The Prophecy
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Estava nos campos de morango do Acampamento, então logo de cara percebi que era um sonho. Respirei fundo sentindo a tranquilidadade que aquele local me proporcionou.
– Todo esforço será em vão....
Uma voz sussurrou a minha volta. Olhei ao redor e não me encontrava mais o acampamento. Era o alto de uma colina, o ponto mais alto de um vilarejo que estava completamente destruído.
– Você e seus amigos até podem tentar me deter... Mas olhe o que vai acontecer.
Engoli em seco tentando não entrar em pânico, repetindo para mim mesma que era um pesadelo. Me virei e me deparei com a pior cena que já tinha visto, isso me fez perder o auto controle que tinha conseguido e caí de joelhos no chão.
Todos estavam ali... Todos meus amigos, os que estavam na missão comigo e outros semideuses com quem tinha laço de afeto. Estavam massacrados, todos mortos.
O que destruiu meu coração foi Thalia, ela estava mais perto de mim do que os outros. Parecia ser a menos ferida, mas os olhos estavam vidrados, nunca achei que iria achar aqueles olhos azuis sinistros.
– Isso é um pesadelo. – sussurrei com a voz embargada enquanto lutava para acordar
– Mas algo que se pode tornar real. – a voz feminina soou novamente – Você acha que pode me deter? É apenas o Oráculo.
Dito isso senti a terra me puxando para baixo, como uma areia movediça querendo me engolir. Tentei ao máximo lutar, mas já não havia razões para isso, todos foram derrotados.
Quando já estava com a terra no pescoço parei de lutar, e deixei que ela me puxasse, fiquei inconsciente antes de conseguir pensar em algo.
– x—
Acordei num salto e me sentei. Levei alguns segundos para me lembrar onde estava, era o pasto de uma fazenda que tínhamos encontrado na beira da estrada. Os restos da fogueira ainda estavam quentes na minha frente, e mais ou menos a cinco metros de distância uma barraca estava montada, era igual ao modelo que as caçadoras usavam, Thalia havia guardado achando que poderia ser útil um dia. O silêncio que vinha de lá me indicou que os três semideuses que ali estavam dormindo.
Thalia estava deitada ao meu lado, devíamos ter adormecido enquanto admirávamos as estrelas. Quando consegui estabilizar minha respiração e me controlar do pesadelo, me virei pra ela, mas me surpreendi com que vi.
Thalia estava em posição fetal, com os braços cruzados fortemente contra o peito. A expressão dela mudava rapidamente entre medo, raiva, concentração e medo novamente. Emitia alguns sussurros e suspiros que eu não consegui entender. Encostei no braço dela, estava com a temperatura muito alta, coloquei a mão na testa dela e percebi que estava suando frio.
– Thalia. – chamei e seu corpo se contorceu – Thalia. – chamei novamente, mas não obtive sucesso
Agora sua expressão demonstrava pavor. Seja lá o que ela estava sonhando deveria ser horrível, talvez até pior que o meu pesadelo.
– Thalia! – chamei e comecei a dar leves tapas no rosto dela, para que acordasse – Acorda Thalia, você está me assustando.
Sua expressão se modificou para uma de dor e ela deu um gemido agonizante.
– Thalia! – chamei mais uma vez e dessa vez ela se levantou e se sentou
Olhou ao redor como se procurasse um perigo, a respiração dela estava totalmente descompassada.
– Shh. Foi só um pesadelo. – sussurrei e ela me encarou, sua expressão estava vazia e não consegui identificar nenhuma emoção ou sentimento ali – Thalia?
Ela não me respondeu, apenas encolheu as pernas e abraçou os joelhos escondendo o rosto ali. Dei alguns instantes para que ela se recuperasse. Por fim, encostei a minha mão no ombro dela, se retesou com o toque, mas mesmo assim não me afastei, e comecei a acariciá-la. Aos poucos senti seus músculos relaxando.
– Calma, meu amor. – pedi a abraçando por trás e dei um beijo no ombro dela
Ela se desvencilhou do meu abraço e passou a mão pelo cabelo.
