The Precious Blood

32 ESCLARECIMENTOS


Notas iniciais
Hey, amadassss... mais um cap!!!

Jacob parou a moto sem pressa alguma, lentamente desvirou a chave da ignição. Havia no ar o cheiro angustiante e repulsivo de vampiros. Não era só o cheiro de Edward e de Carlisle. Era o cheiro dela, o cheiro dela que se distorceu e agora lhe irritava, lhe enjoava, lhe embrulhava o estomago. Ele olhou pra frente, sem capacete, apenas com uns óculos negros escondendo seus olhos. As feições de sua face estavam duras. Virou o rosto e lá estava ela: a perfeita vampira, com pele branca porcelana, os lábios vermelhos e cheios, a íris dourada, clara. O colo perfeitamente composto dentro do decote de um vestido azul muito distinto. Ela usava salto.

Mas ainda que seus traços estivessem lindamente distorcidos em perfeição sobrenatural, podia-se reconhecer ali a característica do franzir de seu cenho, os lábios entreabertos, o delicado formato de coração de seu rosto e a cor de mogno de seus cabelos. Os olhos, ainda que dourados, conservavam a janela de sua alma humana, que estava nela, em algum lugar. Aquela era a Isabella vampira, olhando para ele sem saber como reagir, procurando reconhecer algo nele que ele sabia que não estava exibindo. Talvez ela esperasse insanamente que quando o visse ele estaria lá, com um brilho contagiante no olhar, uma energia pulsante exalando ao seu redor, um sorriso verdadeiro e brilhante ofuscando tudo e que respondesse seu olhar com um “Oi Bells!”, pronunciado com voz rouca e leve.

Jacob abaixou a cabeça e tirou seus óculos, saindo da moto e se recostando na mesma. Voltou seus olhos pra Isabella uma vez mais.

Os ombros dela desceram, ela apertou os lábios um no outro e franziu ainda mais a testa. Não reconhecia aquele homem que lhe encarava. Onde? Onde estava o Jake? Aquele garoto com um corpo impressionantemente desenvolvido? Hostilidade era tudo que ela recebia dele, o corpo dele pareceu evoluir, ele parecia ter adquirido uma estranha imponência, seus ombros mais retos, seu rosto com traços mais firmes. Ele não havia envelhecido, mas não era mais garoto, não! Era um homem, um homem belo e hostil.

O cabelo dele ainda estava curto, bagunçado pelo vento na moto, usava uma barba rala, mas máscula demais e os olhos… ah os olhos dele… Aquelas duas esferas pareciam mais um mar de negras águas, que escondiam ondas bravas e revoltas. Era denso, rígido e acusador. Insondável, impenetrável.

Ele lhe encarava e a força de seu olhar era esmagadora, impiedosa, tragavam Isabella como uma noite sem fim, fria… Onde estava o calor dele? Parecia um atrevimento sustentar a firmeza daquele olhar. Bella não suportou, abaixou seus olhos e soltou um engasgo.

_ Jacob… — Ela disse. Leah rugiu as costas dela.

_ Maldita, você é maldita Swan Cullen! – A loba rosnou, exasperada por ver aquele olhar de novo em Jacob. Este suspirou, fechando os olhos.

_ Volte para a reserva agora Leah. Busque sua mãe e… meu pai também, se puder. – Ele disse, somente na altura que Leah pudesse ouvir. Ela foi pra perto dele.

_ Buscar? Buscar pra que?

_ Eles querem ver Charlie. Estou sem carro pra trazê-los e seu irmão está em ronda. Vai. – Ele disse, simplesmente.

_ Ver o velhote? Jacob você não acha que está me dando ordens absurdas demais? – Ela disse, cruzando os braços e fincando o pé. Ele voltou a lhe sussurrar.

_ A ordem não foi minha, foi da sua mãe, acho melhor obedecê-la.

_ Que ótimo! Eu odeio isto! … Eu vou, mas só se você me prometer que eu não vou perder a cena caso você resolva arrancar cabeça de vampiro.

Jacob sorriu maligno, abrindo os olhos com brilho rancoroso.

_ Posso te mostrar os detalhes depois… — Olhou pra Isabella logo depois, ela se encolheu, contorcendo a expressão. O sanguessuga leitor de mentes veio pra frente, se prostrar do lado dela, como que para defendê-la. Jacob balançou a cabeça. – Mas não pretendo perder tempo com isto. Pode ir, Leah.

_ Olha lá Jacob! Fique bem! – Leah sussurrou, indo para o seu carro.

A voz contorcida em rancor de Jacob machucou Sarah, que pode ouvir tudo de dentro do hospital, mas não teve coragem de se mexer, até então. O silêncio se instaurou do lado de fora e os músculos da médica finalmente destravaram-se. Ela se encaminhou para fora, andando lentamente, procurando ele, procurando o olhar de Jacob, sentindo o cheiro dele apagar os maus odores que lhe rodeavam.

