The Reason Is You

15 Capítulo 15 - Paixão (Murphy Deseja Kara Leigh)


Notas iniciais
Heey meus trikru e skaikru! Pois é, eu sei que faz tempo. A fic tá cheia de teias de aranha, jogada às traças sendo massacrada por Clexas da vida, eu sei :'( Eu estou enfrentando dois grandes vilões nesses meses, chamados: faculdade e bloqueio. Mas acho que consegui escrever algo que preste. *ALERTA: Capítulo com momentos hot Murpheigh, já vou avisando agora* Boa Leitura!

You're the light, you're the night
You're the color of my blood
You're the cure, You're the pain
You're the only thing I wanna touch
Never knew that you could mean so much...

Ellie Goulding — Love Me Like You Do

Kara Leigh voltou para a caverna de Lincoln, completamente nervosa e aflita. A cada barulho que ouvia na floresta, ela se escondia no primeiro lugar que encontrava. Por sorte, o exército de Anya estava se reagrupando na aldeia, antes de atacar o povo do céu. E ela ainda tinha que dar um jeito de convencer seu “irmão” de que não podiam fugir. Ela respirou fundo e entrou na caverna.

—Lincoln? – Kara Leigh o chamou.

Ela não obteve resposta. A caverna estava vazia. Ela então, sentou-se no chão, encostada na parede, pensando no que contar a ele. Alguns minutos depois, Lincoln entrou e se surpreendeu com a garota na caverna.

—Onde você se meteu? – Lincoln perguntou, em um tom preocupado. – Já estava achando que Anya tivesse a capturado. Estou procurando você há horas!

—Desculpe ter saído sem avisar, mas... – Ela se levantou. – Eu precisava ir até lá. Se eu não fosse, eu nunca me perdoaria.

Lincoln soltou um suspiro e olhou para baixo. Mas é claro. Como ele não pensou nisso? Ela foi ver o ex-prisioneiro.

—O que eu falei sobre vê-lo? – Lincoln perguntou, em tom de sermão. – Com a ameaça contra o povo do céu, a floresta está extremamente perigosa. Além do fato de você ter invadido o território deles, é claro. Teve sorte de não ter sido capturada, ou pior, morta!

—Eu sei que me expus ao perigo, mas eu simplesmente não podia deixar as coisas do jeito que estavam! – Kara Leigh respondeu, levantando a voz. – Sinceramente, Lincoln. Você acha que a Octavia vai abandonar o irmão dela assim? Ela não vai conosco. E honestamente... eu também não vou.

—Kara Leigh, você ainda não entendeu que não há lugar para nós aqui? Se ficarmos aqui, nós dois seremos mortos! – Respondeu Lincoln, tentando botar um pouco de juízo na cabeça dela. – Acredite em mim, eu queria muito que houvesse outra maneira.

—Mas há! Lincoln, nós podemos acabar com essa guerra. – Respondeu Kara Leigh. – Não quero ficar só pelo John, mas também pela Octavia. Eu tenho uma dívida com ela, e tenho que pagá-la.

Lincoln se calou por um instante. Aquilo era loucura total. Se ela ficasse, seria morta com toda a certeza. Se não pelo seu próprio povo, pelas mãos do povo do céu.

—Me desculpe. – Disse Kara Leigh. – Mas ela pediu minha ajuda, e eu não vou negá-la.

*~*

Raven passou o dia todo trabalhando na bomba. Primeiro, ela foi coletar hidrazina nos restos da nave Exodus, para depois, misturá-la com pólvora, dentro de uma lata. Ela estava chateada, e precisava se manter ocupada. Quando estava terminando, Bellamy e Finn entraram em sua tenda, perguntando como ela estava indo.

—Está pronta. – Raven disse. – Só precisa ser levada até a ponte e ser atingida com um tiro certeiro. Quem se habilita?

Finn e Bellamy se entreolham. Finn, hesitante, se oferece. Raven nota sua hesitação e fica ainda mais chateada com ele. Como se todo o drama dele disputando a atenção de Clarke com Bellamy já não bastasse.

