The Precious Blood
29 SOBRE ISABELLA…
Notas iniciais
Os garotos pareciam fazer uma algazarra dentro da casa. Sarah saiu do carro escutando risos vindos de sua sala de estar. Era a tal reunião que Jacob disse que ia fazer.
_ Cara, desculpa chefe, mas quando eu tava lá, tranquilão na minha pacata ronda e de repente uma mente com pensamentos que … ual... Por isto que eu digo, vou arrumar um jeito de não me casar com mulher atarefada, porque já pensou se ela me deixa na mão? – Seth dizia, caçoando de Jacob.
Quando Jacob se transformou, logo depois de se despedir de Sarah, não conseguiu conter seus pensamentos da cena tórrida que protagonizou com ela e foram interrompidos pelo maldito chamado do hospital. No momento em que os lobos em ronda (Seth, Leah e Collin) viram o que ele estava pensando e sentiram a necessidade que pulsava com força nas veias do Alpha, eles compartilharam um momento nada discreto.
Para azar de Jacob, Seth e Leah, os mais abusados para lhe enfrentar, foram os que viram tudo.
_ Caraca, eu também tive raiva do hospital, ninguém merece ter um momento daqueles interrompido! – Leah soltou, rindo junto.
Jacob inflou o peito e estava pronto para dar um basta naqueles abusados dos irmãos Clearwater, quando Sarah apareceu no seu campo de visão com as mãos na cintura e um olhar perfurante para quase toda a matilha. Os risos pararam.
_ Posso saber do que estão rindo?
_ Nada não, dona Alpha! – Brad disse, se encolhendo.
Sarah olhou para Jacob e disse:
_ Você já se impôs mais… — Logo sorriu sarcástica, não o encarando muito.
Jacob apertou os olhos. Realmente, os lobos nem sequer riam quando Jacob estava perto, muito menos riam dele!
_ Nós já acabamos a reunião, não é? Vocês falaram até demais!
_ Dispensando a gente? Talvez ele tenha outros assuntos pendentes… — Embry disse, olhando para Sarah de esguelha.
_ Muito engraçado Embry! – Sarah ralhou. – Mas se for por mim não se preocupem, pois vou ter que voltar para o hospital.
_ O que foi desta vez doutora? – Seth perguntou, mordendo uma maça que ele devia ter furtado da geladeira.
_ Acho que vocês conhecem… é claro que vocês conhecem, o que estou dizendo? De repente é melhor você avisar sua mãe Seth.
Com aquele prenuncio todos ficaram tensos.
_ O que aconteceu? E com quem?
_ Charlie Swan sofreu um AVC. Já está tudo controlado, mas ele vai ficar uns dias comigo lá no hospital.
_ Quem? – Leah perguntou, pasma. Sarah foi para acalmá-la, mas antes ela o fizesse, Leah disse: — E o velho não morreu? – Sarah franziu o cenho.
_ Não Leah. Eu acho que foi justamente pra evitar isto que eu me esforcei. – Leah fez uma careta. – Bom, vou deixá-los agora, porque eu tenho que voltar. A filha dele vai estar me esperando lá no hospital…
_ QUEM? – Foi mais um rugido que veio de Jacob. Ele saltou da cadeira que estava sentado e, em um instante, estava na frente de Sarah. Os lobos prenderam a respiração. Sarah estava alheia aquela reação.
_ A filha dele. Conversei com ela somente por telefone. Ela está no Alasca, não é? Bom, ela já deve estar a caminho numa hora destas.
_ Você… falou com a … com a Isabella? Você chamou ela aqui? – Jacob falava com os dentes trincados.
_ Jacob… — Seth avisou, se levantando e se aproximando de Jacob ao perceber o Alpha começar a tremer. Sarah olhou para as mãos de Jacob, trêmulas, e o encarou com olhar indagante.
_ E por que o espanto Jacob? Ela é filha dele, é claro que eu a chamei! – De canto de olho ela viu o queixo de Leah cair e Embry levar a mão na testa. Quil fez uma careta. – Qual o problema com ela?
_ Ela está vindo pra Forks? Está vindo sozinha? – Jacob questionava Sarah com voz brusca, como um policial interroga um criminoso.
_ Jacob, eu não sei! O que diabos está acontecendo?… Olha, quer saber? Não me interessa, depois que passar esta indisposição de vocês e quiserem me explicar alguma coisa, pois bem: façam. Agora eu vou ir tomar banho, comer e tentar descansar, porque assim que ela chegar eu vou falar com ela… — Sarah disse, já virando as costas. Mas Jacob a segurou pelo braço.
_ Não, você não vai!
_ Como não vou Jacob? É algo que faz parte do meu trabalho e eu vou sim! Enlouqueceu? – Sarah olhou para os olhos de Jacob e eles não estavam mais como ela se lembrava de tê-los deixado. Havia o amargor e a densidade que ela pensou que tinham ido embora, ele estava com a postura tensa, o maxilar cerrado e o coração inconstante. – Qual o problema com ela? Primeiro o pai e agora esta Isabella, o que…?
