Notas iniciais
N/A: Opa!!! Mais um capítulo! Aproveitando minhas férias, pq dpois tudo complica.
Rafaellaaaaaa e Maryyyyy!!! MUITO OBRIGADA PELAS RECOMENDAÇÕES!!! Fiquei imensamente emocionada!
E estou adorando os reviews, por enquanto não tenho muitas, muitas leitoras aqui, mas as que estão acompanhando estão sendo fiés! Obrigada flores!
Hummmm e agora....
Tem um copo de água aí? Aconselho que tenha .... hehe 66'

“Foste o beijo melhor da minha vida,

Ou talvez o pior... Glória e tormento,

Contigo à luz subi do firmamento,

Contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:

Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento…

…beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,

Batismo e extrema-unção, naquele instante

Por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,

Beijo divino! E anseio delirante,

Na perpétua saudade de um minuto…”

Olavo Bilac


Volterra, Toscana, Itália.

Heidi parecia um espectro pelos corredores subterrâneos de Volterra, tão veloz estava. Corria rumo ao grande salão onde os líderes Volturi lhe esperavam, mais especificamente Aro, o mais influente dos três vampiros reais.

_ Calma Heidi, porque a pressa? Você não parece ter conseguido muita coisa com sua arriscada tentativa de agradar Aro, não é mesmo? Onde está Felix? – Demetri a interceptou a poucos metros de seu destino final, fazendo a bela vampira loira rosnar irritada.

_ Eu não devo explicações a você Demetri! Agora saia da minha frente antes que eu passe por cima! – Sim, ela havia falhado. Seu intuito era ter trazido pelo menos um daqueles cães para seus mestres. Mas não havia conseguido isto e ainda por cima, Félix, seu amante remoto, foi morto. Cachorros infelizes!

_ Ouw! Parece que não foi bom mesmo. Ei! – Demetri riu assim que a vampira passou por ele empurrando, com uma cara nada boa. Ela quis ser a heroína para Aro e Caius e voltara de mãos abanando. Bom, muito bom, Demetri odiava a prepotência de Heidi, odiava ela ter escolhido Félix para se deleitar sexualmente e não ele!

O salão circular estava mais cheio do que ela gostaria que estivesse, grande parte da guarda estava lá. Depois do ataque aos Cullens, há quase dez anos, Volterra caiu em sua eterna rotina monótona. Ao menos no quesito “atividade da guarda”.

_ Heidi voltou mestre – Jane disse com seu sarcasmo pungente – e sem caça! – Heidi olhou para a arrogante vampirinha loura, que se colocava em um posto muito invejado por ela: a preferida de Aro.

_ Heidi, minha querida, por onde você esteve? – Aro se virou para ela com sua peculiar polidez, seus olhos vermelhos carregavam um misto de serenidade e loucura velada. Sua postura, tranqüila e inalterável. Os cabelos negros estavam atrás de suas orelhas brancas, revestidas por sua pele alva com aparência tão frágil.

Aro bem sabia onde Heidi se metera naquela última semana, ela foi a tola a pegar sua isca. Ele sabia que ela era louca por lhe agradar, por tomar o posto de preterida de Jane e por isto foi a que rumou para fazer o seu almejado teste: descobrir mais sobre as fascinantes criaturas que ele conheceu na mente de Edward. Ah, criaturas tão únicas...

_ Acaso sabe onde está Felix querida? – Aro murmurou, se levantando de sua cadeira no centro do salão. Heidi abaixou a cabeça, dizendo em um murmúrio baixo demais:

_ Félix está morto mestre.

_ Como Heidi? – Aro ainda mantia a voz macia e baixa. Mas Heidi não lhe respondeu, não suportaria que todos ouvissem sobre sua missão fracassada em Washington. Ela preferia que somente Aro soubesse, ao menos naquele momento. Assim, como resposta a pergunta de seu mestre, ela elevou sua mão esquerda na direção dele.

Aro sorriu se aproximando pacientemente da vampira. Se encaminhou rumo a mão de Heidi curvando a cabeça e alargando o sorriso, olhando nos olhos enegrecidos dela. Sem mais tardar agarrou a mão dela em um movimento veloz e fechou os olhos diante do turbilhão de imagens e pensamentos estranhos que lhe invadiam a mente. Selecionou exatamente os que queria.

As invejas de Heidi para com Jane, a forma como a vampira usava seu corpo para manipular Félix, as brigas dela com Demetri, as brincadeiras que ela fazia com humanos antes de se alimentar: isto não interessava. Não interessava nem mesmo o fato de Heidi ter jogado Félix, um dos seus mais habilidosos lutadores da guarda, como distração para os enormes lobos para fugir, deixando-o cercado, diante de uma morte certa, e correndo sem ao menos olhar para trás.

_ Fascinante… sim, quanta habilidade… — Os olhos de Aro demonstravam minimamente o desejo que as imagens dos ferozes e hábeis transmorfos lhe despertavam. Eles não podiam ser ignorados, simplesmente não podiam! Se Aro pudesse manipulá-los eles seriam uma importante arma… agora se eles se aliassem a outros, como já haviam feito por uma vez com os Cullens… então eles deveriam ser considerados inimigos… Ah! Mas seria uma pena ter que destruí-los, realmente uma pena!

