The Precious Blood

5 O MORRER DE UM SOL


Notas iniciais
Olá meus amoressssssss!!!!!!!!!! Demorei neh? Mas eu não tava dando conta do tantooo de coisa que tenho que fazer!
Este capítulo é tenso, vcs irão perder algo muitooooo amado.
Mas não se assustem ... tanto! hehehe...


“Em algum lugar ao longo desta estrada ele perdeu sua alma...

Para uma mulher sem coração, agora fria...”

Jacob Black ( N/A:imagem do bloguinho, emprestadinha, tudo a vê!)

Ele caminhava obstinado rumo à criatura destruidora que parecia estar na sala da mansão. Pensava e calculava o melhor jeito de matá-la. Não se importava com mais nada. Nem mesmo se fora por aquela coisa que sua Bella morrera pra trazer ao mundo, se seria atacado pelo clã inteiro dos Cullens depois daquilo, se seus irmãos morreriam buscando vingança. Nada! A ânsia de estraçalhar o bebê monstro era maior do que tudo naquele momento.

Seu olhar estava letal enquanto caminhava na direção da coisa, guiado pelo som do pulsar acelerado daquele coração. Ela estava nos braços da sanguessuga loira, sugando vorazmente uma espécie de mamadeira de metal. Sangue. Era sangue humano que tinha dentro do frasco. Ele sentiu ainda mais revolta e asco daquele ser.

O pulsar maldito do coração da assassina não ia continuar. Ele sentia o fogo da transformação se espalhar pelo seu corpo. Tão opressor, tão inevitável, ele o queria. Ah! como queria…Nunca desejou tanto ser uma criatura letal como agora. Nunca agradeceu tanto pelos seus genes lupinos como naquele instante. Sim, ele queria que o lobo saísse de dentro de si, com toda a sua força selvagem.

Rosálie ergueu a monstrinha acima de sua cabeça. Ele considerou a posição perfeita para o ataque. Não esperou mais. Antes que a vampira saísse de seu topor de admiração pela meia vampira o lobo castanho avermelhado saltou sobre as duas, acertando uma das patas no braço que a sanguessuga segurava a criatura.

A vampira urrou, a coisa voou longe, batendo em cheio em uma das belas paredes de vidro da sala, espalhando cacos para todos os lados. “Simmmm”, pensou o lobo feliz por sentir o cheiro do que só poderia ser o sangue da criatura. Mas antes que ele pudesse fazer qualquer outro movimento, Rosálie estava encima dele, tentando-o morder a todo custo. Ele se sacudiu feroz como nunca, fazendo a fria se soltar dele.

Ela se levantou em um átimo, indo novamente para o ataque.

_ Desgraçado, olha o que você fez? – ela rosnava, os olhos enegrecidos, partindo para cima do lobo em desespero. Se sentia mãe da bebê hibídria, morreria por ela. Não deixaria aquele lobo encostar nela. Ela não podia falhar!

O índio desviava dos golpes desesperados dela, impelido pelo ódio, se aproximava cada vez mais de seu alvo que chorava por entre cacos de vidros. Ela lhe acertara! A loira lhe dera um duro soco no dorso, fazendo suas patas se dobrarem.

Tá certo, você vai morrer primeiro então sanguessuga”. Ele desistiu momentaneamente de avançar para a pequena que sangrava. Partiu em cólera para cima de Rosálie, fazendo com que ela recuasse com dificuldade. Agora ela estava em desvantagem, pois o lobo estava absurdamente veloz, forte, letal. Quase não dava pra ela atacar, tendo mais que se defender.

A sala já estava em pedaços com a luta que não tinha nem dois minutos. O índio acertara finalmente a vampira, que foi jogada longe, contra a parede do escritório, afundando nela. Ele imediatamente voltou suas costas para ela indo em direção a seu objetivo: queria sentir a coisa sendo esmagada em seus dentes.

Estava quase lá, via a coisa se debater, rolando no vidro e chorando agudamente. Insuportável! “Cala a boca pra sempre bicho infernal!”. Deu um salto, rumo a gargantinha asquerosa. Antes que alcançasse ela, no entanto, um vulto se meteu entre os dois, catando a coisa e levando pra longe dele. “Edward, desgraçado!” O lobo pensou, tentando partir atrás dos dois, mas a loira voltava ao ataque, puxando-lhe pelo pescoço, fazendo-o cair de patas pra cima. Ela saltou sobre ele com sorriso assassino, mas ele desviou só um pouquinho, fazendo que a fria caísse diretamente na boca do lobo. Ele abocanhou o braço dela. Ergueu-se, prendendo o braço nos dentes e agitando a vampira, que rosnou. Ele lhe arrancou o braço jogando na direção oposta a que Rosálie caiu.

