The Precious Blood

10 QUERER E NÃO QUERER


Notas iniciais
Hey!! Sou eu again! Eu disse que ia postar um bom tanto de uma vez só, não é?? Então!
Estoy ansiosa pra descobri o que acharão disto...
No fim mais detalhes... até lá!

“Eles mal calculam...

Que o não querer é também a forma mais desesperada de querer.

Todos sabem, até mesmo as tuas barreiras e fantasmas internos.

Estes fantasmas temem que a força desse querer os destrua!”

Ele tinha a expressão rígida, o maxilar apertado, os punhos cerrados. Não olhava para Leah, mas encarou Sarah. Esta viu não somente raiva nos olhos dele, mas perturbação, agonia. A moça manteve o olhar dele enquanto se aproximava lentamente, sentia como se o ar tivesse se tornado sólido na sala, tamanha era a tensão e o silencio. Ela desviou o olhar pra Leah, que tinha uma expressão de preocupação enquanto a encarava se aproximar de Jacob, como se temesse por Sarah. Mas a médica manteve a expressão imperturbável, tinha que arrumar um jeito de desfazer aquilo.

_ Eu ia te sugerir para irmos embora mesmo Jacob, já está ficando tarde e eu quero deixar tudo certo para o almoço de amanhã. Só estava esperando você conversar com Sam. Está tudo bem, não está? – Ela frisou as palavras sutilmente, tentando fazer Jacob desfazer a expressão de fera que assustou até as crianças, encolhidas atrás de Emily. O que havia no passado pra deixá-lo tão perturbado?

Jacob não respondeu a Sarah, continuou a encarando, ela não parou de se aproximar, sempre devagar.

_ Sarah, você não acha melhor deixarmos o almoço pra outro dia querida? Vocês ainda estão se organizando por lá, de repente, mais pra frente, poderia ser melhor!

Sarah chegou perto do corpo rígido de Jacob e ele não se moveu, a fera continuou a encará-la. Ninguém ali conseguira ficar tanto tempo sob a mira daquele olhar sem titubear como ela fazia. – Imagina Rachel! Amanhã vai ser ótimo, além do mais eu não sei como vão ser os meus horários no hospital e não podemos perder esta oportunidade! Não aceito recusas e se não forem vou ficar chateada. – Ela pegou uma das mãos de Jacob e, com uma força que ninguém ali sabia que ela tinha, entrelaçou os dedos nos dele e apertou forte. – Você não acha que não devemos adiar Jacob?

_ Faça como preferir! – Ele disse, ainda com voz tensa.

_ Ounnn!!! Então, já que eu receber a autorização do índio chefe, mim querer todos na minha toca amanhã! – Ela disse sorrindo. Billy gargalhou estrondosamente, do nada e sozinho. Foi claramente um exagero pra tentar amenizar o clima, mas Sarah acabou dando um salto de susto e colocado a mão no peito, que tinha se acelerado com o som inusitado. – Oh céus! Que foi isto?

_ Desculpe querida, acho que exagerei! – Billy falou envergonhado. Mas a moça achou graça daquilo, procurava disfarçar, mas não deu muito certo. Os olhos dela encheram de água enquanto ela tentava falar com Billy e conter o riso.

_ Imagina Billy, eu é que sou bo… — Mas ela escutou uma risada engasgada atrás de si, logo disfarçada com uma tosse e não se conteve, caiu na gargalhada, deixando o riso correr solto e puxando as crianças e Seth com ela. Deu-lhe simplesmente um ataque, ela ria tanto que sua barriga doía. Logo, todos passaram a rir do descontrole de Sarah, que tentava parar a todo o custo, mas não conseguia.

Ela ria da situação absurda que estava, do casamento inusitado, da vida completamente louca. Ria como nunca riu na vida, deixando seu corpo se sacudir, desistiu de tentar parar. Deixou seu ataque de alegria louca se esvair desmedidamente. Ela olhou pra cara de Jacob e ele a encarava de boca aberta, em uma mistura de seriedade e espanto, era o único da sala que não ria. Ela não agüentou aquela expressão e riu mais, chegou a se encolher, dobrando-se ao meio e apertando a barriga, lágrimas saiam de seus olhos. Jacob lhe pegou pelos braços e a fez encará-lo.

_ Ficou louca? Se controle!

_ Eu só ... eu só po... aiiii – Ela queria dizer que só podia estar louca, mas quando ela escutava um outro riso na sala, voltava ao descontrole — eu não consiiiigooo – Conseguiu dizer com voz apertada, se encolhendo no aperto de Jacob, que estava espantado com aquilo, esquecendo até que estava furioso com o que Leah falava antes. Ele voltou a sacudi-la.

_ Pare agora! Você está ridícula!

