The Reason Is You

14 Capítulo 14 - Surpresa (Kara Leigh Reencontra Murphy)


Notas iniciais
RESSUSCITEI DOS MORTOS GENTE! Pois é, foram 3 meses complicados... facul tá difícil, estou tendo inspirações para outra fic... e tinha o lance da 3 temporada, que agora que acabou, eu posso bolar o roteiro da continuação da fic! Pode não ser o melhor capítulo do mundo, mas ainda sim é um capítulo bom (e necessário rsrs). Reunião Murpheigh e momentos Bellarke povo uhuuul!!! Boa Leitura!

Sometimes I Feel Like
The World Is Against Me
The Sound Of Your Voice, Baby
That's What Saves Me
When We're Together I Feel So Invincible

Westlife — Us Against The World

Octavia e Kara Leigh andavam apressadas na floresta. Kara Leigh principalmente, já que não aguentava mais de tanta preocupação.

—Ok, Kara Leigh, se acalme! – Exclamou Octavia. – Pode me dizer o porquê dessa pressa toda?

—É sobre a doença. – Kara Leigh respondeu, ofegante. – Ou melhor, sobre a origem da doença.

Octavia parou de andar automaticamente, forçando Kara Leigh a parar também. A garota do céu encarou a terrestre com uma expressão desconfiada e preocupada ao mesmo tempo. Algo não estava certo.

—Kara Leigh, você por acaso sabe de alguma coisa que o Lincoln não sabe? – Perguntou Octavia, preocupada.

—Eu sei sobre o que ele não te contou. – Respondeu Kara Leigh. – É uma história longa.

—Agora que você já começou, termine! – Disse Octavia.

As duas voltaram a andar, dessa vez em um ritmo mais calmo. Kara Leigh estava nervosa. Ninguém mais sabia de sua relação com Murphy, além de Lincoln, é claro. Talvez Anya, mas isso não vinha ao caso. Ela tomou coragem e começou a falar.

—Eu conheci esse garoto do seu povo. – Kara Leigh começou. – Ele foi capturado e preso pelo meu povo. Disse que vocês o exilaram.

Octavia mirou o chão por um momento. Ah, mas claro! Agora tudo fazia sentido.

—Ah não, Kara Leigh. Você não pode estar falando sério. Não me diga que você conheceu o... Murphy. – Octavia teve problemas para terminar a frase.

—John, sim. Eu o conheci, ele é muito gentil comigo. Eu o ajudei quando ele estava preso. – Disse Kara Leigh. – Eu tratava dos ferimentos dele depois daquelas torturas horríveis.

—Ficou louca? Como é que você pode dizer que o Murphy é gentil? – Octavia perguntou, pasma. – Kara Leigh, ele é um garoto muito mal. Ele era um idiota arrogante nos primeiros dias aqui, antes de ser exilado.

—Ele nunca me tratou mal. Pelo contrário, foi sempre muito bom comigo. Ele me contou que vocês o culparam por um crime que ele não cometeu. E o verdadeiro culpado nem foi punido. Isso não me parece justiça! – Disse Kara Leigh, com um certo tom de raiva.

—Ele por acaso disse que a verdadeira autora do crime era uma garotinha de doze anos? – Perguntou Octavia, no mesmo tom de raiva. – Ela era só uma criança que fez besteira! Mas isso não convenceu o Murphy. Ele correu igual a um louco atrás da garota. Chegou ao ponto onde tudo isso foi longe demais e ela não aguentou. Ela se jogou de um penhasco, procurando uma saída de tudo isso.

Kara Leigh estava ao ponto de vomitar. Ela ficava assim sempre que pensava em crianças cometendo essas atrocidades como assassinatos. E ficava pior quando se lembrava que ela mesma já tinha feito isso.

—Uma criança se matou por culpa do Murphy. Não podíamos aceitá-lo de volta depois daquilo, então Bellamy e Clarke o baniram. Acho que isso era o mínimo de justiça que a garotinha merecia. – Disse Octavia.

A terrestre ainda estava digerindo tudo o que acabara de ouvir. Murphy nunca havia dito que a verdadeira autora do crime era uma criança. Ela pensou um pouco mais e se lembrou da política de seu povo, por mais cruel que fosse. Se eles fossem parte de Trikru, Murphy teria todo o direito de matar aquela garotinha. Afinal, ele foi injustiçado por causa de algo que ela fez. Além disso, quando uma criança mata, ela deixa de ser criança. Kara Leigh sabia disso por experiência própria.