_ Diga Aro, o que vê? – Caius estava impaciente com o irmão, não suportava seus jogos, suas diversões que só desviavam do objetivo real. Aro era mórbido, gostava de brincar, de surpreender.

_ Os lobos que Edward me mostrou irmão! Heidi nos fez o favor de conhecê-los um pouco mais…

_ Filhos da Lua? – A voz de Caius se arrastou, o brilho do ódio resplandecendo em suas leitosas órbitas vermelhas. Aquelas criaturas eram pestilentas, ele pensou ter eliminado todas, mas pelo visto haviam mais para serem destruídas.

_ Não Caius, não se tratam dos seus odiados Filhos da Lua. Como Edward e meu caro amigo Carlisle se referem a eles, são transmorfos: homens que mudam a sua forma, no caso como lobos, quando bem entendem… Parecem bem treinados Heidi, fazem os movimentos como se estivessem conectados, um completa o que o outro faz! – Aro ainda estava agarrado à mão de Heidi, feliz por ela ter explorado os lobos.

_ Sim mestre, eles parecem ser conectados, agem como uma matilha, só que menos instintivos e mais conscientes. Eles procuravam me cercar sempre.

_ Eles são conectados querida, são. Você não sabe o que Edward me mostrou, com aquele poder incrível dele, ele podia ler a mente destes lobos. As mentes deles são conectadas, eles se comunicam mesmo a distancias imensuráveis! Nunca vi algo assim! É brilhante! – Aro soltou um riso extremamente divertido, soando caricato. Alguns membros da guarda lhe acompanhou, mas Caius continuou com expressão exasperada e Marcus, era como se ali nem estivesse: continuou com sua postura pétrea como estava quando entrou naquele salão, há 15 horas.

_ Mas o cheiro deles é péssimo mestre! – Heidi disse, fazendo uma careta. Pra ela isto foi o mais difícil de suportar.

_ É mesmo querida, mas eles não são a nossa caça pra cheirar apetitosos, não é mesmo? Mas me parece que você distinguiu um cheiro particular em um dos lobos, não é Heidi? – Aro disse, finalmente se afastando de Heidi e voltando para o centro do salão.

_ Sim mestre. O maior deles, o de pêlo avermelhado. Ele tinha um cheiro ruim como o dos outros, mas quando ele se aproximou de mim na luta, eu senti outro cheiro, não era dele, com toda certeza. – Os olhos de Heidi ficaram ainda mais negros com a lembrança, ela não se alimentava há dias, qualquer mínima lembrança de um alimento, sua garganta queimava.

_ Como assim? De que cheiro se trata? – Caius perguntou impaciente.

_ Era um cheiro humano, de sangue humano, mas era diferente… estava muito fraco, eu quase nem senti porque o maldito cachorro fede muito. Mas o que eu pude perceber era particular demais, não tenho a certeza de que era humano, parecia, mas eu não sei… Era muito… diferente, mas parecia apetitoso…

_ Poderia ser de outra criatura? Uma criatura que eles escondem? – Aro pensou alto, também intrigado com aquele vestígio mínimo de cheiro, que só foi distinguido por Heidi em meio à fuga por que ela estava com muita sede. Só que aquilo não era o mais importante, mas os lobos eram. Aro os queria, nem que fosse pra tê-los como os humanos tem os ratos de laboratório, ele os queria.

_ É fácil descobrir isto Aro, vamos até aqueles malditos de uma vez e o pegamos. Quantos eles são? Estamos em número suficiente? – Caius dizia, já analisando os vampiros da guarda e montando estratégias, a euforia de uma caça lhe injetando veneno na boca.

_ Se acalme irmão, nós não podemos, não é prudente. Não queremos provocar a revolta de amigos, não é mesmo? – Aro disse cauteloso, tomando o cuidado para não cair na armadilha de planejar algo para conquistar os lobos.

_ O que? – Caius olhou para Aro com semblante confuso, mas foi Marcus que lhe respondeu.

_ Os Cullens. – Disse simplesmente. Embora não parecesse, ele estava mais inteirado na conversa que o próprio Caius. Este bufou, ele sabia que deveriam deixar a poeira baixar com os malditos vampiros protetores de humanos, depois do motim que provocaram pra defender sua cria bizarra. Aliás, os Cullens sempre se colocavam a favor do que era contrário a natureza vampírica.

_ Eu não acredito nisto! – Caius respondeu, irritado. – E o que agente vai fazer?

_ Calma irmão, calma. A nossa eternidade é longa e além do mais, os lobos não duram tão pouco… Com vampiros por perto, eles continuarão a existir. É uma pena os Cullens terem se afastado daquelas criaturas. A matilha poderia estar maior. Mas não importa, porque infelizmente existem muitos vampiros no mundo e haverá aqueles que passarão por eles e eles continuarão existindo enquanto isto acontecer. Ao menos assim pensa Edward. – Aro falava com olhos distantes, revendo em sua mente as imagens dos lobos que Heidi lhe mostrou. Ele olhou para guarda ao mencionar o fato de que outros vampiros passariam pelos lobos.

_ Enquanto isto esperaremos? – Caius ainda estava impaciente, por mais que lhe dissessem que os malditos lobos não eram Filhos da Lua, ele criou pelas criaturas o mesmo asco que tinha por aquela outra raça.