_ Co… como? – ela colocou a testa no peito dele, se sacudindo nas gargalhadas. Ele estava irritado ao extremo, ela tinha que parar! Tinha! Era ridículo aquilo, loucura, não fazia sentido algum! Ai, que mulher idiota! Ele colocou uma das mãos em sua nuca, puxando a cabeça dela para cima, o nó dos cabelos dela se desfez em seus dedos, caindo pelas costas. Ele olhou no fundo das orbitas castanhas, firme e ameaçador, aproximou o rosto dela ao seu.

_ Pare agora ou eu…

_ Pa… parar? – Ela se engasgou nas palavras enquanto ria descontrolada. O hálito perturbador soprava no rosto de Jacob. Perto, muito perto, ele chegou a sentir o gosto, sem que controlasse, sua boca salivou – Para agora ou o quê Black?! – ela disse delirante, risonha… e… linda!

Ele sorriu, um sorriso diabólico, perigoso, ela sentiu como se tivesse despencando das alturas, seu estomago foi a boca, mas um riso ou outro lhe escapava constantemente. O casal não percebia, mas os demais risos estavam diminuindo drasticamente, enquanto os presentes começavam observá-los. Ele encarou a boca da moça, os belos dentes, o olhar cheio de lágrimas e brilhantes, mas que estavam o desafiando claramente. Ela ia se arrepender de fazer aquilo, de enfrentá-lo, de fazê-lo passar por marido de uma maluca sem causa. Ele esperou, deu uma chance, mas agora ela gargalhava só pra contrariá-lo, os olhos mais sarcásticos, altivos.

Ele enlaçou o braço pela cintura esguia dela, juntando os corpos. A insolência de seu sorriso permanecia enquanto esperava mais um pouco a moça parar. Mas ela não parou, erguia a sobrancelha, o encarava e ria ainda mais alto. Ela jogou a cabeça pra trás, mas se assustou assim que a mão fervente que prendia sua nuca a fez fazer outro movimento. Seu estomago e coração deram um giro, saltitaram dentro dela quando se deu conta do que era a vingança de Jacob. Ela não ia poder recusar, havia muitas pessoas, estranhariam, a boca carnuda estava perto demais, era tarde para…

…os lábios se encontraram, ela tentara fechar os seus, mas não conseguira fazer a tempo: as bocas se encaixaram. O calor e sabor dos lábios dele, a maciez e gosto docemente apimentado dos lábios dela… eles permaneceram imóveis por um instante, as bocas coladas. Sarah fincou as unhas nos ombros de Jacob, o coração dele disparou. Ela estava com raiva, o sangue lhe subia ao rosto, ela tentou mordê-lo e … o mover dos lábios dela… ahhh... A língua em brasa criou vida própria, desobedecendo a rigidez e raiva de seu dono, passeou levemente pelos lábios dela. Ela soltou um suspiro estarrecido, tentou sugar o ar, mas o que recebeu foi a invasão da língua abusada em sua boca, procurando pela dela… encontrou.

Covarde! Covarde, gosto absurdamente covarde… Macia, era quente e macia a língua dele e se movia tão… porque a língua dela se enroscava com a dele? Por quê? …

…Maldita, ela era feiticeira, aquele sabor era uma magia negra, um veneno, um alucinógeno disfarçado de manjar dos deuses, que o fazia querer sugar, saborear... Lento, muito devagar ele experimentava a umidade saborosa daquela boca feminina. Boca que parecia se moldar a dele, satisfazer seus anseios, até mesmo os que ele não conhecia. Nunca, jamais Sarah havia se deparado com aquela sensação, sensação que fazia sua cabeça rodar, o ar parecer insignificante para a sua respiração. Aliás, onde estava a respiração deles? Eles tinham pulmões? Os dois ainda se mantiam receosos, tentando lutar com desejo que sentiam, negá-lo. Isso fazia com que os movimentos fossem lentos e sôfregos. Mas aquilo era tão poderoso quanto algo selvagem, porque o pulsar de eletricidade acontecia só de estarem perto, aquele toque tão mais ousado era insano.

Sarah parecia temer enquanto permitia que sua língua fosse conduzida pela de Jacob na mais perturbadora das danças. Seus músculos estavam tensos, sua carne pulsava, mas ainda assim ela beijava. Eles tentavam afastar os lábios, separar as línguas, mas era tão difícil…

_ Hãrhaãn! Viu, tem criança aqui!… EIIIIII!!!!!!!!

Eles saltaram pra longe um do outro com o grito de Seth, como se tivessem fugindo de um demônio, ambos sem fôlego. A sala estava silenciosa, Sarah apertou os olhos. Desgraçado! Foi tudo culpa daquele desgraçado. Por que ele fez aquilo? As pernas dela tremiam.

Os olhos de Jacob pareciam queimar quem encarasse: era puro fogo, um fogo colérico. Por que ele fez aquilo? Imbecil! Ele se endireitou, recompondo-se a muito custo, mas só por fora, pois ainda havia um zumbido em seus ouvidos, conseqüência de seu sistema nervoso alterado.

_ Te espero no carro! – Ele disse aquilo a Sarah sem encará-la, saiu a passos rígidos e urgentes da sala, deixando a morena estarrecida e sozinha, tendo que encarar todo mundo SO-ZIN-HA!

