The Prophecy
5 Capítulo 5
Notas iniciais
– Acho que esse não é o melhor meio de chegarmos até o centro de Nova York. – Annabeth disse e Clarisse revirou os olhos
– Não disponibilizaram nenhum carro para nós. Como vamos chegar lá, sabidinha, a pé? – a filha de Ares rebateu
Clarisse dava os últimos ajustes na biga, era uma espécie de biga de guerra modificada. Thalia segurava o riso ao meu lado, não sei se Clarisse estava falando sério ou se só estava procurando um meio de irritar Annabeth.
– Nada de bigas de guerra. – Annabeth murmurou
– Vai fazer essa desfeita para meus irmãos, Annabeth? Ficaram arrumando isso o dia todo. – Clarisse rebateu
– Ou arrumamos outro jeito ou eu sigo o conselho de Percy e me recuso a ir para essa missão... – Annabeth elevou o tom de voz, e tremeu de raiva
– Annie, calma. – segurei a filha de Atena pois ela tinha começado a andar na direção da filha de Ares gesticulando as mãos
– É, Clarisse está apenas brincando. – Thalia disse com os olhos fixos em Clarisse, que pareceu indignada, mas acabou concordando devido ao olhar gélido que a filha de Zeus lançou a ela
– Então vamos de pégasus? – Clarisse perguntou e vi Thalia engolir em seco
– Ei meninas. Querem uma carona? – uma voz masculina soou atrás de nós e me virei a tempo de ver Nico subindo a colina do Acampamento
O filho de Hades estava montado num cão infernal. Sorri ao perceber que era apenas Sra. O’Leary, ela tinha uma espécie de sela nas costas que estava presas por correias. O cão infernal era grande, mas não o bastante para todos nós, teríamos que nos espremer ali.
– Eu posso viajar pelas sombras mas isso iria me exaurir, enquanto pudermos evitar isso vai ser melhor, vamos chamar Sra. O’Leary em situações de emergência e eu nos transporto caso ela não nos encontre a tempo. Por enquanto vamos usar os meios de transporte dos mortais. – o garoto disse enquanto dava a mão para Annabeth subir, Clarisse rejeitou a ajuda e subiu sozinha, ficando atrás da loira
Thalia me ergueu e subi, me ajeitando na sela e estendi a mão pra ela. Thalia quase caía do cão, me abraçou pela cintura para se manter firme ali em cima. Estava pendendo uma das correias a nossa volta quando percebi sua expressão.
– Você está bem? – perguntei
– Sim... Só estava distante. – assenti e me lembrei que ela havia usado Sra.O’Leary na missão solitária e suicida, ia lhe dizer algo mas Nico me cortou
– Se segurem firme. É provável que sintam tontura ou enjoo. Não é fácil viajar pelas sombras...
– Duvido que cause algum efeito em mim... – Clarisse resmungou na minha frente
Ninguém teve tempo de responder nada, a escuridão tomou o lugar do céu azul e das árvores do Acampamento. Não soube dizer a que velocidade estávamos viajando, a escuridão tomava conta de tudo, mal conseguia distinguir os cabelos castanhos de Clarisse na minha frente. A única coisa que me mantinha consciente era os braços de Thalia a minha volta.
Aos poucos a escuridão se dissipou e olhei a minha volta, percebendo que estávamos em um beco. Clarisse se desequilibrou do cão e teria caído se as correias não a segurassem.
– Duvido que cause algum efeito em mim. – Annabeth fez uma imitação barata da voz de Clarisse que fuzilou a loira com o olhar
– Eu nunca tinha viajado nisso! — se defendeu – Como você aguenta isso Di Angelo?
– Ás vezes nem eu aguento. – Nico respondeu e todos nós descemos do cão, que pareceu aliviada ao se livrar daquele peso
– Quando precisarmos de você eu te chamo garota. – Nico disse para Sra.O’Leary enquanto Annabeth acariciava o focinho dela
Thalia e Clarisse olhavam ao redor, se situando e a espreita de alguma ameaça. O cão desapareceu nas sombras e saímos do beco.
