The Precious Blood

19 BELO INFIEL


Notas iniciais
Flores lindas, muito obrigada pelos comentário muitooo carinhosos que me deixam! Agoraaa... momentos tensos estão por vir... vamos acompanhar?? Hull....

“Os erros do passado não são sepultados,

Eles voltam quando você pensa tê-los esquecidos,

Batem a sua porta mesmo quando há festa dentro de sua alcova.

Teus erros surgem como fantasmas para cobrar-lhe:

‘Pecaste, estavas consciente, enfrente-me agora:

sou a consequência!’”

Ele estava na sala, faltava somente cinco minutos. Ela estava em seu quarto ainda, silenciosa, não parecia se mover, quase não parecia respirar. Por que ela não descia logo?

Mas a agonia dele não demorou muito tempo, logo Sarah apontou no ponto alto da escada. Ela vestia um belíssimo vestido de tecido fino e negro, sutilmente transparente, com bordados em pedras requintadas. Os cabelos estavam presos em um penteado elegantemente despojado, a franja jogada de lado, uma tiara dourada, muito fina e delicada, suavizava a sensualidade da produção. Sim, ela estava esbanjando uma certa sensualidade, mas Jacob achava que este termo ainda não era o correto para definir a mulher que descia as escadas.

Havia um brilho dourado em suas pálpebras, uma maquiagem muito bem feita, com os cílios marcados, ainda mais curvados, os lábios tingidos de um vermelho pulsante. Ela sorriu enquanto descia, e o batom vermelho serviu apenas para destacar a brancura de seus dentes.

_ Aprovada? – Ela perguntou, enquanto também admirava Jacob. Ele usava os cabelos com um brilho molhado, a barba estava novamente por fazer, porém muito charmosa. Ele vestia um blazer negro fechado por cima de uma camiseta branca. O corte da roupa era impecável, e a elegância dele também era evidente, também era sensual.

_ Aparentemente. – Jacob disse, os olhos com sua natural intensidade pareciam agarrar Sarah. – O tempo foi curto para uma avaliação apropriada.

Sarah riu, era a mesma frase que ela tinha usado pra avaliá-lo na dança.

_ E quanto tempo levaria uma avaliação apropriada? – Ela perguntou.

Ele sorriu, olhou-a de cima a baixo, como se considerasse cada detalhe, depois disse: — Talvez a noite inteira.

É claro, ela estremeceu, pois ele falou aquilo como que querendo provocar, explorando todo o poder que sua voz rouca tinha quando sussurrava algo. Parecia ser um sopro quente atrás da nuca. Jacob percebeu mais uma vez a reação que causou em Sarah e quase quis gargalhar.

_ Vamos logo! – Ela disse, passando por um Jacob com cara de convencido.

Mas eis que a pretensão de Jacob acaba quando ele tenta fixar os olhos na estrada e não olhar para as pernas cruzadas de Sarah, sentada no carro bem a seu lado. E ela, parecia inconsciente de que seu vestido, embora nem tão curto, era insinuante demais ao deixar aquelas pernas a mostra.

_ Chegamos! – “Finalmente!” Jacob pensou. A viagem fora inteira silenciosa, porém uma tensão os dominava, um desconforto causado pela proximidade, um perigo para o descontrole, para a perdição dos atos, que estava dominando muito os dois ultimamente.

Sarah olhou para o lado de fora, para a suntuosidade da festa, não combinava com Jacob. Havia fotógrafos, muitas mulheres exageradamente produzidas, ao contrário de Jacob, muitos homens trajavam smoking, um canhão de luz espalhava uma iluminação luxuosa na frente do elegante pavilhão onde a festa acontecia. Já na entrada, haviam belos carros estacionados em plataformas que giravam lentamente. Em cada carro, haviam duas mulheres, uma de cada lado, com elegantes vestidos justos e beleza chamativa: modelos com certeza.

_ Nossa! – Ela disse. – Não pensei que fosse tanto.

_ Eles exageram. Como se para vender carros precisasse deste circo. Os chineses não ligam muito pra isto. Se o produto não for bom, eles simplesmente não compram.

