The Possibility That I Never Considered

6 Dead Dancing In Their Graves


Notas iniciais
Não demorei para postar não, qual é. Eu tive um probleminha com minha mãe e meu pai aqui... Vocês vão perceber que isso é muito normal e se acostumar com o tempo. Bom, mais um capítulo. Espero que esteja bom.
MUDEI A CAPAA! u-u

- Mel, porque não contou tudo? — Zacky perguntou.

- Porque eu não queria que vocês soubessem nem metade do que falei. Não queria que soubessem o quanto sofri em casa. Não queria que soubessem que eu não tenho amigos. Muito menos que eu sou doente. — Falei abaixando a cabeça.

- Mas a gente precisava saber. Para evitar um acontecimento como esse. — Matt tentava me encarar.

Nesse exato momento, o Brian levantou da cama e saiu do quarto. Eu não podia ficar ali parada. Eu não podia deixar ele sair. Então eu simplesmente me levantei e fui atrás dele.

- Hey! — Chamei. Ele não estava longe e se virou para mim. — Porque saiu de lá?

- Não sei... — Ele olhou para baixo.

- Vai ficar chateado comigo? — Eu perguntei, com um tom muito calmo. O qual nem eu acreditava que seria capaz de usar um dia.

- Não... — Ele ainda não me olhava. — Só estou um pouco pensativo. Você tem que tomar seu remédio, Mel. Faz isso, por favor.

- Se você quizer, Gates, posso tomar todos eles de vez. — Respondi olhando para o chão e me virando. Me controlando muito, porque eu sentia meu espirito se afogar em lágrimas.

- Não! Tome apenas um, por favor. Espera, Gates?

- Sim, Gates. Mas se eu tenho meu melhor amigo chateado comigo e agora sou uma anormal... Não é nada de mais tomar todos os comprimidos que der de uma vez.

- Se fizer isso, eu pulo daquela janela.

- Não vale, apelo sentimental.

- Pequna... Eu só estou um pouco triste. Eu não quero nada que te faça mal. Eu só achei... — Ele parou por um tempo.

- Só achou...

- Que você confiava em mim.

- Eu confio em você.

- Então, porque não contou? — Ele finalmente me encarava agora.

- Porque eu não queria que me visse como uma doente. Porque eu achava que poderia esquecer tudo isso. Estava dando tudo certo. Eu achava que podia continuar assim, que eu deixaria de ser essa louca idiota aqui. Mas não. Eu continuo assim, louca. Eu sou uma idiota!

- A doença que age, não é sua culpa.

- É exatamente disso que eu estou falando. Se eu não vou agir por mim mesma, sou uma idiota. Eu senti que podia me controlar a partir de agora, mas estava errada. Porque sou uma idiota. Eu não tinha que ter me convencido do contrário, eu sou louca. Suicida, masoquista. Vocês não merecem ter um alguém como eu por perto. Desculpa.

- Caso não lembre, foi a gente que te salvou naquele dia.

- Eu sei. Mas...

- Não tem "mas". Você é minha pequena e eu não quero seu mal.

- Syn, eu sou uma idiota. Eu não quero estragar sua vida. A Michelle...

- O que tem a Michelle?

- Acha que eu não sei? Ela não gosta de mim. Somos amigos e... Ela acha que você é um pedófilo?

- Eu imagino que sim. — Nos rimos em silêncio e sem expressão. — Mas olha. A gente sabe o que acontece dentro de um quarto quando estamos juntos. As travesseiradas, as conversas, os sentimentos. Você é muito nova, mas faz uma diferença enorme para mim. Porque nenhuma mulher entrou em um quarto comigo só para olhar para o teto e conversar. Ou para me xingar todo e depois ficar recebendo minhas travesseiradas. Elas sempre tinham malícia e sengundas intenções.

- Eu sou uma garota.

- Você não age como uma. Você mesma falou que a vida não te dá esse privilégio. Mas você é uma mulher ao meu lado, que sabe como me fazer sorrir.

- Não foi o que eu fiz hoje. — Eu olhei para baixo.

- Não foi sua culpa. — Ele se virou e saiu andando.

Eu entrei em meu quarto, onde os meninos ainda me esperavam. Eu apenas deitei na cama e comecei a chorar. Eu não conseguia mais aguentar, sou emotiva mesmo. E agora, meu melhor amigo me via como uma louca. Ele está chateado comigo, eu tenho certeza. Eu tinha que ter pulado antes deles chegarem. Seria bem melhor, eu acho. Senti então, um alguém tocando meu cabelo e acariciando ele.

- Mel... O que aconteceu lá fora? — Matt me puxou para que eu deitasse em seu corpo.

- Nada demais...

- Você está chorando. Quer que eu acredite? — Ele continuou.

- Eu quase pulei da janela, foi o susto. Desculpa, tá? Não era para eu ter entrado na vida de vocês... Preferia que meus ídolos não soubessem da minha existência a que eles simplesmente me achassem louca.

