The Precious Blood

27 PELE E VINHO


Notas iniciais
Quente? Não? Bom, vai ficar ... haha...
Outro capítulooooo!!!!


“A boca busca o vinho e esse, a taça. A taça quis o vinho, a mão e a boca. A boca na taça, o vinho na boca. A mão conduz, o vinho escorrega e a alma agradece…

O vinho é um composto mágico: mata a sede, mata a vontade, mata a saudade. Faz nascer o calor, acende a paixão, desperta o amor. Traz luz para a vida, sabedoria, bom gosto, desejo. Alegra a mesa, acorda o homem, solta a mulher…”

(Carolina Salcides)

A futura B&C Car’s ficava a 500 metros a frente do cruzamento da Estrada 101 com a La Push Road. O pavilhão retangular era espaçoso, porém estava abandonado a um bom tempo. Sua pintura estava desgastada e o teto danificado. Não havia repartições, salas ou andares, tudo isto estava sendo construído em seu interior.

Jacob e Embry espremeram o orçamento para a grandiosa reforma, mas acabaram chamando uma construtora de Seattle para fazer as modificações necessárias. Eles estavam trabalhando naquilo há duas semanas e, apesar de tudo estar um amontoado de poeira e entulho, Embry insistia para que tanto Leah, quanto Sarah, fossem visitar o lugar porque: “A opinião feminina sempre é importante!”. Era o que ele dizia.

Muitos garotos de La Push trabalhariam com Jacob, segundo Embry, era mais barato e lucrativo ensinar os garotos na profissão do que contratar só profissionais experientes. Haveria alguns, claro, antigos colegas de Jacob que aceitaram sair da mesma fábrica de Seattle para trabalhar na nova empresa por um salário idêntico. Todos confiavam em Jacob e este andava tenso nos últimos dias, sentia o peso de tudo aquilo em suas costas. Ele teve que admitir que Embry foi de grandíssima ajuda para dividir toda aquela responsabilidade.

Sarah e Leah desceram quietas do carro. A loba ainda se sentia arredia em relação ao “mal-estar” de Sarah no restaurante. Porém a cor dela já estava mais normal, e a expressão absolutamente natural.

_ Vocês demoraram! Pensei que iam nos dar o bolo de novo! – Embry disse, vindo encontrar com as duas. Ele estava sujo com resíduos da construção, o barulho de marteladas e máquinas estava forte lá dentro.

_ Eu vim conhecer esta balburdia, não é? – Leah disse, fingindo tapar os ouvidos para o barulho da reforma.

_Você está bem? – Embry perguntou, estreitando os olhos para a namorada. Ela parecia incomodada com algo.

_ Estou sim. – Ela disse evasiva, logo entrando no pavilhão e levando Sarah e Embry atrás dela.

_ Roupa branca aqui não vai dar muito certo Sarah. Nem estes seus saltos aí!

Sarah riu para Embry, os saltos não eram o mínimo problema pra ela.

_ Leah também esta com um salto Sr. Call! – Ela cantarolou, com voz leve. Leah olhou para trás, em direção a ela. A voz da amiga já estava suave, nem sombra da densidade e revolta que estava impregnada em seu falar momentos atrás. Ela fingia bem, muito bem.

_ Ora Sarah! Você sabe muito bem como é o senso de equilíbrio da minha loba não é? – Embry disse, piscando e logo depois dando um beijo no pescoço de Leah, fazendo-a sorrir.

_ Não se preocupe comigo. – Naquele momento Sarah saltou um amontoado de entulho sem vacilar um milímetro. – Eu também consigo.

Embry ergueu a sobrancelha e elevou as mãos em sinal de rendição. Depois passou a mostrar tudo como se já estivesse pronto. Mostrava a sala de administração, o espaço de pintura e funilaria, a garagem dos carros para serem reformados, a garagem dos carros já prontos. Estava mais empolgado porque eles já tinham pego uma grande encomenda com os tais chineses que Jacob fez contato. Os carros zerados e “crus”, como ele dizia, o que queria dizer sem nenhuma modificação, iriam chegar dali a 50 dias, tempo exato para o término da reforma.

Sarah olhava tudo e sorria, mas Embry percebia que ela caçava Jacob com os olhos por todos os lugares. Sarah também aguçou o olfato para sentir o cheiro dele em meio aos odores de cimento e cal. Sentia a constante eletricidade em seus pelos de quando sabia que ele estava perto, em algum lugar. Em um momento ou outro ela sabia que ele estava muito próximo dela, mas não o via em lugar algum. Percebeu Embry rindo disfarçadamente enquanto a olhava, com Leah confusa ao lado dele. Sarah queria perguntar para ele onde Jacob estava, mas tinha quase certeza que ele esperava por aquilo e então não disse nada.

Jacob a via, mas ela não o via. Ele sempre arrumava um lugar para se esconder e observá-la sentir sua presença perto. Ele tinha que admitir que era delicioso ver que ela o procurava, em seu orgulho fechado de não admitir aquilo. Mas houve um momento que ela parou na plataforma que estava sendo construída, colocando as mãos na cintura e ficando acima de muitos trabalhadores da construção. Jacob não gostou nada, nada do olhar que eles dirigiam a ela.

Ele tentava se conter em seus impulsos, mas ela estava sexy, muito sexy. Ele não dizia e não procurava demonstrar, mas adorava o jeito que ela voltava do hospital, vestida como estava naquele momento. Seu cabelo preso em um coque frouxo com a franja deixada de lado; a saia, modelo secretária, clara e justa, assentando perfeitamente em seu quadril e em suas coxas; a camisa banca, quase transparente, colocada por dentro do cós alto da saia que escondia seus seios de um jeito provocante.

Ele desistiu de se esconder e sorrateiramente saiu de onde estava, se aproximando dela pelas costas. Ela percebeu, seus pelos da nuca se levantaram: ele chegava perto, mais perto até que…

_ Gostou? – Ele perguntou, já junto a sua orelha, circundando o braço pela cintura dela e dando um beijo em sua bochecha.

_ Sim, claro. – Ela disse, se afastando precavidamente do abraço de Jacob.

Ele estava, tal como Embry, com resíduos de construção na roupa, que era só uma calça jeans e uma camiseta branca, que já estava impregnada com o cheiro de seu suor.

