The Power Of Love
42 Capítulo 42 Você prometeu.
Notas iniciais

Harry sentia raiva, a referencia de Black sobre seu pai fizera com que a raiva tomasse conta de seu corpo por inteiro, ele queria poder matar, matar aquele homem a sua frente, ele o odiava tanto. Mas a falta de sua varinha era a coisa que o impedia, de mata-lo, mas não de ataca-lo, ele foi em direção ao homem que o olhava com aqueles olhos fundos e cansados, olhos que já presenciaram a morte varias vezes, Harry sabia que ele era perigoso, mas ali naquele momento ele estava deixando a raiva tomar conta de seus movimentos, mas a raiva não reinava em Hermione, a sabedoria era quem falava mais auto, ela colocara seu braço na frente de Harry o impedindo de prosseguir.
— Se você quiser matar o Harry, terá que nos matar também!— Rony havia se levantado, sua dificuldade era visível, ele vacilou sobre a perna boa, Alice rapidamente pôs o braço do amigo sobre seu ombro, ela ainda estava surpresa com seus reflexos, mas aquela não era a hora nem o momento para isso, então voltou a encarar com ferocidade o homem, que agora tinha os olhos negros brilhando.
— É melhor deitar, garoto— ordenou com a voz fraca— não vê que isso só vai piorar a fratura em sua perna?
— Por que se importa?— perguntou Alice, ela havia se esquecido de que Black não havia respondido a sua pergunta anterior, já que Harry não dera tempo para tal coisa.
— Só haverá uma morte essa noite!— respondeu abrindo um sorriso que deixou a mostra seus dentes amarelos, e espero que seja a sua, Alice protestou em sua mente.
— Você não se importou com isso da última vez. Não se importou de matar aqueles trouxas todos para atingir Pettigrew... O que houve, amoleceu em Azkaban?
— Harry, fique quieto— pediu Hermione chorosa.
— ELE MATOU MEUS PAIS— berrou Harry, sua raiva havia chegado ao limite, e esquecendo-se da magia ele foi em direção a Black, não se importava em se ferir, contanto que Black também fosse ferido, o homem que tinha a varinha de Rony em uma das mãos e as de Harry, Hermione e Alice na outra, não teve ação perante o comportamento idiota do garoto. Talvez a surpresa o tenha impedido de agir no exato momento, e essa foi à brecha de Harry, ele partira com tudo no braço que segurava as varinhas, forçando este para baixo, os dois bateram contra parede, Alice havia largado Rony na cama, e correra para perto da briga, Black agora tinha uma das mãos no pescoço do garoto, tão inesperadamente como o ataque começara Harry viu Alice vindo na direção deles e logo depois seu pé direto em Black, o chute que a garota desferira sobre o homem veio seguido de um gemido de dor e, com isso ele soltou Harry, Hermione também não havia ficado parada, ela se encarregara de pegar as varinhas da mão do homem no mesmo instante em que Alice dera o chute.
Nos momentos que se seguiram, a loucura de Harry tomara conta, o garoto estava cego de raiva, com sua varinha em mãos ele partiu mais uma vez para cima de Black, mas agora tendo a arma que precisava para acabar com aquilo.
— Vai me matar, Harry?— rosnou o homem que tinha a varinha de Harry apontada para sua face.
— Você matou meus pais— acusou Harry, a sua voz era tremula, mas a mão que segurava sua varinha estava mais do que firme.
— Eu não nego que matei, Harry— confirmou o homem calmamente— mas se soubesse da história completa...— e pela segunda vez o homem buscou olhar para Alice, a mesma tinha a própria varinha apontada para o homem, não aparentava estar assustada como a garota de cabelos castanhos perto do ruivo em cima da cama que mantinha as duas mãos sobre a perna ferida.
Era como se a “historia completa” a envolvesse, ela buscou entender o que o olhar do homem queria dizer, mas logo se lembrou, ele matou pessoas, matou os pais de Harry, então se prontificou a ajeitar sua postura, e tornar a apontar sua varinha mostrando suas intensões, ataca-lo caso ele fizer algo a Harry, pensou.
