The Reason Is You
16 Capítulo 16 - Conexão (Murphy e Kara Leigh: Unidos No Amor)
Notas iniciais

And I Just Want You To Know
I Found a Reason For Me
To Change Who I Used To Be
A Reason To Start Over New
And The Reason Is You...
Hoobastank — The Reason Is You
Kara Leigh voltou para a caverna e não encontrou Lincoln. Preocupada, ela estava prestes a sair da caverna para procurá-lo, quando ele entrou, apressadamente. Ele parecia nervoso e cansado.
—Esteve no acampamento do céu, não esteve? – Ele perguntou, já sabendo a resposta.
—Você já sabe. – Ela respondeu, cabisbaixa. – Agora não tem mais motivos para não me deixar vê-lo. A ponte foi explodida, junto com o exército de Anya. Não vai mais ter um ataque.
—Está errada. Haverá um ataque. Ainda mais cruel do que teria sido. – Lincoln respondeu, seriamente. – Eu não vou mais impedi-la de seguir seu coração, irmãzinha. Mas agora é inevitável. Se quer andar por aí, precisa aprender a se defender.
Kara Leigh o encarou, aflita. Ela sabia bem o que “se defender” significava. E ela não suportaria pegar em uma espada novamente.
—Lincoln, eu não posso... – Kara Leigh disse, nervosa. – Não posso passar por isso de novo.
—Preste atenção. – Ele respondeu, segurando os ombros dela. – Eu sei mais do que ninguém o quanto você detesta violência... mas às vezes, um pouco de violência é o que a manterá viva.
Ela nada disse. Apenas abaixou a cabeça, tentando esconder suas emoções. Ela já estava com mil emoções depois dos momentos que passou com Murphy mais cedo. E ficou mais nervosa ainda quando ele disse que queria repetir tudo no dia seguinte. E sinceramente, ela preferia mil vezes estar com ele do que estar aprendendo a manejar uma espada.
—Não se preocupe. Depois de um tempo, você entenderá. – Lincoln disse, dando um abraço rápido nela. – O treinamento começa amanhã cedo.
*~*
Durante os próximos dois dias, Lincoln dedicou seu tempo a treinar Kara Leigh em combate. Claro, ela fingia não saber usar uma espada para não ter que usar. Mas Lincoln sabia provocá-la para que ela atacasse direito.
—Chega, Lincoln! Já disse várias vezes que não gosto de usar essa coisa! – Kara Leigh exclamou, frustrada após ter sido provocada outra vez.
—Seu adversário não vai pensar assim. Se você não se defender, ele vai te matar na primeira oportunidade! – Lincoln a instruiu. – Pense que ele está tentando matar aquele garoto do céu que você tanto gosta.
Droga. Lincoln sabia mesmo como provocá-la. Era só mencionar alguém com quem ela realmente se importasse que ela liberava a fúria trancada dentro dela. Logo, ela já estava atacando furiosamente. Ainda era desleixada, é claro. Mas com o tempo, pegaria o jeito.
*~*
De todas as coisas que suportou desde que chegou à Terra, babacas eram a pior coisa que Murphy tinha que suportar. Dois dias depois de ter visto Kara Leigh pela última vez, e estar frustrado por ela não ter voltado no dia seguinte, agora tinha que lidar com idiotas do seu povo.
Desde que melhorou da doença, ele foi atribuído com a maravilhosa tarefa de guardar a carne na casa de defumação improvisada. Junto com ele estavam Octavia, que praticamente vivia no pé dele agora, e Del, um arrogante imbecil que ele gostaria de matar a qualquer minuto. Ele estava fazendo besteira, aumentando o fogo perto das carnes.
—É melhor abaixar esse fogo. Use folhas molhadas para fazer isso. – Octavia advertiu.
—Onde você aprendeu isso? – Del perguntou, arrogante como sempre. – Com seu namorado terrestre?
—Ela está certa. – Murphy interrompeu, antes que desse um soco nele. – O fogo muito alto não vai preservar as carnes.
—Se não aceita o calor, caia fora daqui! – Del rebateu. – Devia estar nos agradecendo por deixá-lo voltar para o acampamento.
Del saiu da casa, deixando Octavia e Murphy sozinhos.
—E aí? Seu irmão não conseguiu um trabalho melhor para você além de trabalhar na casa de defumação? – Murphy perguntou, em seu usual tom sarcástico.
