Notas iniciais
Boa leitura e nos vemos lá em baixo!
POV's Thomas
Cinco dias depois...
Uma carta pequena demais para uma ameaça de morte. Números. Escritas em Latim. Símbolizações? Talvez. Ou talvez rituais, experiências, mandato, medo, covardia... Muitas hipóteses para poucas palavras, poucas dicas. Afinal, eu não sei nada da vida do Matthew. Sei que ele é vocalista de alguma banda de rock, mas esse é um estilo que eu não gosto, nunca gostei muito. Um homem bem informado e com informações bem públicas. Não era muito difícil encontrar alguma informação sobre ele em qualquer fã clube na internet, difícil era achar alguma informação que pudesse ajudar em uma situação como essa. E as informações que eu tenho dele agora é que sua banda adiou um show para a semana que vem, dizendo que um dos Avengers estava doente. Por pedido meu. Alguma coisa naquela carta me era familiar demais, eu já tinha visto aquilo em algum lugar. Mas realmente não me lembro onde. E algo me dizia que não era nada bom o que estava escrito alí. A parte em latim...
Não acredite mais dele. Quem não acreditar na palavra, de ir até o dia que você acha que ele amava. Está vindo de uma pessoa que não acredita. Para que ninguém que acredita ter sido como ele. Não acrediteis. Lembre-se: você é apenas mortal, em vão.
No meu ponto de vista, apenas dizia para ele não acreditar em nada ou em ninguém. E em um ser em especial, que ele não acreditaria... No caso, que ele não conhecia? Nenhum ser humano comum colocaria uma dica em sua própria ameaça de morte, seria ridículo. Então aquilo era simplesmente o contrário do que ele realmente deveria fazer. Ou talvez não tenha sentido algum, seja apenas para colocar medo. E talvez até fizesse um outro sentido para outras pessoas. O problema é que não havia vestígios de um certo alguém ter enviado aquilo. Não havia total certeza de nada. Seja quem for esse 'assassino misterioso', é muito inteligente. Muito mais do que realmente deveria ser.
– Achei que já tivesse acabado com essa história de investigação. — Minha mulher entrou no quarto com duas xícaras de café e um sorriso no rosto. Ela tinha gostado da idéia de eu ter parado com as investigações particulares, mas não satisfazia ela, já que sempre achara muito interessante ficar em tentativa de observar bem cada detalhe e ainda me ajudava no serviço. Me entregou uma das xícaras e se sentou ao meu lado, analisando a carta.
– Não se preocupe, é só essa investigação aqui. E to fazendo isso pelo meu sobrinho, é em relação ao cantor de uma banda que ele vive escutando... — Por sorte, era mesmo. E eu tinha uma desculpa para ter um tempinho com esse trabalho novamente.
– Sabe bem que não pode voltar para este ramo.
– Achei que gostasse da idéia...
– Você sabe muito bem do que eu estou falando. — Seu sorriso me confortava em tal situação e eu decidi ignorar completamente o fato de que não era mais detetive para acabar com aquele caso em particular.
Ela pegou a carta de minha mão e começou a observá-la muito bem. Sua expressão não passava de confusão, um tanto de tristeza em seu olhar e medo. O que na verdade, eu não entendia. Deixou o papel em cima da mesa mesmo e saiu andando em direção ao nosso quarto, me deixando apenas a escolha de segui-la. Entrei e a peguei mexendo em uma mala que ela guardava coisas da família e pegou um classificador branco. Abriu ele e eu, totalmente confuso, perguntava o que estava acontecendo, sendo claramente ignorado. Jogou-o na cama e me entregou apenas um envelope, com várias cartas dentro. Sempre com escrita em Latim, cuja a tradução soava altamente misteriosa, além de números, letras e pequenas frases finalizantes escritas em inglês. Exatamente como a carta do Matt. Claro, a caixa da família da Lay... Eu sabia que já tinha visto em algum lugar.
– O que é isso, Lay?
– Isso são cartas. Muitas pessoas da minha família e de uma família amiga morreram por causa disso.
– Explica a história toda.