Assim que Sarah apontou para fora das portas do hospital os olhos de Jacob desgrudaram-se de Isabella. Bella assistiu curiosa então, os olhos negros adquirirem nova forma, nova intensidade. Ele passou a olhar a mulher que caminhava para ele com alívio e saudade, perscrutando cada detalhe daquela aparição.

Ela andava receosa para ele, Jacob reconhecia isto. Estava do lado de Edward naquele momento e isto o deixava inquieto por alguma razão maior que somente a ameaça de um vampiro, mas pelo fato de Edward lhe representar a perca. Ele estendeu a mão então, para que ela desfizesse logo aquela distância e o abrigasse em um abraço.

Ela sorriu e passou a andar mais segura, logo pegando na mão estendida de Jacob.

_ Está tudo certo? – Ele perguntou, assim que ela estava perto o suficiente.

_ Pescoço intacto. – Ela respondeu gracejando, tentando aliviar a tensão sólida daquele lugar.

_ É mesmo? Bom pra eles. – Jacob soltou a mão de Sarah e a levou para o pescoço dela, acariciando-o. Ela fechou os olhos, sentindo a mão quente, o calor, o cheiro bom… — É, está tudo certo. – Jacob respondeu.

_ O que veio fazer aqui? Só conferir? – Ela perguntou, sussurrando pra ele. Queria avaliar o verdadeiro estado dele, mas não conseguia enxergar agonia em seu olhar, apenas desconforto.

_ Não. Eu vim te buscar. Te levar pra casa. – Ele respondeu.

_ Tenho coisas a fazer aqui ainda.

_ Eu espero.

_ Então tudo bem.

Sarah lhe deu um sorriso e se virou para voltar para o hospital, mas antes que pudesse completar o passo, sentiu o braço de Jacob lhe envolver a cintura puxando-a junto de si, pra que andassem lado a lado. Ele entranhou a cabeça em seu pescoço e inspirou fortemente seus cabelos, para aliviar a irritação em seu nariz com o cheiro excessivamente doce dos vampiros.

_ Vamos. – Ele disse, fazendo com Sarah o caminho de volta pra dentro do hospital. Não olhou para os lados, só a sua frente.

_ Jacob… — Foi quase como um choro lamentoso e confuso demais que escapou de Bella assim que Jacob passou perto de onde ela estava parada. Ele suspirou e continuou andando.

_ Jacob! Precisamos acertar certas coisas. – Não foi Bella, mas Edward quem lhe chamou. Então ele parou.

_ Vai Sarah. Eu vou te esperar na cantina do hospital até que possa sair. – Jacob falou, se dirigindo a Sarah. Ela lhe olhou tensamente, depois olhou para Edward e para Isabella.

_ Cuidado. – Avisou, não só a Jacob, mas a todos eles, entrando no hospital novamente e os deixando pra trás.

Jacob cruzou os braços e voltou a encará-los, esperando que eles falassem algo. Não olhava mais para Isabella, mas novamente assumiu uma postura gélida.

_ Jacob… Eu acho importante que você saiba que estamos de volta. Por causa de Charlie… nós vamos ficar aqui até que ele melhore. – Edward falou, incomodado, não conseguia ouvir nada que Jacob pudesse estar pensando. Sarah estava longe, isto significava que ele deveria ouvir Jacob assim como ouvia Carlisle, pouco, mas ouvia. Mas de Jacob não vinha nada.

Jacob soltou um riso de escárnio.

_ Eu sei que vocês estão de volta Edward. Não sou cego.

_ Nós não viemos em busca de revolta alguma filho, estamos aqui somente pelo motivo que Edward falou, não queremos tirar a paz de nenhum de vocês. – Carlisle disse, calmamente, também receoso ante o olhar denso de Jacob.

_ Existem coisas que vocês precisam saber, Cullens. – Jacob se dirigiu a Carlisle. – Eu sou agora o Alpha de toda a matilha, acho que vocês já devem saber disto. – Edward e Carlisle deram um aceno de afirmação. – Portanto quem decide as coisas agora sou eu. Eu poderia acabar com vocês, a matilha realmente adoraria fazer isto. Mas eu decidi ignorá-los, não faz diferença, no fim das contas.

_ Eu fico grato por pensar assim Jacob, isto mostra a sua maturidade. Confrontos não seriam bons para nenhuma das partes.

_ Carlisle… Isto não significa maturidade, significa apenas indiferença. — Neste momento ele olhou para Bella, ela estava com uma expressão um tanto quanto dolorida. – Mas não pensem que as coisas serão fáceis pra vocês. Não serão vocês que imporão limites agora, até porque vocês não estão em condições. O fato de vocês estarem na cidade não significa que tenhamos um acordo de paz. Eu apenas suporto. Não sou obrigado a cumprir tratado algum.

_ Jacob, eu já disse que nós não viemos em busca de guerra. Não há necessidade, vamos deixar nossas desavenças de lado, já faz tantos anos. – Carlisle ponderou.

Jacob apenas deu um sorriso mordaz.