Mas, de repente, tudo fez sentido.
Sarah procurou em sua mente alguma explicação para a repentina mudança de Jacob. E encontrou. Aos poucos, peça por peça, lembranças lhe vieram ao pensamento, encaixando cada coisa em seu lugar…
“_ Nunca pensei que Jacob fosse acertar ao escolher uma esposa, ele nunca foi bom pra isso… Jacob era completamente diferente do que é hoje… Mas ele sofreu um… um baque muito grande e perdeu a alegria de ser e de viver que tinha, que era tão forte que contaminava todo mundo.” – Era o que Leah havia lhe dito na primeira vez que conversaram. Sarah se lembrava de mais… _ “Um dia ele já fez muito mais que o possível por alguém, alguém que não merecia, ele se doou completamente, como poucos são capazes de fazer…”
A reação de Charlie na primeira vez que a viu…
“_É, você tem razão, ele não é mais um garoto. Quantos anos ele deve ter agora, vinte oito, vinte nove? Nossa, mas eu ainda lembro dele como o garoto alegre e brincalhão que frequentava minha casa junto com Billy…
_ Você o conhece então?” – Ela havia perguntado, curiosa, naquele dia.
_”Sim, sim, desde criança. Ele e minha filha foram muito che…gados”
“Muito chegados”… Aquilo começou a rondar a cabeça de Sarah.
“_ Quando crianças, eles brincavam quando criança. Minha filha não morava comigo. – Ele estava mentindo claramente. Era simplesmente muito fácil de identificar aquilo… só o olhar dele o entregava.
_ Ah, sim. Amigos de infância, compreendo…”
Sarah se lembrou também do que Jacob lhe respondeu quando ela lhe perguntou o motivo de sua amargura.
“_ Rejeição. Foi isto que aconteceu. Eu depositei tudo em algo que não valeu à pena. A ingratidão foi o que eu recebi de volta.
_ Você depositou tudo em algo… ou em alguém? …
_ Eu pensei que ela fosse tudo. Então eu fui inteiro para ela. Me perdi nela…
_ E quando ela te recusou, tudo que você era ficou nela?
_ Talvez…”
Então tudo fez sentido. Era ela! Só podia ser Isabella Cullen o amor frustrado de Jacob.
_ É ela… É a Isabella… — Sarah sussurrou, olhando diretamente para ele, sentido um solavanco no peito.
Pelo olhar de Sarah, Jacob soube imediatamente que ela tinha ligado os pontos. Não confirmou e nem negou, apenas fechou os olhos e suspirou. Sarah se soltou da mão de Jacob, que ainda segurava o seu braço.
_ Não importa quem é esta moça, nem o que ela foi na sua vida. Pra mim ela é simplesmente a filha de um paciente meu e eu irei tratá-la da mesma forma como trato qualquer parente dos meus pacientes. Vou cumprir meu dever e sua indisposição com ela não pode interferir nisto. Não tenho o direito de distinguir ninguém nesta profissão, prometi assim e assim farei.
Sarah disse aquilo com voz baixa e densa, trancafiando todo e qualquer estremecimento que pudesse ter em relação ao que acabou de descobrir. Não poderia fazer diferença, não em seu trabalho.
_ Não, não vai! Você não pode… você não vai encontrá-la. – Jacob elevou os olhos e voltou a insistir. A matilha estava praticamente petrificada presenciando aquele momento do casal. Não tinham reação alguma.
_ Jacob! Se você não suporta vê-la, se você não tem coragem de encará-la com medo do que sente, não importa! Eu vou ver ela e não estou pedindo que você também o faça! Mas que inferno! Não dá pra entender isto!? – Sarah se irritou. Por que ele agia daquela maneira?
_ Você não vai! – Ele disse com a voz ainda mais grave e rouca, sua tremedeira se acentuando.
_ Jacob, calma velho! – Seth disse, se aproximando mais.
_ Ele não vai fazer nada com ela, Seth. – Leah disse.
_ Isto não está em discussão. – Sarah disse a Jacob, com voz apertada, como uma ultima sentença. Antes que ela se desintegrasse ali mesmo, Sarah saiu a passos firmes da sala e subiu as escadas. Ele não tinha esquecido, não tinha esquecido ela! Era a única explicação para aquela reação.
_ Você não pode vê-la… — Ele ainda disse da sala, Sarah apertou os punhos, quase o xingando de idiota em voz alta. – Isabella é uma vampira. – Ele completou.
Todos escutaram os passos apressados de Sarah pararem abruptamente ao pé da escada. A pulsação dela oscilou, a respiração ficou rala. Jacob se precipitou para perto dela a tempo de segurá-la nos braços, enquanto ela cambaleava em pé.
_ O que? – Ela disse, pálida, o encarando. Jacob era apaixonado por uma vampira? Ela tinha chamado uma vampira a seu encontro?… Sua cabeça estava zonza…
_ É uma longa história… — Ele sussurrou.