Mas a maldita não desistia. Veio em direção a ele, sem braço mesmo, mirando os dentes na sua jugular. Por um triz ele se saiu de sua investida. E, como se ainda fosse possível, sentiu mais furor e, de uma vez por todas, catou os cabelos da loira com os dentes, prendeu-a entre as patas e puxou…

Foi jogado longe. Olhou ao redor, momentaneamente atordoado. Viu a vampira estirada no chão. A cabeça quase foi-lhe arrancada, mas da forma como estava, ela se reintegraria se não fosse queimada. De seu outro lado Edward o olhava de forma penetrante, um olhar exausto, em chamas, como estava quando ele lhe fez a proposta absurda de ter um filho com sua mulher, Bella.

_Chega Jacob, por favor, pare! Bella não iria querer isto, que você matasse a filha que ela tanto lutou pra ter.

Mas por quê? Por que ele se importaria com o que Bella iria pensar agora, estando ela morta? Morta porque não se importou com o que ele pudesse sentir quando fez suas escolhas. Morta porque preferiu dar vida a sua assassina a manter seu coração batendo por ele.

_ Ela não está morta Jacob, escute? – Edward tentava argumentar em desespero. Sabia que assim como Bella não gostaria que Jacob matasse sua filha, não iria ficar contente se ele tivesse de matar Jake.

O índio parou de procurar com os sentidos onde Edward escondera a criatura e se deu conta de um som em particular. No andar de cima, um coração adulto batia frenéticamentente, uma humana respirava em um ritmo cada vez mais acelerado. Sim, era ela, era Bella. O maldito sanguessuga conseguira, ela estava se transformando, se transformando em uma criatura igual a ele.

Ela não manterá seu coração batendo por ele! Ela agora o fazia morrer, parar em seu peito pelo maldito sanguessuga que lhe olhava agora. Não havia pelo o que lutar agora. O coração dela iria parar eternamente, era a sua derrocada, sua desistência.

Ele sentiu algo morrer dentro de si. Ela não sabia como ele a amou, se soubesse não teria feito o que fez. Ela o usou, usou como a um remédio. Consumiu tudo o que ele tinha pra curar-se e deixava agora só um fraco vazio, jogou-o fora. Ela preferiu à eternidade de um frio a intensidade do fogo que queimava nele. Intensidade que ele reservou pra ela, só pra ela.

Ah, como ele fora imbecil! Idiota em acreditar, em lutar, em ter esperança. E agora mais uma vez ele, por ela, estava disposto a morrer unicamente pra vingar sua morte. Mas ela escolhera ser morta eternamente. Bella Swan sempre fazia escolhas egoístas, que matava o jovem lobo aos poucos. O que … o que ela lhe dera? Dor!

Ele virou as costas para Edward. “Fique tranquilo miserável. Não vale a pena matar por quem não quis viver por mim. Vocês que vão para o inferno por trazer ao mundo uma assassina maldita. E espero que não cruzem meu caminho de novo, nenhum de vocês. Ou então vou terminar o que comecei, custe o que custar! Infelicidades eternas malditos.”

E então ele correu da casa assombrosa, deixando tudo pra trás. Deixando a coisa asquerosa ainda viva, deixando a única que um dia amou a se perder em uma vida de eterna sede por sangue, deixando a ilusão de que amar poderia valer à pena, de que lutar por amor compensava a dor, de que a razão de viver era esse sentimento falso.

Ele deixou a si mesmo naquele mausoléu branco. Ali ele deixou o Jacob que um dia fora, que sorria, que tinha alegria, amigos, que era amigo, irmão.

Naquele instante, o sol que nascia de um sorriso de Jacob Black foi sepultado.

******************

­ Dez anos depois…

Um a um eles foram se transformando, suas mentes se conectando. Todos correndo em direção a clareira que lhes foi ordenado esperar por seu Alpha. Suas patas levantavam tufos de terra do chão. Brad, Collin, Quil, Embry e Seth apostavam uma corrida. Brincavam e implicavam entre si. Aos poucos os lobos foram chegando à clareira. Embry fora o primeiro. Os outros bufaram. Agora teriam de agüentar as vanglorissões do lobo por um século.

“Ah, ganhei, claro! O lobão aqui pode tudo pirralhos. Ei, mais novos, sigam o exemplo do papai aqui”

“Nem vem Embry, que você só ganhou porque se transformou perto da clareira! Foi trapaça!”