—Precisamos ser rápidos, pois os terrestres podem chegar a qualquer momento amanhã. – Disse Bellamy. – Eu vou junto, para fazer o disparo.

—Bellamy, você está sangrando... – Disse Raven, fazendo Bellamy se dar conta de que havia adoecido.

Bellamy sai da tenda apressadamente e cambaleia por algumas tendas, até a nave. Porém, não podia entrar lá e deixar sua missão inacabada. Logo, ele deu de cara com o voluntário perfeito.

—Jasper. – Bellamy o chamou. – Preciso que vá no meu lugar, para realizar o disparo.

Jasper sabia do que ele estava falando, porque ele ajudava Raven em alguns projetos, cuidando da parte química. E, realmente, Jasper era o único que podia fazer o disparo, porque ele era o único atirador que não estava doente.

Horas depois, Bellamy continuava tossindo sangue, na nave. Murphy tentou ajudá-lo, mas Bellamy recusou, mandando Murphy se afastar. Foi quando, para sua alegria, que Clarke assumiu o controle. Ela já estava um pouco melhor, e isso fez Bellamy ficar aliviado.

—Obrigada... por me segurar quando eu caí, mais cedo. – Agradeceu Clarke.

—Eu teria feito outra vez... – Respondeu Bellamy, quase como um sussurro, ocultado pela tosse.

Clarke sorriu levemente, continuando a limpar o rosto de Bellamy, com delicadeza. Ele não tirou os olhos dela por um segundo. Os dois passaram o resto da noite juntos, um tomando conta do outro. Porém, algo inusitado aconteceu na manhã seguinte. Finn e Jasper foram buscar a bomba, mas quando chegaram na tenda de Raven, nem ela e nem a bomba estavam lá.

*~*

—Ela deveria ter vindo ontem à noite. – Disse Kara Leigh. – Eu avisei que ela não viria.

—Eu deveria manter vocês duas seguras... – Disse Lincoln, quase como um lamento.

—Ei... – A terrestre sussurrou, colocando a mão no ombro do “irmão”. – A culpa não é sua. Talvez... bem, talvez esteja na hora de eu sair da minha zona de conforto e fazer algo de útil. E talvez, Octavia esteja pensando igual. Acabar com essa guerra seria um grande começo.

—Isso é loucura. Vocês duas não podem impedir uma guerra sozinhas. – Disse Lincoln.

—É por isso que precisamos de você. – Respondeu Kara Leigh. – Sis ai au, bro. (Ajude-me, irmão.)

Ouvir Kara Leigh falar no idioma terrestre chamou a atenção de Lincoln. Ainda mais para pedir a ajuda dele. Porém, antes que ele pudesse responder, um barulho de explosão ecoou lá fora. Ambos, preocupados, correram para fora da caverna e viram o enorme rastro de fumaça, vindo em direção da ponte. A ponte ficava longe, mas o rastro de fumaça denunciava sua localização.

—Lincoln, é a ponte! – Exclamou Kara Leigh. – O exército da Anya iria marchar hoje, e eles não podem chegar no acampamento sem usar a ponte! O que houve lá?!

Skaikru... defendendo o território deles. – Respondeu Lincoln. – Foi isso o que houve. Agora mesmo que não há como parar essa guerra. E não há mais discussões, você e Octavia vão para longe dessa carnificina!

E tudo foi por água abaixo outra vez. Kara Leigh estava com uma ponta de esperança de que Lincoln iria desistir de ir embora, mas agora ela tinha certeza que não. Somente Octavia poderia dar alguma luz para ele. Isso se ela voltasse, é claro.

*~*

Octavia caminhava até a caverna de Lincoln com o coração partido. Ela queria muito ficar com ele, mas não podia deixar seu povo morrer, seu irmão morrer. Como ela havia dito à Kara Leigh no dia anterior, as duas sabiam que Octavia não poderia ir embora.

