The Precious Blood
49 Vida e Morte
Notas iniciais
Este capítulo é completamente conturbado... mesmooo...
Vou explicar mais sobre ele lá em baixoo...
Mas agoraaa bora ler?
o/
P.S.: Pra ela que me cobra pelo face: Pronto Solara, atualizei! kkkkkkk
Colchão macio, lençóis, mais de duas peças de roupa, agua morna, geladeira, forno elétrico, cosméticos, calçados, televisão, comida temperada e um barbeador. Pareciam artigos de outro mundo depois de tempos vivendo como primatas em uma ilha.
Jacob achava a vida normal de antes, estranha. Naquele momento se olhava no espelho, com o rosto coberto de espuma de barbear, com o vapor do chuveiro ligado inundando o banheiro, pensando se tiraria a barba crescida.
_ Se os pêlos não incomodam seu lobo, pode deixar assim. Você fica sexy estilo naufrago. – Ele sorriu quando escutou a voz de Sarah sair debaixo da água do chuveiro. Ela sorria mais tranquila depois da conversa que tiveram na ilha.
_ Não posso dizer o mesmo de você… — Jacob franziu o cenho e olhando para esposa, com um sorriso sacana, disse: — Sabe, prefiro você assim, mais depiladinha.
Em troca ele recebeu mil xingamentos e gestos obscenos em sua direção, mas que só o fez rir da situação. Ele optou por diminuir os pelos, ainda sobre os resmungos de Sarah, que murmurava algo como “sem sexo por uma década… eu sou capaz disto”. Se barbeou, mas tem tirar os pêlos completamente.
_ Está bom assim? – Perguntou a Sarah, que enxaguava o creme do cabelo. Ela nem olhou pra responder.
_ Está horrendo.
Em dois passos ele estava dentro do box, a pressionando contra os azulejos.
_ O quanto está horrendo? – Ele perguntou, subindo a mão pela coxa dela.
_ Nem vem… você vai ficar sem isto mocinho! Se gosta de me ver sem pêlos, então só olha! – Ela disse, mas aquilo não parecia sério.
Ele mordeu a orelha dela e sussurrou:
_ Estou com saudade de te amar na nossa cama… em um colchão macio… ouvir o barulho dos nossos lençóis sendo rasgados por você bem no meio de um orgasmo.
Aquilo, aliado ao corpo excitado e quente dele grudado ao dela, a fez soltar um gemido.
Mas antes que pudessem levar aquilo adiante, tanto Jacob quanto Sarah ouviram batidas insistentes na porta da frente da casa.
_ Podem abrir. Sei que estão aí!
_Leah! – Jacob e Sarah murmuraram com caretas. Hora de enfrentar a loba.
O casal se encarou, cada um pensando no que fariam dali em diante. Jacob foi o primeiro a agir. Relutantemente ele se afastou do corpo molhado e nu de sua esposa e alcançou uma toalha, se enxugando rapidamente.
_ Eu cuido disto. – Ele sussurrou para Sarah e, após ter vestido uma bermuda qualquer, desceu para abrir a porta pra Leah.
_ Obrigada por não se dar o trabalho de nos avisar que você voltou do além, Alpha! – Leah irrompeu porta a dentro resmungando aquilo. Seus passos estavam apressados e sua pulsação acelerada.
_ Ei, loba. Vai com calma! Nós acabamos de chegar e… — Jacob parou, cruzou os braços e encarou Leah — …como ficou sabendo?
Leah parecia um tanto perturbada e confusa. Sacudindo os cabelos ela disse:
_ Seth. Ele acabou de se encontrar com a Milla. E se ela voltou, imaginei que vocês também tivessem voltado. – Leah terminou de falar e olhou para cima, na direção do quarto de Jacob, com uma expressão impaciente. O chuveiro havia acabado de ser desligado.
_ Eles já se encontraram? – Jacob se aproximou mais de Leah. – Como Seth está?
Leah pareceu desatenta por uns minutos, voltou a olhar para o andar superior enquanto os passos de Sarah ecoavam suavemente acima da cabeça dos dois. Só então Jacob passou a olhar mais atentamente. Definitivamente ela não estava em seu estado normal. Jacob podia sentir de longe a ansiedade pulsar do corpo de Leah… ela evitou a todo momento olhar em direção a ele, vez ou outra esfregava uma mão na outra, engolindo em seco e enquanto alpha, Jacob sentiu algo nitidamente distinto parecendo irradiar do corpo de sua beta… algo estava diferente. Não era de hoje que Leah estava estranha, Jacob não quis se aprofundar, mas desde que estava na ilha, percebeu que ela escondia algo nos pensamentos. Mas sempre pensou que era sobre Seth, ou sobre as suposições dela sobre Sarah.
_ Leah! – Ele chamou bruscamente e, como que pega de surpresa com a presença de Jacob ali, Leah o olhou assustada.