Jacob percebeu que todos da matilha estavam se retirando silenciosamente. Sarah voltou a se recuperar do baque e se levantou, mais uma vez, se desvencilhando de seus braços.
_ Então conte! – Foi a única coisa que ela disse. Subiu as escadas para que Jacob a seguisse.
Jacob não acreditava que aquilo estava acontecendo. Por que ela tinha que voltar? Uma morta que levantava da cova… logo agora?
Não era só o seu corpo que tremia, seu coração estava da mesma maneira. Tremia ao pensar de ter que vê-la com a face de um branco pálido e sem vida, tremia ao pensar que teria de ver a Bella de olhos castanhos com olhos de uma assassina. Era ela, era a Isabella, aquela garota frágil, que tantas vezes se encolheu no calor do seu corpo, que ria um riso suave e tímido com suas graças. Ah, ele odiava ter que pensar que passou bons momentos com ela, que apesar de tudo de ruim que ela lhe fez, ela foi o seu anjo por muito tempo.
Vampira… Ele teria de vê-la assim?
_ Eu nunca poderia imaginar… Uma vampira… Você se apaixonou por uma vampira! – Sarah sussurrou com voz embargada, se sentando em uma poltrona ao lado de sua cama.
_ Não! Eu não me apaixonei por uma vampira!
_ Você acabou de dizer que…
_ Bella foi mordida depois… — Ele disse. Logo depois se sentou na cama, abaixando a cabeça, quase chegando com ela no meio de seus joelhos. – Está mesma disposta a ouvir isto? – Ele perguntou.
_ Se você achar necessário. – Sarah respondeu, com voz pequena.
Jacob levantou a cabeça e a encarou. Sim, que ela soubesse de tudo logo de uma vez! Então ele começou a contar a sua história. Começou falando dela, de Isabella, de como ela veio parar em Forks.
_ Naquela época eu tinha 15 anos, estava pra fazer dezesseis. Eu não era um lobo, eu era só um garoto índio magricela que cuidava do pai, que não acreditava em nenhuma das lendas que o velho contava, e achava uma bobagem meu pai realmente parecer acreditar naquilo. E eu também gostava de fuçar em carros. Billy era muito amigo de Charlie naquela época, por isto ele vendeu uma caminhonete velha que agente tinha pra que Charlie desse a Bella quando ela chegasse. Eu mesmo arrumei e preparei pra que ela voltasse a andar. – Jacob deu um meio sorriso. – Ficou boa de andar no fim, apesar do barulho. Eu não tinha muita prática.
Sarah escutava Jacob sem demonstrar nenhum tipo de descontrole ou emoção. Ela se sentou e ficou apática, apenas uma ouvinte. Mas de qualquer forma, ela não conseguia encarar Jacob.
_ Eu fui com meu pai entregar o carro pra ela. E foi a primeira vez que a vi. Quer dizer, depois que ela voltou, pra morar em Forks. Eu gostei dela, ela não era daquelas garotas chatas, cheias de frescuras, do tipo que enlouquecia se agente bagunçasse seu cabelo. Ela era simples e meiga… essencialmente meiga e dócil.
Sarah suspirou, Jacob parou e olhou pra ela, mas ela virou o rosto. Lhe causava um certo incomodo o ar nostálgico com que Jacob contava a sua história.
_ Continue… — Foi só o que ela pediu.
_ Mas logo ela se envolve com alguém. Na época eu não sabia de quem se tratava, ou melhor, do que se tratava. Mas eu tinha esperança que aquilo fosse só fogo de palha, que passasse logo. O tal… o tal… hum… cara… — Jacob solta um riso de escárnio. – O cara fazia o tipo bacanão e mauricinho, tinha cara de galã e carro do ano, enquanto eu tinha uma sucata de mais de duas décadas tentando remontar. Ele era educado e tratava todo mundo muito polido. Coisa de outros tempos… — Jacob soltou azedo novamente. – Parecia realmente um destes galãs fictícios. Mas meu pai sempre reagia muito mal quando via o tal. O velho Billy acabava brigando com Charlie quando dizia que a família do bacaninha não prestava. Eu não queria acreditar que o motivo daquela revolta do velho eram as superstições da tribo, na época, eu não ligava.
Jacob contou ainda que durante este namoro de Isabella, ele quase não a via, mas já ficava pensando nela o tempo todo.
_ Os olhos doces, cor de chocolates, não saiam da minha cabeça…
Jacob não ousava olhar para Sarah também, não queria pensar no que ela pudesse estar sentindo, pois então pararia de falar e deixaria a história morrer com ele. A coragem em falar estava em não olhar pra ela. Começou então a falar da parte em que Bella foi abandonada.
_ O namoradinho dela simplesmente foi embora com toda a sua corja. Ela ficou mal, muito mal. Parecia que ela era totalmente dependente dele e eu não queria acreditar naquilo. Ele foi embora e pareceu ter levado a vida e o vigor de Bella junto com ele. Até o rubor das bochechas dela desapareceu.