—Alguém tem que fazer isso. – Octavia respondeu, seca. O clima entre os dois não era dos melhores, desde que Octavia pegou Murphy com Kara Leigh na floresta. Depois de minutos de silêncio, ela voltou a falar. – Teve notícias dela?
—A última vez que eu a vi foi quando você a assustou. – Murphy respondeu, tão seco quanto Octavia. – Tudo estava indo bem, até que você estragou tudo.
—Eu não me perdoaria se eu não tivesse chegado! – Octavia rebateu. – Murphy, ela é diferente das garotas da Arca. É muito sensível, se ela se magoar será um desastre! Precisa ter cuidado com ela.
—E você acha que eu não sei disso? – Murphy perguntou, sarcasticamente. Depois de outro período de silêncio, Octavia finalmente entendeu o que ele quis dizer.
—Você é o primeiro, não é? – Ela perguntou, já sabendo a resposta. Murphy simplesmente assentiu, sem olhar para ela. – Precisa ter ainda mais cuidado.
*~*
Depois da sessão de treino, Kara Leigh foi até um pequeno riacho para se lavar. Ela mergulhou fundo, como se esperasse lavar sua alma das coisas que estava fazendo. Ela sabia que Lincoln estava a treinando apenas porque queria que ela pudesse se defender, para o bem dela. Mas parecia que ela nunca iria se sentir confortável com uma espada nas mãos.
Ela saiu do banho e vestiu suas roupas. Tinha o resto do dia livre, agora que a sessão de treinamento do dia havia acabado. E Lincoln havia saído para buscar comida. O que dava tempo para ela visitar Murphy e explicar o porquê de não ter dado notícias. Entusiasmada, foi até o acampamento do céu.
Depois de muito caminhar, seu cabelo estava quase seco. A terrestre se deparou com o túnel que era uma entrada secreta para o acampamento. Se ela apenas esperasse, como sempre fazia, iria esperar à toa, pois ninguém sabia que ela estava ali. Ela sabia que era arriscado, mas era o único jeito de vê-lo. Então, tomou coragem e entrou no túnel.
Quando chegou do outro lado, viu de longe um tumulto do outro lado da nave. Parecia ser um tipo de incêndio. E pelo que ela conseguia ver, Octavia estava envolvida. Pior ainda, Murphy brigava com outro garoto, enquanto um que parecia ser Bellamy, tentava apartar a briga. Depois disso, Murphy saiu de perto, parecendo estar muito irritado. Ela nunca o viu assim, ficou até espantada. Pensou duas vezes se deveria falar com ele.
Ela esperou. Pelo que pareceram ser horas, dentro do túnel. Apenas observando a multidão se dispersar e fazer outras coisas. Ela viu alguns deles com... armas de fogo na mão. Aquilo era um mau sinal! Estava prestes a voltar e contar a Lincoln, quando algo pior aconteceu. Ela foi vista... por ninguém menos do que o garoto do bastão “anti-terrestre”.
—Terrestre! – Ele gritou. – Preciso de aju...
Ele foi interrompido quando ela saiu correndo e se jogou em cima dele, tapando sua boca. Ele parecia assustado, mas foi parando de tremer aos poucos. Seus olhos castanhos encaravam os azuis dela, sem desviar nenhuma vez.
—Shh! – Ela disse, ainda tapando sua boca. – Fique... calmo. Não vou machucá-lo.
Ele assentiu, ainda um pouco nervoso. Ela retirou as mãos do rosto dele e saiu de cima dele, lentamente.
—Você não me viu... – Ela disse, enquanto tentava voltar para o túnel. Porém, ele a impediu.
—Espere um pouco! Como foi que entrou aqui? – Ele perguntou, enquanto analisava melhor o rosto dela. – Espere aí... eu acho que conheço você. É aquela terrestre que estava com o namorado da Octavia, não é? Quando estavam presos aqui.
—Ele é meu irmão. – Ela respondeu, assentindo com a cabeça. – E você é aquele garoto que segurava um graveto como se fosse a coisa mais importante do mundo.
—Ah, não me diga que viu aquilo... – Ele disse, envergonhado. Mas logo percebeu o que estava fazendo. – Espere aí, por que diabos eu estou falando com uma terrestre? Eu devia chamar alguém!
—Está falando comigo porque sabe que eu não vou machucar você. – Ela respondeu, suavemente. – Assim como não o machuquei naquela noite.
