The Precious Blood
40 TRANSFORMANDO-SE
Notas iniciais
_ Você está linda! – Dona Celeste disse ao ver a filha sair de seu quarto pequenino, vestida com o belo vestido que a doutora Sarah havia lhe dado. Ela também usava o colar que havia ganhado da mãe, feito cuidadosamente pelas mãos habilidosas de dona Celeste. Estava parecendo um anjinho mesmo. – Boa sorte meu anjo!
_ Mãe, eu… — Milla suspirou. — Eu estou com medo!
_ Meu amor! Eu sei, você está com medo, porque é… oh, Deus, é o seu primeiro amor. O primeiro amor do meu anjinho! Mas não precisa ficar assim. Escute o que sua velha mãe lhe diz, eu sei que este Seth é boa pessoa e que será bom pra você!
Milla sorriu, desconfortável.
_ Não… não é disto que eu estou com medo. É de outra coisa… eu não sei, estou com medo de alguma coisa que vai acontecer e … ok, é paranoia minha!
Mas o olhar de dona Celeste ficou tenso um instante.
_ Imagine! Vai ficar tudo bem, eu sei disto querida! Tudo vai ficar bem, certo? Não se esqueça disto! – Celeste disse com firmeza.
_ Tá! – A garota respondeu. E aos olhos da mãe, ela não parecia tão mais garota assim. Era uma menina mulher, tão doce e tão pura. Os olhos dela quase marejaram, mas ela escondeu isto da filha, mantendo-se firme. – Então eu… vou indo! Tchau mãe! – Ela disse e foi saindo em direção a porta, balançando os anéis dos seus cabelos claros.
_ Ludimilla… não está esquecendo de nada? – Celeste repreendeu. Milla sorriu e voltou para perto da mãe.
_ Fique com Deus, mãe. – Disse, dando um beijo na face da mãe.
_ Vou ficar, querida. E que Ele esteja contigo! — Celeste abraçou ternamente a menina. – Mamãe te ama, minha flor! Sempre e sempre, não se esqueça! – Ela deu um beijo na testa da filha e sorriu, emocionada. – Mande um recado pra aquele garoto: diga a ele que se ele te magoar eu vou encarnar a sogra terrível!
_ Mãe!
_ Vai querida, vai!
Milla deu mais um beijo na mãe e saiu para a noite veraneia de Forks. Iria a pé até o ponto de ônibus mais próximo, há uns quinhentos metros de sua casa.
A rua estava vazia, Milla já estava acostumada com aquilo, seu bairro não era muito habitado. Mas havia algo errado, algo que fazia os pelos de Milla se arrepiarem… e não era frio. Só havia o som do salto dela batendo do chão ritmadamente e um estranho incômodo em seu peito. Parecia que havia uma bolha em seus ouvidos que a impedia de ouvir os sons ao redor. Não dava pra escutar nada, nem o vento ela ouvia. O estranho era que ela via as arvores se movendo com a brisa e sentia seu vestido ir para trás conforme andava. Mas não ouvia nada. Seu coração acelerou as batidas, mas continuou a andar, já podia ver o ponto de ônibus ao longe.
Mas estacou de repente quando ouviu um silvo de vento bem atrás de si. Algo como um grito distante também pareceu chegar até ela, junto de uma gargalhada histérica.
_ Mãe… — Milla sussurrou, apreensiva, retrocedendo o caminho sem saber ao certo o porquê.
_ Não precisa mais se preocupar com ela querida. Ela ficará bem agora… não dizem que os mortos ganham a paz? – Imediatamente os olhos de Milla marejaram. Bem atrás dela veio aquela voz estranha e arranhada, com o mesmo toque de histeria daquela gargalhada que ela tinha ouvido há segundos. Um frio desceu por sua espinha e ela se virou aos poucos.
O grito ficou travado na sua garganta quando se deparou com aquela criatura. Era o demônio? Milla começou uma oração desesperada em pensamento, por alguma razão sua voz não saia. Só podia ser um pesadelo. Apertou os olhos, mas a mulher com chifres reluzentes brotando da cabeça continuava na sua frente.