Ela abriu os olhos e sentiu as bochechas formigarem, não conseguiu encarar os olhos de ninguém. Todos tinham a boca escancarada, quer dizer, Seth tinha um sorriso sacana enquanto tampava os olhos dos pequeninos de Sam, que tentavam fugir a todo custo, curiosos. Mas Jason apontou a carinha de trás do sofá e, rindo, falou:

_ Tio Jacob agarro a tia dotola um tempãoooooo! – Sarah quis morrer quando todos riram. Ela engoliu em seco e disse com voz rouca:

_ Bom, eu vou indo, encontro todos vocês amanhã!

_ Claro, pode contar conosco querida! – Rachel disse, feliz demais, quase saltitante.

_ Sim e você vai aproveitar e me ensinar aquela coisa toda mulher, porque você deixou o lobo louco! – Leah disse em um sussurro ao se aproximar para dar um abraço de despedida em Sarah. Ela fez cara feia e deu um leve tapa na coxa da loba.

O mais rápido que pode ela fugiu da casa, mas parou logo em seguida, olhando pra dentro do carro: o inimigo lhe esperava. “Deus, por que fizestes isto comigo?”. Ela respirou fundo e abriu a porta do passageiro e pela primeira vez agradeceu não ter que dirigir, tinha as pernas moles. Se sentou no banco olhando só pra frente. Sem que nada fosse dito o carro partiu veloz demais para uma área residencial.

E estava insuportavelmente quente naquele carro! Jacob estava silencioso, não olhava para o lado e prestava uma atenção exagerada na estrada, visto que poderia dirigir de olhos vendados que guiaria bem. Sarah abriu a janela e deixou que o vento a esfriasse, entrando pelos fios de seus cabelos, indo-lhe a nuca, ela fechou os olhos. O rígido motorista tinha a consciência desperta para a mulher ao seu lado de uma forma que não queria, ele respirou fundo e, involuntariamente, lambeu os próprios lábios. O gosto dela ainda estava lá, gosto único, jamais experimentado em tantas e tantas bocas beijadas, o homem-rocha sentiu-se arrepiar. Enraiveceu-se, ordenou-se: “Esqueça! Esqueça agora! Você nunca mais vai fazer isto!”.

O percurso torturante terminou! Finalmente estavam na garagem da casa que morariam dali em diante. Saltaram do carro ainda sem se falar, ainda sem se olhar, mesmo que seguissem o mesmo caminho até o interior da residência, lado a lado. Sarah entrou pela porta tirando os sapatos, pegando-os com uma das mãos, sacudindo os cabelos com a outra conforme subia as escadas, mas ele lhe falou antes que pudesse chegar ao quarto.

_ Boa atuação! Pereceu até empolgada com os meus conhecidos, fiquei impressionado com a sua falsidade! – Ele soltou um riso de escárnio logo depois.

Aquelas palavras fizeram a moça se irritar, seu coração espremer, seu corpo esfriar completamente. Ele voltara a dominar-se, sua frieza era novamente evidente, sua ironia amarga já estava impregnada em sua voz, os olhos sombrios. Aqueles olhos fizeram Sarah se lembrar de algo que há muito não lhe vinha a mente. Lembrou-se dos olhos do seu monstro escondido, olhando-a quando pequena, quando jovem. Mas ela não enfraquecia com tais lembranças, acostumara-se a conviver com elas, só não entendeu porque voltaram ali, naquele momento.

_ Pois pode limitar a minha falsidade somente ao que se refere a sua pessoa Black. Sua família não parece ser sua, pois são cativantes, fáceis de se gostar, de se tornar intima. – Dizia ela, ignorante do fato de que um dia aquelas foram exatamente as mesmas características do jovem Jake. — Ao menos o destino ao seu lado me reservou um saldo benéfico: eles. Não me importa se você acredita ou não, mas com eles eu me senti tão bem como não me sentia há muitos anos. – Ela disse aquilo com voz controlada, sem exaltação, mas na ultima frase o lobo pode identificar um brilho distinto no olhar dela: era verdade o que dizia. Ele identificou aquilo facilmente, mesmo sem entender.

­_ Muitos anos quanto? – Ele perguntou, aparentemente indiferente.

_ Muitos anos… — Sarah deixou a frase carregada de saudosismos suspensa no ar, voltando a caminhar para seu quarto.

Assim ambos foram dormir, sendo aquela a primeira das muitas noites que passariam juntos ali, naquela casa.

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Ele não suportou ficar na cama, a lembrança dela lhe chamava, era opressora, inevitável. Era meio de noite enquanto ele caminhava silencioso até aquela porta. Abriu: ela estava acordada, seu corpo curvilíneo coberto somente por uma camisola negra, curta e transparente. Sarah se assustou: porque ele estava ali? Porque lhe olhava daquela forma, fazendo suas pernas tremerem, o meio das suas coxas pulsarem?

