The Power Of Love

43 Capítulo 43 Antigos Segredos


Notas iniciais
Então aqui estou eu, e cara eu to morta, escrevi esse capítulo duas vezes, e ia acabar reescrevendo, mas eu me apeguei, e então ele esta aqui :3 Eu não posso falar muito, mas posso dizer que não to mais demorando tanto o/ Boa leitura!

"Se você revelar os seus segredos ao vento,

não pode culpar o vento por revelá-los às arvores."

–Kahlil Gibran

Os minutos se estenderam como se fossem horas, Severo encarrava Alice, sua varinha estava apontada para garota assim como a dela, lagrimas silenciosas escorriam pelos olhos dela, a mão que segurava a varinha tremia como se acompanhasse a respiração entrecortada da garota, ele queria pode baixar a guarda e ir consola-la, mas como podia, ele que as estava causando, ela chorava por que acreditava que não haveria mentiras entre eles, certas coisas precisam ser escondidas para o bem de quem amamos, Severo se lembrava das palavras de sua mãe, ela não era a melhor pessoa, mas alguns de seus conselhos eram o s melhores.

— Alice, não é o momento para isso, precisamos levar Black, ele é um assassino— Severo olhou sua filha nos olhos— A coisas que precisam ser escondidas para o bem de quem amamos, quero que entenda isso— havia um tom de tristeza na voz do homem, ele parecia sentir-se mal ao fazer isso.

— Não, ninguém vai sair daqui até eu ter o que quero— Alice apontou a varinha para o professor Lupin e fez com que as cordas que o amarravam desaparecessem com a mesma rapidez que foi conjurada, o professor levantou-se e arrumou as vestes— agora, é melhor vocês começarem a falar ou talvez alguém perca alguma parte do corpo, e eu não estou brincando. — a garota ameaçou oscilando com a varinha de Black para Lupin, e depois para o seu pai.

— Alice, não acha melhor tratar disso depois... — Hermione começou.

— Deveria escutar a senhorita Granger, baixe a varinha agora, Alice— Severo pediu, mas não havia nada de calmo em sua voz, parecia impaciente,

— Acho melhor dar o que ela quer, Severo, já esta na hora, deve isso a ela— Lupin disse com calma, não podia irritar Severo mais ainda, mas o homem parecia concordar com o professor, mesmo que relutantemente deixava isso transparecer pelo seu olhar.

Severo lançou um olhar a Lupin, esse olhar poderia ser interpretado de varias formas, mas era como se apenas Lupin tivesse entendido, ele deu um passo a frente olhando para Alice.

— Há coisas que não foram esclarecidas no passado, coisas que apenas poucas pessoas sabem, e eu e Sirius somos umas dessas pessoas, não juramos segredo, mas concordamos que a pessoa certa deveria lhe contar e quando achasse que era a hora certa...

— Parece que esse é o momento perfeito. — encorajou Alice, ela estava séria, queria saber.

—Era noite, eu havia acabado de sair do Três Vassouras, tinha encontrado com alguns amigos, e não tinha intensão de voltar para casa tão cedo, era jovem e estava na época em que não me importava muito com as coisas... — começou Snape, com a voz fraca, mas aumentando gradativamente a cada palavra, como se estivesse tomando coragem— as ruas estavam vazias era tarde e fazia frio, mesmo sendo outono os ventos já traziam frio aos poucos, estava pensando em talvez ir a um bar trouxa, ou me divertir, foi quando ouvi que alguém chorava, entrei no beco de onde tinha ouvido o choro, e a encontrei... — sua voz se perdeu, era como se a força das palavras tivesse se esvaído, estava perto, ela tem de saber, acabe logo com isso, mas como o fazer.

— Continue pai, por favor— Alice implorou, talvez fosse a intensidade com que os olhos da garota o olhavam que o fez continuar. Ou a necessidade de se livrar disso, o nó que se fazia em sua garganta há tantos anos estava para ser rompido.

— Mesmo com a pouca luz que havia pude reconhecer, Lily Evans— Harry se sobressaltou ao ouvir o nome de sua mãe, mesmo que não quisesse, agora estava prestando atenção a tudo que o homem de negro falava— como sabem frequentei a escola tanto com os Marotos, quanto com Evans, fomos breves amigos na infância, e nos falávamos algumas vezes no decorrer dos anos na escola. Eu cheguei perto dela e perguntei o que estava fazendo naquele lugar, sozinha e chorando. Ela me contou que havia tido uma briga com James, e que por isso havia decido passar a noite fora para que ele pudesse se acalmar, me pediu para que lhe indica-se uma estalagem para poder passar a noite, sugeri uma hospedagem perto dali, oferecia segurança a ela por uma noite. Ela pediu para que lhe acompanhasse, eu aceitei, já que na hospedagem havia um bar com um dos melhores Whiskies de fogo de Hogsmeade ficaria por lá um tempo a mais. Quando chegamos e ela viu que eu desejava ficar, decidiu sentar-se comigo, acabamos ficando a noite toda conversando, e, quando a bebida já havia nos alterado o bastante para começarmos a dar risadas sem motivo, bem é...— ele desviou o olhar, não queria estar olhando para Alice, mas á sua direita estava Harry Potter, então voltou-se novamente para Alice— ela eu, nós...Bem vocês já sabem!

