The Precious Blood
38 AMANHECER
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários MA-RA-VI-LHO-SOS dos capítulos do casamento! EU AMO VCS!
Vamos a leitura, hey!
Hoje amanhecemos com uma poesia nova a nos constituir.
Poesia de uma doçura infinda e um calor sem tamanho...
O calor do teu abraço.
Um aperto solene que reacende todas as nossas estrelas,
Nos trás a dimensão e compreensão deste sentir
Enraizado n’ alma.
E de instantes e instantes, sem tamanho,
Florescemos para a vida.
Foi devagarinho e foi lindo. O sol brotou por entre as nuvens pesadas dos céus de La Push, fazendo o dia surgir glorioso. Jacob estava sentado em uma poltrona bem em frente a cama com uma visão descomunal, na sua opinião. Sorvia uma xícara de café quente e olhava fixamente para ela, nua, dormindo profundamente depois de uma noite inteira de amor.
Sim, eles repetiram mais vezes, Jacob matou toda a vontade que sentiu dela durante todo aquele tempo. Ou, pelo menos, parte da vontade, pois esta crescia cada vez que ele lembrava da sensação que era estar dentro dela. Tudo se repetiu desde o primeiro instante, quando Sarah não permitiu que ele saísse de dentro dela. Eles se beijaram juntos daquele jeito, e não demorou muito a excitação de Jacob ficou potente novamente, crescendo dentro de Sarah. Jacob se lembrava com um arrepio em seu corpo o gemido que ela deu quando ele a estocou repentinamente, depois de curto intervalo após um orgasmo intenso.
Já naquela segunda transa ele conseguiu se conter, a custo, e somente com o movimento de seus quadris, com as estocas de seu membro nela, Sarah teve três orgasmos antes que ele não suportasse mais e também se perdesse em um. Depois ele dormiu, cansado, por algum tempo. Acordou com o beijo dela em suas costas e suas mãos acariciando seu corpo. E novamente se amaram, caindo exaustos no colchão da cama, que já tinha sido quase toda destruída.
Sentado ali, observando sua mulher dormir, Jacob começou a refletir sobre a sua vida antes dela. Quando ele se vestia de uma armadura forjada de homem inalcançável, quando se fazia de arredio e denso sem precisão, quando caminhava pelas noites colocando mulheres sem rosto em sua cama. Se lembrou da época em que deixou sua alma adormecida e calada, guardando em silêncio suas inúmeras fraquezas e vontades. Por vezes ele se via desgastado na frente do espelho, frustrado. Se via como um espectro do que queria ser, mas escondia de si mesmo aquilo que procurava.
Depois de chegar de uma noite com uma mulher qualquer ele se sentia vazio… Despia-se de sua armadura nestes raros momentos, lavava sua alma enrijecida no banho demorado e tirava suas lentes de olhos duros e seguros. Confessava seu cansaço de si mesmo numa casa vazia e gelada, sentando em uma poltrona tomando um drink qualquer, que não tinha efeito algum, e mirava um ponto negro e sem sentido na parede. Ficava só, remoendo sua tristeza, seu rancor, seu vazio. Escondia-se, fugia, mas tudo o que ele queria, na verdade, era um amor, um lugar para recolher seu corpo com calor suficiente para derreter o que estava congelado… só queria um sorriso para lhe colorir a alma, ele só queria um amor, mas não sabia disto.... ou não queria saber.
Quantas noites ele passou assim até ela aparecer? Jacob respirou fundo, aliviado. Não era mais assim, nuca mais seria. A noite tinha cedido seu espaço, estava amanhecendo.
Sarah começou a se remexer na cama, acordando. Seus braços esticaram-se e ela se espreguiçou, abriu os olhos lentamente e encarou Jacob, que lhe dava um sorriso de lado. Ele estava vestido com uma cueca preta e tinha uma xícara na mão. Ela também lhe sorriu, marota.
_ Bom dia esposa… — Ele disse.
_ Bom dia marido… — Ela respondeu, se sentando e colocando o lençol na frente do corpo.
