The Power Of Love

33 Capítulo 33 Bicuço


Notas iniciais
Então gente parece que esta como no começo não é um capítulo atrás do outro, e isso me deixa feliz imaginem como é bom pra mim estra postando com apenas um dia de folga :D eu amo demais essa fic é minha filha que ta virando uma adolescente :3 ta acho que chega de bobagem vamos ao que interessa. Boa leitura.

POV: Alice

Eu, Rony e Hermione estávamos acordados conversando perto da lareira quando vimos Harry descendo as escadas.

—Nossa sua cara esta péssima—falei quando ele se sentou perto de Rony que estava espalhado em um dos sofás, Hermione estava sentada no chão e debruçada na mesa que estava cheia de deveres que ela havia espalhado, sendo que era natal e ninguém estuda no natal a não ser ela. E eu estava atirada no chão junto com Bichento que parecia não querer nada da vida.

—Onde estão todos?—Harry perguntou.

—Foram embora, hoje é o primeiro dia das férias esta lembrado?—Rony respondeu com a boca cheia de sapos de creme de menta.

—Realmente você não parece nada bem sabe—Hermione disse observando Harry.

—Estou ótimo—ele retrucou.

—Harry escuta aqui—Hermione disse trocando um olhar com Rony—você deve mesmo estar perturbado com o que ouviu ontem. Mas o importante é não fazer nenhuma bobagem

—Como o quê?

—Eles acham que você que ir atrás de Black—falei, Hermione e Rony ficaram a manhã toda discutindo sobre isso. Harry ficou quieto.

—Você não vai, não é mesmo Harry?—insistiu Hermione.

—Por que não vale a pena morrer por causa do Black—Rony se apressou.

—Vocês sabem o que eu vejo e ouço cada vez que um dementador se aproxima de mim?—Rony e Hermione negaram, Harry já havia me contado isso em uma noite em que nenhum de nós estava conseguindo dormir, eles não entendiam.

—Ouço minha mãe gritar e suplicar a Voldemort. E se alguém ouve a mãe gritar daquele jeito pouco antes de morrer, não dá para esquecer depressa. E se descobre que alguém que ela acreditava ser amigo dela foi o traidor que pôs Voldemort na pista dela...

—Mas não tem nada que você possa fazer—disse Hermione impressionada—os dementadores vão pega-lo e será bem feito para ele.

—O que esta dizendo então? Você quer... matar Black ou coisa parecida?—perguntou Rony tenso.

—Mas você ouviu ele não é afetado pelos dementadores como os outros, é diferentes para ele—eu falei

— Não seja boba — disse Hermione, cuja voz transparecia pânico. — Harry não quer matar ninguém, não é mesmo?—ele não respondeu.

— Malfoy sabe — disse ele de repente — Vocês lembram do que ele me disse na aula de Poções? "Se fosse eu, ia atrás dele sozinho... Ia querer vingança.”

— Você vai seguir o conselho de Malfoy em vez do nosso? — perguntou Rony, enfurecido. — Escuta aqui... Você sabe o que a mãe do Pettigrew recebeu depois que Black acabou com o filho dela? Papai me contou... A Ordem de Merlim, Primeira Classe, e o dedo de Pettigrew em uma caixa. Foi o maior pedaço dele que conseguiram encontrar. Black é um louco, Harry, e é perigoso...

— O pai de Malfoy deve ter contado a ele — disse Harry, não dando atenção a Rony— Fazia parte do círculo íntimo de Voldemort...

—Ah Harry pelo amor de deus você não deve estar falando sério né, por favor—me levantei de súbito assustando Bichento, não sei de onde tirei a disposição, mas aquilo pareceu um absurdo.

— Faz favor de dizer Você-Sabe-Quem? — exclamou Rony com raiva.

—... Então obviamente, os Malfoy sabiam que Black estava trabalhando para Voldemort...

— ... e Malfoy adoraria ver você desintegrado em um milhão de pedaços, como Pettigrew! Caia na real, Harry. A esperança de Malfoy é que você seja morto antes de ele precisar jogar Quadribol contra você.

—Rony!—exclamei.

