The Precious Blood

13 MAGIA DOS LOBOS


Notas iniciais
Hey, hey flores!!! Mais da fic pra vcs!! Agradeçoooo imensooooo a todas a fofuchasss que comentaram!!! Nossa, que alegria!! Obrigada Rafaella, Mary Pink, Amando, Solara, Isabella Black e Letícia Cullen!!
Bjss... ♥

“Poderá o amor ser forçado?

Poderá ele ser uma coisa imposta?

Imposta por deuses, por anjos, por magias, feitiços ou demônios?

Não! O amor vem pra quem tem de vir, não importa a forma de como vem

E nunca há uma regra… Ele não é previsível , tão pouco explicável!”

Ela se sentia extremamente confortável, estava quentinho o lugar em que ela estava deitada. Acordou, mas não queria se mover, seu corpo estava tão cansado, ela tinha uma preguiça tão gostosa de curtir, não dava vontade nem de abrir os olhos. Pegou a coisinha macia e cheirosa que tinha do lado da cabeça e apertou no meio dos braços. Cheiro bom, cheiro de sândalos e… espera: ela conhecia aquele cheiro. Lentamente ela abriu os olhos, sentindo um arrepio nas costas, uma brisa gostosa vinha da janela aberta, as cortinas também estavam abertas, era dia. Ela não estava sozinha ali, na sacada do quarto havia alguém, um cheiro de café fresco veio as suas narinas, não parecia ter muito açúcar. Uma dor na cabeça a incomodava, eram agulhadas nas têmporas.

A muito custo Sarah se levantou da cama confortável, se desenrolando dos lençóis que a envolvia, e foi caminhando silenciosa para a sacada do quarto. Ele tinha a postura rígida, estava com uma xícara de café nas mãos, vestia somente jeans e uma camiseta branca, esta era mais solta no corpo do que as que ele costumava usar, estava descalço.

_ Jacob? – Sua voz saiu falhada, fraca, do mesmo jeito que ela sentia seu corpo: mole demais. Seus movimentos estavam letárgicos. Coisa esquisita! Jacob se virou pra ela, também devagar, e a encarou com seu jeito de sempre, nenhuma diferença, aparentemente. – O que você está fazendo aqui?

Ele suspirou, levou a xícara de café a boca e depois voltou a olhar o mar, se virando de costas pra ela. _ Você não se lembra? De nada? – Ele não demonstrou o mínimo de nervosismo que sentia com a possível resposta aquela pergunta.

_ Lembrar? – Então ela começou a sair de seu estágio pós-acordar, forçando a mente a trabalhar. Sim, a noite anterior, ele vinha em direção a ela, mas ela se sentia mal, uma tontura forte, sentiu-se cambalear e ela via um… um vampiro. Arregalou os olhos levando a mão ao pescoço em um reflexo rápido. – Eu fui mordida? – Perguntou assustada.

Jacob procurou fingir confusão: — Como assim mordida? É claro que não, você só passou mal durante a noite inteira. Segundo Leah, começou quando agente saiu pra atender o chamado de Brad.

_ Passei mal? Mas não teve vampiro? Mas eu vi um, ele era… eu vi o rosto dele… — ela sussurrava confusa, Jacob percebeu de canto de olho que ela se arrepiava.

_ Não, não teve vampiro algum. O que pode ter acontecido é você ter delirado, quer dizer, é óbvio que foi isto, você delirou quase a noite inteira. – A voz de Jacob não tinha alteração alguma, era quase mecânica.

_ Delirei? Por quê?

_ Febre, você teve muita febre.

_ Mas eu nunca tive febre. Aliás, eu nunca fiquei doente.

_ Bom, parece que esta foi sua primeira vez. Mas eu não vou poder te passar um diagnóstico completo, a médica aqui é você.

Sarah levou as mãos às têmporas, massageando. Aquela maldita dor não a deixava pensar direito. Mais esta: de onde vinha aquela dor de cabeça? Ela com dor de cabeça? Mas se ela tinha ficado doente e Jacob sabia como ela passou a noite inteira e logo pela manhã estava em seu quarto, aparentemente esperando ela acordar, então…

_ Você cuidou de mim?- Ela perguntou completamente incrédula para Jacob. Ele voltou a se virar para ela, tomando novo gole de café enquanto erguia uma sobrancelha como se dissesse: “é óbvio!”.

Sarah franziu a sobrancelha, ainda incrédula: _ Como? O que você me deu?

_ Veneno, mais fez o efeito contrário. Eu não terminei de te matar, você se recuperou… infelizmente! – Ele falou indiferente, olhando pro lado. Sarah riu, ele tava fazendo uma piada com o jeito carrancudo e era engraçado.