_ Está tudo maravilhoso. Gostei bastante daquele monte de vigas ali. – Leah disse irônica. Jacob, Sarah e Embry rolaram os olhos. – É serio! – Ela disse, rindo. Mas seus olhos ainda vacilavam para a amiga. Sarah percebeu e achava melhor que ela fosse embora antes que Jacob percebesse algo. Sabia que a índia precisava de tempo para digerir o que sua amiga, aparentemente humana, havia passado.

Sarah olhou para Leah com um recado de “disfarça” nos olhos e ela captou rapidamente.

_ Bom, meu horário de almoço já acabou! Tenho que ir agora. A gente se vê mais tarde? – Ela perguntou, olhando para Embry.

_ Claro. – Ele sorriu e a beijou com vontade. Sarah sorria enquanto olhava os dois, mas Jacob pigarreou.

_ Ei cara, faz isto você também! – Embry reclamou e foi puxando Leah para mais um beijo. Ela sorriu e Sarah finalmente percebeu que o receio que havia nos olhos de Leah desde quando saíram do restaurante, desapareceu. Ela se perdeu nos braços de Embry.

_ Vamos sair de fininho… — Ela sussurrou para Jacob, enquanto o empurrava para longe. – Tchau Lee… — Disse, sabendo que ela tinha escutado, embora não parecesse.

Mesmo depois de estarem a um bom tempo andando para longe do “casal ternura”, Sarah continuou conduzindo Jacob, empurrando-o com as mãos em sua cintura.

_ Acho que não vamos ter companhia para o jantar de hoje. Aqueles dois parecem que vão longe. – Sarah disse, olhando para trás.

_ Eu não queria companhia pra hoje mesmo.– Jacob disse, enquanto mirava tensamente os homens que acompanhavam com olhar cobiçoso o balançar dos quadris de Sarah.

_ Qual é? Embry é uma boa companhia, garantia de boas risadas. – Sarah disse, lembrando das piadas constantes de Embry.

_ Já fico tempo demais com o Embry. – Jacob respondeu carrancudo.

_ Ah, sei… Eu acho que isto aqui vai ficar realmente muito bom. Todos de Forks estão alvoroçados, inclusive os policiais. – Sarah comentou, enquanto parava e olhava ao redor.

_ Como assim: os policiais? – Jacob perguntou, se aproximando dela.

_ O chefe Swan comentou alguma coisa como: “seu marido vai acabar espalhando carros para corridas aqui em Forks. Isto é igual a rachas…”

_ Você anda conversando com Charlie? – Jacob perguntou abruptamente, com olhos estreitos. Há tempos Sarah não ouvia a voz dele com aquela carga. Estranhou.

Ela se virou para ele lentamente e apenas ergueu a sobrancelha. Em outros tempos ela diria a ele que não era de sua conta com quem ela conversava. Mas os ânimos entre os dois eram outros, ela não tinha mais disposição para dizer aquilo a ele.

_ Não muito. Apenas o natural para pessoas que se encontram em uma cidade pequena como Forks. Não vejo motivos para não falar com ele, já que eu ainda não compreendo e nem compartilho da indisposição que o pessoal de La Push parece ter com ele.

Jacob cruzou os braços e apertou os lábios. Ela olhava para Jacob com olhos perspicazes. Era óbvio que ela sondava sua reação, era esperta, sensitiva. Mas Jacob ainda não se sentia confortável diante daquele assunto.

_ Entendo. – Foi só o que ele respondeu.

_ Tem taxi por aqui? – Ela lhe perguntou.

_ Taxi?

_ É. Eu vim de carona com Leah, estou sem carro pra ir pra casa. – Jacob sorriu para ela.

_ Eu sei disso, mas eu estou dizendo que taxi em Forks é artigo de raridade. – Ele disse, com voz debochada.

_ Ah! É mesmo! Esqueci disto. – Sarah se aproximou do ouvido de Jacob para segredar a próxima frase. – Acha que é mal eu ir correndo? – Ela lhe soprou. Não era necessário, mas Jacob continuou com o jogo de segredos, sussurrando sua resposta no ouvido dela.

_ É claro que é mal. Os lobos estão mais atentos a qualquer coisa, esqueceu? – Sarah se afastou, com uma espécie de biquinho nos lábios, fingindo manha. – Você não vai voltar para o hospital, certo?

Sarah balançou a cabeça em negativa. Doutor Hanson ainda estava de olho nas jornadas de trabalho de Sarah, por isto tinha cortado grande parte de seus plantões.

_ Então pode me esperar aqui? Eu te levo pra casa, não vou demorar muito.

_ O quanto é o seu “não vou demorar muito”? – Ela perguntou, brincando com uma pedra de areia.

_ Umas duas horas, mais ou menos.

_ Eu posso ir a pé mais rápido que isto. – Ela soltou, sorrindo. – Mas eu espero, não tenho nada melhor pra fazer mesmo. – Disse, dando de ombros.

_ Vou ter que lhe deixar aqui. Me espera e… cuidado com estes caras aí! – Ele disse, apontando um grupo de homens que desviou o olhar de Sarah assim que Jacob olhou pra eles. Ela riu e bateu continência.

_ Sim senhor! – Jacob sorriu uma vez mais e, de surpresa a pegou nos braços, cercando-a em meio ao cheiro almiscarado de seu suor. – Jacob… — Ela disse, em tom de sobreaviso para ele, mas os dedos quentes lhe taparam os lábios para que ela não dissesse mais nada.

_ Está ouvindo sua própria pulsação acelerada Sarah? – Jacob sussurrou, colocando a mão no colo dela, por dentro dos botões abertos de sua camisa, perto demais de seus seios.

_ O que tem ela? – Ela perguntou, com voz falha.

_ É um sinal… — Ele se aproximou mais dela, encostou o seu rosto na testa dela, esfregou seus lábios ferventes nas maças do rosto dela.

_ Sinal de que…? – Ela perguntou. Mas já sabia a resposta. Era ansiedade, ela queria, queria Jacob.

Ele só lhe sorriu, como se dissesse “disso”, e logo veio com seus lábios comprimir sua boca, apertando sua cintura e a trazendo pra perto de seu calor tão aconchegante.

