The Reason Is You

12 Capítulo 12 - Retorno (Murphy Foge Da Aldeia Terrestre)


Notas iniciais
Heey gente! Bom, esse é o último capítulo antes das minhas aulas começarem, então a partir de agora vai ficar difícil postar com frequência. Mas vou tentar não demorar muito pra atualizar, não se preocupem! *Aviso de cenas de porrada fortes* *Primeira aparição do Monty* Boa Leitura!

Kara Leigh acordou com o som de gritos. Não demorou muito para descobrir que os gritos eram de Murphy. Ela se virou para o lado e viu a jaula aberta, mas estava sozinha nela. Murphy estava fora da jaula, sendo cruelmente torturado por dois soldados terrestres, que não estavam de brincadeira.

—Em quantos vocês estão? – Perguntou um dos soldados, dando um violento soco em Murphy. – Quantas armas vocês tem?

Murphy não conseguiu responder, de tão machucado que estava. O outro soldado o segurava, para que ele não caísse com os golpes violentos. Os dois soldados estavam protegidos com luvas e panos no rosto, para não correrem o risco de pegarem o vírus que possivelmente já havia contaminado o garoto do céu.

Kara Leigh queria gritar para mandá-los pararem com aquela crueldade, mas sua voz não saía, de tão chocada que estava. Novamente, Murphy estava todo arrebentado. Seu ombro estava seriamente ferido, parecendo até estar em carne viva. Os soldados haviam retirado os curativos das unhas de Murphy e machucaram aquelas áreas de novo. Seu rosto estava inchado, arranhado e um de seus olhos estava roxo e completamente inchado, como se tivesse sido picado por uma abelha.

—Estou perdendo a paciência! Responda as perguntas, verme! – O mesmo soldado deu um tapa forte no rosto de Murphy. O soldado que o segurava, o arremessou com violência no chão.

Kara Leigh ainda estava sem voz, agarrada na grade, olhando a cena. Ela não conseguia se mexer, por mais que tentasse. Murphy, caído no chão, não conseguiu ter forças para se levantar. Ele apenas levantou a cabeça o suficiente para ver que Kara Leigh estava vendo a cena toda. Nenhum dos dois teve coragem de falar algo.

—Nem pense nisso! – O outro soldado disse, pisando nas costas de Murphy. – A traidora doente não vai ajudar você dessa vez!

—Mas se você não responder as perguntas, não vamos só matar você. – O primeiro soldado disse. – Vamos matar ela também. De forma lenta e bem dolorosa.

Ouvir aquelas palavras pareceu ter feito despertar uma força interna em Murphy. Uma força que o permitiu levantar e atacar o soldado que disse aquilo, e ainda, dar um de seus famosos sorrisos sarcásticos. Claro, não durou nem dois segundos. O outro soldado o bateu com o cabo da espada, fazendo-o cair novamente.

Kara Leigh não conseguiu olhar mais. Ela venceu o medo e saiu da jaula, correndo para atacar os guerreiros. Obviamente não acabou bem. Uma garota sem treinamento, doente, e ainda usando um vestidinho curto revelador nunca iria vencer dois soldados altamente treinados e letais. Ela acabou levando um soco certeiro no rosto, que a fez cair para trás, ao lado de Murphy.

—Olhem só, depois de anos, finalmente a inútil tomou coragem para atacar alguém! – Um dos soldados disse. – Mas lembre-se de atacar as pessoas certas, e não o seu próprio povo!

—Deixem ele em paz! – Kara Leigh exclamou o mais forte que podia. – Ele já deu todas as informações que Anya queria! Por que continuam torturando ele?

—Se ele já tivesse contado tudo, você acha que esse traste ainda estaria aqui? – O outro soldado perguntou, sarcasticamente.

Um dos soldados agarrou Murphy pela camisa e pôs uma faca em seu pescoço. O outro tirou Kara Leigh do chão, segurando-a para que ela não tentasse nada.

—Responda as perguntas, ou morra agora! – O soldado que segurava Murphy exclamou.

—Kara Leigh está certa... – Murphy respondeu, com a voz fraca. – Eu já contei tudo.

—Ah é? Veremos se já contou tudo mesmo. – O soldado sinalizou para o outro, que entendeu o recado.