“Corta essa Seth, admite que nenhum de vocês é páreo pra mim! Ninguém me põe no chinelo caras, quero dizer, lobos”

“Claro que ninguém põe ele no chinelo”. Collin soltou irônico, trazendo a imagem dela discutindo com ele outra noite. Os outros que já estavam transformados soltaram risadas de lobos, gritando em seus pensamentos “Uhull, uii, paga-pau”

“Vocês não entenderam gente”, Seth começou com ares de quem ia defender Embry. Todos pararam para ouvir essa. “Ser posto no chinelo pela loba patroa é outra coisa, principalmente se ela correr muito mais que ele”. Pronto, com essa a algazarra estava feita. O pensamento dos lobos virou uma gritaria, todos tiravam sarro de Embry. Não perceberam que outro pensamento se juntava a eles. Levaram um susto quando a voz zangada de Leah soou forte na mente deles.

“Calem a boca idiotas!…” Seth pensava se ela ainda não tinha mudado, mas quando ela continuou o pensamento...

Deixem meu Embry em paz!”, a loba pensou se aproximando do lobo que antes estava carrancudo, mas que agora se levantava quase saltitante de seu canto pra recebê-la. Vendo a loba, ele deixou escapar um de seus momentos juntos, fazendo a algazarra recomeçar.

Leah, fingindo a dureza que possuía antes de deixar se envolver em um romance novamente, deu uma patada na lateral do corpo de seu atual namorado. “Se segura Embry!”. Disse isso, mas a lembrança da ultima noite entre os dois, muito quente a propósito, também tomou conta da sua mente um instante.

Seth pôs a língua pra fora, enrugando o focinho. “Credo Leah, me poupe! Tô ficando enjoado, argh!”

“Ah… o amor é lindo”, Quil dizia em deboche. Todos seguiam o mesmo curso de provocações, Leah fingia zanga, saltando sob os lobos mais próximos. “É isso mesmo, eu mando no meu lobo”. A balbúrdia nos pensamentos continuava. Embry pensava: “Vocês estão com inveja, seus mal amados!”. Havia certa pontada de orgulho por parte do rapaz por ter conseguido driblar a durona Leah e começarem um relacionamento firme, que já tinha três anos.

“Ai que lindo Embry!” Era Paul, respondendo o ultimo pensamento do irmão.

“Basta!”

A voz dele soou forte, penetrando em cada canto da conexão mental dos lobos, fazendo todos os dezesseis da matilha sentirem a imperiosidade do som em seus músculos. O ambiente imediatamente enrijeceu, os lobos esqueceram até mesmo o porquê brincavam. Este era o efeito de quando aquela voz fria, dura e imponente falava. Tudo se tencionava!

Era o rígido e amargo Alpha que falava. Sua voz tinha a mesma característica de sua postura, a mesma austeridade que seus olhos agora tinham: impenetrável e inflexível!

Até mesmo os pensamentos os lobos aprenderam a controlar quando ele chegava! Ele não admitia brincadeiras, não admitia pensamentos impróprios, não admitia que os lobos perdessem o foco de quaisquer missões pensando em algo que não fosse suas orientações. Demonstrações de afeto, nunca! “Isso não diz respeito à matilha”, ele dizia sempre.

O Alpha queria guerreiros sob suas ordens, não irmãos. Guerreiros que fossem práticos, eficientes, sem falhar nunca. Nenhum dos lobos escapara das opressivas advertências quando cometiam algum deslize, por mínimo que fosse, nem mesmo a loba. Eles simplesmente abaixavam o focinho e escutavam, tentavam se desculpar, mas não adiantava.

“Se alguém tivesse morrido por causa da sua besteira, suas desculpas não iriam trazê-lo de volta. Você ia ser tão assassino quanto a coisa que o matou” Esse era o argumento usado sem piedade sob os que erravam.

Aqueles que um dia tinham sido próximos do Alpha Black, agora não se sentiam a vontade perto dele. Aprenderam a tratá-lo com deferência, unicamente como se trata um líder desconhecido. Nos primeiro anos que Sam passou toda a alcatéia para o comando de Jacob Black, os amigos sentiram a ausência absurda do jovem que conheciam.

Eles sabiam o motivo de ele ter se tornado o que se tornou. Mas ao mínimo sinal de pena que Black captava no pensamento dos lobos, a terra tremia com sua fúria. Certa vez ele ofendera Leah duramente, jogando todas as atitudes mesquinhas e arrogantes dela, tal como suas fragilidades, diante de todos. Depois ordenara que nenhum deles cometesse tal erro em relação a ele.