— Harry, por favor — pediu Hermione, com os olhos agora brilhantes de lágrimas —, por favor, tenha juízo. Black fez uma coisa horrível demais, mas não corra riscos, é isso que Black quer... Ah, Harry, você vai fazer o jogo do Black se for atrás dele. Seus pais não iam querer que você se machucasse, iam? Jamais iam querer que você saísse procurando o Black!

(...)

Rony teve a brilhante ideia de a gente ir visitar o Hagrid, não que isso não fosse uma coisa boa, mas Harry não era a pessoa certa para visitar Hagrid no estado que estava. Eu estava torcendo para que Hagrid não estivesse em casa pelo menos desta vez.

A cabana de Hagrid parecia um bolo coberto de glacê, um belo bolo por cupa da neve, Rony bateu na porta, mas ninguém atendeu, nem canino latindo do outro lado havia.

— Será que ele saiu? — perguntou Hermione, que tremia sabia disso por que estávamos grudadas, como sempre.

Rony encostou o ouvido na porta.

— Tem um barulho esquisito — disse— Escutem só, será o Canino?

Encostamos os ouvidos na porta também. De dentro da cabana vinham uns gemidos baixos e soluçantes.

— Será que não é melhor a gente ir chamar alguém? — perguntou Rony, nervoso.

— Hagrid! — chamou Harry, dando socos na porta. — Hagrid, você está aí?

—Hey Harry vai com calma, por favor—pedi.

Ouvimos um som de passos pesados, depois a porta se abriu com um rangido. Hagrid estava ali parado, com os olhos vermelhos e inchados, não sei o que havia acontecido, mas percebia-se que coisa boa não era.

— Vocês souberam? — berrou ele, e se atirou no pescoço de Harry. Na hora levei um belo e um susto Hagrid era enorme e poderia ter machucado Harry, isso não foi brincadeira. Harry foi quase desabando sob o peso de Hagrid, acabou sendo salvo por Rony e eu, que o seguramos um em cada braço e o puxamos para dentro da cabana.

— Hagrid, o que foi? — perguntou Hermione perplexa.

Havia uma carta aberta em cima da mesa de Hagrid.

— Que é isso, Hagrid?—perguntei.

Os soluços de Hagrid redobraram, mas ele empurrou a carta para mim, que a apanhei e comecei a ler em voz alta.

Prezado Sr. Hagrid.

Dando prosseguimento ao nosso inquérito sobre o ataque do hipogrifo a um aluno seu, aceitamos as ponderações do Profº. Dumbledore de que o senhor não é responsável pelo lamentável incidente.

— Bem, então está tudo certo, Hagrid! — exclamou Rony,

Mas Hagrid continuou a soluçar, e fez sinal com uma de suas gigantescas mãos, me incentivando a continuar.

No entanto, devemos registrar a nossa preocupação quanto ao hipogrifo em pauta. Decidimos acolher a reclamação oficial do Sr. Lúcio Malfoy, e o caso será encaminhado à Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas. A audiência terá lugar em 20 de abril, e solicitamos que o senhor se apresente com o seu hipogrifo nos escritórios da Comissão, em Londres, nessa data.

Entrementes, o animal deverá ser mantido preso e isolado.

Atenciosamente...

Seguia-se uma lista com os nomes dos conselheiros da escola.

— Ah! — exclamou Rony. — Mas você disse que o Bicuço não é um hipogrifo bravo, Hagrid. Aposto como ele vai se safar...

— Você não conhece as gárgulas da Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas! — respondeu Hagrid com a voz engasgada— Eles têm má vontade com as criaturas interessantes!

Um som repentino vindo de um canto da cabana fez com que a gente se virasse depressa. Bicuço estava deitado a um canto, mastigando alguma coisa que fazia escorrer sangue por todo o soalho.

— Eu não podia deixar ele amarrado lá fora na neve! — explicou Hagrid, sufocado. — Sozinho! No Natal.

—Eu entendo Hagrid—eu disse tocando a mão dele e logo depois me dirigi a Bicuço—Oi, ta tudo bem?—se isso foi idiota? Foi, mas é dai.

— Você terá que preparar uma boa defesa, Hagrid — falou Hermione, sentando-se— Tenho certeza de que você pode provar que Bicuço é seguro.