Se virou de novo em direção a sua casa, mas uma figura encapuzada pareceu se materializar na sua frente, interrompendo o seu caminho.
_ Eu sinto muito, mas você apareceu no caminho… e será boa para transmitir um recado. – o ser encapuzado disse.
Milla tentou gritar por socorro, via uma luz acesa na casa mais próxima… mas nada, nem um som saia de sua boca aberta.
_ Seus poderes continuam eficientes Kadinah… — o encapuzado disse. Depois ele se aproximou lentamente de Milla. Ela se afastou, indo para trás, mas seu corpo se chocou com o monstro que estava atrás dela. Mãos de unhas negras e imensas, que mais pareciam garras, apertaram seus braços. Milla gritou novamente, mas não pode emitir um ruído sequer.
_ Gostaria de dizer que não vai doer… — o encapuzado disse, se aproximando de Milla. Presa, ela se debatendo inutilmente naquelas garras. – Mas eu não gosto de mentir… — ele descobriu sua cabeça do capuz, exibindo a pele extremamente pálida e lisa, e os olhos assustadoramente vermelhos. Sorriu, um sorriso que exibia dentes de um predador. – Então eu devo dizer que vai doer sim, mas só no começo… — Ele elevou a mão e tocou gentilmente o rosto de Milla. Esta, de repente, ficou imobilizada, paralisada pelo medo daquelas íris vermelhas e pelo toque gelado em seu rosto. — …depois você não vai mais precisar sentir dor… nunca mais…
Milla deixou uma lágrima escapar. Seu coração num pulsar desesperado, batendo mais no fim… Os lábios gelados encostaram em sua orelha. – Você vai se esquecer de muita coisa daqui, mas vai se lembrar de dizer a minha querida Sarah, que tudo será mais fácil e indolor se ela se entregar a mim… Sarah sente espíritos minha querida, ela verá isto em você mesmo que você não queira mostrar…
O vampiro disse, ainda afagando a nuca da menina. Então foi rápido. As mãos gélidas que afagavam a nuca de Milla se tornaram rígidas e firmes como aço, e os dentes rasgaram a garganta da menina, perfurando e chegando diretamente na artéria carótida direita. Dor! Ela sentiu dor, mas o som de seu grito não se projetou no vento, ficou entalado na garganta cujo sangue estava sendo sugado avidamente.
********
O lugar estava cheio e pulsante. Sarah tinha a incomoda impressão de flash back diante daquela festa, com musica alta, luzes por todos os lados, belos carros em exibição e Jacob em um terno negro exalando sensualidade. A diferença era que o lugar estava repleto de quileutes, o que deixava tudo mais confortável e familiar. Mas o ambiente ainda dava a impressão que Sarah poderia ter uma desagradável surpresa no fim da festa, como teve ao fim daquela festa em Seattle.
Talvez aquele pressentimento não viesse propriamente da festa. Havia uma angustia nela desde que bateu na porta de Milla naquela tarde, mas procurou disfarçar aquilo o máximo possível, obtendo êxito, principalmente com Seth. Ele estava entusiasmado com a mínima esperança de Milla aparecer ali. Sorria depois de dias, e até brincava com os outros garotos da matilha, mas vivia olhando para a entrada. Mal sabia ele que Milla não viria.
Jacob se aproximou de Sarah, vestida magnificamente em um vestido vermelho, justo. Os cabelos soltos muito bem penteados e uma maquiagem neutra.
_ Sucesso total! – Ela disse, sorrindo. Jacob sorriu e a beijou levemente. Depois sussurrou em seu ouvido:
_ Por que a preocupação em seus olhos? – Certo. Ela tinha enganado todos, menos Jacob.
_ Nada! – Ela sussurrou de volta.
Jacob olhou pra ela com as sobrancelhas erguidas completamente incrédulo. Sarah rolou os olhos.
_ Coisas do hospital, não é algo pra se falar aqui, certo? – Ela respondeu, mas Jacob estreitou os olhos daquele jeito de “isto não foi convincente”. – Vamos dançar? Faz tempo que não fazemos isto. – ela disse, desviando do assunto.
Jacob bufou.