_ São teus estes modelos? – Sarah perguntou ao observar carros aparentemente de alta velocidade com um design distinto.

_ Eu só dou sugestões no exterior, tem um designer que trabalha comigo. Minha parte é mais por dentro, o coração das máquinas. Mas eu também sei trabalhar com elas por fora.

_ Você gosta disto. – Sarah constatou, ao perceber a entonação com que Jacob falava do trabalho.

_ Gosto do trabalho em si, não do que eu preciso aturar pra fazê-lo. – Jacob olhou novamente para a decoração da festa, a música muito alta. – Mas vamos logo de uma vez!

Eles entraram no ambiente com luzes que pareciam de uma boate, lotado de pessoas e garçons pra todo lado, e imediatamente se destacaram. A beleza distinta do casal era atraente, sugava atenções ainda que despropositalmente. Sarah segurou o braço de Jacob e andou segura diante dos muitos olhares que recebia. Haviam mulheres que pareciam perfurá-la com os olhos, tantos comentários e burburinho havia sobre ela, que Sarah ainda não compreendia o motivo.

_ Então é ela? – Este comentário ela pode distinguir dos outros, porque veio de uma voz debochada, amarga, Sarah quase diria despeitada.

Ela virou a cabeça procurando a origem daquela voz feminina e encontrou uma ruiva, em um vestido branco, justo, evidenciando as formas do seu corpo, estava no limite daquilo que seria vulgar, porém ainda apropriado para a ocasião. Sarah encontrou com os olhos verdes da ruiva e ela deu um sorriso de deboche, depois desviou o olhar pra Jacob, olhando-o despudoradamente de cima a baixo e logo depois mordendo os lábios. Sarah estreitou os olhos, mas logo foi puxada por Jacob para outro canto.

_ Finalmente Jacob! Só faltava você! – Rick Manson veio andando na direção dos dois, falando alto para sobrepor sua voz à forte batida da música, caminhando com o seu ar exageradamente pomposo. Ele se aproximou de Jacob e ofereceu a mão, mas Jacob se limitou a dar um breve aceno de cabeça, circundando seu braço pela cintura de Sarah.

Rick abaixou a mão desajeitadamente, mas logo voltou seus olhos para Sarah. Jacob não gostou da maneira que ele a olhou, ele conhecia seu patrão, aquele olhar era de cobiça, de desejo.

_ Vejo que nos brindou com a presença de sua senhora Jacob. – Ele disse com um olhar que pensou ser galante, oferecendo a mão desta vez a Sarah. Mas assim que ela concedeu sua mão, por educação, ele praticamente a agarrou e depositou um beijo nela, sem desviar os olhos de Sarah. – Agora entendo porque você nunca nos apresentou a ela Jacob, você estava escondendo um tesouro. – Ele disse, enquanto mexia nos seus cabelos lisos, jogando a franja curta pra trás.

Sarah puxou a mão tentando não ser indelicada, enrijecendo com o olhar de Rick sobre ela. Jacob apertou a cintura dela mais firmemente e lançou um olhar nada amigável para o patrão. Rick pareceu ficar desconfortável por um minuto, mas não foi muito, ele realmente não tinha noção do perigo.

_ Então é… me desculpe, o seu nome? – Ele perguntou diretamente a Sarah.

_ Senhora Black. – Jacob respondeu firmemente.

_ Sim, eu sei. Quero dizer o primeiro nome. – Jacob suspirou fundo perigosamente, Sarah resolveu interferir.

_ Meu nome é Sarah, senhor…

_ Manson, Rick Manson. Diretor Administrativo daqui, sou o patrão do seu marido. – Ele frisou o “patrão” um tanto demais. Sarah só ergueu as sobrancelhas. – Então, Sarah… posso te chamar de Sarah não?

_ Não, não pode! – Jacob respondeu ao mesmo tempo que Sarah respondeu um educado: “Claro!”. Sarah riu imperceptivelmente ante a carranca de Jacob. Mas ela tinha que confessar que estava com vontade de socar aquele cara, coisa que parecia que Jacob também estava a fim de fazer.

