The Riddle Called Slender Man

2 Capítulo 2 - Quando ver o homem magro...


Notas iniciais
Pessoal, desculpem os erros!!! Eu escrevi o mais rápido que pude, por isso podem haver errinhos de gramatica. Mas assim que eu re-re-re-ler o capitulo eu arrumo... hahah
Obrigados pelos comentários!!!!
Enjoy!

Rute –

Corri para longe da árvore. Mesmo assim não avancei muito, estava desesperada e as dores que sentia eram muito fortes. Sem ter chances de fugir para um lugar que poderia considerar seguro, decidi me jogar para dentro do colégio. Aquela árvore ficava bem no centro, e nas extremidades do pátio havia entradas que levavam aos corredores do meu antigo colégio, ou pelos acho que era meu antigo colégio. Entrei por uma delas...

Na minha mente, que estava bagunçada, aquele lugar devia ser cheio de cor e vida! Lembrava de pessoas correndo felizes pelo pátio. Agora, só podia pensar em morte. Não sabia dizer se era real. Parecia um pesadelo, mas no fundo algo dizia que eu não estava dormindo.

Me encolhi apoiada na parede, esperando que alguém... Simplesmente, alguém. Mesmo que tudo me dissesse que não haveria alguém. Que eu estava sozinha, eu me recusava a acreditar! Eu queria alguém. Infelizmente, minhas “preces” foram atendidas. Não sei da onde veio, nem quem era, ou por que estava ali... Mas o homem alto, magro, branco e vestido de terno surgiu bem na frente da arvore.

Por mais corajosa que eu fosse, ou quisesse ser, me assustei. Meu coração acelerou completamente. Meu corpo ficou estático. Senti o suor deslizar pelo meu corpo... O homem, estava bastante longe, na verdade, por isso não pude ver seu rosto. Mas, assim que meu coração voltou a bater normalmente, me levantei e com calma dei alguns passos a frente.

-Oi? É... – Perguntei, com toda a minha inocência. – O senhor pode me ajudar?

Não houve resposta da parte dele. O homem não disse nada, e nem fez nada! Dei mais alguns passos até chegar ao portal por qual tinha entrado.

-Senhor? Pode me ouvir? –Perguntei, mantendo o tom calmo, mais aumentando a voz. Olhei para cima e vi que ele estava em baixo da arvore. Será que ele não viu o homem? Será que não percebeu o sangue?

Estava pronta para perguntar isso, mas quando olhei para baixo, o homem já não estava tão longe. Silenciosamente, e em questão de segundos, ele tinha se movido para um metro de distancia. O medo preencheu cada pontinha do meu corpo. O coração voltou a acelerar. Mas o pior não era só isso, aquele homem não tinha rosto!

E quando percebi isso... Comecei a correr.

Gah –

Antes, eu estava no banheiro da sala da enfermaria de um colégio qualquer. E assim como o banheiro a sala estava vazia, e se não fosse por uma maca e por uma mesa, não haveria mais nada lá. Alguns papéis estavam jogados pelo chão, e eu iria olhar, mas aquele grito me fez correr. Me fez correr MUITO!

Havia um pavor intenso naquela voz, não só pelo fato de ser um grito de uma criança ou alguém jovem, mas alguma coisa havia despertado um pavor intenso naquela pessoa. Pavor, que passou para mim. Por isso eu corria pelo corredor cinzento daquele colégio.

As roupas que eu estava usando não ajudaram muito. Eram desconfortáveis – extremamente curtas – e deixavam um rastro de pingos d’água. Mesmo assim fui o mais rápido que pude. Mas em poucos passos me perdi. O silencio era muito intenso, e só com a lembrança do grito eu não podia me guiar. O colégio parecia bem grande, sem contar o fato de tudo parecer ser cinza! Talvez fosse porque a única fonte de luz vinha do céu nublado ou porque não houvesse mais ninguém... Parecia um prédio abandonado.

Pouco a pouco fui parando de correr, logo eu estava parada. Estava em um corredor de frente para uma janela. Fui até ela para tentar ver alguma coisa. Para meu azar só vi arvores do lado de fora. Comecei a sentir realmente muito frio, e decidi me apressar. Não tinha a menor ideia de por que, céus, eu estava ali. Muito menos como cheguei ali. Mas meu instinto dizia que a qualquer passo minha vida iria acabar!

Continuei andando até achar uma primeira sala com algo interessante. Na verdade, não sei dizer se era alguma coisa útil, mas foi algo estranho. Era um ursinho. Um ursinho de pelúcia. Me interessou porque não era algo cinza – como todo o resto – era marrom. Havia algumas manchas de sangue nele, e bastante pó. Mesmo assim peguei e comecei a andar com ele. Okay, agora eu era uma atriz pornô com um ursinho de pelúcia na mão. Ótimo! Bufei ao perceber isso – ou acho que bufei, as pessoas fazem isso nos livros.

Ao pensar nisso, vi que eu estava começando a pensar como uma criança. Não porque esse era um pensamento de criança, mas porque há muito tempo – quando tinha uns 10 ou 8 anos – eu imaginava esse tipo de coisa. Simplesmente tentava entender tudo, por mais inútil que fosse... Para eu era algo comum.