Ele estava quase convencido. Ainda tinha o pé atrás com ela por ela ser uma terrestre, é claro. Mas ela tinha uma certa beleza em suas palavras. E não só nas palavras...
—Mas e o seu povo? – Ele perguntou, desconfiado. – Estão tentando nos matar desde que chegamos aqui!
—Eu não sou o meu povo. – A resposta dela foi rápida e curta. – Não quero matar ninguém. Só quero viver em paz.
Ela poderia muito bem estar fingindo, mas a essa altura do campeonato, ele não se importava mais. Aquela garota terrestre era uma forte candidata para tomar o lugar de Octavia nos pensamentos dele.
—Sou Jasper. Jasper Jordan. – Ele estendeu sua mão para ela, que estranhou, mas segurou mesmo assim.
—Kara Leigh Kom Trikru. – Ela respondeu, apertando a mão dele.
—Vai ter que escrever isso, porque eu não entendi nada. – Ele brincou. Ela sorriu, timidamente. Ela não devia estar fazendo isso, mas ele parecia ser um garoto muito simpático. Ela nunca esqueceu o dia em que o viu com o graveto.
—Mas o que significa isso? – Uma voz conhecida perguntou. Era Murphy. E ele estava com uma pistola na mão.
—Murphy? Eu só... eu, bem, ela, nós... – Jasper estava com tanto medo que não conseguiu terminar a frase.
—Você sabe o que fazemos quando avistamos terrestres, não sabe, Jasper? – Murphy perguntou, apontando a pistola para Kara Leigh.
Ela entrou em pânico. Tudo bem, já teve armas de fogo apontadas para ela, e até já levou um tiro, mas ver o garoto por quem ela estava apaixonada apontando uma arma para ela era assustador. Ela ficou sem reação. Apenas ficou parada, com os olhos arregalados de medo.
—Espere aí, não a mate! – Jasper tentou argumentar, com as duas mãos levantadas. – Ela não oferece perigo nenhum!
—É melhor ir embora, Jasper. – Murphy respondeu, carregando a arma. O barulho fez tanto Jasper quanto Kara Leigh tremerem nas bases. – Não vai querer ver isso.
Jasper olhou para Kara Leigh várias vezes antes de ir, relutantemente. Ela não tirava os olhos de Murphy nem por um segundo. Estava apavorada, é claro, mas tinha algo mais. A expressão dizia algo mais. Algo como decepção. Como se fosse chorar a qualquer minuto. Porém, assim que Jasper saiu de vista, Murphy guardou a arma e Kara Leigh aproveitou para fugir.
Murphy não esperava que ela fosse fugir. Pelo menos não, fugir dele. Mas devia saber, já que deixou a garota completamente apavorada com aquela arma. Sem perder tempo, ele foi atrás dela. Ele ainda era mais rápido do que ela, então conseguiu alcançá-la antes que ela saísse correndo. Ele a prendeu em uma árvore, com os dois braços.
—Me largue... – Ela pediu, quase como um sussurro.
—É... aquilo foi bizarro, eu sei. – Ele respondeu, admitindo que errou. – Mas você não achou que eu realmente fosse te machucar, achou?
—Você estava com uma arma apontada para mim! – Ela respondeu, quase parecendo irritada. – E parecia bem convencido a atirar!
—Bem... digamos que eu sou ótimo para fingir coisas. – Ele respondeu, ironicamente. – E era o único jeito de tirar o Jasper de perto de você...
—Eu fiquei apavorada! Por favor, não faça isso de novo! – Ela pediu, olhando fundo nos olhos dele.
Os olhos dela estavam marejados. Em resposta, ele segurou o rosto dela com as duas mãos e tomou seus lábios. Ela ainda beijava suavemente, ele sentiu falta disso. Era como um vício. Ambos se viciaram, um no outro.
—Onde você esteve? – Ele perguntou, sussurrando, com a testa ainda na dela. – Você não apareceu para terminarmos o que começamos naquele dia...
—Eu sei, me desculpe... eu estava ocupada. – Ela respondeu, também sussurrando. – Mas estou aqui agora.
Ouvindo isso, ele a beijou novamente, dessa vez mais passional. Porém, antes que pudesse durar muito tempo, ela parou o beijo.
—Espere um pouco, e se alguém aparecer? – Ela perguntou, sussurrando. – Não quero correr o risco de ser vista outra vez.
—É, você tem razão. – Ele concordou. – Vem comigo, eu sei de um lugar aonde ninguém vai nos interromper.
