The Reason Is You
10 Capítulo 10 - Emboscada (Kara Leigh É Punida Por Traição)
Notas iniciais
What have I done? Wish I could run
Away from this ship going under
Just trying to help. Hurt everyone else
Now I feel the weight of the world
Is on my shoulders...
Glee — Get It Right
O dia amanheceu frio. Os cobertores eram a única coisa que impedia que Murphy e Kara Leigh congelassem no relento. O inverno estava quase chegando, isso era fato. A terrestre acordou, tremendo de frio. Continuar dormindo ao ar livre, nesse frio, não faria bem para nenhum dos dois. Ela teria que pensar em um jeito de manter Murphy aquecido durante o inverno.
Kara Leigh colocou o braço dentro da jaula, procurando a mão de Murphy. Quando achou, se assustou com o quão gelada estava. Era um espanto que ele ainda não tivesse acordado com o frio.
—John? – Ela o chamou. – John, acorde. Você está congelando!
Murphy abriu os olhos lentamente, dando de cara com a figura da garota tremendo, segurando sua mão. Realmente, estava frio. Porém, como ele nasceu e cresceu no espaço, estava acostumado com o frio. Mesmo que a Arca tivesse aquecedores, a temperatura ainda não era tão alta quanto na Terra.
—Kara Leigh? – Ele a chamou, sonolento. – Está frio, vamos voltar a dormir.
—Como é que eu posso dormir com você congelando desse jeito? – Ela perguntou, pasma.
—Eu tenho má circulação. Se eu pegar qualquer vento gelado, minha pele se transforma em um bloco de gelo ambulante. – Respondeu Murphy, em um tom sarcástico. – É normal. Agora, vem aqui.
Murphy a fez deitar novamente. Ele fez questão de chegar o mais próximo da jaula possível para que conseguisse abraçá-la e beijar sua testa. Com a proximidade em que estavam, era provável que conseguissem produzir calor corporal o suficiente para aquecer ambos. Murphy adormeceu rapidamente, porém Kara Leigh não conseguiu mais dormir depois desse susto. Ela ficou acordada o tempo todo, cuidando para que ele não passasse frio.
Quando o sol começou a aparecer um pouco mais, Kara Leigh se levantou para buscar comida. Iria levar apenas alguns minutos, mas mesmo assim, ela foi com receio de deixar Murphy sozinho. Ela estendeu seu próprio cobertor sobre ele antes de sair. Voltou mais tarde com frutas e água. Não era comida exatamente apropriada para um dia frio, mas era tudo o que tinha.
Murphy estava dormindo tão profundamente que ela hesitou em acordá-lo. Kara Leigh não percebeu, mas ficou o observando por alguns instantes. Ele ficava lindo quando dormia. O jeito que uma mecha de seu cabelo caia sobre o seu rosto chamou a atenção da terrestre. Ela sentiu suas bochechas queimarem quando passou a mão pelo cabelo dele. Estava tão distraída fazendo aquele gesto várias e várias vezes que não percebeu quando ele abriu os olhos.
—Ou você colocou alucinógenos na minha comida, ou você está me tocando enquanto eu durmo. – Murphy disse, sonolento.
Kara Leigh ficou ainda mais vermelha e tirou a mão imediatamente, de uma forma brusca.
—Desculpe... – Ela disse, abaixando o olhar.
Murphy riu e se sentou. Será que depois de tudo o que os dois passaram, ela ainda achava que ele ficaria bravo por ela demonstrar carinho? Ela era mesmo ingênua.
—Ei... – Ele disse, segurando o rosto dela e o acariciando com o polegar. – Eu estava brincando. Não precisa ter vergonha. Eu gosto quando você demonstra carinho por mim.
Ele achou que ela fosse sorrir timidamente, como sempre fazia. Mas ao invés disso, ela se aproximou da jaula. Murphy entendeu o recado e também se aproximou, deixando-a terminar o serviço. Ela inclinou a cabeça, capturando os lábios dele nos dela. Depois de beijá-lo diversas vezes, ela finalmente pegou o jeito, e já não era mais tão desajeitada quanto antes. Ela separou-se dele, mas não afastou a cabeça da jaula.