– Estou bem. – disse simplesmente – Vamos pra barraca com os outros.
– Thalia... – chamei quando ela ia se levantar
– Estou bem. – repetiu mais uma vez
– Mas você nunca chegou a esse ponto com pesade...
– Eu já disse que estou bem, Rachel! Que parte disso você não entendeu? – disse ríspida elevando o tom de voz
Abaixei a cabeça, não queria mostrar que tinha me magoado com aquele tom. Ela também não pareceu perceber.
Andamos até a barraca e fiquei com um dos sacos de dormir, ela apenas arrastou o dela para perto do meu e deitou sem dizer nada. Se virou ficando de costas para mim e adormeceu.
Parte de mim dizia que não era pra eu me preocupar, era apenas o estresse e nervosismo dos últimos dias. Mas outra parte sentia uma imensa vontade de desabar em choro.
–x-
No dia seguinte Thalia agiu normalmente comigo, como se nada tivesse acontecido na noite anterior. Ela me acordou com um beijo, que retribui da forma mais distante possível.
Me repudiei por isso, mas estava magoada, e meu orgulho era maior demais para deixar isso passar em branco. Não só o fato de ela ter sido grossa comigo me incomodava, mas o pesadelo dela também. Eu sempre dividia todos os sonhos que tinha, e ela nunca fazia o mesmo. Estava começando a achar que Thalia não confiava em mim o suficiente.
Resolvi contar para os outros o meu sonho, já que haviam pedido para eu relatar caso sonhasse com algo que considerava importante, acho que a tensão da missão só aumentou ainda mais.
Annabeth dirigiu por alguns quilômetros, Clarisse ocupava o banco do passageiro e por um milagre dos deuses as duas não tiveram nenhuma discussão desde a hora que acordamos. Thalia estava sentada ao meu lado, entre mim e Nico, brincava com uma mecha do meu cabelo, mas não trocamos nenhuma palavra. Nico girava o anel dele no dedo e murmurava suas preocupações com sua irmã romana.
Tivemos que parar para abastecer, eu e Nico fomos pagar o combustível e comprar algumas garrafas de água. Quando estava no caixa Nico me cutucou e apontou a televisão que tinha no local, estava em um noticiário que anunciava uma forte enchente e chuvas que não cessavam em algum lugar da América do Sul. O senhor que estava vendo a televisão mudou de canal, que anunciava um pequeno tremor de terra em um país da Ásia.
– A natureza resolveu se revoltar de vez contra nós! – o senhor falou
– Como assim? – Nico perguntou
– Faz uns três dias que só anunciam catástrofes. – respondeu sem tirar os olhos da televisão
Nos apressamos em pagar a conta e voltamos para o carro, onde já estava abastecido.
– O Coronel mencionou as catástrofes. – Nico murmurou
– Temos que ir mais rápido. – falei
– Acho que vou entrar com contato com Hazel..
– Nico, o Coronel disse que ela entrava em contato conosco, não podemos mudar isso. – Annabeth opinou enquanto arrancava com o carro
Thalia voltou a brincar com a mecha do meu cabelo, parte de mim queria continuar ignorando a filha de Zeus e a outra parte queria dar um tapa nela e a chamar de idiota, depois pedir para ela não esconder mais nada de mim. Decidi continuar quieta.
– Rachel... Você está chateada comigo? – ela perguntou e não respondi
Annabeth prestava atenção na estrada, Clarisse pareceu repentinamente interessada nas árvores que passavam por nós, e Nico ficou perdido em seu mundo de pensamentos, mas estava ciente de que todos ali estavam ouvindo.
– Não. – respondi por fim
– Não minta para mim. – pediu
– Então pare de esconder os seus sonhos de mim. Thalia você não confia em mim? Eu queria te ajudar... Precisava ter me tratado daquele jeito ontem? – perguntei diminuindo meu tom de voz para um sussurro, pude jurar que vi Clarisse inclinando a cabeça na nossa direção para ouvir melhor
– Me desculpa, estava...