_ Oh, o encontro foi tumultuado, mas foi muito… muito rápido… acho que nenhum dos dois estão bem agora. – A loba disparou as palavras velozmente, mas Jacob balançou a cabeça. Se aproximou dela, pegando-lhe pela mão e a fazendo se sentar.
_ O que está acontecendo? – Jacob disse aquilo lentamente, de um jeito calmo, mas imponente. Leah desviou os olhos, estremecendo… Jacob a conhecia bem demais e ela não estava bem para poder disfarçar nada. E além de tudo, de uma hora pra outra, seus hormônios a faziam ficar mais instável, vulnerável. Naquele momento ela tinha vontade de sair correndo para longe do olhar intimidante de Jacob. Aquilo não podia ser normal! Mas não podia ser o que ela estava pensando!
Ela se levantou bruscamente, sentindo uma leve tontura por causa disto, seu estomago embrulhou novamente. Não!
Jacob se levantou, agora a sua expressão estava nitidamente preocupada diante da palidez notória de Leah.
_ Você está bem? – Perguntou, tentando ampará-la, mas Leah foi hostil e empurrou suas mãos. Jacob recuou, apreensivo. Leah só o olhou, demonstrando uma espécie de angústia no olhar.
_ Eu preciso ver Sarah… — ela finalmente sussurrou, confessando a necessidade que tinha daquilo em seu tom.
_ Estou aqui.
Jacob e Leah imediatamente olharam para o topo da escada, onde Sarah descia lentamente, seus olhos fixos na loba, como se só ela estivesse ali.
_ Sarah! – Leah soltou o nome em uma exclamação de alívio, a loba tinha certeza que só aquela mulher poderia tirar dela aquela duvida que a maltratava nos últimos dias.
Ao som da voz de Leah o conhecido portal de visões de Sarah se abriu, fazendo com que ela se deparasse com um futuro próximo da vida da índia. Ela respirou fundo, perdendo a cor e com um único olhar, Sarah pôs Jacob ainda mais alerta.
_ Eu preciso que…
_ Aqui não. – Sarah respondeu, interrompendo Leah. – Não tenho o que preciso aqui. Nós vamos para o hospital. Jake nos leva? – A morena olhou para o marido, com uma promessa no olhar de que esclareceria tudo quando pudesse, rezando para que ele compreendesse.
Jacob balançou a cabeça, logo indo em direção a Sarah.
_ Vou me vestir, já desço. – Ele beijou rapidamente a testa de Sarah e subiu os degraus de quatro em quatro.
*******
_ Doutora! – Sheron se levantou em um rompante ao vislumbrar sua chefe aparecer a sua frente. Parecia que faziam séculos que ela havia partido de viagem para uma especialização no exterior, segundo o que lhe disseram.
Sarah estava vestida somente com um jeans e camiseta, sem o habitual jaleco. Ao ver a secretária, ela sorriu, parecendo ainda mais bela do que Sheron poderia se recordar.
_ Minha sala ainda está desocupada? – Doutora Black perguntou, ainda sorrindo.
Mas a verdade era que Sarah se sentia estranha naquele ambiente. Não se sentia acolhida, quase não se lembrava de como se embrenhava naquele hospital por horas a fio, sem se incomodar com o fato. Não se recordava de como trabalhar ali era tão importante e revigorante para ela. Assim que ela desceu do carro e entrou naquele hospital com Leah a tiracolo, tudo parecia dizer que aquele não era mais o lugar em que ela deveria estar. Aquele ambiente não lhe pertencia mais, não era familiar, as paredes pareciam se espremer para expulsá-la dali. Era como se a doutora Black que atuava naquele hospital pertencesse a outra vida.
Em seu retorno, para o lugar de onde ela havia partido, Sarah sentiu de forma mais brusca e impactante que tudo havia mudado. Nada mais seria como antes. O seu lugar não era mais ali.
_ Claro! Doutor Carlisle preferiu ocupar outra sala. Eu tive o cuidado de mantê-la limpa e arejada. – Sheron disse solicita e eficiente como era. – Estávamos ansiosos para o seu retorno, doutora!
_ Muito obrigada por tudo, Sheron. Bom, eu vou precisar da minha sala… — Ela olhou para a mulher que estava ao seu lado. – Uma emergência com minha amiga.
_ Ah, claro! – Sheron disse, saindo de trás de sua mesa e seguindo para a sala que Sarah ocupou por um longo tempo.
Sarah havia tido o cuidado de recolher os instrumentos básicos que precisaria para examinar Leah antes de ir para sua sala.
_ A senhora voltou pra ficar, ou está só de passagem? – Sheron perguntou, sem poder se conter.
Sarah pensou naquela resposta mais do que deveria, mas ainda assim não conseguiu dar certeza de nada.
_ Eu ainda não sei, Sheron. – Respirando fundo, Sarah fechou a porta ficando a sós com Leah.