_ Ja…ke… — Ela murmurou pra ele. Mas Jacob colocou sua língua em ação acariciando os lábios dela. Ele sentiu as pernas dela amolecerem e a pegou com mais firmeza, colocando uma mão na nuca de Sarah, fazendo o costumeiro carinho em seus cabelos e afagando suas costas com a delicadeza contrastante com a intensidade voraz de seu beijo. Ela deixava, permitia que ele a beijasse, como Leah, ela se perdia nos braços daquele que lhe tomava a boca.

_ Eu gosto tanto disto… — Ele disse, separando as bocas minimamente, ainda roçando seus lábios pra lá e pra cá nos dela. Sarah conteve o movimento dele, segurando seu rosto com as mãos.

_ Eu também gosto. – Foi o que ela disse, para jubilo do homem lobo. Rendida, ela lhe ofereceu os lábios, deixando-se ser tocada, procurando apenas sentir ao invés de resistir. A língua tão boa se enroscava na de Sarah e ela sentia necessidade de sugá-la. E assim o fez.

Mas Jacob parou após alguns instantes. Seu olhar ficou compenetrado de repente, ele começou a brincar com sua franja, sem soltar Sarah de seu aperto, no entanto.

_ Não houve mais nenhuma. – Ele disse, como que receoso, mas fixando seu olhar no dela.

_ O que? – Ela disse, sem entender. Jacob parecia desconfortável com algo.

_ Não houve mais nenhuma mulher em minha vida desde que viemos para La Push juntos.

O estomago de Sarah pareceu despencar das alturas. Por que ele lhe falava aquilo logo agora?

_ Por quê? Elas podem te dar o que eu não… o que eu não posso… — Sarah disse, empurrando Jacob e, abaixando os olhos, virou-lhe as costas.

Ela ouviu a respiração de Jacob e logo depois sentiu as mãos dele em seus ombros. Ela permaneceu imóvel. Mas Jacob insistiu, a virando para ele novamente.

_ Não Sarah. Elas não podem… elas nunca puderam me dar o que você pode… — Ele deu um beijo rápido em seus lábios e saiu apressado para o meio da obra, que voltou a fazer barulho de repente.

Sarah se encostou entorpecida em uma parede empoeirada. Sentiu um arrepio lhe inquietar o espírito com o que Jacob havia dito. Ela olhou ao redor e percebeu alguns homens com olhar fixo nela. Se levantou e fez cara feia. Eles desviaram a atenção se atrapalhando ao voltar para o trabalho.

As duas horas seguintes ela passou andando sem nada ver no lado de fora do pavilhão, seu pensamento vazio e o peito leve. Esqueceu de tudo que poderia lhe trazer uma agonia por dentro, até mesmo do recente episódio no Salty.

Na hora de ir embora, Jacob a encontrou encostada em uma caçamba de entulho com uma das mãos enfiada nos cabelos, olhando perdida para o meio das árvores a sua frente. Assim que ela o viu, sorriu sem jeito, tendo a bochecha mais corada conforme o encarava. Jacob retribuiu o sorriso.

_ Do jeito que está, a obra vai ficar pronta antes do esperado. Acho melhor mesmo agente ficar por perto, assim estes caras não enrolam. Se deixar eles demoram um ano pra fazer isto aqui. – Embry tagarelava ao lado de Jacob.

_ Certo. – Jacob respondeu distraído, enquanto observava Sarah caminhar lentamente para perto deles.

_ Certo? – Embry questiona, mas logo bufa ao ver o sorriso cativante de Sarah e os olhos dela tragando Jacob. Embry de repente pula na frente de Sarah quebrando o “encanto” e fazendo a cara de Jacob voltar a ser carrancuda novamente. – Agora ele presta a atenção em mim. – Ele sussurrou para Sarah, fazendo-a rir.

_ Muito engraçado senhor Embry! Escuta: não se esquece de avisar aos garotos que faremos uma reunião sobre o trabalho aqui da oficina, amanhã cedo, na minha casa! A gente aproveita e conversa as coisas da matilha também. As novas transformações já estão começando. Parece que Leah não vai ser mais a única loba da matilha.

_ To sabendo. Julie Kannã, não é?

_ Ela mesma.

_ Mais uma loba? – Sarah perguntou.

_ Até onde sabemos, sim. – Jacob respondeu, mais sério em se tratar de um assunto daqueles. – Vamos? – Ele perguntou a Sarah, indo em direção a sua recém adquirida moto, que foi trocada pelo carro devido o seu valor inferior. Tudo para sobrar mais dinheiro para injetar na oficina.

Sarah olhou para a moto e riu. Tinha se esquecido que Jacob não tinha mais carro.

_ Jacob! Minha roupa não é muito apropriada para motos! Eu não acredito que te esperei a toa! Vou ter que ir a pé do mesmo jeito.

_ Não Sarah! Você pode ir no meu carro. É antigo, mas de bom gosto. – Embry disse, apontando para seu Oldsmobile 71, em muito bom estado. Jacob havia mexido nele há pouco tempo.

_ Ela vai comigo mesmo Embry. Na roupa a gente dá um jeito. – Jake disse decidido, se aproximando de Sarah conforme falava.

_ Ah é? Posso saber como? – Sarah ria, desafiando. – Jacob minha saia é justa e meus saltos não se encaixam nos pedais da moto. Eu me vesti hoje só pra atender no consultório e não coloquei nada confortável e … AH!… O QUE VOCÊ FEZ? – Enquanto Sarah falava sem parar, Jacob, em um movimento hábil e rápido, se abaixou diante dela e lhe rasgou as laterais da saia. Ela gritou assim que se deu conta do que ele fazia, não acreditando que ele foi capaz.

_ Hummm... realmente adorei o seu toque no “look” de Sarah, Jacob. Eu e todo mundo da ala masculina. – Embry disse caçoando, enquanto observava, tombando a cabeça e com a mão no queixo, as coxas morenas que passaram ser exibidas com os rasgos.

Jacob bufou e elevou uma Sarah pasma pela cintura lhe tirando os sapatos dos pés e os tacando em cima de Embry. Este os pegou no ar, gargalhando e perguntando se Sarah iria querer seus calçados de volta.