_ Calma doutor presa. Isto é apenas um aviso, não abusem. Assim as coisas se mantêm nos devidos lugares… — Ele disse, se afastando, sem ao menos direcionar seu olhar a Isabella. – E outra coisa, nada de visitas de amigos, vocês eu suporto, outros não. Não fiquem no meu caminho, é bem simples.

Ele foi para virar as costas, mas repentinamente uma mão gelada lhe agarrou o braço e o cheiro agressivo veio mais forte em seu nariz.

_ Jacob… — Era Isabella. Ele apenas abaixou os olhos onde a mão pálida e dura dela segurava seu braço. – Você não vai… falar comigo?

_ Falei tudo ao chefe do seu clã, vampira. Não devo satisfações particulares a você. – Ele desvencilhou seu braço do aperto dela.

_ Nossa situação não foi bem resolvida! Não podemos passar o resto de nossas vidas com isto entalado.

Ele gargalhou, um riso de escárnio que estremeceu os músculos marmóreos de Bella.

_ Não existe nossa situação!

Jacob virou as costas definitivamente, mas ainda em tempo de ouvir Bella sussurrar.

_ Existe nossa situação sim, e tudo não estará resolvido enquanto houver mágoa no seu tom de voz e culpa em mim…

Bella se virou procurando onde estavam Edward e Carlisle, que se afastaram imperceptivelmente. Edward lhe olhava do carro, com a bem montada máscara de neutralidade na face. Não, as coisas não estavam bem resolvidas, e tudo continuaria a doer enquanto isto ficasse suspenso. Bella suspirou e caminhou para seu carro. Ela estava mais segura de seus sentimentos, consciente do que fez e do que deixou de fazer. As coisas tinham de se esclarecer. Ela e Jacob, hora ou outra, teriam de conversar.

************

_ Um café forte, sem açúcar. – Jacob pediu para a mocinha cheia de espinhas que estava atrás do balcão da cantina do hospital. Ela era loira e tinha olhos azuis extremamente claros. Assim que Jacob falou, com uma voz imperiosa, como se ordenasse, ela acenou apressadamente e se meteu para traz da porta da cozinha, o coração acelerado.

Jacob respirou fundo, agarrando os próprios cabelos e procurando se conter. O que ele tinha a fazer a partir de agora era só suportar e enfrentar todas as lembranças e sentimentos que ele escondeu de si mesmo por anos.

_ Aqui está senhor. – Era a mocinha, que lhe entregou a xícara de café toda sorridente. Jacob sorveu a bebida quente e amarga rapidamente, pareceu até que sua mente clareou depois daquilo.

A atendente apoiou o cotovelo no balcão e simplesmente ficou observando Jacob descaradamente. Ele quase rolou os olhos.

_ Você é o marido da doutora Black? – Ela perguntou, depois de um tempo. Jacob pensou em não responder, estava com a cabeça cheia. Mas a menina devia ter uns dezesseis anos e exibia um sorriso simpático.

_ Sim, eu sou.

_Que sorte ela tem… — A garota sussurrou. Não para ele escutar.

_ O que disse? – Ele resolveu perguntar, talvez as tolices de uma adolescente pudesse esfriar sua cabeça.

_ Nada realmente importante. Olha, mas eu acho que você tem muita sorte sabe? Eu realmente acho aquela mulher espetacular. E isto é realmente verdade. Ela é o tipo de pessoa que a gente procura se espelhar sabe? Do jeito de andar até o jeito de pensar.

_ Muita gente já me disse isto.

_ Bom, se disseram é porque é verdade, apesar que pode ser inveja também. É muito fácil ter inveja dela. Às vezes eu tenho, quer dizer… não aquele tipo de inveja que faz a gente ficar torcendo pro salto dela quebrar e ela se estabacar no chão e quebrar o nariz pra ficar com alguma coisa torta no rosto. Não! É mais o tipo de inveja de vontade de ser igual a ela, sabe? Às vezes ela vem tomar café aqui, depois de mais de 18 horas de plantão, com aquela cara de cansada e a mulher ainda tá linda! Dá pra acreditar?

Jacob escancarou a boca espantado com o tanto de coisas que a garota falou tão rápido. Poderia se dizer que ela tagarelou na velocidade de um vampiro. Ele piscou e riu.

_ Sim, dá pra acreditar.

_ Então, deixa eu saber uma coisa. Ela é o tipo de mulher que acorda exuberante e perfeita, não é? Eu penso que o cabelo dela, mesmo embaraçado, deve ser lindão, tipo o cabelo daquelas modelos que eles bagunçam todo na revista só pra dá glamour. Né não? – Ela recomeçou a falar nem um milésimo de segundo depois que Jacob terminou sua frase.

_ Perfeita quando dorme e perfeita quando acorda. Perfeita em tudo. – Aquilo escapou de Jacob involuntariamente, um pensamento em voz alta. A garota olhou pra ele e mexeu os lábios, mas nenhum som escapou deles. Os olhos dela de repente se encheram d’água.

_ Isto foi… lindo! Muito romântico. Ela tem muita sorte. Surpreendente!

