The Queen

3 Capitulo 3


Meus dedos tremulos se encaixam em volta da xicara com chà morno mas não tenho forças o suficiente para leva-la até a boca.

— Alteza. — chama Jasmine. — A Senhorita está bem?

Balanço a cabeça.

— Quer que chamemos o principe.

— Não. Obrigada.

As duas se calam e voltam a costurar.

— Alteza. — Philip entra. — Criadas, a preparem para o baile.

— Baile? — pergunto.

— Sim. O baile de noivado.

— Não estou me sentindo bem.

— Isso não importa. Ande, levante!

— Por favor... Eu não me sinto bem. — ele me levanta pelo braço e sinto minha cabeça pulsar de dor.

— Criadas quero ela pronta em meia hora.

As garotas vão atê o closet e buscam um vestido prateado com mangas longas.

— Prenda a respiração, Senhora. — pede elas ao apertar o espartilho em minha cintura.

O ar sai de meus pulmões e a dor no peito recomeça.

Me vestem com rapidez e logo vejo a princesa que eu sempre fui.

Me equilibro em cima dos saltos e ajeito as costas doloridadas.

— Muito bem. O salão jà esta cheio. Ande.

Me tira do quarto.

Meus olhos lacrimejam a cada passo, a cada respiração.

O principe me espera no corredor vestindo sua farda azul cheia de medalhas de batalhas.

— Lembre-se. Não converse com o principe. É a tradição. — sussurra o mordomo a mim.

Seguro o braço de Éris e decemos as escadas dendo aplaudidos por todos do local.

— Você o encontrou? — pergunto baixo.

— De quem falas?

— Do homem que me jogou no lago.

— Ninguem a jogou no lago. Você caiu.

— Não. Alguem tentou me matar.

Seu rosto fica duro.

— Você esta delirando, Katherine.

— Éris acredite em mim.

— Você não esta bem. Devia ter a deixado no quarto assim não precisaria ouvir seus delirios.

— Eu... Eu não estou mentindo.

— Cale-se. Não deviamos conversar.

Nos aproximamos do Rei e da Rainha que estão a conversar com alguns lordes.

— Mamãe.

— Ah, que bom vê-los.

Meu futuro marido e o tio começam a conversar animadamente e eu vou atê a mesa do banquete.

Me sirvo com uma bela taça de vinho.

Uma garota agarra meus ombros e me olha com desespero.

— Não acredite neles.

A menina usa um capuz esfarrapado e o rosto é sujo de fuligem.

— O que?

Me puxa pelo braço e ninguem parece perceber.

— Me solte! — ela tem mais força que eu por isso me puxa pelos corredores do castelo.

— O ajude.

Abre uma porta de madeira.

— O que?... Do que esta falando?

Me empurra para dentro e tranca a porta por fora.

— Hey! — esmurro a porta mas não ouço resposta.

O lugar é escuro e tem um cheiro forte de urina e fezes.

Percebo que a minha frente tem uma escada que desce para um lugar misterioso e sombrio.

Desço com cuidado atê que o corredor começa a ser clareado por tochas na parede.

Hà uma porta no fim do corredor e fico receosa em abri-la.

Minha curiosidade fala mais alto e abro a porta de madeira me dando visão s um corredor de celas fedorentas e sujas.

— Tem alguem ai?

— Saia daqui Éris! Você jà fez seu trabalho por hoje! — ouço uma voz vindo de dentro de uma das grades.

Um homem semi-nu esta correntado a parede e ele parece sentir muita dor.

— Éris mandou uma mensageira? — pergunta divertido.

— Eu sou a princesa Katherine de Guando.

— Então Éris conseguiu o que queria. — ri sem humor.

— Quem é você?

— Eu sou Oríon, o verdadeiro herdeiro de Angardia.

Notas finais
:)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.