_ Esperar o que irmão? Não iremos nos por contra os protegidos no nosso caro clã Cullen, é claro. – Jane abriu um sorriso mórbido diante das palavras de Aro. Este se virou para Heidi. – Mas eu realmente lhe agradeço Heidi, por este… presentinho curioso que me deu. – Heidi sorriu presunçosa, fazendo questão de olhar o cenho franzido de Jane. – Pena que perdemos Félix, ele era tão bom… é, mas não foi bom o suficiente pra passar pelos lobos não é? Mas querida, seus olhos estão muito escuros, por que deixou sua sede chegar tão longe? Poderia ter se alimentado antes de voltar para Volterra. Se divertir com suas caças como você gosta antes de voltar para cá, você merece não é mesmo? – Aro sorriu insinuante com aquelas palavras.

Heidi se divertia com suas caças deixando elas sofrerem a dor da transformação, depois de terem quase todo o sangue sugado. Ela gostava dos gritos. Alguns poucos ela deixava terminar a transformação, mas a maioria ela matava antes disso. Era divertido vê-los gritar e se contorcer, a excitava. Mas Aro não jogou aquelas palavras relapsamente. Ao dar a informação sutil de que os lobos se multiplicavam e permaneciam vivos com vampiros por perto e, logo depois, insinuar que Heidi caçasse a sua maneira, antes de sair de onde estava…

_ Não se preocupe mestre, eu conheci lugares interessantes para caçar com esta viagem. Poderia até conhecer mais de nós, alguns novos não é? – Heidi sorria, entendendo a insinuação de seu mestre.

_ Sim, uma nova geração querida Heidi, quem sabe encontramos alguns mais fortes que Félix. Alguns novos que possam passar por … hum… lobos? – Aro riu, Caius também, os olhos brilhando de excitação.

_ Terei prazer em trabalhar para encontrá-los mestre… — Heidi falou, com os olhos ficando ainda mais negros e a boca se enchendo de veneno pensando na sua “divertida procura”. E ainda se alimentaria no processo? Excelente! Mas ela não caçaria ali, em Volterra. Seria em outro lugar…

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La Push, Washington, E.U.A.

Leah havia ido embora já há umas duas horas, por volta das dez da noite. Jacob ainda não havia aparecido, mas Sarah sabia onde ele estava. Antes de ir Leah lhe deixou com uma informação que lhe intrigou e muito. Segundo a loba, naquela manhã, enquanto Sarah dormia, Jacob a deixou por um momento com Leah e fez uma reunião com a matilha. Passou uma ordem única e bem explicita: os lobos em ronda incluiriam, impreterivelmente, a casa de Jacob no perímetro de guarda, não deixando um único milímetro sem vistoria, principalmente quando Sarah estivesse em casa. Ele não explicou o motivo disto, mas pareceu impaciente e irritadiço enquanto passava a ordem sem dar maiores informações.

Leah disse aquilo com um sorriso feliz, dizendo a Sarah que ele realmente se preocupava com a esposa. Sarah franziu o cenho, não havia pensado que ele levaria a ordem de Quendra tão a sério. Naquele momento, já no adentrar da madrugada, ele estava em ronda junto com Paul e Seth. Leah lhe disse que ele fazia as rondas todos os dias durante a noite, depois de chegar de Seattle.

Sarah iria trabalhar no dia seguinte, mas não conseguia dormir, passou o dia inteiro de molho e agora, justamente à noite, a energia lhe voltou, mantendo-a acordada. Ela se levantou da cama, desistindo momentaneamente de dormir, e foi para a sacada de seu quarto. Se debruçando no parapeito, recebia o vento frio da maresia de La Push como um tranquilizante.

Ele estava lá, escondido no meio das arvores, onde um humano sem vistas apuradas não o veria. O lobo Alpha corria pela mata que contornava a casa. Sarah o viu mesmo aquela distância, fixando seus olhos nele. Ele parou e também a olhou, permanecendo assim por um tempo que não foi medido.

Ele olhava a bela mulher ao longe, debruçada na sacada, vestida em um penhoar de seda estampado em vermelho, com os longos cabelos soltos. O vento batia contra ela, ajustando a seda às formas de seu corpo, espalhando seus cabelos para trás. Ele não queria voltar pra casa agora, esperaria um pouco mais. Fechou os olhos e quebrou o contato visual, virou as costas e voltou a correr em seu perímetro ao redor da casa. Paul e Seth trocavam de posto com Jared e Jordan, um dos lobos mais jovens da matilha, que se transformou na mesma época que Collin e Brad.

Sarah voltou para a cama, fechando sua janela. Ela demorou a se tranqüilizar ao ponto de ficar sonolenta, a casa estava absurdamente silenciosa. Ela sempre morou sozinha, mas naquele momento, não gostava do silêncio e do vazio da imensa residência. Fechou os olhos, respirando calmamente, mantendo seus batimentos cardíacos tranqüilos, como ficam em estado de repouso. Era uma espécie de meditação que ela fazia, mas que parecia um sono profundo. Se ela não conseguisse dormir ao menos relaxaria o corpo, foi um truque muito útil ensinado por Koraíny a ela, quando ainda estava no seu “treinamento” com os elfos.