_ É, isto foi… surpreendente… — Jacob respondeu pra moça e pra si mesmo. – O que você pôs no meu café? – ele disse, revirando a xícara. A garota riu.

_ Olha, se eu soubesse de algo que fizessem homens ficarem românticos eu realmente estaria feita! Poderia comercializar e não ter que trabalhar na cantina de um hospital. Isto aqui é um tédio! – Depois ela riu, um riso leve e puro. Ela era jovem, não tinha um acúmulo de frustrações ainda, Jacob olhou pra ela e torceu pra que ela não precisasse sofrer. Que ela não perdesse aquela alegria e energia contagiante que tinha, como ele mesmo perdeu a sua. Ela fazia bem aos outros, como um dia ele pôde ter feito. – Ei cara? Por que você tá me olhando deste jeito? Tua mulher é mais bonita do que eu pra você estar me secando, sabe? – Ela falou, estalando os dedos na frente dele. Jacob balançou a cabeça sorrindo.

_ Não ligue pra mim, eu sou um idiota.

_ Oh, isto foi muito animador. Pra me secar o cara tem que ser idiota. Certo, eu já sabia disto. – Ela falou, fazendo uma espécie de bico e arrumando a redinha que prendia o coque dos seus cabelos.

_ Não, não… eu não quis dizer isto… eu quis dizer … olha… não foi isto.…

_ Posso te dar um conselho? Não tente se desculpar quando você tá enrolado. Faça uma piada, sempre dá certo. – Ela lhe deu uma piscadela.

_ É, um dia eu soube fazer isto. – Jacob resolveu calar a boca e tomar o resto do seu café, mas de repente a menção de um certo nome em uma mesa de médicos e enfermeiros a suas costas lhe chamou a atenção.

_ Ela veio furiosa por eu ter permitido que eles entrassem na UTI sem verificar tudo. Mas como eu podia sonhar que eles estavam expostos a uma doença infecciosa? Acabou que ela nem me falou o que eles tinham. Sarah só disse: “A visita deles está proibida até segunda ordem, que não virá.” – Jacob conhecia a voz daquele médico, ele já conversou com Sarah por telefone enquanto ela estava em casa. Era parte da equipe dela.

_ Mas Marlon, você não disse que era muito bom trabalhar com a doutora? Qual é cara, toda ala masculina deste hospital queria estar no seu lugar, ao lado da Doutora Delícia. – Um enfermeiro qualquer perguntou, estava com uniforme verde.

_ Ela é excelente, nunca a vi estressada ao ponto de descontar em algum membro da equipe. Sempre mantém o controle, mas ela entrou nervosa agora, sei lá o que deu nela.

_ O que o comportado Marlon quis dizer meus amigos, é que é uma delícia trabalhar com a Doutora Delícia. – Outro enfermeiro falou.

_ Vocês aprenderiam o que é respeito se convivessem com ela. Mas é claro, a gente acaba tendo inveja de quem colocou a aliança no dedo dela, às vezes. Principalmente quando ela sorri e diz: “foi um sucesso! A cirurgia foi um sucesso!”

Os homens riram e Jacob fechou a cara.

_ Quem são aqueles caras ali? – Ele perguntou para a menina da cantina.

_ Ahhh... Bom, ali está quase toda corja masculina do hospital. O de cabelo preto e enrolado é o doutor Marlon, ele é o outro neuro daqui. Indo da direita pra esquerda tem os enfermeiros: Cleiton, Everson, Meikay, Julian e Jhonatan. E o outro é o pediatra, Norton Gushy. De mais sérios ali só o doutor Marlon e o Norton, porque os outros são uns canalhas. Vivem pegando enfermeira nas noites de plantão aí, pelos quartos vazios.

_ Tive a impressão que eles estavam falando da Sarah… — Ele disse, franzindo o cenho para eles.

_ Bom, você queria o que? Acordaaaa ôôô... ela é a top do hospital. É lógico que aqueles lá falam dela. Dã! É bom que você se garanta, porque o que tem de cara na fila esperando pra estar no seu lugar… não é brincadeira não! — Ela disse, começando a espremer laranjas depois de olhar no relógio da parede, parecia ter chegado alguma hora específica pra fazer aquilo.

Sarah chegou na cantina bem a tempo de ouvir o comentário de Milla, a garçonete espevitada que ela já conhecia bem. Não se surpreendeu ao entrar na porta e ver Jacob conversando com ela, aquela garota conseguia arrancar qualquer um da cova pra papear. Sarah gostava dela, ela sempre animava os familiares dos pacientes e os fazia comer alguma coisa.

_ Então vocês já se conheceram? – Ela perguntou, sorrindo para Milla. Mas Jacob estava tenso demais olhando para os enfermeiros que estavam observando Sarah de canto de olho. Ela passou pela mesa deles e ainda sorriu, os caras ficaram convencidos. Idiotas!