– Quatro semideuses filhos dos deuses mais poderoso juntos numa missão! Se carregássemos letreiros luminosos escrito “Ei monstros! Carne de semideus fresquinha aqui!” não chamaria tanto atenção... – Annabeth resmungou
– Annie... Já conversamos ontem sobre isso... – Thalia respondeu e a loira suspirou se desculpando, olhei para Thalia em busca de uma resposta, mas ela apenas dirigiu um olhar de “Esqueça”
Andamos por alguns quarteirões até chegar na rodoviária. Não chamávamos muita atenção, havia muitos grupos de adolescentes na rua. Annabeth insistia em usar uma camiseta do Acampamento. Thalia usava uma camiseta do Green Day e eu as minhas roupas manchadas de canetinhas e tinta, Nico havia tirado o casaco de aviador e o amarrou na cintura. A única que parecia desconfortável era Clarisse, ela se obrigou a usar roupas normais, e resmungava algo sobre “Nunca mais tiro minha armadura” enquanto andava, a garota vestia jeans escuros, uma camiseta cinza e um casaco do exército americano camuflado.
Ao chegarmos no terminal rodoviário Thalia e Annabeth foram comprar nossas passagens, eu e os outros ficamos em uma das lanchonetes e fizemos um pedido. Clarisse olhava ao redor, como se quisesse que um monstro nos encontrasse para poder entrar em ação. Nico olhava melancólico para duas crianças loiras que brincavam de pega a pega do lado de fora. E eu só esperava que Thalia voltasse logo. Depois de uns dez minutos as duas voltaram.
– Para onde vamos? – Clarisse perguntou
– Oeste. – Thalia deu de ombros sentando ao meu lado – Vamos viajar nessa direção até sabermos o que fazer. Rachel, tem visto alguma coisa?
– Nada. – respondi
Annabeth empurrou Nico para o canto para se sentar ao lado dele. A máscara de mau humor da loira estava se suavizando, Thalia deve ter tido uma conversa com ela. Descontar sua infelicidade em nós só iria deixar o clima tenso e dificultar a missão. Ela até soltou uma gargalhada quando o garotinho que brincava de pega a pega se esborrachou no chão. Nico a encarou como se ela fosse o ser mais cruel do mundo.
– Só meio dia? – Clarisse perguntou analisando a passagem dela
– Era o único horário que tinha. – Thalia respondeu
– Vamos perder muito tempo...
– Se quiser voltar e pegar sua biga de guerra ninguém vai se importar. – Annabeth a cortou, e em seguida deu de ombros
Clarisse abriu a boca para dizer algo, mas resolveu ficar quieta e fechou a cara e cruzou os braços como uma criança birrenta. Suspirei e olhei pelo vidro da lanchonete, encarando as crianças que corriam felizes ali.
“Bela equipe para salvar o mundo da fúria de uma das maiores deusas primordiais.”
Pensei e procurei a mão de Thalia e entrelacei nossos dedos. Aguardando as horas passarem.
–x—
– Cinco irão partir. E para o Oeste deverão ir. – Annabeth murmurou enquanto procurávamos nossos acentos no ônibus
– Isso já estamos fazendo. – respondi
– O Rei Fantasma, A descendente da guerra, A porta voz de Delfos, A filha da sabedoria e a Herdeira dos céus. – a loira continuou
– Obrigada pela chamada Annie, acho que não esquecemos ninguém. – Thalia disse e recebeu um olhar mortal da loira seguido de um sorriso
– Perigos hão de enfrentar. E a deusa da terra terão que derrotar. – continuou e se sentou no lugar dela
– Isso é fácil. Faço coisas bem piores nos treinos no Acampamento. – Clarisse resmungou, mas ninguém soube se era ironia ou se estava falando sério
Ela encarou a própria passagem e suspirou sentando ao lado de Annabeth. A loira teve que encolher as pernas para a filha de Ares se sentar na poltrona da janela. Eu e Thalia sentamos nas poltronas ao lado delas, sendo separadas apenas pelo corredor, ela ficou com o acento da janela.