_ Eu sinceramente não sei porque você ainda tenta me esconder algo. – ele disse, armando um biquinho emburrado e… sexy? Sarah riu, beijando o “biquinho”.
_ Assim que eu conseguir desvendar minha preocupação eu te conto. Pode ser assim? – Ele maneou a cabeça. – Agora me distraia. Vamos dançar!
Sarah saiu puxando Jacob pelo meio da multidão e teve a ousadia de impedir que ele conversasse com um possível cliente, dizendo:
_ Sinto muito, mas agora a esposa possessiva do dono da festa o esta sequestrando para uma dança, senhor! – E o puxou dali. Jacob gargalhou.
Todos os quileutes dançaram, inclusive Seth, que foi arrastado por Leah. Os dois haviam feito as pazes recentemente. Mas depois de algum tempo na festa, Seth deixou de disfarçar a ansiedade e apreensão.
_ Eu não devia ter dito a ele que achava que Milla viria. – Sarah sentiu o coração apertar. – Ela me disse que não era pra ninguém esperar por ela. – Neste momento Jacob percebeu o coração de sua esposa acelerar, junto com o movimento nervoso de sua perna. Ele franziu o cenho.
_ Vem! – Disse, e a puxou pela cintura em direção oposta a entrada, onde Seth rondava. Sarah o acompanhou confusa. – Embry, cuide de tudo por um tempo? – Jake disse, com ar sério, enquanto passava por ele e por Leah.
_ Claro cara! Pode deixar! – Embry respondeu.
_ O que está acontecendo? – Leah perguntou.
_ Nada. – Jake respondeu e voltou a se afastar com Sarah. Leah indagou Sarah com os olhos, mas a morena fez um sinal de que não sabia e continuou a acompanhar Jacob.
Ele a levou no andar de cima, onde a festa não acontecia, e entrou com ela no que era a sala de administração, a sala que ele dividia com Embry. Fechou a porta.
_ Me sequestrando no meio da festa? Isto é um fetiche? – Sarah brincou. Jacob lhe sorriu e mordeu os lábios cheios, mas logo sua expressão se tornou séria.
_ É com Milla que você está preocupada, não é? – Ele falou, sem demora. Sarah abriu a boca.
_ O que?
_ Sarah… quando estávamos vindo pra cá você me sugeriu passar na casa de Milla e insistir se ela realmente não queria carona.
_ Mas você estava certo. Precisamos dar espaço pra ela decidir.
Jacob balançou a cabeça.
_ Você não pareceu achar isto tão certo assim. Desde que você chegou da casa de Milla não tira este olhar de preocupação do rosto. Não adianta disfarçar, não pra mim. – Jacob se aproximou e pegou o rosto dela nas mãos, olhando no fundo dos olhos da morena. – O que foi? – Ele perguntou e Sarah bufou.
_ Eu não sei! Simplesmente não estou confortável com alguma coisa em relação a Milla… é como se ela precisasse de mim pra algo ou… ainda vá precisar… eu NÃO sei! Só estou angustiada, é isto! – Ela disse, e gemeu frustrada.
_ Vamos buscar Milla! – Jacob disse, tirando as chaves do carro de Sarah de seu bolso.
_ O que? – Sarah respondeu, confusa. – Não Jacob, já está muito tarde, ela não quer vir.
Jacob suspirou frustrado.
_ Sarah, algo não está certo! Eu também estou sentido que algo fugiu do meu controle esta noite. E, desde as nove da noite o olhar do Seth mudou completamente.
Sarah ponderou. Aquilo era verdade. A partir das nove da noite Seth saiu repentinamente da pista de dança e foi para a entrada da festa… Sarah não o viu sorrir desde então. E foi a partir daquela hora que ela sentiu sua agonia aumentar também.
_ Ele sentiu alguma coisa. E se ele sentiu algo que o deixou abalado está relacionado à Milla. Agora, nós vamos até a casa de Milla de uma vez e…
Mas de repente um Seth pálido, vestido só de sua calça social irrompe pela sala com olhos vermelhos e peito arfante.
_ Milla não está em casa! Ela… ela não está em lugar algum e… a mãe dela está morta! — ele disse, com voz alucinada.