Mas, embora parecesse que estivesse dormindo, Sarah estava acordada às três horas da manhã, quando Jacob entrou silencioso na casa. Ela continuou imóvel na cama enquanto ouvia os passos dele subindo os degraus, entrando no corredor do segundo andar e parando na porta… na porta do quarto dela! Sarah estranhou, mas decidiu não dar sinal de que estava acordada, ele com certeza iria embora, rumo ao seu próprio quarto. Mas ela acabou tendo que se concentrar absurdamente para que seu coração não acelerasse quando ele mexeu delicadamente no trinco da porta.

Ele entrou no quarto, andando devagar, parou em frente à cama de Sarah, observando a sua expressão serena e saudável, sem dor e nem delírios. Tão diferente do que ela estava na noite anterior, tão serena e bela. Os cabelos espalhados pelo travesseiro, o lençol branco lhe cobrindo da cintura para baixo, o penhoar de seda aberto, uma camisola preta por baixo. Ele fechou os olhos e respirou fundo, ela parecia bem e… sem controlar, ele saiu de sua postura rígida e deu um passo em direção a cama.

Sarah não pode mais se conter, sua respiração e coração deram um solavanco, ela abriu os olhos de repente, dando de cara com um Jacob estático a uma curta distância. Ele cruzou os braços, enrijeceu sua expressão e continuou a encará-la. Ela fixou seus olhos nos dele, duvidosos e receosos… ela deveria dizer algo naquele momento, mas assim como ele, não conseguia.

O cheiro dele estava no quarto, ele parecia ter transpirado um pouco, deixando seu odor mais forte. Não vestia camisa, só uma calça jeans escura. Os olhos de Sarah, desobedientes e insensatos, foram passear pelo peitoral moreno… um, dois, três, quatro gominhos de músculos rígidos na barriga definida. Músculos que também formavam um “V” perturbador que se perdia no cós da calça, assim como um rastro de pelos que descia de seu umbigo… parecia um caminho…

Sarah desviou os olhos, focando novamente no rosto de Jacob. Ele tinha uma sobrancelha arqueada, um olhar indagante. Ela engoliu em seco e, finalmente, depois do que poderia ser minutos ou segundos, falou algo, sua voz mais baixa do que planejava.

_ O que você faz aqui? – Ela falou devagar, ainda deitada do mesmo jeito de quando Jacob abriu a porta. Seu olhar para o índio vacilou, ela deixou transparecer algo como medo. A lembrança do pesadelo lhe vinha à mente. Seria mais um? Ela estaria sonhando novamente?

_ Só queria conferir se você realmente deixou de delirar. – A voz dele também estava baixa, os olhos insondáveis fixos nela. Aquilo era desconcertante!

_ Eu estou… bem… — A respiração dela começou a ficar mais pesada, fazendo seus seios subirem e descerem em um ritmo nervoso. O coração dela acelerou assim que percebeu Jacob abaixar os olhos para seu colo. Ela deveria parar com aquilo, ela tinha que controlar sua respiração! Mas ele sorriu com seu jeito irônico e prepotente.

_ Nervosa com algo? Está realmente bem?

_ Por que se importa? – Atacar era a melhor forma, mas a sua voz ainda estava falha. Por quê? Ora bolas, ela não sabia! Mas Jacob amargou o olhar novamente.

_ É, por que me importo? – Ele repetiu a pergunta se questionando. Voltou a olhar para ela, e por que diabos ela tinha que ser tão linda? O corpo coberto pelas sedas das roupas de noite, ah!… ele se lembrava muito bem de como era aquele corpo… ele a teve tão… Por que ele pensava isto? Por que ele deu outro passo em direção a cama?

A pele dele era quente, fervia como brasa. O cheiro dele era tão poderoso para ela quanto o dela era para ele. Ela sentia aquilo tão bem e eles estavam a pouco mais de um metro de distância. Ambos sentiam as reações incontroláveis de seus corpos, seus pelos se eriçando, como se um imã os puxassem: os dela iam em direção a ele e os dele em direção a ela. Porque eles tinham a impressão de que deveriam dizer algo? Jacob sentiu que precisava de uma explicação para ter ido até ali, uma explicação por ainda estar ali, mas não encontrava.

A respiração dele passou a acompanhar o ritmo da dela, forte, ambos os peitos subiam e desciam exageradamente, um tremor os convulsionando por dentro, era até dolorido. E a força puxando e puxando, imperiosa… ele deu outro passo…

_ Você pode ir para o seu quarto Jacob, eu estou bem. – Ela fechou os olhos para dizer aquilo, se sentando na cama, agarrando o seu penhoar e fechando-o. – Você não deveria estar aqui!

_ Não, eu não deveria estar aqui… eu só queria conferir, já disse!

_ Sim… — Ela disse abrindo os olhos devagar e eles também ferviam, ela respirava com os lábios abertos. Ele se lembrou do gosto que ela tinha, o gosto da boca dela… mas não! Ele prometeu que nunca mais faria aquilo! Idiota! Ele prometeu que não pensaria mais naquilo. Mas ele não podia negar a vontade que lhe agarrava a razão, a vontade que tinha dela…

_ Eu vou então… boa noite.

_ Boa noite – Ele ia embora mesmo? Sarah precipitou o corpo pra frente, um movimento mínimo e involuntário, mas pereceu um convite. Jacob desviou do seu caminho da porta e em dois passos ficou ao lado da cama. Rápido demais.

