The Precious Blood

37 AND NOTHING ELSE MATTERS


Notas iniciais
"To build a home"... nova música que embala este capítulo. Abram este o link da música em outra janela qndo aparecer no texto e escutem qntas vezes acharem necessário.
Sem mais, boa leitura.

E se perderam a medida que se encontraram,



Se fizeram a medida que se desintegraram.. Um no outro, um para outro.



Não havia medo, não havia angustia,



só havia uma coisa preciosa e magnifica a lhes



conduzir para a fronteira entre dois mundos: um de carne e outro de espírito.



Entre os corpos unidos só havia espaço para os ventos dos céus,



Entre as peles férvidas só havia tremores e espasmos...



Amaram-se as bocas, amaram-se as mãos, amaram-se os olhos e os ouvidos...



Amaram-se... com gritos roucos e beijos loucos... é isto! Nada mais importa!



Deixaram para trás toda a festa que os quileutes faziam, a chuva veraneia e repentina e simplesmente caminharam para casa. Jacob envolveu o braço na cintura de Sarah e ela encostou a cabeça em seu peito enquanto se aproximavam sem pressa alguma da casa dos penhascos. Não havia palavras, estavam em silêncio, Jacob sentia o coração dela descompassado. Sarah caminhava com os olhos fechados e apertava o tecido molhado da roupa dele. Ele lhe beijou a testa e nada disse, continuou em silêncio.



Assim que entraram na tão conhecida, mas de certa forma, nova casa, um calor aconchegante tomou conta de seus corpos.



_ Nosso lar… — Sarah disse, entrando na frente de Jacob.



_ Não era pra eu te carregar esposa? – Jacob disse, se recostando na porta e cruzando os braços.



_ Oh! É… talvez… — Ela disse, de repente nervosa, torcendo o tecido de seu vestido. Jacob sorriu entrando de vez na casa e erguendo os pés de Sarah quando a abraçou.



Ela envolveu seus braços ao redor do pescoço dele e escondeu o rosto em seu ombro, como uma criança. O corpo dela tremia. Jacob suspirou.



_ Calma… fique calma amor… — Ele disse, sussurrando em seu ouvido.



_ Amor? – Ela perguntou.



_ É o que você é… — Ele a colocou no chão novamente, para encarar seus olhos. — … Meu amor! – Disse, com a voz rouca extremamente suave. O sorriso dela ficou mais largo, Jacob colocou a mão em seu rosto, levando para sua nuca.



_ Meu amor… — Ela sussurrou, já por entre os lábios dele. Ele a beijou com doçura, seus lábios envolvendo os dela com uma maciez indescritível, sua língua passeando sorrateira pelas bordas internas de seus lábios.



Jacob riu quando ela jogou a cabeça pra trás nas mãos dele depois que o beijo terminou e sorriu com realeza. Eles ainda estavam encharcados, a única coisa que tinha ficado da maquiagem de Sarah foi o contorno negro em seus olhos. Os tecidos de suas roupas estavam grudados no corpo.



_ Vou tirar esta roupa. Você devia fazer o mesmo, colocar algo mais quente. – Jacob disse, passeando os dedos pela linha da coluna dela. No exato momento em que ele disse aquilo, a pulsação tranquila de Sarah acelerou vertiginosamente. Ela disfarçou, soltando um riso alto.



_ Pode ser… — ela disse, abaixando os olhos e mordendo os lábios.



Jacob voltou a pegar em sua mão e a puxou levemente. Ela o seguiu, sem olhar em seus olhos, subiu os degraus rumo ao andar superior. Não havia luzes acesas, mas uma iluminação esparsa vinha dos cantos, onde uma vela ou outra havia sido colocada. O cheiro de flores campestres estava suave também. A casa tinha sido preparada para a volta dos noivos.



A cada passo que eles se aproximavam do quarto, Sarah sentia seu nervosismo aumentar. Jacob pra piorar não dizia nada! Apenas a guiava em silêncio, devagar demais. Quando pararam a porta do quarto de Sarah ela tinha impressão que cairia com tanto tremor em suas pernas e que sua barriga afundaria com o vazio que havia dentro. O que seria agora?



Jacob parou na porta e a abriu delicadamente, depois se voltou para Sarah, beijando sua mão.



_ Definitivamente casados… — Ele disse.



_ Sim… — ela sussurrou de volta, com um sorriso meio aberto meio fechado, como pétala indecisa.