Sarah finalmente chegou perto deles, se encostando no balcão em frente a Jacob. Jacob virou o rosto pra ela e o seu olhar indagante o fez se lembrar de tudo que a serelepe garçonete havia o distraído. Problemas… vampiros, Isabella…

_ Doutora Delícia é pouco pra ela… — Ele se irritou assim que ouviu o sussurro do enfermeiro. Repentinamente enlaçou o braço na cintura de Sarah e a puxou para si.

_ O que é isto? – Ela perguntou assustada, mas ele lhe calou com um beijo ávido. Sarah tentou protestar, pensando que ele lhe beijava pra fugir de alguma lembrança de Isabella, mas ele apertou mais o abraço e acariciou a sua nuca tão levemente que ela acabou… cedendo. O beijou de volta, sentindo a cabeça rodar conforme ele sugava sua língua.

_ Hãhãn! – Alguém pigarreou, Sarah largou de Jacob e se virou.

_ Doutor Hanson! – Ela exclamou assustada, tirando apressadamente as mãos de Jacob de sua cintura.

_ Doutora Sarah!

_ Eu… e-eu… me desculpe por isto! – Ela queria matar Jacob, definitivamente matar! Todo mundo olhava pra eles e era a segunda vez que ele a fazia passar por aquele tipo de situação. A diferença era que agora ela estava diante do seu chefe e não dos quileutes.

_ Eu realmente não tenho nada contra, entenda… mas existem certos lugares que… bom, qualquer paciente ou familiar pode vir a esta cantina, então aqui ainda é um lugar de trabalho.

_ Eu sei disso Dr. Hanson. Me desculpe isto… não vai mais se repetir.

_ A culpa foi minha. Foi a saudade, eu perdi a cabeça. – Jacob se justificou atrás dela. Sarah se virou pra ele com um expressivo “cala boca” nos olhos, mas ele ignorou. – Ela passa muito tempo aqui.

_ Oh, sim. Eu posso… entender isto. Deve ser difícil ser casado com uma médica. Mas tente esperar o lado de fora da próxima vez ok? Ou pelo menos, não façam isto com tanto… tanta… é… dedicação… — Hanson fez uma careta desconfortável. Jacob sorriu e afirmou com a cabeça.

Depois disso ele virou as costas e saiu da cantina, balançando a cabeça. Então Sarah encarou Jacob furiosa, colocando as mãos na cintura.

_ É isto aí! Cara, você se garantiu! Olha a cara deles, tão morrendo de inveja! – Milla falou. Ela colocou a mão na boca e riu baixinho, piscando pra Jacob e apontando a mesa de enfermeiros e médicos olhando de boca aberta na direção deles.

_ Eu não achei graça disto! Nem um pouco! É melhor a gente ir embora logo! – Sarah virou as costas sem ao menos se despedir de Milla.

_ Ela ficou brava. – Jacob sussurrou pra garota.

_ Preste a atenção numa coisa: quando uma mulher fica muito brava depois de um beijo que ela correspondeu, isto significa que ela gostou mais do que achava que devia gostar. Então, é isto, você tá no caminho certo. – Jacob riu, assim que escutou Sarah bufar da porta da cantina.

_ Foi um prazer te conhecer…

_ Milla! Pode me chamar de Milla. Mas você pode ter certeza que o prazer de te conhecer foi todo meu. Que a doutora não saiba! – Ela disse rindo e pegando a mão de Jacob. Estremeceu e enrugou o cenho quando sentiu a temperatura elevada dele. Jacob fingiu não perceber.

Ele se despediu da garota e voltou a seguir Sarah, que saia na sua frente. Andou um pouco impositivo demais quando passou pela mesa dos médicos, fazendo Milla rir alto do balcão.

_ Não vai me esperar doutora?

_ Eu realmente não te entendo, Black. Você me confunde, o que você pretende? Fazer minha cabeça entrar em combustão? Tudo isto é por sua culpa! Entendeu? Tudo isto aqui do avesso é por sua culpa. Vampiros na minha cola inclusive! – Ela dizia brava, caminhando na frente dele pra fora do hospital.

_ Calma! Você não acha que seria eu quem devia estar soltando agulhas? – Jacob respondeu, apertando o passo para alcançá-la. – Minha situação não é nada suave se quer saber. E não me culpe por virar a sua cabeça para baixo, porque caso você não tenha percebido, doutora, você também tem grandes habilidades de fazer isto comigo. Agora trate de falar baixo, tem mais pessoas com ouvidos sensíveis ao redor.

_ Não são pessoas, Jacob. São escórias sobrenaturais! E eu falo na altura que eu quiser, se for por causa disto.

_ Será que você poderia se acalmar e simplesmente sentar na moto pra gente ir pra casa?

Sarah parou e xingou baixinho. Moto! Um veículo pequeno demais para os dois. Por que ela não pegou seu próprio carro quando veio com Leah, hein?

_ Tá esperando o que? Precisa de ajuste nas roupas? – Ele não falou aquilo em tom de piada, estava nervoso, o cheiro de vampiros ainda estava ali do lado de fora, o eco da voz de Isabella, da voz cristalina e aguda da Bella vampira, estava assombrando seus ouvidos.