Foi como se um redemoinho se movesse aos pés de Sarah. Ela cambaleou e os olhos de um vampiro apareceram diante de si. Ela pode sentir o hálito dele, e não foi o fedor de um vampiro que sentiu, mas sim o cheiro do sangue de Milla.
“Será mais fácil e indolor se se entregar a mim…” Ela ouviu ele pronunciar, da sua boca o sangue de Milla escorrendo.
_ Sarah, meu amor! Fale comigo!
Ela focou os olhos na realidade e Jacob olhava angustiado pra ela, segurando seus ombros. Seth estava encostado completamente perdido na parede.
_ O que você encontrou Seth? – Sarah perguntou com avidez, se desvencilhando de Jake.
_ Dona Celeste… o pescoço quebrado.
_ Arrombamento? Cheiro? Rastro? – Ela continuou a perguntar.
_ Nada, só o cheiro dela e de Milla. Nenhum arrombamento eu acho… não vi! – Ele disse e agarrou os cabelos, depois pegou os braços de Sarah com força demais. – Onde ela está? Onde ela está? – perguntou, alucinado.
_ Eu vou encontrá-la! – Sarah garantiu.
_ Eu senti a dor dela! Eu sei que sim, eu senti a dor dela! – Seth continuou a exclamar, sacudindo Sarah. Jacob o agarrou pelas costas.
_ Ei, calma garoto! Nós vamos encontra-la! Fique calmo. – Jacob disse, mantendo o braço fortemente cerrado em volta de Seth. De repente uma trupe de passos pode ser ouvida subindo as escadas. Não demorou muito, quase todos os lobos que estavam na festa apareceram.
_ O que está acontecendo aqui? – Jared perguntou, e deixou seu queixo cair ao ver Sarah com lagrimas escorrendo pelo rosto e Seth soluçando no aperto de Jacob.
Leah irrompeu por todos que barravam a entrada na porta e se ajoelhou imediatamente ao lado do irmão, tomando o lugar de Jake. Depois olhou para Sarah, com uma certeza impregnada na voz. — Você sabe o que aconteceu! Diga! – Leah pareceu raivosa.
_ Leah! Enlouqueceu? – Jacob rugiu. Leah rosnou de volta, mas interrompendo aquela hostilidade, ouviu-se o celular de Sarah tocar estridente demais para ouvidos tão aguçados.
A moça o pegou automaticamente, mas ficou espantada ao ver a identificação na tela: Edward.
_ Alô! – Ela atendeu, pressentindo algo mau.
_ Preciso que me diga… conhece uma moça loira, de uns dezessete anos, com mais ou menos um metro de sessenta e cinco. – A voz de Edward soou urgente.
O ar na sala pareceu ficar preso de repente.
_ Milla! – Sarah disse, imediatamente. – Onde ela está? — Perguntou, apressada, virando as costas para o seu publico perplexo.
_ Renesmee a encontrou nas redondezas enquanto tentava caçar… Ela está… aqui, conosco. – Edward disse, cuidadoso demais. – Ela disse o seu nome… mas chama muito pela mãe e… por Seth.
Ao ouvir aquilo, Seth deu um sinal de vida, se levantando abruptamente.
_ Como ela está? O que aconteceu? – Sarah perguntou, trêmula.
_ Qual a relação dela com Seth? – Edward perguntou, parecendo desconfiar de algo.
_ Imprinting. – Sarah respondeu automaticamente. – O que aconteceu? – voltou a perguntar, impaciente. Edward hesitou e, quando voltou a falar, sua voz era só um murmúrio.
_ Ela está se transformando, Sarah. Ela foi mordida… era tarde demais para sugar o veneno… é deixar acontecer ou acabar com tudo.
_ NÃO! – O grito nauseante de dor de Seth foi mais alto e forte que a música alta no andar de baixo. Sua espinha tremeu e, rápido demais, um lobo enorme explodiu na sala, quebrando tudo. Jacob pulou na frente de Sarah a tempo de desvia-la das garras de Seth. Logo depois, Jake olhou nos olhos do lobo cor de areia feroz e mortalmente, mesmo em sua forma humana. Antes que todos pudessem processar uma pancada foi ouvida e o lobo estava no chão, desacordado. Jacob o havia derrubado mesmo sem se transformar, o lobo não teve força para investir contra seu alpha e se deixou ser derrotado.