—Tipo assim? – Ela perguntou, sorrindo ofegante.
—Exatamente assim. – Ele respondeu, beijando-a novamente.
*~*
Lincoln havia ido até a aldeia para falar com Anya sobre algo muito importante. Noite passada, quando se despedia de Octavia, descobriu que ela foi seguida até sua caverna por um garoto do povo dela. Seu nome era Finn, o garoto que Lincoln apunhalou com uma faca envenenada. Ele foi até Lincoln com um desejo de parar a guerra, tornando a Terra um lugar pacífico para ambos os povos. Lincoln disse que isso deveria ser tratado com sua líder, mas que só a levaria se Finn trouxesse a líder do céu, Clarke. Nesse momento, Lincoln estava discutindo esse assunto com Anya.
—Isso é uma armadilha. – Disse Anya. – Eles não são confiáveis. Irão nos matar na primeira oportunidade que tiverem.
—Eu falei com eles. O desejo de paz deles é verdadeiro, eu pude ver. – Disse Lincoln.
—Eles enganaram você, Lincoln. É óbvio que querem nos matar, assim irão ficar com o território todo para eles! – Respondeu Anya, em seu tom firme.
—Já disse, eles querem viver em paz, sem essa guerra. Irão levar a líder deles para que possam discutir termos de trégua. – Disse Lincoln. – Eu conheci a líder deles, ela não parece querer uma guerra.
—É claro que não quer, agora que viu que seu povo vai perder! – Retrucou Anya.
—Anya, eles realmente querem paz. – Disse Lincoln, em uma última tentativa de convencer a líder.
Anya encarou Lincoln por uns instantes. Aquilo seria uma oportunidade perfeita para matar a líder do céu. Por que não? Era óbvio que eles estavam planejando a mesma coisa. Era perfeito. Depois de todas as tragédias que o povo do céu cometeu, a morte de sua líder era o preço mínimo.
—Tudo bem. Irei me encontrar com a líder deles. – Disse Anya. – Verei quais são os termos de paz que ela deseja impor.
—Tem mais uma coisa. – Disse Lincoln. – Sem armas. Isto é para ser um encontro totalmente pacífico. Eles também não trarão armas.
—Não se preocupe, não haverá armas de minha parte. – Respondeu Anya.
Anya mentiu, é claro. Ela iria levar diversos batedores, que ficariam escondidos nas árvores, prontos para atirar flechas envenenadas a partir do primeiro sinal suspeito do povo do céu.
*~*
—Dia da União? O que é isso? – Perguntou Kara Leigh.
—É um feriado da Arca. – Respondeu Murphy. – É comemorado todo ano, para celebrar o dia em que as doze estações espaciais se uniram, formando a Arca. Basicamente era um monte de crianças dançando com as bandeiras dos países, nada muito interessante.
—Ah, danças são divertidas. – Respondeu Kara Leigh. – Mas, o que é um feriado?
—Sério? – Murphy a encarou, perplexo. – Vocês terrestres não tem feriados?
Ela negou com a cabeça, franzindo a testa.
—Vocês não comemoram nada? Nem os aniversários? – Ele perguntou.
—E o que seria um aniversário? – Ela perguntou, confusa.
Murphy soltou uma risada sarcástica. Como os terrestres conseguiam viver em um mundo sem comemorações? Não sabiam nem o que eram os aniversários. A vida deles era apenas ficarem matando uns aos outros? É, a Terra não era assim tão legal.
—Aniversário é a data do nosso nascimento. – Murphy respondeu, tentando não soar estranho. – E cada ano que passa, você faz aniversário, completando outro ano de vida. Eu, por exemplo, vou completar dezoito anos daqui a dois meses.
—Que esquisito, vocês contarem os anos. – Ela respondeu, rindo. – Espere, acho que temos esses feriados sim. Quer dizer, se o banquete depois de uma batalha vencida for considerado um feriado...
—Cara, a vida na Terra é um saco... – Disse Murphy, ironicamente.