E foi ali que a aproximação entre os dois se concretizou. Enquanto Jacob falava o como Bella lhe procurou e depois daquilo, passou a ficar todos os momentos com ele, Sarah entendeu que ela procurou nele uma outra fonte de vida. Não parecia haver nela uma luz própria, se houvesse, ela não tinha consciência disto. Pelo que Jacob contava, ela procurava sempre o seu brilho em outro alguém. Parecia uma lua que pra resplandecer precisa que uma estrela maior e auto-suficiente lhe conceda luz. Naquele momento, em que ela perdeu o seu namorado, pelo qual, segundo Jacob, ela possuía um amor “louco e obsessivo”, Bella procurou em Jacob nova vida.
_ Nós passávamos muito tempo juntos. Quando eu não ia até ela, ela vinha até mim. Eram dias inteiros. Aos poucos ela começou a rir das minhas piadas idiotas com mais frequência, depois ela mesma começou a fazer piadas idiotas. Por vezes eu comecei a pegar ela olhando pra mim com um olhar perdido. Primeiro eu comecei a pegar na mão dela sempre que podia, depois… ela começou a fazer isto sem perceber.
_ Era um começo, ela se apaixonava. – Sarah concluiu, fazendo Jacob ficar mais desconfortável, como se fosse possível.
Ele se levantou da cama onde estava sentado e ficou em pé, de costas pra ela, com as mãos socadas nos bolsos de seu jeans.
_ Sim, ela se apaixonava. Eu sabia disto, desde o começo eu sabia que ela mudava os seus sentimentos por mim, devagar, mas mudava. Mas ela não acreditava nisto, ou melhor, ela não queria acreditar nisto. Bella colocou naquela cabeça dura que ela tinha, que só havia um amor pra ela, aquele talsinho, e aquele amor era eterno. Mas não podia ser assim e foi pensando nisto que eu comecei a ter esperança… muita esperança, era quase uma certeza de que ela esqueceria ele, que ela se entregaria a mim… Isto quase aconteceu… mas então, tudo mudou…
A voz de Jacob estava muito baixa e leve. Ele tinha os músculos tensos, fazendo sua figura se elevar rígida e imponente para Sarah. Era como se ele fizesse, inconscientemente, seu corpo parecer uma muralha impenetrável, para esconder a fragilidade de seu interior.
_ Eu virei lobo, as lendas que eu convivi minha vida inteira se tornaram reais e, mais do que isto, eu era parte delas. Eu descobri que eram reais os lobos e os frios. E descobri… — Jacob travou os dentes e disse apertado. – …que o amado da Bella era um vampiro e que ela sabia disto… sempre soube.
Sarah virou a cabeça para Jacob tão rápido que quase quebrou o pescoço.
_ COMO? – Ela quase gritou, se levantando bruscamente.
_ Um vampiro. Um frio. Do clã de vampiros que viviam em Forks. Os Cullens.
_ Clã? Viviam em Forks? Mas… mas… — Sarah se sentou novamente, tonta. – Não pode! E como eles viviam aqui com vocês tão perto? Eu não… entendo.
Jacob soltou novo suspiro.
_ Havia um tratado.
_ O que?
_ Me deixa explicar? – Jacob perguntou. Sarah somente se recostou na poltrona para ouvir, boquiaberta, uma história que parecia absurda.
_ O tratado foi feito em outra geração de lobos, liderada pelo meu bisavô, Ephraim Black. O chefe dos sanguessugas veio procurar ele, dizendo que o seu clã era diferente. Eles se diziam vegetarianos, não se alimentavam de sangue humano. _ Sarah soltou uma risada incrédula, mas não interrompeu Jacob. – O clã deles era forte e estavam de igual para igual com a quantidade de lobos da época, uma luta traria mortes para os dois lados. O líder deles acabou convencendo Ephraim de que o melhor era fazer um acordo…
Sarah balançava a cabeça de um lado a outro enquanto ouvia.
_ …caso eles mordessem algum humano, então o acordo seria rompido e nós o mataríamos. O tratado permaneceu pelas outras gerações e os descendentes dos lobos, pelo seu sangue, tinham o compromisso de segui-lo. Somente um Alpha poderia romper isto.
_ Não Jacob! Isto não é possível! Não faz sentido! Como? Como vocês puderam manter este acordo… como vocês fizeram este acordo? Eles são vampiros! Criaturas que dependem do sangue humano pra viver! Isto está em cada milímetro dos corpos daqueles míseros seres! Como vocês puderam confiar neles? Como eles permitiram que vocês seguissem com isto? Não faz sentido, não faz! Como vocês não foram punidos? – Ela se levantou novamente, impaciente e confusa. Vampiros lhe davam nos nervos. Pensar neles lhe estremecia os poros, lhe esfriava a espinha, pensar em seus dentes fazia-a sentir sua pele sendo perfurada por eles.