A voz do homem se perdeu, assim como seus olhos, eles se perderam nas profundezas dos olhos de sua filha, ela estava confusa, as palavras estavam se remoendo em sua cabeça, tentando fazer algum sentido, mas como podiam, ou na verdade era mais simples do que ela pensara seu pai, Severo Snape, havia dormido com Lily Evans.

— Poucos sabem, Alice— começou Sirius com a voz rouca— mas, depois daquela noite na qual ninguém sabia onde Lily havia se metido, as coisas ficaram diferentes, achamos que estavam normais, mas ai Lily decidiu que queria ir para Itália, reencontrar uma parente, e sem o James, ele entendeu, e aproveitou para fazer mudanças na casa onde estavam começando a se instalar, ela passou mais tempo do que imaginávamos lá.

— E, então depois de um tempo ela voltou, gostaria de saber quando isso aconteceu, Alice?— perguntou Lupin, caminhando até a garota e colocando sua mão em seu ombro. Ela confirmou com um aceno de cabeça— doze de novembro de 1979.

A boca de Alice se abriu em um perfeito O, aquilo era uma piada armada, e a piada mais sem graça que ela já vira, só podiam estar brincando com ela.

— São, apenas, quatro dias... — a garota estava tão alterada que mal podia formar uma frase completa.

— Apenas quatro dias depois do seu aniversário, Alice— Severo falou por ela. — eu queria poder ter te contado antes, mas você era pequena, planejei tudo, te contaria em suas férias quando voltasse da França, mas ai você foi para Hogwarts, e conheceu o Potter, aquilo estragou tudo...

— Não, não. O que estão dizendo é que meu pai se encontrou com Lily Evans, eles se embebedaram e dormiram juntos, ela sumiu e quando voltou estava com um bebê? Isso não tem sentido nenhum.

— Ela não voltou com um bebê— Lupin respondeu— Alice, não compreendeu, então buscou o olhar de seu pai.

— Era noite, e por uma complicação nos planos eu estava em casa, a porta estava praticamente sendo esmurrada por alguém, eu desci para poder atender, e era ela, Lily, ela tinha uma bolsa em um dos ombros, olhos vermelhos e inchados e um embrulho em um cobertor verde claro— como seus olhos, completou mentalmente— ela entrou, e falou tudo tão rápido que tive que faze-la parar, ela disse que aquela noite a meses atrás havia estragado todo sua vida. Perguntei do que estava falando, e ela então mostrou-me o que estava enrolado ao cobertor, era um bebê, você, era tão pequena, o choque que tomei ao saber que era minha não foi nem comparado ao que veio a seguir, ela disse que não poderia ficar com você, que ela amava James, e que não queria deixa-la em um orfanato trouxa. Eu era jovem não me importava com nada na época, não tinha obrigações, mas não podia deixar que ela a mandasse para um orfanato, Lily chorou durante todo o tempo em que conversávamos, mas depois de ver que eu ficaria com você ela apenas foi embora.

Severo falava tudo tão rapidamente que Alice teve que aguçar os ouvidos para poder entender tudo perfeitamente, e sentia que mesmo o fazendo as coisas não faziam sentido, é um sonho, Alice você é louca sempre sonha com essas coisas estranhas, sua mente tentava reconforta-la.

Harry caminhou hesitante, passos pesados, carregados se um peso que nem sabia que carregava, sentiu um nó em sua garganta, ele se formara se tornando cada vez mais forte a cada palavra que saia da boca de Severo Snape, olhou para todos presentes no cômodo, Hermione e Rony estavam tão estopetados assim como ele, e Alice. Alice, ele tinha varias vezes comparado a garota a uma irmã, mas nunca pensou na possibilidade.

— O senhor mente, todos mentem— ele acusou olhando para os três homens, um de cada vez, era impossível sua mãe nunca abandonaria uma filha, sua nunca, nunca dormiria com Severo Snape, logo ele.

— Potter, acha que eu estaria me submetendo a isso se fosse mentira?— indagou Severo rudemente.

— É verdade, Harry— confirmou Lupin, com a voz calma, tentando passar essa calma a Harry— você e Alice, são irmãos, de pais diferentes, mas são. Lliy quis deixar a menina com o pai, ela amava James, nunca saberia como contar a ele sobre a criança, e quando ela ficou gravida de você ficou tão feliz, mas me lembro de uma conversa que tive com ela, sentia que parte de seu coração faltava, mesmo com a sua chegada ela sentia falta da filha que praticamente nem teve a chance de rever depois daquele dia.

— Não, não...— Alice murmurava, parecia estar em um transe, lagrimas que ela desistira de tentar conter rolavam pelas suas bochechas rosadas, a mão em que se encontrava a varinha estava abaixada, ela queria apenas sair daquele lugar, correr pelos jardins da escola e encontrar algum lugar onde pudesse chorar, o lago, o lago negro foi sempre o seu lugar favorito na escola, ela adorava sentar-se a margem e poder respirar profundamente, fechar os olhos e sentir toda a vida ao seu redor, ouvir pássaros cantando, pessoas correndo, e o delicado barulho da água, se ela se concentrasse seria capaz de ouvir a lula gigante, principalmente no verão. Ela respirou uma vez e outra, de olhos fechados sem querer olhar para os outros ali presentes, fortes mãos pousaram em seus ombros e ela estremeceu ao toque— Pai!

— Me desculpe, Alice.

Notas finais
E ai o que eu mereço, uma Crucio, Avada? Se não me matarem, nos vemos no próximo bjsss