O belo moreno veio em sua direção rápido demais, seus braços de músculos exatos lhe envolveram, o cheiro dele a consumiu, agarrando seus sentidos. Era um cheiro de madeira de cedro e sândalo, que brilhava como âmbar em seu poder almiscarado, afirmava a sensualidade terrestre e selvagem de seu dono. Um aroma exótico e de masculinidade profunda.

Ele lhe puxou para o beijo, ela não lutou, abriu a boca e recebeu a língua saborosa, envolvendo-a com a sua própria. O gosto dele era sedicioso, um coquetel de sabores inebriantes, revigorantes: o frescor herbal da menta, a pitada agridoce, afrodisíaca.

Ela queria, queria que as mãos dele fizessem exatamente o que faziam. Uma das palmas quentes de Jacob deslizava pela lateral externa da coxa da mulher, acariciando, provando pelo seu tato a pele macia. A outra mão do moreno estava espalmada na nuca dela, sustentando a cabeça enquanto ele a beijava sem contenções. Ela sentia com arrepios intensos a forma única com que ele a degustava.

Sarah sentia o que toda mulher sente no querer carnal, na ânsia de receber a virilidade masculina, de se sentir preenchida, completa. Ela sentia o frio na barriga, o estremecimento de sua sexualidade, a sensibilidade extrema de seus mamilos. Ela se deparava com o desejo em sua forma mais arrebatadora. Ele parou o beijo, deixando-a sorrindo, e disse:

_ Eu disse que você ia gostar minha ninfeta! Você também quer, sempre quis! – Mas a voz que disse aquilo não era a voz de Jacob, era a voz dele, do monstro!

Ela abriu os olhos e não era Black que lhe encarava, mas sim Xavier em seu olhar de desejo pútrido, querendo-a de forma suja. O cheiro não era bom, não era! Era um fedor, o fedor do hálito dele. Ele sorriu, mas agora… agora era o sorriso de Jacob! … Ela inspirou e o cheiro sensual do moreno voltou às suas narinas deixando-a louca novamente. Bom, era muito bom, não havia como fugir, era ahh… bom! Ela ansiava por outro beijo, por ser tocada de novo, não era ruim, não era sujo…

_ É bom Sarah, deixe-se querer… — a voz rígida e rouca de Jacob lhe falava, as grandes mãos viris voltando a percorrer seu corpo, indo ousadamente para o lado interno de suas coxas, na altura dos joelhos e subindo… o seu ventre palpitava e a mão desejada subia… subia deixando um rastro de… excremento! A mão que passava por ela era asquerosa, o fedor voltou, era imundo… era ele, era Xavier!

_ Me larga, me deixe, eu não quero! – Ela era forte agora, era uma mulher forte, Xavier não lhe prenderia mais, ele não ia conseguir vencê-la. Ela juntou suas forças e empurrou…mas seus braços estavam moles, ela não conseguia correr, não conseguia fugir! Ela não ia conseguir, ia sentir dor e nojo de novo… Ele lambeu seus seios, mordeu-os com seus dentes podres.

_ NÃO! Você não pode, eu não quero, é ruim, é nojento.... Me deixe! EU NÃO QUERO, EU TENHO NOJO!

O mostro soltou um som gutural: era o riso do demônio. Ele a tinha nos braços, rasgou sua calcinha e pôs a mão cheia de imundícia em sua intimidade úmida, que antes se preparava para Jacob.

_ Quer sim Sarah, quer sim! Eu te falei, você gosta disso, você tem o mesmo desejo que eu, você sente da mesma forma, você é igual a mim! Você aprendeu isso comigo garota… – Nojento, ele parecia um corpo em decomposição, fedia, cheirava a podridão, sua voz era uma… Voz funesta!

_ Não, não! É mentira… nunca! Eu não tenho sua vontade imunda! Eu não quero isto, me larga – Ela lutava contra o peso do mundo inteiro, mas ela era fraca, mole demais… Ele estava a impregnado de sujeira, ela nunca ia desejar aquilo, nunca! Era imundo, indigno, pecaminoso… — Me deixa em paz! Você está morto, sumiu da minha vida, eu venci, eu te esqueci! – Ela o havia enterrado, enterrado bem fundo, havia sim!

_ Não minha ninfeta, você não me venceu, eu te marquei, marquei teu corpo, você é minha! Esteja eu na Terra ou no inferno você é minha! – a voz dele era gutural e possessiva, como ele era...

_ Não! Você não me domina, você não me enfraquece!

_ Você não vai conseguir se esquecer de mim Sarah, não vai! O primeiro homem agente nunca esquece, não é?! Não importa nos braços de quem você esteja: você não vai esquecer do nosso momento juntos meu amor, nunca vai esquecer do meu corpo entrando no teu! É isto, você vai se lembrar sempre, você não pode me destruir, não pode me matar!

_ NÃO! – O grito chegou a arranhar sua garganta, tão forte fora.