Assim que ela entrou, encontrou Kara Leigh sentada no chão, com um olhar triste, e Lincoln empacotando coisas. Quando seu olhar se encontrou com o da loira, esta se levantou do chão e caminhou discretamente para fora da caverna, não desviando com o olhar de Octavia nem por um segundo.

—Lincoln? – Octavia o chamou. – Preciso falar com você.

—O que o seu povo fez? – Lincoln perguntou, em um tom preocupado. – Agora a guerra é certa, nem você, nem Kara Leigh e nem eu podemos pará-la!

—Eu sei, mas nós tínhamos que impedir o ataque. – Octavia respondeu, tentando soar natural.

—Olhe, tem muita coisa que você não entende. Tem coisas piores do que o meu povo. Os homens da montanha, por exemplo. Eles virão e matarão todos nós! – Respondeu Lincoln, ainda preocupado. – Temos que sair daqui enquanto ainda podemos!

E Lincoln tinha razão em estar preocupado. Octavia não sabia, mas os homens da montanha eram muito mais temíveis que o povo de Lincoln. A explosão da ponte com certeza chamou a atenção deles, e eles virão. E quando chegarem, Lincoln não queria estar ali para ver o que iria acontecer.

—Os homens da montanha... você quer dizer, aqueles desenhados em seu livro? – Octavia perguntou, se lembrando dos desenhos que viu no livro dele.

—Sim, agora temos que ir embora. – Disse Lincoln, pegando as mochilas. – Temos muito chão para andar até anoitecer.

Octavia respirou fundo antes de respondê-lo. Ela realmente não queria magoá-lo, mas tinha que dizer que não iria com ele.

—Lincoln... eu não vou com você. – Disse Octavia, com pesar.

Lincoln a encarou e viu que os olhos dela estavam marejados. Mesmo assim, ela tentava manter uma postura séria.

—Você vai morrer aqui. – Respondeu Lincoln.

—Talvez... – Octavia respondeu, com ainda mais pesar.

Lincoln caminhou até ela e segurou seu rosto. Agora, algumas lágrimas caiam do rosto dela. Ela estava sofrendo com aquilo, ele podia perceber. Ele passou os dedos pelas bochechas dela, limpando as lágrimas com delicadeza.

—Por que? – Lincoln perguntou, olhando fundo nos olhos dela, apesar de já saber a resposta, bem lá no fundo.

—Eles são o meu povo. – Octavia respondeu, calmamente. – Não posso abandoná-los. Eu sinto muito.

Lincoln se sentiu mal. Ele queria, mais do que tudo, que essa guerra acabasse. Mas como não podia fazer isso, pelo menos queria levar sua amada e sua “irmãzinha” para longe do campo de batalha. Mas ele não podia forçá-la a ir. E era muito provável de que se uma se recusasse a ir, a outra também se recusaria. Como ele faria para mantê-las a salvo?

Octavia se aproximou mais e beijou Lincoln, apaixonadamente. Ela pôs toda a sua intensidade naquele beijo, pois era, afinal, um beijo de despedida. Ela dificilmente o veria outra vez, e isso lhe partia o coração. Doeu muito mais quando ela interrompeu o beijo.

—Adeus, Lincoln... – Disse Octava, se virando e saindo da caverna.

*~*

Kara Leigh estava sentada do lado de fora da entrada da caverna, quando viu Octavia sair como se estivesse quase se debulhando em lágrimas. A terrestre se aproximou da garota do céu.

—Octavia? Você contou para ele, não contou? – Perguntou Kara Leigh.

Octavia apenas assentiu com a cabeça, em resposta. Kara Leigh notou o enorme esforço que Octavia fazia para se manter calma. Parecia que, no fundo, Octavia apenas queria chorar e se espernear, para liberar a dor. Kara Leigh conhecia bem essa sensação. Porém, ela não era tão forte quanto Octavia.

—Ele já deve saber que eu também não vou. – Kara Leigh respondeu. – Acho que ele precisa de um tempo sozinho. Vou entender se você também precisar.