_ O que quer Jacob? – Ela dizia confusa, não reconhecendo os sentimentos que lhe possuíam naquele momento. Ela queria desesperadamente que ele fosse embora, mas por que ela não o expulsava do quarto a pontapés? Por que ela ficava parada, com a pele tremendo, o peito se contorcendo e o sangue fervendo?

“Saia, fuja Jacob, de meia volta e saia deste maldito quarto! Ela está bem e segura, era só isto que você queria ver, só isto!” Ele começou a pensar, tentando se convencer do que para ele era o certo. Mas o errado era mais forte sobre ele, o fazendo inclinar o corpo em direção a cama.

_ O que você está … fazendo? – A voz dela começou a ficar esganiçada…

_ Eu não sei Sarah! Diabos, eu NÃO SEI O QUE ESTOU FAZENDO! – Ele não falou, ele rugiu pra ela. Ela se encolheu, sentindo com precisão cada um de seus poros se agitar. Naquele momento ela viu nos olhos dele a desistência. Ele havia desistido de resistir. O que fazer? Tentar impedi-lo? Era tarde demais…

Ele se aproximou mais dela, engatinhando como um predador. Ela foi se afastando, devagar… um jogo perigoso, muito perigoso. Quando ela encontrou a cabeceira da cama em suas costas o corpo dele já estava muito perto, ela enxergava detalhadamente os traços do rosto dele, da boca dele. Ele continuou a ir para ela e ela não se lembrou que era rápida o suficiente para escapar do lobo. Ficou estática, encolhida entre o moreno sedutor e a cabeceira da cama.

”Você vai se arrepender Jacob Black!” alguma coisa tentou lhe avisar em sua mente, mas Black não pode ouvir. Ele chegou perto, a força do cheiro dela o sugando. Ela pôs as mãos no peito dele, tentando impedi-lo de continuar seu movimento terrivelmente lento, mas os braços dela tremiam. Quando as mãos dela tocaram o peito dele, ele sentiu algo pulsar, reclamando mais urgência. Com ela tentando impedir ele começou a fechar o curto espaço que faltava pra se encontrarem, fazendo os braços dela se encolherem aos poucos, eles sediam ao movimento do lobo.

Perto demais… ela arfava, ele queimava! Em nenhum momento os olhos deles se deixaram, dentro de cada par de íris se via uma luta entre o que pensavam ser a razão e a coisa louca e absolutamente sem sentido que estava acontecendo. O peito dele chegou à ela, impedido apenas pelas mãos tremulas de Sarah de se colarem absolutamente. Mas ele pegou as mãos dela com as suas e tirou do caminho, sem que houvesse resistência alguma.

Só se ouvia o ruído das respirações alteradas, como em um suspense angustiante, ele aproximou o rosto do dela, os lábios dela entreabriam-se, ele soltou um suspiro com movimento da boca voluptuosa. Eles já não pensavam naquele momento, a coisa pulsante e forte conseguira dominá-los. De olhos abertos, um encarando o outro, Jacob encostou seus lábios nos dela. Sarah, pela primeira vez na vida, soltou um mínimo gemido de prazer, fechando os olhos. Rendia-se.

Jacob enlouqueceu, sua força lupina e selvagem fazendo seu desejo ficar maior. Ele fechou os olhos e começou a sentir, pegou o lábio inferior dela e lambeu, sugando logo após. Sarah precipitou o corpo para frente, se encostando mais ao moreno. Ele largou as mãos dela e envolveu sua cintura com os braços, por baixo do penhoar e por cima da camisola. A língua dele começou a contornar os lábios dela, a pele dela começou a se eriçar mais, o gosto dele, tão perto, o calor da língua dele, passeando pelos lábios formigantes dela… era pouco!

Mais, eles tinham sede de mais! Ela nunca fez aquilo, mas naquele momento ela queria! Sua língua começou a se mover acanhada e encontrou a ponta da dele, ele rugiria se não estivesse preocupado em sentir aquilo.

O coração do lobo termia dentro do peito, o que aquela mulher fazia? Poderia ser um movimento simples, outras poderiam ser mais ousadas e apressadas, mas aquilo? Aquilo era insanamente bom. Porque a língua dela era suculenta demais, porque ele faria de tudo para caçá-la dentro da boca dela, para tê-la naquele momento de urgência. Mas a língua tão desejada veio de encontro à dele. Ele queria sorrir de contentamento, mas ao invés disso, entreabriu os lábios e deixou que ela brincasse com ele, que descobrisse o que quisesse. Ela faria o beijo. E ela fez!

Ela não parou assim que encontrou a língua de Jacob, passou a acariciá-la com a sua, procurando sentir todos os gostos que ele possuía. Sarah sentiu a pressão em sua cintura aumentar, as mãos dele começando a se mover por suas costas, o penhoar começava a ser uma roupa absurdamente quente! Ela começou a suar e, lentamente, seu cheiro começou a ficar mais forte.