– Estressada. – conclui – Eu sei Thalia, todos nós estamos. – respondi e olhei pela janela, tentando finalizar aquela conversa
– Eu... Meus pesadelos são reais demais. Alguns me assustam de verdade, sempre cuidei deles sozinha, é estranho ter alguém para ajudar agora. – suspirou – Eu só não queria te assustar... Sei que ficaria com medo de eu contasse o que vi.
– Já disse que tem que parar de querer me proteger o tempo todo. – rebati – Acha que não sei lidar com pesadelos?
– Não é isso. E estou deixando você mais livre, vi que você consegue se cuidar sozinha, lutou muito bem nos últimos dias. – deu um sorriso orgulhoso – Mas não quero te assustar ainda mais. Rachel, nunca foi minha intenção te magoar com isso.
Aquilo me fez abaixar a guarda, percebendo que me rendi ela passou o braço pelo meu ombro e me puxou para o peito dela.
– Eu te amo. – sussurrou e deu um beijo no alto da minha cabeça
Clarisse lançou um sorrisinho malicioso para nós e Annabeth ganhou um olhar melancólico.
– x—
Paramos para esticar as pernas, o clima mudava muito rápido, quando saímos do Acampamento há dois dias estava calor e hoje uma brisa fria nos cercava.
Clarisse, Annabethe Thalia estavam com o mapa esticado sobre o capô do carro, discutindo as melhores rotas.
– Sabiam que já inventaram uma coisa chamada gps? – perguntei, mas nenhuma das três me deu atenção
Nico, que estava ao meu lado, encostado na porta do carro, deu uma risada rouca e abafada. Pensei em comentar esse fato inédito, mas decidi ficar calada. Abracei meu próprio corpo quando uma brisa fria nos atingiu, minhas roupas estavam na mochila no porta malas do carro, mas não estava afim de revirar aquilo lá apenas para pegar um moletom. Thalia percebeu meu gesto e me chamou.
– Pegue. – jogou a jaqueta de couro para mim
– E você?
– Não estou com frio. – deu de ombros, mas eu duvidava daquilo, ela vestia apenas uma regata com o nome de uma banda que não conhecia, ela mesma tinha feito aquela camiseta
Vesti a jaqueta deixando o perfume de Thalia me embriagar. Assim que meu corpo se aqueceu me senti melhor.
– Tem ideia de quando tudo isso vai acabar? – perguntei e Nico negou
– Quem faz previsões aqui é você. – ele rebateu comum sorriso aparecendo nos lábios
– O Oráculo resolveu se calar por um tempo.
Depois de alguns instantes em silêncio ele começou:
– Acho que seu sonho não era uma profecia e nem uma visão, se eu fosse você não me preocuparia tanto com isso. Sempre tentam manipular a cabeça dos semideuses quando estamos em missões, acho que para nos deixar com mais medo. Como você é uma de nós agora, vai ter pesadelos com mais frequência.
Ele murmurou, na verdade já imaginava aquilo, mas a confirmação disso me deixou mais aliviada. Fora que fiquei feliz por ele estar falando comigo, sempre achei Nico um cara legal, um garoto misterioso, mas legal.
– O problema vai ser diferenciar pesadelos de visões. – sussurrei e ele concordou
Annabeth pegou uma garrafa de água, mas ela escapou das mãos dela, ela murmurou algo e recolheu a garrafa, que tinha deixado uma poça de água no asfalto, que refletiu com a luz do sol.
– Bem, não podemos decidir nenhum local antes de Hazel falar conosco. – Clarisse resmungou
– Acho que não vai demorar muito. – apontei para a poça de água, de onde subia uma névoa
Uma imagem entrou em foco, era uma Mensagem de Íris.