— Não vai fazer nenhuma diferença! — soluçou Hagrid. — Aqueles demônios da Eliminação, eles são controlados por Lúcio Malfoy! Têm medo dele! E se eu perder o caso, Bicuço...

— E Dumbledore, Hagrid? — perguntou Harry.

— Ele já fez mais do que o suficiente por mim — gemeu Hagrid. — Já tem muito com que se ocupar só para segurar os dementadores fora do castelo e o Sirius Black rondando...

— Escuta aqui, Hagrid — disse Harry —, você não pode desistir. Hermione tem razão, você só precisa é de uma boa defesa. Pode nos chamar como testemunhas...

— Tenho certeza de que já li um caso de alguém que provocou um hipogrifo — disse Hermione, pensativa — e o bicho foi inocentado. Vou procurar para você Hagrid, e verificar exatamente o que aconteceu.

Hagrid chorou ainda mais alto. Harry, eu e Hermione olhamos para Rony, pedindo ajuda.

— Hum... E se eu fizesse uma xícara de chá para nós? — ofereceu-se.

Harry olhou para ele, espantado.

— É o que a minha mãe faz sempre que alguém está chateado — murmurou Rony, encolhendo os ombros.

—Acho perfeito Rony, quer ajuda?—perguntei, Rony apenas afirmou com a cabeça.

Finalmente, depois de muitas reafirmações de ajuda, e uma caneca de chá fumegante diante dele, Hagrid enfim parecia um pouco melhor.

— Vocês têm razão. Não posso me entregar assim. Tenho que me controlar...

Canino, saiu timidamente debaixo da mesa e descansou a cabeça no joelho de Hagrid.

— Não tenho andado muito bem ultimamente — disse Hagrid, acariciando Canino com uma das— Preocupado com o Bicuço e com a turma que não está gostando das minhas aulas...

— Nós gostamos! — mentiu Hermione na mesma hora, e eu confirmei junto com ela.

— É, elas são ótimas! — acrescentou Rony— É... Como é que vão os vermes?

— Mortos — disse Hagrid sombriamente— Alface demais.

— Ah, não! — exclamou Rony,

— E esses dementadores fazendo eu me sentir péssimo e tudo o mais — disse Hagrid— Tenho que passar por eles todas as vezes que quero beber alguma coisa no Três Vassouras. É como se eu estivesse de volta a Azkaban...

Nunca tinhamos ouvido Hagrid falar de sua breve estada em Azkaban. Depois de uma pausa, Hermione perguntou timidamente.

— Lá é muito ruim, Hagrid?

— Vocês não fazem idéia — disse ele com a voz contida. — Nunca estive em nenhum lugar assim. Pensei que ia endoidar. Ficava lembrando de coisas horríveis... O dia em que fui expulso de Hogwarts... O dia em que meu pai morreu... O dia em que tive de mandar Norberto embora...

— A pessoa não consegue mais se lembrar de quem é depois de algum tempo. E começa a achar que não vale a pena viver. Eu tinha esperança de morrer durante o sono... Quando me soltaram, foi como se eu estivesse renascendo, tudo voltou como uma avalanche foi a melhor sensação do mundo. E vejam bem, os dementadores não gostaram nada de me deixar sair.

— Mas você era inocente! — exclamei.

Hagrid riu pelo nariz.

— Você acha que eles se importam com isso? Que nada. Desde que tenham umas centenas de seres humanos trancafiados com eles, para poder sugar toda a felicidade deles, não estão nem aí se alguém é ou não é culpado.

Hagrid ficou calado por um instante depois disse em voz baixa.

— Pensei em deixar Bicuço ir embora... Tentar fazê-lo fugir... Mas como é que a gente explica para um hipogrifo que ele tem que se esconder? E... E tenho medo de desrespeitar a lei... — Ele ergueu os olhos para nós, — Não quero nunca mais na vida voltar para Azkaban.

Estava com muita pena de Hagrid e de Bicuço com certeza iriamos ajuda-los, eu pelo menos tentaria fazer de tudo, Hagrid era meu amigo eu devia isso a ele.

Notas finais
Espero que tenha sido bom para vocês bjss e boa noite