_ Você enlouqueceu Jacob Black? Não cansou de destruir minha roupa? – Ela rugiu furiosa. Jacob sorriu o seu sorriso cheio de deboche e sarcasmo que enlouquecia Sarah e a fazia ter vontade de matá-lo… ou de agarrá-lo. O miserável a agarrou pela cintura a aproximando dele em um puxão repentino e, olhando para ela, disse:

_ Não! – Em outro movimento rápido ele prendeu as mãos de Sarah nas costas e com a outra soltou o coque que prendia os cabelos castanhos, sacudindo-os e os armando ao deixá-los cair pelas costas. Logo depois arrancou as mangas longas da camisa elegante que ela vestia e, delicadamente, abriu mais um botão da blusa, exibindo assim o sutiã de renda branca.

_ Bom, eu vou sair daqui que o negócio está ficando quente. Fui! – Disse Embry, já dentro do carro, saindo cantando os pneus. Sarah olhou para a traseira do carro pensando proferir mil palavrões por Embry ter lhe deixado com aquele louco.

E ela ainda tinha pensado que Jacob era delicado e gentil?

_ Louco! – Ela vociferou. Jacob se afastou, deixando-a se desprender dele e andar de lado a outro como uma pantera em luta.

_ Pronto. Agora sua roupa está digna de um passeio de moto! Devo dizer que você ficou… linda. – Ele gargalhou, Sarah rugiu.

_ IDIOTA! – Ela gritou. Homens que ainda trabalhavam saíram do pavilhão e ficaram estáticos encarando a cena do lado de fora.

Jacob lhe tacou um capacete enquanto ela lhe xingava e encarava furiosa a platéia masculina que lhe cercava. Sarah pegou o capacete boquiaberta.

_ Pra prevenção de acidentes costumam colocar isto quando andam de moto. É um capacete Sarah. Conhece? Este é um modelo menos comum. – Jacob continuava a lhe provocar. Ela catou o capacete, foi até a caçamba de entulhos e o jogou lá dentro.

_ Ah! Você não fez isto! – Jacob balançou a cabeça.

_ Eu fiz! – Ela voltou a rugir.

_Pois agora vai ficar sem. Aquele era o único. Mas agora seja boazinha e vem pra cá. – Jacob disse, dando palmadinhas no banco traseiro de sua moto. Sarah continuou parada, com olhar de fera. Jacob suspirou, ela estava realmente linda. – Acho que não é muito bom você andar por aí assim, sabe?

Finalmente ela andou em sua direção, com passos bruscos. Chegou perto da moto e sorriu, passando a mão no rosto de Jacob.

_ Você achou que eu fiquei bem assim?

_ Claro. – Ele disse, menos prepotente, enquanto observava de perto o colo dela coberto pelo sutiã branco.

Ela sorriu mais, parecendo ficar mansa. Seguiu o olhar de Jacob e encontrou o interior de seu próprio decote. Então ela se inclinou pra frente, mais pra cima de Jacob. Ele se distraiu ainda mais quando ela pareceu que ia lhe oferecer os lábios. Foi a chance. Sarah o empurrou com toda a sua força e ele acabou caindo para fora da moto, de bunda no chão. Ficou espantado um instante, sem entender o que acontecia.

Sarah montou na moto rindo aos quatro ventos sendo acompanhada por um coro de vaias dos trabalhadores a Jacob, prostrado no chão. Rápido demais ela acelerou, e enquanto dava partida na moto gritou a Jacob.

_ Você pode ir a pé querido. E não se esqueça: hoje você dorme na sala. – Ela caçoou. A turba de vaias e risos dos homens que assistiam ficou ainda maior e Jacob socou o chão com raiva e depois soltou um rugido tão forte que fez todos os risos ao seu redor abrandarem.

_ Voltem ao trabalho! AGORA! SE EU PEGAR UM DE VOCÊS COM EXPRESSÃO DE TER RIDO UM DIA SEQUER NA VIDA VOU DEMITÍ-LO! ENTENDERAM? – Ele gritou, ainda no chão. Um amontoado de homens se empurravam para entrar de novo no pavilhão, deixando Jacob novamente só.

Ele sentiu seu peito se convulsionando e o tremor da raiva lupina tentando dominar seu corpo.

_ Isso que dá, seu imbecil! Dá brecha pra mulher esperta, dá! Cai de bunda no chão feito um paspalho! – Ele brigou consigo mesmo.

Mas depois uma cosquinha incomodou sua garganta ao se lembrar da cena. A raiva deu lugar a uma vontade imensa de rir daquilo. E ele deixou que acontecesse. Se deitou no chão e gargalhou do que tinha ocorrido. Gargalhou como há anos não se lembrava que poderia rir. Se contorceu no chão empoeirado, rindo até os seus músculos da barriga protestarem. De algum lugar dentro do pavilhão ele escutou um empregado murmurar:

_ Eu falei pra você que o patrão é maluco!

***************

Ela chegou em casa ainda rindo da cara de Jacob caído no chão. Tomou banho lentamente, vestiu um vestido justo de malha, coladinho e meio curto sim, mas confortável. Deu trabalho para desembaraçar o cabelo, pois ele veio sacudindo com o vento na moto. Ela teve que lavá-lo.

Desceu, preparou uma macarronada simples e comeu. Perambulou pela casa, leu, assistiu TV e nada de Jacob chegar. Será que ele tinha ficado muito bravo?

Ela começou a ficar impaciente, andando de um lado para outro na sala, com a TV ligada. Ele chegou às onze da noite, sério, quase não olhando pra ela. Passou pela sala como vento, indo direto para as escadas.

_ Não vai comer? Sobrou do meu jantar.

_ Já comi! – Ele disse, seco. – Vou tomar banho.

Ele subiu com passos duros para o quarto. Será que ele não tinha gostado de ser humilhado na frente de seus empregados? Ora, mas ela também foi!

_ Vá-te catar Black! – Ela ralhou. Jacob sorriu silencioso embaixo do chuveiro ao ouvir aquilo.

Impaciente ela foi até a sua adega, reabastecida depois que ela acabou com todo o estoque tentando se matar. Escolheu o melhor vinho. Era tinto. Degustar delicias a acalmava.

Quando ela voltou à sala Jacob já estava lá. Com seu cheiro afrescado com o banho recente, os cabelos molhados. Vestia somente uma calça de moletom e uma regata branca cavada. Ele estava sentado displicentemente em uma poltrona, com o controle remoto na mão.