Jacob sorriu e estendeu os braços, deixando a xicara de lado e indo em direção a cama. Sentou-se perto dela e a abraçou por trás. Esfregou o nariz no pescoço dela, farejando, e descendo pela linha da coluna. Aquilo causava um arrepio leve e gostoso.
_ Me prometa que eu sempre vou acordar com este carinho... – ela sussurrou de mansinho, mantendo os olhos fechados e um sorriso nos lábios.
_ Me prometa nunca mais sair da minha cama... – ele respondeu, fazendo-a rir.
_ Prometo tudo o que você quiser... – Sarah levou seus olhos de encontro aos dele e disse: — Agora sou tua... só tua...
Jacob abriu os lábios devagar, e foi como se um sol despontasse com aquele sorriso. Foi a coisa mais linda que Sarah já viu, muito mais lindo que o sorriso ofuscante dos elfos, mais quente do que qualquer chama. E depois veio o som do riso dele, revigorante. Ele a abraçou e afundou o rosto nos cabelos dela.
_ Se eu soubesse que seria assim, nunca teria negado... – ele começou a dizer, depois que parou de rir, ainda com o rosto escondido nos cabelos dela. – Eu teria saído pelo mundo o vasculhando incessantemente até te encontrar, desde o início...
Sarah sacudiu a cabeça e se virou de frente para ele, erguendo o lençol pra cobrir sua nudez. Mas Jacob puxou o lençol dela e passou as mãos pelos seios nus delicadamente. Ela suspirou com o carinho.
_ Do que você está falando Jake? – perguntou, com a voz muito fraca, sentia as reações que as mãos de Jacob passeando pelo seu corpo causavam. Ele riu de novo.
_ Você sabe do que estou falando... – ele disse, rindo do jeito que ela se encolhia e se entregava a carinhos tão mínimos que ele lhe fazia.
_ Não eu... eu não sei... – ela disse, suspirando quando ele levou a boca para o colo dela, distribuindo beijos leves.
_ Você Sarah, é destinada a mim, e eu destinado a você. Coisas além do que há aqui, na Terra, confirmam nossa ligação... é você meu amor... você é meu imprinting... – ele disse, sussurrando perto de seu ouvido. – ou deveria ter sido, se eu não tivesse rechaçado a magia... mas de alguma forma, eu... eu reverti...
Sarah estacou em seus braços, fechando os olhos por um momento. Sentiu em sua pele novamente o poder daquela ligação amorosa, dominando tudo, como se estivesse gravada em seu sangue.
_ Sarah, está tudo bem? – Jacob perguntou, assustando pelo fato dela estar estática, quase sem respirar. Ela abriu os olhos, eles estavam vidrados, miravam além dele. Aos poucos ela se desvencilhou dele. Jacob enrugou o cenho, ficando apreensivo.
_ A magia do imprinting é eterna Jacob... e irrevogável... simplesmente porque ela é uma verdade muito maior do que nós... – Ela disse baixinho, séria.
_ E-eu sei disto… algum, problema?
Sarah sorriu, aos poucos. Se ajoelhou na cama, se aproximando de Jacob e beijando a sua testa enrugada.
_ Não há problema... só que você foi castigado Jacob... castigado por ter renegado uma dádiva. Fora deste plano as coisas são definitivas. Você, como parte do povo que lhe concede a magia e que está lá, no outro plano, torna-se subordinado a eles, a vontade deles. E se eles, algum dia, tomaram a decisão de retirar de você a magia que o faria me reconhecer como a sua... a sua predestinada... isto nunca mais poderá ser revertido. – Sarah disse, suavemente. Jacob sentiu naquelas palavras uma verdade muito mais profunda e antiga que a própria Sarah.
_ Como não? Como pode saber disto? Então o que sentimos? O que aconteceu quando... quando... no casamento... aquilo tudo, muito forte e... – Sarah encostou os seus lábios nos dele, o calando.