_ Não vai começar com ataque! – Jacob disse, encarando seriamente a moça de expressão divertida. Ela parou de rir imediatamente, se lembrando no que tinha dado suas gargalhadas da última vez, quase se engasgou tentando engolir o riso. Jacob virou a cabeça para o lado novamente, e mordeu os lábios, tentando conter o próprio riso do susto que ela levou, e ele bem sabia o porquê. Pelo menos ela não ia mais se comportar feito uma louca!

_ Bom, é sério isto, o que você fez pra cuidar de mim?

_ Você não vai morrer por causa de uma compressa de ervas e um chá! Eu fiz coisas que se aprende em uma comunidade indígena, só! Vaso ruim não quebra.

Sarah bufou e se virou, rápido demais, a dor em sua cabeça fez tudo rodar e ela cambaleou. Mas logo sentiu mãos quentes segurarem seus ombros. Ele a empurrou em direção a cama e a fez se sentar.

_ O que foi agora? – Jacob perguntou impaciente.

_ Minha cabeça dói! Isto é muito estranho. Perece a dor de uma concussão, uma pancada. Uma de cada lado da cabeça. Acaso eu caí e bati a cabeça? – Jacob engoliu em seco, ele sabia a causa da dor. A moça quase teve o crânio esmigalhado.

_ Pode ser isto. Você desmaiou e caiu, não reparei se você bateu a cabeça.

_ Hummm… — Ela disse, massageando a cabeça de olhos fechados. Ela tinha começado a empalidecer novamente.

_ Você precisa comer. – Ela abriu os olhos e franziu o cenho para Jacob. Ele estava certo, ela realmente se sentia fraca.

_ Certo, eu vou descer e preparar algo. É só a dor melhorar um tantinho só.

_ Não precisa descer. – Ele disse bufando. Ela olhou pra ele confusa. Jacob, impaciente, só apontou a mesinha perto da porta que levava para a sacada. Uma bela refeição matinal estava disposta em cima dela. Sarah deixou o queixo cair.

_ Foi você que…

_ Cortesia da sua elfo de estimação. Niadhi passou aqui de manhã, eu deixei ela usar a torradeira. – Ele mentiu, claro. Mas Sarah não precisava saber que ele fez aquilo também, não precisava!

_ Espera, de manhã? Que horas são?

_ Onze e meia.

_ O QUE? – Ela levantou rápido demais novamente. Acabou por desmontar na cama de novo. _ Ai, mas que droga! – Ela disse apertando a cabeça – O hospital!

_ Não se preocupe com isto. Você foi liberada.

_ Liberada? Como assim liberada?

_ Leah passou aqui de manhã e ligou pro diretor do hospital, avisando que você estava doente. Ele te liberou.

_ Leah passou aqui de manhã?

_ Sim. Disse que volta mais tarde, quando sair do banco.

_ Banco?

_ É, é, o banco de Forks, emprego dela. Leah é gerente.

_ Ah, certo!

Ela se levantou trêmula e foi em direção a mesinha com o café da manhã. Pegou algumas coisas e começou a comer, devagar. Mastigar lhe dava dor. Argh! Dor de cabeça era insuportável, ela ia passar a considerar melhor as dores de seus pacientes. O café estava realmente bom, nem muito doce e nem completamente amargo: no ponto. Tinha uma panqueca gostosa também.

_ Hum, não é que esta elfo aprendeu a cozinhar bem! Tá muito bom isto aqui, você já comeu?

Ela com certeza não ia elogiar se soubesse quem realmente fez tudo aquilo. Jacob guardou outro riso dentro de si. – Sim, eu já comi. Já que você está bem eu posso me livra do meu posto de babá. Vou pra Seattle, já devia estar lá. – Ele disse aquilo já se direcionando a porta.

_ Certo… _ Sarah respondeu, ainda lenta no raciocínio. Mas ela tinha que fazer algo antes que ele se fosse. _ Espera! Jacob!

Ele se virou, com um olhar inquisidor, ficou esperando a moça falar.

_ Eu… eu só queria dizer… – Ela se aproximou dele, que estava com metade do corpo pra fora do quarto, e lhe disse sincera. — …obrigada, você parece ter se saído um bom enfermeiro. – Ela se sentiu, de repente, um tanto envergonhada, abaixou o rosto.

Jacob fechou os olhos e respirou fundo. _ Sim, mas eu não estou disposto a repetir a dose, então não faça mais isto.

Sarah levantou os olhos pra ele assim que notou um leve tremor em sua voz. _ Fazer isso o que?

_ Ficar… doente? – Ele respondeu devagar, de novo parecendo engolir em seco.

_ Vocêê... pode ficar tranquilo, como médica eu costumo cuidar e não ser cuidada. Não se preocupe, não vou mais ficar assim, não posso ficar faltando no hospital. – O que ela estava falando? Nada fazia sentido. Mas ela viu Jacob levantar levemente o canto esquerdo dos lábios: um sorriso, um sorriso leve, sem sarcasmo. Era o mesmo sorriso que ela tinha visto em seu sonho. Ela chegou a tombar a cabeça pra observar, logo fazendo uma careta: maldita dor!