O soldado que segurava Kara Leigh tirou uma faca e a colocou no pescoço dela. Murphy viu a cena e ficou sem reação. Para ele, não faria diferença se morreria ou não. Mas o assunto era outro quando se tratava de Kara Leigh. Como ele mesmo havia dito a ela, ela estava proibida de morrer.

—Responda, ou ela morre! – O soldado exclamou.

—Ok, eu falo! – Murphy disse, em um tom irritado. – Mas soltem-na primeiro!

Antes que o outro soldado pudesse soltar Kara Leigh, ela desmaiou por conta da febre alta. Ele então, a carregou de volta para a jaula, jogando-a com violência. Agora que Kara Leigh estava segura, Murphy respondeu todas as perguntas que os soldados fizeram. Quando terminaram, eles jogaram Murphy de volta à jaula, e a fecharam, indo embora.

Murphy apenas teve forças de ir até Kara Leigh e abraçá-la por trás. Ele depositou um beijo no ombro dela. Aquela garota era a coisa mais importante que ele tinha naquele momento. Se ela morrer, de uma forma ou de outra, o mundo dele iria cair novamente. Ele não estava preparado para passar por tudo aquilo novamente. Ele adormeceu sem soltá-la nem por um segundo.

*~*

Lincoln retornou uma última vez à aldeia naquele começo de manhã. Iria entrar e sair em menos de dois minutos. Apenas o tempo necessário de resgatar sua “irmãzinha” daquele pesadelo. Quando ele soube que ela havia sido capturada e infectada pelo vírus da febre hemorrágica, entrou em desespero. O máximo que ele pôde fazer por ela foi levar um pouco de água para mantê-la hidratada. Mas ainda não era o suficiente.

O sol ainda não tinha nascido, isso era uma vantagem. Ele estava disfarçado, mas não significava que não corria riscos de ser pego. Por sorte, todo o exército parecia estar longe. Ele alcançou a jaula e viu Kara Leigh dormindo, sendo abraçada pelo prisioneiro. A jaula estava aberta, para a surpresa de Lincoln. Mesmo estranhando o fato de a jaula estar aberta, ele levemente tirou Kara Leigh dos braços do prisioneiro, a pegou no colo e não demorou em sair da aldeia.

Por enquanto, Lincoln levaria Kara Leigh para sua caverna, onde estaria segura e poderia se recuperar da doença. Até porque, ele já sabia do plano de Anya para atacar o povo do céu em poucos dias. Depois, já que não podia mais ser visto naquelas áreas, estava planejando em fugir com Octavia e Kara Leigh para o leste, com o clã do mar. Claro, isso se conseguisse convencer Octavia a abandonar seu acampamento para ir com ele.

Quando Lincoln alcançou a caverna, o dia já havia nascido. Ele deitou Kara Leigh em um amontoado de cobertores com delicadeza, esperando não ter acordado a garota. Ele também a cobriu, pois ela deveria estar com frio usando um vestido tão curto. Lincoln estava pronto para esfaquear quem quer que tenha colocado aquele vestido na sua inocente “irmãzinha” e a deixado exposta com o prisioneiro. Mesmo assim, agora ele tinha preocupações maiores do que bancar o irmão ciumento.

*~*

Murphy acordou sentindo várias dores no corpo. Não era para menos, com a surra que havia levado. Mais que isso, ele estava incrivelmente cansado. Era como se mil bigornas tivessem caído sobre ele. Porém, algo chamou sua atenção. Onde estava Kara Leigh? Ele olhou em volta, comprovando que a terrestre havia sumido.

Contudo, uma oportunidade surgiu quando Murphy mirou a porta da jaula, sem o cadeado, apenas encostada. Ele podia fugir agora mesmo, se quisesse. Mas sua consciência ficava pesada de pensar em fugir e abandonar Kara Leigh, onde quer que ela estivesse. O que ele faria?

Após pensar um pouco, ele aproveitou que não havia ninguém perto e abriu a jaula, indo para fora, logo em seguida. Ele juntou o restante de suas forças e correu para longe, para a floresta. Ele só desejava que nada de ruim tivesse acontecido a Kara Leigh. Mas fugir daquela jaula era crucial. Caso não o fizesse, acabaria morto. Isso se não morresse da exaustão que ele estava sentindo naquele momento.

*~*

—Lincoln? – Kara Leigh o chamou, com a voz fraca.