_ Vai meu amor, coloque algo quente, deite-se e durma bem. – Ele puxou sua cintura delicadamente e a beijou novamente, do mesmo jeito delicado. – Boa noite… — disse, a soltando e caminhando para o lado oposto de onde ela estava parada, indo paro o outro quarto.



_ Jake? – Sarah chamou, confusa, olhando ele se afastar.



_ Diga…



_ Você não vai… não vai… — Ela engoliu em seco, sem conseguir terminar a sua frase.



_ Eu vou estar aqui, te esperando… esperando você decidir. Hoje, amanhã, depois… daqui a dez anos… sou teu e vou te esperar. E isto basta!



Sarah sentiu as lágrimas virem lhe atormentar… conteve-se.



_ Eu… nós … eu… — ela falava de forma incoerente.



_ Shiiiii... Não diga nada, não agora. O que há de mais precioso eu já tive… tenho… — Ele apontou o centro do peito de Sarah e sorriu. – Isto me alimenta. Boa noite amor…



Jacob virou as costas e entrou no outro quarto. Assim que fechou a porta respirou fundo, mas não fez muito alarde, para não assustar ainda mais Sarah. Ele sabia, sentia o grau de nervosismo nela aquela noite, ainda sentia o seu corpo tensionado… não, não poderia ser assim e não seria assim. Ele tirou a roupa molhada e entrou debaixo do chuveiro, ficando um bom tempo por lá.



Sarah entrou em seu quarto e se deparou com a decoração caprichosa e minuciosa das mulheres quileutes. Sua cama com lençóis brancos, pétalas coloridas jogadas em cima do colchão, ao redor da cama. Pingentes de cristais foram colocados no teto aqui e ali, pequenos pontos de luz que se refletiam com a luz aconchegante das pequenas e rechonchudas velas espelhadas pelo quarto… Havia o cheiro suave e refrescante de um incenso queimando.



A um canto, estendida sobre uma poltrona, estava uma bela camisola de renda pura e transparente, também branca. Não era longa, devia bater acima de seus joelhos, mas era bela, excepcionalmente delicada e bela. Ela pegou nas mãos e sentiu o toque fino do tecido.



“Você vai ser minha… E eu vou esperar… esperar até que você venha até mim…”



Ela se lembrou da declaração que Jacob havia lhe feito há poucos dias, que já a deixara tão perturbada. Mas o que ela temia afinal? Ela parou e respirou fundo, se sentando molhada como estava na poltrona onde antes estava a camisola. Ficou fitando o nada enquanto pensava, enquanto relembrava de cada sorriso, de cada palavra, de cada toque que ela recebeu de Jacob não só naquele dia, mas antes… antes mesmo dele entrar no seu quarto pela primeira vez, com seus olhos negros derretendo tudo. Lembrou-se também quando ele lhe tomou nos braços e acolheu o seu pranto numa noite perturbada, quando ele penteou seus cabelos, quando ele lhe prensou na parede e lhe beijou como se aquilo fosse a melhor coisa a se fazer… quando ele a fez sentir o maior regalo do mundo em seus braços…



E agora cada parte do corpo dela tremia, mas ela soube identificar, discernir que não era medo, não era trauma… era expectativa… só isto… ela o queria, mais do que qualquer outra coisa que pudesse lhe atormentar, lhe barrar… ela queria ser dele e só!



Sorriu e pegou a bela peça noturna se dirigindo ao seu banheiro. Enquanto a água caia por seu corpo, seu coração se preenchia novamente com aquela magia quente e potente, impulsionando-a a sorrir mais. Ouvia a respiração de Jacob no outro quarto, profunda, ele parecia se concentrar nesta atividade.



O tecido de renda branca deslizou por sua pele delicadamente, se acomodando perfeitamente em suas curvas. Ela penteou os cabelos e os deixou molhados mesmo. Olhou-se no espelho e respirou fundo. Não havia mais o que pensar. Saiu de seu quarto com passos leves, deixando a primorosa decoração de núpcias para trás. O que importava estava deitado no outro quarto.



Assim que ela colocou a mão na maçaneta do quarto dele, percebeu o coração de Jacob acelerar absurdamente. Mas ela continuou com passos lentos.



Ela apareceu pra ele devagar, e estava ainda mais linda do que antes, na cerimônia. Seus pés descalços, o cabelo solto e úmido, a pele limpa e com o cheiro só seu e de mais nada. Ela veio de cabeça baixa e parou em frente à cama, onde Jacob estava meio sentado meio ajoelhado, olhando fixamente para cada movimento dela.