_ Certo! Você não pode ficar doente pelo hospital. O.k, então tchau.

_ Tchau. _ Ele saiu rapidamente do quarto.

_Então você já está acorda preguiçosa? Pra quem era acostumada a dormir seis horas para cada 36 de plantão você dormiu como um urso hein?

_ Niadhi! Fala mais baixo! – Sarah falou, acenando com a mão um sinal de menos e apontando a cabeça.

_ Oh anjo me per…doe! – Niadhi engasgou no meio da palavra, quase um soluço. Sarah olhou pra ela e um olhar angustiado estava em sua face.

_ Que foi Niadhi? Que cara é esta?

_ Nada amor, eu só não gosto de te ver mal… Anda, vem aqui! – Niadhi chamou Sarah com as mãos, saltando da bancada da sacada onde estava sentada.

Com a morena perto o suficiente a elfo colocou as mãos na cabeça dela e pensou concisa: “O que um elfo causou, um elfo tira”. Sarah abriu os olhos e não havia mais dor.

_ Poxa! Me ensina isto, preciso fazer com meus pacientes, realmente não gostei da experiência de ter dor de cabeça.

_ Nem sempre é possível fazer isto querida. – Niadhi sorriu evasiva.

_ Se você não se importa, vou tomar um banho.

_ É claro que não, pode ir. Eu fico aqui! – Sarah revirou os olhos, entrando no closet para escolher sua roupa, ainda estava com o vestido do dia anterior. Mas assim que ela abriu uma de suas gavetas, distinguiu um cheiro particular demais para ser confundido. Ela inspirou com mais calma suas lingeries e não havia dúvidas, fraco mais estava lá.

_ Porque o cheiro de Jacob está nas minhas… roupas? – Ela perguntou já com os ombros tensos. Jacob, terminando de preparar seu material de trabalho no quarto ao lado, ouviu. Praguejou sem som: uma falha.

“Niadhi me livra dessa?”

“Ahhh!!! Agora a Niadhi irritante serve pra algo não é? Você não me queria longe?”

“Niadhiii, vai ser pior pra ela ter que explicar, merda!” Jacob pensou irritado, continuando seu rápido diálogo mental com a elfo.

“Não xinga Jacob, que é feio!”

“Merda não é xingamento, xingamento é p*%#*”

“Ei!”

“Me livra logo!”

“Você fica me devendo uma Jacobii” A voz dela cantou na mente de Jacob, fazendo ele praguejar em silêncio de novo.

_ Cheiro do Jacob aí Sarah? Tá maluca? Desde quando ele veste isso aqui? – Niadhi disse, erguendo uma pequenina calcinha de renda vermelha da moça. – Olha só, eu vi uma destas num programa pornô na casa de um senhor de oitenta anos que eu fingi ser enfermeira!

_ Niadhi!

_ Que foi Sarah? Ele estava vendo e eu não sabia o que era, depois que eu fui entender e desligar a TV, mas já tinha sido tarde: eu vi ué! – Ela disse, sacudindo os ombros.

_ Mas o cheiro está aqui, eu senti! – A voz dela já estava nervosa. Niadhi se abaixou na gaveta e fungou exageradamente. _ Não tem nada aqui!

_ Como não? – Ela cheirou de novo. Estava ainda mais leve mais estava lá. _ Tá aqui sim!

_ Sarah você não percebe que é seu vestido que está com o cheiro dele? Você abaixa pra gaveta e fica mais perto do tecido e daí você pensa que é a gaveta! – Jacob descia as escadas em direção a porta da sala, segurando a respiração para a conversa das duas no andar de cima.

_ Não Niadhi! Não pode ser! – A elfo pegou a saia do vestido e levou no nariz de Sarah. Estava impregnado com o cheiro do lobo. Para complementar sua versão, Niadhi colocou uma dose de confusão na cabeça de Sarah. Bastou para que os pensamentos dela se convencessem que foi um engano.

_ É, o cheiro está no meu vestido mesmo! _ Pronto! Jacob respirou aliviado, finalmente saindo da casa.

“Depois eu penso no jeito que você pode me pagar Black!” Nem tão aliviado assim, agora ele tinha uma divida com aquela criatura… “Não me chame de irritante!”. Nossa! Nem pensar ele podia, argh!

Niadhi estava estranhamente carinhosa e prestativa com Sarah, por vezes a morena pegava a elfo lhe espiando com um olhar muito estranho, como se segurasse um choro. Ela tentou saber do que se tratava, mas Niadhi disse brincando que ela tinha passado o dia anterior com alguns jovens que se auto-intitulavam Emos. Sarah sabia que não era aquela a verdade, mas não quis pressionar.