Ela fez menção de virar as costas, mas ele disse:

_ Tem um sofá vago. – E voltou ao canal do filme que ela tinha deixado antes de sair da sala.

Sem dizer nada, Sarah se acomodou no sofá, colocando a garrafa de vinho na mesinha ao lado, e se sentou com as costas apoiadas no braço do sofá. Muda, Sarah começou a beber o vinho enquanto assistia “Amelie Poulain” em francês. Jacob não entendia nada do filme, por isto passou a observar outra coisa: a forma como Sarah sorvia sua taça de vinho.

Lentamente ela levava o recipiente com o líquido vermelho na boca, tomando um gole moderado. Deixava o vinho na boca um instante e fechava os olhos, como pra acentuar a concentração em seu paladar. Depois ela engolia e abria os olhos lentamente, lambendo os lábios para não deixar escapar um mínimo vestígio do vinho. Ele engoliu em seco, chamando a atenção de Sarah.

_ Quer vinho? – Ela perguntou, erguendo a taça em sua direção.

_ Sim. – Ele disse, sorrindo. Se levantou veloz para pegar uma taça na cozinha. Em um segundo ele estava parado em frente ao sofá de Sarah, girando uma taça de cristal nas mãos.

_ Não pensei que lobos sentissem o prazer do vinho. – Ela sussurrou.

_ A bebida nos afeta tanto quanto a você, mas isto não significa que não possamos sentir seu gosto. E quanto ao prazer do vinho… nunca senti como você parece sentir.

_ Sentir como eu? Como assim?

_ Você não tem consciência do quanto fica em uma espécie de êxtase quando está tomando um vinho? Já vi outras vezes, é como se realmente fosse algo extremamente prazeroso.

_ Bom… eu gosto… — Ela sussurrou, tomando mais um gole.

Jacob se inclinou em cima de Sarah, para pegar a garrafa que estava atrás dela. Ele não precisava, mas decidiu apoiar o joelho no sofá, colocando a perna esquerda propositalmente ao lado das pernas desnudas de Sarah. O tórax dele quase encostava em seu rosto e o cheiro dele veio com sua força perturbar-lhe os sentidos.

_Talvez, provando do mesmo vinho, eu possa sentir como você. – Ele sussurrou, alcançando finalmente a garrafa. Porém, ao encher a taça, Jacob continuou debruçado sob Sarah.

Ele olhou para ela, com seus olhos transmitindo um fulgor tórrido, um calor que poderia abrasar até um iceberg. Estar tão perto dela, durante tanto tempo, vê-la linda e sorridente, ouvir sua voz conversando com ele de uma maneira tão mais leve… ahhh, isto era para Jacob, a cada dia, como uma dose viciante de droga. Agora ela estava novamente com o peito palpitante, as pernas encolhidas no sofá, o vestido moldando seu corpo tão perfeitamente, cobrindo somente até o meio das suas coxas. A boca dela, sempre tão convidativa, reservava sempre um néctar saboroso demais para não ser degustado.

Enquanto Jacob sorvia sua taça de vinho, sem na verdade sentir o sabor que ansiava por sentir naquele momento, seus olhos e o seu corpo pareciam transmitir sua vontade a Sarah, uma vontade esmagadora. Prontamente ela reconheceu nele o desejo queimando sem disfarce em seus olhos.

Sua reação foi tão imediata quanto mão em chapa quente. Começou-lhe a formigar todas as partes do corpo, era como uma corrente elétrica passando em seus nervos, as pontas de seus dedos chegavam a doer. Sua barriga se contraiu como para conter o repentino buraco que pareceu se formar dentro dela, fazendo o interior de seu ventre ficar gelado. Sua face esquentou, parecia febril, e o seu tão esmerado controle se esvaia rapidamente. Não tinha como ao menos segurar a taça direito, uma tremedeira tomou conta de suas mãos e o vinho chacoalhava perigosamente.

Ela abaixou os olhos e disse trêmula:

_ O que te deu hoje Jacob? Quer o q ue?

_ Realmente quer saber o que eu quero? – Ele perguntou, se acomodando sentado ao seu lado.

Sarah apertou os olhos e balançou a cabeça negativamente. Jacob suspirou ruidosamente.

_ Vou dizer mesmo assim… — O tremor sacudiu Sarah com mais força. Ele se inclinou para frente, roçando a pele de seu rosto no dela. Sarah já deixara de sentir os dedos, tamanho formigamento. – Quero provar o gosto deste vinho…

Ela soltou o ar, que estava preso a um bom tempo. Era só provar o vinho?

_ …que está na sua boca… — Quando ele disse aquilo foi como se ele a tivesse agarrado forte. Sarah levou um susto e a carga elétrica que passeava em suas veias explodiu de repente, se transformando em um tremor tão grande que ela acabou por derrubar todo o conteúdo da taça que segurava em si mesma.

O vinho se espalhou sobre ela, em suas coxas, em seus braços, em seus seios e barriga. Manchou seu vestido claro e o sofá. Ela abriu os olhos e encarou apática tudo aquilo, demorou a reagir.

_ Oh meu Deus… e-eu derrubei tudo… — Ela finalmente disse, tentando sair do sofá e se limpar com as mãos desastrosamente. Parecia uma garotinha desequilibrada.

Mas eis que Jacob a contém, segurando as suas mãos.

_Deixa… a culpa foi minha… — Ele disse, se levantando. – Eu limpo.

Pasma como estava, Sarah demorou a entender o que Jacob fazia ao tirar a regata e a exibir seu abdômen sedicioso. Só se deu conta do que ele fazia quando ele já estava ajoelhado diante de si, limpando suas pernas com a regata que tinha acabado de retirar.

_ Jacob… não! Pare! – Ela pediu, mas ele não parou. Com olhar fascinado ele continuava a passar sua camisa leve demais em suas pernas, devagar demais… — Por favor… não continue com isto… — Ela disse novamente, ainda tremendo dos pés a cabeça, sentindo a sua própria pulsação estourar em seus ouvidos, grave. Seus olhos umedeceram-se, ela fungou, tentando conter as lágrimas que não deveriam sair de forma alguma.