– Eu nem lembrava mais dela... Terminou faz cento e cinquenta anos, com uma família amiga à nossa. E a minha família se meteu para ajudar. Eram sempre ameaças, cartas de morte, sumiços... Com essas ameaças, ambas famílias começaram a morrer misteriosamente e apenas isso, sem nenhum tipo de explicação. Mas parece que apenas um erro, desprovido de meu conhecimento, acabou com tudo. Era uma gangue desconhecida estavam atacando a família deles. Eu não sei porque.
– E como você reconheceu?
– Isso. — Ela disse apontando um símbolo que estava presente em todas as cartas, inclusive na de Matt. (Símbolo: ~²O²~). — Mas na dele não tem os rabiscos antes e depois dessa coisa estranha. — (Coisa estranha: ²O²) (Rabiscos: ~ ~).
– Isso pode dizer muita coisa?
– Eu acho que não. A gangue deles foi descoberta. Os recursos utilizados para a escrita também foram desvendados. Então, seja quem for esse assassino, não é tão inteligente. Isso é, se a escrita da carta bater com as antigas...
– Sabe mais algo sobre essa gangue?
– Todos eram ex-membro das forças armadas ou do exercito norte-americano e alguns ainda eram membros de um movimento contra tais forças.
– E como você ainda tem essas cartas?
– Minha família guardou, porque eles prometeram vingança... Mas como eu já disse, faz cento e cinwuenta anos que isso acabou e vingança não foi feita. — Ela me respondeu enquanto eu observava o papel antigo e amassado... E o mais interessante. A caneta usada para escrever a carta. Caneta de tinteiro... E com a mesma cor que foi usada para escrever a de Matt. O que era estranho, porque nos dias de hoje, ninguém mais escreve cartas, muito menos com canetas de tinteiro.
– E você sabe como ficou por desvendada a escrita de cada uma das cartas?
– Mais ou menos. Eram ícons de substituições, envolvendo letras e números, e apenas uma carta, que foi a última carta antes da morte de um dos principais alvos da família amiga à nossa, tinha um endereço. Meus antecedentes fizeram várias anotações sobre isso e guardaram junto, eu realmente nunca entendi o porque de precisar daquilo.
– Tudo bem... — Selei rapidamente nossos lábios. — Espero que não se importe em eu não te ajudar dessa vez... Eu tenho um caso para resolver.
– Você não entende, não é? — Ela parou e me encarou por um instante. Realmente, eu não entendia. — Minha família passou por tudo isso depois que se juntou a família Karmo. E eu não to afim de que se voltem para a gente. Além do mais, parou de trabalhar como detetive porque estava sendo ameaçado. Você nunca gostou de engenharia civíl.
– Não se preocupe. Eu realmente não acho que eles sobreviveram cento e cinquenta anos.
– Decendência está aí para isso, amor.
– Eu sei... Mas eu tenho que desvendar esse caso. Já tenho cinco dias sem sair do lugar e finalmente tenho a chance de tentar descobrir algo. Além do mais, ninguém vai ficar sabendo disso.
Saí do quarto decidido a terminar aquilo. Que mesmo não gostando a idéia, a Lay simplesmente aceitou que eu fizesse. Eu já tinha uma idéia na cabeça. Peguei um outro papel e reanotei tudo o que estava na carta, observando cada detalhe, fazendo cada substituição possível, mas nenhuma parecia dar certo. Nada fazia sentido. Até que eu me lembrei que em uma das antigas cartas, tinha um endereço. E percebi que ignorando alguns zeros, havia uma data escrita. E as substituições serviram para os outros números que rodeavam o "You, not, free"... "Você, não, livre". Isso sim soava como uma ameaça. Mas porque no meio de uma data tão antiga? E porque no meio de uma combinação numérica?
18 --> R ; 15 --> O ; 13 --> M... E as possibilidades: (1 --> A, ou, 10 --> J)
O que me soava muito estranho. Talvez o resto fosse melhor sendo visto com o Matt ao meu lado. Mandei um e-mail para o Arin, avisando que já tinha boas possibilidades em mãos. No dia seguinte, eu teria de ir bem cedo em encontro à eles para o final da conversa.
