The Possibility That I Never Considered
5 When Life Is A Perfect Nightmare
Notas iniciais
POV's Syn
Acordei sozinho dessa vez. A Mel dormiu no meu quarto, mas ela me acordou no meio da noite. Não foi culpa dela, foi um pesadelo. Eu estava deitado e ela estava deitada, em meu lado, estávamos bem corfortáveis ali. Mas ela começou a ficar inquieta e suando. Eu me afastei, para dar mais espaço para ela. Que logo depois me assustou, levantando de vez da cama.
- Eu não queria... Não era para ser assim. Porque ela não entende? — Ela falava, parecia preocupada.
- Ela quem? O que ela não entende? — Perguntei, ainda assustado junto com ela. Mel estava com a respiração muito forte e forçada.
- Ela não entende nada, ela nunca vai entender... — Ela se sentou na cama, com as mãos na cabeça. Seus cabelos vermelhos estavam sendo bagunçados por ela mesmo, e eram lisos. Dificilmente ficavam bagunçados.
- Hey, calma. — Eu a abraçei. Não tinha mais o que fazer além disso. — Volta a dormir. Tá muito cedo ainda.
Não sei o que aconteceu. Não entendi direito. Eu apenas abrecei ela e voltei a dormir. Que ficou logo calma, acho que dormiu rápido também.
Mas agora eu tinha acordado e ela parecia estar dormindo. Quem disse? Aquela garota é um despertador ambulante. Não tinha mais ninguém no quarto, só eu. Então, levantei, tomei banho e me arrumei para mais um dia de ensaio. Em dois dias, estaríamos nos apresentando. A pequena ajudava muito na organização, apresentação... Ela dava ótimas idéias sempre. Talvez ela não tenha entrado em nossas vidas apenas... Pelo motivo que achávamos que ela tinha entrado. Acho que tinha mais de um porque.
Saindo do quarto, pude ver que ela, o Zacky e o Matt já estavam sentados, esperando a mim, ao Johny e ao Arin.
- Cadê os caras? — Perguntei.
- Já estão vindo. Estávamos te esperando mesmo. — O zacky me respondeu. — Tá se arrumando para casar, é noiva?
Todos começamos a rir. Engraçado, estávamos começando o dia de bom humor. Mas claro, teve uma pequena briga minha e de Zacky. Mas bem pequena mesmo, porque o Johny e o Arin chegaram rápido.
POV's Mel
Caminhando até o local de ensaio, eu ainda me sentia perseguida. Ou pelo menos, observada. Completamente desconcertada dessa vez. Eu fiquei inquieta, não estava tendo o melhor dia da minha vida. Não toquei no assunto com o Syn, mas eu ainda lembro do que se passou de noite. O pesadelo, eu acordei desesperada. Não era motivo para que eu acordasse, eu não entendi.
Não sei o quee minha mãe e meu pai faziam em meu sonho. Eles estavam andando, eu não conhecia os garotos nesse pesadelo. Mas eles estavam com vergonha de andar do meu lado e me deixavam para trás. Até que, em casa, eu perguntei porque eles faziam isso. Eles só me esculachavam. Falavam coisas horríveis e jogavam em minha cara que eu era uma estranha, ninguém queria ser visto ao meu lado. E depois eu não me lembro de nada. Só de que tudo começou a girar e eu não consegui mais respirar.
Estranho, muito estranho. Mas dói saber que não era diferente quando eu estava em casa e não com os meninos.
- Mel! — Silêncio. — Mel. — Silêncio. — Meeeel? — Eu podia escutar a voz do Arin, mas não conseguia responder. Eu estava distraída, sei lá.
- MEL!!! — Não foi só um que me gritou agora. Voltei ao pensamento real e fiquei encarando eles, sem saber o que falar. — Tá tudo bem? — Johny foi o único que perguntou dessa vez.
- Tá... O que foi? — Perguntei.
- Nada, a gente só queria sua opnião. — Matt respondeu.
- Ah, claro. podem tocar, eu falo. — Todos sorrimos em sincronia. Estranho, não?
Então eles tocaram e eu avaliei. Agora um pergunta, tem como eles fazerem alguma coisa em um palco que fique ruim? Nunca, isso não aconteceria. Eles tocam tão bem... Ás vezes, me dava vontade de subir alí e cantar com eles... Eu estragaria tudo, claro. — Sorri para mim mesma — Tá, isso não é normal.
- Hey, Melissa... — Eu reconheci logo a voz dela, claro.
- Oi, Daniele. — Sorri.
- Porque você anda sempre com o...
- Syn?
- Isso.
- Ele é o meu melhor amigo. E o meu garoto, eu o amo muito.
- É, mas até onde eu sei... Vocês são bem íntimos.
- Somos íntimos sim... — Eu me expressei um pouco confusa.
- Íntimos a que ponto? Tipo... Já ficaram muito sozinhos ou dormiram no mesmo quarto, sei lá?
- Sim... — Parei por um tempo. — Se interessou?
- O que? — Ele pareceu assustada.
- Pelo Syn. Gostou dele?