– Pela mão do traidor a vingança mortal será completada. E com, isso toda a raça semi mortal será castigada. – deixou a frase final pairar no ar
– Eu não gosto dessa parte. – Nico murmurou sentando na poltrona na minha frente
– Essa parte do traidor me preocupa... – Thalia sussurrou só para eu ouvir, uma ruga de preocupação se formava entre as sobrancelhas dela, toquei aquele espaço com a ponta do dedo, a forçando a relaxar
– Han... Annabeth. – Nico chamou a loira que murmurava suas teorias sobre a profecia – Acho melhor guardar esses pensamentos para si mesma.
A loira assentiu entendo, era perigoso demais. Sentia a adrenalina nas minhas veias, resolvi não comentar nada disso a ninguém. Afinal essa missão não era diversão.
Alguns passageiros subiram, o ônibus ficou com alguns lugares vagos, inclusive o ao lado de Nico. Depois de alguns minutos o ônibus partiu e foi em direção de uma das saídas da cidade.
– Nosso destino é uma cidade pequena. – Thalia explicou – Não deve ter muitos interessados em ir para lá.
– O que vamos fazer quando chegarmos? – perguntei
– Se não tivermos nenhum atraso vamos chegar mais ou menos às oito horas da noite lá. Vamos procurar um lugar pra dormir, contatar Quirón para saber as novidades e Reyna e Frank para saber se o lado romano já sabem da missão e se tem alguma ideia ou conselho. – Thalia respondeu como se já tivesse planejado cada passo que daríamos
Mesmo não querendo ser, ela era uma boa líder. Olhei por cima do banco e Nico girava o anel dele no dedo. Olhei para o lado, Clarisse encarava a paisagem pela janela e Annabeth escrevia algo numa espécie de agenda. As duas pareciam irritadas, provavelmente tinhas discutido de novo. Ou elas dariam um basta nessa briguinha e provocações ou acabariam se matando antes do final da missão.
Uma hora tinha se passado, eu estava com a cabeça apoiada no ombro de Thalia, nós dividíamos um fone de ouvido. Como eu era meio eclética, não me importava em ouvir músicas do estilo dela. Ouvimos algumas risadas vindas dos acentos de Annabeth e Clarisse. A loira gargalhva e Clarisse continha uma risada. Olhei para Thalia franzindo o cenho ela revirou os olhos.
– Já desisti de entender essas duas a um bom tempo. — disse e deu uma risada rouca e a acompanhei
Agindo assim despreocupadamente nem parecia que teve uma crise de nervos no dia anterior.
– Rachel, eu queria te pedir desculpas por ter surtado ontem... Vou me controlar, mas o estado de nervos que isso me deixa é muito grande.
– Você lê pensamentos? – perguntei e ela me olhou sem entender – Estava pensando nisso agora... Está tudo bem, amor. Estou aqui pra isso.
Sorri e ela retribuiu com o meu sorriso favorito. Aquele sorriso torto que fazia a covinha bochecha dela se acentuar.
Nos aproximamos e deixamos nossas testas encostadas.Ela tomou meus lábios para ela, não um beijo, mas vários. Cheio de carinho e amor.
Quando nos separamos olhei para o lado e algumas pessoas passavam pelo corredor. Quatro jovens, duas garotas e dois garotos. Não deviam passar de vinte e cinco anos, os reconheci, eles estavam sentados nas últimas poltronas do ônibus. Eles andavam de forma ritmada, como se algo os controlasse.