“Não me interessa o que vocês pensam de mim. Estou aqui unicamente para proteger e cuidar do nosso povo, não para ser cuidado ou compreendido!”

Por esta razão os lobos estavam, naquele instante, todos em uma fileira rígida diante do gigantesco e imponente lobo castanho-avermelhado. Apenas esperavam as instruções para as trocas de turnos para as rondas. A voz mecânica e fria começou a discursar em pensamento.

“Eu, nem o conselho, sabemos por que razão não há mais transformações de lobos há dez anos, mesmo com muitos vampiros ainda escolhendo a redondeza como área de caça. O fato é que somos poucos e nossa área de proteção é bem maior do que era há dez anos. Talvez seja pelo motivo de não termos mais vampiros acampados por aqui. Mas não importa, temos que dar conta, então os turnos serão dobrados. Principalmente em razão do grupo de malditos sanguessugas terem escapado da ultima vez”.

Ele disse isto olhando diretamente para Collin e Quil. Isto porque eles estavam perto dos vampiros e desistiram de pegá-los quando perceberam Seth precisando de ajuda no outro extremo. Os dois ficaram o resto da semana fazendo rondas sozinhos e ai deles se algo desse errado.

Nenhum pensamento ousou protestar as horas a mais de ronda. Apenas escutavam. O líder passou a dividir os horários, sem consultar a disponibilidade de ninguém pra isto, apenas distribuía as horas do dia, revezadas durante a semana. Embry, ao perceber que ficara com doze horas nos domingos, caindo em dois grupos seguidos neste dia, nenhum com Leah, deixou vazar uma certa impaciência/insulto para o Alpha de seus pensamentos.

Jacob, em sua perspicácia, não deixou escapar, virando-se imediatamente para Embry. O grupo enrijeceu ainda mais. Leah temeu sob o que viria sob seu amado.

Embry ficou estático. O enorme lobo Alpha encostou o focinho a centímetros dele. A altura absurdamente diferente entre líder e liderado.

“Então você não gostou da escala Embry?…” Embry não respondeu, seria pior. “Já que é assim vamos mudar. Para o nosso amigo ficar mais a vontade pra namorar, não é mesmo?”

A matilha inteira suspendeu a respiração diante da frase cheia de sarcasmo de Jacob.

“Você troca com Brad e Paul, fica na segunda e na terça de dia.”

Embry arregalou os olhos. “Jacob, mas eu trabalho de dia, eu não posso faltar duas vezes por semana. Vou perder o emprego que eu demorei anos pra conseguir subir de cargo.”

“É mesmo Embry? Eu sabia disso. Mas pensei que você preferisse o seu namoro do que um emprego valioso. Não é o amor que vale mais Embry?” Havia mais uma tonelada de sarcasmo nesta frase. “Aprenda a fazer escolhas certas. Se não queria, pensasse assim antes. Agora você vai fazer as rondas nestes dias!”

Era o fim da discussão. A ordem Alpha soou mais dominadora do que jamais soou entre os lobos de todas as gerações. Toda a matilha sentia o peso dela pela ligação mental.

Porém, assim que o Alpha se tornou humano novamente, Leah deixou toda sua raiva fluir em seus pensamentos. Mordeu o tronco de uma arvore para não uivar alto demais e Jacob escutar.

Isso não ficaria assim! Há dez anos todos eles o suportavam sem nada dizer. Mas era hora de Jacob Black escutar umas verdades e ela ia dizer. Ele podia matá-la, mas ela ia dizer.

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Não era só com a matilha que Jacob Black passou a se tão rígido, tão nefasto. Durante meses a irmã Rachel, chorou por seu irmãosinho ter congelado por dentro. O desespero se tornou ainda mais sólido quando ele, a escutando chorar mais uma vez durante a noite – por ele ter chegado e não dirigido um olhar ou palavra a ela, o pai e a Paul – entrou bruscamente no quarto da irmã. Com dureza, mas sem machucá-la, pegou o rosto molhado de lágrimas com uma das mãos, o erguendo em sua direção. Ela estremeceu ao encontar o olhar de pedra.

_ Não vale a pena chorar por ninguém, Rachel! Você não me faz sentir melhor com essa porcaria de barulho toda a noite. Ao contrário, só deixa um inferno ainda maior. Por isso irmãzinha, pra que eu continue gostando de você, pare com isto! Eu não preciso disto, estou bem assim. Sem ilusão alguma. Eu sou agora o que as pessoas seriam se não fossem burras o suficiente pra acreditar em contos de fadas!