Quantas mulheres ele teve? Vinte? Trinta? Quantas causaram nele aquela loucura? Nenhuma! Jacob também se deparava com algo absolutamente novo enquanto sentia sua língua ser sugada por Sarah, os seus lábios serem roçados pelos dentes dela. E ele começou a fazer o mesmo com ela, começou a também sugar a língua, com mais voracidade. Ambas as mãos dele saíram da cintura dela e se entranharam nos cabelos da moça. Ela se aproximou mais, coisa que ele pensou que não fosse possível. Jacob começou a sentir as mãos dela subirem por suas costas, fazendo a carne que entrava em contato com os dedos dela estremecer. Eles estavam ajoelhados na cama a esta altura, o beijo louco durava minutos e eles não separavam as bocas, apenas variavam o ritmo da dança das línguas… lenta, rápida… calma, enérgica… sutil, selvagem… louca!

O que aconteceria? A mente rodopiante de Sarah voltava ao prumo e saia rápido demais. Não havia ninguém que gritasse como Seth gritou da outra vez, eles estavam a sós, em uma casa vazia e afastada de tudo. E o que os dominava naquele momento eram as sensações tão magníficas, tão únicas e inéditas. Algo os pararia?

Jacob começou a inclinar o corpo dos dois, ainda sem romper o beijo, suas mãos passaram a apoiar as costas de Sarah enquanto eles caiam lentamente para trás. Perdida na boca de Jacob, Sarah só percebeu o movimento quando suas costas encontraram o colchão, Jacob se inclinando em cima dela. Sim, havia um fervor trêmulo entre suas pernas, mas um medo conhecido começou a sacudir seu interior. Não! Não, não e não! Aquilo não!

Ela abriu mais a boca, uma de suas mãos agarrou a nuca de Jacob a outra lhe arranhou os músculos das costas. Mais, ela queria mais da boca dele, queria se embebedar naquela umidade saborosa e quente, queria se embebedar nele para esquecer. Ele começou a responder aos movimentos ousados dela não só com a língua, dentes e lábios, mas com as mãos.

Ela havia vivido aquilo no sonho, mas não se comparava com o que ela estava sentindo naquele exato momento. As mãos dele subindo por sua coxa causavam algo inexplicável. E ele subia com a mão de homem forte e incrivelmente macia. Subia apertando a pele, apertando com vontade… E ele não largava a boca dela, ela não conseguia respirar, ela precisava de ar… ela sufocava…

Sarah se sacudiu minimamente, começou a soltar fracos gemidos suspirados por entre os lábios ardentes de Jacob e ele grunhiu com aquilo. Sua outra mão foi para a outra coxa de Sarah, passearam pra cima, no lado externo, subindo e erguendo o tecido da camisola negra.

O desejo rasgou algo dentro dela, mas aquilo libertou o seu monstro. Quando ela sentia Jacob pegar suas coxas mais firmemente, beijá-la de forma mais voraz e tentar se colocar por entre suas pernas, o seu medo se fez maior que seu desejo. Dor! A dor irrompeu no meio de suas pernas de novo, como há treze anos. O cheiro do hálito de Xavier começou a se infiltrar por entre suas narinas e o pânico lhe vinha. Ela tentou gritar, mas Jacob não percebeu que era pânico o que ela sentia e não prazer. Continuou.

O medo dela aumentou… “Você nunca vai esquecer do nosso momento juntos… nunca vai esquecer do meu corpo entrando no seu… eu te marquei… esteja eu na Terra ou no inferno você é minha…” A voz nefasta de Xavier lhe vinha clara dentro da mente. Não! Ela não suportaria aquilo, o nojo era maior, o medo de sentir tudo de novo, de reviver aquilo era maior… O gosto tão bom de Jacob começou a ficar amargo, o estomago de Sarah começou a protestar… Não, era insuportável, ela não podia…

O desespero fez as mãos dela ficarem mais firmes. Ela as colocou embaixo do peito de Jacob e empurrou, rezando pra que conseguisse fazer aquilo parar. Ela conseguiu partir o beijo…

_ Pare, pare agora… — Uma dor também feria o coração dela enquanto pedia para ele parar, enquanto era vencida pelo seu medo. Xavier ria dela, ela podia escutar ele rindo dela em sua cabeça “Minha, eternamente minha e só minha…” O monstro repetia em sua cabeça. Ela queria fazer algo que não fazia há anos: chorar.

Jacob parou ao perceber a súbita mudança de Sarah, que estava rígida, empurrando-o para longe com força. Aquela atitude foi como um tapa de consciência nele. O que ele fazia? Saltou de cima dela sentindo o peito sacudir dolorosamente, o sangue correndo em suas veias como se quisesse derretê-lo por dentro, tão quente estava.

_ Suma daquiiii! – A voz arranhada dela era dolorosa, ela apertava os olhos e se cobria com o penhoar, com o lençol, como se tentasse se esconder. Ele tinha uma faca enviesada na garganta, não conseguia responder. _Desapareça daqui!!!

Ele sentiu raiva, raiva dela e de si mesmo. Saiu apressado do quarto, abrindo a porta bruscamente e fechando com muita força, fazendo esta bater em um estrondo e o trinco de metal permanecer em sua mão em um pequeno amontoado distorcido.

Jacob jogou o maldito pedaço de metal no chão e, com o peito tremendo, se meteu em seu quarto. Sentia-se arder, seu desejo o consumia como ele pensou que não era possível. Ele deitou com tudo na cama, fazendo esta protestar, fechou os olhos e tentou conter seus tremores. Não queria explodir em lobo, pois tinha certeza que não poderia contê-lo naquele momento.