_ Sarah… — Ele disse e o seu coração iniciou uma inconstância no pulsar. Era ela e estava ali, tão linda e tão perto.



Ela ergueu os olhos e o encarou, tragando ele com força pra dentro de seu próprio universo. Só ela e mais nada…



_ Eu nunca senti o que sinto por você em toda a minha vida. E eu tenho certeza que não posso sentir isto por mais ninguém. Hoje eu estou aqui porque eu quero ser completamente sua… Tudo o que está aqui dentro de mim é só uma necessidade absurda de pertencer… de te pertencer, de fazer meu corpo ser teu… — Ela sorriu e secou a lágrima que caiu dos olhos de Jacob. Ele pegou as mãos dela e beijou. – Eu não tenho mais medo, nem angústia… porque mais nada me atormenta perto de você… — Sarah sentiu sua respiração travar um instante. – Me faça tua Jake… Tua mulher… — Disse e sentiu o corpo inteiro sacudir.



Jacob nada disse, apenas sorriu, um sorriso bobo e genuíno. A outra coisa que Sarah percebeu foi o movimento dele, lhe pegando nos braços e a erguendo, acolhendo-a em seu colo e em seu calor. A respiração dele bateu contra seu pescoço, onde ele abrigou seu rosto, cheirando aquele lugar e dando um leve beijo.



Ele a tirou do seu quarto, voltando para o dela. A deitou delicadamente na cama grande e espaçosa e ela ficou envolvida pelas pétalas que estavam jogadas por sobre o lençol. Os cabelos dela se espalharam lindos pelo travesseiro, ela acomodou as pernas e elevou as mãos pra cima, fechando os olhos e erguendo os seios em uma respiração exaltada. Parecia uma deusa a pousar para um escultor.



_ Eu te amo… te amo Sarah… — A voz dele soou como um murmúrio quente, se enraizando nela. Ele ficou a observar e não sabia o que fazer, simplesmente não sabia. O seu mundo inteiro parecia estar ali na sua frente, deitada com o corpo quente.



Mas Sarah abriu os olhos e voltou a dar o seu sorriso de mulher-deusa. Ela se levantou e o abraçou tomando os seus lábios lentamente. Jacob sentiu então o sabor tão inigualável lhe tomar os sentidos, envolveu as mãos na cintura dela e a puxou contra o seu corpo e ah… era tão certo aquilo, era tão certo ela estar ali!



Ele se afastou e tirou a camisa que vestia e voltou a encostar seu tórax no peito dela. As peles já podiam se tocar, se sentir… ambas estavam férvidas e elétricas. No meio do beijo Jacob colocou as mãos na nuca dela, afastando o cabelo e descendo seus lábios até aquela parte de seu pescoço, quase na nuca. Sarah sentiu seu corpo voltar a se inclinar na cama, com as mãos de Jacob lhe amparando, lhe guiando. O corpo dele ficou suspenso por sobre o dela.



_ Me deixe te sentir… — a boca dele, colada a pele de seu ouvido, se moveu, quase sem som, só com o hálito quente soprando e fazendo estremecer.

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Então Jacob começou a degustá-la de uma forma como nunca fez: livre. Degustava com o tato e com os lábios, com a língua e com a sua própria pele. A boca dele desceu pelo pescoço dela enquanto as mãos subiram firmes por suas coxas, com uma carícia envolvente. Sarah deixava constantes suspiros lhe escapar. As mãos dela foram, intuitivamente, agarrar os cabelos de Jacob enquanto ele continuava a descer seus lábios por seu colo.



Um arrepio forte fez Sarah impulsionar o busto para frente quando sentiu a língua de Jacob passar lenta pelo vão de seus seios. Seus mamilos enrijeceram, tão mais sensíveis, e o interior de suas coxas começaram a latejar.



Sarah fez um movimento sutil e leve, mas que foi imediatamente correspondido por Jacob. Ela abrigou o corpo dele por entre suas pernas, já sentindo o peso dos quadris dele sobre si, pressionando seu baixo ventre, aquecendo ainda mais o meio de suas coxas. Jacob fez com que uma das pernas dela se entrelaçasse com as dele, depois abaixou as alças finas da camisola. A língua dele continuava a passear pelo busto de Sarah.



_ Me beije… — Sarah sussurrou. Mal tinha terminado de falar e a boca hábil dele estava sobre a sua. Sua cabeça girou e ela enroscou sua língua junto à dele de uma forma lasciva, ávida. Sugou o gosto dele como se aquele fosse seu alimento… e satisfazia.