Sarah ligou para o diretor do hospital de Forks, doutor Jack Hanson, explicando seu mal estar e perguntando se ele queria que ela comparecesse mais a noite. Mas o médico a tranqüilizou, dizendo que estava tudo bem e que era pra ela se recuperar e só ir no dia seguinte se estivesse realmente bem. Ainda fez uma piada dizendo que era só ela escrever um atestado que estava tudo certo.

Mas a morena não achou tão má a idéia de não trabalhar e, ao contrário do que fazia, ela não foi estudar, se exercitar, ou coisa parecida. Pôs uma roupa confortável, pegou um amontoado de cobertas e travesseiros de seu quarto e se deitou no grande e confortável sofá vermelho da sala onde ficava a TV. Passou o dia assim, ora dormia, ora assistia qualquer bobagem. Só se levantou pra pegar comida na cozinha, não cozinhou nada, comeu um bando de besteiras prontas na geladeira. Era dia da preguiça e o seu corpo estava pedindo por aquilo.

Ela estava enrolada em um novelo de cobertas, assistindo um filme de terror, muito antigo, que mais parecia uma comédia, quando percebeu Leah chegar. Era por volta das sete da noite.

_ Entra! – Ela disse com voz controlada assim que ouviu a companhia.

_ Ei mulher, você está maluca? Deixa a porta destrancada e ainda por cima manda qualquer um entrar sem nem verificar quem é? – Leah começou a discursar exasperada. Sarah riu por entre os cobertores.

_ Não era qualquer um Leah, era você!

_ Mas podia não ser eu! Já pensou se é um psicopata que entra aqui? Com você mole deste jeito? – Leah enrugava a testa enquanto se aproximava do bolo de tecidos que estava no sofá, mal dava pra ver a cara de Sarah no meio daquilo tudo.

_ Sem drama Leah, céus como você reclama!

_ Ainda está com febre? Como é que aquele idiota do Jacob te deixa assim e vai se meter naquele amontoado de lataria barata em Seattle? Com muito frio? – Leah tinha a voz mais branda, não parecia exasperada enquanto colocava a mão quente na testa de Sarah pra conferir a temperatura, mas Sarah ria.

_ E então doutora Leah, estou com quantos graus?

_ Engraçadinha! Num tá com febre, mas tá quente!

_ É normal Leah, eu estou quente por causa das cobertas. Mas é bom ficar aqui, calor é bom e eu gosto!

_ Hummm! E posso saber por que você está no meio deste bando de cobertas, com este monte de pacote de biscoito e salgadinhos, assistindo um filme completamente sem noção? Tá parecendo uma solteirona depressiva!

_ Hoje é meu dia de preguiça pode ser? Deita aí e curti também que é gostoso. Quer pipoca?

_ Humm pode ser... O Embry não vai em casa hoje mesmo...

_ Então vai lá!

_ Ir lá aonde?

_ Fazer a pipoca!

_ Eu? Mas você é a dona da casa! – Sarah riu e fez uma cara de coitada.

_ Oh, mas eu estou tão doente!

_ Credo, você é pior do que eu com o Embry! – Ela disse aquilo, mas foi pra cozinha, logo voltando com um balde de pipoca amanteigada e dois enormes copos de suco de laranja. – Pensei que médicas se alimentassem melhor! – Sarah encheu a mão de pipoca e deu de ombros.

Leah era uma excelente companhia. Conversar e rir com ela foi para Sarah absolutamente natural, como se ela estivesse acostumada com aquilo. Leah fez Sarah deixar todas as cobertas de lado enquanto se deitava nos pés do sofá, de frente pra Sarah, tirando os sapatos e a presilha que prendia seus cabelos curtos. Sarah olhou toda a bagunça que havia no chão da sala e fez uma careta.

_ Acho que vou precisar de ajuda para manter a casa. Leah, acaso você sabe de uma pessoa que possa fazer isto? Não precisa vir todos os dias, nem cozinhar ou algo parecido. Só pra manter a casa em ordem enquanto eu estiver fora e que seja discreta, muito discreta!

_ Bom, de pessoa assim eu só conheço uma, inclusive ela foi a escolhida pelo seu marido pra cuidar da casa dele de solteiro. O nome dela é Elizabeth, ou dona Beth. Pergunta pro Jacob, ele pode chamar ela pra você! – Sarah fez uma leve careta. “Falar com o Jacob! Péssima idéia”.

_ Tá bom, eu vou falar com ele.

_ Vocês estão se dando bem? – Logo que fez esta pergunta, Leah percebeu o coração de Sarah acelerar vertiginosamente. Ela foi evasiva na resposta, saindo pela tangente.

_ Sim. E você e o Embry, vão se casar? – Desta vez Leah é quem ficou visivelmente desconfortável: “Quem manda se meter aonde não é chamada! Agora reponde loba, responde!”