_ Não ouse! – Sarah disse ríspida. Eles poderiam ficar sem brigar?

_ Sarah… — Jacob respirou fundo. – Por favor. Venha, sente-se e vamos, é bem simples.

_ Olha, ele ficou civilizado… — Ela disse e Jacob ergueu a sobrancelha. – Assim eu vou.

_ Que ótimo!

Sarah colocou o pé direito no pedal da moto e deu um impulso rápido, lançando a perna esquerda do outro lado da moto. Não usou as mãos. Ela sentou-se atrás de Jacob e cruzou os braços. Ele bufou e virou as mãos pra trás, pegando os braços dela e puxando-os para envolver sua cintura.

_ Segure! – Ele disse, quase ordenou.

_ Não é como se eu fosse cair se não segurasse. – Ela sussurrou, soprando no ouvido dele. Ah... agora ela tinha resolvido falar baixo? Ele acariciou as mãos dela.

_ Então segure apenas pra ficar perto. Vai que um vampiro te rouba da minha garupa? Segure e não solte. – Ele murmurou, consciente das batidas do coração dela em suas costas.

_ Segurar e não soltar… entendi… — Ela continuou a sussurrar e se mexeu indo mais pra frente, apertando mais suas coxas em volta de Jacob. – Pode correr que eu não caio… — Ela sorriu e Jacob viu o sorriso pelo retrovisor.

_ Gosta de velocidade, não é? – Ele ligou a moto e fez o motor potente rugir.

_ Muito…

Ele acelerou, alcançando rapidamente a velocidade máxima da moto. Os cabelos de Sarah foram jogados pra trás com força, da mesma maneira que era quando ela corria em sua velocidade plena. Ela afastou o rosto do ombro de Jacob e fechou os olhos, sentindo o vento úmido ricochetear em seu rosto. Esfriava… acalmava… esclarecia…

Naquela velocidade eles não demoraram para chegar em casa. Assim que a moto parou, Sarah soltou da cintura de Jacob e se meteu pra dentro.

_ Mais calma? – Ele perguntou, entrando na sala e se sentando.

_ Sim, um pouco. Mas algumas coisas precisam ficar claras, certo Jacob Black? – Ela estava agitada ainda. Jacob suspeitava do motivo, era o mesmo que o dele. O encontro com Isabella. Ela não fazia mais tanta questão de esconder o nervosismo ou stress perto dele, mantendo frieza e controle diante de algo que lhe incomodasse. As atitudes dela ficavam cada vez mais claras a ele, assim como as atitudes dele ficavam mais claras pra ela.

_ Tipo o que, doutora? – Ele falou bufando. Sentou-se no sofá e coçou a cabeça.

_ Pare de me chamar de doutora.

_ Você não é doutora? Sarah, pare de frescura!

_ Você está insuportável! – Ela reclamou. Pronto! Tinha virado do avesso de novo.

_ Não estou com paciência, posso? E olha só? Você também está intragável! Diga logo os esclarecimentos. – Ele não olhou pra ela. Sarah foi às costas do sofá e deu um tapa no estofado, bem ao lado da cabeça dele.

_ Por que você me beijou no hospital?

_ Por que eu quis! Ficou clara esta parte? Pode pular pra próxima. – Ele se levantou e se virou para ela, se ajoelhando no sofá encarando-a. Ela recuou, girando para o outro lado do sofá. Jacob também se levantou.

_ Jacob… eu não vou admitir que você me use entendeu?

_ Usar? – Ele perguntou, e foi na direção dela, contornando o sofá, mas ela recuou novamente e girou do lado oposto a ele.

_ Eu sei que você não está bem em relação a… ela

_ Humm… — Ele murmurou, voltando a contornar o sofá pra chegar perto dela, mas desta vez ela se afastou e foi para o outro canto da sala.

_ Mas eu não vou admitir que você me use como válvula de escape pra se livrar de qualquer pensamento de Isabella! – Sarah disse, levantando o dedo e escurecendo o olhar. Jacob reconheceu que ela estava se fechando, fingindo dureza ao exigir algo. Ela estava escondendo outra coisa.

_ Humm… — Ele voltou a murmurar, se aproximando dela novamente, pela direita. Ela se afastou, indo pro outro lado.

_ E eu estou falando sério! Não pense que pode me beijar cada vez que ficar atormentado! Eu não sou uma garrafa de bebida pra você afogar as mágoas…

_ Tá. – Ele respondeu. Voltando a se aproximar dela, pela esquerda desta vez.

_ Então você vai ter que se resolver sozinho em relação a isto. Entendeu? Não me olha com esta cara! — Ela ralhou quando Jacob tombou a cabeça de lado e fez um biquinho, voltando a se aproximar dela pela direita quando ela fugia pela esquerda.

_ Tá. – Ele disse, indo pra perto.

_ Será que você pode ficar parado? E quer parar de concordar? Eu estou tentando brigar com você! – Ela reclamou, sua voz mais aguda, nervosa.

