The Queen

2 Capitulo 2


O cêu passa de prata para cinza e depois se transforma em cor de chuva.

A tempos eu não via o temporal.

— Alteza? — me chama Philip.

— Sim? — respondo ainda olhando pela janela.

— Gostaria de tomar o chà da tarde em seu aposento?

— Não, obrigada Philip.

— Gostaria de algo?

— Sim, claro. Eu poderia descer?

— Descer? Ao salão principal?

— Não. Ao jardim.

— Mas não vê o temporal?. O tempo não esta colaborando hoje.

— É por isso que quero descer.

— Eu teria que consultar o principe. Ninguem gostaria de uma noiva adoentada nas vesperas do casamento.

— Então và e volte com a resposta.

Me olha com um certo nojo e sai.

Pela janela avisto homens de armadura brilhante. Eles marcham pelo jardim enquanto o capitão, um homem com uma cicatriz que atravessa o rosto, grita palavras de incentivo aos soldados.

— Senhorita. — volta Philip.

— Ele deixou?

— Sinto muito mas o principe esta resolvendo assuntos importantes.

— Então isso é um sim?

— Bem, ele não disse nada então...

Dou pulos de alegria e corro para a fora do quarto.

Arranco os sapatos no meio do caminho e abro a imensa porta que dà passagem ao jardim agora molhado pela chuva fraca.

Meus pés tocam a grama e eu fecho meus olhos sentindo os pingos da chuva me molharem quase imediatamente.

Me aproximo do mar em volta do palacio e toco a agua morna e transparente.

Alguem me agarra por tràs e nos joga dentro da agua.

Seu bra o se encaixa em meu pescoço. Me debato e sinto a agua entrando em meus pulmões.

Tento gritar mas nada acontece. A pessoa me puxa para baixo nos afundando mais no abismo aquatico.

Meus dedos tomam vida propria e aperto seus olhos o que o faz me soltar.

"Kate... Venha Kate... Quero brincar!"

A voz infantil invade minha mente e imagens passa diante de meus olhos.

"Não tenha medo... Eu vou te ajudar."

Meus braços me empurram para cima mas a mão agarra meu tornozelo me puxando de volta. Chuto seu rosto e nado para a terra firme.

"Não confia em mim?..."

Minhas mãos seguram a beira e tusso a agua de meus pulmões.

— Me ajudem... — sussurro. — por favor me ajudem.

Meus olhos pesam e volto para a agua, agora desmaiada.

— O que houve com ela? — ouço os sussurros da Rainha Bethany.

— Ela caiu na agua enquanto brincava perto. — é a voz de Éris.

— Brincava? Essa garota não tem senso de maturidade.

Solto um gemido quando mexo meus musculos doloridos.

Minha cabeça pesa sobre meu corpo e tenho que me esforçar para abrir os olhos.

Estou no quarto que foi concebido a mim.

— Ah, que bom que acordou. — diz a rainha com o sorriso mais falso que vi. — achavamos que algo muito serio havia acontecido.

— Onde esta ele? Onde esta?

— Quem?

— Éris. Onde esta Éris?

— Entendo que queira conversar com seu futuro marido mas não pode quebrar a tradição...

— Eu preciso... Eu preciso falar com ele. Por favor.

— O que hà mamãe? — o principe se aproxima.

— Éris vocês o acharam?... Acharam ele?

— De quem falas?

— Do homem... O homem que me jogou no lago.

— Ninguem foi encontrado, Katherine.

— Eu fui jogada. Ele me jogou.

— Katherine, não achamos nada.

— Tinha um homem. Por favor Éris, o encontre.

Sua mão acariscia a minha.

— Vamos encontrar, Katherine. Vamos encontrar.

Sai logo após, junto a mãe.

Éris é como todos. Um principe falso escondido atràs de um rosto bonito.