Murphy pegou Kara Leigh pela mão e começou a andar na floresta com ela. Não havia problema, ninguém iria sequer notar que ele sumiu. Afinal, a maioria dos delinquentes, incluindo os “líderes” Clarke e Finn, saíram para caçar depois da confusão com a casa de defumação.
Ele sabia de um lugar, não muito longe do acampamento do céu, onde podia ficar com Kara Leigh sem ser perturbado por ninguém. Ele havia encontrado não havia muito tempo. Depois de vários minutos andando, ele encontrou a portinhola de entrada.
Assim que entraram, Murphy acendeu a primeira vela que encontrou, para finalmente poder fechar a porta. Kara Leigh percorreu os olhos pelo lugar, curiosa. Ela nunca viu nada parecido. Aquilo tudo parecia ser... tão moderno. Como é que durante sua vida toda, ela não havia encontrado aquele lugar antes?
—Encontrei esse lugar faz um tempo. – Murphy disse, acendendo outras velas. – Parece ser um abrigo feito para resistir à explosão nuclear.
—É incrível... nunca vi nada parecido antes. – Kara Leigh respondeu, ainda olhando para o lugar. – Vocês moravam em lugares assim, lá no espaço?
—Mais ou menos... a base é a mesma. – Ele respondeu, terminando de acender as velas e a abraçando pela cintura. – Agora venha aqui.
Ele começou a beijar o pescoço dela, algo que a deixou completamente arrepiada. Ela fechou os olhos e começou a suspirar baixinho. Logo, as mãos dele já exploravam o corpo dela. Aquele medo que ela sentiu no outro dia parecia não estar mais ali. Ela parecia estar muito mais confortável do que estava antes.
À luz de velas, aquele ambiente estava muito romântico. Ele caminhou com ela até a cama, com lençóis e travesseiros, e a sentou. Ele tirou sua jaqueta e sua camiseta, mostrando estar quase curado dos ferimentos, algo pelo qual ela agradeceu.
Ele se aproximou dela e, lentamente, tirou a blusa que ela usava. Ela ainda tinha vergonha, mas depois de um tempo perderia. Ele se sentou ao lado dela, e após vários beijos e carícias, tirou o fino tecido que cobria os seios dela. Ela olhava fundo nos olhos dele. Ele juntou seus lábios novamente e a deitou na cama, ficando por cima dela.
Ele estava sendo bastante paciente com ela. Sabia que ela nunca tinha feito isso antes, e não queria machucá-la de maneira nenhuma. Ele segurou os braços dela por cima da cabeça, enquanto beijava em lugares mais baixos. Quando ele descobriu que o pescoço era um dos pontos fracos dela, a provocou bastante ali. Depois, desceu para os seios, sugando-os e dando leves mordiscadas, algo que a fez tremer debaixo dele.
Ela já havia tido essa mesma reação antes, e ele se preocupou. Poderia estar machucando-a sem querer. Isso não estava nos planos dele. Ele queria fazer tudo com ela, menos machucá-la.
—Está machucando? – Murphy perguntou, sussurrando.
—Não... – Kara Leigh negou, suspirando baixinho. – Está bom...
As bochechas dela estavam escarlates. Será que ela ainda tinha vergonha do seu corpo? Mesmo depois de ele ter dito que a achava incrível? Isso significava que ele não estava fazendo seu trabalho direito. Ele tinha que fazê-la relaxar. Esquecer de todos os problemas por um tempo.
Ele deu-lhe um beijo rápido, antes de decidir que estava na hora de se livrar do resto das roupas. E, dessa vez, ele agradeceria se ninguém atrapalhasse. Lentamente, ele retirou a calça que ela usava, deixando-a apenas com uma fina roupa de baixo, feita do mesmo tecido da parte de cima, que cobria sua intimidade. Para não ser injusto, ele também tirou as próprias calças, ficando apenas de cueca.
Voltando a deitar por cima dela, ele segurou as pernas dela pelos joelhos e as afastou, de leve, para que se encaixasse no meio delas. Kara Leigh colocou os braços ao redor de Murphy, para trazê-lo para mais perto. Ele gostou dessa atitude e começou a beijá-la de maneira mais passional. Contudo, ele se afastou um pouco. Ela estranhou a atitude, até que o sentiu tocá-la por cima da roupa de baixo. Aquele toque fazia com que ela perdesse toda a linha de raciocínio.