Mas Rick pareceu ouvir só a resposta de Sarah, estava visivelmente ignorando Jacob.

_ Então Sarah, gostando daqui? Do trabalho do seu marido?

_ Sim, claro. Embora não tive tempo de olhar os carros apropriadamente.

_ Ah, mas o que Jacob faz não é tão visível minha querida. Ele cuida mais de motores, não dos desenhos dos carros. Ele faz algo pra deixar nossos carros mais velozes. – Ele explicava como se Sarah fosse completamente alheia a qualquer coisa que envolvesse carros. Ela respirou fundo para não revirar os olhos. Jacob estava impaciente ao seu lado.

_ Sim, eu entendo. – Sarah respondeu lentamente.

Neste momento Jacob se abaixou e sussurrou discretamente no ouvido dela:

_ Posso matar ele? – Sarah sorriu, mas com o ato ela iluminou ainda mais sua beleza e o fascínio de Rick aumentou. Ele formava em sua cabeça um plano, sorriu consigo mesmo pensando que poderia dar certo. Em sua limitada visão, ele imaginava que poderia conquistá-la.

Um garçom passou com varias taças de champagne, Jacob esticou o braço e pegou duas, só pra ter o que fazer. Ofereceu uma a Sarah, ela pegou e bebeu um gole mínimo. Rick continuou tentando conversar.

_ Então você é médica? Profissão completamente diferente do que essa que você esta vendo aqui, não é?

_ Nem tanto.

_ Não? Como não? – Rick sorria, Jacob tinha vontade de arrancar cada dente dele, um de cada vez.

_ Digamos que tanto eu quanto Jacob cuidamos do centro vital de máquinas. Só que a minha é a máquina humana.

_ Pensando por este lado… Você já tinha feito esta ligação Jacob?

_ Não. – Jacob respondeu seco, procurando um outro lugar pra ir com Sarah.

_ Bom, mas de qualquer forma sua profissão continua sendo mais nobre que esta, e um erro seu é fatal. Então você merece mais créditos que nós.

Sarah sorriu, mais com a impaciência de Jacob, que tentava puxá-la dali disfarçadamente, do que do idiota do patrão dele. Mas quando Jacob foi se virar, viu Mery sorrindo comprometedora pra ele. A postura dela, a maneira como ela segurava a taça de champagne, evidenciava que ela já havia bebido demais. Ele resolveu ficar onde estava.

“Festa infernal!”. Ele pensou.

_ Mas quando você diz “cuidamos do centro vital de máquinas…”, você quer dizer que é cardiologista?

_ Não, eu mexo com outra coisa, algo ainda mais complexo, por assim dizer. Aquilo que também controla a mecanicidade do coração. Eu mexo com o cérebro.

_ Nossa, dito assim me pareceu horripilante.

Sarah sorriu novamente, bebeu um gole de sua bebida e virou a cabeça como quem observava a festa, dizendo em um sussurro pra Jacob:

_ Horripilante seria se ele soubesse que com um soco eu posso atravessar o estomago dele e pegá-lo com as mãos.

Jacob tomou seu champagne de um gole só, e sorriu ante o comentário discreto de Sarah.

_Seria excitante pra mim. – Ele respondeu no mesmo tom de voz, enquanto observava um grupo de empresários se aproximarem de Rick para conversar, desviando a atenção do patrão deles.

Sarah procurou o olhar de Jacob, dizendo confusa:

_ Excitante?

_ Sim, ver você espancando ele.

_ Você não pode pensar assim, você tem que proteger humanos Alpha! – Ela sussurrou de volta.

_E você também não poderia desejar arrancar o estomago de alguém. Você é médica, tem que salvar vidas, não acabar com elas.

Sarah torceu os lábios, fingindo pensar. Olhou pra Rick e ele a pegou olhando. Sorriu faceiro.

_ Acho que no caso dele podemos abrir uma exceção. ­– Ela disse, fazendo Jacob rir baixinho, afundando o rosto no cabelo dela pra passar despercebido. Ainda com o rosto lá ele respondeu.