_ Com tudo o que aconteceu, eu não pensei que eu fosse te reencontrar assim Sarah… eu… eu nem falei com você direito. Nem com o Jake. – Leah gaguejava, ainda mais nervosa pela forma estranha como o olhar de Sarah pesava pra cima dela.
A médica apenas sorriu e, pegando ambas as mãos de Leah, a fez se sentar.
_ Eu acho que agora não é hora de se preocupar com este tipo de cordialidade, Lee. Agora, o nervosismo não vai melhorar a sua situação… portanto, só respire fundo e procure se manter calma… cabeça fria loba!
Leah riu, tentando arduamente controlar o seu stress. Olhou para Sarah com mais cuidado, sentindo algo diferente nela, mas não sabendo exatamente o que. Eram óbvias as mudanças físicas: a pele mais bronzeada, o cabelo mais claro, queimado de sol. Mas havia algo mais.
_ Vamos nos preocupar somente com você neste momento, Lee. Todo o resto vem depois. – Sarah foi bem sugestiva em sua afirmação e Leah não a contradisse. Ela se sentou na mesa, de frente para Leah, colocando as mãos em uma das coxas. – Então quer dizer que você acha que precisa de um médico, mas não confiou no doutor Cullen para isto?
Leah fez um muxoxo estranho.
_ Claro que eu não ia confiar em um frio! Principalmente para… — Leah parou de falar, engolindo em seco.
Sarah endireitou sua postura, respirando fundo.
_ Certo… Lee, eu preciso que você me conte detalhadamente tudo o que você acha que está acontecendo com você. – Sarah disse, assumindo a seriedade não só da profissão, mas também da mulher que sabia sobre o futuro da loba mais do que ela própria.
_ Sim… bem… por onde eu começo? –Leah disse, confusa.
_ Do princípio Lee… bem do comecinho.
Leah mordeu os lábios e desviando os olhos, começou a falar.
_ O meu corpo… quando eu me transformei, ele meio que congelou em alguns aspectos.
_ Ciclo menstrual, por exemplo. – Sarah completou, dando a volta na mesa e se sentando na poltrona.
_ Sim… eu nunca mais tive isto. Foi aí que eu descobri que eu era estéril… eu só poderia engravidar se eu parasse de me transformar. – Leah olhou para Sarah, ela tinha um olhar concentrado, mas nada disse. – Mas eu me lembro muito bem de como era a sensação de um período pré-menstrual… lobos tem boa memória. Há um tempinho atrás eu comecei a sentir coisas parecidas, mas como eu não cheguei a menstruar… e eu estava liderando a matilha… e havia toda aquela coisa com Seth… bem, eu não liguei.
_ Teve cólicas? — Sarah perguntou.
_ Não.
_ Alteração de humor, seios sensíveis, inchaço na região do abdômen? – Ela voltou a perguntar. Aquela não era sua especialidade, genecologia, mas Sarah já havia sido clinica geral, tinha bagagem suficiente para lidar com aquilo.
_ Isso… sim.
Sarah confirmou com a cabeça e fez um aceno para que Leah prosseguisse. A loba espreitou os ouvidos para ter certeza de que Jacob havia atendido o seu pedido e se afastado. Mas não havia nem sinal dele por perto.
_ E tem algo mais… quer dizer… menos… hum… natural.
_ Diga, Leah. Pode confiar em mim.
_ Com Embry. Ele foi essencial pra mim por estes dias, eu acabei ficando muito mais próxima dele do que jamais estive, eu passei a sentir uma necessidade muito grande dele do meu lado… algo quase insano… que eu nunca senti.
Sarah franziu o cenho. Pois até onde ela se lembrava, Leah tinha uma barreira com Embry pelo medo de se envolver completamente e perder novamente. Sarah tinha certeza que aquilo era a única coisa que impedia Leah de ver que Embry era sim a pessoa que deveria estar ao lado dela, a pessoa que ela havia escolhido para isto. Mas pelo modo como a índia falava, aquilo havia mudado.
_ E não é só emocionalmente. O meu corpo pedia muito mais por ele, eu sentia muito mais… muito mais…
_ Desejo? – Sarah perguntou, recebendo um aceno afirmativo da loba. – É a libido elevada… eu diria que isto é muito comum… ainda mais no período fértil. — Assim que ela terminou de dizer aquilo, o coração de Leah disparou e ela se mexeu desconfortavelmente na cadeira. – Você atendeu os desejos de seu corpo, sim?
Leah não respondeu, virou o rosto.
_ O que você está sentindo agora?
_ Coisas estranhas. – Leah disse, seca.
_ Coisas estranhas que te fazem pensar que está grávida?
Leah se virou bruscamente, encarando a médica estarrecida, a cor se esvaindo do rosto moreno.
_ Não… eu… sim! – Ela confessou, abaixando a cabeça, a perturbação nítida. Ela não entendia como Sarah compreendeu tão rapidamente toda aquela situação, quando ninguém mais havia o feito.
Doutora Black fechou os olhos e franziu a testa por um momento, mas logo sorriu.