Tendo dito isso, a terrestre se virou e começou a caminhar para longe. A garota do céu ficou parada alguns instantes, antes de se dar conta de que precisava voltar para o acampamento. Ela começou a trilhar seu caminho de volta, quando notou um rastro no chão, e mais à frente, Kara Leigh andando. Octavia acordou de seu “transe” e correu até ela.

—Kara Leigh, o que está fazendo? – Perguntou Octavia.

—Indo ver o John. – Kara Leigh respondeu. – Preciso contar a ele que não vou mais embora.

—Isso não está certo, você deveria ficar com o Lincoln. – Respondeu Octavia. – Você deveria ir com ele. Ele vai precisar de alguém de confiança por perto.

—Você não entendeu, não é? Você é o mundo dele agora, Octavia. Se você não for, ele também não vai. Mesmo que isso signifique arriscar a própria vida para salvar a sua. – Disse Kara Leigh, apertando o passo. – Ele vai ficar e lutar por você.

—Como sabe disso? – Octavia perguntou, acompanhando o ritmo da outra garota.

—Eu cresci com ele, nós conhecemos bem ao ponto de saber o que o outro está sentindo. – Kara Leigh respondeu. – Por isso, ele fez de tudo para me tirar daqui. Ele sabe que não é seguro, mas também sabe que eu iria querer ficar. Porque, ele sabe que tanto como ele arriscaria a vida dele por você, eu arriscaria a minha pelo John.

Octavia se calou durante o resto da viagem. Claro, ela ainda não entendia como Kara Leigh podia querer arriscar sua vida por alguém como Murphy. Mesmo que na noite anterior, ele tenha ganhado alguns pontinhos por ter ajudado os outros doentes. Ainda não ocultava o fato de que ele tinha sido um verdadeiro cretino durante os primeiros dias dos 100 na Terra. As duas andaram até chegarem na entrada do túnel secreto.

—Preciso dar um jeito de entrar sem ser vista. – Disse Kara Leigh.

—Não, não, você vai ser vista e vai chamar a atenção do acampamento inteiro. – Respondeu Octavia. – Vamos fazer como antes, você espera aqui fora enquanto eu vou chamar o traste...

—Eu vou fingir que eu não ouvi isso... – Retrucou Kara Leigh. – Mas sem vigiar dessa vez, por favor, é muito estranho.

Octavia apenas revirou os olhos e entrou pelo túnel. Ela foi até a nave e encontrou Murphy ainda ajudando os doentes. Ele havia acabado de dar água para Connor, quando se virou com os passos entrando na nave, e viu Octavia. Ela acenou com a cabeça, o chamando.

—Sua namorada está aqui. – Sussurrou Octavia. – No mesmo lugar de antes.

—E eu imagino que você vem junto para impedir as mãos bobas. – Respondeu Murphy, em seu tom sarcástico.

—Vá se flutuar, Murphy! – Retrucou Octavia. – Só vou deixar essa vez porque você me liberou do trabalho duro essa noite, mas só essa vez! E se você machucá-la, já sabe o que acontece.

Murphy assentiu e não perdeu tempo em sair da nave, tomando cuidado com qualquer um que pudesse vê-lo. Por sorte, com a epidemia e a explosão da ponte, as pessoas estavam concentradas no portão da frente, ou em suas tendas. Então não foi um problema para ele chegar até o túnel.

Ele a encontrou sentada na mesma árvore que ficava perto do arbusto. Ela se levantou e foi até ele, o enlaçando pelo pescoço e dando-lhe um beijo rápido. Ele, aproveitando que estavam sozinhos, a trouxe mais perto, a enlaçando pela cintura.

—Eu não vou mais embora. – Disse Kara Leigh, após terminar o beijo. – Eu vou ficar aqui, com você.

Ele a beijou novamente, dessa vez, de uma forma mais intensa, a empurrando para trás de uma árvore. As mãos dele subiam e desciam pela cintura dela. Ela estranhou o ato, ninguém nunca a havia tocado daquele jeito. Mas também não estava ruim.