_E você dividiria ele comigo? Eu poderia ficar com a parte de arrancar os dentes, quebrar o nariz e arrancar os olhos? – Jacob falou.

_ Claro. Mas deixe o cérebro intacto. Precisamos de cérebros de primatas para estudar.

Rick voltou a chamar a atenção dos dois e eles tiveram que interromper seus planos momentaneamente. Sarah quase não conseguia disfarçar o semblante risonho ao olhar pra Rick, que estava se direcionando mais a Jacob naquele momento, apresentando um grupo de chineses interessados nos carros. Para conter o riso, Sarah começou a morder os lábios delicadamente, enquanto movia a perna no ritmo da música que tocava alta. O olhar de Rick foi parar nos lábios da moça, um brilho surgiu neles. Jacob não suportou mais, rispidamente pediu licença aos chineses e arrancou Sarah dali, a puxando pela cintura.

_ Belos companheiros de trabalho. – Sarah falou, enquanto caminhavam por entre as pessoas.

_ Pra você ver como tenho sorte. – Jacob disse pra ela.

Naquele momento ele a carregava para o mais longe possível de Rick, ele sabia que o patrão estava descaradamente interessado em Sarah, e para que ele não acabasse matando Rick, era melhor se afastar. Jacob não fazia idéia de que levar Sarah ali, em seu ambiente de trabalho, ia causar tanto transtorno. Mas ela tinha que estar atraindo olhares por onde quer que passavam?

Jacob surpreendeu o olhar de Mery enquanto caminhava com Sarah. Ela olhava com nítida inveja para a morena, não julgava que a esposa de Jacob fosse tão bela, no fundo a ruiva tinha esperanças de que Jacob se tornasse ao menos seu amante. Ela fora a única com que Jacob foi para a cama mais de uma vez, sendo a última a cerca de três meses, e nesta época ele já estava casado. É certo que ele não parecia nada carinhoso com ela, mas Mery caiu inevitavelmente no campo magnético de Jacob, se sentia atraída irrevogavelmente.

Porém Mery não suportava ser recusada. Ela sabia ser bonita, sabia que era uma boa amante, não concebia rejeições como as que estava tendo de Jacob durante todos aqueles meses que trabalhavam próximos. Mas agora ela entendia o motivo da recusa. Ainda que não confesse a si mesma, uma mulher sabe imediatamente quando é subjugada por outra, e a bela morena que caminhava gloriosa ao lado de Jacob, havia sim, subjugado a assistente de Jacob.

Mery perseguia o casal por toda a festa, incomodando Jacob. Ela tinha raiva, raiva daquela mulher que pensava ser melhor que ela quando mantia aquela pose, aquela mulher que se pensava tão segura por estar ao lado de seu marido sem saber que fora trocada um dia, trocada por ela, por Mery! A ruiva sorriu insinuante para Jacob, com os olhos já vermelhos em consequência dos drinks que havia misturado e ele, mais uma vez, a ignorou, agarrando a cintura de Sarah e a levando para a pista de dança, enquanto sussurrava algo no ouvido dela.

“Isto não vai ficar assim.” Foi a promessa que Mery fez a si mesma, revoltada com tanta recusa de Jacob.

_ Estou me sentindo uma marionete. Você pode aproveitar, porque não planejo ser assim sempre, não faz parte da minha personalidade. – Sarah disse a Jacob, depois de um tempo na festa, enquanto ele a carregava por todos os lados. Ora ele conversava com os benditos chineses que falavam um inglês mecânico e com forte sotaque, ora ele conferia os carros em exposição, explicando aspectos técnicos a respeito de tuning para alguns curiosos, enfim: ele fazia seu trabalho. Longe de Rick.

Jacob sorriu – Está se colocando a minha disposição esta noite?

Sarah inspirou profundamente, mantendo a respiração presa por um instante. Jacob parecia ter esquecido a enérgica festa ao redor deles e fixou toda a sua atenção em Sarah.

_ Talvez… Mas isto pode ser um teste. – Ela disse, também sorrindo.

_ Teste para que?