_ Deite-se aqui, Leah. – Ela disse, indicando uma maca confortável no canto da sala, quase nunca utilizada ali. A quileute obedeceu, tirando as sandálias, se deitou rígida na cama.
Ela observou Sarah prender os cabelos com uma caneta e, com mãos leves e sutis, apalpar seu baixo ventre e depois os seus seios. A expressão da médica nada revelava, no entanto, ela estava séria, compenetrada.
Ela pediu para Leah esperar e fez uma assepsia nas mãos, pegou uma tira de borracha e amarrou fortemente no braço direito da paciente.
_ Não tem medo de agulha, não é? – Perguntou, finalmente sorrindo de lado. Leah negou, também sorrindo, mas bem mais nervosa. – Que bom. Um exame de sangue é o mais rápido, nestes casos.
Rapidamente Sarah colheu o sangue a loba e se afastou, se dirigindo a sua mesa. Leah, no entanto, se espantou quando percebeu que a médica se pôs a examinar seu sangue imediatamente, a olho nu! Ela apenas colocou uma pequena quantidade em duas lâminas de vidro, ou coisa parecida, e ficou a observar. A loba arfou.
_ Não faz mais questão de disfarçar, Sarah? – Ela não suportou, finalmente questionou a amiga tão misteriosa.
Sem levantar os olhos em direção a Leah, Sarah deu um sorriso torto.
_Por que ousaria continuar escondendo algo de uma mulher tão perspicaz feito você, Lee?
_ Pela mesma razão que você fingiu ser uma humana normal durante todo este tempo. – Leah respondeu imediatamente.
_ As circunstâncias mudaram, você sabe disto. – Sarah disse, ainda concentrada em seu trabalho.
Leah bufou, exasperada com a normalidade e paciência de como Sarah falava do assunto.
_ O que diabos você é? – Ela exigiu, se pondo sentada na maca.
Sarah finalmente ergueu seus olhos, a encarando de um jeito que fez Leah se encolher. Por um momento fugaz, Leah sentiu que deveria temer a mulher que estava a sua frente, ou simplesmente respeitá-la mais. Mas logo a expressão da moça suavizou-se, o sorriso brando voltou.
_ Não cobre respostas antecipadas. Saiba apenas que sou um ser nem tão longe de ser humana e nem tão longe de ser sobrenatural. – Ela disse aquilo dando fim ao assunto, fazendo Leah engolir suas palavras a contragosto, mas sem insistir. Novamente ela voltou os olhos para a amostra de sangue em suas mãos e suspirou audivelmente. – Eu acho que o que importa agora é você, Lee.
_ Você já… você sabe a resposta? – Novamente a ansiedade tomou conta da índia, um frio desceu por sua espinha.
Sarah deixou a amostra sanguínea de lado e com uma força descomunal, tentou aparentar normalidade. Não queria, de forma alguma, que Leah percebesse o que via, o que compreendia cada vez melhor segundo à segundo, quando todos os eventos fatídicos que ela vislumbrava se conectavam uns aos outros de forma impecável. Aquele momento deveria ser sublime para Leah, esta não poderia perceber o quanto aquilo que ocorria consigo era motivo de devastação dentro do coração da nobre médica.
Como se erguesse toneladas de aço em cada musculo, Sarah soergueu seus lábios em um sorriso cálido.
_ Lee, minha querida… Você não faz parte de algo simples e fácil de ser compreendido. – Ela voltou a se aproximar de sua paciente e amiga, delicadamente lhe envolveu as mãos. – Sim, Leah. Você está grávida. – Com uma de suas mãos, Sarah tocou o ventre da índia. – Aqui dentro há um ser forte e poderoso… você será mãe.
O queixo de Leah caiu, sua expressão congelou em um completo choque e aos poucos seus olhos se encheram d’água.
_ Co-mo é pos-sí-vel? – A futura mãe sussurrou pausadamente, a voz rouca.
“Porque os quileutes precisam de mais lobos para lutar contra o que está por vir; porque lobos mais fortes precisam nascer; porque o povo quileute deverá se multiplicar para sobreviver.” Todas aquelas foram as respostas que veio a mente de Sarah involuntariamente. Ela poderia, naquele momento, dizer a verdade que ela via diante desta gravidez, mas se refreou. Deveria explicar tudo sob uma ótica menos fria, ou melhor, menos dolorosa.
_ Da mesma forma que nós existimos, seres constituídos por células que se multiplicam, se alimentam, que se agrupam formando cada mísera parte de um organismo. Da mesma forma como as cores de um pôr-de-sol se compõem harmoniosamente, uma flor nasce lindamente perfeita a partir de uma semente feia. A natureza é magnânima, ela é perfeita. Nada, Lee, nada acontece sem que faça parte de um todo. Cada coisa vem compondo algo. Por mais superiores que nós nos julgarmos, por mais entendidos que nos fizermos, não há como desvendar todos os mistérios da natureza. A magia mais complexa que existe é ela. Não há o que é possível e o que é impossível, Lee. Há apenas o que é para acontecer.