—Uma criança só mata quando está com raiva. Mesmo assim, tudo o que fazemos será cobrado de nós mais tarde. A garotinha cometeu um crime e teve que pagar por isso. O único injustiçado nessa história foi o John. – Kara Leigh respondeu, firmemente.

As palavras ecoavam na cabeça de Kara Leigh. Aquelas palavras que seu povo tanto dizia, que nesse momento estavam impregnadas em sua cabeça. Por mais que ela odiasse violência, ela odiava ainda mais a injustiça. Tudo o que fazemos será cobrado de nós. Jus drein, jus daun. Sangue deve ser respondido com sangue.

—Eu não entendo como você consegue defendê-lo. Você provavelmente ainda não o conheceu de verdade. – Disse Octavia.

—Acho que são vocês quem não o conhecem de verdade. – Respondeu Kara Leigh.

*~*

Murphy estava fazendo as coisas no modo automático. Desde que Clarke adoeceu e ele começou a se sentir um pouco melhor, ele começou a ajudar todos os demais doentes a se hidratar e a lidar com a tosse hemorrágica. Afinal, ele já tinha feito o mesmo com Kara Leigh. Tudo ali lhe lembrava ela. Tudo bem, não era uma cena bonita, mas a situação lembrava a garota terrestre. Ela sempre estava disposta a ajudar quem precisava. E o jeito mais famoso era curando ferimentos. Doía muito pensar que Kara Leigh podia estar morta.

*~*

Kara Leigh terminou de contar sua história com Murphy, incluindo os detalhes mais fortes. A parte complicada foi quando ela teve que contar sobre como Murphy pegou a doença. Apesar de estar com vergonha, ela tentou contar com a maior naturalidade possível. Octavia ouviu tudo, apenas prestando atenção e concordando. Porém, ela explodiu quando ouviu Kara Leigh dizer que estava indo até o acampamento do céu para vê-lo.

—Está louca se acha que vou deixar você chegar perto daquele garoto, sinceramente! – Exclamou Octavia.

—Octavia, por favor, é a minha última chance de vê-lo antes de partirmos! – Respondeu Kara Leigh, como se estivesse implorando.

Octavia encarou Kara Leigh novamente. A expressão que a menor fazia era de pura aflição. Até parecia que se ela não visse Murphy logo iria ter um ataque. Ela realmente estava tentando entender o que foi que Kara Leigh viu em Murphy. Por outro lado, Octavia se colocou no lugar dela. Se fosse Lincoln, ela também iria querer vê-lo uma última vez. A única diferença era que Lincoln não era perigoso, Murphy era.

—Você vai esperar do lado de fora do muro. Eu vou dar um jeito de trazê-lo pra fora da nave e fora do acampamento, vai ser difícil já que ele está doente. Mas eu vou tentar. – Disse Octavia.

—Obrigada mesmo, Octavia! Eu não sei o que faria sem você! – Disse Kara Leigh, se animando.

—Mas eu vou ficar vigiando o tempo todo! – Octavia a cortou. – É muito perigoso com os outros terrestres e aqueles idiotas armados no muro. Fora o perigo natural que é o Murphy.

Octavia estava com o pé atrás com tudo isso. Kara Leigh era sua amiga, possivelmente melhor amiga, e não queria que ela se machucasse. Se Murphy a machucasse, ele iria sofrer.

*~*

Bellamy se viu com outro problema. Octavia não estava na nave, nem no acampamento. Ela saiu escondida para ver Lincoln. O pior, quem a mandou foi Clarke. Ele não queria ficar zangado com Clarke, mas sua irmã era sua prioridade.

A coisa toda piorou quando a epidemia começou a se espalhar cada vez mais. Jovens estavam sangrando por todos os lados, muitos estavam entrando em pânico. Só acabou quando Clarke disparou tiros para o alto, como se mandasse todos se acalmarem.

—Não percebem que isso é exatamente o que os terrestres querem? – Perguntou Clarke. – Eles não vão precisar nos matar se nós mesmos matarmos uns aos outros!

—Eles não vão precisar nos matar se todos nós pegarmos esse vírus! – Disse um garoto, apontando uma arma para Clarke. – Volte para a maldita nave!