_ Nós não pensamos em casamento!

_ Por quê? Não é amor pra casar? – Sarah perguntou com voz leve enquanto olhava a TV e comia mais pipoca.

_ Não, não é isso… — A voz de Leah saiu engasgada, quase tremula. Sarah virou-se imediatamente para encarar a índia, mas ela estava com os olhos baixos, uma expressão afligida.

_ O que foi Leah? Algum problema? – Sarah falou cuidadosa, se aproximando da Loba e pegando sua mão. Ela sorriu, mas foi algo forçado, irônico.

_ Nada, são só problemas de lobos. – Neste momento Sarah pode olhar nos olhos dela e percebeu que ela tentava esconder uma angústia. Sarah sentiu aquilo bater no peito, sentiu vontade de abraçar Leah. Ela não tentou se fazer de rígida, não tentou criar uma barreira entre as duas, seria amiga dela, se sentia livre e bem pra formar aquele laço. Sem nada dizer ela engatinhou no sofá e foi para o canto que Leah estava amuada e a abraçou, sorrindo suavemente.

_ Ei? O que é isto? Gamou no meu cheiro Sarah? – Leah falou aquilo com voz baixa, tentava brincar, mas ainda não parecia bem.

_ Você não precisa me falar nada Leah, só não tente mentir pra mim porque você não vai conseguir. Eu não vou te cobrar nada e você não precisa se esconder de mim certo? – Sarah falou ainda abraçada a índia. Leah suspirou e sorriu, se aconchegando no abraço cheiroso de Sarah.

– Acho que eu é que vou gamar no seu cheiro! É de dar inveja sabia? Foi com ele que você fisgou Jacob? – Sarah riu, se afastando da loba. Leah lhe olhou e logo depois suspirou. Ela guardava aquilo tão secretamente, queria tanto falar e se sentia tão confortável com Sarah, confortável como não se sentia nem com sua mãe.

_ Eu amo o Embry, amo de verdade. Pensei que nunca mais pudesse sentir algo assim novamente, mas é algo forte. Antes eu o achava um idiota completo, um garoto imaturo sem nada na cabeça. Mas ele foi se aproximando de mim com aquele jeitinho e eu… humpf!… eu não resisti. Quando percebi estava envolvida novamente e ainda mais boba porque eu sabia que ele também estava. Mas não é tão simples amar, escolher um amor quando se tem a magia quileute rondando as nossas cabeças. Eu já sofri muito com isto, não gostaria nem um pouco de repetir a dose!

_ Como assim? – Sarah perguntou baixinho, sentada ao lado de Leah, apoiando a cabeça nas duas mãos e olhando a loba calidamente.

_ Já ouviu falar do imprinting? – Sarah se lembrou do dia do seu primeiro encontro com Jacob....

…“E se eu sofrer um imprinting?”…

…“Ah Jacob… esta magia é inexplicável até mesmo pra nós, ela surgiu de vocês, veio da evolução da magia de vocês!”…

_ Mais ou menos. Não sei muito, é uma espécie de magia do amor ou coisa assim? – Sarah respondeu, completamente confusa com o rumo da conversa com Leah.

_ Imprinting: a magia que faz os lobos reconhecerem a razão de seu viver, sua alma gêmea! – Leah disse aquilo com uma pitada de amargura na voz, fazendo um gesto grandioso com as mãos como se mostrasse um slogan de outdoor. Depois riu irônica ante o semblante confuso de Sarah. – Parece mais uma praga!

Sarah não entendia a forma como a loba tratou aquela magia, quando Quendra havia falado sobre ela com notável fascínio, a pouco mais de dois meses.

_ Tá Leah, agora que você começou explique, e explique direito. O que o imprinting tem a ver com sua história com Embry?

Leah bufou e tomou todo o restante de seu suco em um único gole. _ O imprinting Sarah, é uma magia irrevogável, quando ele acontece, toda a vida de um lobo muda. Você não pode lutar contra ele, não pode negá-lo, não pode esconder dos outros. Ele acontece no exato momento em que um lobo coloca os olhos naquela que é considerada sua alma gêmea. Aí tudo muda, o universo do lobo babão vira de cabeça pra baixo e ele passa a idolatrar a criatura imprintada como uma divindade, faz tudo por ela, sofre tudo por ela e sua felicidade passa a ser completamente relacionada à dela. Se você quiser pode chamar esta coisa toda de “amor á primeira vista”. Se é que o amor é tão egoísta!

_ Hein?

_ É, é isto mesmo. Uma história bizarra bem digna desta sua cara de idiota confusa aí.

_ Ei Leah, calma aí. Deixa eu ver se entendi: o imprinting é um feitiço?