Tremulamente Leah soltou sua mão de Sarah e a levou ao ventre. Como? Como ela poderia imaginar aquilo? Quando pode tocar seu próprio corpo, sabendo que gerava vida, sentiu um arrepio arrebatar cada parte do seu corpo, a emoção lhe arrancar um suspiro da garganta e lágrimas lhe inundar os olhos. E ela chorou, as lágrimas desceram de seus olhos e morreram em seu sorriso aberto e sublime.
_ Eu… eu… vou ser mãe? – Ela perguntou, ainda incrédula.
_ Sim, vai. – Sarah repetiu, complacente. — Nascerá o filho de dois lobos fortes e saudáveis. Não um lobo e uma mãe, como sempre aconteceu… mas de dois lobos Lee, ainda transmorfos… — Leah sorriu com as palavras, não percebendo a hesitação na voz de Sarah quando ela disse aquilo. – Ele nascerá… forte e poderoso.
Sem fazer nenhum movimento brusco, Sarah se afastou de Leah e, fingindo arrumar sua mesa, virou-se de costas e apertou os olhos fortemente.
_ Eu tenho que contar pra Embry! Eu … preciso. – Leah disse, se levantando. A custo Sarah se virou e sorriu novamente.
_ Você está bem pra ir? – Questionou.
_ Como nunca estive! – Ela disse, estonteante. Realmente Sarah nunca tinha visto aquela felicidade plena no rosto da loba. Aquilo seria bom… alguém seria feliz.
_ Tudo bem… só não se transforme. Evite arroubos.
Leah sacudiu a cabeça, concordando, virou as costas.
_ Lee… — Sarah chamou, fazendo a índia se virar para ela novamente.
Em três passos ágeis Sarah alcançou Leah e envolveu o seu corpo em um abraço caloroso.
_ Que seu filho venha saudável, com luz e força. – Ela sussurrou nos ouvidos da amiga, que chorou mais com suas palavras. Queria poder estar tão feliz e leve como Leah estava, mas uma pontada lhe golpeou o peito e Sarah não pode mais se conter, uma lágrima gélida lhe escapou. Se afastou rapidamente. – Agora vai… e nos conte depois como Embry reagiu. – disse, virando as costas, sem poder conter o tremor na voz.
Leah, estando em um mundo a parte, não percebeu os humores estranhos de Sarah. Sorrindo ela se foi. Sarah ficou estática, ouvindo os passos de Leah até que ela saísse do hospital e se afastasse consideravelmente, até que não pode mais ouví-la… Quando se deu conta que finalmente estava só, se rendeu a avalanche tempestuosa de seus sentimentos. Suas pernas amoleceram, seu coração se contorcia rebelde dentro de si, uma corrente de espinhos parecia lhe apertar a garganta. Grávida! Leah estava grávida!
O problema para Sarah não era a gravidez, mas o que a criança representava. Assim que Sarah pôs os olhos na loba, descendo as escadas de sua casa, viu a criança, o filho de dois lobos fortes, no auge da vida transmorfa, quando a magia dos genes lupinos corriam nas veias dos pais de forma latente. A criança que Leah daria vida seria mais forte do que qualquer lobo de La Push, e sim, ele se tornaria um lobo.
Sarah tinha certeza de que jamais uma criança quileute havia nascido de uma situação parecida. Os ventos pareciam lhe sussurrar que a criança que estava vindo seria, num futuro nem tão distante, o lobo mais forte, tão ou mais que o próprio alpha. A morena entendia o porque disto, tal como ela dissera, a natureza tinha uma dinâmica perfeita, tanto para a destruição, quanto para a criação. Em sua mente, a sequencia dos fatos aprecia em um ciclo perfeito e devastador: Jacob morreria, o alpha não tinha herdeiro, quem o substituiria? A criança que Leah carregava seria um sucessor digno de estar no lugar do alpha, talvez como nenhum outro Black poderia estar. Os sobrinhos de Jake não seriam assim.
A mestiça de elfo e humano fechou os olhos e viu o seu pior pesadelo: o Jake… o sangue se esvaindo incontrolavelmente de seu corpo, sem controle, sem volta… morrendo. Depois via o nascimento do filho de Leah, os seus cabelos negros, sua pequena face corada, seu riso amplo e aconchegante. Ele veio para ficar no lugar em que o filho de Jake deveria ocupar após a morte do pai.
Sarah caiu ao chão, abriu os olhos e se encolheu em uma posição fetal. Mas os olhos abertos não a impedia de ver a mesma coisa, a todo momento. Durante todo aquele tempo, permaneceu firme e crente de que impediria que levassem Jacob de si, de que impediria que a morte o tomasse de seus braços. Havia decidido que faria de tudo, daria vida e alma por ele, não deixaria Jacob morrer! Mas o seu poder cruel vinha para lhe impor o carma de seu destino por meio de visões, como se debochasse da crença inútil de que ela poderia superar os desígnios de vida e morte.