Billy se arrastou para o quarto dela assim que Jacob saiu da casa com fúria, deixando Rachel com o corpo convulsionando de tantas suluços. O pai jogou-se sobre ela, caindo da cadeira de rodas, se entregando também ao pranto por sentir que o coração de seu filho se perdera. Ele perdera o amor.

Depois disto, Jacob deixou a pequena casa vermelha, partindo para estudar em Seatlle, morando em um apartamento por lá. Vinha a La Push somente para cumprir as obrigações com a matilha. Se formou em um curso de Engenharia Mecanica Automotiva. Sua eficiencia prática resultou em um cargo de liderança em uma fábrica de veículos de Seatlle, onde atuava na área de projeto e fabricação dos carros de linha esportiva.

Seu Rabbit foi substituido por um SLS AMG prata . Voltou a morar em La Push, somente quando Sam lhe dera a liderança da matilha. Construiu uma casa pequena, mas moderna, em um local afastado da reserva. Pagava uma senhora que não via para cuidar dos afazeres domésticos. Ela só ia a casa quando ele não estava. Visitava a família sempre muito cordial, sem muitas conversas.

Quando não estava no trabalho ou com a matilha, saia pela noite de Seatlle, fazendo um outro tipo de caça. Simplesmente, como uma fera que precisava saciar suas necessidades, ele se sentava em sua imponencia nos bares das boates e esperava. Não demorava elas se aproximavam, se oferecendo. Ele não precisava ser um gentleman, fazer cantadas, elas simplesmente não recusavam quando ele lhe passava os braços pela cintura, levando-as para algumas horas do que para elas era um sonho sublime de prazer, já para ele, pura necessidade física.

Ele as escolhia como a um produto na prateleira de supermercado. Se satisfazia, deixava-as sempre desfalecidas na cama de um motel luxuoso e partia. Deixava dinheiro e a conta paga, só. Sem nome e sem nenhuma palavra desnecessária.

Aquela era uma das noites que ele simplemente tinha que se destrair. Depois do encontro com a matilha, fora direto para sua casa arrumar-se para visitar uma boate nova em Seatlle. Banhou-se demoradamente na água fria, ocasionando em um proposital choque térmico com a sua pele. Vistiu um jeans escuro, camisa branca e blazer preto.

A firmeza de seus passos davam a ele um andar elegante e majestoso. Chamou a atenção logo que entrou no ambiente com luzes efêmeras. Não foi a pista de dança, olhou em direção ao bar. Era ali que as mais interessantes, mas também as mais bebadas costumavam ficar. De longe avistou uma ruiva. Era alta, tinha curvas acentuadas, estava sentada ereta, observando o lugar. Seria ela.

Sentou-se ao lado, mas não desviou o olhar em direção a moça em nenhum momento. Pediu ao garçom àgua com gás e limão.

_ Interasseante. Você não tem cara de que vem a um bar somente para beber água. – Era ela que já buscava a atenção do rapaz. Ele não lhe respondeu, apenas direcionou um olhar penetrante a ela, da cabeça aos pés.

A moça se sentiu despida, amoleceu imediatamente. Tentou fazer a melhor cara de sedutora que podia, lançando um sorriso ao homem gostosamente sério e misterioso a sua frente.

_ Não gosta de falar?

Ele suspirou fundo – Não, não gosto de falar, é perder tempo. Sei o que quero e sei o que você quer agora, então porque enrolar?

A voz rouca e baixa fez a moça estremecer, ainda mais porque ele lhe disse essas palavras se aproximando de seu ouvido para que ela pudesse ouvi-lo sob o barulho da música. Assim que ele ouviu o coração da ruiva disparar a beijou, agarrando-lhe a nuca, apertando-lhe a cintura. Quando ele a soltou do beijo, ela não perguntou onde ele a levava, entrou no carro prata sem estranhar, apenas com a ansiedade a pulsar-lhe o ventre cada vez que ele a olhava.

Ele sentiu amargor assim que saiu da mulher, momentos mais tarde. Ela sorria, cansada, após ter gritado feito uma louca sob ele. Ele não lhe dera oportunidade de falar. Assim que chegaram ao quarto de hotel, ele tirara as roupas dela habilidosamente, deixando-a ainda se divertir tirando a roupa dele. Mas agora tinha acabado. Ele estava com o corpo satisfeito, mas procurava não prestar a atenção no vazio que sentia no peito.

Ele se jogara ao lado da mulher desconhecida na cama, sentiu irritação assim que ela veio envolver-lhe com os braços, espalhando os cabelos ruivos em seu peito. Esperou ela dormir, tirou-a de cima de si, tomou um banho e se foi. Nem melhor e nem pior do que esteve antes, apenas com as necessidades masculinas satisfeitas.