Lincoln estava de costas para ela, perto do fogo. Parecia estar fervendo água, ou algo do tipo. Ao lado dele, estavam alguns suprimentos, como uma muda de roupas e uma tigela de madeira com comida. Ele tirou a água do fogo e despejou parte dela em um pano, indo em direção à Kara Leigh, logo em seguida.

—Lincoln, o que... – Ela foi interrompida por Lincoln, quando ele colocou o pano quente em sua testa.

—Isso vai fazer você se recuperar mais rápido. – Disse Lincoln, segurando o pano firmemente na testa dela.

No começo ardeu, mas era porque o pano ainda estava muito quente. Mas depois de um tempo, a dor sumiu, levando a sensação de cabeça pesada.

—Obrigada. – Ela disse. – Quando foi que você me trouxe para cá?

—Fui escondido até a aldeia, um pouco antes de amanhecer. A jaula estava aberta, então não precisei arrebentar a porta. – Lincoln respondeu. – Com tudo o que está acontecendo, é muito perigoso você ficar na aldeia, ainda mais agora, que nós dois somos considerados traidores.

—Eu sei. Quando fui pega, achei que Anya iria me condenar com a morte pelos 1000 cortes, mas ao invés disso, ela me infectou com uma doença e me trancou na jaula com o John. – Kara Leigh soltou um suspiro de preocupação quando se lembrou de Murphy. – Ah não, o John... o que aconteceu com ele?

—Quando tirei você de lá, ele ainda estava na jaula, adormecido. – Respondeu Lincoln, mudando sua expressão para cara de poucos amigos. – E, por sinal, dormindo agarrado em você.

—Lincoln... não vai ficar com ciúmes de mim, vai? – Kara Leigh perguntou, revirando os olhos. – E nós só dormimos, o que tem de errado?

—O que tem de errado é que você é muito nova e muito inocente para um malandro daqueles. – Lincoln respondeu, em um tom protetor.

—Primeiro, foi você que me deu forças para que eu me declarasse para ele. Segundo, eu nunca critiquei a Octavia, então por que você critica o John? – Kara Leigh perguntou, irritada.

—Por que é isso que os irmãos mais velhos fazem. – Lincoln respondeu, sorrindo de canto.

Kara Leigh, por mais fraca que estivesse, não conseguiu segurar a risada. Ela não conseguia ficar brava com Lincoln, por mais que tentasse. Mesmo que não fosse de sangue, Lincoln era o melhor irmão do mundo.

Mais tarde, Lincoln deu comida à Kara Leigh e estendeu-a o resto da água quente para que ela pudesse se lavar. Mesmo com Lincoln indo para a entrada da caverna, sendo obrigado a ficar de costas e ter colocado uma divisória com um cobertor para Kara Leigh ter privacidade, ela quis se lavar no fundo da caverna, bem longe de qualquer fonte de luz. Ela conhecia Lincoln desde que era criança, mas nunca, nunquinha mesmo, havia tomado banho na frente dele. Era embaraçoso só de pensar.

Assim que terminou, vestiu a muda de roupas que Lincoln havia separado. Incluía uma bata cinza-escura de mangas compridas, uma calça preta justa e um par de botas de armadura, não muito diferente do que ela costumava usar. Já vestida, chamou Lincoln, dizendo que ele já poderia sair da entrada da caverna.

—Descanse mais um pouco. – Disse Lincoln, induzindo-a a deitar novamente. – A hemorragia passou, mas a febre pode voltar.

Lincoln sabia exatamente o que era aquela doença. Era algo usado apenas contra os inimigos, em batalhas. Não causava morte, apenas deixava o infectado doente e fraco durante várias horas, em alguns casos, dias. Também causava hemorragia, fazendo o infectado sangrar pelos olhos e tossir sangue repetidamente. Lincoln já tinha presenciado o seu povo usando aquele vírus contra um adversário, antes de uma batalha. Era Kara Leigh quem não sabia de nada. Era uma das poucas doenças que ela não conhecia. E Lincoln também sabia o porquê de Anya infectá-la.

—Kara Leigh... eu sei o porquê da Anya ter infectado você, ao invés de aplicar a morte pelos 1000 cortes. – Disse Lincoln.

—Então me diga, porque até agora não fez nenhum sentido. – Kara Leigh respondeu.