_ Eu entendo disto Jake, porque eu aprendi com os elfos... as leis deles são praticamente as mesmas que as do mundo ... – Sarah torceu os lábios, não sabendo como se expressar. – ... as leis do mundo acima do nosso... do mundo espiritual... é, é isto!
_ Então... ? – Jacob franziu ainda mais a testa, apertando os olhos enquanto tentava se concentrar... – O que eu senti, lá na cerimonia... eu pensei que fosse o imprinting! Ao menos era muito, muito próximo do que eu vi na mente de Sam e de Paul... e de Quil, Jared....
Sarah se inclinou na cama, apoiando a cabeça nos cotovelos e olhando Jacob com mais intensidade, embora os olhos dele não tivesse focados nos dela. Jacob sentiu uma espécie de arrepio.
_ Muito próximo? Você quer dizer na força... no impacto do que sentiu? Foi tão forte quanto o que você sentiu nos seus irmãos lobos, Jake? – Sarah perguntou, um tanto sugestiva em seu tom de voz. Jacob percebeu que ela entendia o que aconteceu. Continuou com os olhos baixos, ainda muito confuso, e respondeu:
_ Não! Não foi tão forte quanto... foi mais... foi mais largo, mais amplo e...
_ Diferente? Uma magia diferente?
_ Sim... – Ele murmurou. – que magia foi esta Sarah? – ele escutou o som do riso dela, suave.
_ Acho que sei o que é... está em mim, não só em você, meu amor.
_ O quê? – Jacob perguntou e olhou pra ela. Ela estava com as pálpebras cerradas, sorrindo. Os cabelos longos e volumosos caindo pelo seu colo e costas nuas. Ela estava de lado, o lençol cobria parte de seu corpo, enrolado em seus quadris. Jacob suspirou, ela era linda.
Ela então abriu os olhos, encarando Jacob profundamente. E aconteceu. Aquele olhar tragou Jacob como fizeram na vez que ela entrou no altar, quando ela lhe disse sim… enquanto se amavam, quando ela disse “eu te amo”, na cama.
_Você... — ele sussurrou.
Sarah se arrastou na cama, até chegar perto dele.
_ De onde vem a origem da sua magia Jacob? Do poder que corre em suas veias? – Ela perguntou a ele, insinuante. Estava feliz, o entendimento sobre o que acontecia estava claro em sua mente.
“Tudo o que você precisa está dentro de você...” Ela se lembrou de Niadhi lhe dizendo.
_ Dos elfos... tudo vem dos elfos... – Jacob disse, começando a entender onde Sarah queria chegar.
_ Aquilo que está na fonte costuma ser mais concentrado, Jacob. Os elfos morrem quando se entregam a um amor carnal. É inevitável, simplesmente porque eles não conseguem controlar a intensidade de sua entrega. Passa a ser toda a sua vida... Para os elfos isto é o significado supremo do amor: a entrega. Eles entregam a sua própria vida aqueles que amam. Minha mãe me contava que aquilo que ela sentiu pelo meu pai tinha sido mais forte do que qualquer coisa que pudesse haver entre o céu e a Terra. Ela sentia que ele vivia nela, forte e pulsante. Por isto nunca se entristeceu, de verdade, quando ele desapareceu. A magia do amor dele, da entrega dele, sempre esteve nela.
Ela sacudiu a cabeça, procurando ordenar tudo o que sabia a respeito daquilo para tentar explicar a Jacob o que tinha entendido.
_ Minha mãe pensava que esta presença do meu pai nela, esta sobrevivência eterna do amor dele nela, era por minha causa. Mas não! Agora eu sei que independia de mim, que seria assim mesmo se ela não tivesse engravidado. Eu sei porque sinto a imensidão do poder da entrega que os elfos podem sentir dentro de mim.
Jacob engoliu em seco.
_ Mas você está... viva... e vai ficar não é?