O que era aquilo? O que o fazia estar consciente da pele de Sarah em contato com suas mãos como se ainda estivesse atracado a ela? O que fazia seus lábios e boca parecerem um buraco incompleto sem a dela, sem a boca e língua dela junto a sua? Ele queria ir até o quarto novamente, satisfazer seus desejos nem que fosse a força. Ele queria se enterrar dentro de Sarah e senti-la simplesmente como um bicho, como um animal voraz. Mas não, ele não podia, ele não queria que fosse assim, não com ela… Ele não queria coisa alguma com ela, não queria!

_ Não! – Ele rugiu consigo mesmo, se levantando da cama bruscamente e rasgando sua calça por tirá-la com tanto furor.

No outro quarto, Sarah também estava em uma luta interna tão ou mais angustiante que a do lobo. Doía, era absolutamente doloroso se lembrar de seu trauma ao mesmo tempo em que sentia o desejo pulsar em seu ventre. Nojo, fogo, vontade e repugnância se misturavam caoticamente dentro dela. Ela se deixou cair na cama, rasgando o lençol que apertava e puxava, gemendo furiosa e dolorosa. Por que aquele monstro não ia embora, por que ele não foi sepultado dentro dela? Por quê?

Ela começou a sentir nojo de si mesma, por desejar, por queimar com sede de mais. Mas o que ela lembrava quando o desejo lhe vinha era de Xavier, de seu momento pavoroso, imundo. E a dor, como nunca antes, lhe chegava não só ao corpo, mas ao coração, cortando lentamente enquanto Xavier ria dentro da cabeça dela. A voz de escárnio dele possuía todo lugar de sua consciência, assim como a sensação do membro asqueroso dele a rasgando por entre as pernas. Doía, o corpo, a mente e o espírito. Ela apertou os olhos e gritou. Um grito forte, agudo e rouco. Retumbou como alguma coisa maligna dentro da casa, Jacob tampou os ouvidos. A bile subiu no estomago de Sarah, o nojo se fez maior quando ouvia o delírio conseqüente do pânico em sua mente…

“Minha, só minha…”Xavier dizia, rindo macabro. Ela correu para o banheiro, para o sanitário, e esvaziou o estômago protestante. Por que ela não esquecia nunca?

Jacob ligou o chuveiro no máximo, queria não só água fria, mas congelante em sua pele, em seu corpo. Nu, entrou no chuveiro, fazendo a água praticamente frigir com o contato férvido de sua pele. Muitos poderiam comparar o desejo de Jacob a fogo, mas fogo é o que ele sentia durante um orgasmo com qualquer mulher, qualquer uma. O que escaldava dentro de Jacob, naquele instante, só poderia ser comparado ao magma que sai das entranhas da Terra, explodindo de vulcões e consumindo tudo. Este magma derretia metais dos mais resistentes, fazia rocha ficar líquida. O desejo de Jacob era um magma escaldante.

A água escorria pelos músculos rígidos das costas do homem perturbado. Ele tinha em si mais do que desejo, tinha algo que fez uma lágrima descer rasgando pela dura face. Ela descia diante da rejeição de Sarah, por ele ter visto nojo e repugnância dentro dos ardentes olhos castanhos…

_ NÃO! _ Dessa vez foi Jacob que gritou rugindo. Ele não queria chorar, ele não chorava… por mulher alguma.

Ele colocou as mãos na parede azulejada em frente ao chuveiro, a água fria não podia esfriá-lo, mas ele permanecia lá. Com as gotas descendo por suas nádegas firmes, desenhando um caminho por entre suas coxas frondosas, indo até seus pés. Seu membro ainda ereto. A sensação do corpo dela não ia embora com a água que escorria pelo ralo. Ele precisava esquecê-la, fugir dela.

Saiu do banho, mal se secando, e vestindo qualquer roupa. Sarah, ajoelhada no banheiro de seu quarto, ouviu quando a porta da frente foi batida com força e quando o carro de Jacob partiu cantando pneus. Ela estava sozinha novamente, mas não pregaria os olhos aquela noite.

O carro de Jacob parecia um meteoro prata na estrada, voava baixo. Ele só reduziu em Port Angeles: nunca tinha ido aquele lugar, mas já tinha ouvido falar. Na cidadezinha portenha havia um lugar onde mulheres se ofereciam em troca de dinheiro. Eram chamadas de Escorts e não de prostitutas, simplesmente por fazerem o serviço para aqueles que se diziam ricos. Eram prostitutas de primeira linha.

Ele não parou o carro, só passou lento pelo bar elegante com mesas na calçada, aberto em plena madrugada tardia. Elas vestiam roupas elegantes, mas provocantes. Jacob só procurava uma, qualquer uma que tivesse a aparência e jeito completamente contrário a mulher que não saia de sua mente. Uma loira, baixa, mas com peitos exageradamente grandes e duros: não eram naturais. Ela serviria.

Jacob parou o carro perto da beirada da calçada e, com uma das mãos fez um sinal para ela, que veio de encontro a ele, se debruçando na janela.

_ Olá gostoso. – Ela disse, com uma voz que pensava ser sedutora, mas Jacob sentiu ânsia. Só que isto não o fez desistir. – São seiscentos dólares a hora. – O perfume artificial estava forte, confundindo o cheiro de humana que ela tinha que era… normal, absolutamente normal e nada atraente, mas, ainda assim, ela serviria.