Jacob parou então, observando atentamente o semblante conturbado de Sarah.

_ Sarah… — Ele sussurrou em uma espécie de canto consolador, muito rouco. – Não tenha medo de sentir… não tenha medo de apenas sentir…

_ Jacob… não! Por Deus, é melhor não! – A voz dela estava embargada. – Me deixe quieta, me deixe assim, como sempre foi…

_ Deite-se Sarah… — Ele cantarolou roucamente, a voz dele tinha um poder inacreditável sob todos os músculos de Sarah. A involuntariedade de seu corpo queria fazer exatamente o que ele dizia, e o pulsar de seu coração queria se deixar levar… se entregar. Mas algo em sua mente resistia, receoso, não confiava nesta entrega.

Uma lágrima maldita e sem sentido lhe escapou. Jacob a capturou em seus dedos, beijou o rosto dela com carinho, se embrenhando no que ele sabia que Sarah precisava.

_ Apenas deite-se… e sinta… — Ele repetiu, persuasivo em seu sussurro constante ao pé do ouvido.

Era inacreditável que mãos tão fortes, que esmagavam pedras de granizo como se fossem torrões de açúcar, adquirissem tamanha suavidade ao apoiar as costas de Sarah e conduzi-la a se reclinar no sofá.

_ Assim… — Ele afirmou sorrindo suavemente. Ela sentia o mover dos lábios dele colados em sua orelha. – Não pense em nada… – A mão que ele segurava a camisa voltou a subir “secando” as pernas de Sarah. Ela continuava em seu tremor, com sua respiração entrecortada.

_ Jacob… — Ela disse, num eco fraco de resistência.

_ Não, não me chame assim. Nunca eu quis tanto que um apelido meu voltasse a ser dito… Me chame de Jake… me chame de Jake com a tua voz… com a tua boca. Porque nos teus lábios ser chamado de Jake é tão bom… — Ele disse em seu ouvido, uma declaração quente, que derreteria ferro. O interior de Sarah, antes resfriado pelo nervosismo, se aqueceu imediatamente. Aquele calor saiu de dentro dela no belo formato de um sorriso.

_ Jake? – Ela perguntou, mole, mais relaxada no sofá manchado de vinho.

_ Sim, Jake… — Os lábios de Jacob começaram então a descer a curva do pescoço de Sarah. Ele a beijava, a sugava, lambia lentamente com sua língua quente… perecia degustá-la… E que sabor divino ela tinha.

_ Jake… — Ela tornou a chamar, como se dissesse “cuidado”, trêmula em seu dizer.

_ Shiiiii.... – Ele soprou em seu pescoço, causando uma leve turbulência por entre suas pernas. Ela apertou as coxas, com medo daquilo que sentia.

Jacob percebeu e, em sua embriaguez por aquela mulher, ele não queria que ela reagisse assim. Por isto, quando estava quase chegando com os lábios no colo banhado de vinho, ele parou.

Sarah abriu os olhos, mas com os dedos, Jacob voltou a fechá-los.

_ Sem ver… — Ele disse brincalhão e, apesar de toda a sua tensão, ele conseguiu um riso de Sarah. Sorriu junto. – Sem ver… promete? – Ele brincou.

_ Jacob…

_ Não… — Ele avisou.

_ Jake… — Ela suplicou.

_ Promete?

_ Jake!

_ Você disse que confiava em mim uma vez… sem ver? – Ela não falou nada, apenas afirmou que sim com a cabeça e apertou os olhos.

Então ela passou a sentir. As mãos de Jacob foram segurar firmemente seus joelhos, ele mudou sua posição, indo para frente de suas pernas. Sarah apertou ainda mais as coxas fechadas, o coração dela inacreditavelmente aumentou sua velocidade.

Jacob a via tensa, mas lindamente deitada no sofá, suja de vinho, exalando seu cheiro mais forte. Ele ousou aproximar o rosto para as pernas de Sarah e inspirar o cheiro que vinha daquela direção. Enlouqueceu! Suas mãos apertaram ainda mais fortes os joelhos dela. Se Sarah fosse apenas uma humana normal, ela teria as marcas das mãos dele ali, sem sombra de duvida.

_ Sarah… — Ele sussurrou, desfazendo o aperto e deslizando com suas mãos pelas pernas dela. Foi para as coxas e encontrou a bainha do vestido… começou a subi-lo. Sarah se contorceu, mas Jacob continuou, apenas sussurrando de novo um “não tenha medo de sentir”…

Ele ergueu o vestido até a cintura dela e vislumbrou com olhos ardentes a barriga lisa que ela tinha, a pele luminosa, as coxas torneadas e o precioso “v” coberto por uma minúscula calcinha branca. Estava úmida e cheirosa… ah… ela sentia… sentia sim. Ela sentia desejo!

Como criança na frente de seu doce predileto, Jacob sorriu com todo esplendor que estava escondido a mais de dez anos de todos aqueles que lhe rodeava. Mas Sarah continuava trêmula e de olhos fechados, apenas sentindo o olhar de Jacob lhe queimar a pele.

Há algum tempo ele admitiu a si mesmo a vontade esmagadora que sentia por aquela bela mulher, mas por este tempo se conteve em seu desejo por medo e cuidado por ela. Pedia a Deus que tivesse controle ali, e não passasse dos limites. Ele só queria mostrar a Sarah que ela podia sentir prazer. Lentamente e receoso ele foi aproximando o rosto das coxas de Sarah, massageando delicadamente para que a tensão dos músculos das pernas dela desaparecesse.

_ AH! – Foi um grito suspiroso e assustado. Sarah se contorceu com a descarga elétrica que percorreu seu corpo no exato momento que ela sentiu o beijo molhado de Jacob no meio de suas coxas. – Pare com isto… — Ela disse fraca sob o sofá. Ele lhe respondeu com uma generosa lambida em suas coxas. Um gemido escapou do fundo da garganta de Sarah.

Jacob limpava o vinho que sujara Sarah com sua própria boca. As mãos dele continuavam com sua massagem louca, tentando a todo custo fazer as coxas de Sarah relaxarem. Ela tinha a impressão de que não ia suportar, nova lágrima lhe escapou dos olhos, uma corrente gélida passeou por sua espinha, levantando seus pelos. Jacob colocou o rosto em cima da calcinha de Sarah, parecia que sua barba rarefeita trespassava o tecido, arranhando sua pele.