Ele adorava a visão do corpo pequeno e delicado da terrestre se mexendo embaixo dele. Ele podia ficar ali com ela para sempre. Ele estava começando a sentir o tecido ficar encharcado. Agora era uma hora boa. Ele finalmente ia tomar aquela garota que era praticamente o único motivo pelo qual ele ainda estava vivo.
Utilizando de carícias para distraí-la, ele foi retirando a roupa de baixo que ela usava, lentamente, sem que ela percebesse. Ela estava de olhos fechados, suspirando com cada toque dele. Logo, rapidamente ele também se desfez da roupa de baixo dele. Delicadamente, ele se encaixou entre as pernas dela novamente. Agora ela havia notado algo. Tinha algo a cutucando outra vez. Mas não era algo ruim.
—Pode doer um pouquinho, mas passa rápido. – Murphy sussurrou, dando um selinho nela. – Vai ser bom, confie em mim.
—Eu confio... – Kara Leigh respondeu, também sussurrando.
—Procure relaxar, está bem? – Ele disse, tentando tranquilizá-la. – Eu gosto muito de você...
Ele atacou o pescoço, ponto fraco dela, com vários beijos, enquanto a penetrava lentamente. Ela percebeu na hora, e abriu os olhos. Sem emitir nenhum som, apenas enterrou suas mãos nas costas dele. Aquilo doeu, mas o jeito como ele a acariciava amenizou um pouco a dor.
Ele esperou ela se acostumar, antes de sair e a penetrar outra vez. Dessa vez, ela emitiu um pequeno gemido de dor. Ele não via a hora de fazer essa dor se transformar em prazer. Ele não queria machucá-la. Mas, por experiência própria, ele sabia que a primeira vez não era um mar de rosas. Porém, faria de tudo para que a dela ao menos chegasse perto.
A terceira ainda havia dor. A quarta, ela apenas soltou um suspiro. E, a partir da quinta, ela apenas emitia gemidos de prazer. Finalmente. Agora sim, ele faria de tudo para que fosse o mais prazeroso possível. Fora o prazer que ele mesmo sentia naquele momento. Aquela garota era simplesmente perfeita. Ela era apertada e quente, e estava muito molhada. Aquilo estava o deixando louco. Com suas mãos, ele apalpava todo o corpo dela, desde os seios até as coxas.
Até ela conseguiu se soltar mais, passando as mãos por todo o peitoral dele, até chegar às costas. Ele gostava de apertar as coxas dela. Era onde se detinha a maior parte do tempo. Mas ele não abusava, pois não queria machucá-la. Ela parecia estar pegando fogo. Tanto em cima quanto em baixo. Era como se ela estivesse em outro mundo.
—Ah, John... – Ela gemia o nome dele.
Nos momentos finais, eles estavam abraçados, olhando nos olhos um do outro, apaixonadamente, enquanto Murphy ia um pouco mais rápido para poder se finalizar. Eles trocavam vários beijos apaixonados, usando mais a língua do que outra coisa. Quando ele sentiu o ápice vindo, não perdeu tempo em usar uma de suas mãos para estimular o clitóris dela.
—Vem comigo... – Ele pediu, entre gemidos.
O ápice estava próximo, então ele saiu de dentro dela e se estimulou até se esvaziar. Não muito tempo depois, ele sentiu algo escorrendo pela sua mão. Ela também tinha atingido o ápice. Ele desabou ao lado dela, ambos suados e cansados. Ela estava de olhos fechados, ainda não acreditando no que havia acontecido. Então era aquilo o que os casais faziam quando estavam apaixonados? Agora sabia o porquê de fazerem tantas vezes.
—Você está quieta... – Murphy disse, ao lado dela. – Foi ruim? Eu machuquei você?
—Não... foi incrível... ainda não acredito que isso aconteceu. – Kara Leigh respondeu, virando o rosto para encará-lo. – E você? Ainda gosta de mim depois disso?
—Se eu gosto? – Ele não pôde deixar de dar uma risada sarcástica com o que ela havia dito. – Isso só serviu para provar o quanto eu estou apaixonado, e sou louco por você.
Ele a puxou e começou a beijá-la delicadamente. De todas as experiências que ele tivera, essa foi a melhor de todas. Claro, Kara Leigh ainda tinha que se soltar um pouco mais, mas ela iria com o tempo. Foi a melhor de todas porque realmente, o ingrediente secreto do sexo é o amor. E agora ele sabia. Sentia isso por ela de sobra.
Continua
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