Jacob murmurou um gemido e moveu o seu corpo sobre o dela, enroscando-se mais. A sua falta de raciocínio fez com que ele perdesse o controle de sua força e as alças da frágil camisola arrebentaram. O ventre de Sarah se contraiu, mas ela não deixou os lábios dele. Enlaçou a outra perna no quadril de Jacob e o abraçou ainda mais junto de si, o beijando com mais ímpeto.



_Me faça tua… _ Ela sussurrava por entre os beijos, com o peito em fúria.



As mãos dela desceram por suas costas até encontrar com o cós da calça de Jacob. Os dedos dela começaram a passear ali, quase rompendo a barreira e se enfiando dentro da calça. Jacob sorriu, mordendo os lábios dela, se afastou repentinamente. Quando o corpo dele se afastou do dela, Sarah sentiu uma espécie de rombo, de ruptura. Suspirou uma reclamação mole.



Mas ele não estava longe. Se ajoelhou na cama e começou a subir o tecido que restava da camisola de Sarah. O coração dela falhou, uma corrente gelada passou por sua espinha, sua respiração acelerou enquanto ele subia o tecido leve. Sarah elevou as costas para que ele terminasse e então estava seminua aos olhos dele, com uma pequena calcinha a lhe cobrir.



Jacob sentiu o solavanco no peito mais forte até mesmo que o constante pulsar no meio de suas pernas. Linda! Linda era cada curva daquele corpo, que agora ele podia observar com uma quase devoção. Os seios tão firmes e belos, a barriga lisa, a cintura curvilínea, a pele luminosa e as pernas torneadas e esguias.



_ Minha… — ele disse, com voz embargada, impregnada de um ânsia insana.



A mão dele começou a acariciar cada polegada daquela pele. Ele envolveu os seios dela em suas mãos e fez o tremor no ventre de Sarah aumentar. Ela mordeu os lábios. De um instante ele se livrou de suas próprias calças. Sua excitação ficou visível por sobre o tecido da boxer que vestia. Sarah engoliu em seco, admirando o corpo de seu homem enquanto ele lhe acariciava o corpo. Observava a maneira caprichosa de como os músculos do tórax desaguavam no “v” de sua pélvis, como as coxas eram frondosas.



Ele voltou a se curvar sobre ela, beijando o seu pescoço e… descendo… indo para o colo e abocanhando um de seus seios, sua língua quente rondando seu mamilo, seus dentes roçando na pele sensível. Sarah levou a cabeça pra trás e soltou um gemido manhoso, baixinho. As pernas dela se encolheram levemente e seus quadris se remexeram. Loucura… As mãos de Jacob sustentavam as suas costas enquanto ele se perdia beijando, mordiscando, sugando e lambendo os seus seios. Quanta sede ele tinha, quanta vontade ele tinha dela!



Parecia que uma febre subia no corpo de Sarah e travava sua garganta, fazia ferver seu rosto e incendiava debaixo de suas pálpebras, seus olhos ardiam e Jacob beijava seu corpo, agora descendo…



A boca dele foi para a sua barriga e as mãos dele se encaixar em sua cintura…



_ Jake… — Ela disse, abrindo a boca e sugando o ar com força.



_ Sarah… — Ele disse, contra a sua pele.



E as mãos dele desceram, indo para a lateral de seus quadris, descendo por suas coxas, apertando… Passou a beijar mais abaixo, no baixo ventre… a calcinha atrapalhava…



_ Jake! — A voz de Sarah adquiriu um ruído gutural, o tremor de seu corpo se triplicou. Jacob se perdia nela e a conduzia para a completa insensatez. Já não estavam na Terra, nada, absolutamente nada havia entre eles.



_ Seu gosto… minha… ah… — Ele dizia, sem a intenção que fosse compreendido, apenas se expressava. O sabor! Ele queria tanto, precisava tanto ousar fazer o que nunca teve vontade de fazer em nenhuma outra mulher. Tinha tanta necessidade naquele momento de mergulhar sua boca nela e sugar o sabor mais intenso, tão intenso quanto o cheiro dela, que infestava tudo com uma força absurda. No centro dela…



As mãos dele foram para as laterais da calcinha, descendo, e a língua dele passou a acariciar a pele que estava sendo pouco a pouco descoberta. Ele inspirou fundo e sentiu o aroma dela lhe embriagar a mente… sublime…



_ Hrum… — Sarah rugiu de repente e se ergueu, apoiando-se pelos cotovelos. — Jake! – Conseguiu dizer, com voz ventosa.