Ele a tacou na parede do quarto – Sinta o que você sentiu antes minha ninfeta! – e a penetrou bruscamente…

Ela se levantou de um salto da cama, soltando uma exclamação de pânico, seu coração batia em desespero. Sarah olhou a fresta deixada no meio das grossas cortinas postas em suas janelas: era dia, o sol despontava.

Um pesadelo! Era mais um dos seus pesadelos infernais, pesadelos que ela não tinha há dois anos. A última vez que o pérfido padrasto veio lhe atormentar em alucinações noturnas foi há dois anos, logo depois de ela tentar ir mais a fundo com Victor.

Ela convivia com sua chaga secretamente e bem. Não deixava transparecer, não pensava nela, não se lamentava, mas ela estava lá. O mostro permanecia vivo em seu inconsciente e voltava sempre para lhe lembrar que ela não era uma mulher que sentiria prazer. Ela foi morta para aquilo, Xavier foi o assassino!

Ah! como ela odiava que as teorias psicanalíticas fossem verdadeiras, que seus traumas não podiam desaparecer somente com a força de sua vontade! Ainda que ela fosse resistente, seu inconsciente era primitivo, guardava coisas boas e ruins. De todas as ciências humanas equivocadas aquela tinha que se afirmar, tinha?! Sim, ela era uma mulher única, admirada, forte e hábil fisicamente, mas de que adiantava? De que adiantava ter poder para vencer batalhar físicas, com seres míticos ditos indestrutíveis, se as guerras mais difíceis eram travadas no coração?

Estas guerras derrubavam e venciam qualquer individuo, sendo ele feito de mármore, de aço, de diamante! O corpo, por mais forte que fosse, era só um corpo, efêmero, uma casca…

“A essência do homem está no coração minha querida! Quem possui força no coração é que realmente é forte, invencível. Podem lhe ferir, lhe torturar, doenças podem lhe consumir, mas nada o fará enfraquecer, porque essas coisas não podem chegar a um coração forte. Sarah, minha filha, a força do coração é o amor… o amor meu anjo!”

Sarah se lembrava das preciosas palavras da mãe cada vez que sentia o trauma lhe bater a porta. O amor! Ela só tinha o amor pela mãe para resistir, para se fortalecer. Laura era mortal, foi arrebatada por uma doença maligna, mas era uma luz, o fio condutor da vida de Sarah, a única coisa que a mantia de pé. A mãe, mesmo que morta, era presença eterna no espírito da filha, era seu exemplo.

A morena só se recostou na cabeceira da cama e fez o que sempre fazia naquelas situações: esperou seu coração e respiração se acalmar. Ela ouviu o ressonar de Jacob no outro quarto, ainda era muito cedo, ele dormia profundamente. Mas então lhe veio a lembrança de que ele estava em seu pesadelo, como uma força antagônica a Xavier. No pesadelo ela queria Jacob com toda intensidade, na mesma medida não queria Xavier. Aquilo era um absurdo! Só podia ser as peripécias de seu inconsciente atemporal, desconexo. Ele misturou as coisas, só isso!

Mas foi tão forte… ela reviveu o pânico, a dor e a náusea da penetração forçada de Xavier, sentiu a repugnância dele em cada célula de seu corpo… mas também sentiu seus poros se agitarem quando Jacob a tocou, sentiu o cheiro dele a descontrolando, o gosto viciando, um sorriso diferente… mas que tipo de sorriso foi o do sonho? Era velado, não mostrava os dentes, mas era diferente dos sorrisos que ela via nele. O sorriso tinha aquecido ela?

Com o coração ainda em recuperação do susto ela riu. Claro, só podia ser ilusão, aquele Jacob só foi um personagem resultado das loucas misturas de sua mente!

Ela não podia mais ficar na cama. Se levantou, terminou de arrumar as malas, entrou no banho e se esfregou com uma força desnecessária, como se quisesse limpar as lembranças do trauma de seu corpo. Prendeu os cabelos ainda úmidos em um rabo de cavalo frouxo, vestiu um vestido de seda leve, de alças, ligeiramente rodado e de estampas claras. Desceu descalça as escadas e foi para a cozinha arrumar seu café da manhã e já pensar no almoço. Será que tinha algo nos armários?

Assim que a morena se deparou com a quantidade e variedade de alimentos, condimentos e outras tantas coisas que havia nos armários e na geladeira ela riu. Exagero e empolgação de Niadhi, com certeza! Só um almoço em família não ia nem fazer cócegas naquela compra, mesmo que os quileutes tivessem um excelente apetite. Havia realmente muita coisa. Sarah fez uma nota mental: “para evitar desperdício, não permita que elfos façam as compras do mês!”

Ela estava em duvida: preparava a refeição matinal suficiente para dois ou o outro que se danasse? Ela não gostava dele, mas achava aquele tipo de atitude uma infantilidade! Se estava com a mão na massa porque não deixar um pouco mais pro idiota? Que ele fosse rabugento, insuportável, mas ela não ia deixa ele morrer de fome! Ou ia? Ele ia ficar se achando por causa daquilo, pensando que ela queria cuidar dele? Mas como ela estava ficando boba com esse tipo de discussão interna!

