencio por minha parte era tão grande, que comecei a ouvir a respiração dela! Fechei os olhos quando percebi que ela estava próxima. Não demorou muito, e aquele ser passou por mim! O cheiro de sangue era insuportável! Ela passou mancando por mim, e não me viu. Me levantei silenciosamente, e fui atrás dela. Seja la o que ela fosse, tinha reflexos rápidos, assim que levantei a mão para atacar, ela se virou e berrou!

Ela me estava prestes a me atacar com o objeto que segurava, mas não havia mais tempo... Quebrei a garrafa em sua cabeça e a vi cair no chão imundo do colégio.

Gah

Não foi só o sangue jorrando do baú que me fez gritar! Foi à dor de um golpe que veio de trás... Não sei dizer realmente de onde veio, mas foi forte. Bem em minha nuca, foi desnorteante. Mesmo assim eu consegui levantar, me virei para encarar o meu agressor... Mas descobri que estava tonta demais para ver com nitidez. Mesmo assim, consegui distinguir um vulto preto do resto do cenário cinzento em que estava.

Recebi outros dois golpes, de uma mão pesada e rápida. Cuspi sangue no chão, e senti meu rosto arder. Ele estava quente... As mesmas mãos me seguraram, com uma incrível facilidade, e me atiraram para fora da sala... Não sei qual foi a distancia, mas bati em um vidro, que quebrou – junto com algumas das minhas costelas. – e me feriu muito! Fiquei ainda mais tonta e sem reação. Mas aquelas mesmas mãos voltaram e me estapearam...

Eu senti a morte se aproximando, e vinha na forma daquele homem que me atacava! Ele me deu mais tapas, mais socos. Eu estava pronta para apagar... Mas não sei como me mantive acordada. Em poucos minutos, eu mesmo já implorava pela morte!

-Pare... Pare... – disse, em um tom extremamente baixo... Uma suplica. – Por quê? Por quê?

Não havia sentido naquilo. Por que eu iria morrer? Quem era ele? Seria o mesmo homem que me levara a esse inferno? Ele me deu um ultimo tapa, que me fez ficar estendida no chão...eu tremia muito, e sentia meu sangue formando uma poça no chão. Por um segundo, entre meus gemidos baixos, pensei que houvesse acabado. Não pude ouvir o homem. Mas o auge da dor chegou quando algo extremamente pesado fez pressão sobre minha perna! Parecia que um carro a havia atropelado. Ouvi o som do meu osso da perna esquerda sendo moído e gritei de dor! Absolutamente era só isso que eu sentia.

-Me mate! – Implorei, ainda gritando. – Me mate!

Mas de repente, a dor parou... Pareceu que eu havia levado um choque! Senti uma disposição e coragem incríveis! Levantei a cabeça e não vi ninguém... Nenhum agressor... Me arrastei até a parede, e vi meu rosto nos cacos de vidro no chão. Estava horrível! Cheio de cortes, machucados e completamente inchado. Movimentei minha perna, e me espantei ao perceber que conseguia mexer elas perfeitamente.

Encostei a cabeça na parede e fechei os olhos... Minhas lagrimas escorreram de forma incontrolável pelo meu rosto quente. Enquanto o excesso de adrenalina ia acabando, o medo geral ia invadindo meu coração. Eu tinha sido atacada por um monstro! Quase havia morrido! Um baú havia jorrado sangue e agora eu estava sozinha naquele colégio macabro!

Quer dizer, não tão sozinha! Além do homem horrendo que havia me atacado, havia alguém! Alguém desprotegido havia gritado... Será que estava na mesma que eu? Sentindo tanta dor quanto eu? Não sabia dizer... Mas precisava encontrar alguém.

Apoiei na parede para me levantar, embora minha perna não estivesse quebrada, senti uma dor terrível ao tentar andar com ela e quase tombei. Fui me apoiando na parede para sair dali, mas antes lembrei que seria perigoso sair dali sem um tipo de “arma”. Peguei um caco de vidro do chão e comecei a sair da sala. Mas antes pude ver escrito a sangue na parede: “A dor vai chegar, Slender Man quer te matar”!

Uma pontada de duvida atravessou meu coração.

“Slender man?” – Sibilei o mais baixo que pude. Quem seria? Continuei andando, ou me apoiando nas paredes, no meu mancar horrível. Levei muito tempo percorrendo o colégio, e na verdade não sabia direito para onde estava indo. Mesmo assim continuei seguindo para onde a intuição me levava. Estava motivada a encontrar aquela pessoa que necessitava de ajuda!

Passei por um corredor tão sombrio quanto os outros. Mas alguma coisa me alertava sobre ele, a intuição... Mesmo assim, continuei andando, lentamente. Ouvindo os meus próprios passos. Até que passei de um armário, vi algo se movimentando atrás de mim pelo canto do olho. Me virei pronta para atacar com meu caco de vidro, esperando que fosse o mesmo homem que tivesse voltando para concluir o que fizera comigo.

-Morr... — Mas antes que eu pudesse concluir, fui atingida e cai no chão frio do colégio.

Rute

Tinha ficado um pouco abismada quando vi que não era monstro algum... Muito diferente do tal Slender Man que havia me atacado, essa pessoa era cheia de vida! Assim que percebi isso, me agachei e verifiquei se ainda respirava... Foi um alivio ver que sim!

Tive muita pena, dava para ver que aquela era uma menina muito bonita, talvez até a mais bonita que eu já havia visto! Mas havia sido extremamente “torturado”. Fiquei imaginando se tinha sido por Slender Man, e se havia outras pessoas no colégio.

Levei a menina, arrastando a, até uma sala com duas portas de entrada. Tive certeza que nada impediria Slender Man de entrar, mas assim teria duas opções de fuga. Na verdade o quartinho era bem próximo ao armário em que eu havia me escondido. E próximo de um banheiro...

Tive medo de deixar a menina deitada sozinha, mas sabia que tinha de fazer isso. Por isso tirei minha blusa e rasguei a manga, corri até o banheiro ignorando qualquer medo, e molhei um pouco na água da torneira. (Sim, tinha água). Voltei correndo ainda mais rápido, e felizmente a encontrei no mesmo lugar. Mas ela tremia consideravelmente. Coloquei minha blusa para cobri-la. Molhei sua testa com a manga, ela devia estar com muita febre! Me encostei na parede e deitei ela no meu colo... De pouco em pouco ela gemia ou sussurrava algo.

-Acalme-se... – Dizia molhando sua testa. – Vai ficar tudo bem!

Com o tempo passando, la fora ficou escuro. O colégio ficou muito mais assustador,,, Mas só por uns momentos, até que as luzes de quase todos as salas e corredores fossem acessas. Isso me colocou em estado de alerta, quem as teria ligado? Mas não consegui me manter acordada por muito mais tempo... Estava esgotada, então logo adormeci.

Se Slender Man aparecesse, eu pelo menos estaria sonhando.

Notas finais
Até o proximo...