The Price
1 Prólogo - Parte 1
Notas iniciais
Essa fic diferencia um pouco da minha linha, é bem mais leve, mas estou adorando escrevê-la. Eu a escrevo em parceria com um amigo meu (oi, Endrance! o/). Espero que gostem e nos vemos lá embaixo!
Abri os olhos, quase sem fôlego e muito satisfeita. Tinha acabado de cantar I’m With You, da Avril Lavigne, com minha banda, e tinha me saído especialmente bem. Quer dizer, quando eu não me saía bem?
— Foi perfeito — ouvi Margareth, a baterista ruiva da banda, murmurar. Aquilo, imediatamente, me deixou irritada.
— Foi quase perfeito — disse irritada — Se não fosse uma certa guitarrista e becken vocal que adora subtonar, certamente teria sido perfeito.
— Eu não subtonei! — ouvi Rose, a guitarrista da banda, reclamar.
— Tem razão, você não subtonou — disse sarcástica — Você só modificou totalmente a melodia da música! Só isso!
Brad, o DJ e líder da banda, suspirou.
— Anna, querida — ele disse, chamando a minha atenção — Dá pra você parar de se concentrar nos erros da Rose e perceber os seus próprios?
— Mas eu não errei — protestei.
— Pode não ter errado agora — ele disse — Mas se continuar atenta à Rose, quem vai subtonar é você.
— Brad, queridinho — eu disse, calma — Não precisa se preocupar com relação a isso. Eu nunca erro.
— Desculpa aí, senhorita Perfeição — ouvi Rose murmurando. Me aproximei dela, brava.
— Olha como fala comigo, garota — disse ameaçadoramente.
- Ok, chega — Brad disse — Chega de ensaio por hoje, todo mundo pra casa.
— Se nós quisermos mesmo abrir o show da Ellie Goulding, eu suponho que tenhamos que ensaiar mais um pouquinho — eu disse, brava.
— Ensaiamos depois, não vai dar com os nervos à flor da pele — Brad retrucou, calmamente. Aquilo me deixou nervosa. Por que esse pessoal vivia dando motivos pra descansar?
— Um bando de amadores, é isso o que vocês são — resmunguei, encapando meu teclado, Maquiavel.
— Desculpe — Margareth, a baterista, se instrometeu de novo — O que disse sobre nós?
Revirei os olhos, soltando fogo pelas ventas.
— Além de amadora é surda? — perguntei — Eu disse o que vocês ouviram. Vocês são amadores. Um bando de crianças que pensam que sabem tocar, mas que não levam a música a sério. Aposto que se eu der um triângulo para um bando de macacos eles formam uma banda melhor que vocês.
— Você também está na banda — Brad disse, tentando ficar calmo.
— Eu nem sei o que estou fazendo nessa joça.
— Tem razão, Anna — Brad se exasperou — Eu também não sei o que você está fazendo na Asleep Society. Acho que é melhor eu te libertar, para seguir sua carreira solo, não é?
Parei um pouco, olhando pra ele.
— O que está dizendo? — perguntei, confusa.
— Acho que a surda é você agora, não é? — ele perguntou irônico — Eu estou te dizendo que você está fora da banda, Anna Stark. A nova vocalista é Rose.
Aquela coisinha idiota só faltou dar pulinhos de alegria.
— Você não pode estar falando sério — murmurei — A Asleep Society não é nada sem mim!
— É o que você pensa — Rose se intrometeu — Nós vamos te mostrar que a Asleep Society é muito, muito melhor sem você. E nós vamos abrir o show da Ellie Goulding enquanto você nos assiste. Aí vamos ver quem são os amadores.
Aquilo me deu raiva, muita raiva. O que quer que ela estivesse insinuando, não era legal e era desrespeitoso.
— Vocês podem abrir o show da Madonna, e continuarão amadores — cuspi as palavras — Simplesmente porque é a essência de vocês. Vocês nasceram pra ser uma bandinha de garagem, não têm talento algum. E eu espero que a platéia da Ellie Goulding perceba tanto quanto eu como vocês são amadores, e que toda a safra de tomates dos EUA acabe na roupa de vocês! E quer saber? Estou muito feliz por ter saído dessa banda! Asleep Society sempre foi um nome idiota, mesmo, vai manchar minha biografia! Adeus!
E, com isso, fui pra casa. Fui dirigindo a toda velocidade, estava nervosa e triste. Pude ter falado um monte de besteiras, mas a verdade é que a Asleep Society foi a minha primeira banda importante. E, logo quando nós finalmente iríamos abrir um show grande, um show da Ellie Goulding… eu cometo uma burrada dessas. Muito a minha cara.
Fui direto para o quarto, sem nem olhar meu pai no caminho. Montei Maquiavel por lá, e comecei a tocar My Immortal, do Evanescence, acompanhando com a voz. Eu estava totalmente na fossa, já que havia perdido uma grande chance. Foi aí que eu recebi a mensagem de texto que salvou a minha vida.
Era de uma prima do Indiana, Jean. Dizia:
“Hey Anna, Jean aqui. Viu o novo reality show que vai lançar? Vai se chamar The Song. É um concurso de música, só que esse é de duplas. A dupla ganhadora vai ganhar uma gravação e a abertura de um show muito irado! Bem que nós podíamos participar juntas, não é? Bem, me responde assim que receber a mensagem!”
Realmente, aquela não era uma má ideia. Quer dizer, não cantar com Jean, porque isso era realmente uma má ideia, já que ela cantava tão mal que poderia causar uma tragédia em uma fábrica de vidros. Mas participar desse tal reality… podia ser uma chance e tanto, tanto de viver da música quando de esfregar na cara da Asleep Society o que eles perderam me expulsando da banda.
Eu estava realmente decidida a participar do concurso, mas só havia um problema: quem aceitaria dividir um palco comigo?
Notas finais
Deixem reviews, hein?
Beijos!
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