- Ele é casado, garota.
- Eu sei...
- Então pronto, que louca. — Nós duas rimos.
- Você tem razão, fui muito precipitada.
Claro que eu tinha me adiantado um pouco. Mas tanto ela quanto o Syn achavam que eu era idiota... Nem acredito nisso. Como se o Syn já não tivesse ido para cama com outras mulheres por causa de sua noiva. Não, eu sei que ele já foi e não foram poucas vezes.
Bom, finalmente o ensaio acabou e fomos todos para o hotel. Eu não gostaria de colocar um "finalmente" na frente de tudo. Mas eu não estava bem. Pelo contrário. Tenho andado muito mal, me sentindo muito estranha. Não sei expliicar.
POV's Matt
Eu já tinha tomado banho e em vez que colocar uma roupa para dormir, coloquei uma normal. Eu e os caras já tinhamos notado esse comportamento estranho dela á muito tempo. Ela nos contou doss problems com a mãe e o pai, além das outras pessoas que andavam com ela. Ela até comentou que só tinha amigos mais velhos e pelo internet depois. Mas nada de muito importante. Se bem que, quando se tratava daquela garota, tudo era motivo de importância ao extremo por preocupação. Ela é muito forte e pessoal, mas é muito emotiva.
- Cara, vai chegar todo mundo lá ou vai só um? — Johny perguntou.
- Não sei... Acho que se for todo mundo, ela vai ficar um pouco assustada. — Arin estava se preocupando com ela... O que aquela garota tem? Ela consegue chamar atenção de todo mundo. Até quando está quieta.
- Você tem razão... Vai lá, Brian. Ela é sua melhor amiga. — Falei. Claro que eu queria ir ver. Mas ele tinha muito mais intimidade com ela.
Um tempo de silêncio, suspeito e insatisfatório. Todo mundo fica curioso, não é mesmo?
- MELISSA HADNER!!! SAIA DAÍ AGORA! — Nós ouvimos o grito de lá de fora e nem sabíamos se deveríamos ou não tentar ver. — VOCÊS AÍ FORA, VENHAM AQUI AGORA. — Já tinha entendido a resposta.
- O que foi, Brian? Cadê ela? Cadê você? — Eu não estava vendo nenhum dos dois.
- Aqui na varanda do quarto.
Não foi a melhor cena de se ver. Não mesmo. Nunca achei que passaríamos por aquilo antes. Confesso que fiquei meio sem saber o que fazer. A varanda tem uma grade e depois dela, tem um pouco de chão. Até que acaba. Foi realmente horrível ver Synyster Gates com o braço estirado e a Mel bem na ponta do chão que tinha depois da grade. Com a maquiagem toda borrada, chorando muito e sem segurar, se quer tocar na mãe de Brian. Fica bem mais apavorante quando se está do quinto andar de um hotel de quartos altos e largos.
- Mel, não faz isso. — Johny falou. Ele não gritou, ele apenas falou. Quem arranja forças para gritar uma hora dessas?
- Porque? — Ela perguntou. Seus olhos pareciam uma fábrica de lágrimas.
- Pensa em nós. Por favor, pensa em nós um pouco. — Zacky começou a tentar também
- Ela está certa. Eu sou um fardo, eu decepciono todo mundo no final. Eu não mereço estar viva, não mereço sorrir se isso valer a tristeza dos outros.
- Mel, a gente te ama. Não faz isso, por favor. — Dessa vez fui eu.
Ela apenas balancou o rosto, ainda chorando.
- Minha pequena, por favor. Pensa em mim. Eu já perdi um melhor amigo uma vez. Não quero perder uma melhor amiga agora. Por favor, não faz isso. Você sabe segredos meus, você é a única amiga íntima que eu realmente pude chamar de minha. Você é a única que passou uma noite ao meu lado, sem motivos de maldade e sem medo, por ter essa idade. Pequena... Você é muito mais especial para mim do que pode imaginar. Eu te quero perto, muito. Quero poder dormir outra noite do lado da garota que tem coragem de me esculachar e me chamar de chato de manhã cedo, mesmo sendo minha fã. — Não precisaria comentar quem foi que falou isso, certo?
Ela o encarou, apenas a ele. Seus olhos brilharam, as lágrimas escorreram mais fortes, ela parecia sentir algum tipo de dor interna. Ele esticou a mão mais uma vez e eu pude perceber que seu rosto tinham lágrimas escorrendo. Coisa rara quando se tratava do Synyster Gates. Ela esticou seu braço e segurou a mão dele, que a puxou rapidamente para dentro do quarto e a abraçou bem forte. "Você é louca garota. Sua idiota. Eu te amo, de verdade. Não faz isso de novo." Ele falava. Depois, todos entramos no abraço e ficamos confusos.
- ok, o fato é que a gente já sabe de uma parte da história. Mas temos dúvidas da outra parte. Depois disso, desculpa, mas você vai ter que se explicar melhor. — Falei. Ela pareceu confusa. Sentamos todos, alguns nos puffs espalhados pelo quarto e outros na cama, com ela. Na verdade, o Zacky e o Syn na cama com ela.