POV's Zacky
Eu realmente não sabia mais o que estava acontecendo. Eu sentia raiva e não sabia como o Arin havia descoberto tudo. E agora, tinha a carta do Matt. Tava tudo confuso demais. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Não sei porque, mas me parecia que todo mundo alí estava com problemas estranhos. Ou talvez fosse apenas impressão minha mesmo. Mas mesmo assim, sentimento de ódio me dominava e eu nem fazia idéia de porque. O Oliver, já estava bem próximo da Mel ultimamente, enquanto o Syn estava muito distante de todos. Também pudera, ele estava com um clima horrível entre ele e a mulher dele. Porque ela tava com ciúme da Mel... E por mais algo, que eu ainda não sei o que é. E tinha a Daniele. Ou ele acha mesmo que ninguém havia percebido aquilo?
Mas além de tudo, eu estava confuso demais. Em relação... Bem... Em relação a "ele". Era muito estranho eu sentir tanta raiva assim, mas era incontrolável. Não sei o que ele tem, mas algo tem me irritado muito ultimamente. E principalmente a perseguição de um outro alguém, Arin. Ele parecia saber de exatamente tudo, mesmo não estando nem perto de quase nada que acontecia. Ele parecia, sei lá, poder ler mentes.
E um som diferente de um solo conhecido começou a tocar, tão baixo que quem estava um pouquinho longe de mim não escutava. Era Lost. E era o celular do Brian. E quem estava ligando era a Michele.
– Alô? — Atendi em tom bem baixo e indiferente, na intenção de continuar logo depois dizendo que não era Brian e sim o Zacky. Mas ela não me deu chances.
– Cala a boca, Synyster Gates. Você não me deixou falar. Eu não matei o Jimmy e farei tudo para tentar provar isso, independente de qualquer coisa.
– Você não o que? — Eu havia me assustado com o comentário dela. Então era isso que também estava atorzoando o Syn. Às vezes eu acho que só o Johnny e o Arin não estavam passando por problemas estranhos ali. Não. Só o Johnny mesmo. O Arin já era um problema estranho ambulante vivo e preso no corpo de um humano. Mas escutar a Michele falando que não tinha matado o Jimmy e que podia provar em tal tom, me fazia desconfiar da verdade. Mas eu nunca havia pensado em tal hipótese.
– Zacky... — Ela falou um tanto confusa, já mudando o tom para estressada na segunda parte. — Porque você tá com o celular do Brian? Onde ele está?
– Calma, Michele. Ele está aqui perto de mim e eu só atendi porque já estava chamando à um bom tempo. Agora, me explica essa história.
– Não. Eu quero falar com o Brian.
Deixei ela falando sozinha, ou simplesmente gritando com o nada, enquanto caminhava até o Brian. Praticamente joguei o celular em cima dele, que me olhou confuso.
– Sua gata tá bem estressada. — Disse enquanto me sentava ao seu lado.
– Minha gata? — Ele perguntou confuso e com um sorriso cínico no rosto. — Me apresente à essa...
Não dava para escutar o que a Michele falava... Mas dava para tentar descobrir, apenas pelas palavras do Syn.
– O que é? --- Fala logo o que você quer... --- Venha aqui e a gente fala disso. --- O Zacky escutou... Ah, ele já sabe? E daí? --- Você acha mesmo que vai conversar só comigo? --- Cala a boca, Michele. E depois de amanhã a gente conversa. --- Na frente de todos os Avengers.
– Tem pegado muito pesado com ela, Syn. — Johnny exclamou, sem tirar os olhos da tela de seu computador. Ninguém sabe o que ele fazia ali, ficava no canto e encostado na parede, apenas escrevendo, lendo, mexendo... Estava pior do que eu. Ninguém mesmo sabia o que ele fazia alí. — Na verdade, tem pegado muito pesado com todo mundo.
– Talvez eu tenha mesmo... — Syn retrucou, encarando os seus dedos entrelaçados uns nos outros. — Mas eu tenho meus motivos. — Seus olhos expressavam uma tristeza tão forte que eu, por um momento, senti pena desse desgraçado. Ele tinha mais algo que não havia contado para ninguém.
– Quais? — Perguntou Matt, sem entender a situação. Como grande maioria alí. Ou todos.
– Não sei explicar e muito menos se é a hora certa para explicar... — Ele fez força para se levantar e bateu levemente suas mãos e voltando para nos encarar. — Onde está a Mel?