Leah cobriu o corpo nu de seu irmão, quando este se destransformou ainda desacordado, com o terno de Embry.
_ Embry e Jared, fiquem na festa e mantenham tudo em ordem. Leah, leve Seth para casa e o mantenha lá! Custe o que custar! Paul e Quil, vasculhem tudo ao redor, cada grão de terra que for, e me achem o maldito vampiro que pisou por aqui! Chamem os outros da matilha pra ajudar. Caleb, leve Sarah pra casa. – Jacob deu as ordens rapidamente, que foram sendo acatadas sem contestação ou qualquer questionamento.
Depois ele se abaixou e pegou as chaves do carro no meio dos escombros do que fora a sua sala e se dirigiu a porta. Sarah recusou a ajuda de Caleb e se levantou rapidamente, alcançando o braço do marido.
_ Aonde vai? – Ela perguntou, mas já sabendo aonde ele ia.
_ Ver… Milla… — Ele disse tenso, os olhos negros sombrios. Deu-lhe um beijo rápido e brusco, Sarah sentia os músculos dele rígidos. Mas antes que ele voltasse a se afastar, Sarah puxou seu braço novamente.
_ Deixe acontecer! – Ela disse, desesperada. Jacob olhou pra ela e sua segurança fria desmoronou por um instante.
_ Eu não posso! – Ele disse, com voz apertada.
_ Ela é o imprinting de um lobo da sua matilha! Você não pode mata-la! Mataria Seth junto. – Jacob afagou o rosto da esposa, perturbado.
_ Ela já está morta, Sarah. Não vai mais ter coração, vai parar de bater de qualquer jeito! – Jacob olhou para trás dela, e Sarah não entendeu até Caleb lhe prender pelas costas, mantendo os seus braços virados pra trás. – Não tente fugir! Por favor! – Ele disse, se afastando novamente.
_ Não! NÃO! Jacob, não! Foi por minha culpa! Ela está assim por minha culpa! – Sarah disse em um desespero maior ainda, procurando se conter para não lutar com Caleb e se soltar.
_ Meu amor, você não tem nada a ver com isto! E… eu… eu preciso fazer isto. – Jacob virou as costas.
_ Se você sair vai me magoar! Entendeu? Muito! – Jacob travou imediatamente. – Mande Caleb me soltar! – Ela exigiu. Jacob não se virou para dar um aceno para Caleb, Sarah foi solta imediatamente. Correu pra frente de Jacob, puxando seu rosto para encarar seus olhos. — Ela ainda vai viver! Milla vai continuar, ela vai resistir! Milla tem uma alma boa e ela vai continuar assim! Eu sei que vai! Deixe acontecer Jake! Não a mate! – Ela voltou a implorar, de um jeito que agoniou o peito de Jacob. As lágrimas caiam pelo rosto dela.
_ Vai ser mais difícil pra ela, Sarah! Não vai ser bom! Nem saudável. Nem pra ela e nem pra Seth. – Jacob pareceu irredutível.
_ Nós podemos fazer ela ser diferente! Ela não precisa ser um monstro! Pode dar certo. – Ela ainda insistia, com voz tremula.
_ Não Sarah… — Jacob disse, deixando uma lágrima cair de seus olhos tensos. Os ombros de Sarah caíram, derrotados. Ela virou as costas.
_ Vai, então! Vai até ela! – Ela disse, raivosa.
Jacob suspirou, tentou lhe afagar os ombros, mas Sarah se afastou. Ele abaixou as mãos. Finalmente se dirigiu a porta, mas parou uma vez mais ao ouvir Sarah lhe chamado novamente.
_ Eu confio em você. Sei que vai fazer o que realmente é certo, e não o que parece ser. – Ela se virou, ainda com lágrimas caindo no rosto. – Eu te amo. – Disse. E depois ela mesma passou por Jacob apressada, com Caleb em seu enlaço.
Notas finais
Agora, antes de passar para o próximo, me digam: o que acham que Jake vai fazer??
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