Bellamy, numa tentativa de proteger Clarke, se aproximou do garoto, apontou sua arma para cima e o empurrou, mandando-o se afastar. Depois disso ele foi até Clarke.

—Eu não queria dizer o óbvio, mas sua quarentena não está funcionando – Disse Bellamy, em um tom sarcástico.

Antes que Clarke pudesse responder, ela cai. Bellamy, em um ato rápido a segura e a pega em seus braços. Mesmo que ela estivesse doente, a sensação de ter Clarke nos braços foi algo realmente bom.

—Bellamy me solte, você vai ficar doente. — Disse Clarke, com a voz fraca.

Finn viu a cena e correu até Clarke. Raven estava com ele e viu tudo. Ela não gostou nada disso.

—Finn espere, não toque nela! – Disse Raven, quando Finn já estava longe.

—Ei, tudo bem? – Perguntou Finn, tocando o rosto de Clarke, para o descontentamento de Bellamy.

—Estou bem, não se preocupe comigo. Octavia irá voltar com a cura. – Disse Clarke.

Nessa hora, uma apressada Octavia aparece no meio da multidão, para dar a notícia que todos temiam.

—Não existe cura! – Disse Octavia, ofegante. – Mas os terrestres não usam a doença pra matar.

—Ah é? Diga isso pra eles! – Respondeu Bellamy, apontando com a cabeça para alguns delinquentes morrendo com a doença. – Eu te avisei sobre ver aquele terrestre novamente!

—Bem, eu também tenho um aviso pra você. Os terrestres vão atacar pela manhã! – Disse Octavia.

Bellamy olhou para Clarke, que parecia que iria perder a consciência a qualquer momento. Como é que iriam lutar contra os terrestres se mais da metade do acampamento estava doente?

—Raven. – Bellamy a chamou. – Quantas balas pode fabricar até amanhã?

—Vou trabalhar nisso. – Respondeu Raven, se virando e indo em direção à sua tenda. Ela estava com uma expressão magoada no rosto.

—Bell, temos que colocar a Clarke dentro da nave. – Disse Octavia. – Vamos, eu ajudo.

Octavia ajudou Bellamy a carregar Clarke para dentro da nave. Finn foi junto, novamente, para o descontentamento de Bellamy. Murphy já estava de pé, ajudando alguns doentes. Ele apontou para uma rede vazia, dizendo para Bellamy colocá-la lá. Bellamy relutou, assim como relutava em qualquer coisa dita ou feita por Murphy, mas deitou Clarke naquela rede mesmo assim.

—O que eu tenho que fazer para você parar de entrar aqui? – Perguntou Clarke, olhando nos olhos de Bellamy.

—Melhorar. – Respondeu Bellamy.

—Você precisa se hidratar. Vou buscar água. – Disse Finn, saindo da nave. Bellamy agradeceu mentalmente por isso.

—O que mais Lincoln te disse, O? – Perguntou Bellamy.

—Que o vírus não dura muito. Dura apenas alguns dias, horas nos mais fortes. – Respondeu Octavia.

—É verdade. – Disse Murphy, entrando na conversa. – Eu me sinto bem melhor.

—Eles precisam ficar hidratados. Precisam ficar fortes e melhorar. – Disse Clarke.

Você precisa ficar forte e melhorar. – Respondeu Bellamy.

—Tudo bem, eu cuido disso. Faça ela descansar, Bell. – Disse Octavia começando a ajudar os doentes. – Murphy pode me ajudar aqui?

Murphy e Octavia iam de doente em doente, limpando o sangue e ajudando-os a beber água. Depois de alguns minutos, Octavia quebrou o silêncio.

—Preciso falar com você. – Sussurrou Octavia. – É importante.

—O que você teria de tão importante para falar justo comigo? – Perguntou Murphy, sarcasticamente.

—Kara Leigh. – Respondeu Octavia. – Ela está viva.

Murphy quase deixou cair o recipiente com água que estava segurando. Aquilo foi um choque e tanto. Então ela estava mesmo viva? Ele precisava saber mais. Como ela estava, onde estava, se estava segura...

—Você a viu? – Perguntou Murphy, sussurrando em um tom surpreso. – Ela está bem? Onde ela está agora? Preciso muito vê-la!