_ Vou Jake, vou ficar viva. Sou metade humana, isto ameniza as coisas, não me deixa morrer... diante disto... tudo. – ela parou e segurou o rosto de Jacob em suas mãos, seus olhos ainda muito intensos. – Eu decidi Jacob, eu finalmente decidi me entregar a você. Eu rompi com qualquer barreira que pudesse me fazer resistir. Isto mudou tudo. Naquele altar eu caminhei pra você. Eu entreguei a minha vida a você!
_ Uma vida repleta de magia… — Jacob sussurrou. – O que eu sinto em mim não é o imprinting, não é? O que eu sinto é a grandiosidade da sua entrega... – Os olhos dele marejaram... – eu sinto a sua vida em mim! – a voz dele estava profundamente emocionada e rouca quando ele entendeu aquilo.
_ Sim... e foi recíproco... eu sinto a sua vida em mim também. É mais do que o imprinting entende? Você também tem esta magia em você! – Sarah se pôs sentada muito rápido, deixando Jacob até zonzo. – O imprinting... é... talvez o que o imprinting seja é o momento em que um lobo reconhece quem ama em verdade. E por ter esta essência dos elfos em si, evoluída em seu espírito, eles passam a dedicar tudo o que são ao ser amado... eles...
_ Se entregam... completamente... – Jacob concluí. Sarah sorri.
_ Sim...
_ O que faz o objeto de imprinting se envolver inevitavelmente é que eles podem sentir... sentir a vida entregue dentro de si... como foi com sua mãe e... como está sendo com você?
_ Sim... – Sarah responde, de novo. Suspirando fundo e esfregando as mãos trêmulas.
Jacob deu um riso trêmulo, e se jogou na cama.
_ Isto é muito louco...
_ Eu sei que é... – ela respondeu, também se jogando na cama ao lado de Jacob. Os dois ficaram lá, olhando para o teto e tentando controlar a batedeira assustada de seus corações.
Mas, de repente, Jacob pulou em cima de Sarah, prendendo os seus braços pra cima. Ela riu.
_ Se você quer saber... meu amor surreal.. – Jacob disse. Sarah riu mais. – eu não quero mais saber do motivo ou da explicação sobre o que nos liga... a única coisa que me importa é ter você... do meu lado, sempre. E também me importa muito, recuperar todo o tempo que perdemos afastados... – Jacob deu um sorriso malicioso. – de preferência o mais perto possível.
Sarah arregalou os olhos.
_ Preciso... ir... banheiro... – Ela tentava dizer, sendo constantemente interrompida pelos beijos de Jacob.
Sarah saltou da cama, se desvencilhando habilmente dele. Mas estava cambaleante, suas pernas estavam moles demais.
_ Ai… — Ela reclamou, tropeçando no lençol que ela carregava junto do corpo. Jacob curvou a cabeça pra trás e riu alto. – Não ria! A culpa é sua! – Jacob riu mais e ela balançou a cabeça, estreitando os olhos. – Eu podia até continuar com a minha intensão de só jogar com você e voltar para esta cama... mas você me irritou Jacob Black! – Ela virou as costas para Jacob e, correndo, se trancou no banheiro.
_ Ei! – Jacob disse, se levantando e encostando-se na porta do banheiro. – Desculpa! – Pediu, com voz manhosa demais.
Sarah riu de dentro do banheiro.
_ Não sabia que lobos ronronavam Jacob. Isto não é mais pra gatinhos? – Ela disse, quando Jacob começou a gemer desculpas brincalhonas na porta.
_ Me faça rugir então… — ele disse, com voz maliciosa, espalmando as mãos na porta. Do outro lado, Sarah largou o lençol e se recostou na porta também.
_ De novo? – Perguntou, com uma certa palpitação no ventre.
_ Lobos são famintos… — De repente Jacob parou de rir e disse de mansinho. – Não quer?
Sarah rolou os olhos do outro lado da porta e a abriu repentinamente exibindo-se nua para ele.
_ Vem! – Ela disse. Jacob sorriu provocante e a pegou nos braços velozmente, a sentando na pia do banheiro. Sarah gargalhou aos quatro ventos, enquanto ele vinha todo afoito pra cima dela, como se estivesse há séculos sem transar, e não apenas há umas duas horas.