Mas agora, não era hora para isso. Eu tinha que sair dali, decidi jogar o ursinho no chão e sai em passos largos para o corredor. Foi um grande susto quando vi marcas de sangue pelo chão. De como se alguém tivesse sido arrastado por ali. Pareciam um marco do meu caminho, então me esforcei para seguir. O sangue me levou até uma salinha. Era até menor que o banheiro em que acordei, e não tinha janelas. Por isso ela me pareceu mais aquecida. A única coisa que tinha lá era um pequeno baú.

É incrível como você vai encontrando coisas sinistras enquanto anda por um lugar abandonado – pelo menos esse colégio parecia algo assim. – e pior, na parede, um pouco acima do baú, tinha uma rápida instrução escrita a sangue. Dizia:

“Não abra. Volte, e corra!”

Não foi nada animador, ou algo que incentivasse. Naquela altura pouco importava quem tinha escrito aquilo... Eu já tinha andando muito, e nada parecia fazer sentindo. Era um baú pequeno, não podia acontecer algo muito serio. Por isso decidi abrir.

Mas, a cada passo que eu dava na direção do objeto, meu medo aumentava! Como um feitiço... Comecei a até suar, mas continuei andando. Quando cheguei perto, me agachei, e tentei levantar. Era pesado. Procurei algum cadeado, mas parecia estar aberto. Por isso, suspirei e comecei a levantar a tampa.

No momento em que o baú foi aberto completamente um jorro de liquido quente e grosso foi em direção a mim.

Rute –

EU COMECEI A CORRER!

Sim, e por que isso seria um problema? Bem, correr na sua aula de educação física é bem diferente de correr de um maníaco gigante sem rosto! – Ou pelo menos, essas são as palavras que definem bem minha primeira impressão dele.

Poderia chama-lo de homem magro. Ou demoníaco, não importava! Ele estava atrás de mim... E o pior, ele não parecia estar correndo. Eu dava mil passos e olhava para trás, e lá estava ele... A poucos metros. Virei varias vezes, corri por vários corredores, mas ele sempre estava lá! Mas eu não ouvia seus passos, parecia que ele simplesmente se teletransportava! Até que corri o suficiente para despistá-lo. Ou creio que tenha sido isso.

Olhei para trás e ele não estava mais me seguindo. Parei de correr e coloquei as mãos sobre os joelhos, respirando o mais rápido possível. Quando fui dar um passo para frente, meu coração parou. ELE ESTAVA NA MINHA FRENTE! Congelei completamente... não havia o que fazer. Esperei pela dor, e ela veio. Foi com um movimento muito rápido, um de seus largos braços me bateu e fui atirada longe.

Deslizei pelo chão frio e duro até parar. Sabia que tinha arranhado braços e pernas e mesmo, mas mesmo assim me levantei e continuei a correr. Nesse momento as lagrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Eu estava encarando a morte. E isso não era algo bom...

Corri pelos corredores e salas até encontrar uma especifica. Ali vi a coisa mais horrível de toda minha vida. Era um homem, e ele estava pregado na parede. Ele tinha uma expressão tão horrível em seus olhos, como se visse o próprio assassino. Aquela expressão em seu rosto, era a de morte.

Vomitei no chão. Não tive culpa, aquela imagem horrível, a ansiedade e o meu esforço físico exagerado me levaram aquilo. Limpei a boca com a manga da camisa e comecei a me virar para correr de volta. Mas não adiantava, ali na porta por eu tinha entrado ele estava parado. Imóvel, com o rosto sem expressão. Em cima dele, na parede, escrito em sangue se lia:

“Slender Man vai te pegar...”.

Dessa vez não fiquei imóvel, mas uma dor de cabeça incrivelmente forte me veio. Um zumbido horrível nos meus ouvidos bagunçou meus sentidos. Também os ouvidos e fechei os olhos com força enquanto caia no chão e me encolhia. Logo estava em posição fetal... Eu não podia fazer nada, tinha acabado... Eu ia morrer.

A dor foi ficando mais forte, e com isso mais lagrimas caiam. Esperei pelo golpe mortal... Foram segundos, talvez minutos ou horas. Esperei... Mas o golpe nunca veio. De repente, não havia mais dor. O zumbido parou. Aos poucos fui me movendo, e me ajeitando. Abri os olhos lentamente o olhei em volta. Ele havia sumido. Slender Man não estava mais lá.

Me ajoelhei e continuei a chorar, enquanto meu coração voltava ao estado natural – ou perto disso. Não tinha a menor ideia do que havia acontecido ali, mas eu estava viva e isso era bom. Mesmo assim, eu estava quase desmaiando, e isso podia significar minha vida.

E eu até iria “apagar”, se não fosse aquele grito que despertou todos os meus sentidos.

Notas finais
Sempre quis uma historia que envolvesse varias trocas de narrador. Se ficou muito confuso no próximo eu arrumo.... Na verdade até faltou finalizar a parte com a Gah (desse capitulo), mas faço isso no próximo capitulo!!!!
Até lá, tente não olhar para atrás...