- Para, Mel. Porque o Brian não veio com você? — Johny perguntou.

- Ele foi dormir...

- Você tem que fazer o mesmo. — Arin se aproximou. — Mas antes... — Ele me entregou a caixa com meus remédios. — Precisa tomar. É para seu próprio bem.

Eu peguei a caixinha da mãe dele e me sentei. Zacky me entregou um copo de água que pegou da mini geladeira que estava no quarto. Eu não podia falhar mais uma vez e fazer besteira. Tomei o remédio, eles estavam me olhando.

- Eu posso tirar isso daqui? — Matt apontava para a lâmina em sua mão.

- Eu não tenho escolha, não é? — Respondi com uma pergunta.

- Você não pode mais ter a companhia de algo que deixa marcas no seu braço. — Ele respondeu de volta.

- Olha, eu sei que dói tudo o que esta acontecendo. Eu sei que você se sente mal e que auto-mutilação vicia. Mas é um motivo para você largar. Isso também é uma doença, nós vamos te ajudar. você não precisa disso, tenho certeza. — Arin falou, tocando sua mão em meu rosto.

- Você tem razão. Eu tenho que parar de ser idiota. — Respondi.

- Faz isso assim que parar de se chamar de idiota. — Zacky me abraçou. — Nada disso é culpa sua.

Todos eles se despidiram de mim e foram para seus quartos. Na verdade, eu nem sei o que aconteceu lá fora. O efeito do remédio me fez dormir, porque eu não lembro de mais nada.

POV's Syn

Quem tanto mandou a Mel tomar os anti-depressivos dela, precisou tomar remédio acalmante para conseguir dormir. Eu não queria ter deixado a minha pequena ontem. Mas eu não esstava me sentindo bem. Juro que aceito o fato dela ter ficado com medo e ter escondido por isso, mas somos amigos. Eu achei que ela confiaria em mim. Mas eu me senti um completo idiota depois. Se ela tinha passado por mais do que eu sabia, tinha mesmo uma vida difícil. Mas já tinha mudado...

IDIOTA! Eu não tinha que ter ido dormir. Sou um ignorante que só pensa em si mesmo. A garota estava mal, tinha brigado com a mãe, tido um ataque de depressão e quase se atirou do quinto andar, tudo em uma noite. Ela precisava de mim, quando eu simplesmente me senti mal por pensar que não tinha demonstrado confiança o suficiente para que ela me contasse tudo.

Tomei banho e me arrumei o mais rápido que consegui. Coloquei minha camisa do Iron Maiden e calça preta. Um tênis e um dos meus chapéus. Fui para o corredor e todos estavam lá. Menos a minha pequena.

- Onde está ela? — Perguntei completamente sem ânimo.

- Disse que está se arrumando. — Arin respondeu.

- Mas ela sempre é a primeira a acordar e não demora para ficar pronta. — Continuei.

- Vai chamar ela... Talvez seja melhor. — Zacky comentou.

Ele tinha razão. Eu andei até a porta do quarto dela e bati. "Está aberta" eu pude escutar ela falando.Então abri e entrei. Ela estava toda pronta, mas estava sentada em sua cama. Usava uma camisa do Iron Maiden, irônico, não? Mas a minha era preta, a dela vermelha. E ela usava uma calça estilo "Rockeiro emo" colada, toda preta. Um All Star em seu pé, vermelho. As pulseiras cobriam seu pulso mais uma vez. Mas eu sabia que não havia algo novo para ser escondido ali.

- Pequena... A gente tem que conversar.

Ela balançou a cabeça, dizendo que sim.

- Só tem eu e você aqui... Não tem vergonha. Porque não me contou mais nada?

- Porque eu não queria que me visse como uma louca.

- Tentou se atiirar do quinto andar.

- Eu iria agradecer se parasse de tocar no assunto.

- Desculpa. — Eu me senti culpado, ela tinha razão. Mas eu tinha que falar. Ela sorriu de lado. — Mas eu não queria que me escondesse nada.

- Também não queria esconder. Mas me senti na necessidade. Deve ser efeito da doença, sei lah. eu sou louca, idiota, emotiva, depressiva. Não sou boa companhia. — Ela olhou para baixo.

- Eu gosto de más companhias. — Nós rimos. — Para de se monospresar. Se coloca para cima, fica melhor.

- Você me tratando desse jeito não ajuda.

- Eu sou um idiota.

- Eu sei. — Nós dois rimos, mais uma vez.

- Então... Vamos indo logo. Ou o...

- VOCÊS DOIS AÍ QUEREM ANDAR LOGO? — Delicado o Matt, não?

- Ou acontece isso? — Ela perguntou.

- sim.

andamos até o local de ensaio, nós seis. A Mel ainda estava estranha e totalmente inquieta. E pensando, eu pude me tocar. O sonho dela. A mãe dela, o telefonema. Fazia sentido. tem mais alguma coisa atormentando ela. Só que eu me distraí e não perguntei. Sou ótimo, né?