_ Não Sarah… — Leah desmontou a cara carrancuda e voltou a suspirar baixinho – Não vai considerando só o que eu falo sobre o imprinting porque eu tenho um trauma a respeito dele. – Leah se levantou repentinamente, andando pela sala, sem rumo. Apertou os olhos. _ É bizarro, mas não é banal. Quem dera fosse, assim eu poderia continuar odiando esta magia. Mas é real, é uma espécie de dádiva amorosa, um amor inconcebível, um amor imenso por uma única pessoa. Se você olhar com outro olhar, diferente do meu, você vai encontrar a beleza desta magia, o verdadeiro porque dela existir. Sam e Emily, Kim e Jad, Quil e Claire…

_ CLAIRE? – Sarah saltou do sofá rápido demais, fazendo Leah erguer as sobrancelhas e soltar uma exclamação.

_ Calma, mulher!

_ Como calma Leah, como calma!? Eu pensei que o Quil fosse… eu NÃO ACREDITO! Eu vou matar aquele maldito se ele fez algo a Claire, e mato todos vocês que aceitam tudo isto! – Sarah esbravejava, seus olhos furiosos, a expressão era uma mistura de asco, revolta e ódio. Expressão tão forte que Leah chegou a recuar, temendo que a mulher fosse realmente capaz de cumprir a promessa que estava fazendo.

“Como os elfos permitem isto, como?” Sarah pensava enraivecida.

_ MERDA SARAH! SE VOCÊ NÃO CALAR A BOCA E ME ESCUTAR EU VOU TE AGARRAR E TE DAR UNS TABEFES! – Leah gritou fazendo Sarah recuar desta vez, mas não muito.

_ É BOM QUE EXPLIQUE!

_ A CULPA NÃO É MINHA! EU NÃO INVENTEI ESTA MAGIA, TÁ LEGAL?

Sara respirou fundo e voltou a se sentar no sofá, fazendo um gesto brusco pra que Leah continuasse.

_ É o seguinte… droga, como eu explico isto!? – Sarah ergueu uma sobrancelha irônica, como se dissesse: “não há o que explicar!”. Ela continuava com expressão assassina. – A mulher imprinting, ou homem, sei lá, passa a ser a pessoa que o lobo terá necessidade de fazer feliz! Não é sempre um sentimento carnal entre homem e mulher Sarah, é um amor que se molda conforme as necessidades do imprinting. No caso da Claire e do Quil… – Sarah soltou um rugido misturado a um riso de escárnio, voltando a se levantar do sofá. _ Deixa eu terminar, mas que droga Sarah!

_ Fala logo de uma vez antes que eu vomite! – ela falou com voz irritada. Leah arregalou os olhos.

_ Bom, como eu ia dizendo, no caso de Quil, o amor de imprinting não tem nada de impuro! Não tem e isto eu garanto, por que um lobo jamais seria capaz de fazer isto. É um amor puro e genuíno Sarah, Quil ama incondicionalmente aquela garota como irmã. Ele a protege, cuida dela, brinca com ela, briga com ela, mas como irmão! Agora, se um dia a felicidade de Claire for ter Quil como namorado, esposo, homem, só então ele a amará desta forma. Entendeu? Resumidamente, o imprinting trás em si todas as formas de amor e amor entre homem e mulher é só uma delas. Mas tudo politicamente correto, ok?!

Leah terminou o discurso e desmoronou sentada no sofá ao lado de Sarah, que ainda tinha uma cara zangada e a postura enrijecida. _ Sei! – Ela disse, com um olhar desconfiado pra Leah.

_ Mas que mulher mais difícil meu Deus! Olha Sarah, se você acha estranho é normal, absolutamente normal. Mas veja bem: você já observou Quil com Claire, conferiu de perto a forma como ela a trata. Agora me diz: tudo que eu falei não fica estampado na cara e nas atitudes de Quil o tempo todo?

_ É, fica…

_ Então… você acha mesmo que algo macabro assim ia acontecer e todos reagirem pacificamente, inclusive os pais de Claire? Você vai ter tempo pra conferir que isto é verdade.

_ É, vou ter tempo… — Sarah disse, finalmente desmanchando a zanga e relaxando no sofá ao lado de Leah. Ela não acreditava que os elfos, sendo eles como eram, deixariam que a magia que concederam aos quileutes evoluísse pra algo tão repugnante quanto ela pensou que era a relação de Quil com Claire. Mas, realmente, ela precisaria de tempo pra entender aquilo tudo.

_ Nossa, você é difícil hein? Um furacão! – Leah disse, suspirando como se estivesse extremamente cansada.

_ Você também não fica atrás loba… — Sarah falou, também suspirando e procurando relaxar os ombros. Depois elas se olharam e riram.

_ Meu Deus, uma briga entre nós ia destruir esta casa! – Leah ria, novamente divertida…

_ Pode ter certeza que sim! E para o bem da humanidade, acho melhor agente se dar bem! – Elas riram mais ainda. _ Mas eu ainda não sei o que esta história tem a ver com você e Embry… — Sarah cantarolou assim que os risos se acalmaram. Leah murchou novamente, passou a encarar o teto.