– Rachel, levanta e vai para o fundo. Agora. – Thalia pediu com a voz baixa
Clarisse e Annabeth também levantavam, mas Nico permaneceu no lugar. Thalia o sacudiu e o garoto permaneceu parado, com os olhos vidrados. Caminhei para o fundo e percebi que todos os mortais estavam assim, não entendi porque Nico também fora afetado. Olhei pela janela e vi algumas gaivotas paradas em pleno voo. Então entendi que o ônibus também estava parado, o tempo estava parado. E aqueles jovens.... Não eram humanos.
O tempo que desde que me levantei até eu ter feito essa observação foi apenas de alguns segundos, e o que veio a seguir foi muito mais rápido e confuso.
– Cuidado! – Clarisse gritou a nossa frente
Senti uma força invisível me puxando para trás até o fim do ônibus. Soltei um grito, mas vi a palma da mão de Thalia virada na minha direção. Ela tinha criado uma rajada de vento para me distanciar.
Os jovens... Não eram mais jovens. No lugar deles havia uma mistura de humanóide com uma espécie canina que se fundiu a um urso pardo. Os quatro eram musculosos e portavam espadas. Clarisse não hesitou e partiu para cima deles.
– Cuidados com os mortais! – Thalia gritou e ativou seu escudo, puxando a espada junto
Tirei meu arco da mochila e preparei uma flecha, quando estava com um dos monstros na mira Annabeth gritou o meu nome.
– Não olhe nos olhos! Rachel! Não olhe nos olhos! – achei que ela estava falando dos monstros, mas quando olhei para baixo vi que se tratava de outra coisa
Quatro serpentes vinham na minha direção saltei para um dos acentos. As serpentes deviam ter no máximo um metro e vinte de comprimento, hesitei com medo de mirar em algumas dela e encara-la nos olhos por tempo demais. Lembrei de ter lido algo sobre serpentes, algumas quando faziam contato visual podiam controlar seu oponente.
Mirei por alguns segundos e desviei o olhar. Foi tempo o suficiente para uma das minhas flechas atingir uma serpente. Ela se contorceu, com a flecha em seu corpo e se esvaiu em um pó cinza.
Quando percebi, as outras estavam perto demais para eu fazer algo, tinha enrolado demais, situações assim exigiam pensamentos rápidos, não tinha habilidade rápida de batalha igual os semideuses, que nasciam com isso, eu era apenas uma.... Uma mortal que conseguia ver através da névoa. De repente, senti o bracelete de prata se debatendo no meu pulso, as asas finas de prata batiam desesperadas tentando sair, batiam tão rápido que eram quase imperceptíveis. Isso tirou a atenção minha das serpentes, então entendi porque tive aqueles pensamentos depreciativos, apenas um segundo de contato visual já era o suficiente para a serpente me controlar. Eu não sou uma mortal, sou o Oráculo, hospedeira e porta voz de Delfos, fui abençoada por Apolo, e não podia deixar uma serpente me vencer. Decidi agir por instinto e não pela razão, simplesmente desperdicei uma das flechas atingindo o chão entre duas serpentes que se esquivaram e pareceram ainda mais ansiosas para me pegar.
Tirei o bracelete e ele sobrevoou ao redor das serpentes. Elas tentaram abocanhar ele e o bracelete saiu em disparada para baixo de um dos bancos. Funcionou pois duas se distraíram a passaram a perseguir o bracelete que voava por baixo dos acentos.
A outra serpente pareceu confusa sobre o que devia fazer e isso me deu um bônus de tempo e a abati sem dificuldades.
Thalia rolava sobre um dos bancos vazios com um dos monstros, ela socava a cara dele, parecia estar se divertindo, por isso adiava a morte dele. Annabeth lutava no chão com um monstro, ele estava por cima da loira.
Mas quem se encontrava numa situação pior era Clarisse, ela lutava contra dois, e o espaço apertado limitava seus golpes. Então ela correu para longe da luta. Apertou um dos botões no painel do motorista e correu pela porta que se abriu, atraindo os monstros lá pra fora.