—Espere um pouco... – Kara Leigh disse, em tom pensativo. – Acho que já ouvi falar desses tais aniversários. Lembro da minha mãe ter me dito algo sobre isso... mas já faz muito tempo, eu não lembro direito.
—Espere aí, se você é uma terrestre, como é que a sua mãe podia saber o que é um aniversário? – Perguntou Murphy.
—Eu não sei... – Respondeu Kara Leigh. – Só lembro de ela ter dito algo... sobre meu sexto aniversário, ou algo assim. Já faz bastante tempo.
Kara Leigh não se lembrava muito da infância. Suas únicas memórias se resumiam em sua mãe, Lincoln e seu povo. Mesmo assim, as únicas memórias que tinham de sua mãe não eram muito nítidas. Ela morreu quando Kara Leigh ainda era criança. E Kara Leigh não tinha memórias de seu pai. Basicamente, Lincoln era sua única família. Ele ajudou a criá-la até que ela crescesse. E já que tinham essa relação tão próxima, eram praticamente irmãos.
*~*
Lincoln não poderia ir até a aldeia e deixar de visitar Kara Leigh. Quando Anya começou a se preparar para o encontro, ele aproveitou para procurar Kara Leigh no lugar onde ele tinha absoluta certeza que ela estaria. A jaula do prisioneiro.
E, de fato, ela estava lá. Estava, no que parecia, tendo uma conversa muito agradável com o prisioneiro, pois não parava de sorrir. Ele foi até Kara Leigh, porém parou um pouco distante da jaula. A garota apenas parou de rir quando viu Murphy olhando seriamente para algo atrás dela. E quando ela virou a cabeça para ver o que Murphy encarava tanto, sorriu novamente.
—Lincoln! – Ela correu em direção a ele e se jogou em cima dele. Apenas não o derrubou por ser leve. – Que bom que está aqui!
—Kara Leigh... você está me sufocando. – Disse Lincoln, tentando afrouxar os braços da menina.
—Ah, desculpe. – Ela respondeu, o soltando.
Kara Leigh era muito mais baixinha do que Lincoln. Foi preciso um salto muito alto para que ela conseguisse se jogar em cima dele do jeito que ela fez. Murphy ainda estava lá, encarando a cena seriamente.
—Hm, John, esse é o Lincoln. Ele é como se fosse meu irmão mais velho, toma conta de mim há muito tempo. E Lincoln, esse é John Murphy. Ele é... é... – Ela estava com dificuldades em achar as palavras. Não sabia se falava que ele era seu amigo ou seu namorado. Ela achava que Murphy poderia se zangar se ela dissesse qualquer uma das duas opções. – Ele é responsabilidade minha.
Tanto Murphy quanto Lincoln permaneceram calados e se encarando seriamente. Até Kara Leigh, ingênua do jeito que era, conseguiu perceber a tensão que estava rolando ali. Era melhor fazer alguma coisa antes que a situação piorasse.
—Lincoln, vem comigo até o riacho? Preciso buscar água. – Disse Kara Leigh, tentando afastar Lincoln de Murphy.
Lincoln assentiu. Kara Leigh disse a Murphy que voltaria logo e ele concordou. Logo, já estavam longe da jaula, então a loira tomou a liberdade de iniciar uma conversa.
—O que foi aquilo? – Ela perguntou. – Vocês dois pareciam estar se fuzilando com os olhos!
—Você não me disse que ele tem cara de ser um malandro perigoso! – Respondeu Lincoln.
—Ei, calminha aí! Não precisa falar mal! Alguma vez eu já xinguei a Octavia? – Perguntou Kara Leigh.
Lincoln se lembrou de que deveria estar indo encontrar Octavia nesse exato momento. Não daria tempo para explicar tudo para Kara Leigh agora.
—Tem sorte que nós duas nos damos bem! – Retrucou Kara Leigh.
—Kara Leigh eu preciso ir. – Ele disse. – Tenho que encontrar Octavia antes que Anya apareça. Nós estamos tentando estabelecer a paz entre os dois povos e Anya deve estar partindo para encontrar a líder deles agora mesmo. Depois eu explico melhor.