_ Qualquer um de nós dois pode sofrer um imprinting Sarah. E se isto acontecer, do dia pra noite, o sentimento que nós temos puf!… acaba!

_ Não é possível Leah…

_ É sim Sarah, é! Eu sei o que eu digo, porque eu já vivi uma situação assim.

_ Já? – A morena se espantou, começando entender o amargor no tom de voz de Leah diante daquele assunto.

_ Eu era namorada de Sam, rumávamos felizes pra um possível casamento quando ele viu Emily, minha prima, na minha casa! Você não sabe o que eu passei quando depois do nosso ultimo beijo, tão bom, tão apaixonado, depois de ele me deixar sorrindo como sempre deixava com um “eu te amo minha Lee” carinhoso… e no mesmo dia ver o olhar dele fascinado por outra. “Foi mais forte do que eu Lee, me perdoe, não culpe a Emily, é mais forte do que nós!” – Uma lágrima escorreu pelo rosto de Leah conforme ela repetia as palavras de Sam. Palavras que ela jamais esqueceu, podia até reproduzir a forma como Sam entoou cada sílaba, os momentos em que ele pausava para respirar, pra conter as lágrimas, tudo.

Sarah abriu os braços e Leah foi para o colo da moça sem pestanejar. A morena acariciava os cabelos negros e sedosos de Leah enquanto esta continuava seu desabafo.

_ Ele tentou negar, tentou fugir, mas não pode. Emily também, por muito tempo ela não conseguia me encarar. Eu bati nela sabia? Quando ela foi me pedir perdão com toda aquela meiguice eu lhe meti um tapa que a deixou com o rosto marcado por três dias. Sorte dela que naquela época eu não tinha a força que eu tenho hoje, senão ela ia ter o outro lado do rosto também desfigurado.

_ Leah…

_ Não me repreenda Sarah! Eu senti ódio sim, senti raiva daquela maldita magia que me fez ser trocada, como se eu não valesse nada, como se eu fosse insignificante, uma pedra no caminho tão bonito de Emily e Sam. – O corpo de Leah enrijeceu por inteiro, a voz dela começou a sair engasgada, raivosa e dolorida. – Todos me culpavam por ficar anos amargurada, mas o que eles queriam? Que eu abraçasse o casal infeliz e fosse sua madrinha? Que eu dissesse: “Sim Sam, eu também deixei de te amar de repente, como você deixou de me amar, para a saúde do SEU imprinting!”? Eu não fiquei muito diferente do que Jacob é… — Leah parou abruptamente assim que percebeu a besteira que fez ao dar a deixa sobre o amargor de Jacob à Sarah. Ela sentiu imediatamente o carinho em seus cabelos parar, a respiração de Sarah ficar presa.

Sarah imediatamente fez a conjectura: Jacob tinha uma mágoa de amor tão potente quanto à de Leah. O silêncio era esmagador, mas Sarah recuperou o controle, engoliu o bolo de espinhos que se formou em sua garganta e disse simplesmente…

_ Continue Leah, continue… — Voltou a acariciar os cabelos da loba, que demorou a recuperar o fôlego.

_ Mas Embry mudou tudo… eu não queria, não queria me envolver de novo. Eu não queria correr o risco de passar por tudo isto de novo ou pior: se eu sofresse um imprinting e fizesse alguém passar pelo que eu passei? Não, definitivamente não. Eu pensei, no começo do meu envolvimento com Embry, que era só coisa de pele, que era só desejo. Eu sabia que tinha esta necessidade e então eu beijava ele, beijava com fome e com vontade. – Ela riu, escondendo o rosto nas mãos fingindo constrangimento. Sarah também riu. – Mas daí os beijos escondidos e bruscos começaram a ficar mais lentos e carinhosos, acompanhados de agrados, de olhares… Ele me pediu, o Embry me pediu que tentássemos, que apenas vivêssemos um dia de cada vez, da melhor forma possível. Ele me implorou isto quando eu o quis impedir de dizer que me amava. E é assim Sarah, cada beijo nosso é como o último, cada declaração é única, cada noite pode ser a derradeira… O que me convenceu é que eu sei que, assim como a minha história com Sam não foi mentira, os meus sentimentos e os do Embry também são reais e eles vão ficar em mim… — Os ombros de Leah começaram a se sacudir, sua voz ficou mais baixa e sofrida. – Por isto eu decidi viver assim, eu preferi me agarrar a este amor perecível do que continuar amarga e sozinha, cada último beijo nosso é a minha alegria, é a minha vida Sarah…

_ Leah… — Sarah abraçou ainda mais a loba, como se quisesse fazer ela caber em seu colo como um bebê. Leah não conteve o choro, soluçava e deixava suas lágrimas molhar a camiseta de Sarah.