– Com o Oliver, na sala de TV. — Arin respondeu, como sempre, sabia de qualquer detalhe. Parecia ter algum tipo de censor ou radar, porque ele sabia de tudo.
Syn apenas se levantou e caminhou até a sala de TV, que não era muito longe dali. Antes mesmo dele sair, o Oliver passou em caminho ao banheiro, então a Mel estava sozinha. O que esses dois conversavam, eu realmente nunca desobri. Mas isso é normal, eu devo ser o mais lerdo de todos aqui... Mas o clima no local estava muito mais estranho do que eu poderia acreditar. O Matt com as cartas, o Syn com a Michele, a Dani e a Mel, o Arin com esse ar estranho, eu realmente ainda não decidi se ele é bom para os acontecimentos ou não, o Johnny... Bom, ele fica enfiado nesse computador, então. A Mel... Impressionante, a Mel nunca parece ter problema algum. E eu... Bom, com essa história toda. Então o Oliver também não tinha problema algum.
POV's Mel
- Brian... — Foi tudo o que eu disse quando ele passou por aquela porta. — Parece que nos últimos cinco dias, alguém se estressou com algo que eu fiz, mas não quis me contar.
Esses últimos cinco dias foram muito estranhos. Parecia que sempre tinha algo em que desconfiar, independente do lugar em que estivesse. Todos estavam estranhos, todos. Parecia algum tipo de perseguição, porque tempinhos antes estavamos todos bem. Ou quase todos...
– Do que você está falando? — Ele falou se sentando no sofá, se é que isso é um sofá, ao meu lado e me puxando para que eu pudesse me apoiar nele.
– Se afastou de mim... De todo mundo. O que houve?
– Nada de mais...
– Nada de mais? Tem alguma coisa com a história de que Michele matou o Jimmy?
– Como sabe?
– Vocês estavam aos gritos no hotel, claro que eu escutei.
– Você vai ficar sabendo disso depois, calma.
– Syn... Confiava mais em mim antes. Parece que agora tá tentando fugir dos lugares em que eu estiver.
– Não, não é nada disso... — Ele me colocou de frente a ele, me fazendo encará-lo. E com certeza não estava nada bem com ele. Parecia que não dormia à dias. — Eu to confuso, nada de mais.
Cerca de uns cinco segundos se passaram, parecendo mais uns trinta e cinco minutos, apenas ele me encarando e eu encarando ele. E isso sempre me assustava um pouco. Da ultima vez, não tinha dado muito certo. E não podia se repetir...
– Syn. — Falei ao perceber que não aguentaria mais ficar ali, encarando ele. — A gente não pode... Até o Oliver já percebeu.
– O Oliver?
– Sim, naquele dia que o Zacky e o Arin estavam 'discutindo' e eu tava conversando com ele... Foi o que ele me disse, que já tinha percebido.
– Você tem razão... Talvez seja melhor pararmos mesmo. Ou vão perceber, porque só andavamos grudados antes e estamos um pouquinho afastados demais. — Ele me abraçou e... Me jogou no chão. Normal, ele sempre fazia isso mesmo. E estavamos rindo, quando o Arin entrou na sala.
– Mel... Eu quero falar com você.
– É... Ok. Syn, depois a gente se fala.
Ele apenas sorriu e saiu da sala, sem dar nenhuma palavra.
– Algum dia desses, o Gates quebra a sua coluna te derrubando desse jeito.
– Sobre o que veio falar? — Perguntei depois de rir da piadinha dele, que tinha 90% de possibilidades reais, mas tudo bem.
POV's Syn
Já que o Arin andava muito misterioso ultimamente, mais do que normalmente era, talvez fosse melhor sair da sala sem reclamar. Sem nem imaginar que o Zacky estaria vindo. Não sei porque, mas ele tem andado meio paranóico em relação ao Arin... Continuei andando sem escará-lo, na tentativa de passar direto. E eu teria conseguido, se o miserável não tivesse colocado o braço para eu me bater e parar de andar.
Aquela era uma das últimas coisas que eu queria, encontrar com o Zacky no corredor e ficar encarando ele, já sabendo o que ele iria falar. Na verdade, acho que eu não queria conversar com ninguém. Eu queria conversar com a Mel, porque ela me entende e me ajuda, eles são mais estressados com isso. Acho que é exatamente por isso que depois da morte do Jimmy eu só me abri com ela. Porque o Jimmy era exatamente como ela. Eu consigo me sentir mais perto dele ao estar com ela, simplesmente por gostar muito da companhia dessa garota. Só que eu realmente não queria conversar com mais ninguém... Muito menos com o Zacky.