_ Cheg-a-a! – Ela implorou, se engasgando em seu dizer com o beijo quente em sua virilha.

_ Sarah… abra… — Jacob disse, com as mãos sustentando suas coxas. Ela abriu os olhos, enxergando tudo embaçado.

_ Enlouqueceu? – Ela perguntou ofegante, se levantando e apoiando-se nos cotovelos para encarar Jacob… Mas ele sorriu, sorriu de um jeito tão… tão irresistível e tão quente… Havia nos olhos dele uma persuasão poderosa.

_ Abra… — Ele disse, lhe olhando perturbador, logo depois beijando suas coxas apertadas.

Sarah mordeu os lábios e, ainda muito receosa, suando frio, relaxou aos poucos os músculos de suas coxas, permitindo que Jacob conduzisse o abrir de suas pernas…

_ Só quero que você sinta… sinta como eu sinto… — O cheiro dele também estava mais forte, se misturando ao dela, criando um novo aroma.

Jacob se acomodou, então, no meio das pernas de Sarah. Conforme ela sentia ele se colocando tão junto a ela, um soluçar estranho começou a sair de si, lágrimas desciam sem o mínimo sentido por sua face. Ela não sabia o porquê daquilo, mas seu corpo não tremia mais, ele sacudia como se por dentro dela estivesse ocorrendo um terremoto.

_ Jake… — A voz dela saía insegura ainda. Sarah tinha medo de não poder ir em frente, de ter que parar, de querer parar e Jacob não parar, de um momento bom se desfazer como bolha de sabão.

Os quadris de Jacob encontraram com os dela, e sob o tecido fino da calça que Jacob vestia, sob a insignificante calcinha, Sarah sentiu o membro de Jacob rígido, firme e quente, pressionar seu sexo coberto. Então a onda de adrenalina fez com que ela afastasse os quadris assustada e as unhas dela fincassem os ombros de Jacob tentando o empurrar longe.

_ Não… — Ela disse rouca.

Jacob soltou novo suspiro e elevou seus quadris para não tocar Sarah.

_ Shiii… está tudo bem Sarah… está tudo bem… — Ela balançou a cabeça e tentou prender um soluço.

_ Não, não está… — Havia uma tensão pesarosa no tom da voz dela.

_ Está sim. Fique calma, só relaxe, só sinta… — Ele disse, acariciando o rosto dela, lhe beijando delicadamente a face até encontrar seus lábios.

Ela apertou a boca, trancando os lábios fortemente. Mas Jacob não desistiu, beijou seus lábios com leveza, como se a resistência da pele de Sarah fosse a mesma de uma película de água. Aos poucos ela abriu os lábios, relaxando e deixando-os inertes, ao bel prazer de Jacob. Suas unhas ainda fincavam os ombros dele.

E o beijo começou com ele, leve, se aprofundando nos lábios femininos lentamente. Sugava os lábios e mordia levemente. Ela cedeu depois de um tempo, passou a mover os lábios junto com Jacob, sendo guiada por ele. Quando ele percebeu que ela queria, fugiu com o rosto, vendo-a ir seca a procura de sua boca. Sorriu, ela bufou. Os reflexos de Jacob perceberam os músculos dela mais soltos, mas ainda mantinha seu quadril longe do dela.

Passaram a brincar com os lábios, com as línguas, que se enroscavam, se tocavam, se escondiam e se procuravam. Jacob pegou a taça que havia colocado no chão e colocou vinho na boca de Sarah, acabou que derrubou pelo pescoço dela. Ela tomou confusa, tentando limpar o que caiu com as mãos, mas Jacob não permitiu.

_ Deixa eu provar… o vinho… — Ele disse, e logo depois a boca dele estava na dela, voraz e sedenta, a língua dele percorria cada milímetro de sua boca, traiçoeira e esperta. Quando ela esperava sua língua rápida, ele lhe acariciava lentamente, quando ela estava acostumada com isto, subitamente a língua de Jacob se tornava voraz, lhe roubando os sentidos e o fôlego.

_ Hummm… gostei… — Sarah sorriu quando ele disse aquilo por entre os beijos. – …do vinho… – Ele completou. Ela lhe deu um tapa nas costas. – Ai! Eu ia dizer que gostei do vinho… — Ele lambeu o liquido que havia no pescoço de Sarah. – …com o sabor da tua língua… — E voltou a beijá-la, fazendo o gemido dela ser sufocado.

Mas o movimento que Sarah fez a seguir surpreendeu Jacob. Ele parou de a beijar e a encarou quando as mãos dela desceram para suas nádegas e… apertaram?

Ele riu. Sarah encolheu o rosto e suas bochechas coraram. Mas ela não parou. Jacob se assustou ainda mais quando Sarah elevou seus próprios quadris em direção ao seu e o roçou em seu membro ereto. Rugiu.

_ Sarah… — Ele disse, apertando os olhos e rasgando o tecido do sofá com uma das mãos.

_ Só… sentir… — Ela sussurrou, e forçou com suas mãos para que Jacob abaixasse seus quadris, encostando-se… enroscando-se nela. Estava quente no meio das pernas dela e era bom, ahhh... como era bom!

_ Sinta… — Ele disse, inconsciente de tudo mais.

Os movimentos dela começaram sutis, mas ainda assim loucos demais. Jacob se deleitava feliz com Sarah esfregando sua intimidade no membro dele. Queria ver, ver cada reação que o rosto dela transparecia, por isto abriu os olhos e os colou naquele rosto iluminado por uma aura de prazer cálido.

Ela tinha os olhos fechados, mordia o lábio inferior, seu rosto moreno estava corado, suor refletia em sua testa e no vão de seus seios. Ela movia os quadris lentamente… e parava. Respirava com dificuldade e se esfregava nele de novo. Jacob levou as mãos para as alças do vestido dela, abaixando-as devagar e desvelando os seios desnudos. Foi com sua boca pra lá, beijar-lhe o colo, lamber o vão de seus seios, fazê-la gritar abafado quando sugava a curva de seu pescoço.

Sarah agarrou os cabelos curtos de Jacob e o trouxe para beijá-la. Ele levou as mãos para a lateral de seus quadris, fazendo mais constante a fricção de seus sexos, separados demais pelos tecidos de suas roupas.