— A história? Você vendeu meus pais a Voldemort, só preciso saber isso— Harry cuspiu as palavras.
— Você tem que me ouvir— suas voz expressava uma urgência, ele que olhava para Harry tornou a olhar para Alice e, depois novamente para Harry— Vocês devem saber— corrigiu, Alice arregalou os olhos surpresa, era quase impossível para ela tentar formular alguma pergunta solida, e sabia que se chegasse a achar uma não teria tempo para faze-la.
— Mas do que é que esta falando?— a raiva de Harry dera lugar à curiosidade, ou melhor, apenas cedeu uma pequena brecha para ela, ele se lembrava dos gritos de sua mãe implorando para Voldemort antes de morrer, ele queria saber mais sobre a história de como acontecera à tragédia que havia mudado todo o futuro que um dia pode ter.
Mas Harry não queria ouvir mais nada vindo de Black, tornou a erguer a varinha, era chegada a hora, tinha que fazer matar Black, sua chance estava ali, tinha que o fazer, mas os segundos se passaram, o cômodo estava silencioso, o ar pesado, e ele continuou paralisado, se ele não o fizer eu o farei, esse homem é um assassino, decidiu-se Alice, nenhum de nós aqui esta pronto para e matar alguém, a não ser Black, a consciência de Alice a alertara.
Mas os pensamentos da garota e de todos os presentes foram interrompidos por passos abafados vindos do andar de baixo, mais alguém estava na casa.
— ESTAMOS AQUI EM CIMA! — Hermione gritara tão de repente que Alice virou-se bruscamente apontando a varinha para amiga e, logo depois a abaixando. A porta do quarto se abriu e Alice tornou a se virar, Harry continuava com a varinha apontada para Black, apenas sua cabeça se virou para ver quem acabara de entrar, o professor Lupin foi quem acabara de irromper o quarto, piscou algumas vezes ao ver Rony em cima da cama, Hermione encolhida ao seu lado, e pareceu mais surpreso ao ver que Alice tinha a varinha apontada para ele e Harry a dele para Black, finalmente, alguém com coragem o suficiente, agradeceu mentalmente. Mas a cena que veio a seguir fez com que as coisas ficassem confusas, mais do que já estavam. Ela não sabia como, mas o professor Lupin em uma rapidez surreal apontara a varinha para ela e logo depois para Harry e em questão de segundos as varinhas de Hermione, Harry e de Alice voaram de suas mãos e o professor as apanhou ninguém no cômodo se movera, exceto Lupin que caminhou em direção a Black que permanecia deitado no chão, ele será entregue aos dementadores, Alice lembrava que uma vez havia conversado com seu pai sobre os dementadores, e mesmo seu pai nunca tendo presenciado um beijo de um dementador ele sabia e contara a ela que era desconfortável de se assistir e que certos bruxos não aguentavam a visão. Eu gostaria de ver Sirius Black tendo a alma sugada por um dementador, estava ai um lado seu que até então ela desconhecia, ela não era de se satisfazer com o sofrimento das pessoas, mesmo que fosse de Pansy, ou até mesmo de Malfoy, nunca chegara ao ponto de querer que se machucassem gravemente, mas ali com aquele homem era diferente, os pais que ele havia entregado a Voldemort não eram os seus e, ela agradecia a Merlin, mesmo apenas seu pai tendo importância, mas se sentia horrivelmente mal por Harry, tinha uma ligação com ele, eles se entendiam, ainda que estranhamente, mas se entendiam, era como se ela soubesse da dor dele, e o vê-lo naquele estado a fazia querer ver Black pagar.
— Onde esta ele, Sirius? — o professor dirigiu-se a Black que por sua vez ficou em silencio por alguns minutos, e depois esticou o braço magro e apontou com seu dedo longo e fino para Rony. Todos os olhares se voltaram para o garoto que tinha o semblante confuso.