– Já chega, Brian Jr. Eu acho que já está na hora de conversarmos. Você não acha?
– Talvez já esteja na hora sim... Mas eu realmente não quero. — Tentei sair mais uma vez, mas eu nem sabia que aquele gordo tinha tanta força assim nos braços.
– Foda-se, eu não perguntei se você quer. Já chega dessa putaria. Você vai me falar tudo, ainda hoje.
– Como? Quer que todo mundo aqui escute?
– Não. Você não deve saber, porque resolveu que iria se afastar do mundo agora. Mas nós vamos para um hotel hoje e amanhã bem cedo vamos encontrar o Thomas por causa das cartas que o Matt recebeu. E hoje à noite eu vou passar no teu quarto e a gente vai conversar. E se você não estiver lá, eu vou te mostrar o estrago que um gordo é capaz de fazer. — Dito isso ele se virou e me deixou sozinho alí no corredor, apenas pensando.
Ótimo, eu havia sido ameaçado pelo Zacky e nem tinha reagido. Mas tudo bem, se ele quer tanto conversar, nós vamos conversar. Afinal, eu teria de manter ele calmo e ainda impor minha verdade para não arranjar confusão. Eu amo essa banda, eu não sei o que faria sem esse trabalho, sem esses caras. Guitarra é a minha vida e o meu sonho, desde pequeno. E eu tenho sido um idiota, à dois anos. Por isso acho que me abri mais com a Mel desde a morte do Jimmy. O estresse deles. Mas mesmo assim, eu teria que parar de agira como um idiota. Porque eles não tem que ficar aguentando mais isso e eu não quero que a banda acabe, muito menos por minha causa. Puta merda, o que eu fiz da minha vida? Porque o Jimmy não está mais aqui, porque??
Eu era alta e claramente obrigado a dmitir o que eu tentei esconder durante dois anos da minha vida. Sem o Rev, não fazia mais sentido. Parece que ele era o único que me entendia e me escutava sem brigar e ainda me fazia rir depois. Eu sinto muito falta daquele desgraçado sexy que era meu melhor amigo e ficava sabendo de cada mulher que dormia comigo, porque quando eu não contava qual iria ser, ele invadia o quarto de manhã, ignorando o fato de que ninguém transa de roupa. Realmente, um amigo assim, só encontramos uma vez. E eu perdi o meu. E perdi por causa da vadia da minha mulher. Tenho nojo de chamar aquilo de minha mulher, que pessoa mata o melhor amigo do marido? E ainda fica cheia de ciúmes pra cima de mim, por causa de uma garota de 14 anos. Ok, não é uma garota qualquer. É uma garota que se deita em uma cama comigo de noite, sem medo do que eu posso fazer. Uma garota que me escuta e me abraça quando eu não pesso um abraço. É minha melhor amiga, o alguém que dois anos atrás eu arrancava minha cabeça mas não dizia que iria aparecer. Mas ela nunca vai substituir o Jimmy... O meu Rev é simplesmente o meu Rev. E ela é a minha Mel, é diferente. Tá que a Michele tinha sim motivos para ter ciúmes da Mel... Mas ela nem fazia idéia disso.
- E Syn... — Zacky voltou para onde eu tava e escondeu o sorriso vitorioso que ele merecia ter no rosto, ao perceber que minha única reação tinha sido me encostar na parede e encarar o teto. — Para de beber. Eu não quero conversar com um bêbado, porque é coisa séria. — Ele tomou o copo de minha mão e, mais uma vez, eu não fiz nada. Nem forças para pegar o copo de volta eu tenho mais. Mas ele tinha razão, não perderia caso se mantasse sóbrio.
E agora minha situação me obriga a dizer... Eu estou com medo. Eu já não sei de mais nada. Agi como um idiota por muito tempo, agora tenho que sofrer as consequências. Mas eu temo não poder sofre-las sozinho. E eu não quero que nada aconteça para nenhum Avenger. Eu não me perdoaria nunca...
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