Poderia dizer que foi mais um dia de ensaio normal? Não. A Mel resolveu se vingar de mim, só parece mesmo. Andando, distrído... Ser chamado por uma garota e ok. Conversando. A Daniele passa na frente. O que a garota faz? Ela puxa a mulher, assustando — a totalmente.

Eu e Daniele nos olhamos e depois de um tempo, desviamos nossos olhos uns dos outros. Mel a soltou, que sorriu e saiu andando.

- De nada. — Ela falou me olhando e sorrindo de lado.

- Você é louca, garota.

- Eu sei disso, gato. Mas foi por uma boa causa.

Eu abracei ela e a esmaguei, levando-a até o palco. Claro que nós dois ríamos, mas eu tinha que ter agradecido a ela. Não sei o que tem nos cachos de Daniele, que me chamam tanto a atenção... Mas isso não era o mais importante. A Mel tava mal, com problemas. Eu não sei de nada. Não quero que ela se magoe comigo. Acho que da próxima vez, eu amaro ela em uma cadeira e só a solto quando me contar a verdade...

- SYNYSTER GATES, QUAL O SEU PROBLEMA? TÚ FICA AÍ COM CARA DE NADA, PENSANDO EM SEI LA O QUE... ou quem... MAS DO MESMO JEITO, EXISTE UMA COISA CHAMADA ENSAIO E VOCÊ ESTÁ NO MEIO DE UM. — Delicadeza realmente não é o ponto forte do Matt. Não o tempo todo... Enfim.

- Ô, SEU VIADO. NÃO PODE MAIS SE DISTRAIR UMA VEZ NA NA VIDA. — Eu também não osu nada delicado...

- Tá andando muito comigo... — A Mel falou, subindo no palco para entregar a guitarra para o Zacky. Folgado ele, não?

Todos riram do comentário.

POV's Mel

Eles finalmente tocaram a Welcome To The Family certo. Eles estava em gravação de segunda voz, sou uma burra mesmo.

- A gente precisa de uma última música. — Matt falou.

- Porra, cara. De última hora fica difícil. — Zacky comentou.

- Se nós sabemos tocar, vai na base do improviso e ensaio de última hora. — Matt é persistente. Todos concordaram, bem discretamente, com a cabeça. — Qual você gosta, pequena?

- Você quer morrer? — Syn perguntou e todos riram.

- Gosto de Dancing Dead. — Respondi.

- É, é uma boa opção.

Então eles começaram a tentar. Não tinham muito a fazer mesmo. Depois de chegarem á um acordo, fizeram um ensaio geral. Só para mim, eu sou muito foda. Então eu lembro da emoção que era estar em meio a uma multidão, fazendo o possível e o impossível para ver seus ídolos. E aqui estou eu, em show particular. Eu nunca imaginaria isso. Minha vida mudou, não poderia ficar mais perfeita. Mas porque eu não conseguia esquecer meus problemas? Porque as doenças ainda me seguiam? Até me tocar que estava chorando ao som de So Far Away. Nunca me controlo mesmo. Mas eu senti algo estranho naquela hora. Algo bom. Eu senti felicidade, saudade, tristesa, emoção... Tudo ao mesmo tempo. Bom, eu estava repassando minha vida em um show particular do Avenged. Talvez seja essa a história. Mas eu sentia que não era, eu ainda sinto.

- Sua emotiva boba, pare com isso. — Johny falou do palco.

- Já parei. — Gritei.

Foi um dia legal. Eles tocaram bem e nem parecia que tinha acontecido algo do tipo que aconteceu noite passada gostva disso.

Voltando para o hotel, o mesmo de sempre. Isso não é normal, mais uma doença? Eu não preciso de mais uma loucura em minha vida. Mas não era minha escolha.

- Eu quero conversar com você, ainda essa noite. — Synyster sussurou para mim no caminho.. Eu apenas o olhei. — Eu percebi, garota.

- Tá bem então... — Sussurei de volta.

- E tem mais, to com uns filmens lá, a gente pode assistir.

- Teu quarto me atrai pesadelos... — Sorri fraco e baixo.

- Eu atraio pesadelos, enfim. — Nós rimos. — Eu vou estar esperando. E eu quero a verdade.

Eu apenas concordei com a cabeça. E fui para meu quarto.

Notas finais
Gostaram? Eu não acho que vocês estão gostando, mas enfim. Continuo postando. haha' Agora... to com putra idéia e quero postar (sim, sou atacada. E já falei isso antes). Mas quero saber qual das modalidades vocês preferem (banda). Se bem que vocês nunca fazem isso quando eu peço... Enfim.
Opções: My Chemical Romance.
Tokio Hotel
Faz com Avenged mesmo.
Espero que ajudem, quero tentar agradar. Bom, obrigada leitoras lindas. Amo vocês. PS.: Não gostei do Rock in Rio de hoje --' Vou lá ensinar o significado de ROCK para eles e mostrar que é bem diferente de axé, é.