Sarah riu da situação em si, dos seus sentimentos. Parecia tão natural agora, tão necessário para o corpo dela o desejo… ele… Dava sede, causava ansiedade... parecia que ele tinha plantado nela um querer infindável!
_ Como eu consegui resistir tanto tempo a você? – Ela perguntou, pegando o rosto de Jacob com uma mão e colocando a outra sobre a dele, que lhe subia pela parte interna das coxas. – Como eu recusei você? Como eu tive medo disto?
Jacob sorriu para ela. Só Deus sabia o quanto ele teve de se conter para não agarrá-la sem sua permissão, inúmeras vezes.
_ Você não sabia que era bom… tão bom… — Ele disse, e levou a boca para um seio dela, penetrando o dedo em seu sexo ao mesmo tempo. Sarah rugiu. Mas ainda que o prazer lhe turvasse os sentidos, ela teve autonomia nas mãos para agarrar o tecido da boxer de Jacob e arrancá-la dele. Ela levou as mãos ao membro dele e começou a estimulá-lo.
_Sarah… — Ele parou de lamber seus seios e a segurou tensamente, gemendo o seu nome conforme as mãos dela adquiriam a habilidade suficiente para lhe dar mais prazer. Ele passou a fazer o mesmo com ela então. Suas mãos se moviam no sexo dela com a mesma intensidade que ela o estimulava. Sarah começou a gemer, estremecer cada vez mais.
_ Isto é louco… — Ela sussurrou, não reconhecendo a força da sua libido, o poder que ela estava tendo sobre seu corpo.
Sarah percebeu o membro de Jacob ficar mais firme em suas mãos, aumentou sua velocidade, Jacob perdeu o foco por um instante, parando seus movimentos nela. Neste breve segundo Sarah agiu como uma leoa, o empurrando contra a parede e se ajoelhando na frente dele.
_ NÃO! – Ele gritou assustado com a atitude dela, segurando seu braço quando ela ameaçou se abaixar mais. – Sarah… Eu não vou…
_ Shiii... – Ela disse, tampando a boca dele. – Só quero te dar o mesmo prazer que você me dá…
_ Sarah… é cedo… — Ele disse, o maxilar travado, ela tinha envolvido o seu membro com suas mãos de novo.
_ Não é cedo, é tarde. Já vivemos tempo demais sem isto… — Sarah sorriu, decidida, sua boca secou. Ela se aproximou dos ouvidos dele. – Me deixa sentir seu gosto? – Ela perguntou, com voz mansa. Jacob arfou, seu coração acelerando.
_ Sinta… — e fechou os olhos.
Ela se abaixou lentamente, beijando e sugando a pele que havia em seu caminho. Fechou os olhos e simplesmente mergulhou em Jacob. Bom… era bom, tão bom sentir o corpo dele daquela forma, beijar cada parte dele.
Ela fez ele se deitar no piso frio do banheiro e continuou a deixar o rastro de beijos pela pele dele, até chegar na região mais sensível, onde a virilidade dele pulsava em suas mãos. Ela beijou ao redor do membro vigoroso, mordiscando e lambendo a virilha dele, enquanto passava a mão delicada pelo pênis de Jacob. Ele tinha uma respiração alta, mordia os lábios, socava o chão.
O que Sarah queria era descobrir o corpo de Jacob, degustar sem medo. Então ela começou a experimentar beijinhos, mordidinhas, lambidas aqui e ali, observando a forma como Jacob estremecia, como parecia perder o controle algumas vezes. Aos poucos ela descobria os pontos certos e as formas particulares de incitá-lo.
_ Assim… — Ele disse guturalmente, quando ela sugou a cabeça de seu pênis. Já estava perdido no prazer, só queria mais, mais e mais… Sarah sorriu e, literalmente, o abocanhou. Ele deu um grito grave quando ela fez aquilo, e entrelaçou seus dedos nos cabelos dela, guiando seus movimentos.