Arrumou a mesa como gostava, com frutas pães, leite, queijo, cereais, mel… é, aquilo era mais do que uma pessoa precisava, mas Sarah sempre fazia aquilo quando tinha tempo. Ter uma refeição descente era raro na profissão dela, era sempre uma correria. Quando ela arrumava um tempo para preparar toda uma mesa para comer, sempre guardava tudo depois ou empacotava e dava a algum mendigo na rua no caminho do hospital. Hoje ela ia fazer o favor — mas era só aquilo, um favor — de deixar tudo na mesa pra que aquele homem comesse. Mas ela não ia esperar por ele como uma mulherzinha do lar! E ele que arrumasse tudo depois, porque senão não ia mais haver aquela regalia!

Ela estava comendo quando ouviu a respiração de Jacob se alterar no andar de cima. Ele acordou, mas demorou pra descer. Pareceu fuçar no closet por algum tempo, tomou um banho demorado demais, o computador foi ligado, ele mexeu nas teclas por mais algum tempo e finalmente desceu. Não que Sarah estivesse espionando, ela só tinha ouvido tudo aquilo porque a casa estava quieta e ela não tinha nada pra fazer. Ela tinha audição para aquilo, oras, o que podia fazer?!

Descendo as escadas Jacob avistou Sarah sentada com as pernas cruzadas feita uma indiazinha no sofá da bela Sala. Tinha um livro apoiado no meio das pernas, a mão esquerda apoiando o queixo e a outra enrolava uma mexa de cabelo quando não estava folheando rapidamente as páginas do livro, que era enorme!

Ele rumou direto para a porta só dizendo burlesco…

_ Boa sorte na tarde familiar esposa!

Mas o que ele queria dizer com aquilo?

_ Você não vai ficar? – Sarah disse, erguendo os olhos do livro de neurologia.

_ É obvio que não! Você inventou isso, você que os suporte!

_ Mas… Escute aqui! – Ela saltou do sofá e voou na frente dele antes que alcançasse a porta – Caso você não se lembre querido, nós estamos fazendo um teatro, ridículo e sem sentido sim, mas que se não for cumprido pode dar problemas muito maiores para nós. Escute o que eu digo, eu conheço Quendra!

_ Eu não estou com paciência para ficar aqui ok? Eles não vão estranhar, sabem que eu sou assim, se você quiser diga algo, invente uma mentira, você não é criativa? Então!

Antes ela tivesse jogado todo o café da manhã no lixo a deixar para aquele homem ridículo!

_ Você acaso tem medo da sua família Black? Não gosta de estar com eles por quê? Acha que eles vão te desvendar, te amolecer, é isso? – Ele juntou as sobrancelhas e riu fracamente.

_ Não interessa! Nada da minha vida te interessa!

_ É mesmo? Então sugiro que você permaneça por aqui para garantir que eu não fique sabendo de coisas demais. Sim, porque seus familiares parecem achar importante que eu conheça mais sobre o antigo Jacob!

Sarah tinha jogado a frase sem pretensão alguma, disse por dizer, só pra provocar, não esperando que fosse causar qualquer reação em Jacob. Mas causou! Mordaz, ele deu meio passo na direção dela e recuou logo depois. Seu olhar titubeou, a venda que o tornava insondável em suas emoções pareceu cair em um instante fugaz. Foi medo o que ele deixou transparecer, angustia? Ou foi só espanto?

Mas foi rápido, logo seus dentes se mostraram, sem, no entanto, dispersar nenhum som de riso.

_ Quer ficar perto de seu marido querida? – Dessa vez foi Sarah a afetada. Sentiu um leve tremor e se afastou rápido, indo para a cozinha.

_ Quer saber? Faça o que quiser, sem você as coisas ficam melhores mesmo!

Mas ele ficou. Irritado ele voltou a subir para o quarto rever os seus projetos de carro e pesquisar sobre peças de motores, equipamentos e máquinas de última geração. Ficou lá a manhã inteira, sem nem ir à cozinha para se alimentar. Sarah estava lá, ele escutava ela se movendo veloz demais, o frigir das panelas, a faca batendo ritmadamente contra madeira, torneira se fechando, torneira abrindo, o cheiro da comida aos poucos dominava a casa.

As mulheres chegaram primeiro, por volta das onze horas, só Sam e Billy as acompanharam. Seth, Paul e Jared estavam em ronda. Brad e Collin não viriam porque fariam a ronda na parte da tarde. Quil foi levar Claire para a mãe ver, que ficou preocupada quando soube que a filha se machucou. Já tinha sido muito difícil deixar que a pequena morasse junto com Emily em La Push, se Quil não respeitasse as regras teria de ficar longe de seu imprinting.

Já quanto a Leah e Embry os outros ficaram um tanto receosos de responder, disseram que talvez não viriam, não iam poder. Mas a história ficou muito vaga, Sarah captava as coisas no ar: ou casal não se dava muito com Jacob, ou Jacob não se dava com o casal, ou os dois juntos.