Ele parou e olhou sério, esperando e…ela parou de fugir. Foi a chance! Mais que de repente ele deu uma carreira e antes que Sarah conseguisse fugir, agarrou seu braço e a empurrou na parede, fazendo um cerco em volta dela com seus braços.

_ Vamos esclarecer as coisas então! Vamos deixar tudo as claras esta noite. Você consegue? – Ele perguntou, com o rosto muito perto do dela, desafiando.

_ Eu acho excelente, você pode sentar ali então! – Ela tentou empurrá-lo em direção a poltrona, mas ele não cedeu.

_ Primeiro: sim, por tudo o que você viu na minha cabeça em relação aquela vampira, eu estou profundamente incomodado com a volta dela. Posso explicar exatamente o porquê? Não! Apenas ao fato de que ela ficou entalada na minha garganta por dez anos. Tudo certo?

_ Sim. – Ela falou, tentando o empurrar novamente, mas ele ainda não cedeu.

_ Segundo: eu não vejo você como uma válvula de escape ou qualquer coisa parecida. E eu não vou tentar te usar.... Entendeu?

_ Que bom que você está consciente disto. Ótimo, você não vai me usar… eu não ia deixar mesmo… — Ela disse, dando mais um empurrão, mas aquilo piorou a situação, por que ele lhe prensou mais na parede, com o próprio corpo desta vez.

_ Terceiro: eu vou me resolver sozinho em relação à Swan ok? Só não posso prometer que tempo isto vai levar, mas eu não vou perder muito mais tempo com isto. Já perdi demais!

_ Que bom pra você! – Ela disse baixo, prensada do jeito que estava. Calor, estava tudo muito quente.

_ E por último: eu beijei você naquele hospital pelo mesmo motivo que tenho beijado tantas vezes. Eu quis, eu gosto e eu… quero… Convença-se de uma coisa doutora: sua boca é gostosa. Simples assim!

Ele terminou a ultima frase com um sussurro um tanto quanto insano demais.

_ Minha boca é gostosa? – Sarah enrugou o cenho. – Se este é o motivo, ter algo gostoso na boca, coma chocolate Black!

Ele rugiu, mulher difícil!

_ Certo, você quer algo mais claro não é? – Ele falou, de repente um brilho estranho surgiu no olhar dele. Sarah estremeceu.

_ Qual é o sentido de “esclarecer as coisas” pra você? – Ela disse, levando o rosto para frente e sussurrando raivosa.

_ Certo, então vamos esclarecer… — Sarah deu outro empurrão com seu corpo no dele, mas ele deu outro empurrão nela, prensando-a na parede de novo. Ele sorriu, mórbido. – O motivo pelo qual eu te beijo, senhora Sarah Black, é o mesmo motivo que faz você corresponder meus beijos. Responda qual é, que assim tudo se esclarece.

Ela parou e olhou para ele de queixo caído. Depois mordeu o lábio e riu.

_ É, você me pegou senhor Jacob Black.

_ Sim, eu peguei você. – Como para dar duplo sentido a sua frase, Sarah sentiu a mão de Jacob apertar em sua cintura. – Então? Não vai esclarecer as coisas?

_ Quer o quê? Ouvir que sua boca é gostosa?

_ Não, eu já sei disto. – Ele respondeu com a cara de pau bem lisinha.

_ O qu…? Seu convencido de uma figa! É isto que você é!

_ Só estou esclarecendo as coisas. Você que começou.

_ Pois que péssima ideia a minha, não é?

_ Achei no começo, mas agora estou gostando. Então, por que você me corresponde? – Ela olhou pra ele e mostrou a língua. – Doutora… não faz birra, seja mulher e responda…

Sarah riu.

_ Que cara mais descarado! – Ela virou a cabeça para o lado na parede.

_ Você está me enrolando…

_ Eu? Imagine… — Ela disse irônica e nervosa, se contorcendo entre a parede de concreto e a parede de músculos quentes.

_ Sou paciente. Eu vou esperar… Não! Espera! Tenho uma ideia melhor… — Ele disse, sorrindo e subindo a mão que estava nas costas de Sarah.

_ Ei, ei, ei! Não… não se mexa… Fica paradinho, nem pense…

_ Só vou te ajudar a responder… clarear a mente… refrescar a memória. – A mão dele subiu mais, foi pra nuca dela.

_ Droga! Pare, eu não estou achando graça. Por que agente não fala mais dos… dos… — Ele começou a aproximar o rosto, exibindo os dentes perfeitos. Desgramado! – … dos sanguessugas… — O rosto dele colou ao lado do seu… – Tá, tá bom! Eu desisto desta coisa de esclarecer, certo!? Não precisa não… pode parar, sair de perto e ficar quietinho.

_ Não, agora eu quero. – Ele disse e depois puxou a sua nuca delicadamente, trazendo o rosto dela de frente para o seu. Roçou o nariz no dela, fez cócegas.

_ Eu não estou com vontade agora… — Ela sussurrou baixo, muito baixo, quase sem vontade… Mas ele se aproximou mais e beijou delicado os seus lábios. Ela apertou os olhos e se encostou mais na parede, mas não havia fuga.