– Hazel! Calma. – ouvimos uma voz masculina, possivelmente Frank, mas nem ele e Hazel estavam aparecendo na mensagem, quem estava ali era Reyna
– Olá, graecus. – a pretora cumprimentou, mas abriu um sorriso
– Reyna. – Nico sorriu para ela, desde a guerra contra Gaia os dois tinham virado amigos após a missão juntos levando a estátua de Atena para o Acampamento
Thalia, Clarisse e Annabeth se aproximaram, torcendo para que nenhum mortal que passasse pela estrada visse o que estava acontecendo. Frank apareceu ao lado de Reyna, ambos com a roupa de pretores. Eu não era muito próxima do garoto, mas Annabeth sorriu ao ver o amigo. Depois outras pessoas apareceram, se espremendo em meio a transmissão da mensagem. Hazel e Piper, que acenou animadamente para nós, Nico sorriu para Hazel.
– Temos que ser rápidos, não sabemos até que ponto as Mensagens de Íris estão sendo seguras. – Reyna explicou
– Eu tentei tirar a ideia da cabeça dela de entrar em contato com vocês, mas não consegui... – Frank começou, mas foi cortado por Hazel
– Eu já disse que não estou maluca. – a garota se defendeu
– Na verdade, estávamos esperando o contato de vocês. – Thalia disse
– Sim, o Coronel Andrews disse que Hazel tinha algo a nos dizer. – Clarisse completou
– Quem? – Reyna perguntou
– Longa história. – Annbeth respondeu – Disse que precisavam ser rápidos..
– Conte o seu sonho, Hazel. – Piper a incentivou
– Vocês têm que ir para o sul. – ela começou
– Mas a Profecia dizia...
– Esqueçam a Profecia. O que procuram está no sul.
– Na verdade nem sabemos o que procuramos. – falei
– Vocês procuram o Receptáculo de Hécate. – Hazel disse com um ar sombrio, que me lembrou muito o jeito de Nico
– Já estou cansada de procurar coisas. – Clarisse resmungou
– Aonde temos que ir? – Nico perguntou para a irmã
– Antes precisamos lhes explicar algumas coisas. – Reyna cortou a garota que tinha começado a falar – O nosso Acampamento está sendo rondado por monstros. Atacam apenas Legionários que fazem rondas sozinhos. Não sabemos o que eles querem, estão agindo como se tivessem estudando nossas fraquezas.
– Pensamos em um plano de ataque, mas quando o colocamos em prática, os monstros simplesmente desapareceram. – Frank completou — Perdemos alguns Legionários com isso e bem... Alguns perderam a sanidade. – Reyna sussurrou
– Desde que esses ataques começaram, Hazel sente uma grande força mágica vindo ao sul de onde vocês estão e acha que a missão de vocês e os ataques aqui tem uma ligação. – Piper finalizou
– Por que você acha isso, Hazel? – Nico perguntou
– Porque tive um sonho, e nele o Traidor procura o Receptáculo. – Hazel sussurrou
Não foi uma surpresa ela saber o Traidor, pois havíamos contado a profecia aos Romanos.
– Quem ele é?
– Não sei, ele ficou de costas o tempo todo, mas sei que é o Traidor.
– Então Gaia se hospedou em um garoto, possivelmente um semideus porque nenhum mortal sobreviveria a isso.... – Annabeth começou, mas foi cortada por gritos do outro lado da Conexão
– A equipe que estava no Sul foi atacada! – ouvimos gritos femininos e masculinos chamando os Pretores
O desespero e preocupação tomou conta de todos nós, e se fosse possível, sinto que atravessaríamos a Mensagem de Íris para ajudar os Romanos.
– O que está acontecendo?! – Annabteh gritou tentando chamar a atenção deles de volta para nós
Frank não estava mais a vista. Mas pude escutar o grito dele dizendo algo que pareceu “O Jason está inconsciente!”. Thalia se retesou ao ouvir o nome do irmão. Piper olhou para trás como se avaliasse a situação.
– Esses ataques estão sendo rotineiros, nada com que se preocupar. Apenas concluam a missão e tudo isso vai acabar. – Reyna disse e se levantou indo se juntar a Frank, fora do nosso campo de visão
Não conseguimos identificar se ela estava falando a verdade ou estava só tentando não nos preocupar.