Na verdade, fazia todo o sentido do mundo. Lincoln explicou que Anya estava preparando o exército para atacar o povo do céu já havia um tempo. Mas como o povo do céu é bastante equipado com tecnologias e armas de fogo, ela sabia que seu povo não teria chance. Então pensou em enfraquecê-los usando o vírus. E para começar a epidemia, ela usou Kara Leigh, que ela já sabia ser muito próxima do prisioneiro. Assim, iria punir a garota e acabaria com o povo do céu.

Ele também contou que Anya provavelmente mandou que deixassem a jaula aberta de propósito, assim o prisioneiro iria fugir e voltar para o acampamento do céu, carregando o vírus com ele. E em poucos dias, o povo do céu estaria tão fraco e doente que não iria conseguir revidar um ataque do exército de Anya. Todos iriam morrer.

—Mas isso é horrível! O que vai ser deles? E a Octavia, já parou para pensar nela? – Kara Leigh perguntou, alterada.

—Claro que pensei. Não vou deixar a Octavia morrer. Vou tirá-la de lá antes do prisioneiro chegar no acampamento. – Respondeu Lincoln.

Kara Leigh pensou no povo do céu. Tudo bem, eles não foram exatamente gentis com ela, mas o povo dela também não havia dado as boas vindas adequadas a eles. Ela não os culpava por a terem torturado. Eles estavam assustados com toda aquela matança acontecendo com o povo deles.

Ela pensou nos poucos que havia conhecido. Clarke, a médica deles, pode não ter sido gentil com ela como Octavia é, mas também não a tratou rudemente. A mesma que havia tentado um acordo de paz com Anya, e falhado, pois nenhum dos povos confia no outro. O garoto do “bastão anti-terrestres”, mesmo sob efeito alucinógeno não tentou machucá-la. Talvez não tenha tentado exatamente por estar sob efeito alucinógeno. Sobre Bellamy, irmão de Octavia, e Raven, a garota que a torturou com os cabos elétricos, Kara Leigh tinha um certo medo deles. Ela só havia visto os dois duas vezes, e nas duas vezes os dois agiram de maneira hostil.

Mesmo assim, eles não mereciam morrer dessa forma. Kara Leigh queria poder fazer algo para ajudá-los, mas Lincoln a proibiu de sair da caverna, pois ela ainda estava fraca, e o povo do céu não iria recebê-la de braços abertos. Mais tarde, após Kara Leigh ter adormecido, Lincoln aproveitou para sair e avisar Octavia para sair do acampamento. Claro, ele não podia chegar muito perto sem levar um tiro, então iria usar o método de sempre, que era o de deixar flores brancas nas árvores.

*~*

Murphy estava andando na floresta há horas. Ele estava tão cansado que não conseguia mais correr. Daqui a pouco, não conseguiria nem mais andar. Estava na metade da tarde, e ele ainda estava muito longe do acampamento do céu. Nem saberia o que fazer quando chegasse lá, pois com certeza, iria ser trucidado por Bellamy. Mas ainda tinha a remota chance de Clarke ou Finn impedirem. E era melhor do que ser trucidado de certeza pelos terrestres.

Ainda tinha a questão de onde Kara Leigh estava, e como ela estava. Ela não fugiria e o deixaria ali sozinho. Não, ela não faria isso. Ela foi pega. Só o simples ato de imaginar que a terrestre poderia estar morta nesse exato momento fez Murphy enjoar. Ele pensou em voltar várias vezes, mas voltar seria suicídio. Os terrestres não teriam piedade dele dessa vez. Além disso, ele não sabia se ela estava morta ou não. Mesmo assim, torcia fortemente para que ela não estivesse morta.

*~*

Octavia estava irritada. Há dias ela estava irritada com muita gente. Boa parte dessa irritação era por causa da falha tentativa de paz que ocorrera entre seu povo e os terrestres. Aquela tragédia poderia ter sido evitada se Jasper não bancasse o machão e atirasse nos terrestres. Agora ele estava lá, o dia todo se gabando de como havia sido um herói na ponte. As meninas todas derretidas e alguns caras invejando o “ato corajoso” dele.

Além disso, havia todo o dilema de Bellamy, constantemente a proibindo de ver Lincoln. Ordem que ela não obedecia, é claro. Não iria deixar ninguém a impedir de ver Lincoln assim tão fácil. Bellamy estava fora já fazia um tempo. Ele foi com Clarke, Raven, Finn e alguns outros até os restos da Nave Exodus, que havia explodido na noite passada. E, é claro, mandou que Octavia ficasse no acampamento. Ele só havia ido junto para dar apoio à Clarke, já que a mãe dela havia morrido na queda.