_ Pra saber se você pode ser bom. Mas não sei se você pode se sair tão bem neste teste. – Ela disse, gracejando, sorrindo, desafiando, mas sentindo um estranho aperto no peito. Ela tinha impressão de que não iria gostar tanto daquele desafio que estava propondo.

_ Não confia em mim? – Ele disse, impulsionado a continuar com o jogo.

_ Não! – Ela disse. Jacob balançou a cabeça.

_ Então eu vou ser bom com você. Escolha o que quer fazer… marionete.

Sarah riu e colocou a mão no queixo fingindo pensar, nesta mesma hora a música mudou. Ela esticou a cabeça para a pista de dança e ergueu a sobrancelha. Jacob sorriu levemente e a carregou para a pista.

http://www.youtube.com/watch?v=BQRZSNy4qTY&feature=bf_next&list=PL9D99A823A0B0EB32&lf=results_video (musica – vídeo)

Sarah foi para o meio e fechou os olhos, começou a dançar, seu corpo em um movimento ondulatório envolvente, pulsava com as batidas da música. Jacob parou um instante e ficou a observá-la, ela sorria ora ou outra, parecendo mais leve, mais envolvente e próxima dele. Ela o atraía e não seria necessário que ela lhe chamasse, como fez com o dedo indicador, para que Jacob se juntasse a ela.

_ Você pode ser bom nisto? – Ela perguntou enquanto ele se aproximava dela lentamente.

Ele não respondeu, pegou a cintura dela e a impulsionou para traz, fazendo com que ela curvasse as costas. Sarah impulsionou o peito para frente rapidamente, fazendo Jacob recuar, e voltou em seu ondular. Uma mexa se desprendeu de seu penteado.

Jacob riu novamente, sem se dar conta que estava rindo mais que o costume. Fez ela se encostar nele e seguiu o requebrar dela com seu próprio corpo. Sarah engoliu em seco e não parou de dançar, mesmo sentindo a perna de Jacob no meio de suas coxas, o corpo dele encaixado ao dela, correspondendo aos seus movimentos.

Sarah se afastou, começando a dançar longe dele, o provocando com o olhar. Jacob olhou ao redor e eles já haviam conquistado um espaço maior que o normal na pista de dança, muitos homens olhavam para Sarah, praticamente a comendo com os olhos, mas ela não parecia estar consciente disto, se estava, ignorava.

Jacob começou a dançar sem ela, mas com seus olhos presos em cada movimento que ela fazia. Neste momento algumas mulheres começaram a soltar exclamações exaltadas. Sarah gargalhou. Céus, ele sabia rebolar! Aquilo estava divertido.

Ela se aproximou dele novamente, intuitivamente os braços dele foram abraçá-la pela cintura e os dela, envolvê-lo pelo pescoço.

_ Onde aprendeu isto? – Ela perguntou.

_ Nasci sabendo.

Ela gargalhou novamente.

_ Não acredita?

_ Você mesmo disse que não era bom em dança! – Jacob estreitou os olhos para ela, logo fazendo uma expressão de convencimento que irritou Sarah de uma maneira que… deu vontade de mordê-lo!

_ Então você está confessando que eu sou bom! – Ele afirmou. Sarah revirou os olhos.

_ Só na dança. E seus genes de lobo podem ajudar na flexibilidade do seu corpo. – Desta vez foi Jacob que revirou os olhos.

_ Não daria pra dizer só: sim você é bom?

_ Por que você quer que eu diga isto?

_ É impossível pra você simplesmente dizer?

_ Ok! – Sarah sorriu, eles já não seguiam o pulsar enérgico da música, simplesmente se moviam no meio do espaço que voltara a ficar lotado. Ela ergueu os olhos, e encarou Jacob concupiscente – Você não é tão ruim quanto eu pensava.

_ E você é pior do que eu pensava. – Ele disse, já inclinando a cabeça em direção a Sarah.

_ Jacob?

Ao ouvir aquela voz Jacob imediatamente enrijeceu. Era Mery. Ele tentou ignorar, mas Sarah já havia se afastado dele e estava encarando a ruiva. Ele se virou lentamente e disse seco, com um humor completamente adverso ao que estava segundos atrás:

_ Sim!