Posicionado ali, no meio das pernas dela, com os olhos negros tão profundos ele sorriu, um tanto sapeca e muito libidinoso, e disse:



_ Apenas sinta… — E rasgou a calcinha em um puxão firme.



Sarah se assustou e gritou, sacudindo o corpo. Mas logo ela perdeu completamente as forças e a voz quando a língua de Jacob passou em seu sexo, bem no meio de seus lábios inferiores provocando um turbilhão de sensações inéditas por todo o seu corpo. Ela abriu a boca e sentiu seus pelos todos se levantarem com força, de forma quase dolorida, como em consequência de um choque.



_ Jakeeee… ah!... — ela murmurou mole, com seus olhos rolando nas orbitas. A língua dançava em seu sexo, ele sugava, beijava e incitava com a maciez de sua boca, com aquela textura tão suave e calorosa, seus pontos mais secretos e sensíveis. Só lá e era como se ele estivesse beijando cada milímetro de seu corpo.



Ela ardia! Dentro de cada um de seus poros uma fervura borbulhava, prenunciando uma erupção.



_ Não vou… não vou… aguentar… — Ela disse quase em um miado. A boca de Jacob encontrou o precioso ponto, escondido perto do clitóris de Sarah, e sugava ali tão de leve e o gosto dela era tão inexplicavelmente bom!



Sarah tinha a impressão de que seu corpo se desintegrava com aquelas sensações tão prazerosas e loucas. Ela agarrou os lençóis e arqueou a coluna quando sentiu novamente a língua de Jacob movendo-se magistralmente em seu clitóris e mais ainda, roçando levemente sua entrada. Mais louco era quando ele sugava em meio a tudo aquilo. Ela abriu os olhos e tentou pronunciar algo, mas o que saia eram só balbucios sem sentido, primitivos. Ela parecia uma felina em regalia. Insanamente, enquanto a boca dele estava se ocupando de cada milímetro sensível de sua intimidade, Jacob passou a estimulá-la também com a mão, penetrando o dedo nela, fazendo-a rugir fortemente.



_Ja-ke… — só o nome dele lhe escapava… seus olhos estavam molhados, mas pareciam ser gotas de ácido, pois turvava a sua visão. – Jakeeeeee! – Ela gritou, agarrando os cabelos de Jacob no meio de suas pernas e elevando os seus quadris em direção a sua boca. As mãos dele ficaram mais firmes a segurando e então ele começou a sentir…



Começou a ouvir a eletricidade passar em fagulhas pelas veias de Sarah, começou a sentir o sabor dela se intensificando, agridoce e envolvente e o cheiro incontido se espalhar pelo quarto como uma onda gigantesca. Ele afastou os lábios minimamente dela, só para vê-la perdida em prazer por um instante e para sussurrar…



_ Sinta… — Então voltou a mergulhar a boca nela e ouviu o grito agudo e rouco quando Sarah se desintegrou em prazer irracional. Jacob sentiu, em êxtase, a carne dela pulsar em sua boca, como um coração batendo em seus lábios. Conteve os movimentos e a beijou lá e voltou para cima, para se deitar sobre ela…



_ Te amo… — Ele sussurrou, rindo.



Sarah sentiu seu corpo inteiro dormente depois da explosão que teve. Sentia calor, muito calor em tudo. Sentia sua pele deslizando junto a de Jake, coberta pela fina camada de suor. Ele estava sobre ela e em cima dela. Sarah sentia ele grudado em si estando completamente nua e mole. Mas sua pele parecia ter duplicado sua capacidade sensitiva e só o encostar com a pele dele lhe provocava mais espasmos de prazer. Ela gemia.



Sem abrir os olhos ela envolveu o rosto dele com as mãos e o puxou para um beijo. Sentiu outro gosto na boca dele… o seu gosto. E foi completamente estranho, mas ela sentiu prazer naquilo.



Jacob não teve pressa, deixou sua boca entregue ao prazer de Sarah. E ela lhe beijava de um jeito mole e entregue tão gostoso… poderia passar horas assim. Ela abriu os olhos e passou a lhe encarar, passando sua língua pelos lábios dele observando as suas reações, seus muitos olhares e expressões. Por vezes o olhar castanho alcançava um brilho intenso e o levava a um mundo sem gravidade e sem corpos.



_ Eu te amo… — ela disse de repente.