Delicadamente Sarah levou as mãos para a virilha de Jacob e começou a acariciar juntamente com o movimento de sua boca no membro dele. Os rugidos de Jacob ficaram mais constantes, ele largou as mãos dos cabelos dela e voltou a socar o chão com força, em um baque surdo. As mãos dela caminharam lentamente para a parte inferior dos testículos de Jacob e neste momento o corpo dele teve um tremor forte e repentino.
_ Ah… — ele gemeu, quase não suportando mais. – Sai Sarah… chega, eu não pos-so… po… eu não… vou mais segurar…
Jacob disse, e Sarah sentiu a rigidez do membro dele se intensificar em sua boca, tal como o gosto. Mas ela não parou, ao contrario, sugou e o espasmo dele alcançou seu limite. Foi uma atitude impensada, irracional, movida unicamente pelo calor do desejo, mas Sarah continuou e teve certo prazer naquilo, principalmente ao sentir Jacob gemer rendido enquanto alcançava novo ápice. E o gosto dele… ah o gosto… Sarah tinha certeza que não era natural, que era sobre-humano, que lhe parecia ser tão bom justamente por ser dele. Era forte, era saboroso, era um néctar de prazer.
_ Sua louca! – Jacob ralhou, com voz ainda muito falha e rouca, quando ela subia com beijos e mordidas por sobre o peitoral dele.
_ Você rugiu… — Ela sussurrou, assim que chegou ao ouvido dele. Deu uma mordidinha na orelha, Jacob sacudiu.
_ Muito… — Ele respondeu, depois riu.
Ela se deitou em cima dele e ficou acariciando a pele de seu tórax enquanto ele recuperava o fôlego, normalizando a respiração. Sarah tinha um sorriso satisfeito no rosto, que parecia mais uma tatuagem. As mãos de Jacob começaram a caminhar pelo corpo de Sarah novamente, devagar, deslizando e fazendo-a suspirar com os carinhos.
Ele voltou acariciar os cabelos macios dela e a apertou mais junto de si. Ela ergueu seus olhos pra ele e passou as mãos por sobre cada traço de seu rosto, sobre as linhas sorridentes de seu semblante.
_ Eu não posso mais viver sem você… não posso mais… — Ela lhe disse com voz baixa, mas intensa.
_ E não vai viver sem mim… nem por um segundo sequer Sarah… eu entrei em você… dentro… e é pra sempre… — Jacob riu aquele riso contagiante e lindo. – Entrei aqui… — ele colocou a mão entre os seios dela, no centro do peito. – e aqui… — então ele levou a mão para o meio das pernas dela, sorrindo maroto. Sarah arfou e depois riu.
_ E eu adorei isto… — Ela sussurrou risonha no ouvido dele, apertando as coxas em volta da mão dele.
_ Você não tinha mais alternativa! Tinha que gostar…
Sarah gargalhou, se soltou dele e ligou os misturadores da banheira.
_ Tinha que gostar Jacob?- Ela perguntou, estreitando os olhos. Despejou alguns sais na agua e colocou um dos pés dentro para sentir a temperatura. – Posso saber por quê?
_ Por que agora eu não vou mais te dar paz… então é melhor que goste… — Ele disse, a abraçando por trás antes que ela entrasse na banheira.
_ Não vai mais me dar paz? – Ela perguntou, rindo com a mão dele subindo mateira em direção a um de seus seios, e com a excitação dele já firme a suas costas.
_ Não…
_ Sem descanso…?
_ Só se for pra dormir em seus braços…
Sarah sorriu e o puxou para entrar na banheira, sentando-se encima dele e beijando-o incessantemente. Ele entranhou os dedos pelos cabelos dela enquanto correspondia aos beijos com vontade. A respiração dos dois começou a ficar mais curta, Sarah tateou as cegas para fechar as torneiras da banheira que já estava transbordando, o senso de direção completamente perdido, com a boca de Jake tão junta a sua, com a pele molhada dele deslizando pela sua.