Apesar de não demonstrar muito, Bellamy gostava de Clarke, e se importava com ela. Mas ele prefere guardar os sentimentos para si, já que Clarke e Finn haviam começado um relacionamento. Porém, tudo mudou com a chegada de Raven. Isso foi bom e ruim ao mesmo tempo, foi ruim, pois todos descobriram o real motivo de Bellamy não querer que a Arca descubra que a Terra é habitável. Mas foi bom, pois abriu uma brecha para ele poder se aproximar de Clarke.

Agora já havia anoitecido. Octavia se juntou a Monty, perto do muro. Ele era um dos poucos com quem ela não estava irritada no momento. Na verdade, era realmente difícil alguém ficar bravo com Monty, pois ele é um garoto adorável. Ele era um dos mais inteligentes naquele acampamento, conseguia fazer quase qualquer coisa que envolvesse tecnologia. Além de ser o fabricante da tão maravilhosa bebida caseira, que todos tanto gostavam.

—Oi, Monty. – Octavia o cumprimentou amigavelmente, voltando seu olhar para as frestas do muro.

—Bellamy e os outros ainda não voltaram... – Monty disse, poupando o trabalho de ela perguntar.

—Eu não estou nem aí... – Octavia retrucou, notando uma coisinha familiar em uma árvore, fora dos muros. A flor branca de Lincoln. Ele estava ali.

Uma voz ao longe chamou a atenção dos dois. Era Jasper. Ele ainda estava se gabando pelos feitos da ponte. Tinham várias pessoas ao redor dele, a maioria garotas.

—Só fiquei calmo porque o medo só é um problema se deixar ele te impedir. – Disse Jasper, tentando impressionar as garotas.

—Finn disse isso, não ele! – Octavia sussurrou para Monty, indignada.

Ela e Monty continuaram a observar Jasper se gabando, como se ele tivesse sido o mais corajoso na ponte. Na verdade, ele estava tão apavorado que quase fez xixi nas calças. Ela já estava quase indo lá e desmentindo a história toda. Monty disse para Octavia não se estressar tanto, já que agora Jasper e ele estavam ganhando algumas regalias, incluindo uma tenda maior.

Nessa hora, um barulho foi ouvido do lado de fora do muro. Uma armadilha havia disparado. Se a armadilha disparou, obviamente alguém havia caído nela. E se fosse Lincoln? Não, se fosse Lincoln, nem Octavia saberia o que iriam fazer com ele. Mas é claro que se fossem fazer alguma coisa, teriam que passar por cima do cadáver dela.

Um grupo saiu do acampamento para verificar o que tinha caído na armadilha, e ficaram completamente surpresos quando viram. A última pessoa provável para cair na armadilha. A última pessoa provável até para estar viva. E de certeza que quando aquilo chegasse nos ouvidos de Bellamy, ele não iria gostar nem um pouco.

—Murphy? – Octavia perguntou, completamente pasma.

*~*

Alguns deles carregaram Murphy para dentro do acampamento, até a nave. Ele estava completamente arrebentado e sangrava praticamente em todas as partes do corpo. Era um milagre que estivesse vivo e conseguisse ter forças para chegar até ali. Murphy estava sendo vigiado por dois guardas, quando ouviu a voz grossa de Bellamy adentrar a nave.

—Onde esse desgraçado está? – Perguntou Bellamy, furioso.

Continua.

Notas finais
Hahahahh, o Bell não perde uma treta! Coitado do Murphy, apanhou pra caramba dos soldados e agora vai apanhar do Bellamy (eita... tá mais sofrência que a Raven). Será que a Kara Leigh deveria botar um dedinho nessa história? Para compensar os Bellarkes e os Linctavias pela falta de ação (pois é... acabei dando espaço demais para Murpheigh), vai ter ceninhas deles no próximo! Ué, Bellarke? Sim, Bellarke! Eu não shippo Clexa (nada contra a heda linda, ou quem shippa as duas, mas a fic é Bellarke babys). Gente, só uma perguntinha: ultimamente eu tenho escrito caps bem grandes... vocês preferem caps grandes ou querem que eu escreva caps menores? Kisses :3