The Precious Blood
1 PRÓLOGO
Notas iniciais
Agora, com vocês, The Precious Blood!
PRÓLOGO
A pequena menina não sabia o que lhe aguardava a vida assim que saiu do ventre de sua mãe. Como toda e qualquer criança humana, era frágil e chorava. Chorava por sair do aconchego protetor do corpo de sua mãe, a bela mulher, quase desfalecida sobre a cama, mas que ainda tinha forças pra pedir por sua princesa, para mantê-la segura em seus braços, ainda que estes estivessem trêmulos.
Sim ela nascera!
Naquela pequena e singela casa, em uma cama velha, com uma única parteira a auxiliar a menina vir ao mundo. Mas mãe e parteira não estavam sós naquela casa. Ao redor da cama, seres belos, invisíveis aos olhos das mulheres, acompanhavam o nascer da pequena.
_ Minha vida agora é você meu amor – Laura dizia a filha – Tudo que farei de agora em diante vai ser por você, Sarah, minha pequena e grandiosa Sarah!
Entre lagrimas a mãe iniciou um canto para acalmar sua cria, um canto incomum, vindo d’alma de mãe e repetido por eles, que abençoavam o nascer da bela infante. Por hora era frágil, mas não nascera pra ser assim. Seria forte, seria esplendorosa e, em si, em seu sangue, levaria força e poder.
A Rainha se aproximou da cama e, no colo da mãe, sem que esta sequer imaginasse tal coisa, acariciou a face da garota:
_Sim, não há dúvidas, é ela!- Disse a nobre criatura aos seus – sintam seu perfume… ainda é leve, sutil, mas incomparável, um néctar. Cuidaremos para que fique protegida até que tenha forças pra se defender sozinha.
_Sim!! – Balbuciaram os outros, sorrindo com pesar. A pequena sofreria por isso, por ser fonte de força. A rainha olhou para Sarah e, uma vez mais a acariciou, lembrando do pai da menina, que por ceder aos encantos de Laura se entregara a paixão com a humana e, logo após a primeira noite de amor, morrera.
Sim, eles não podiam amar dessa forma, a não ser que preferissem a morte. Fazia parte deles, não havia escolha. Amava-se como humano e renunciava-se a vida. Fora assim com Lairon.
Mas nunca, nunca em toda eternidade em que viviam, nenhum deles permitira que uma criança nascesse de relações como aquela. Era arriscado demais, poder demais para seres errados. Assim que as poucas crianças nasceram, eles viram nos olhos delas o sofrimento que passariam para fugirem daquelas criaturas tenebrosas: os vampiros!
Não, nenhuma delas seria capaz de escapar deles, podendo, no fim, se tornar armas perigosas para os vampiros.
Assim, eles, em conjunto, pediam ao pai já morto, que viesse buscar sua cria. E assim cinco pequenos meninos partiram. As mães sofriam, assim que suas crianças, sempre belas, ficavam quietas e serenas demais. Estavam mortas. Eram levadas por seus pais para o desconhecido Paraíso, imaginado por todas as criaturas da Terra, crendo elas nele ou não.
Mas ela suportaria. A primeira mulher nascida de tão nobre linhagem, sobreviveria, ainda que a duras custas. E amaria, se continuasse, se resistisse, se fizesse as escolhas certas, amaria de forma esplendorosa, única. Seu amor salvaria um sol da escuridão, só seu amor poderia salvar um homem de um abismo de frieza e rancor.
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