Ele parecia não estar muito afim de conversar, pois não parava de beijá-la de jeito nenhum. Passados alguns minutos, ele parou de beijá-la apenas para deitá-la no chão. O coração dela começou a bater mais rápido quando ele voltou a beijá-la. Uma das mãos dele percorria o rosto dela, tirando algumas mechas do cabelo, delicadamente.

Ela estava nervosa. Era a primeira vez que ficava assim com um garoto. Estava morrendo de medo de fazer algo de errado. Por mais inocente que ela fosse, ela sabia o que os casais faziam quando estavam muito apaixonados, como Lincoln e Octavia, por exemplo. E mesmo estando extremamente nervosa, ela tentou seguir o ritmo de Murphy.

Murphy começou a descer os beijos para o pescoço de Kara Leigh, o que a fez dar um leve suspiro. Logo, ela não estava mais raciocinando direito. A sensação era boa demais. Porém, ela acordou quando sentiu ele abaixar a manga de sua blusa, deixando seu ombro exposto e depositando beijos ali. Mas só foi ficar assustada quando sentiu a mão dele apertar um de seus seios.

—John... – Ela o chamou, entre pequenos suspiros. – Espere um pouco.

Ele levantou a cabeça e, com sua outra mão, começou a acariciar o cabelo dela.

—Qual o problema? – Ele perguntou, ofegante pelo recente “esforço”.

—Eu estou com medo. – Ela respondeu, olhando fundo nos olhos dele. – Nunca fiz isso antes.

—Eu entendo. – Ele disse, suspirando, desapontado. – Quer que eu pare?

Ela se viu em um dilema com aquela pergunta. Sim, ela estava nervosa com tudo aquilo, mas por algum motivo, não queria que ele parasse. Casais faziam aquilo quando estavam apaixonados, e Kara Leigh estava apaixonada por Murphy. Ela queria que ele a tocasse. Mas suavemente, de um jeito que ela não se assustasse. Então, ela apenas acenou negativamente com a cabeça. Murphy a sentiu tremer embaixo de si. Ele percebeu o quanto ela estava tensa. Ela precisava relaxar para que tudo desse certo.

—Se quiser que eu pare... – Ele deu um rápido selinho nela. – É só falar.

Kara Leigh assentiu com a cabeça e Murphy voltou ao que estava fazendo, só que agora, no outro ombro... e a mão dele no outro seio dela. Ela fechou os olhos e se concentrou no toque e as sensações que ele lhe proporcionava. Estava bom, muito bom, ela achava. Logo, ela começou a sentir um calorzinho lá embaixo. Ela sentiu suas coxas suarem, quando Murphy parou o toque e sussurrou em seu ouvido.

—Eu quero ver você. – Ele sussurrou, mordiscando a orelha dela. – Deixe eu tirar sua blusa. Deixe-me ver você.

O coração dela começou a bater mais rápido. Ela encarou o nada por alguns segundos, antes de olhar para ele. O nervosismo voltou, mas ela não podia dar para trás agora.

—Eu deixo... – Ela respondeu, timidamente. – Se me deixar ver você também.

Ele deu um daqueles seus sorrisos sarcásticos, e saiu de cima dela, tirando sua camiseta. Ele ainda estava bastante machucado, com alguns ferimentos ainda bem sérios. Ela queria ter tratado deles, mas não tinha como, por conta da epidemia e da guerra. Ele a ajudou a sentar e, lentamente, tirou a blusa dela, deixando-a apenas com uma fina roupa de baixo terrestre. Ainda não era o suficiente. A roupa de baixo tinha que ir. E foi o que ele fez, levantando-a em seguida.

Kara Leigh ficou extremamente vermelha. Ela fechou os olhos, tentando diminuir a vergonha, mas foi inútil. Ela nunca havia ficado nua em frente de garoto nenhum, nem mesmo de Lincoln. A vergonha era tanta que ela estava prestes a cruzar os braços, para esconder sua nudez, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, voltou a ser beijada por Murphy.

—Você é tão... incrível. – Murphy disse, entre beijos.