A criança de Leah era a prova cabal de que o destino era mais forte do que ela…
_ Não! – Ela soltou em meio a um espasmo de dor. Apertou as mãos na cabeça… não queria aquilo, não queria ver! – Pare! Pare, pare, pare! – Ela pedia, se balançando pra frente e para trás. O quão doloroso seria perder o seu amor de alma vezes seguidas? Era assim que se sentia enquanto via tudo aquilo.
E ela nem fora capaz de gerar um herdeiro! Se lembrou do riso de criança que via enquanto passava momentos com Jake. Chegou a pensar que ele seria de seu filho, mas agora não pensava mais assim. Sarah não poderia ter certeza, não deveria ter, mas seu desespero a fez entender que a criança que viu enquanto estava nos braços de Jacob era o filho de Leah, e não o seu. Assim ela interpretou suas visões.
Socou o chão, caindo de frente, ainda encolhida, sentiu o gelo do piso contra a sua testa. Seu corpo se sacudia em pranto e em dor.
Carga cruel a moça tinha sobre si, de ver mais do poderia suportar. Desejou desesperadamente o aconchego de alguém, alguém com o poder de lhe dizer que tudo aquilo era só um pesadelo, um sonho ruim que logo passaria. Mas não havia quem pudesse fazer isto.
Tal era o seu topor, que ela não sentiu o cheiro, não ouviu a aproximação, não ouviu o chamado.
_ Sarah… — A voz dizia. Mas a moça não se importava, apenas chorava. Não queria, não podia permitir que ele morresse! – Sarah!
A voz lhe chamou de forma mais contundente, mas foi inútil, o pranto descontrolado não cessava. Ela não percebeu que seu choro beirava o descontrole até sentir mãos frias envolverem seus ombros, não se deu conta do quão alto estavam os seus soluços até que o frio lhe despertou para o tempo presente.
Os olhos turvos da morena se fixaram no vampiro a sua frente, em sua face contida, seus olhos dourados. Carlisle Cullen a olhava assustado, e deveria, pois a mulher estava tendo um colapso.
_ Será culpa da tua maldita raça! – Ela vociferou para o vampiro e cruelmente libertou todo o seu cheiro, até ver o extremo controle de Carlisle se esvair, até se deparar com a sede assassina nos olhos do frio. Ela tinha que culpar e se vingar de alguém!
Ele avançou, ensandecido pelo sangue, sem controle. De um único golpe de fúria e descontrole, Sarah lhe quebrou o pescoço, mais veloz do que pensou que de fato era. Depois soluçou ainda mais, ao se dar conta do que fizera. O amado avô de Nessie. Ela se afastou do corpo do vampiro, forçou-se a tornar seu cheiro sutil novamente e cobriu o rosto com as mãos.
_ Doutora!? Doutora Black, está tudo bem?
Os olhos de Sarah voaram para a porta, onde Sheron chamava.
_ Volte ao trabalho! – Sua voz saiu seca, ríspida. Jamais tratou qualquer pessoa daquele hospital de tal forma. Ouviu os passos incertos da secretária ir pra longe.
Voltou a olhar o médico vampiro a sua frente. Só tivera o pescoço deslocado, já estava se recuperando. Sarah se levantou do chão penosamente e foi ao banheiro de sua sala, onde lavou o rosto rapidamente.
Bravamente conseguiu controlar seu choro, respirando fundo vezes seguida. Ouviu um movimento vir de Carlisle e velozmente pegou sua bolsa e saiu da sala, o deixando lá dentro. Vasculhou dentro da bolsa até achar um óculos de sol, colocou-o e foi de encontro a Sheron, que lhe dirigiu um olhar assustado.
_ Eu… tive más notícias. – Tentou explicar, para amenizar a situação. A pobre secretária nada entendeu, mas acenou afirmativamente, percebendo que não teria mais explicações do que aquela. – Quando Jacob vier me buscar, diga que já fui pra casa… e não diga mais nada além disso. Tudo bem?
Sheron afirmou, seus olhos condolentes, estava doída por ouvir tamanha dor na voz da bela médica. Sarah se afastou, sem dizer mais nada, indo para casa. Precisava de Jacob… agora e sempre!
Ela se esquivou de todos que pudessem querer falar com ela, saindo apressadamente do local, porém não foi muito longe e Jacob a alcançou. O carro parou na frente dela e Jacob desceu imediatamente.
_ Sarah! É verdade o que eu ouvi de Embry agora? Leah está… Sarah? – Jacob parou de falar assim que percebeu os modos de sua esposa, a angustia de sua expressão, a lágrima que escorria por baixo dos óculos.
_ Jake! – Ela disse, lhe agarrando possessivamente. Jacob a apertou por entre os seus braços. Firme, segura. – Me leve pra casa… me ame… pra sempre! – Ela pediu, implorou.