—Calma aí, vai chamar muita atenção! – Octavia o repreendeu. – Quando fui procurar Lincoln atrás de uma cura, a encontrei. Ela está bem, não se preocupe.

—E onde ela está? – Perguntou Murphy, com urgência na voz.

—Ela... bem, ela está aqui. – Respondeu Octavia. – Do lado de fora do muro, pra ser mais exata. Ela está esperando por você. Me fez prometer que eu a ajudaria a ver você.

—E o que eu estou fazendo aqui? – Murphy largou o recipiente e o pano, se virando para sair da nave, mas Octavia o impediu.

—Agora não, gênio! – Ela o repreendeu novamente. – Espere até o meu irmão sair. E eu vou junto. Não sou louca de deixá-la sozinha com o perigo ambulante que é você.

Após alguns minutos, Bellamy saiu da nave para acompanhar Raven com o processo das balas. Octavia se levantou e puxou Murphy com ela.

—Agora sim, vamos. – Disse Octavia.

*~*

Kara Leigh estava esperando do lado de fora do acampamento do céu pelo que pareciam ser horas. Octavia havia dito que Murphy estava doente e que seria difícil tirar ele do acampamento sem ninguém ver, mas a demora estava insuportável.

Ela estava escondida no meio de um grande arbusto e duas árvores, assim seria extremamente difícil ser vista por alguém. Octavia já a deixou em uma área sem sentinelas, mas mesmo assim não era completamente seguro. Estava ao ponto de cair no sono quando ouviu um “psst” não muito longe. Ela saiu do meio do arbusto e sorriu de orelha a orelha ao ver Murphy. Octavia se afastou um pouco para dar privacidade aos dois, mas não deixou de vigiar com seus olhos de águia.

Ele caminhou em direção à garota terrestre e os dois se encararam por um certo período de tempo, sem saber o que dizer. Murphy, que já estava se contendo há muito tempo, fez o primeiro gesto. Não houve palavras, Murphy simplesmente a puxou pela cintura e a beijou apaixonadamente. Kara Leigh não deixou de retribuir com a mesma intensidade, o abraçando e o trazendo para mais perto. Murphy já não aguentava mais pensar que ela estava morta. A notícia de que ela estava viva foi um susto. Vê-la na sua frente foi demais para ele aguentar. Ele realmente precisou fazer aquilo. Após vários e vários minutos, se separaram.

—Eu achei que estivesse morta. – Sussurrou Murphy, segurando o rosto dela próximo ao seu. – Nunca mais faça isso.

—Eu poderia estar. Lincoln me salvou antes que algo ruim acontecesse. – Respondeu Kara Leigh. – Não sabe o quanto eu fiquei preocupada com você. Está doente, não está?

—Estava, mas agora eu me sinto bem melhor. – Respondeu Murphy. – Só esses machucados que ainda doem um pouco.

Ela se afastou um pouco dele e olhou melhor para seu corpo. Ele estava completamente machucado, era difícil achar uma parte que não estivesse coberta de sangue. Estava quase como da última vez que ela o viu, a única diferença é que tinha mais sangue, por conta das tosses hemorrágicas. Ela suspirou e o encarou com um olhar de culpa.

—Ah, como é que eu posso ir embora e deixar você desse jeito? – Ela perguntou, voltando a aproximar os rostos.

—É simples. – Respondeu Murphy, dando um selinho nos lábios dela. – Não vá embora.

Ela desejou que fosse fácil assim. Que eles apenas poderiam ficar juntos em paz, sem interferência de nenhum dos povos. Porém, a situação estava mais complicada do que nunca.

—Eu preciso contar uma coisa... – Disse Kara Leigh, o puxando para trás de uma árvore. Ela realmente não queria que Octavia visse aquilo.

Kara Leigh contou sobre o plano de Anya para atacar o acampamento do céu. Eles iriam atacar pela manhã, quando o povo do céu ainda estivesse sofrendo as consequências da doença. Nada que Murphy já não soubesse. O baque foi quando ela disse que Lincoln estava indo embora... e ela iria junto.

—Mas nem pensar, você não vai embora de jeito nenhum! – Exclamou Murphy, apertando o corpo da garota contra o seu. – Acabei de descobrir que você está viva, não vou passar por essa dúvida insuportável outra vez!