O monstro que lutava contra Thalia uivou de dor quando a filha de Zeus deu uma descarga elétrica nele. Ela fincou a espada nele e o monstro se desfez em cinzas. Ela deu uma rápida olhada pra mim e correu pra ajudar Annabeth.
Eu corri para a janela do ônibus e coloquei metade do meu corpo para fora. Clarisse agora lutava muito melhor, podia liquidar os dois, mas resolvi adiantar o processo.
Acertei duas flechas em um dos monstros e ela matou o outro, quando se virou, cortou a cabeça do monstro que eu havia acertado e ele se desfez em cinzas.
A filha de Ares mandou um sinal positivo pra mim e voltou para dentro do ônibus. Ia acertar uma flecha no monstro que estava com Annabeth e Thalia, mas parei ao perceber que as duas prendiam ele no chão e tentavam arrancar uma resposta.
Clarisse apareceu atrás delas e substituiu Annabeth no chão, que se levantou e apontou a espada na garganta do monstro.
– Vai me responder? – a filha de Atena esbravejou
– Não sei o plano dela! – o monstro respondeu numa voz horrível, quase implorando por piedade – Mãe Terra apenas nos mandou aqui!
– Ah conta outra. – a loira respondeu e fincou a espada no pescoço do monstro, que se dissipou em pó – Rápido, temos dois minutos até o tempo voltar ao normal.
A respiração dela estava pesada, a adrenalina corria no corpo de todas nós, a risada de Clarisse ecoou pelo ônibus e todas nós a encaramos.
– Rachel, acho que isso é seu. – Clarisse apontou para debaixo de um dos assentos vazios
Fui até ela e me abaixei para ver o que ela tinha encontrado, tive que me segurar para não rir, as duas serpentes que haviam sobrado estavam com um nó perfeito prendendo seus corpos. Quando uma tentava se arrastar a outra ia junto, e aquilo as irritavam. O bracelete voava em volta atiçando as serpentes ainda mais.
– Posso dar um fim nelas? – Clarisse perguntou e apenas assenti
Ela cutucou as cobras com a lança e elas se dissolveram em cinzas. O bracelete de repente parou de bater as pequenas assas e veio até mim, pousando na minha mão.
– Ta, isso está me dando medo agora. – disse e Clarisse riu, se levantou indo para o lugar dela
Annabeth tinha os olhos fechados e respirava fundo, Clarisse se espremeu pra passar por ela.
– Por que Nico foi afetado, como os outros mortais? – Thalia atraiu minha atenção para ela
– Os monstros. Eles que selecionam quem é afetado ou não pelo tempo. – Annabeth respondeu
– Como fazem isso? – perguntei e Annabeth deu de ombros me encarando com aqueles olhos cinzentos
– Acho que é algum tipo de magia antiga.
Fui me sentar ao lado de Thalia e girei o bracelete entre os dedos.
– Onde arrumou isso? – a loira perguntou
– No depósito. – Thalia respondeu por mim e me passou uma garrafa de água, que aceitei
– Posso ver?
– Ele se agita longe dela. – Clarisse murmurou
– Quando chegarmos, quero vê-lo melhor. – Annabeth murmurou e assenti
Nisso, o tempo voltou a correr normal, as gaivotas no céu voltaram a voar, o barulho do motor do Ônibus voltou a funcionar. Os mortais não perceberam diferença alguma, nem notaram a ausência de quatro passageiros e me perguntei se eles haviam visto passageiros ali.
Nico olhou para trás, Annabeth ajeitava o cabelo bagunçado e eu tentava limpar as marcas de cinzas no rosto de Thalia.
– O que eu perdi? – o garoto perguntou e aguardou a resposta
Suspirei apoiando a cabeça no ombro de Thalia enquanto ela contava toda a história ao primo.
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