Lincoln saiu correndo em direção à floresta, deixando Kara Leigh pasma. Como assim um tratado de paz? Não... vindo de Anya qualquer coisa poderia acontecer, menos paz. Kara Leigh teria que ver com seus próprios olhos. Sem pensar muito, a terrestre correu para seguir Lincoln.
Correndo rápido para acompanhar o ritmo do “irmão mais velho”, Kara Leigh tropeçava e se cortava nos arbustos e galhos da floresta constantemente, mas ela nem sentia a dor. Ela estava mais preocupada que esse poderia ser o ataque que Anya estava planejando para o povo do céu. Ela chegou na ponte, o provável lugar do encontro, já que viu Lincoln com Octavia, e atrás deles vinham Clarke e o garoto que tinha sido esfaqueado, Finn.
Kara Leigh, torcendo para não ser vista, se escondeu rapidamente embaixo da ponte, perto da margem de um riacho raso. Não demorou muito para que ouvisse o galope dos cavalos de seu povo. Logo chegaram Anya e dois guardas, em cavalos separados.
—Ei, eu disse sem armas! – Ela ouviu uma voz desconhecida falar, provavelmente Finn.
Ela ouviu a voz de Lincoln umas duas vezes, mas em nenhuma das duas conseguiu entender o que ele disse. Após isso, viu de longe, Anya e Clarke indo uma em direção à outra. Anya, como sempre, mantinha sua expressão séria. Já Clarke parecia assustada. Não era de se duvidar. Em alguns casos, Anya era mesmo assustadora.
—Seu nome é Clarke? – Kara Leigh ouviu Anya perguntar.
—Sim. – Clarke respondeu.
—Eu sou Anya. – Disse Anya, em seu tom sério.
Kara Leigh teve que ir mais para perto de onde as duas estavam conversando para ouvir melhor. Porém, não podia ir muito perto, se não ficaria exposta e seria vista.
—Acho que começamos do jeito errado. – Disse Clarke. – Mas queremos achar um jeito de poder viver em paz.
—Eu entendo. Você começou uma guerra que não sabe como terminar! – Rebateu Anya.
Kara Leigh sabia. Anya poderia estar fazendo qualquer coisa ali, menos tentando viver em paz. Para ela, o povo do céu era um invasor que precisava ser exterminado. Clarke tentou argumentar que apenas queria paz diversas vezes, mas tudo o que Anya fez foi rebater dizendo como o povo do céu havia roubado seu território, queimado uma aldeia inteira (com os sinalizadores que eles usaram para mandar uma mensagem à Arca) e mandado um grupo de guardas para capturarem dois dos deles para serem torturados. Não importava o que Clarke dissesse, Anya rebatia rudemente.
Tudo bem, teve uma hora em que Anya quase conseguiu convencer Kara Leigh de que realmente estava disposta a aceitar a oferta de Clarke, quando perguntou se o povo do céu iria aceitar os termos de paz que as duas concordassem. Porém tudo foi por água abaixo quando ela ouviu a resposta de Clarke, voltando a ser rude. Estava tudo indo de mal à pior. Quando Kara Leigh pensou que a situação não poderia piorar, um garoto do céu armado saiu de trás dos arbustos do outro lado da margem.
—Clarke, corra! – Ele gritou.
Kara Leigh o reconheceu como o garoto que estava segurando um pedaço de madeira que ele achava ser um “bastão anti-terrestre”, na noite em que ela fugiu do acampamento deles. Ela não conseguia lembrar do nome dele. O garoto começou a atirar nas árvores e em Anya, sendo que um dos tiros a acertou e ela correu em direção ao cavalo. Outros dois, que ela reconheceu ser Bellamy e Raven, também saíram de trás dos arbustos e começaram a atirar. Vários terrestres saíram feridos das árvores onde o povo do céu estava atirando. Era uma armadilha dos dois lados. Eles saíram feridos, mas não sem acertarem algumas flechas no povo do céu. Porém, uma delas atingiu Lincoln.
Quando Kara Leigh viu que Lincoln havia sido ferido, correu para cima da ponte para ajudá-lo. Octavia, Clarke e Finn ainda estavam lá. Parecia que Octavia estava se recusando a deixar Lincoln.
