The Prophecy

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeiramente, peço desculpas pela demora de publicar essa continuação.
Quando eu publiquei a história, pouquíssimas pessoas comentaram e incentivaram, acabei entendendo que eu não tinha agradado muitas pessoas e acabei desanimando.
Alguns leitores foram atrás de mim e pediram a continuação, então resolvi fazer. Espero que dessa vez, participem, opinem e até mesmo deem sugestões.
Tenho outra fic em andamento, mas irei postar regularmente.
Enfim, boa leitura.
Ah, a narradora é a Rachel, avisarei se tiver um pov diferente.

Acordei com um trovão que estremeceu todo o meu quarto. Levei alguns segundos para me recuperar do susto e voltar a realidade. Franzi meus olhos, nunca chovia no Acampamento, muito menos fazia tempestades.

Thalia foi a primeira coisa que veio na minha mente. Afastei aquela ideia, Thalia não começaria uma tempestade de raios apenas por diversão, fora que ela não tinha poder para iniciar a chuva.

Me virei na cama e pensei em voltar a dormir, mas uma batida na porta me impediu.

— Já vai. – murmurei e levantei e atravessei o quarto na escuridão, me encolhendo quando mais um trovão cortou o céu

Pensei que seria ela, mas me enganei, quando abri a porta me deparei com um garoto pálido e completamente encharcado na minha porta. Nico DI Ângelo.

— Ela está aí? – ele perguntou

— Thalia? Não. – neguei

O garoto pareceu surpreso, mas era difícil dizer isso já que ele nunca demonstrava nenhuma reação, vivia com aquela máscara de indiferença no rosto.

— Ela não está no chalé dela. – ele murmurou

Aquilo me incomodou, quando não estava lá ela estava comigo. Onde ela teria ido?

— O que quer com ela? – perguntei tentando esconder aquele incomodo

— Quirón a chamou. Quer saber se ela sabe o motivo disso. – ele disse apontando a tempestade

— Temos que encontra-la. Me espere aqui fora.

Fechei a porta e acendi a luz do meu quarto pegando a primeira roupa que vi na minha frente. Tirei meu pijama e a coloquei, fazia aquilo em “modo automático” pois minha mente estava perdida, pensando em Thalia.

Abri a porta quando estava vestida e peguei um pequeno guarda chuva que eu tinha ali. Ofereci para Nico, mas ele argumentou que era muito pequeno para nós dois e preferiu ficar na chuva.

O garoto sempre foi silencioso, mas eu sabia que ele também estava preocupado com ela. Thalia era e melhor amiga dele.

Fomos até a Casa Grande. Nico balançou os cabelos longos espirrando água em toda a varanda. Entramos ali e fomos até a sala de reuniões. Quirón, Annabeth e Clarisse estavam lá. Arqueei a sobrancelha, tudo aquilo era preocupação com uma tempestade?

— Ela não está com Rachel. – Nico disse e se sentou numa cadeira, o mais distante possível dos outros ali na sala

— Rachel, você teve alguma visão ultimamente? – Quirón se dirigiu a mim

— Nada que fosse relevante. – respondi

Annabeth estava pensativa e Clarisse me encarava. Não foi isso que me incomodou, mas a lembrança que tive. Um sonho, o sonho que foi a causa de eu ter me declarado pra Thalia. Era uma missão, nela estavam eu, Thalia e Clarisse. Escondia aquele segredo há mais de dez meses. Nesse mês eu e Thalia completávamos oito meses de relacionamento, até agora eu evitava pensar naquele sonho por medo, medo do que eu tinha visto. A sensação de incomodo só aumentou.

Por sorte, Percy chegou antes que eu pudesse cogitar a ideia de dividir aquele sonho com eles.

— Os pégasus estão todos no celeiro. – ele disse

— Se Thalia tivesse saído a última coisa que ela usaria seria um pégasus. – disse revirando os olhos – Medo de altura. – acrescentei e Percy assentiu

— Mas... Sra. O’Leary não está em lugar algum. – Percy continuou e isso atraiu a atenção de Quirón que olhou para Annabeth

— Entre em contato com Reyna. Veja se Thalia foi visitar o irmão em Nova Roma. – ele disse para a loira

— Ela não está lá. – Nico disse antes que Annabeth pudesse se levantar – Falei com Hazel agora a pouco por Mensagem de Íris, e ela disse que não receberam ninguém hoje.

— Ela pode ter chegado depois de vocês conversarem. – Annabeth disse

— Impossível, nos falamos há menos de vinte minutos.