Mas antes que pudesse entrar na garagem de sua casa, avistou Leah sentada em uma das cadeiras de seu charmoso deque de madeira. Ela estava séria, com aparência cansada, certamente esperando por ele a muito tempo. Ele jogou a cabeça para traz no banco do carro, bufando. As conversas com Leah nunca eram boas. Alías, para ele, conversas não eram boas.

Ele guardou o luxuoso carro, andando lentamente em direção a casa. Passou pela moça olhando-a, mas sem nada dizer ou questionar. Entrou na casa deixando a porta aberta. Leah revirou os olhos. Aquele era o jeito do, como apelidara secratamente Quil, Lobo Dark permitir a entrada dela em seu recanto.

_ Bom dia pra você também Jacob!

_ Você está tendo um bom dia Leah? Bom pra você!

_ Bom, não sei se o seu dia vai ser bom, mas a noite deve ter sido, não? Estou aqui te esperando faz horas!!

_ Fosse pra casa e voltasse depois.

_ Não, eu não posso adiar mais Jacob.

_ Acaso veio pedir clemência ao seu namorado? – Ele lhe olhou com sobrancelhas erguidas – Ora Leah, poupe-se!

_ Vim sim! Vim pedir porque alguem tem que se importar com os outros aqui, não é verdade? Vim pedir porque tanto como você, eu sei o quanto Embry lutou pra entar naquela empresa multinacional Jacob, e depois de entrar lá, o quanto se esforçou para conseguir o cargo de gerente financeiro! Você sabe que ele nunca levou algo tão a sério e agora, por birra egoísta você simplesmente acaba com tudo com uma porcaria de ordem?

Sim, aquele era o jeito Leah de ser. Ela esbravejava cada vez mais irada ao ver a expressão inalterável e inflexivel de Jacob a sua frente. Terminou arfante, encarando o olhar frio dele. Mas ele simplesmente aplaudira sarcársticamente o discurso.

_ Uauu! Bela defesa. Só tenho uma pergunta: você acha que ele te defenderia assim?

_ As pessoas que gostam fazem isso Black! – Ela respondeu raivosa, a voz mais grave que o normal.

Jacob virou-se para ela imediatamente e começou a rir, a gargalhar na cara da moça.

_ Ora, ora, ora! Esta é a Leah? Acreditando em romance? Agindo por amor? Deixe de ser imbecil! E não, eu não vou voltar atrás. Embry não escolheu você Leah? Ótima escolha. Vocês não são os que acreditam que pelo o amor vale tudo? Então eu lhes dei o mais importante. Agora se ele não pensa assim, só poderá pensar mais no que escolher das próximas vezes. Agora você pode ir com sua resposta Leazinha apaixonadinha e me daixar em paz! A propósito, você era menos boba antes!

_ Eu posso ter sido o que fui Jacob, posso ter ficado um bom tempo amargurada, mas nunca perdi a alma, nunca me tornei tão despresível quanto você Jacob. Se eu fui assim, que Deus me perdoe por amor, por que é horrível! Caso não saiba Black, você espalha o teu amargor por onde passa, deixa um rastro de tristeza e ódio com quem se envolve!

_ Você se acha mesmo tão diferente de mim loba? Ora! Você destilava veneno! Agora caiu na armadilha dos toscos de novo e fica aí, se fazendo de boa samaritana! Querendo me dar lição de moral. Francamente!

_ Armadilha dos toscos? Toscos são os que não vivem o amor Jacob, toscos são os que preferem o mundo de escuridão e tristeza, tocos como você e não como nós! Você tem noção do que você fez com sua família? Você já olhou a tristeza nos olhos do seu pai e da sua irmã?

_ Ha! Olha só quem fala. Não seja hipócrita Leah e cala a boca! Chega, você está me irritando!

Jacob já tinha uma fera revolta dentro de si, prestes a explodir. Gritava junto com Leah. O que ela estava pensando? Quem era ela pra lhe dar lição de moral agora?

_ Seco! Você secou por dentro Jacob. Ninguém de nós reconhece aquele que um dia amamos, que um dia admiramos.

_ Admirar? Eu não preciso da merda de admiração de vocês! Eu não preciso de nenhum de vocês! Deus esta mulher está enlouquecendo! Me deixa em paz Leah, ME DEI-XA EM PAZ!

Ele já não estava suportando aquilo. Todos sempre tiveram medo de vir lhe dar puxões de orelha ou reinvindicar o antigo Jacob!