_ Mas como não podem? Por quê? Pensei que estivesse tudo certo! – Sarah dizia, sondando os olhares trocados entre os quileutes.

_ Bom eles não disseram muita coisa… quem sabe se você perguntar pra Seth depois, ele te responda? – Rachel respondia, desviando o olhar de Sarah.

_ Você tem o telefone da Leah, Rachel?

_ Telefone?

_ Sim o número, quero falar com ela mesma. Mais fácil do que esperar o Seth.

Leah atendeu no segundo toque ao numero desconhecido e logo distinguiu a voz de Sarah.

_ Estou te esperando Leah. A você e ao Embry.

_ Ah, oi Sarah, tudo bem?

_ Sim, tudo. Eu só liguei pra saber de vocês. – Sarah escutou a voz de Embry baixinho do outro lado da linha, mas não soube o que ele estava dizendo.

_ Ah, claro. Mas eu não sei se vai dar pra irmos, tenho que resolver alguns problemas e não sei o quanto vou demorar então...

_ Hoje é domingo, deixe os problemas para a segunda. Você me disse que vinha, não estou entendendo. Como já disse, espero vocês em meia hora o.k? É o tempo que os outros vão levar pra chegar da ronda! Então até mais, abraço!

Ela desligou o telefone antes que Leah arrumasse outra desculpa, Jacob não poderia regular quem ia ou não naquela casa. Era inadmissível! Sarah, no entanto, deixara a loba com um sorriso no rosto do outro lado da linha, “Realmente, essa é uma das minhas!”

_ Ela é igualzinha a você, não? – Embry disse, abraçando a namorada.

_ Por ela acho que devemos ir então. Aposto que Jacob vai ficar de lado mesmo! – Ela suspirou.

_ É… até porque, se ela for realmente igual a você, se agente não for, ela vem nos buscar! – A loba riu.

Como Sarah havia previsto, Emily e Rachel ficaram logo arrumando o que fazer, mas ela já havia deixado tudo semi-pronto, praticamente só precisando servir. Só que Emily parecia não gostar muito de ficar sentada, logo resolveu cuidar das crianças que brincavam do lado de fora.

_ Com aquela piscina... já penso se elas caem? – Ela dizia, como se as crianças não brincassem no mar de La Push desde que nasceram. Sarah riu.

_ As crianças maiores podem cuidar do Jason, que é menor, eles não vão se machucar. Anda, vamos nos sentar na sala, eu preparei um aperitivo pra gente enquanto o almoço não está servido. Emily, você não sabe descansar não?

_ Está certo! Mas, eu só vou se você prometer que vai deixar eu te ajudar a servir o almoço!

_ O.k, eu entendi: você definitivamente não sabe descansar!

_ Não sabe mesmo Sarah, esta daí tem corpo, alma, coração, inquietação e disposição de mãesona. – Rachel disse, rindo junto com Sarah, depois de proibir as crianças de pularem na piscina.

Mas assim que se sentaram na sala, Rachel começou a vistoriar o ambiente com os olhos. Sarah sabia que ela não estava curiosa com a decoração, mas sim, procurando alguém, mas foi Billy que perguntou por ele.

_ Sarah querida, onde está o Jacob…

_ Aqui! – foi só o que ele disse como cumprimento, descendo as escadas. Sarah reparou que ele havia mudado de roupa, colocando uma bermuda jeans e uma regata preta. Seu semblante, como sempre, parecia de um agente secreto de filme de ação: o fortão, metido a gostosão, com cara séria e sobrancelhas cerradas. Ela quase rolou os olhos.

_ Oi filho! Tudo bem com você? – Billy disse, com o mesmo sorriso empolgado que cumprimentou Sarah. Jacob só olhou para o pai e, inalterável, disse:

_ Oi – depois se sentou em uma poltrona distante e serviu-se dos aperitivos dispostos na mesa de centro. Sarah viu Billy e Rachel murcharem com o tratamento que receberam. Ela olhou para Jacob, sem conter a expressão de incompreensão e extremo desagrado. Como ele podia ser assim? Com a própria família?

Ela não compreendia aquilo pela criação que recebeu de Laura. Aprendeu, pelas falas e sentimentos da mãe, o significado de tais relações. Laura falava sempre com muito amor dos avós de Sarah, cuidava com tanto zelo dela e do marido infame, que ainda menina, ela entendeu que o amor que envolvia aquela entidade era sagrado. Sempre quis ter uma, com muitos irmãos, muita energia e bagunça, igual a dos seriados de TV, mas nunca com Xavier, e sim, com seu pai verdadeiro. Por isto, jamais falou tal coisa a Laura, guardou pra si para que a mãe não sofresse ou se esforçasse ainda mais.

_ Aeeeeeeeeeee!!!!

_ Eu, eu, eu tio Seth, faz comigoooooo!