_ O senhor Manson está te chamando. – Ela disse suavemente, com um sorriso aberto demais. – Olá! – Ela ousou dizer a Sarah, com uma expressão risonha. _ Você deve ser a esposa de Jacob, digo, do senhor Black.

Sarah estreitou os olhos, não havia gostado daquela mulher desde o primeiro momento que a viu. Respondeu quase apática.

_ Sou.

_ Onde ele está Mery? – Jacob perguntou impaciente.

_ Deixe que eu te mostre, venha. – Ela ofereceu a mão. Jacob virou as costas, olhando Sarah.

_ Eu já volto. – Era um nítido recado “não venha comigo”. Jacob não queria que Sarah se encontrasse com Rick novamente.

Mas Sarah engoliu em seco e olhou novamente para a ruiva com olhar debochado atrás de Jacob. Novamente um aperto em seu peito a incomodou, ela sentia algo se revoltar dentro dela cada vez que olhava para a tal de “Mery”, que Jacob nem fizera menção de apresentar corretamente.

_ Vou tomar algo. – Sarah falou, olhando em direção a um quiosque de bebidas montado no lado esquerdo de onde se encontravam.

Mery, então, guiou Jacob para o lado oposto ao que Sarah se direcionou. Ela foi caminhando a frente dele, olhando para trás constantemente enquanto sorria.

_ Ele está logo ali! – Ela dizia.

Jacob nada dizia, só pensava que Rick estava venerando os tal chineses, quando Jacob sabia que eles só haviam ido ali pra espionar e não para fazer a tão almejada parceria com Rick. Os orientais haviam, inclusive, feito uma proposta para que Jacob largasse a empresa e trabalhasse direto com eles.

No instante que Jacob voltou sua atenção para o mundo real. Percebeu que Mery o levou para um canto afastado da multidão que estava na festa, a luminosidade era quase nula. Ela parou lá, se virou para ele e sorriu. “Merda!” Ele pensou.

_ Onde está Rick senhorita Stron? – Ele perguntou, mas aquela altura, olhando nos olhos de Mery, ele sabia que havia sido um jogo dela aquele chamado.

_ Adoro quando você me chama de “senhorita Stron”! – Ela disse, se aproximando, com ares sedutores.

Jacob agarrou os braços dela e a fez parar, a encarando com raiva. Ela fechou os olhos diante daquilo e mordeu os lábios.

_ Eu já disse inúmeras vezes para que pare com isto. Você não percebe que eu não quero nada com você? Como ousa ainda insistir, ainda por cima com minha esposa presente? – Ele disse com voz arrastada, raivosa. Mas Mery riu.

_ Gosto do perigo! Ninguém vai ver agente aqui gostoso. E com a idiota da sua esposa perto é ainda mais excitante.

Jacob sentiu a mão formigar, mas tratou de soltar aquela mulher com asco.

_ Eu não diria que minha esposa é idiota, mas sim você, que se rebaixa mais uma vez, mesmo sabendo que nenhuma destas suas caras pode me atrair. – Jacob disse, virando as cotas. Mas Mery começou a gritar.

_ Ela é a idiota sim! Pois foi pra minha cama que você foi por mais de três vezes, e duas dela você já estava casado! Agora vem dar uma de bom samaritano e usar sua mulher como desculpa pra me recusar? Você a traiu e não foi só comigo! Você pensa que eu não sei que durante os primeiros meses do seu casamento, quando a sua digníssima senhora estava longe, você não continuava com a sua vida como se ela não existisse?…

_ Cala esta boca! – Jacob disse ameaçador, enquanto olhava ao redor pra checar se alguém ouvia os gritos esganiçados de Mery. Ele não queria se aproximar dela, tinha receio de se aproximar daquele jeito e machucá-la.

_ EU SEI QUANTAS MULHERES VOCÊ TEVE! Sei que você não se importava com a sua fidelidade coisa nenhuma! Mas agora você esta mais discreto, não é? Não se ouve mais nada a respeito de sua canalhice!

_ Calada.