_ E o que você vai fazer sem nós, hein idiota? Morrer como um abutre solitário? Cheirando a podridão? Que vida é essa que você escolheu hein? Egoísta, você nunca foi egoísta Jacob! Agora você simplesmente só tem preocupação em fugir de sua desilusão amorosa, com uma montanha de frieza no lugar do coração, esmagando quem se aproxima?

Ódio! A raiva já fazia sua fera reinvindicar seu lugar, o corpo dele tremia desejoso de uma transformação para que não pensasse racionalmente. Ele não queria, não suportaria reviver o que enterrara em seu peito. Ele tinha ódio da loba que tentava desencavar sua dor. Sim, ele fugia desesperadamente daquela dor.

_ Que eu morresse então! Não faria a minima diferença, por que isto aqui já é um inferno!

_ Covarde! Você finge dureza e brusquidão, mas não passa de um covarde fraco! Você não enxerga que não vale a pena? Que você tem quem lhe ama de verdade, que você poderia amar de novo se se permitisse?

Ele agarrou os cabelos, chutou a primeira coisa que vira, um belo vaso que ficava em um canto da sala. O objeto voou longe, se espatifando na parede. Ele se aproximou perigosamente de Leah, tremendo, seus olhos tingidos de vermelho. Ela teria ficado assustada, se também não estivesse tão exaltada em seu desabafo, se também não lutasse para conter a tranformação.

_ Quem é você pra me cobrar isso? – ele disse a ela com voz arrastada, mais parecendo um rosnado. – Você não tem este direito, ninguém tem!

_ Tenho sim, se há alguém que sabe o que está dizendo sou eu Jacob! Eu sei porque eu já vivi esta dor! Preste atenção seu retardado, que eu só estou querendo dizer que sim, que vale a pena amar Jacob, mas não desta forma que você ama!

Ele riu, um riso de loucura, nervoso.

_ Eu amar? De que jeito? – Leah via a racionalidade dele falhar. Ela estava conseguindo, estava fazendo o muro de predra começar a ruir.

_ Amar sim Jacob! Você a acusava de ter um amor egoísta, mas você está fazendo do mesmo jeito que ela. Você está destruindo tudo ao seu redor se agarrando a este espectro de sentimento, a esta maldição!!

Agora Jacob parecia mais um louco do que uma fera. Ele não queria ouvir aquilo! Ele não era a mesma coisa que aquela maldita, aquela que não suportava nem lembrar o nome.

_ NÃO! – Foi o grito desesperado dele. Porque Leah fazia isso com ele agora? – Eu a odeio, ela não é mais nada! Cala a boca Leah, cale a boca, você não sabe o que diz!

_ Ama sim Jacob, seu idiota! Idiota, mil vezes idiota! Como você pode escolher ela? Como você escolhe se sepultar por ela?

_ CALA A BOCA!!!

_ Acorde Jacob! Livre-se desta mladição, deixe esta obssessão! Ela te envenenou, maldita! Aliás eu não sou como você. Nunca, nunca fui entendeu? Eu amei de verdade Sam, amei sim! Sofri por amor e já não tenho vergonha de admitir. Mas você? Você nunca amou Jake! O que você teve foi uma obssessão, uma obssessão idiota pela maldita Bella Sw…

Leah foi pega de surpresa pelos golpes violentos, sua cabeça bateu na parede fazendo esta rachar. Ela colocou suas mão trêmulas na boca, agora não a efeito de uma tranformação contida, e sim, em consequência de seu espanto.

O homem que estava a frente da loba, agora era uma mistura de louco com fera acuada. Puxava com força seus cabelos curtos, ensandecido, lutando arduamente contra si mesmo, lutando para que aquela cena fosse mentira. Havia um redemoinho dentro dele. O homem de ferro fora pela primeira vez, em dez anos, abalado. Não suportou ouvir aquilo, seu sangue se tronou lava de um vulcão quando Leah falou sobre sua obssessão, quando lhe jogou o nome de Bella como brasa insandescente na face.

Ele não controlou sua racionalidade, o homem frio, ríspido, não podia permitir que desvendassem sua fraqueza. Queria eliminar quem se atrevia. As mãos deste homem foram as que agarraram Leah em furor. Aquelas mãos foram as que desferiram duas espalmadas absurdamente fortes no rosto dela, uma de cada lado, tendo a última a jogado metros adiante, na parede do outro extremo da sala.