_ Punidos? Punidos por quê? – Jacob não havia entendido o raciocínio de Sarah. Esperava qualquer reação, menos aquela.
_ Como por que Jacob? Você, mais do que qualquer outro que compõe esta matilha, sabe do compromisso original que seu povo assumiu pra receber esta magia! Me diga qual foi! – Sarah disse, como se fosse extremamente óbvio. Só então ele compreendeu a que ela se referia. Sarah não avaliava a situação somente de dois lados, o dos frios e o dos lobos. Ela fazia parte de um mundo mais amplo que isto, ela pensava pelos elfos.
_ Proteger todo o nosso povo… e todos que estiverem ao nosso alcance… — Jacob sussurrou, recordando-se do que Quendra havia lhe mostrado.
_ Todos os humanos Jacob! Os elfos são protetores naturais de criaturas sem magia, fora do mundo sobrenatural. Eles são protetores naturais dos humanos! Portanto são inimigos de tudo que ameaça esta proteção. Ah, Jacob, você não sabe muita coisa sobre eles, mas eu sei. Eu vivi com eles. E os elfos já eliminaram muitas raças que colocavam em risco a estabilidade do mundo natural, do mundo que os humanos conhecem. Por alguma razão eles não puderam fazer isto com os vampiros, uma das poucas raças que eles não dizimaram através dos séculos. Mas eles matam Jacob, os elfos que você conhece são criaturas letais para vampiros, quando eles decidem fazer isto, eles o fazem sem dó e nem piedade. Se eles concederam sua própria magia a seu povo é porque eles esperavam de vocês o mesmo compromisso que eles têm!
Jacob parou, completamente confuso com tudo que Sarah havia dito. Se era assim, os elfos teriam interferido em algo.
_ Não faz sentido…
_ Não Jacob, não faz! Eu tenho certeza que Quendra, como Rainha, sabia que um humano acabaria sendo mordido… mais vampiros. Por quê? Por que ela não impediu isto?
_ Como sempre, você vem me questionar Sarah. Eu já devia saber que a explicação que eu teria de dar a este assunto seria cobrada por você. – A voz de Quendra apareceu antes dela mesma, que surgiu momentos depois, bem ao lado de Sarah. _ Mas eu não esperava que esta conversa se daria em um momento tão complicado e intimo entre um casal. Afinal, vocês estavam, mais uma vez, colocando as cartas na mesa, esclarecendo a vida um para o outro… desconfortável ter que se colocar em meio a tudo isto. – Ela falou, com ar de um humano que comenta sobre o tempo com um desconhecido.
_ Pode me esclarecer isto Quendra? – Não foi Sarah, mas Jacob quem pediu.
_ Ora, não foi pelo motivo que você está pensando Jacob. Não é pelo fato de que o poder que concedemos a seu povo evoluiu por si só que nós deixamos vocês livres e independentes como vossa magia. – Quendra riu, enquanto ditava em voz alta as considerações de Jacob. Definitivamente ele odiava leitores de mentes. Imediatamente Quendra lhe olhou tensa. _ A origem daquilo que você carrega, nobre Alpha, é nossa. Suas raízes estão em nós e se elas forem arrancadas, então tudo morrerá! Por isto terão sempre que respeitar as terras na qual suas raízes se fortalecem! Sua mente é livre para mim.
Jacob engoliu seco.
_ Eu sei disto. – Ele disse.
_ Por que está enrolando Quendra? – Sarah cruzou os braços. Jacob fez uma força tremenda pra não rir, ao menos em pensamento, da livre prepotência que Sarah tinha com a Rainha. Mas Quendra olhou pra ele novamente, compreensível demais, e riu faceira.
“Eu vou mais fundo na sua mente do que os outros ‘leitores de mente’ Jacob. Não são só os pensamentos superficiais que tenho acesso, portanto, não precisa tentar me esconder nada.” A voz dela foi direto em sua cabeça.
_ Ok, Sarah. Suas suposições estão certas no que diz respeito a nossa interferência nisto. Não, não passou despercebido, queridos. Eu sabia que eles viriam até aqui, sabia desde o momento que o jovem Carlisle foi mordido, que o caminho dos lobos se cruzariam com o dele. Eu interferi sim, mas devo dizer que nem sequer Ephraim entendeu quando eu lhe aconselhei a seguir com este tratado. Mas eu sabia que esta explicação seria cobrada. Hora ou outra eu teria que esclarecer isto.
Sarah se sentou. Onde aquela história ia parar afinal?
_ Tenho duas horas. – Ela disse, apontando para seu relógio.
_ Mas antes, é preciso terminar outro assunto. Creio que interrompi a sua história Jacob. Talvez seja melhor que você continue com ela. Tenho a impressão de que Isabella seja um ponto muito importante para o que tenho a explicar.
Jacob juntou as sobrancelhas e olhou curioso para a criatura que se sentou na mesa do quarto, esperando que ele contasse sua vida como uma história em quadrinhos.