_ Diga, diga que você não gostou das nossas transas! Diga que foi porque você gostou que você veio pra mim mais de uma vez, como você não fez com as outras. DIGA! – Ela estava descontrolada, Jacob nunca a havia visto daquela maneira, Mery mantia uma pose distinta na maior parte das ocasiões, mesmo quando se insinuava pra ele.

_ Se você quer mesmo saber eu digo. Foi exclusivamente por conveniência. Eu precisava daquilo e você estava perto, não me daria trabalho pra explicar ou tentar atrair. Você se dava sem questionar e quieta, absolutamente conveniente. Quando eu não queria ter trabalho e quando eu tive vontade eu fui sim pra sua cama Mery. Mas agora você não me atrai mais, nem você e nem mulher alguma. – Sim aquilo era verdade, as palavras que saíram de Jacob nunca fizeram tanto sentido, a única mulher que ele queria ele tinha perto, mais nem tão fácil. Nenhuma outra lhe atraía.

Mery ficou quieta, se sentindo humilhada diante do discurso de Jacob: “Foi exclusivamente por conveniência…”

Aquilo girava na cabeça dela e destruía seu ego e a raiva, que já estava em seu limite naquela noite, retumbava dentro dela. Ela olhava Jacob como um animal selvagem. Jacob aproveitou a quietude para se afastar definitivamente.

_ Nunca mais ouse se aproximar de mim, você não trabalha mais comigo. E não ouse se aproximar de Sarah, porque os motivos que estou com ela nunca foram tão superficiais quanto aqueles que me levaram pra sua cama. Adeus senhorita Storn. – Ele disse se afastando rapidamente, com a cabeça fervendo.

Mery enxugou bruscamente a lágrima que caiu de seus olhos, respirou fundo e conteve sua expressão ao voltar para a festa. Procurava algo pra descontar sua raiva, se direcionava ao banheiro, no caminho pegou duas taças de champagne e virou de uma vez só em sua boca.

O banheiro estava vazio, ela se enfiou dentro de um dos reservados e agarrou os cabelos, rangendo os dentes.

_ Seu miserável! Você me paga Jacob Black, ah você me paga!

Logo que ela conseguiu um pouco mais de calma para refazer sua postura, ela percebeu alguém entrar no banheiro. O salto fazia um barulho suave, um perfume singular chegou até Mery. Ela abriu a porta minimamente e viu a distinta e elegante senhora Black em frente ao espelho, arrumando o penteado solto.

“Sim Jacob, você vai ter que arcar com suas atitudes!” Mery pensou, enquanto saía do reservado e encarava Sarah com um olhar penetrante, escondendo sua ferida. Em seu sorriso brilhava o anseio da vingança…

Notas finais
N/A: Briga, briga, briga.... kkkkk... Banheiro e mulher revoltada hummmm... q cenário hein? Bom, momento ápice da fic as descobertas. Meninas, sei q muitas de vcs ficarão com dó do Jake, mas ele cometeu erros, e esse deus não é um ser tãooo impecável assim (ok. ele é sim! Mas neste momento em particular...), então, ele vai precisar enfrentar as reações de suas ações. Vejam no próximo o que a Mery e o Rick vão aprontar...
Mery se virou para trás de uma vez e trancou a porta de saída, jogando a chave com brusquidão na direção de Sarah, que desviou facilmente
Agora cale a sua boca antes que seja tarde pra você! Sarah disse em um sussurro que Mery mal escutou
A ira de Sarah explodiu
Jacob procurava incessantemente pela esposa na festa toda sua visão aguçada lhe permitiu enxergar Rick com a mão encima da de Sarah, do outro lado da multidão de pessoas na pista de dança, ele sentiu o sangue ferver
Sarah se inclinou para Rick, com um sorriso nos lábios tingidos de vermelho, quase tão vermelhos quanto seu olhar de ódio
Chega néh? Vamos deixar para o próximo... agora estou preparando att dupla em dois capítulos q não podem se desgrudar então terá, mas está sendo meticulosamente calculado o quando... Comentem flores, eu fico inspirada e muito feliz!!!!!!!!