Naquele momento, um grito fraco, como um eco de algo antigo, retumbou dentro dele. Um grito de alguém que queria se prostar ajoelhado diante de Leah e pedir perdão. Mas era algo fraco, os anos de dureza naquele coração formaram uma imensidão de rocha bruta. A coisa pequena que provocava aquele redemoinho não tinha forças ainda para vencer.

Ele não queria olha-lá, não queria sentir o cheiro do sangue dela que infestava a suas narinas. Mas não teve como fugir daquela visão. Seus olhos foram em direção a mulher encolhida como uma frágil humana no canto da sala. Ela virou o rosto pra ele. Ele não suportou vê-la, seu corpo começou a tremer mais. Havia muito sangue no rosto dela, feridas que logo cicatrizariam, mas que sangrariam por muito tempo ainda no coração da mulher. Ele não tinha pensado em sua força, se ela fosse só humana ele teria estraçalhado seu crânio.

Ah! como era insurpotável ver as lágrimas dela se misturarem a seu sangue. Ela, em tamanho estarrecimento, nem se quer se defendera, nem sequer desviou dele. Porque? Porque aquela idiota não tinha se transformado? Por que ela não fizera isto e o atacara tembém? Como feras eles não tinham que lidar com coisas e sentimentos humanos, eles podiam se atacar.

Ela olhou pra ele, balançando a cabeça levemente de um lado a outro, as lágrimas caiam silenciosas, parecendo ainda mais sofridas por virem dela, de Leah, uma mulher tão forte, tão resistente a dor.

_ Ah Jake. Jake não morra, volta! Volta com teu riso, não faz isso, não fique assim! – Ela dizia isto procurando por outro alguem nos negros olhos pertubados. Sua voz estava em um sussurro tão cálido, tão terno e triste, como ele jamais ouvira dela. – Eu não te disse antes, mas agora eu digo: eu te amo amigo, volta, nós ainda te amamos... ainda sim… ainda amamos … volta…

A moça ficou sussurrando atordoada, mas ele não suportava mais ouvir. Saiu da casa com o corpo em espasmos de tremores violentos, o humano já deixava a fera tomar conta. Ele explodiu inconsciente do ato em si, logo suas patas se punham umas a frente das outra velozmente, saltando, fugindo do humano, fugindo de tudo. Fugindo como fizera há muitos anos, quando ainda era menino, quando não soube lidar com a intensidade de seus sentimentos.

Os outros lobos que estavam em ronda se assustaram, mas antes que exclamassem qualquer coisa, a ordem veio conturbada, mas definitiva: “ Não me ouçam, não me sigam”.

Impressionante como aquilo funcionara da forma como funcionara! Jacob sempre tivera um poder em suas ordens como jamais se ouvira nas lendas. A ordem “não me ouçam”, fez, pela primeira vez, os lobos perderem o contato mental com seu Alpha.

Ele então continuou correndo pelas florestas de Washington durante muito tempo em sua fuga desesperada. Em círculos talvez, nem seus sentidos lupinos o guiavam corretamente.

Era uma fuga como a da bela morena que corria em velocidade absurda pela mata, não muito longe de onde ele estava. Mas ela fugia por outro motivo. Corria também desesperada, com o coração descompassado, porque estava sendo perseguida. Eles eram muitos! Ela tentava ao maximo suprimir seu cheiro que estava funcionando como uma radar para as criaturas. Ela estava a frente de todos eles, mas precisava despistá-los. Ela não poderia lutar agora, seria pega!

Sem parar de correr, ela agarrou o potente isqueiro que tinha no bolso da calça e segurou com mais força o cantil, que ao invés de água, tinha combustível.

Se ela não conseguisse escapar, eles não ficariam com ela. O fogo em seu próprio corpo iria afastá-los. Ela seria rápida o suficiente pra isto…

Notas finais
Eu já escrevi este capítulo faz tanto tempo, que eu nem me lembrava da emoção que senti ao redigi-lo! Mas o fato é que a dor do Jake, sempre é péssima de sentir. Como vcs puderam perceber, ele se entregou a amargura, se tornou um homem BAD! Chegou ao CÚMULO de bater na Leah!
Masssssssss.... pra tudo na vida há um remédio... ou não?
Vai ser difícil neste caso, mas no próximo capítulo teremos um encontrooo... bombastico!
Ah! Gostaria de agradecer imensamente todos os comentários!!! Eu amooooo elesss! Minha paixão! Entonces me deixem felizes e comentem este tbm hã? (não me importo de ler TUDO, caso seja grande! hahaha)
E obrigada mesmo as "favoritadas" e as recomentações da minha musa Binhablack e Deinha!!!! Muito obrigada pelas palavras amoras! Bjo pra vcs!