Enquanto Kara Leigh se mantinha de olhos fechados de vergonha, Murphy a encarava sem desviar o olhar uma única vez. Ela tinha um corpo pálido, apesar de ser uma terrestre. Seus seios eram pequenos, mas em compensação, eram redondinhos e empinados.

—Não está decepcionado? – Kara Leigh perguntou, timidamente, entre beijos. – Com o meu corpo?

Ela sempre achou que tinha um corpo estranho e pequeno demais para sua idade. Ela via as outras garotas com belos corpos voluptuosos e se sentia inferior por não ter um corpo daquele jeito. Murphy se afastou apenas para encará-la. O rosto dela estava extremamente vermelho e seus olhos lacrimejavam um pouco.

—Eu pareço desapontado? – Murphy perguntou, com aquele jeito sarcástico característico dele.

—No seu lugar, eu teria ficado. – Ela respondeu, cabisbaixa. – Não sou bonita como as garotas da minha aldeia, ou as do seu povo.

Murphy se segurou para não soltar uma de suas risadinhas irônicas. Ela estava mesmo querendo se rebaixar às outras garotas. Logo ela? Bem, alguém tinha que fazê-la acordar para a vida.

—Ah, Kara Leigh... às vezes eu imagino o que se passa na sua cabeça. – Respondeu Murphy, estendendo sua camiseta no chão, atrás dela, e fazendo-a deitar novamente, ficando por cima dela.

Kara Leigh ficou confusa, mas aquele era o jeito Murphy de se dizer “você é a garota mais maravilhosa que eu já conheci”. Claro que Murphy sendo quem ele é jamais diria algo tão meloso. Ele pensava, mas nunca falava.

Ele voltou a beijá-la, agora de um jeito mais passional. Seus corpos encostavam um no outro, tornando a sensação melhor. E ele estava no meio das pernas dela, fazendo-a sentir... alguma coisa a cutucando. Ela arrepiou-se quando o sentiu descer os beijos outra vez, só que desta vez, para um lugar mais baixo.

Ela praticamente o agarrou nas costas quando o sentiu sugar um dos seios. Seu corpo inteiro estremeceu. Ela nunca havia sentido algo tão bom. Quando ele mordiscava, ela deixava pequenos arranhões nas costas dele, o que ele levava como incentivo para continuar. Ela sentiu suas pernas suarem novamente.

Ele decidiu fazer um movimento mais ousado quando desceu sua mão até o meio das pernas dela, acariciando por cima da roupa. Aquilo já foi o suficiente para fazê-la soltar pequenos gemidos, um seguido do outro. Murphy gostou de vê-la daquele jeito, de olhos fechados, bochechas vermelhas e toda arrepiada para ele. Porém, seu lado dominador ainda pedia algo mais.

—Está bom? – Ele perguntou, sussurrando no ouvido dela.

—Está incrível... – Ela respondeu, ofegante. Ele sorriu com a resposta e mordiscou o lóbulo da orelha dela.

—Tem como melhorar. – Ele sussurrou. – Só não fique assustada...

Ela assentiu e ele começou a acariciar a intimidade dela por dentro da roupa. Agora, ela praticamente se contorcia por baixo dele. Aquilo era simplesmente perfeito. Então era isso o que os casais faziam quando estavam apaixonados? Todos esses beijos e carícias ousadas. Agora ela sabia porquê. Era como se eles se tornassem um só.

—Ah, John... – Ela gemeu seu nome.

Ele gostava de provocar essas sensações nela. Vê-la assim o deixava cada vez mais excitado. E do jeito que as coisas estavam esquentando rapidamente, era possível de ele fazê-la dele ainda hoje. Ela, seu primeiro amor. Murphy não era virgem, ele teve algumas experiências com garotas da arca. Mas dessa vez era diferente, porque Kara Leigh não era qualquer garota. Era a garota dele. A garota que ele amava. E ele queria que fosse o momento mais especial da vida dela.

Era agora. Ele a queria para ele. Ele a largou apenas para tirar suas próprias calças. Porém, tudo foi por água abaixo quando ouviram uma voz familiar.

