The Quarterback
1 Prólogo
Notas iniciais
O mundo era uma grande bola de irracionalismo. Enquanto os adolescentes hoje em dia queriam se destacar e comer o sexo oposto, eu só queria uma casa de passarinhos e mandar todo mundo pro quinto dos infernos. Eu também iria adorar enviar uma bomba por correio para aquele grupo de garotas artificiais cheias de silicone que podiam faltar aula por terem essa atividade extracurricular de bosta que eles chamam de torcida que abrange pequeno número de meninas completamente vazias em seu interior. Eu também queria uma atividade extracurricular para faltar aula também!
– Noah.
Esse era o meu nome de homem, e uma das principais desculpas para esse jeito homem, para as cervejas e o futebol nas tardes de domingo. Afinal, eu fui criada pelo meu pai, e ele não era do tipo compreensivo com o sexo frágil, fora aquelas que ele comia na cama ou no sofá, então eu também não era do tipo "sexo frágil".
– Noah Collins!
– O que é? – me virei com meu olhar natural "corta relações" e me lembrei de que eu estava em sala de aula, e não era assim que se responde um cara com doutorado completo e anos de experiência em biologia.
– Senhorita Collins, desculpe interromper seu momento de meditação – debochou o professor –, mas eu gostaria de informar que o diretor do curso de medicina, o doutor Richards, gostaria de falar com você.
– Ah, que legal, onde ele está? – educação zero.
– No batente da porta. – respondeu o próprio professor, diretor e doutor Richards.
Levantei-me, arrastando tudo comigo e fui até a porta, que o professor fechou e ficamos a sós no corredor.
Ele se aproximou com o olhar mais solidário possível. O problema é que o professor Richards não sabe fazer expressões solidárias.
– Noah, eu sei que você tem muito potencial para graduar seu curso de medicina, bem no fundo da sua existência, e gostaria de ser o mais delicado possível em relação a isso, mas... Você precisa encontrar uma atividade extracurricular, Collins. Sei que está sendo difícil, mas precisa achar alguma coisa ou terei que lhe repetir nesse período.
– Professor, todas as atividades estão lotadas de inscritos! – me revoltei. – Eu não consigo arranjar uma vaga!
– Os papéis são renovados no quadro de avisos toda semana. Você deveria prestar mais atenção.
– Mas professor...
– Eu já dei o meu recado, certo? Você também pode pedir ajuda aos seus amigos ou... – o professor olhou para seu bolso e retirou o celular de dentro, fazendo uma careta ao ler o visor. – Me desculpe, mas a atividade é essencial. Até breve.
E se retirou, me deixando no corredor. Já estava no final das aulas do dia, então eu não iria voltar para a sala de forma alguma. Saí caminhando apressada pelo corredor. Eu precisava de uma cerveja! Talvez duas! E uma pizza de salame, qualquer coisa que tirasse estresse da minha cabeça.
E esbarrar no ombro de um poste de quase dois metros de altura não se encaixava naquela lacuna, mas extravasar a raiva às vezes valia a pena.
– Sinceramente, James Parker, você não consegue ser nada mais que um acéfalo, não? – grunhi ao passar pelo cara do time de futebol de enormes olhos verdes.
Ele me avaliou dos pés a cabeça e arqueou a sobrancelha como se eu estivesse delirando. Talvez eu estivesse! Balancei a cabeça e mandei ele esquecer e fingir que eu era invisível naquele momento.
Era só atravessar a rua, tentar não ser atropelada, e eu estaria em casa, finalmente.
Notas finais
Obrigada de novo Reet risos
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