— Mas, então... — murmurou Lupin, encarando Black, parecia estar tentando ler sua mente — por que ele não se revelou antes? A não ser que... — Lupin arregalou os olhos, como se visse alguma coisa — a não ser que ele fosse o... A não ser que você tivesse trocado... Sem me dizer? — Black o olhou e depois confirmou com um aceno de cabeça.
— O que esta acontecendo, professor? — indagou Harry, aquela situação ficava cada vez mais confusa. Mas o pobre garoto não chegou a obter sua resposta, a visão que tivera a seguir fez com que perdesse a fala, Lupin baixou sua varinha, ele ainda olhava para Black e, aos poucos foi até ele que por sua vez estendeu o braço e Lupin o levantou, logo depois o puxando para um abraço, ele o a abraça como um a irmão, a garota estava com raiva em relação ao que vira.
(...)
As coisas no começo pareciam totalmente sem nexo nem sentido algum, Alice sabia juntamente com Hermione que professor Lupin era um lobisomem, mas por meios diferentes, a poção que seu pai preparava para o professor foi o que o denunciou, isso não parecia ser algo com o que se preocupar, Lupin era um dos melhores professores da escola, não parecia capaz de mal algum, mas a coisa que fez com que sangue de Alice fervesse em suas veias foi saber que o professor Lupin estava com Black, logo ele que havia feito tantas atrocidades em seu passado e estava prestes a fazer mais uma para sua lista.
— O senhor é como todos, não merece confiança, acha que devolvendo nossas varinhas nos fara, me fara acreditar no que diz, diga-me por que não devo usa-la nos dois agora mesmo? — Alice soava confiante apesar de estar com medo, seria uma tola se não sentisse medo, eles eram dois homens fortes, Black nem tanto, mesmo contra três adolescentes de 13 anos a vantagem era deles.
— Ela é tão corajosa quanto à mãe, talvez mais— Black disse estudando-a, Lupin virou-se para Black, trazia repreendimento no olhar, em resposta o homem se calou.
— Como você a conhece? — sua pergunta fora há mesma que minutos atrás, ela esperava que desta vez não fosse ignorada. Não estava interessada em saber sobre Mapa do Maroto ou alguém que o professor alegara estar com eles de acordo com o mapa, queria saber o que Black o assassino de trouxas tinha com sua mãe, nem mesmo ela a conhecera, como uma trouxa que nem se dera ao trabalho de saber do paradeiro da filha conheceria alguém como Black.
— Não, eu quero saber sobre essa outra pessoa que você diz ter visto no mapa conosco— Harry se pronunciara, era de seus pais mortos que tudo se tratava e não de Black conhecer a mãe da amiga. Em troca recebera o olhar mais mortal que a garota já lançara para ele desde que se conheceram.
— Eu vi um pontinho, andando depressa em sua direção, e estava rotulado Sirius Black... Vi-o colidir com você; observei quando arrastou dois de vocês para dentro do Salgueiro Lutador... — Lupin continuou o que estava contando antes que Alice o interrompesse, a garota por sua vez havia cruzado os braços e estava queimando de tanta raiva, teria azarado Harry se a conversa não tivesse se tornado interessante aos seus ouvidos. Ótimo temos um invisível conosco, que reconfortante, disse para si mesma, sabia que se ela se pronunciasse seria ignorada e não queria ter seu orgulho ferido, novamente.
— Um de nós! — corrigiu-o Rony, mostrando-se zangado.
— Não, Rony. Dois de vocês.
— Você acha que eu poderia dar uma olhada no rato? — perguntou Lupin calmamente.
— Quê? — exclamou Rony— Que é que o Perebas tem a ver com isso?
— Tudo. Posso vê-lo, por favor?
Rony hesitou não queria entregar o rato, não depois de lutar tanto e ganhar um ferimento na perna só para pega-lo, mas depois acabou cedendo, enfiou a mão nas vestes. O rato apareceu, debatendo-se, Rony teve que segurá-lo pelo longo rabo pelado para impedi-lo de fugir.
Lupin se aproximou de Rony. Parecia estar prendendo a respiração enquanto examinava Perebas atentamente.
— Quê? — repetiu Rony, segurando Perebas mais perto— Que é que meu rato tem a ver com qualquer coisa?