Delicadamente ela o empurrou, virando-o e ficando por cima. Não estava interessada se saberia fazer isto ou aquilo… ela só queria senti-lo. E foi o que fez. Beijou cada parte descoberta do corpo de Jacob, sugou a curva de seu pescoço e passeou os dedos livremente por suas formas másculas.



Ter os lábios dela em seu corpo era como sentir o desabrochar de uma flor em cada poro. Ele sorriu, satisfeito, sentindo o prazer de seu corpo se misturar com o prazer de seu coração, de sua alma. Carícias tão ternas e tão quentes.



Novamente ele procurou a boca dela, levando-a para sua. Pegou os braços dela e a puxou para cima, sugando os lábios e a língua. Mas ele precisava de muito mais. Tudo o que ele sempre procurou estava ali: naquela boca, naquela língua, naquele corpo.



Enquanto se beijavam Jacob sentiu as mãos dela caminharem para o interior de suas coxas e passearem levemente por lá. Ele apertou mais o seu corpo contra o dela e Sarah sentiu a excitação dele ainda mais potente pressionando a pele nua de seu baixo ventre. Tão perto! Nova onda de tremor percorreu o corpo dela, fazendo-a gemer em meio ao beijo.



Jacob se ajoelhou na cama e Sarah desceu seus beijos pelo pescoço, peito e barriga dele. Ela ficou sentada na frente dele, sua testa com o brilho do suor e algumas mexas de cabelo grudadas no rosto. Olhou pra ele, para os olhos dele… As retinas dela tinham aquele brilho luminoso que os olhos tem durante uma febre.



Delicadamente a única peça de roupa que restava entre os dois foi sendo retirada pelas mãos trêmulas e macias de Sarah. E então ela pode vislumbrar a imponência do membro de Jacob. Rápido demais ele a puxou e a colocou deitada na cama novamente. As mãos quentes de Jacob ergueram os joelhos de Sarah e deixou suas pernas abertas. Enquanto ele estava longe, Sarah sentia um bolo na garganta e uma pressão forte no peito, uma espécie de agonia e ansiedade. Ela sentia o frio de uma brisa vinda não se sabe de onde passar pela sua pele sensível fazendo seus arrepios mais fortes.



Pouco a pouco o calor dele foi se aproximando dela, conforme Jacob voltava a se inclinar sobre si. A agonia dela prevaleceu até o momento em que sentiu o corpo quente colar ao seu novamente. Sarah sentia a pressão do coração dele transpassando a pele e batendo por entre seus próprios seios. E embaixo, lá no meio tão sensível de sua feminilidade, sentia o membro de Jacob roçando a pele de seu sexo. A virilidade dele começou a pulsar lá, arrastando uma onda de vigoroso espasmo sobre o corpo dela.



Ficaram assim, por um instante. Jacob fechou os olhos e procurou sentir a coisa mais incrível que era ter Sarah tão grudada ao seu corpo. Um impulso animal parecia querer tomar conta de seus quadris, a força dele começou a se concentrar naquela parte, os músculos de suas nádegas enrijeceram, o pulsar de seu pênis começava a ficar latente, quase dolorido.



Ele encostou, novamente, a boca no ouvido dela, e acariciou com as mãos as suas coxas, abrindo-as mais e se remexendo delicadamente no meio das pernas dela. Ela soltou um suspiro trêmulo e apertou os olhos. O coração dela parecia emitir uma sequência de explosões graves.



_ Olhe pra mim Sarah… olhe nos meus olhos enquanto o meu corpo entra no teu… — A pulsação dela deu um solavanco, sua garganta travou. As pálpebras dela se abriram lentamente, incertas.



Os olhos negros estavam lá, e dentro deles cabia todo um mundo. Ela sorriu e de olhos abertos Jacob a beijou delicadamente e forçou seu membro pra dentro de Sarah delicadamente. Ela sugou o ar com força conforme Jacob abria seu espaço dentro dela, conforme a rigidez férvida dele tomava conta de seu corpo e parecia por raízes dentro de si. Prendeu a respiração e tudo mais pareceu parar também. Tudo pareceu ficar suspenso, pois era como se dois universos se conectassem.



Nada foi comum. Diante da penetração tudo foi vital, até a pressão dolorosa que Sarah sentiu quando era alargada para acolher Jacob.