_ Jacob! Eu já sei tudo sobre esta história melhor do que você mesmo, se quer saber. Não se incomode comigo e apenas continue. Prometo que Sarah vai ficar quieta e ouvir tudo até o fim. – Sarah estreitou os olhos para a elfo.
Jacob, porém, continuou em silêncio, olhando para Quendra. Ela era louca, certamente.
_ Bom, me permita que eu dê uma mãozinha nisto Jacob? – Ela perguntou. O queixo de Sarah caiu e Jacob se jogou na cama e, incrédulo demais, disse:
_ Vá em frente!
_ Disse isto, porque o meu jeito é mais fácil. – Ela elevou as mãos e naquele exato momento Jacob sentiu suas têmporas formigarem. Ela não ia contar, ela iria mostrar tudo a Sarah. – Se aproxime de Jacob, Sarah.
Quendra fez a Sarah e Jacob um sinal para que os dois se aproximassem. Sarah se levantou insegura e andou a passos lentos em direção a Jacob. Não tinha certeza se queria compartilhar, invadir a memória de Jacob daquela maneira. Aquilo era dele, pertencia a ele. Ela parou de andar quando estava quase em frente a um Jacob estático sentado na cama.
_ Não! Não tem necessidade disto. – Ela sussurrou, fechando os olhos.
“Ela não que invadir o seu coração Jacob, Sarah não quer lhe tomar lembranças que você escondeu protetoramente. Você está livre pra decidir se quer isto, se quer se desprender destas lembranças pra ela.” Quendra segredou a Jacob.
“Ela sofrerá com o que irá ver?” Jacob perguntou em pensamento. Ele se preocupava primeiro com ela. Neste momento Quendra deu o seu sorriso esplendoroso e compreensivo para ele. Sarah viu aquilo e reconheceu o brilho de uma admiração e encantamento velado nos olhos da elfo, mas não sabia o motivo.
“Isto dependerá do que você sente em relação ao que lembra Jacob. Quer compartilhar toda sua vida com Sarah?” Quendra continuou a questionar em pensamento. Sarah percebia isto, mas não interferiu.
Jacob fechou os olhos e esfregou as suas mãos. Sabia que a pergunta de Quendra tinha um duplo sentido e era muito mais profunda do que as lembranças sobre Bella. Ele não pensou em mais nada, apenas afirmou com a cabeça e, ainda de olhos fechados, elevou sua mão em direção à Sarah.
_ Você não vai invadir nada que Jacob não queira Sarah. Você só vai entender como ele sente e o que ele sentiu. Assim como ele te compreendeu. É justa a troca. Apenas encoste sua fronte na dele e tudo se realizará querida. – Quendra disse em voz alta.
Sarah suspirou e se sentou ao lado de Jacob na cama. Jacob abriu os olhos e a encarou conturbado. Pagou as mãos dela e percebeu, que assim como ele, ela tremia levemente. Jacob colocou a mão na cintura de Sarah — causando uma sensação extasiante e saudosa em ambos — e abraçou-a, puxando-a junto dele. Suas respirações se misturaram, Sarah apertou os olhos e encostou seu rosto no de Jacob, então uma avalanche de lembranças estranhas a sua memória lhe vieram à mente. Junto delas, daquelas imagens, vinham lapsos de sentimentos, sentimentos de Jacob, de cada coisa que ele sentiu com o que compartilhava com ela.
Sarah viu em sua mente a imagem clara da adolescente que fora Bella. Ela parecia se encolher sempre para se proteger do mundo e o jovem Jacob sentia sempre vontade de estar ao lado dela para protegê-la… Sarah mergulhou nas lembranças de Jacob então, e seus sentimentos passaram a ser os dele, sua visão a dele…
*-*LEMBRANÇAS*- *
…Bella abraçava Jacob, ele a envolvia sorrindo suavemente com os braços ao redor dela.
“Se é assim que você vai reagir, vou enlouquecer mais vezes” Ele lhe disse, acariciando os cabelos escuros. Ela se desvencilhou dele. Jacob percebeu que foi proposital, sentiu um incomodo no peito, mas disfarçou, sorrindo.
“Você me faz parecer uma anã!”. Ela disse, disfarçando com as bochechas rosadas.
“Você é como uma boneca… uma bonequinha que porcelana.” Jacob sorriu com o corar de suas bochechas…
… Eles estavam sentado uma espécie de hall, havia uma bomboniere de cinema ao lado. Ela estava com uma expressão desconfortável. Jacob sabia que Bella não queria ouvir aquilo, mas ele queria dizer, não suportava mais fingir que não sentia algo mais que amizade por ela.
“Está tudo bem, sabe. Contanto que você goste mais de mim. E você me ache bonito – mais ou menos. Eu estou preparado para ser irritadoramente persistente.” Ela fez uma quase imperceptível careta ao ouvir a declaração de Jacob, mas continuava a aconchegar sua mão pequenina e frágil na dele.