A balbúrdia do lado de fora da casa chamou a atenção de todos. Seth e os outros chegaram e faziam a maior farra com as crianças, catando-as e girando no ar, ameaçando jogá-las na piscina.

_ Não Paul, cuidado com o Jason, ele tomou muito leite de manhã, não gire ele desse jeito! – Rachel corria para o marido brincalhão, brava e preocupada. Paul deixou Jason no chão e pegou a esposa nos braços e começou a girá-la. Jason e Elisa pulavam e riam dos gritos da mãe e da travessura do pai.

Sarah trouxe Billy pra fora e se recostou no pilar da varanda olhando divertida a cena. Seth veio em direção a eles.

_ Pronto, chegou quem estava faltando…

_ Isto mesmo: nós! – Embry disse descendo do carro com Leah e Sue.

_ Vocês eram quem NÃO faltava! – Leah mostrou a língua para o irmão e ele ameaçou correr atrás dela. Embry, rindo, se pôs na frente dela, em posição de ataque.

_ Parem com isto, olha a bagunça que vocês estão fazendo na casa que nunca vieram! Que falta de educação, desculpa Sarah! – Emily dizia, dando bronca em todo mundo.

_ É, foi mal Dona Black, agente se empolga de vez em quando, sabe como é, né? – Jared disse, todo faceiro e a vontade para a morena. Levou um tapa de Kim.

_ Ei amor, calma eu tava brincando só! – ele se encolheu, mesmo que não tivesse sentido absolutamente nada, e fez uma carinha de pobre arrependido. Mas não era falsidade, ele estava visivelmente preocupado de ter magoado a noiva.

_ Não seja bobo Jad, eu não estou com ciúme, só quero que você se comporte!

­_ Por isso que é bom não ter mulher caras, elas só são confusão! – Todas as mulheres pararam de rir e encararam Seth seriamente.

_ Ops! Terreno minado! – Ele disse se encolhendo.

Não havia como não se contaminar com aquela euforia, Sarah se divertiu como nunca. Segundo Seth, ela era tagarela igual todas as mulheres que ele conhecia. Logo Sarah tomou liberdade pra dar um tapa nele, leve, muito de leve, para não despertar desconfiança.

Mas Jacob parecia ainda mais irritadiço e acuado com todos eles ali, se transformou apenas em um espectador passivo durante toda à tarde. Ao contrário do que acontecia quando ele estava por perto, todos estavam enérgicos, tranqüilos, brincalhões. Sarah mostrou a boa anfitriã que era, mas pela primeira vez, não estava sendo educada, e sim, espontânea. Ela preparou um verdadeiro banquete, todos se fartaram, elogiando o tempero da moça enquanto se deliciavam. Ela só sorria e agradecia gentilmente.

Adoraram a casa, Sarah só teve o cuidado de não mostrar os quartos, com certeza iriam reparar que Jacob e ela dormiam separados.

_ Pra que essa salona vazia tia? – Elisa já se sentia a vontade com Sarah, até se sentou no colo dela durante um tempo.

_ É que eu gosto de dançar de vez em quando querida e esta sala é própria pra isto.

_ Você dança? – Leah perguntou curiosa.

_ Raramente, quando sobra tempo. É um bom exercício.

_ Caraca Billy, você arrumou uma nora mil e uma utilidades! – Jared disse, preferindo se referir a Billy ao invés de Jacob.

_ Ah, mas agora é o tempo e o lugar mulher! Você vai dançar pra gente! – Leah dizia, já puxando Sarah para o centro da sala.

_ O que? Não, não, não! Eu não danço assim Leah, é só exercício, pare com isto!

_ Dancha, dancha... – o pequenino Jason começou o coro, logo seguido de todos. Sarah olhou para criança com um sorriso enviesado. Benção de pequenino, tão inocente e sincero e sempre a colocava em situações constrangedoras. Ô poder infantil, viu!

Mas de repente Sarah sentiu um tremor, seus músculos enrijeceram, seu semblante se tornou sério demais. Todos pararam, pensando que haviam passado dos limites, mas logo depois ouviu-se o uivo longo e horripilante, não muito longe.

Sarah fechou os olhos e viu em um vislumbre, olhos vermelhos. Seu corpo se preparou para o ataque, ela largou a mão de Leah e saiu andando com um único pensamento…

“Vampiros!”…


Notas finais
N/A: Bom... tem mutias coisas pra falar... eu não sei se consegui passar o q vcs esperavam mas: SE ACALMEM GIRLS! Cada coisa há seu tempo, não sejamos apressadas pq compensa (será?)! O trauma da PP é coisa séria e ela terá que enfrentá-lo de frente, só q isto ñ é nada fácil! Bom, gente, mas isto não significa q não vamos ter uns momentos de tirar o fôlego (eu axo) nas próximas cenasss!!! Mas now, p/ as adivinhas de plantão: eu DU-VI-DO q vcs adivinham o q terá no próximo cap.! É, isto é um desafio msmo! Huhul!! Kkkk quais são as apostas?