De repente Jacob sentiu-se ser sugado por ela, não somente no corpo, mas na alma. Em uma ultima pressão ele se afundou nela com um ímpeto forte e incontido, fazendo-a soltar a respiração em um quase grito. Dentro! Ele estava dentro dela, inteiro… teu! E tinha tanta coisa ali, tanto querer, tanta entrega.



Finalmente Sarah entregou o seu corpo e fazia-se mulher nos braços de Jacob… teu! Ele era teu!



_ Meu! – Ela disse, e uma lagrima brotou junto com um novo sorriso. Finalmente ela o sentia.



Jacob afundou o rosto no meio dos cabelos de Sarah e soltou um rugido tenso. Sentia-se pressionado pelo interior quente dela, aquilo era o que lhe dava mais prazer: o corpo dela envolvendo seu membro. Ele procurou as mãos dela e as entrelaçou nas suas, elevando-as acima de suas cabeças. E, encarando-a, ele começou o movimento sutil dentro dela, deslizando para fora, relaxando os músculos de suas nádegas e os contraindo novamente, deslizando para dentro. Mais gemidos, dos dois… mais espasmos.



Aos poucos ela começou a dançar o seu quadril no mesmo movimento de Jacob, deixando a fêmea lasciva que estava escondida em si por anos, se libertar. A fricção foi aumentando pouco a pouco, se tornando mais ritmada, mais rápida e envolvente.



_ Ahhhh… — Ela suspirava…



Uma das mãos de Jake se desprendeu da de Sarah e deslizou pela lateral do corpo dela, até chegar a coxa, onde ele apertou, como para se sustentar enquanto apertava os olhos e aumentava o vigor das estocadas. A mão liberta de Sarah foi para a nuca dele, agarrando os fios curtos de cabelo e procurando as cegas o sabor que matasse sua sede, a língua que desfizesse a secura de sua boca. E o beijo parecia arrancar-lhes o fôlego, os peitos se espremiam, agoniados, e os quadris se afastavam e se encontravam cada vez mais impetuosos.



E vinha em Jacob a insanidade de se afundar mais, de se perder e se entregar loucamente. Mais energia pulsava na região de sua pélvis, mais força se concentrava nos seus quadris. Uma fera faminta se apoderava dele com um poder primitivo e agressivo, tentava conter os rugidos se afogando nos lábios de Sarah. Sempre era assim… forte, impulsivo… tentava se controlar, mas… o corpo dela… ele movendo-se dentro daquele mar de sensações que era Sarah, sentindo um terremoto dentro do peito e uma imensidão se alargando na alma…



_ Sarah… — Ele rugiu entredentes, apertando os olhos com muita força e apoiando os braços no colchão fazendo os músculos de suas costas formarem vincos expressivos na pele avermelhada.



Por entre a respiração forte dela, dos soluços que dava cada vez que recebia um impulso de uma estocada ela disse:



_ Vem… vem mais pra mim Jake… eu fui feita pra você… vem! Vem forte, vem inteiro! – Ela disse e elevou os quadris para encostar nos dele abruptamente. Então ele desistiu de se conter, permitiu perder o controle de seu corpo e amá-la com toda a sua impulsividade animal.



E então as estocadas ficaram mais fortes. Ele ia inteiro para ela, liberando sua força e friccionando sua pele na dela, aumentando o calor com o atrito. Derretiam em uma febre de fogo. Diante daquilo qualquer racionalidade se perdia. Sarah já não pensava, era um corpo ocupado demais em sentir tantas coisas pequenas e tantas coisas esplendidas.



Jacob abaixou os lábios e começou a sugar e a lamber os seios de Sarah novamente. A eletricidade aumentava em suas veias, ela fincou as unhas nas costas de Jacob e gritou roucamente, arqueando as costas. Se consumiam na mais profunda loucura, estavam no limiar de dois mundos: um etéreo, místico, que os levava aos céus; e um de carne pulsando, de sangue correndo e peles ardendo.



Mais forte… mais insano… onde estava o ar? As mãos de Jacob foram para as bases das coxas de Sarah e as apertaram. Intuitivamente ela abraçou suas pernas nos quadris dele, deixando mais espaço livre para ele se afundar. Ele apertou ainda mais os quadris dela com suas mãos e estocou, se enfiou mais nela querendo se perder naquilo que só ela tinha, na razão que sua alma clamava e gritava.



E ela correspondia. Erguia os quadris e dançava junto dele, afundando o seu corpo nele o mais que podia, como se assim pudesse eternizar aquele momento mágico, a transcendência dos corpos, a supremacia do amor.