“Eu não vou mudar.” Ela disse, ele sentiu receio ante ao que ela disse, mas sua confiança estava firme naquele dia.
“Eu não vou desistir. Tenho bastante tempo.” Ao dizer aquilo ele percebeu um leve tremor em Bella e a convicção dela se abalar no olhar chocolate…
… Mas depois veio o momento mais difícil pra Jacob, o momento em que ele quase perdeu a esperança. Lobo, ele era um lobo, um perigo para Bella, tão perigoso quanto o nojento do sanguessuga que ela amava, por quem ela se consumiu tanto.
“- Eu não posso mais andar com você… Ele falava a Bella com uma espécie de adaga perfurando cada vez mais fundo seu coração.
_ Você está… terminando comigo? Jacob… por quê? … Por favor, Jake. Você prometeu. Eu preciso de você…” Ah doía! Doía tanto ouvir ela implorar. Ele não queria aquilo, mais do que ela… ele não queria aquilo.
E ela lhe implorava… torturando-o mais…
"Eu lamento que eu não pude... antes... Eu queria poder mudar o que eu sinto por você, Jacob".Ela dizia desesperada, num desespero que a levava a confessar o que ela não queria acreditar. "Talvez... talvez eu mudasse …Talvez se você me desse algum tempo... só não desista de mim agora, Jake. Eu não vou suportar". Ela se desintegrava novamente e a culpa era dele. Sim, ela mudaria para ele, ela o amaria, ele tinha certeza que sim, nunca esteve tão claro como naquele momento. Mas agora ele não era mais a coisa certa para Bella… sua Bella…
… Mais lembranças…
…os jovens andando de mãos dadas na praia de La Push. Jacob estava exultante, ela havia entendido, não havia mais segredo, ela poderia ser sua sim. Ela não o via como um monstro, não se importava. Ele a protegeria, mataria qualquer vampiro que tentasse se aproximar de Bells…
… Depois veio mais uma dor nauseante de Jacob. Ela partia, Bella partia para morte sem ao menos se preocupar com o que deixava pra trás, sem se importar com o buraco que cavava no coração de Jacob… partia atrás do seu sanguessuga suicida.
“Não vá…” Ele pediu, mais frágil e implorativo do que jamais esteve. Seu rosto jovem transparecia algo mais denso do que sua pouca idade era capaz de administrar. Mas Isabella estava obcecada por outro, por um sugador de sangue… “Mas você não precisa. Você realmente não precisa. Você podia ficar aqui comigo. Você podia ficar viva. Por Charlie. Por mim" …
“Adeus Jake!” Ela se despediu, o matando por dentro. Ela daria a vida pelo vampiro, mas não viveria por Jacob. Mas ainda assim, sua raiva pelo o que ela fazia não era maior do que o desejo imenso de que ela voltasse, de que ele a abraçasse de novo…
E ela voltou, com ele, ao lado do imbecil do sanguessuga…
“Eu vou ficar aqui até que ela me mande ir embora!” O sanguessuga disse a ele, firme e conciso, com as mão fedidas em cima dela.
…”Nunca!” Ela respondeu ao que frio disse, parecendo aterrorizada com aquela possibilidade. Mais dor em Jacob… Bella virou as costas para Jacob, deixando-o não só com a dor, mas com ódio por ela partir com o vampiro galã… mas ao menos ela tinha voltado e estava viva, ele pensava…
…“É, eu sinto sua falta também. Mas isto não muda nada”… Ele escreveu a ela depois de inúmeras frases rabiscadas. Porém, ainda que tivesse ódio, era difícil ficar longe. Ele não pode, voltou a insistir… ele tinha que arrumar uma forma de fazer Bella entender que o futuro dela ao lado daquele sanguessuga era impossível!
“Eu quero te dizer uma coisa. E você já sabe o que é… mas eu acho que devo dizer isto em voz alta do mesmo jeito…” Aquele tinha sido o começo desastroso de sua declaração à ela… “Eu estou apaixonado por você… Bella, eu te amo. E eu quero que você me escolha ao invés dele. Eu sei que você não se sente assim, mas eu preciso colocar a verdade pra fora pra que você conheça as suas opções. Eu não quero que nenhum mal entendido fique no nosso caminho.”