– Vocês precisam encontrar o Receptáculo antes que o Traidor encontre. O objeto está numa espécie de base subterrânea, igual as que as Caçadoras e as Amazonas usam. Creio que seja uma base delas que foi desativada. Ele tem uma força mágica enorme, atrai monstros para ele, por isso pode ser uma armadilha para vocês! – Hazel disse
– Sigam os conselhos do Coronel Andrews! Não se esqueçam do que ele falou a vocês... – Piper começou, mas a névoa estava se dissipando e o contato foi quebrado
– Acho que temos uma nova direção a seguir. – Clarisse resmungou depois de alguns segundos em silêncio, mas ninguém respondeu, estávamos atordoados demais com essas novas informações
– Como ela sabia que o Coronel nos deu conselhos? – perguntei e Annabeth me encarou, como se estivesse tentando achar uma resposta para aquilo
– Acho que agora nossa missão começa de verdade. E as Caçadoras tinham uma base ao sul de onde estamos. Desativamos ela na época que eu estava na caçada, ela estava sofrendo muitos ataques de monstros, era arriscado deixar algumas garotas lá. – Thalia disse
– E se Hazel estiver certa quanto a ligação do Receptáculo com os ataques no Acampamento Júpiter estamos perdendo tempo. – Nico sussurrou
– Então temos que partir. – falei a abri a porta do carro, mas nenhum deles se mexeu
– Rachel, naquele seu sonho estávamos em um túnel. Provavelmente era a base desativada. – Thalia disse e vi a dor no seu olhar, ela havia feito tudo aquilo para evitar aquela visão e agora estávamos caminhando em direção a ela
– Não temos outra escolha. – sussurrei e mandei para ela o melhor olhar de “Vai ficar tudo bem.”
– Quando chegarmos lá vamos simplesmente atacar sem saber o que nos espera? – Clarisse perguntou
– Vamos pensar em algo. – Annabeth disse com os olhos cinzentos fixos em um ponto
– O que vamos fazer com o Receptáculo? — perguntei
– Se o Traidor quer esse objeto, deve ser importante para Gaia. Então temos que destruí-lo. — Nico concluiu e abriu a porta do carro entrando logo em seguida
– x—
Já se passavam das onze horas da noite, o dia tinha ocorrido de forma normal. Se é que se pode ter um dia normal quando está viajando o país com quatro semideuses numa missão quase suicida, mas não sofremos nenhum ataque de monstros.
Eu e Thalia tínhamos convencido Annabeth a deixar Clarisse dirigir por alguns quilômetros. A loira tomou meu lugar no banco traseiro e eu passei para o banco do carona, Annabeth dormiu logo em seguida e Thalia colocou os fones dela, fechando os olhos e se desligou do mundo, mas não sabia se ela estava dormindo. Nico estava mais calado do que o normal, quase esqueci da presença dele ali.
Clarisse agora dirigia melhor do que no dia anterior, ela havia sugerido que eu dormisse também, mas não conseguia. Tinha medo de ter outro pesadelo.
– Vocês evoluíram. Você e Annabeth, não tiveram nenhuma briga hoje. – disse e Clarisse deu um sorriso sem graça
– Já tinha passado da hora disso acontecer. Não suportava mais essas briguinhas. – Nico se pronunciou assustando nós duas
Na escuridão da noite vi o garoto tirar o casaco de aviador e usa-lo como um cobertor, ele cobriu Thalia também que estava ao lado dele, apoiou a cabeça no vidro do carro e fechou os olhos, como se não tivesse dito nada.
Clarisse não respondeu nada e olhou para Annabeth pelo retrovisor.
– Ela é legal, quando não está sendo uma nerd irritante. – Clarisse resmungou
– Tente não provoca-la tanto. Annabeth não está muito bem ultimamente. – disse me lembrando da conversa que tive com a loira há umas duas noites atrás
Clarisse não respondeu, continuou com a expressão firme de sempre. Me aconcheguei ainda mais na jaqueta da Thalia e suspirei.
Antes de encarar a estrada, pude jurar que vi a filha de Ares lançar um olhar carinhoso para a filha de Atena.
Acho que essa missão está me enlouquecendo.
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