Jacob ergueu os quadris e pressionou o meio das pernas de Sarah, demonstrando ansiedade. Sarah levou uma das mãos para o membro dele o posicionando em sua própria entrada. O coração acelerou conforme descia seus quadris e o recebia dentro de si novamente. E cada vez que acontecia aquilo parecia inédito! Sarah pensou que depois da primeira vez nem ela e nem ele sentiriam o frisson que foi diante da primeira penetração. Mas não! Parecia cada vez mais sublime, cada vez mais mágico! Era como se dentro deles houvesse uma fonte secreta de magia amorosa que os fazia subir ao sétimo céu cada vez que se conectavam.
O mundo presente parecia sair de foco, seus corpos pareciam se expandir com a imensidão de um espirito, alcançando o que havia de mais etéreo. Era o sangue pulsando veloz, correndo como chamas de fogo pelas veias; era o calor fazendo suar a pele; era o corpo, entregue e sublime; eram as vozes e sussurros cantando aos ouvidos, provocando arrepios por dentro; e eram as bocas, extremamente sensíveis e receptivas uma para a outra. Era tudo e mais um pouco.
Jacob a abraçou com um braço somente, e com a outra mão acompanhava o ritmo maravilhoso do subir e descer dos quadris de Sarah. Suas pélvis se encontravam com pequenos e prazerosos choques elétricos, e a respiração ficava cada vez mais escassa e desordenada.
Ela fechou os olhos e tombou a cabeça pra trás com uma expressão tão bela, tão suave e quente… Linda, só isto poderia descrevê-la. Ele abriu lentamente os lábios e deixou o suspiro escapar, o corpo dela vinha pra ele num ritmo alternado entre lento e ávido. Ela sentia ele dentro de si e encolhia o ventre… mais!
_ Sarah… — ele disse, quando ela desceu os quadris sobre ele novamente… — vem pra mim… vem mais… – a voz dele ficou apertada, ele levou as duas mãos aos cabelos dela e a puxou para outro beijo.
As mãos dela foram se apoiar nos ombros largos, para dar apoio a sua impulsão. Seus olhos se abriram e eles passaram a se amar daquela forma: de olhos bem abertos, conectados em tudo.
_ Mais… — Jacob pediu, rouco. E ela foi, já sentindo a pressão no ventre aumentar. Ambas as mãos dele foram para as laterais de seus quadris e fizeram dos impulsos mais fortes, mais agressivos. Os suspiros de Sarah ficaram mais altos e secos. Ela voltava a se perder…
_ Jake… Jakeeee! – Ele sorria, e beijava-lhe o colo cada vez que ela lhe chamava com aquela boca, com aquela voz ventosa e manhosa, com aquele peito arfante. O chamando enquanto se fazia sua e só sua... inteira como ninguém nunca foi pra ele.
_ Te amo… — ele disse, perto do cume e depois sentiu-se mergulhar na imensidão do corpo dela, em sentidos mais fortes que quaisquer palavra existente.
Ela caiu debruçada nele, novamente mole. Também tinha sentido nova onda arrebatadora de prazer. Ela gemeu baixinho conforme Jacob saiu de dentro dela de mansinho. Ele a beijou e a colocou sentada entre suas pernas, com as costas em seu peito, e massageou o corpo moreno em um banho lento e sutil. Mãos quentes escorregadias por sabão e sais de banho deslizando pelos seus seios, barriga, pernas, braços…
_ O céu é aqui? – ela perguntou a Jacob, acariciando as pernas dele envolta de si.
_ O céu é você! – Ele disse, fazendo-a rir.
_ Eu digo o mesmo… — ela curvou a cabeça pra trás e recebeu outro beijo… — boca deliciosa… — ela murmurou, ronronando. – Língua suculenta…
Jacob apenas sorriu e a beijou de novo… que o mundo acabasse, ele se sentia pleno!
Notas finais
E aí??? O que acharam do capítulo?? Como foi este pós-lua-de-mel? Digno??
Haha... comentem, comentem e comentem!! Bjoss!
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