—Lincoln, espere, você está ferido! – Exclamou Octavia.
—É só um arranhão. – Respondeu Lincoln.
Lincoln viu Kara Leigh correndo em sua direção e aproveitou para tirar Octavia dali enquanto havia tempo.
—Kara Leigh, ele foi atingido por uma flecha, temos que ajudá-lo! – Disse Octavia.
—É perigoso demais para você, Octavia! Precisa voltar para o seu acampamento! – Respondeu Kara Leigh, segurando Lincoln por um dos braços.
—Ela tem razão. Vá enquanto há tempo! – Disse Lincoln.
—Eu cuido dele, agora corra! – Disse Kara Leigh.
Octavia chamou por Lincoln uma última vez antes de ser arrastada por Clarke e Finn para longe dali. Kara Leigh apoiou o braço de Lincoln em seu ombro e tentou correr o mais rápido possível de volta para a aldeia.
—Essas flechas são envenenadas! – Exclamou Kara Leigh. – Por favor, me diga que você tem o antídoto.
—Alguma vez eu não tive antídoto para algum veneno? – Lincoln, machucado, ainda estava dando broncas nela. – E o que você está fazendo aqui?
—Eu precisava ver com meus próprios olhos. – Ela respondeu. – E, é claro, Anya mentiu de novo. Ela já ia atacar a Clarke desde o começo, não ia?
—Pelo que parece, sim. – Lincoln respondeu. – Espere, não podemos voltar para a aldeia.
Kara Leigh parou quase imediatamente e sentou Lincoln em uma pedra, para amenizar a dor dele. Lincoln pegou seu pequeno conjunto de antídotos e tirou um líquido amarelado cristalino. Ele bebeu sem hesitação. A parte mais dolorosa foi quando Kara Leigh tirou a flecha, usando seu cantil de água e um pedaço de sua blusa para limpar a ferida.
—Lincoln, por que não podemos voltar para a aldeia? – Perguntou Kara Leigh, terminando de limpar a ferida.
—Porque somos traidores. – Respondeu Lincoln. – Nós dois ajudamos o povo do céu. E nós dois estamos envolvidos com dois deles. Anya vai nos matar se nos vir lá outra vez.
Ela automaticamente pensou em Murphy. Se não podia voltar para a aldeia, como iria cuidar dele? Como iria impedir que o machucassem outra vez? Só havia uma maneira. Ela teria que, sorrateiramente, libertá-lo.
—Eu... eu não posso deixá-lo lá para morrer! – Kara Leigh disse, correndo para a aldeia. Era arriscado, mas não podia abandonar Murphy.
Kara Leigh chegou na aldeia no fim da tarde. O sol ainda estava no céu, porém, não faltava muito para se pôr. Ela já tinha um plano em mente. Iria criar uma distração, que chamasse a atenção de Anya, para que ela pudesse entrar na tenda da líder e roubar as chaves da jaula. E quando não houver ninguém por perto, ela o libertaria e os dois fugiriam para bem longe.
Parecia um plano perfeito, mas bastou ela apenas dar dois passos dentro da aldeia para ser pega por um soldado.
—Você, sua traidora! Está na hora da punição! – Ele disse, segurando a garota firmemente.
O soldado a carregou direto para a tenda da líder, onde se encontravam vários soldados e a própria líder, curando seu braço com uma espada quente.
—Pegamos uma traidora! Só falta o outro. – Disse o soldado.
—Conseguiram o vírus? – Anya perguntou, mais furiosa do que o normal.
Os guardas assentiram.
—Então apliquem nela! – Ordenou Anya. – E joguem-na na jaula, junto com o verme!
Os guardas, protegidos, espirraram um líquido contaminado no rosto de Kara Leigh. Ela era muito fraca para conseguir se defender. O líquido a atingiu em cheio. Os guardas ainda deram uma surra na garota, para que o vírus fizesse efeito mais rápido. Quando ela percebeu, já estava sangrando pelos olhos e pelo nariz. E então, os guardas a apagaram.
Continua.
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