_ Mas um casamento?… ah Sarah, eu preferiria morrer a passar por tudo de novo, ou fazer Embry passar por isto. Mas eu não posso mais me esconder e não viver este amor pra não sofrer… é egoísmo isto, é suicídio? – A voz de contralto de Leah estava mansa, entrecortada.

_ Leah não, é claro que não. Sabe o que eu aprendi com a minha mãe, a grande Dona Laura? Que um amor verdadeiro sempre vale a pena Leah, sempre. Ela sabia o que dizia sabe por quê? Porque o meu pai foi o único… homem que ela amou verdadeiramente. Mas foi só por uma única vez, vez esta que resultou em minsinha aqui! Eu sempre admirei a minha mãe, porque ela nunca chorava quando se lembrava do meu pai. Quando me falava dele, ela sorria, sorria sempre e me descrevia ele como se estivesse revivendo todo o amor em cada lembrança. Ela dizia que o amor entre os dois foi verdadeiro porque os dois sentiram, e não importava se tivesse sido por uma década ou um segundo: o que eles sentiram ficou eterno nela e a fazia feliz cada vez que se lembrava. Ela me dizia que eu era um presente a mais, uma prova de que realmente valeu à pena.

Leah acalmou o choro, fechando os olhos com o cafuné gostoso e a voz cantada e macia de Sarah. A história que lhe era contada, de uma forma tão apaixonada, tão ternamente envolvente, ia lá no fundo do coração da loba, acalmando.

_ Um dia eu cheguei chorando da escola, porque era dia dos pais e as meninas me disseram que eu havia perdido o meu pai, que eu só tinha um padrasto e padrasto não era pai. Eu falei pra minha mãe que eu tinha perdido o amor de um pai, que eu nunca saberia o que era ter um. Mas sabe o que ela me disse? “Filha, nós nunca perdemos um amor, se ele for real ele nunca se perde e nunca morre!”. Ela me falou que tinha certeza que meu pai me amava ainda que não tivesse me conhecido. Quando ela estava doente e eu dizia que ela era o meu único amor na vida, que ela não podia morrer senão eu ia ficar sem amor, Dona Laura tornava a repetir isto. Cada vez mais doente, ela dizia que não era a morte que determinava a duração de um amor e nem coisa alguma: “Se ele foi vivido, se ele foi sentido então ele vai ser eterno, nas lembranças e no coração. Isto é eternidade meu anjinho, isto!”

_ Eu gostaria de ter conhecido sua mãe Sarah.

_ Ah... é uma pena que não possa Leah. Mas eu posso falar sobre ela e cada vez que eu falo é como se eu me reaproximasse dela um pouco mais.

_ Vou adorar te ouvir Sarah, mas você é tão magnífica quanto ela – Leah disse, pegando uma das mãos que acariciavam seus cabelos e dando um beijo. _ Com você me falando tudo isto, minha história com Embry parece tão certa, tão mais simples…

_ E é Leah, é! Eu não tenho taanta prática em romance, mas o que eu aprendi nos valorosos nove anos que vivi com Laura Teindder é que o amor se mede pela sua intensidade e veracidade e não pela duração de seu tempo ou pela forma como acabou. Sendo o fim uma morte ou um imprinting dona Leah!

_Pode ser, dona “Conselheira Amorosa”! – Sarah balançou a cabeça rindo.

_ Não pense mais no fim Leah, no que pode acontecer, não pense que os beijos serão os últimos… apenas viva, sinta a beleza desta história que fica evidente só com suas palavras e tenha a certeza de que será pra sempre. Se você tiver isto em mente, aquilo que você chama de fim, não vai ser doloroso, mas apenas o fim de um ciclo que não vai poder matar o sentimento que nasceu de vocês dois.

_ Só isto… um fim!

_ É Leah, é! – Sarah suspirou olhando pro teto.

_ Sarah? – Leah chamou sonolenta após alguns minutos de carinho.

_ Oi…

_ É impossível não te amar… Você é um tesouro. Aquele idiota do Jacob ganhou na loteria! – Ela disse a última frase já com seu jeito impetuoso. Sarah não pode agüentar e riu, leve e gostosamente, fazendo Leah a acompanhar.

Notas finais
Imprinting! É muitooo complicado falar dele, então eu deixei minhas emoções me levarem e eis que a explicação sai pela boca da Leah! Sim, achei interessante explorar o imprinting mais por ela, por alguém sentiu ele de uma forma diferente e sofrida. Algumas coisas podem ainda não estar claras, mas isto é SÓ O COMEÇO! Muita coisa sobre esta magia precisa ser lapidada e eu estou suando nisto (dificirrr)! Bom, é isto e no próximo cap coisas intensas, muito intensas vão acontecer Humm.. hot!