_ Entra! – Ele disse seco e ríspido, sem olhá-la. A moça obedeceu de bom grado, a aparência exótica daquele homem a atraiu. Ele possuía um magnetismo único e o “perfume” dele era inacreditavelmente bom… “até que enfim um cliente gostoso. E nem reclamo do preço? Que ótimo”. Ela pensava, satisfeita.

Eles pararam em um motel elegante, Jacob pediu uma suíte em um andar vazio, pagou por todos os quartos. Pararam na garagem e Jacob não se preocupou em ser lento. Contornou o carro rapidamente abrindo a porta e puxando a Escort pelo braço rudemente. Doeu e a mulher começou a ter medo.

_ Calma gostoso, eu faço o que você pedir.

Ele não a respondeu, entrou no quarto e a jogou com tudo na cama, sem se importar com o jeito, só controlando a sua força para não feri-la. Ele se virou pra ela e, agora sim, ela se encolheu, apavorada com o olhar de fera dele. Ela sofreria com aquele lindo e perigoso cliente.

_ Dispa-se! – Ele ordenou com voz gutural, enquanto se livrava de sua camisa. A voz da loira saiu trêmula enquanto ela pedia…

_ Nós poderemos ir com mais calma querido. Também é bom, confie em mim, eu sei fazer gostoso. – Ele se aproximou rápido demais, ela gelou.

_ Não lhe dei permissão pra me chamar de querido, entendeu? Eu pago pra fazer o que eu quero e não o que você quer! Entendeu?

_ Eu não faço assim, mas eu posso te indicar outras que gostam mais desse tipo de… de sexo! – Ela falou nervosa, com medo aparente, o coração pulsante. O aperto dele em seu rosto doía demais.

Mas ele não ouviu. Agarrou a nuca dela e beijou-a forçosamente, com força e brusquidão demais. Mas aquela não era a boca que ele queria, não era o gosto que ele desejava. Ele rasgou a blusa da mulher trêmula e apertou os seios, mas aquela pele também não era macia e atraente para o lobo. A loira gemeu com o aperto dele, mas não de prazer e sim de dor. Ela chorava, o medo lhe pulsando nas veias, exalando o pavor em seu cheiro. Jacob parou abruptamente e se afastou como um raio da mulher, vendo-a se encolher na cama soluçando, não ousando olhar para ele. Ele se sentiu nojento, desprezível.

Não! Nada daquilo iria funcionar, ele não podia ser aquele monstro! Ele se encolheu, o coração sofrendo um terremoto doloroso de culpa diante do pânico da pobre prostituta à sua frente. Ele não queria aquilo, não queria agir assim. Suspirou, seu olhar de fera enfraqueceu, tornando-se sofrido. Se aproximou novamente da moça e ela se encolheu mais.

_Não! Por favor, não… — Ela disse fraca e chorosa. Jacob se sentiu ainda mais revoltado consigo mesmo. O que ele havia se tornado? A que ponto havia chego? Se aproximou dela e acariciou os cabelos loiros com cheiro de cosméticos…

_ Me desculpe… me perdoe… — Ele disse com voz rouca. Mas o corpo da moça tremia por inteiro. Ele viu as marcas de seus dedos nos braços, no rosto e seios dela. Quis se espancar, mas ao invés disso, colocou-a novamente nos braços de forma delicada. Ela suava frio.

_ Me perdoe, eu não vou fazer nada, não vou… — O que aquelas mulheres passavam? Ele sabia que a profissão rentável, não era nada glamorosa ou agradável. Aquelas mulheres passavam o inferno na Terra e, por instantes, ele quase havia se convertido em um demônio deste inferno, para fugir de si mesmo. Mas ela não tinha culpa, a Escort desconhecida não tinha culpa.

Aos poucos a mulher se convenceu que Jacob estava arrependido e seus soluços foram se acalmando. Ela dormiu encolhida nos braços dele, se sentido aquecida e protegida aos poucos. Mas quando ela acordou, ele não estava mais lá. No canto do quarto havia uma mesa com um café posto, roupas novas ao lado da cama, junto com um ramalhete de variadas flores brancas e um maço exagerado de dinheiro. Um bilhete estava amarrado às flores.

Largue esta vida e me perdoe pelo que lhe fiz passar!”

Ela sorriu com o bilhete e decidiu fugir de seu agente. O dinheiro que havia ali, duzentos mil dólares em espécie, juntado ao que ela tinha, era o suficiente para isto.



Notas finais
N/A: Bom, vcs devem estar querendo me matar agora ñ é? Provavelmente ficaram ...hã... surpresas? Com o final? Bom, o q eu posso dizer é q isto não é um conto de fadas, um trauma da magnitude da PP não some assim. Ela não venceu ele, ela fugiu dele, se escondeu das lembranças Jacob tbm está em um momento turbulento o caminho deste cap não foi meramente crueldade de uma autora. Superar não é tão fácil mas.... tem muita água pra rolar embaixo desta ponte o q será dos dois após esta noite? Não se esqueçam de Volterra bjs e mutio obrigada pelos reviews, vcs são divinas!
P.S: quem puder ou quiser me ajudar a divulgar a fic, tenho um trailer que fiz pra ela, ASSISTAM: http://www.youtube.com/watch?v=1MNjyz_KSZM