—Eu sei, eu sei! Eu também queria que não fosse assim. Não quero ficar longe de você. – Kara Leigh respondeu, afundando sua cabeça no peito dele. – Mas parece ser o único jeito. Eu vou morrer de qualquer jeito, se seu povo não me matar, o meu vai.

—Não, nós vamos dar um jeito. Nós dois sempre damos um jeito. – Murphy beijou a testa da menina. – Ninguém vai encostar em você.

Os dois ouviram outro “psst”, o que significava que Octavia estava os chamando. Era hora de Murphy voltar para a nave e Kara Leigh voltar para a caverna de Lincoln. Os dois protestaram, pois não queriam voltar a ficar separados. Murphy, mantendo a pose de durão, não fez muita objeção, ao contrário da loira.

—Consegue voltar para a caverna sozinha? – Perguntou Octavia.

—Consigo sim, se eu conseguir sobreviver aos perigos dessa floresta como os guardas do seu e do meu povo. – Respondeu Kara Leigh, quase em um tom irônico.

Octavia fez uma expressão surpresa e olhou alternadamente para Murphy e Kara Leigh. Aqueles dois ficaram dez minutos atrás de uma árvore e já foi o suficiente para Kara Leigh voltar falando como Murphy?

—Vocês dois precisam parar de andar juntos. – Disse Octavia. – É sério, você está ficando igual a ele.

Ignorando Octavia, Murphy caminhou até Kara Leigh novamente e lhe deu um beijo de despedida. Octavia fingiu vomitar pelas costas dos dois. Murphy a soltou e caminhou em direção ao túnel, lançando um olhar sarcástico para Octavia, que retribuiu com um olhar de morte.

—Então, eu acho que vejo você hoje à noite, não é? – Perguntou Kara Leigh, inocentemente.

—Você e eu sabemos que não podemos ir embora daqui. – Respondeu Octavia. – Eu ajudei você, agora me ajude a convencer Lincoln de que não podemos desistir da luta!

—Eu posso até falar com ele... mas ele não iria acreditar. Ele iria achar estranho, eu sou contra violência, lembra? – Respondeu Kara Leigh. – Além do mais, ele iria achar que eu estou fazendo isso pelo John.

—O que não deixa de ser verdade. – Disse Octavia, se aproximando para abraçar a terrestre. – Ao menos tente, tudo bem? E, por favor, tome cuidado nessa floresta. Preciso ir, meu irmão deve estar me procurando.

As duas, então, seguiram cada uma o seu caminho. Kara Leigh encarou a floresta, de volta para a caverna, pensando em como iria convencer Lincoln a não partir. Ela estava com medo de morrer, mas Octavia estava certa. Não podia desistir da luta. Octavia voltou para o túnel, onde surpreendentemente, encontrou Murphy que ainda estava ali. Ela revirou os olhos e os dois seguiram de volta para a nave.

—Você pode ser um tremendo babaca, mas faz ela feliz. Não sei como isso é possível, mas ela realmente gosta de você. – Disse Octavia.

—É simples, ela tem bom gosto. – Respondeu Murphy, em seu usual tom sarcástico, fazendo Octavia revirar os olhos novamente.

A morena se perguntou onde Bellamy estava, ao entrar na nave e encontrar Clarke adormecida, sozinha, fora os outros doentes, é claro. Mal ela sabia que Bellamy estava com Raven e Finn, armando um plano explosivo para impedir o ataque dos terrestres. Literalmente explosivo. Uma bomba.

Continua.

Notas finais
EITAAA! É agora que a Raven vai explodir aquela ponte! Amo aquela parte :3 E que bromance bizarro foi esse da Octavia com o Murphy? Ela até parecia sogra dele oloko kkkkk. Como eu disse, pode até não ter sido o melhor capítulo do mundo, mas foi necessário para o futuro da fic. E sim gente, algumas cenas onde na série era pra ter sido o Finn, eu troquei para ser com o Bellamy para dar espaço para Bellarke :3 PS: Gente, finalmente tomei vergonha na cara e criei um Twitter! Só que em vez de ser só para a fic, vai ser sobre todas as minhas fics em conjunto, mas vai ter bem mais coisas sobre The Reason Is You hehehe :3 Lá vai ter alguns spoilerzinhos e curiosidades sobre a fic! Sigam lá mores: @HedaViolet Kisses ♥