—Murphy, é melhor você largar a Kara Leigh se não quiser perder as duas mãos! – A voz de Octavia disse, chegando perto de onde os dois estavam... e se arrependendo amargamente da visão. – Ah, por favor, coloquem uma roupa! Droga, eu deixei as coisas chegarem longe demais. A partir de hoje a Kara Leigh vai usar um cinto de castidade!

Kara Leigh tremeu tanto quando ouviu a voz de Octavia que saiu de baixo de Murphy e vestiu suas roupas com uma velocidade acima do normal. Quando O avistou os dois, a terrestre já estava abaixando sua blusa. Enquanto isso, Murphy xingou Octavia mentalmente enquanto vestia sua camisa.

—Sempre escolhendo a hora certa para aparecer... – Resmungou Murphy.

—Octavia! – Kara Leigh a chamou, indo atrás dela. – Por favor, não diga nada a ninguém. O que aconteceu aqui fica aqui, ok?

A loira estava com os olhos arregalados e tremia pelo susto. Octavia sabia que “não contar a ninguém” queria dizer “não contar a Lincoln”. Mas não seria problema, já que agora ela raramente veria Lincoln.

—Ok, mas eu quero falar com você mais tarde. – Respondeu Octavia. – Ei, conquistador! Precisamos voltar, Jasper, Raven e Finn chegaram e todos estão na rua, alguém vai notar que sumimos.

—Já que não tem outro jeito... – Murphy resmungou, se levantando e indo até Kara Leigh. – Amanhã, na mesma hora. Dessa vez, não vamos ser interrompidos.

Ela deu uma risadinha e ele a beijou pela última vez. Um beijo demorado, para provocar Octavia, que esperava de braços cruzados. Quando se separaram, ele caminhou até o túnel, passando por Octavia com aquela expressão sarcástica característica.

—E você, vá já para casa! – Disse Octavia, com um tom autoritário.

—Eu posso até ir. – Disse Kara Leigh, dando meia volta. – Mas eu vou voltar.

A terrestre começou a caminhar de volta para a caverna de Lincoln. Octavia respirou fundo antes de voltar para o túnel. Aquilo poderia ter sido pior. E se ela não tivesse chegado? Será que Murphy estava abusando de Kara Leigh? Mas ela iria descobrir o que estava acontecendo a qualquer custo. E agora que a bomba sobre a ponte foi detonada, talvez ela tivesse um pretexto para reatar com Lincoln.

Naquele dia, Murphy percebeu que sim, Kara Leigh era a única que se importava realmente com ele. E ele iria fugir com ela, para bem longe de qualquer um que pudesse estragar o que eles tinham. Mas não podia fugir sem fazer todos aqueles que o fizeram sofrer pagarem. Começando por Connor, a quem ele sufocou com um saco plástico. Mas ainda não era o bastante. Ainda havia alguns que deviam pagar. Um deles era Bellamy.

Continua.

Notas finais
Eita kkkkkkk a Octavia tinha MESMO que chegar, produção? Poxa, que sacanagem! Usando matemática para explicar isso: A equação para obter uma Kara Leigh safada, a partir de uma Kara Leigh santinha é simplesmente adicionar um Murphy e subtrair as roupas (e eliminar uma Octavia) kkkkkk. Ahh não sei contar, eu sou de humanas. Eu imagino o Lincoln descobrindo o que a irmãzinha dele anda aprontando na floresta kkkk Ahh o quê que tem também! Todo mundo se pega nessa série! Mas enfim, era isso kkk até a próxima miguinhos! PS: Gente do meu core, já faz um tempo que eu postei e não sei se vocês viram, mas eu fiz um Crack (vídeo zuera com músicas e memes) de The 100 e postei no meu canal! Particularmente eu me engasgo de rir toda vez que assisto kkkk principalmente a parte da Lexa com "eu gosto de mulheres" ao fundo. Aqui o link: https://www.youtube.com/watch?v=6iXAGbsnR9s Kisses :3