Jacob não questionou nada, a pôs dentro da BMW e voou para a casa no alto dos penhascos. Mal pode estacionar, Sarah saiu impulsiva do carro, dando a volta e lhe puxando pelo braço.
_ Sarah, o que foi? – Ele perguntava, mas ela seguiu lhe puxando, até que entrassem na casa.
http://www.youtube.com/watch?v=rhbXfxCm614
_ Não me deixe! Prometa pra mim que você vai deixar tudo de lado, até mesmo eu, e lutar por sua própria vida mesmo quando você pensar que não pode mais! – A voz da morena ao exigir isto fez o coração de Jacob se espremer.
Jake a puxou para o meio de seus braços, inclinou a cabeça dela em seu peito e lhe beijou o topo da cabeça.
_Meu amor! Tudo vai ficar bem! – Aquela frase escapou da boca de Jacob com uma facilidade e uma fé imensa, parecia que estava enraizado em seu coração. Era exatamente a mesma frase que Nessie havia lhe repetido por incontáveis vezes.
_ NÃO! – O grito de Sarah saiu abafado por seu rosto estar enterrado no peito do marido. Ela se debateu até que pode encarar Jake novamente. Seus olhos inchados e vermelhos do pranto encurralaram os de Jake com uma fúria exigente, um amor tempestuoso. – Prometa! Prometa! Tudo pela sua vida! Me ajude Jake! – Com as duas mãos a moça agarrou o rosto do marido. – Me ajude a lutar por sua vida!
Jacob então, se esforçou por fazer aquela promessa, se esforçou pra dizer aquelas palavras que aquietariam o coração de sua amada… mas não pode. Sua garganta fechou, sua língua travou… ele não era capaz, não era capaz porque sabia que aquela promessa iria de encontro com a promessa que ele já tinha feito por ela, com Quendra.
_ Eu não posso… — e quando ele disse aquilo, Sarah pode ouvir e ver o coração de Jacob parar. Uma dor intensa lhe veio no peito, ela apertou o meio dos seios e se afastou de Jake.
_ Não… — ela sussurrou, sua voz fraca. A testa da moça enrugou e seus lábios ficaram brancos.
Jacob correu de encontro a ela novamente, a pegou no colo e correu escada acima. A deitou na cama já sentindo seu corpo completamente mole.
_ Meu amor! Não faz isto comigo, Sarah! – ele pediu, sofrendo.
_ Não fa… faz isto comigo, Jake! – Ela disse, por sua vez. – Eu preciso da tua vida! Por favor!
A lagrima desta vez banhou o rosto de Jacob, ele colou sua testa na dela.
_ A minha vida está em você! – Ele disse, sua voz grave e rouca irrompendo os ouvidos de Sarah e agarrando o seu coração doente. – Eu vivo em você! Seu respirar é o meu respirar, teu coração é o meu. Nada pode me separar de você, nada pode me fazer morrer em você! Nada! – Embora não passasse de um sussurro, a voz de Jacob atingia Sarah como um forte brado.
_ Não! AH!!! – Ela gritou, o grito arranhava sua garganta. Ela não queria que ele se sujeitasse assim, e ele estava! E ele não podia!
De repente o corpo de Sarah ficou imóvel na cama, a respiração dela parecia cortar aço. Jacob não se moveu. Não se moveu nem mesmo quando sentiu a chuva branda que caia naquele pedaço do Noroeste Pacífico se revoltar, nem mesmo quando sentiu ventos fortes arrombarem os caminhos abertos de janelas e portas e invadir furiosamente a casa.
Dentro de Sarah, no cerne de seu coração, deu-se a revolta. A magia grandiosa que havia dentro da mulher deu um gosto de sua dimensão e ela sentiu o frêmito de seu interior diante daquilo. Ela queria arrancar, libertar tudo, todo o poder, para reivindicar a posse sobre a vida ou a morte de Jacob. Os olhos dela se abriram, como duas pedras de andradite (http://www.mineral-forum.com/message-board/files/tucson_2010__topazolite_andradite_madagascar_121.jpg) e focaram em Jacob.
_ Você vai viver. – disse. Não era uma ordem, não era uma profecia. Era a proclamação de uma fé amorosa e suprema, um pedido poderoso que tinha a pretensão de chegar aos ouvidos de Deus para que Ele fizesse isto valer da forma como deveria ser. Sarah nada mais poderia fazer, pois ainda que se tornasse rainha, só poderia imperar em um plano inferior ao Supremo Sagrado.
Mas a fé daquela mulher, naquele momento, teria força para destruir a Terra de seu Núcleo até a Atmosfera.
Então tudo parou: ventos, tremores e mágica. Restou apenas o corpo exausto e dolorido de Sarah e um homem reclinado sobre sua amada, beijando-lhe ternamente o rosto. Sarah ainda o olhava, seus olhos ainda presos nos dele, seu amor intocado. Ela percebeu que Jacob estava certo: nada faria ele morrer nela, tampouco faria ela morrer nele. O amor era infindo, perene.