Eles estavam colados um no outro como jamais estiveram, a firmeza do membro no meio das pernas de Sarah não parecia mais assustadora, mas loucamente insana. O carne de Jacob começou pulsar, Sarah arranhava as suas costas e gemia por entre os beijos loucos.

O celular, sempre próximo da médica, começou a tocar. Já tocava há algum tempo, insistente, constante, até penetrar no topor dos ouvidos de Sarah. Ela se moveu, olhando para o celular na mesa no meio da sala. Enxergou de longe a identificação do hospital.

Jacob lambeu sua orelha, ela estremeceu novamente.

_ Celular… hospital… — Ela tentava dizer a Jacob.

_ Deixa… — Ele respondeu, sem prestar a mínima atenção no significado das palavras de Sarah.

_ Emergência… é urgente. – Jacob rebolou em cima dela, fazendo-a jogar a cabeça pra trás. Era loucura!

O celular voltou a tocar, ainda mais insistente. Sarah estava dividida por aquilo que era seu trabalho a vida inteira e o seu momento tão inédito e descontrolado.

_ Atender… – Ela murmurava na boca de Jacob, mas ainda continuava agarrada a ele.

De um puxão Jacob levou os dois ao chão. Sarah se assustou, olhando para Jacob confusa e logo depois estendendo a mão para a mesinha onde seu celular vibrava. Mas Jacob o pegou antes e o esmagou nas mãos. Sarah deixou o queixo cair, ia reclamar, mas a boca de Jacob voltou para a sua e o beijo dele sugou toda a sua razão.

Ele a sentou encostada no sofá, tacou o pedaço de celular na parede oposta da sala, acertando o meio do televisor, espatifando a tela. Se colocou novamente sentado em meio as pernas dela e a puxou para o seu colo. Sarah sentia que muito brevemente seu coração pararia.

_ Chega Jacob… — O resquício de resistência fazia Sarah se lembrar um pouco do mundo exterior. _ O hospital… — Mas ainda assim, ela não tinha forças para tirar as mãos de Jacob de suas costas, muito menos para parar com os beijos.

_ Esquece… — Ele disse… — …de tudo…

Ele colocou a mãos por baixo do embolado de tecido que tinha virado o vestido de Sarah, o elevando para cima, querendo o tirar. Continuava a percorrer com sua boca o pescoço, o colo, a orelha e até os seios de Sarah. Ele forçou o vestido, o barulho de tecido rasgando trouxe uma lembrança apavorante demais para Sarah. Ela não queria pular do colo dele, não queria lembrar, mas não estava preparada ainda… pra continuar com aquela loucura.

O telefone da casa tocou, Sarah teve certeza que era do hospital. Ela tomou uma decisão muito difícil, mas ela ainda tinha medo… era a primeira vez que eles tinham chego aquele ponto, era cedo, cedo. Ela puxou o rosto de Jacob do meio de seus seios e o beijou com ternura. Ele tirou as mãos de suas costas e levou para seu rosto, acariciando sua face e correspondendo o beijo com igual ternura. Mas antes que Jacob pudesse raciocinar ela estava longe, no outro cômodo, atendendo ao telefone.

_ Sarah … Sarah Black… — Ela disse, quase sem fôlego.

_ Doutora? Ligamos inúmeras vezes para seu celular, mas não houve resposta. Precisamos de você urgente aqui. Um paciente acabou de dar entrada, parece ser um AVC.

_ Eu… vou… chego em quinze minutos… diga para Marlon fazer os primeiros socorros.

_ Sim doutora. – Disse a enfermeira, desligando logo depois.

_Não… — Sarah escutou Jacob praticamente rugir da outra sala.

_ Eu preciso… preciso Jake. – Ela disse, já em disparada para o banheiro, parecia um vulto, tamanha velocidade.

_ Não, não precisa… — Ele murmurou, a muito custo, se levantando.

Encostou-se à porta da sala de visitas, barrando a saída de Sarah. Ela não demorou a aparecer, desceu as escadas sacudindo os cabelos molhados, com as sapatilhas em uma das mãos e o jaleco na outra.

_ Me deixe passar Jake… Por favor… eu não posso continuar e eu preciso ir. – Ela pediu, com voz suplicante e fechando os olhos para não perder a coragem ao encarar aqueles olhos negros. – É uma vida Jacob. Uma vida pode estar em risco, já sob minha responsabilidade, me deixe passar…

_ Vai… — Ele disse seco, abrindo a porta em um estrondo e saindo pra fora.

Sarah disparou atrás dele, indo em direção a garagem. Mas antes Jacob lhe segurou o braço, fazendo-a se voltar para ele uma vez mais. Pegou uma das mãos dela, as livrando das sapatilhas, que foram ao chão, e a colocou sob o seu peito, fazendo-a sentir em sua palma, os fortes bombardeios de seu coração.

_ Uma vida… sob suas mãos… volta… — Ele disse, largando-a e correndo em direção a floresta, tremendo convulsivamente e explodindo em uma fera de pelos aruivados, soltando o uivo que esteve preso dentro de si há muito tempo.

Sarah engoliu um bolo de agulhas em seco.

_ Eu volto… – Ela disse para a fera já embrenhada nas arvores do outro lado dos portões da casa.

O carro de Sarah saiu rasgando pelas estradas, 300 km por hora. Em dez minutos ela abria as portas da sala de emergência do hospital, encontrando o rosto contorcido em dor de Charlie Swan.

Notas finais
HELEN DIAS, minha linda... sua recomendação me deixou, nada mais, nada menos que sem folego! AMEI, AMEI, AMEI!! O que eu posso dizer além de obrigada? Muito, muito obrigada flor!!
Mudando de assunto...
E então?? O que acharam?? Gostam mais de vinho agora?? kkkkkkkkk....
Bom, a resistência de Sarah, aos poucos vai se esvaindo... masssssss... o Jake ainda tem coisas mal resolvidas em seu passado, certo? Eh, minha gente... a doença do Charlie vai causar o retorno de certas pessoas-problemas! Tsk, tsk, tsk...
Bom, até o próximo e não deixem de comentar, recomendar que eu vou amar!! Good bye lindas!!