- O que você quer dizer? — Ela perguntou, muito confusa.
Eu me levantei e saí do quarto.
POV's Mel
Eu não sabia o que estava acontecendo. Ele voltou e guardava algo em suas mãos. Mas eu ainda não os encarava. Claro, eu havia cometido uma tentativa de suicídio. Com que olhos eles iriam me enchergar agora? Tá vendo como eu sou uma idiota?
- Pode começar nos explicando uma coisa. Porque tem tantos anti-depressivos, de marca forte, em sua cama? Porque nunca vimos você com eles antes? — Matt perguntou. Eu gelei. Qual seria mesmo a outra reação? nenhuma.
- Anti-depressivos são remédios. — Respondi.
- Remédios, exatamente. Para quem tem doença. Uma doença chamada...
- Depressão. — Eu cortei o Zacky, completando a sua frase. — Parece que eu esqueci de contar que eu tenho essa doença.
- Porque quase pulou da janela? — Arin parecia ter mais reação que os outros ali.
- A minha mãe... A gente conversou por telefone.
- O seu celular tem replay de conversa. — Syn pegou ele da minha cama e colocou no aplicativo que queria.
Alô, Mãe?
Oi.
O que foi?
Eu tive um sonho com você.
Um... sonho?
Sim.
É, mãe. Eu tive um pesadelo com você.
No meu sonho, você era linda. Tinha seus cabelos castanhos de antes usava um vestido lindo para ir em uma festa de sua amiga. Sim, você tinha amigos no sonho. Todos os familiares te adoravam e você escutava músicas de pessoas normais... Sem querer ofender, claro.
Você já ofendeu.
Então tá, né?!! Me desculpa.
Tá.
Qual foi teu pesadelo comigo?
Eu ainda morava na sua casa.
E...
E você estava com vergonha de mim. [grito]Mas isso acontecia mesmo. Foi só nostalgia. Não foi um pesadelo. Foi só uma prova mesmo.[/grito]
Uma prova?
Sim, uma prova de como eu estou feliz morando com cinco homens agora. Cinco homens que se importam e não tem vergonha de mim.
Você vai perder eles.
O que?
Você sempre perde todo mundo no final. Ninguém te aguenta nunca. Você acaba decepcionando, fazendo as coisas erradas. Você é ótima nisso. Eles vão se cansar. E você vai ser arrepender de ter nascido. Vai correr para mim e vai se tornar uma pessoa normal.
PARA, MINHA MÃE! PARA DE ME JULGAR POR BESTEIRA. DEVE SER LEGAL PARA VOCÊ. jÁ PENSOU QUE EU PODIA FICAR LOUCA POR SUA CAUSA?
Louca você já é. Vê se nnão esquece de tomar seu remédio.
Eu não tomei. E EU NÃO VOU TOMAR.
Se não tomar, vai se matar.
Melhor assim, não é?
Não sei, depende de você.
Estou falando de como vai se sentir. Seria melhor para você, não seria?
~cochichos~
Não, você não teria um outro filho em troca, mãe. E tam...
O Syn parou a gravação. Ele percebeu que eu não parava mais de chorar e que não aguentaria escutar tudo aquilo até o fim de novo. Ele apenas me abraçou.
- A gente te ama. De verdade. Não acredita no que ela disse. A gente sempre vai te amar. — Ele falou. — Não sei se era para ser assim. Mas acabou sendo. Você tem meu amor verdadeiro, os deles também.
- Não sei o que falar... — Respondi.
- Ainda temos algo a perguntar. — Johny falou, encarando Matt.
- Pode me dizer o que é isso? — Ele mostrou finalmente o objeto que estava escondendo em suas mãos.
- Uma... lâmina? — Respondi.
- Foi encontrada dentro do short que estava usando no dia que quase foi atacada. — Ele continuou.
Eu fiquei calada e quieta. Mas nada.
- Eu sabia, pequena. Eu juroque já sabia.
- Como sabia, Syn?
Ele arrancou as pulseiras que eu sempre carregava em meu pulso esquedo.
- Ninguém usa pulseiras tão largas o tempo todo. Até dentro do ônibus, pequena. É claro que eu ía perceber.
Pois agora meu pulso estava á vista para quem quisesse ver. Marcas tomavam ele. Completamente. Estava todo cortado, ou cicatrizando.
- Mel... Porque? — Zacky não conseguia falar mais nada.
- É coisa demais para uma pessoa só aguentar. Era meu único refúgio.
- Nós não vamos deixar você fazer isso de novo. E vai ter que tomar seus remédios todos os dias, em tempo certo. Por favor, não nos assuste mais uma vez. — Zacky continuou. Eu sorri de leve, para deixá-los mais seguros. Eu realmente não pensava em fazer aquilo mais uma vez. — Mas... Era coisa demais para um pessoa aguentar. Tem mais do que aquilo que nos contou uns dias atrás?
Apenas balancei a cabeça, dizendo que sim. Todos ficamos em silêncio por um tempo. Aquilo era muito desconfortável...
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