Mas ela não admitia que o amava…
“Eu sinto sua falta quando você não está por perto. Quando você está feliz… isso me deixa feliz. Mas eu poderia dizer a mesma coisa sobre Charlie, Jacob. Você é família. Eu amo você, mas eu não estou amando você… Eu amo ele, Jacob. Ele é a minha vida…”
“ Até que o seu coração pare de bater, Bella – ele disse. - Eu vou estar aqui, lutando. Não esqueça que você tem opções…”
E depois veio o beijo. Aquela lembrança trouxe todo o jubilo exultante que Jacob sentiu no momento, mas havia também uma dose de rancor e um gosto amargo ao se lembrar do depois…
“Me beije Jacob… Me beije e depois volte…” E ele beijou, um beijo férvido e entregue, absolutamente entregue e necessitado… seu primeiro beijo… Jacob viu nos olhos dela que finalmente Bella havia enxergado a maneira como o amava… mas, ainda assim, ela não o escolheu…
“Eu sou exatamente certo pra você, Bella. Teria sido fácil pra nós, confortável, fácil como respirar. Eu era o caminho natural que a sua vida teria tomado... Ele é como uma droga pra você, Bella… Eu vejo que você não consegue viver sem ele agora. É tarde demais. Mas eu teria sido mais saudável pra você. Não uma droga; eu teria sido o ar, o sol…” Jacob sabia, mesmo que algo ainda quisesse lutar e lutar por ela, que aquilo era uma despedida, o levantar de uma bandeira branca.
“Eu costumava pensar em você desse jeito, sabe. Como o sol. Meu sol particular. Você equilibrava bem as nuvens pra mim…” Ela lhe disse, cálida e dolorida.
“Das nuvens eu posso cuidar. Mas eu não posso lutar com um eclipse…” Sua desistência, a admissão de sua derrota…
“…eu vi a coisa toda, a nossa vida inteira. Eu queria muito, Jake, eu queria tudo. Eu quero ficar bem aqui e não me mover nunca. Eu quero te amar e te fazer feliz. E eu não posso, e isso está me matando. É como Sam e Emily, Jake, eu nunca tive uma escolha. Eu sempre soube que nada mudaria. Talvez fosse por isso que eu lutei tanto contra você…” Sim, daria certo, se ela não fosse tão obsessiva em seu amor por outro, por aquele que faria o seu coração congelar…
“Te amo, Jacob…” Aquelas palavras, aquela confissão tão esperada, não trouxe a felicidade que Jacob pensou que lhe traria… era doloroso, era a esmola gloriosa de um perdedor…
Mas ele sorriu, fechando os olhos, e disse: “Te amo mais…”
Depois veio o casamento, a tortura de Bella alimentando um monstro assassino, que crescia dentro de si, com sua própria vida… ah ele não queria, por mais que ele soubesse que não a teria pra si, ele não podia admitir que perderia sua Bells, que ela morreria, que ela se deixaria morrer…
…“Me diga que sentindo tem Bella! Que sentido tem eu amar você? Que sentido tem você amar ele? Quando você morrer como é que vai ficar tudo certo? Que sentido tem toda essa dor? A minha, a sua, a dele! Você o está matando também, não que eu me importe com isso. Então que sentido tem essa história de amor distorcido no final das contas? Se há algum sentido, me mostre, por favor, Bella, porque eu não o vejo"…
Até que tudo chegou ao limite, tudo se destroçou dentro dele quando ele viu a criança monstro viva e ela morta, mas sabendo que aquele foi o desejo dela. Ela lutou até o ultimo bater de seu coração, mas não foi por ele…
Assim ele virou as costas para ela, para a Isabella vampira, esquecendo o amor e alimentando em si outro sentimento: o rancor.
“Não vale a pena matar por quem não quis viver por mim… Infelicidades eternas malditos!”
*-* TÉRMINO LEMBRANÇAS*-*
Sarah se desvencilhou de Jacob assustada e conturbada. Seu peito queimava e pesava com a densidade daquilo que sentiu ao entrar em contato com as lembranças dele.
Jacob ficou olhando para ela com olhar inexpressivo. Havia acabado, ela sabia, tudo o que ele viveu pertencia a ela também. Suas lembranças se libertaram e saíram da prisão de seu coração. Não era algo confortável, de maneira nenhuma. Principalmente por ver o baque que aquilo provocou em Sarah. Mas aquilo lhe trouxe, de uma maneira estranha e incompreensível, um certo alívio.
_ Sarah… — Quendra começou a dizer, com voz branda.
_ Seja objetiva e vá ao ponto Quendra. Explique o que você tem que explicar. – Sarah interrompeu brusca, com os ombros rígidos e um olhar de vidro. – Explique esta relação entre vampiros e lobos. Qual era o objetivo?
Jacob deu um suspiro fundo e passou a olhar a elfo. Porém não se movia, tinha um pensamento feroz em si, vingativo. Bella e sua família iriam ter de enfrentá-lo caso voltassem. Jacob não via motivos para manter tratado algum.
_ Certo. Vamos começar com isto. Jacob, nem você e nem lobo algum vai descumprir este tratado. Você não vai matar nenhum daqueles que se dizem Cullen, nem mesmo a criatura fruto de vampiro e humana. – Jacob e Sarah olharam espantados para a elfo. Ela tinha o olhar feroz e sua voz tinha alcançado um peso de sacudir montanhas. Quendra havia acabado de dar uma ordem.
_ Por quê? – Sarah sussurrou. Quendra sorriu morbidamente.
_ Vamos aos porquês então, senhora Black…
Notas finais
Continuem comentando e me deixando feliz, cm só vcs sabem fazer!!
Bjinhos e até breve!!
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