— E mesmo viajando com Sra. O’Leary, Thalia demoraria pra chegar . – Percy completou

— E eu deixei comida para o cão infernal há pouco tempo. Fora que acho improvável que ela queira visitar o irmão sem nos informar nada. – Nico disse e Quirón concordou

— Ela teria avisado Rachel. – Clarisse se manifestou pela primeira vez e eu despertei ao ouvi meu nome

— Sabe onde ela está, Rachel? – Quirón se dirigiu a mim como se me avaliasse

Senti meu rosto esquentar ao perceber que todos na sala me encaravam.

— Não. Ela não comentou nada comigo. – respondi e aquilo me irritou, o que tinha de errado com Thalia?

— Então temos uma campista desaparecida? – Percy perguntou

Essa ideia me causou uma onda de dor e desespero, percebi que Annabeth também não gostou de olhar as coisas por esse lado.

— Ainda não. Ela pode ter saído para dar uma volta apenas... – Annabeth disse

— No meio desse temporal? – Clarisse ironizou

— Afinal, o que querem com ela? – perguntei e tive a atenção de todos voltada para mim mais uma vez

— Nossas fronteiras estão mais reforçadas como nunca. Depois da batalha em Manhattan e da luta contra os gigantes e Gaia não era nem para uma garoa cair aqui. Mandei convocar alguns semideuses Thalia estava entre eles. – Quirón explicou

Eles temiam que algo maligno estivesse surgindo, minha cabeça estava a mil. O desaparecimento repentino de Thalia, a tempestade, a ameaça de um perigo chegando, o meu sonho,... Aquilo teria sido uma profecia ou apenas um sonho?

Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, um clarão cortou o céu, seguido de um estrondoso barulho de trovão. Eu e Annabeth fomos as únicas a se encolher na sala.

Passos ecoaram pela Casa Grande, pareciam passos de alguém com um grade teor de álcool no sangue pois faziam muito barulho, ouvimos objetos caindo, o que deixara Clarisse e Percy em alerta. Ambos se levantaram e ficaram a postos para deter quem fosse o invasor. Nico se levantou e veio para perto de mim.

— Fique atrás de mim o tempo todo. – o garoto disse assenti

Eu era a única mortal ali e no momento estava desarmada, seria um alvo fácil. Não me importei com a maneira que ele me tratou, Thalia uma vez tinha comentado que havia pedido para Nico cuidar de mim em situações que estivesse ausente.

Esperamos enquanto os passos se aproximavam, meu corpo foi ficando tenso e os barulhos da tempestade só pioravam aquilo.

Os passos pararam, e a maçaneta começou a girar, Percy e Clarisse já estavam preparados para atacar, quando a porta se rompeu e que estava ali era ela, Thalia.

Os dois se detiveram e a encararam surpresos, todos nós estávamos. Ela estava numa situação deplorável, seu corpo todo tremia, estava completamente encharcada, seu olhar vagava amedrontado por todos nós, o jeans estava rasgado e vestia apenas um dos coturnos, a camiseta preta de banda estava rasgada e com algumas manchas de sangue.

Thalia cambaleou para frente e se apoiou na cadeira. Eu já tinha saído de trás de Nico e me aproximava apesar dos protestos dos outros.

— Amor... – comecei quando já estava perto o bastante

Seu olhar estava perdido, encarando o tampo da mesa.

— Eu tentei, mas eu falhei... – foi o que ela disse antes de desabar

Fui rápida o bastante a segurei antes que seu corpo inconsciente atingisse o chão.

As suspeitas de todos só se confirmaram, algo muito ruim estava por vir.

- x-

Além de lutar contra o medo que estava sentindo, que lutar contra o sono. Estava na enfermaria desde as primeiras horas madrugada, me negava a sair do lado dela.

A chegada inesperada de Thalia causou um susto em nós. Ela foi trazida para a enfermaria, Nico se trancara no gabinete com Quirón e expulsara todos nós de lá, Percy e Annabeth ficaram um pouco na enfermaria mas decidiram ir para os chalés, restando apenas eu e Clarisse.

— Tem certeza de que não quer ir descansar? – Clarisse murmurou tentando soar o mais simpática possível

— Estou bem. – respondi sem tirar os olhos da filha de Zeus, que estava deitada em uma das camas e eu sentada ao lado dela segurando suas mãos

— Bom, foi uma noite agitada. – Clarisse resmungou – Vou para o meu chalé.

Assenti sem mudar a minha posição e ouvi a porta da enfermaria bater indicando que a filha de Ares se retirara.

Thalia estava bastante ferida, os filhos de Apolo fizeram o máximo para curá-la. Eles desconheciam o que tinha causado aquele estrago. Pelo diagnóstico Thalia ficaria um tempo ali, dormindo.

E eu ficaria com ela, aguardando até ela acordar. O coma chegou ao fim três dias após o incidente, finalmente a filha de Zeus abriu aqueles olhos azuis que eu amava.

Notas finais
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