— Isto não é um rato — disse Sirius Black, de repente.
— Que é que você está dizendo... É claro que é um rato...
— Não, não é — confirmou Lupin calmamente. — É um bruxo.
— Um Animago — disse Black — que atende pelo nome de Pedro Pettigrew.
Alguns segundos se seguiram em silencio após a afirmação do homem, isso é um absurdo, se Alice não estivesse com raiva ela riria, chegava a ser muito engraçado afirmar que o rato era na verdade um homem que todos sabiam que estava morto ao muitos anos, ela sabia da história, já ouvira duas versões, uma de seu pai, e a outra que havia escutado no Três Vassouras, mas nas duas versões, ele Pedro Perrigrew, morria.
— Vocês dois só podem ser loucos— Alice acusou-os.
— Ele esta morto, você o matou— Harry disse quase gritando.
— É eu tive a intensão— disse o homem— Mas o Pedrinho levou, mas não desta vez...
— Sirius, NÃO! — berrou Lupin impedindo que Black chegasse a Rony. — ESPERE! Você não pode fazer isso assim... Eles precisam entender... Temos que explicar...
— Explicamos tudo depois! — o homem ainda tentava a todo custo afastar Lupin para poder chegar ao rato que tentava de todos os modos escapar.
— Eles têm... O... Direito... De... Saber... De... Tudo! — o professor ofegou— Não a acha que deve a verdade a Harry— ele parou sua fala, pareceu entrar em um breve conflito interno— e a Alice, ela precisa saber.
— Se ele não contou acha que cabe a nós contar? — Black perguntou e Lupin ficou sério.
— Eu estou cansada dessa porcaria todo, quer saber, chega de show por hoje, desembuchem logo que merda é essa, Alice tem que saber, é um truque? — Alice se aproximou dos dois homens sua varinha oscilando de um para outro. Harry nunca vira a amiga alterada daquele jeito, ela parecia tão louca quanto Black, ele não se dera de conta que se tratava de sua mãe, estava ocupado pensando nos pais.
— Alice, contaremos tudo, tudo que Harry e você precisam saber, é preciso que escute cada palavra, por favor! — Lupin pediu calmamente, mesmo com todo o estres da garota. Ela não queria rodeios, mas sentiu confiança nas palavras do professor, ela baixou a varinha e acenou, pronta para ouvir.
(...)
E então a história começou a Casa dos Gritos, uma casa não assombrada, três animagos não registrados em Hogwarts, três amigos solidários e companheiros, que fizeram tudo por seu amigo, o lobisomem. Pedro, Lupin, Sirius e James, James Potter, o pai de Harry, até ali o que dizia respeito a Alice? Nada. Mas Alice entendia que Harry estava interessado, era sobre seu pai, e como ele era na época da escola, Alice teria adorado conhece-lo, parecia ser uma pessoa extremamente boa, ela estava fascinada em saber que o Salgueiro tinha sido plantado por causa do professor Lupin. Dumbledore se ouvisse mais sobre aquele homem passaria a dizer o seu nome ao em vez do de Merlin.
Mas a história se tornara interessante aos ouvidos de Alice assim que o nome de seu pai foi pronunciado.
— O professor Snape frequentou a escola conosco. Ele se opôs fortemente à minha nomeação para o cargo de professor de Defesa contra as Artes das Trevas. Passou o ano inteiro dizendo a Dumbledore que eu não sou digno de confiança. Ele tem suas razões... Entendem, o Sirius aqui pregou uma peça nele que quase o matou, uma peça de que participei... — Lupin disse olhando para Alice, ela se arrependia do tempo que havia gastado tentando convencer o pai que o professor era bom.
— Foi bem feito para ele — zombou Black— Espionando, tentando descobrir o que andávamos aprontando... Na esperança de que fôssemos expulsos... — Alice o olhou com nojo, tornou a erguer a varinha, Black arqueou uma sobrancelha.