Outra estocada e não havia mais mundo! Uma sensação começou a percorrer nas veias de Jake, a iminência de uma chama sem controle, prestes a explodir. O toque da pele dele com a dela pareceu se intensificar e ela… ela sentia com ainda mais força a explosão dos sentidos vir de novo. Os dois corpos se balançavam, as línguas se caçavam e se enroscavam loucamente, e juntos eles se tornavam mais que um, eles se alargavam e alcançavam a dimensão infinda do que é o amor. Uniam-se e em volta deles tudo se tornava magistral: o sabor, o toque, o cheiro e os gemidos. Entregavam-se!



_ Jake!!! – Ela gritou, novamente, sentindo o ventre afundar, sentindo o seu interior ser preenchido por ele tão deliciosamente. Voltava a se desintegrar, tal como o homem lobo, que pela primeira vez encontrava o verdadeiro prazer supremo.



Sarah elevou as mãos para a cabeceira da cama, retorcendo o ferro da estrutura. Jacob apertou as mãos no corpo de Sarah, uma na coxa e outra na nuca. Colou a boca na dela uma vez mais e sufocou mais um rugido grotesco. Sentia vir a erupção em seu corpo, cada vez mais perto.



Mais rápido e intenso se tornou o movimento de vai e vem deles. Morreriam… aquele poderia ser o fim de tudo. Onde estava o ar?



Quando o ápice estava próximo ambos sentiram que ao redor daquilo tudo poderia se aniquilar. Não importava se tudo morresse em torno dos corpos nus e em êxtase. Porque a vida perpétua ardia e resplandecia nas entranhas deles e eles se alimentavam um do outro.



E então fez-se! A loucura consumou-se por completo. Faltou voz diante do ápice, não ouve suspiro ou grito, a respiração ficou presa e só veio o tremor absurdamente intenso percorrendo de um corpo para o outro. Sarah sentiu Jacob se derramar dentro dela enquanto a onda de explosão prazerosa a desintegrava novamente… muito mais forte.



Silêncio… tudo havia se desfeito por um instante para se reordenar nas órbitas do universo.



Eles eram! Homem e mulher… amantes… mais que um, eram tudo! E tudo foi se reordenando aos poucos, Sarah abriu os olhos e voltava a enxergar devagar, seus pulmões procuravam ar e finalmente encontravam. E então ela pode abrir os braços e sentir o peso de Jake se relaxar sobre ela. Ela o acolheu e sorriu, sorriu junto dele. Era o mesmo sorriso, o de Sarah e o de Jacob. Um sorriso que ofuscava o sol, que faria aquela estrela imensa parecer fria e sem brilho.



Jacob colou sua testa na dela e a olhou com um brilho único nos olhos, fazendo Sarah rir cansada e mole, um riso leve que se espalhou pelo silêncio do quarto. Ela apertou as pernas trêmulas no quadril de Jacob e impediu que ele saísse dela. Ele riu e a beijou… a beijou sorrindo e ela chorou…



Agora ela era mulher, se entregara e estava plena. Tinha tudo, tinha muito mais do que precisava, tinha um presente divino tomando o seu corpo e o seu espírito: Jacob Black!



E ele sabia que ela era a mulher certa, aquela por quem ele caminharia e buscaria quantas vezes fosse preciso. Neste mundo ou em qualquer outro. Ela era aquela que faria tudo renascer cantando só com um olhar… Sarah era a sua própria natureza, a fonte e o sentido de sua vida.



Fez-se! Eram homem e mulher: um do outro…



… e nada mais importava…



Notas finais
Bom... é isto. Estes capítulos com certeza são um grande marco pra mim enquanto mera escritora de fanfic... eu me aventurei pra valer aqui. E a recompensa é grande... durante esta semana recebi comentários lindos, lindos e lindos... E duas recomendações preciosas do Samuel Castro e da fofa da Karen. Realmente, é o melhor presente e carinho que eu poderia receber. Obrigada!
Eu anseio imensamente saber tudo, tudinho o que vcs sentiram ao ler cada um destes capítulos tão especiais pra mim, então comentem, sim?? Ah... hehe... e quem sabe ganho mais recomendações, afinal postei três capitulos bem grandinhos de uma vez!! (kkkkk)
E deu trabalho esta postagem pq faz dias que o Nyah vinha me trolando e eu não conseguia ter acesse aos comentários. Quase morri de susto pensando que minha conta havia sido hackeada! Mas passou (aleluia)
Hummmm... acho q é só... bjs, bjs e mais beijos!! Até breve!