_ Não quer? – Ele sussurrou, o hálito dele já sendo jogado em sua língua… Sugou muito levemente os lábios dela.

_ Eu nã… — A língua! Ele tinha que passar a língua? Sarah suspirou quando sentiu a língua dele e levou a sua própria de encontro a dele. Correspondeu, inevitavelmente, correspondeu. Um beijo lento, com carícia de línguas…

_ Por que… – Ele perguntou, movendo os lábios em cima dos de Sarah. – …está me beijando de volta?

_ É mais gostoso que chocolate… — Ela suspirou, rindo. Abriu a boca, deixou a língua dele invadir, foi de encontro a ele quando ele apertou sua cintura.

_ Por que está me beijando? – Ele perguntou, ela mordeu os lábios dele.

_ Por que eu quero… por que é bom…

_ Você pode beijar qualquer um…

_ Eu quero você…

_ Por que?

_ É você que eu quero! — Ela disse irritada, ele sorriu, e a beijou de um jeito de arrancar o fôlego. Era crime!

_ Por que me quer?

_ Não penso em mais ninguém! – Ela murmurou, conturbada com o gosto da boca, com o calor, com as mãos em sua cintura, com o corpo no seu.

Ele parou e lhe olhou nos olhos.

_ Então está tudo esclarecido doutora. Estes são os nossos motivos.

Então ela sorriu e envolveu seus braços no pescoço dele.

_ Estes são nossos motivos. Não só pra que eu te corresponda, mas pra que eu te beije. – Ela disse, jogando a toalha de vez.

_ Então me beije. – Ele pediu e não precisaria repetir. Ela mergulhou na boca dele com avidez e liberdade em não se conter, sentindo o abraço dele envolta de seu corpo trazer o aconchego que ela tinha certeza que não teria em quaisquer outros braços.

_ Black é um idiota! – Ela sussurrou entre os lábios dele.

_ Você também é Black, senhora. – Ele riu e girou os corpos, se recostando na parede e trazendo-a para se inclinar no corpo dele.

_ Sou? – Ela perguntou, tomando consciência que já havia se habituado com aquele sobrenome junto ao seu nome.

_ Sim, é! – Ele disse.

Ela abaixou a cabeça e recostou-a no ombro dele.

_ Faltam duas semanas… — Ele disse depois de algum tempo, puxando-a pra baixo para que eles ficassem sentados no chão, ainda juntos.

_ Duas semanas pra que? – Ela perguntou, levantando a cabeça. Jacob fez uma careta.

_ Mulheres costumam se lembrar da data de seu próprio casamento.

_ Oh! É mesmo! Duas semanas…

_ Vai seguir em frente? – Ele perguntou, abaixando o olhar, parecendo esconder algo.

Sarah pôs as mãos no queixo dele e o ergueu.

_ Tudo às claras? – Perguntou.

_ Sim.

Ela se abaixou e se encostou nele novamente.

_ Sim, eu vou seguir em frente.

_ Pela ordem? – Jacob perguntou, se referindo ao acordo com Quendra.

_ Ordem… já faz tanto tempo… parece… — Jacob continuou silencioso, Sarah podia ouvir os batimentos dele se alterarem. – Estou confusa… eu não sei mais… — Ela despejou finalmente.

Jacob suspirou e beijou o topo de sua cabeça.

_ A ordem nos obriga, mas não será a ordem que me fará estar lá.

_ E o que vai ser? – Sarah questionou, sentindo as mãos tremerem.

_ Espero… que o mesmo que leve você lá, no altar.

Sarah sorriu, mas sentiu o corpo sacudir nervoso. Ele apertou o abraço.

_ O que você sente? Agora? – Jacob perguntou. – Aqui? – Ele colocou a mão no peito dela.

_ Eu não sei … definir… não prestei atenção… eu nunca senti assim…

_ Assim como?

_ No momento estou sentido que você cale a boca e só me abrace. Não me peça pra explicar o que eu não posso entender…

_ Não, eu não vou pedir… — Jacob a puxou mais para seu colo, ela colocou as pernas no meio das dele e o apertou. – Só abraço? – Ele perguntou, sugestivo. Sarah riu.

_ Tudo bem Jake boca-gostosa. Me beije desde que fique em silêncio e não passe dos limites!

_ Ela adora impor regras… isto é… — Sarah não deixou ele terminar, agarrou sua nuca e capturou seus lábios.

_ Eu disse em silêncio! – Rindo ele afirmou com a cabeça e puxou-a para outro beijo, jogando-a no chão deitada e simplesmente degustando… até que cansasse…

Naquele momento um pensamento absurdo lhe veio à cabeça: “Bella que se danasse!”

Notas finais
Eu amei escrever isto.... Neste capítulo vcs conheceram uma nova personagem q será muitooo importante na fic, futuramente... pq será hein??? Teorias?? Não vale de quem já sabe!! haha....
Logo, logo tem mais!! Bjokas!!!