— Zombe novamente e talvez quando isso acabar saíra daqui vivo, mas com alguma parte lhe fazendo falta, aposto que não precisa dos dedos para onde vai— a ameaçada da garota não fez Black a temer, mas sim a admirar.
— Ora, vejamos, é corajosa, gostaria de vê-la tentar— Black a desafiou. Mas Lupin não iria deixar nada acontecer.
— Severo tinha muito interesse em saber aonde eu ia todo mês — disse Lupin ele sabia que Alice se esqueceria de atacar Sirius para escutar— Estávamos no mesmo ano e não nos gostávamos muito. Ele não gostava nada de Tiago. Ciúmes eu acho, do talento de Tiago no campo de Quadribol. — Alice fez menção de interromper, mas Lupin a olhou com severidade, ele sabia que ela queria protestar, proteger o pai, mas não era hora— Em todo o caso, Snape tinha me visto atravessar os jardins com Madame Pomfrey certa noite quando ela me levava em direção ao Salgueiro Lutador para eu me transformar. Sirius achou que seria... Hum... Divertido, contar a Snape que ele só precisava apertar o nó no tronco da árvore com uma vara longa para conseguir entrar atrás de mim. Bem, é claro, que Snape foi experimentar, e se tivesse chegado até a casa teria encontrado um Lobisomem adulto, mas seu pai, que soube o que Sirius tinha feito, foi procurar Snape e puxou-o para fora, arriscando a própria vida... Snape, porém, me viu, no fim do túnel. Dumbledore o proibiu de contar a quem quer que fosse, mas desde então ele ficou sabendo o que eu era...
— Então é por isso que Snape não gosta do senhor — disse Harry— porque achou que o senhor estava participando da brincadeira?
— Isso é por que meu pai sabe que ele esta do lado de um assassino, com toda certeza se Dumbledore o tivesse ouvido as coisas não estariam assim, Harry. — Alice disse muito calma como se estive explicando um dever a Harry, mas mesmo assim tinha a varinha apontada para Lupin.
— Isso mesmo, Alice. — uma voz confirmou com orgulho as palavras da garota, Severo Snape acabara de remover a capa da invisibilidade e assim como a filha sua varinha estava apontada para Lupin— esta vendo Lupin, minha filha é a mais esperta desse lugar, a única com bom senso.
Alice se aproximou do pai e sua varinha agora estava apontada para Black que se remexera do lugar de onde estava com uma expressão carrancuda para Severo. Seu pai contou-lhe que havia tido a sorte de ir à sala de Lupin e ter visto pelo Mapa do Maroto onde todos estavam e que a capa de Harry também lhe fora muito útil. Lupin dizia varias vezes que ele estava cometendo um engano, mas Snape estava triunfante, dois a mais em Azkaban, comentou sorrindo.
— Severo, por favor, tem que escutar o resto da história, Sirius não veio matar Harry... — Mas o professor de vestes negras estava cego de ódio e pelo gosto da vitória, então ele ergueu a varinha e fez com que cordas finas jorrassem da ponta se enrolando em Lupin, selando lhe até sua boca, o professor incapaz de se mover caiu ao chão.
— Fique longe, Alice! — advertiu Snape quando a menina avançou para o professor caído, isso já é demais, a voz da razão começara a despertar em Alice. Black avançou em Severo, mas este foi mais rápido com a varinha— é só me dar um motivo que eu o faço, Black.
—Então pelo menos seja digno de contar a verdade a sua filha, acha que a garota não tem o direito de saber? — trovejou Black, parados ali se fuzilando com o olhar era impossível dizer qual dos dois homens transmitia mais ódio.
— NÃO ME DIGA O QUE FAZER COM MINHA FILHA— ameaçou Snape agitando a varinha contra Black, mas antes que pudesse pronunciar o feitiço Alice se pôs na frente de Sirius com varinha apontada timidamente para o pai.
— Não, eu... eu quero saber sobre o que ele fala, prometeu que não haveriam mentiras entrenós, pai.— lembrou Alice, não sabia por que, mas perto de seu pai se sentia vulnerável, e estava prestes a chorar, lutava fortemente em conter as lagrimas. — Você prometeu!
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