_ Ama-me! – Sussurrou, recebendo como reposta nenhuma lágrima, mas o sorriso lindo e imortal de Jacob Black.
Desfizeram-se das roupas, deixaram os corpos nus. Sentiram a pele um do outro de forma que só amantes amados podem sentir, como se um fosse a continuação do outro. A dança lenta da criação humana passou a ser regida pelo casal. A cada toque de Jacob, Sarah fremia, ardia, gemia. Sua voz doce e entregue queria se declarar, queria dizer o quanto amava, mas de seus lábios, enquanto sentia a impetuosidade do corpo de Jacob dentro de si, só escapava: Jake, Jake, Jake, Jake…
A Jacob, no entanto, ouvir seu nome dito pela voz de sua esposa, cheia de gozo e amor, era tudo o que poderia ansiar, dava-lhe tanto prazer quanto sentir seu membro sendo envolvido pelo interior dela.
_ Vem… Sarah vem… Em cima de mim… em cima… — Jacob disse, de repente, depois do primeiro orgasmo de Sarah, ao qual ele se recusou bravamente em acompanhar.
Ele lhe pegou os quadris, inverteu as posições, a colocando sentada sobre si e a fazendo descer lentamente sobre o seu membro, o tirando quase todo dela e descendo ao máximo, tudo, até que ela o pudesse sentir inteiro dentro dela.
_ Devagar… — a voz dele lhe dizia, a boca férvida colada ao lóbulo sensível de sua orelha. – Cavalgue-me… — ele ergueu o quadril dela e abaixou sob si, os olhos negros hipnotizantes mantendo os dela aberto e presos aos seus. — … devagar… quero te sentir assim… devagar… — a voz dele parecia ter até sabor, tão deliciosa era, tão capaz de lhe provocar prazer por todo o corpo.
Não havia pressa, porque ambos queriam eternizar o momento, gravar-se um no outro. Jacob não tinha a face triste, não havia um resquício de pesar ou medo em seus traços. Naquele momento ele oferecia a sua mulher sua mais pura essência, de criatura divina que era. Ele sorria, em seus olhos reluzia prazer e amor, paixão e devoção. Mordia os lábios, de um jeito sapeca, quando Sarah descia completamente o seu quadril sobre o seu membro e ele se movimentava, rebolando deliciosamente embaixo dela.
O prazer, a anunciação do orgasmo, fazia Sarah ter gana de mais: mais força, mais velocidade. Jacob sorria e se recusava, lhe segurava firmemente os quadris a impedindo de se movimentar como queria, ainda que ela estivesse por cima. Sarah rugia e a ânsia de prazer se multiplicava. Então ele a trazia para perto pela nuca e a beijava languidamente, sua língua dançando com a dela com uma suavidade que enlouquecia e que fazia o beijo ser muito mais intenso e arrebatador. Dava sede.
_ Mais… — ela pediu, enlouquecida.
_ Pensa que eu não queria estar metendo forte e rápido em você, minha linda? – Ele sussurrou, ainda ao pé do ouvido. – Eu vou fazer isto… ainda vou… mas vou te enlouquecer antes e te sentir minuciosamente… — dito isto ele lhe lambeu a orelha.
_ Hummmm.... – Ela gemeu. – Jake… … Jake…
Jacob cumpriu a promessa a risca, enlouqueceu Sarah, transportou-a em um mundo seu, a sentiu completamente e a fez lhe sentir. Ela pode perceber o orgasmo se formando em seu interior como uma promessa de morte… impossível de suportar… resistir… lutar contra.
Repentinamente Jacob mudou as posições novamente, caindo sobre ela e arremessando forte e lento. Acelerou aos poucos, seguindo a intensidade da respiração de Sarah, até que perdeu o controle. Ele queria apenas se perder nela. A voz ficou entalada na garganta de Sarah, nem gemidos ela tinha força para soltar… E o orgasmo veio realmente como uma morte, devastando ambos e oferecendo uma paz tão sublime, tão pura…
Era a mais linda morte que poderiam ter, no mais intenso momento de suas vidas.
.
.
.
“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.”
Carlos Drummond de Andrade
Notas finais
Eu fiz de tudo pra deixar as coisas mais aceitáveis neste capítulo, mas é que este periodo pra Sarah é nebuloso e confuso, então vcs tem que ficar com esta sensação tbm...
Masss se vcs tiverem duvidas absurdas, podem perguntar nos comentários que eu respondo o que puder sem nenhum problema... okay??
Obrigadíssima a todas que comentaram, pude responder todos do capítulo passadooooo ... heeeeeeeeeee!!! kkkkkkk
Então, pra meninas que ainda não fizeram, que tal recomendar a fic? Estou carente... hehehe
Bjss e até a próxima!
Fale com o autor